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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

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Um olhar sobre o Mundo

15
Out11

Muito humor, Peanuts e novos autores portugueses na BD da Amadora

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O Festival da Amadora decidiu assinalar este ano os 60 anos da série americana Peanuts
O Festival da Amadora decidiu assinalar este ano os 60 anos da série americana Peanuts (DR)
O humor é o tema central da 22ª edição do Festival Internacional de BD da Amadora, que este ano decorre entre 21 de Outubro e 6 de Novembro.

A exposição “O Humor na Banda Desenhada”, situada no Fórum Luís de Camões (Brandoa) – onde estará instalado o núcleo central do festival –, celebra o centenário do humorismo em Portugal e o peso que ele tem na banda desenhada nacional. Em destaque está a criação, em 1911, da Sociedade de Humoristas Portugueses. O segundo módulo é dedicado ao humor na BD internacional e ao seu papel na evolução histórica e geográfica desde 1800 até ao tempo presente.

O Festival da Amadora decidiu também assinalar este ano os 60 anos da série americana Peanuts, criada em Outubro de 1950 por Charles M. Schulz, com uma exposição antológica, desenvolvida em colaboração com a Peanuts Worlwide e o Museu Charles Schulz.

A nova geração de autores portugueses está amplamente representada numa mostra colectiva que apresenta originais de Rui Lacas (álbum “Asteroid Fighters”, prémio para o melhor álbum português em 2010), Filipe Andrade (álbum “BRK”, prémio do melhor desenho de álbum português), Filipe Melo (álbum “As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy”, prémio do melhor argumento de álbum português), Nelson Martins (“Tout sur les Célibataires”, prémio do melhor álbum português em língua estrangeira) e Richard Câmara (prémio da melhor ilustração para livro infantil, “O Homem que ia contra as Portas”).

Ainda na Brandoa, a exposição “Ano Editorial” apresenta os livros nomeados para os prémios nacionais de BD 2011, a atribuir pelo festival.

Como em anos anteriores, a organização promove extensões do festival em outros equipamentos culturais do concelho da Amadora. Assim, a Galeria Municipal Artur Boal recebe uma exposição antológica de Fernando Relvas. Na Casa Roque Gameiro podem ser vistos os originais de Yara Kono, prémio nacional de ilustração em 2010. 

Nos Recreios da Amadora estará patente a exposição “AmadoraCartoon”, enquanto no Centro Nacional da BD e da Imagem se apresenta a exposição “História com Humor”, dedicada a Artur Correia e António Gomes de Almeida. No Museu Municipal de Arqueologia pode ser vista a mostra “Um Dia há Quatro Mil Anos, Um Menino como Eu”, de João Martins. 

Finalmente, a Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos acolhe “José Pires, 50 Anos de BD” e a Escola Superior de Teatro e Cinema recebe as pranchas originais do álbum “É de Noite que Faço as Perguntas”, de David Soares, André Coelho, Daniel Silvestre, João Maio Pinto, Jorge Coelho e Richard Câmara.

Além da habitual presença de autores portugueses, para participarem em sessões de autógrafos, debates e encontros, estarão este ano na Amadora Alex Baladi (Suíça), Luiz Gê (Brasil), Roberta Gregory (Estados Unidos), Juan Cavia, Santiago Villa (ambos da Argentina) e Eric Maltaite (Bélgica), entre outros.

15
Jul11

MOVE.AR - FESTIVAL DE ARTES DE RUA DE SETÚBAL

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MOVE.AR - FESTIVAL DE ARTES DE RUA DE SETÚBAL

 

Move.AR – Festival de Artes de Rua de Setúbal anima a cidade

 

Pintura facial, malabarismo, modelagem de balões, espectáculos de pirofaga, instalações, estátuas vivas, artesanato urbano, teatro de rua, oficinas para crianças, actividades para bebés, entre muitas outras acções que o Festival de Artes de Rua de Setúbal – Move.AR proporciona a todos os públicos. O Festival é organizado pelo Teatro do Elefante e decorre até dia 17 de Julho, com programação durante todo o dia em vários locais da cidade.

 

No festival são apresentados múltiplos modos de articulação entre as diversas formas de Arte. Deste modo promove-se a intervenção artística de qualidade em espaços acessíveis a todos, estimulando as múltiplas formas de colaboração entre as actividades artísticas, as indústrias do lazer e os agentes económicos e turísticos locais, em geral.

 

No fim de semana que marca o final do primeiro período do Festival, que regressa entre os dias 8 e 19 de Agosto, destaca-se a Oficina de Percussão, dinamizada por Bruno Cintra do Agora Teatro. Esta Oficina dirige-se a crianças a partir dos 4 anos, na qual são explorados os ritmos tradicionais individualmente e em conjunto, bem como os próprios instrumentos.Acompanhando a música ao vivo de uma gaita de foles, a oficina decorre no dia 14 de Julho, pelas 17 horas, no Parque Urbano de Albarquel, com inscrição para os contactos da Companhia. A par da oficina mantêm-se actividades todas as manhãs na Placa Central da Avenida Luísa Todi, como a pintura facial, a modelagem de balões, entre outros. Entre as 10.30h e as 13h, aproximadamente, este espaço é animado e proporciona um conjunto de acções, com participação gratuita para todos, bem como todas as informações sobre o Festival.

 

O  festival é organizado pelo Teatro do Elefante, uma estrutura financiada pelo Ministério da Cultura - DGArtes, e apoiado pela Câmara Municipal de Setúbal e Made In Café|Kids. Todas as informações podem ser cedidas pelos contactos do Teatro do Elefante, elefante@teatrodoelefante.net, 927 751 881 e 916 887 596.

 

31
Mar11

Mad Men vai regressar para quinta temporada

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Mad Men vai regressar para quinta temporada
 
A série Mad Men vai regressar para uma quinta temporada no ano que vem. Segundo a AMC, a cadeia televisiva que transmite a série nos Estados Unidos, explicou que o atraso se deve a uma discórdia com o criador, Matthew Weinwe, sobre a hora da estreia televisiva.

Porém, tendo em conta o sucesso da série, a AMC ofereceu a Weinwe um contrato de mais três temporadas no valor de 30 milhões de dólares.

Por seu lado, o criador do programa, não está de acordo com algumas das propostas da cadeia sobretudo a ideia de reduzir o tempo de cada episódio em dois minutos para juntar publicidade. Weiner defende que isto fará da série de publicitário dos anos 60 um espectáculo «totalmente diferente».

Os fãs da série já inundaram as redes sociais com queixas sobre o atraso no regresso da série.

 

Via Sol

26
Mar11

Filme de Manoel de Oliveira no primeiro Festival Internacional de Pequim

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Filme de Manoel de Oliveira no primeiro Festival Internacional de Pequim
 
O último filme de Manoel de Oliveira, O Estranho Caso de Angélica será exibido na China em Abril, durante o primeiro Festival Internacional de Cinema de Pequim, disse hoje fonte da organização do certame. 

Co-produção envolvendo quatro países (Portugal, Brasil, França e Espanha), O Estranho Caso de Angélica, realizado em 2010, é também o único filme de um autor português incluído na programação do festival de Pequim, indicou a mesma fonte.

Cerca de 100 filmes estrangeiros - cinco vezes mais do que a quota anual de importação em vigor na China - vão ser exibidos no certame, entre 23 e 28 de Abril.

É «um festival sem prémios» e, alem de exibir filmes que provavelmente não chegarão às salas chinesas, pretende servir como «plataforma de cooperação» entre produtores, académicos e animadores de certames idênticos.

Entre os filmes já anunciados, e por ora só disponíveis em DVD piratas, figuram Cisne NegroA Rede Social127 Horas e O Indomável.

O Festival, organizado pela Administração Estatal da Rádio, Cinema e Televisão e o governo municipal de Pequim, assume-se como uma iniciativa «inovadora, aberta e orientada para o mercado».

Desde 2003, as receitas de bilheteira dos cinemas chineses subiram em média 35 por cento ao ano e em 2010 ultrapassaram os 1.086 milhões de euros, mais de 10 por cento dos quais facturados pelo filme de James Cameron, Avatar.

 

Via Sol

25
Mar11

Paula Rego em Serralves com trabalhos nunca expostos

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«Possessão», uma das obras de Paula Rego expostas em Serralves
«Possessão», uma das obras de Paula Rego expostas em Serralves

 

 

Museu do Porto recorre aos seus próprios fundos para organizar exposição com obras deAntónio ArealJorge Queiroz e Paula Rego.

Algumas obras de Paula Rego nunca antes expostas poderão ser vistas a partir de amanhã no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto.

Trata-se da mostra "Recordações da Casa Rosa", patente ao público até 12 de junho, na qual se reúnem ainda trabalhos de António Areal e Jorge Queiroz.

Para organizar esta exposição o museu recorreu à sua própria coleção e organizou-a de modo a poder colocar em confronto os universos de três artistas que, em comum, têm, pelo menos, o recurso à figura e à narrativa.

As obras agora em exposição, dizem os responsáveis pela mostra, "podem facilmente ser associáveis a uma 'biblioteca' surrealista, transportando-nos para uma dimensão onírica, transgressora dos limites da representação". Resistem, no entanto, a essa possibilidade "pela sua singularidade, fugindo a uma identificação com um paradigma".

As ficções de Paula

Embora as histórias sejam uma componente fundamental da pintura de Paula Rego (1935), a artista, como diz João Fernandes, diretor do Museu de Serralves e comissário da exposição, "nunca se dedica a uma mera ilustração dos acontecimentos ou das situações suscitados pelo seu ponto de partida. Os livros e as histórias que lhe servem de referência funcionam como um intertexto da ficção que cada trabalho seu constitui".

António Areal (Porto, 1934 - Lisboa, 1978), a par da produção visual manteve uma produção ativa no domínio da teoria e da crítica de arte e, como se diz na apresentação da exposição, "foi sempre uma referência importante para outros artistas, entre os quais Paula Rego".

Na sua obra constata-se o recurso a soluções formais oriundas do universo da banda desenhada e da arte gráfica. Em Serralves, serão apresentadas duas séries de desenhos, datadas de 1968 e 1972.

Ecos do surrealismo

A primeira corresponde a trabalhos que, "revelando ainda ecos do surrealismo, traduzem já influências da arte op e da pop, assim como o recurso a composições formais associáveis às artes gráficas", refere o texto de apresentação.

Na série de 1972, já afastado do contexto artístico devido a problemas de saúde, António Areal dedica-se quase em exclusivo ao desenho.

Jorge Queiroz, nascido em Lisboa em 1966, recorre a meios de registo diversificados, como a grafite, o lápis de cor, o pastel de óleo, o acrílico ou o guache.

Produz desenhos "que apresentam uma profusão de elementos figurativos e abstratos que se justapõem, fundem e transformam e que, através de processos análogos à livre associação, constituem exuberantes ficções, alheias a qualquer narrativa ou guião".

Nos dias 16 e 28 de abril, às 15h30 e às 18h30, respetivamente, e a 2 de junho, às 18h30, serão feitas visitas guiadas à exposição. A visita do dia 16 é exclusiva para Amigos de Serralves.

 
21
Mar11

Orquestra YouTube dedica concerto inaugural às vítimas de desastres naturais

olhar para o mundo
Orquestra YouTube dedica concerto inaugural às vítimas de desastres naturais

 

 

O concerto inaugural da Orquestra Sinfónica do YouTube, que integra o trompetista português Pedro Silva e o violinista brasileiro Vasken Fermanian, estudante em Castelo Branco, foi hoje dedicado às vítimas de desastres naturais no Japão Austrália e Nova Zelândia.

O espectáculo na Casa da Ópera de Sydney incluiu a participação de vários solistas convidados e revestiu-se de um carácter multimédia expresso em performances como a da ucraniana Ksenya Simonova, com os seus desenhos em areia concebidos em tempo real, e o artista digital Android Jones, que ao longo do concerto criou várias das projecções observáveis no interior do auditório e também na sua característica estrutura arquitectónica exterior.

Michael Tilson Thomas conduziu o concerto desta manhã (hora de Lisboa) e, perante os cerca de 2.500 espectadores que quase lotaram a sala e os largos milhares que o terão acompanhado pela internet, declarou, a propósito da experiência que esta semana reuniu os 101 músicos de 33 países escolhidos para o colectivo:«Sei que os membros da orquestra se associam a mim no agradecimento à Google e ao YouTube por nos terem dado esta oportunidade e os meios de a partilhar convosco».

«O programa do concerto foi planeado há meses de forma a ser espectacular e colorido», continuou o maestro norte-americano, «mas hoje estamos conscientes das pessoas que no Japão, na Austrália e na Nova Zelândia estão a sofrer os efeitos de desastres naturais».

O concerto inaugural da Orquestra Sinfónica do YouTube 2011 foi, por isso, dedicado a essas populações, procurando demonstrar que a música, embora de uma «beleza que parece muito frágil»,«pode ser um conforto em tempos como estes».

Através da internet, pôde verificar-se que Pedro Silva actuava a meio da fila de sopros disposta na primeira posição que se elevava acima dos naipes de cordas, enquanto Vasken Fermanian se encontrava à esquerda da formação, no grupo dos primeiros violinos.

O primeiro músico tem 20 anos, reside em Santa Maria da Feira, frequenta a Licenciatura em Música da Universidade do Minho e, entre os 12 trompetistas que chegaram à final, foi um dos quatro escolhidos para o colectivo do YouTube.

Vasken Fermanian tem a mesma idade e estuda violino na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, mas é natural de Fortaleza, no Brasil, e, entre 79 finalistas desse instrumento, foi um dos 31 seleccionados para a formação..

Criado em Fevereiro de 2005, o YouTube é o maior site de vídeos da internet e em 2009 lançou «a primeira orquestra colaborativa do mundo», em que os músicos prestam provas em vídeo e são avaliados através da internet por um júri que escolhe os finalistas, votados depois online pela comunidade de utilizadores do site.

Na sua primeira edição, a orquestra do YouTube recebeu cerca de 3.000 candidaturas de 70 países, acabando por escolher 94 músicos, entre os quais o violinista português Tiago Santos. Em 2010, terá recebido 10.000 inscrições e escolhido 336 finalistas, entre os quais se incluiu também a flautista Ana Carina Sousa, o violinista Nuno Vasconcelos, o trompista Luís Duarte Moreira e o oboísta Samuel Bastos.

 

Via Sol

16
Mar11

Queen fazem 40 anos

olhar para o mundo
Queen fazem 40 anos
 
Os 40 anos de existência dos Queen são assinalados pela reedição dos primeiros cinco álbuns, remasterizados, da banda britânica e pela compilação Queen - Deep Cuts 1973-1976 de canções que não estiveram nos tops.
 

Os álbuns remasterizados são Queen IQueen IIShear Heart Attack,A Day at the Opera e A Day at the Races, postos à venda em cd nomais e em edições especiais com dois discos e materiais inéditos.

 

Com vendas globais de mais de 170 milhões de álbuns, os Queen deixaram temas como Bohemian RhapsodyCrazy little thing called loveWe are the champions e Radio Ga Ga.

 

Criada no início dos anos 1970, a banda era então constituída por Freddie Mercury, Brian May, Roger Taylor e John Deacon.

 

A morte do vocalista Freddy Mercury em Novembro de 1991, aos 45 anos, não impediu que a banda se mantivesse, obtendo mesmo um enorme êxito de vendas - 20 milhões - com o álbum Made in Heaven (1995) que incluía as últimas gravações deixadas pelo vocalista nascido em Zanzibar.

 

A banda manteve o nome, mas hoje é constituída por Brian May, Roger Taylor e Paul Rodgers.

 

Via SOL

29
Jan11

húmido ou úmido com o novo Acordo Ortográfico? connosco ou conosco?

olhar para o mundo

 

Acordo ortográfico

 

Em relação ao acordo ortográfico, não vi referências específicas sobre: 1. Connoscoem Portugal, que os brasileiros escrevem com um "n" (conosco). 2. Húmido (e derivados) que no Brasil são escritos sem "h" vão perder ou não o "h"? (aplica-se o ponto 1 ou 2 da Base II do acordo?)
Pierre Filipe (Brasil)


O Acordo Ortográfico não é explícito relativamente à questão colocada, mas permite-nos verificar que, neste e em outros casos, as diferenças ortográficas entre o português europeu e o português do Brasil não vão desaparecer com a aplicação deste acordo.

Em relação às formas connosco/conosco, mas também em relação a outros contextos análogos, como comummente/comumente, não há no Acordo Ortográfico de 1990, nomeadamente na Base IV, que diz respeito às sequências consonânticas, qualquer indicação sobre este contexto consonântico, o que permite manter as tradições ortográficas de Portugal (ex.: connosco, comummente) e do Brasil (ex.: conosco, comumente).

Relativamente ao uso do h inicial, a Base II do Acordo Ortográfico preconiza, na alínea a) do ponto 1, que o h inicial se emprega "por força da etimologia: haver, hélice, hera, hoje, hora, homem, humor", o que justifica o uso de húmido com agá (válido na norma europeia do português) ou sem agá (válido na norma brasileira do português), uma vez que este pode derivar do adjectivo latino humidus que tem também uma varianteumidus.
Por outro lado, a alínea a) do ponto 2 da mesma base indica que o h inicial se suprime "quando, apesar da etimologia, a sua supressão está inteiramente consagrada pelo uso: erva, em vez de herva; e, portanto, ervaçal, ervanário, ervoso (em contraste comherbáceo, herbanário, herboso, formas de origem erudita)", o que justifica o uso deúmido sem agá (válido na norma brasileira do português), mesmo que não houvesse o adjectivo latino umidus.
Se compararmos a Base II do Acordo de 1990 com a correspondente Base III do Acordo de 1945 (para o português de Portugal) ou com o ponto III do Formulário Ortográfico de 1943 (para o português do Brasil), verificamos que não há nenhuma alteração pertinente nas prescrições ortográficas, mas antes que húmido ou úmido são justificáveis segundo os critérios explicitados, apesar de as tradições ortográficas das duas normas consagrarem apenas uma das formas em cada norma.

 

 

Via Flip

29
Jan11

MUSEU VIRTUAL ARISTIDES DE SOUSA MENDES

olhar para o mundo

“2 milhões de refugiados, provenientes das províncias de leste, chegam esgotados pelas estradas” (Alemanha)

“2 milhões de refugiados, provenientes das províncias de leste, chegam esgotados pelas estradas” (Alemanha)
Centro de Documentação e Informação – Diário de Notícias Dossier Mapas (1939-1945); pasta – campos de concentração

...) Permitam-me começar com uma citação de Elie Wiesel: "Não transmitir uma experiência é traí-la." Relembrar o passado e os milhões de pessoas que pereceram no Holocausto é o mínimo que podemos fazer para honrar a sua experiência. A memória é o que devemos às vítimas, aos sobreviventes, aos libertadores e a nós próprios.

 

Entre 17 de Junho e 8 de Julho de 1940, Aristides de Sousa Mendes , Cônsul de Portugal em Bordéus, emitiu vistos de entrada a 30.000 judeuse outros refugiados em fuga de uma França ocupada pelos nazis. Em menos de três semanas conseguiu salvar o equivalente a uma cidade inteira da destruição quase certa. (...) Não exagero ao dizer que milhões de pessoas que hoje estão vivas devem a sua existência, de forma directa ou indirecta, a este homem corajoso que morreu indigente e em desgraça, punido pelo governo de Salazar por ter desobedecido à ordem directa de suspender a emissão de vistos a judeus refugiados. (...)

 

Eis a definição de um verdadeiro herói: um homem que desobedece ao seu próprio governo e que paga um elevado preço pessoal para fazer o que está certo - salvar pessoas inocentes da morte e do sofrimento. Esta é, também, a definição de um verdadeiro diplomata: alguém que usou o seu cargo influente para ajudar as pessoas a atravessar as fronteiras para a segurança no meio de uma guerra terrível. (...)

É, indubitavelmente, uma história encorajadora. A maioria das histórias do Holocausto não o é.

 

(...) O Holocausto - como conceito e como sistema - teve origem na mente dos homens. Não foi uma catástrofe natural. Foi uma catástrofe provocada pelo homem. O preconceito está a aumentar nos nossos próprios países, mas também noutros lados, tanto na esfera pública como nos bastidores. É justamente a este nível que a luta tem de ser travada.

 

Genocídios e crimes contra a humanidade continuam a ocorrer em muitos lugares do mundo. O conhecimento sobre as origens, os motivos e o significado do Holocausto é imprescindível para sensibilizar a opinião pública e mobilizar forças para fazer recuar essas tendências. (...)

Temos de ter sempre bem presente na nossa memória a fragilidade da vida humana e a vulnerabilidade das nossas sociedades. Temos de preservar a memória do Holocausto para a posteridade como uma lição sobre a falta de moral da humanidade. Fazemo-lo com a esperança de que possamos, de facto, aprender com os acontecimentos do passado. (...)

 

Gostaria de citar uma parte do discurso do Professor Yehuda Bauer, Presidente Honorário do ITF , proferido há exactamente cinco anos, na Assembleia-Geral das Nações Unidas, no Dia Internacional da Memória do Holocausto : "Certamente, o Holocausto revela as profundezas da depravação humana, porém, nas suas margens, encontram-se os picos do sacrifício pessoal em prol dos outros. E isso mostra-nos que existe uma alternativa".

 

A nossa memória colectiva é o que define o nosso presente e futuro. Sem a memória do Holocausto, não conseguiremos construir sociedades democráticas e pluralistas nas quais a diversidade étnica, cultural e religiosa seja não só tolerada mas, também, respeitada e valorizada.

 

Devemo-lo ao sacrifício pessoal de Aristides de Sousa Mendes. (...) Devemo-lo á criança esquecida que foi morta e cujo nome não entrou na História. (...)"

Clique para visitar o museu
MUSEU VIRTUAL
ARISTIDES SOUSA MENDES

 

Via expresso

18
Jan11

The Legendary Tigerman & Convidados nos Coliseus de Lisboa e Porto

olhar para o mundo

Não foi só no aclamado Femina (2009) que Paulo Furtado colaborou com outros músicos, nacionais e estrangeiros, mais ou menos conhecidos. Quem for aos Coliseus, para a semana (dia 21 no Porto, no dia seguinte em Lisboa), terá o privilégio de passar em revista algumas dessas parcerias, numa noite que se adivinha única e recheada de surpresas. Dead Combo, Nell Assassin, DJ Ride, Rita Redshoes, Lisa Kekaula, Mick Collins e Jim Diamond são alguns dos convidados.

Mick (que produziu os dois primeiros álbuns dos White Stripes) e Jim – vocalista dos Dirtbombs e dos Gories – participaram no disco Black Rusty Pussyboat, cujas músicas foram feitas 10 minutos antes da entrada em estúdio, inspiradas por uma garrafa de Macieira. Todo o relato deste feliz encontro, pela voz do Legendary Tigerman, no vídeo abaixo.

 

 

 

 

 

Via BodySpace.net

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