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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Um olhar sobre o Mundo

15
Set10

Cavaco Silva, Dá Licença?

olhar para o mundo

Se o senhor Presidente não se incomodasse eu gostaria de lhe dirigir umas palavras, adiantando já que serão palavras educadíssimas, mesmo quando me limitar a narrar factos, o que às vezes pode traduzir-se numa linguagem dura, vá, directa, sim, mas no meu dicionário isso nada tem de pouco educado.

Por outro lado, gostava de brindar o senhor Presidente com a alegria de se saber um político, imagine, e por isso sujeito a elogios e a críticas, o que me leva a requerer que não tome qualquer crítica minha como falta de chá, ódio ou mesmo resultado de um problema psicológico.

Eu percebo que seja mais agradável assistir todos os dias aos ataques feitos a essa coisa que se chama "o outro", mas, imagine, senhor Presidente, que estando V. Exªa a ocupar esse cargo, eleito pelo povo, sem o meu voto, é certo, mas ainda assim jurando defender a Constituição, que é de todos e a todos representando, eu pedia-lhe que pusesse os pés na terra e que descobrisse a alegria de pertencer ao mundo dos vivos, no seu caso particular, ao mundo dos titulares de cargos políticos, no seu caso particular logo o de PR, ora já viu que maçada nós que o elegemos termos o direito de nos expressarmos acerca da forma como exerce o seu mandato?

É isto, é esta coisa maçadora para si, chama-se democracia. Eu reparei, quando promulgou a lei que consagrou o CPMS, por exemplo, que estava muito desagradado com o facto de a maioria parlamentar, que tinha posto a dita lei no respectivo programa de governo, não ter aprovado a proposta da oposição, sim, reparei, tomei nota da angústia que a democracia causa no senhor Presidente. De resto, recordo-me de si quando era PM, quando não se enganava ou não tinha dúvidas ou lá o que era. Recordo-me de como achava dispensável ir à AR, aquele órgão muito chato, eleito por todos nós, que tem representadas as principais correntes políticas presentes na sociedade. Era fastidioso para si, claro, estava-se tão bem em São Bento, a decidir tudo por decreto, para quê ir aturar vozes, plural, vozes, que cansativo, e São Bento tão agradável, já outro senhor que percebia de finanças não diria melhor.

Agora teve o senhor Presidente de aturar uma cartaescrita a pensar nas presidenciais onde a histérica da Deputada europeia sem educação Edite Estrela se atreve, imagine-se, a tecer considerações políticas sobre si que é um político, ups, isso, um político. Que deu à senhora? Então veio dizer que o Rei Absoluto, perdão, que o Presidente "nunca perdeu uma oportunidade de se demarcar do governo, de dificultar, aberta ou dissimuladamente, a sua acção, e até de obstruir deliberadamente muitas medidas constantes do programa eleitoral sufragado pelo povo português"? Mais disse que "durante o seu mandato, foram frequentes as quezílias, intrigas e até campanhas, dirigidas por assessores da sua confiança, destinadas a atingir a idoneidade do governo e do primeiro-ministro"? Olha! Exprimiu uma opinião política sobre a actuação de Vexa!

Claro que as pessoas queriam era saber o que teria o PR a dizer sobre isto, mas o PR não comenta porque diz ser bem educado e diz que respeita os outros.

O Senhor Presidente desculpe, mas eu estou assim que a modos que baralhada. Se eu lhe explicar que o seu mandato tem sido mau a todos os níveis e alguém lhe pedir para responder às minhas críticas, vou ouvir de si que não responde porque é bem educadinho? Mas pode explicar assim às pessoas menos letradas que Vexa. em que é que a Drª Edita Estrela foi mal educada ou em que é que o Senhor seria ordinário se soubesse, democraticamente, responder a uma crítica política?Ou o seu problema é que de facto não sabe responder, que é como quem diz não sabe viver em democracia, como tão bem mostrava nos seus tempos de maioria absoluta?

Quer que lhe diga? O senhor obstaculizou o Governo sempre que foi possível, sim: o senhor inventou o drama do Estatuto dos Açores para criar um facto político, quando aquilo era uma questão de interpretação jurídica simples, arrastando o drama em vetos políticos por razões jurídicas, em fraude à constituição, e no final nem foi o Senhor que enviou o diploma para o TC. Por quê? Porque se estava nas tintas. Queria era a barulheira que já estava criada. ; o senhor é campeão dos pedidos de fiscalização de constitucionalidade, o que pode fazer, sim, mas eu posso analisar o feito, e perde os processos que nem um maluco, experimente olhar para o mandato do Dr. Sampaio e aprenda, pode ser?; o senhor é responsável pela inventona de Belém, eu tive vergonha da sua declaração ao país, das mudanças sem responsabilidades nos seus assessores, o senhor tinha um projecto para acabar com o Executivo como jamais vi; o senhor dirige-se directamente às pessoas como um demagogo, esquecendo a AR, órgão ao qual se deve dirigir, mas prefere essa relação directa com o eleitorado por causa da dramatização, da criação de um poder pessoal e que sobressaia; o Senhor tem uma péssima relação com a verdade e com a coerência, o caso da inventona de Belém é paradigmático, mas quando promulga uma lei também se vê a sua horrível pele oleada; o Senhor atreve-se a estar calado sobre o CPMS durante a sua campanha, quando a sua posição lhe foi perguntada, e no momento da promulgação faz-se de virgem ofendida e lamenta não terem sido aprovadas soluções como a francesa - que tem uma lei de facto igual à que o senhor tinha vetado no ano anterior - e outras que prevêem a adopção; o Senhor faz o pedido de fiscalização da LCPMS mais cobarde da história, deixando de lado o artigo da adopção.

Eu podia continuar, porque o Senhor merece de mim uma convicção profunda: o Senhor representa tudo aquilo que nunca terá o meu voto. Fico por aqui. Sou muito educada.

 

Via Pegadas

23
Jul10

A demagogia da igreja católica

olhar para o mundo

Os sapatos Prada do Papa

 

Se a proposta dos políticos entregarem vinte por cento dos seus salários (não pagam impostos como os outros?) aos pobres viesse de qualquer outra pessoa, ninguém com o mínimo de juízo hesitaria em denunciar o mais desbragado populismo. Porquê os políticos e não todos os outros? Em dizer que em tempo de crise cai sempre bem fazer este género de discurso. Mas como foi um bispo, tem tudo de fingir que estamos perante uma proposta digna de debate.

Uma proposta tão populista como a de, por exemplo, dizer à Igreja dos pobres deveria entregar as suas riquezas. Citando D. Carlos Azevedo, isso sim, “era um testemunho concreto”. Mais populista do que recordar que a preocupação com os pobres deveria ter feito o clero português nunca ter aceite estar isento do pagamento de impostos. E muito mais populista do que lamentar que tão severo rigor com os políticos cristãos lhe tenha faltado quando vivíamos numa ditadura e, com algumas excepções, a hierarquia da Igreja andava de braço dado com o poder não eleito e criminoso.

A justiça social faz-se com políticas fiscais redistributivas. Sim, os que ganham mais – todos – devem pagar mais. Contamos com a Igreja para essa luta? Faz-se com combate à corrupção. Faz-se com o reforço do Estado Social. Não se faz com demagogia barata que tenha a democracia como alvo.

Na imagem: os sapatos Prada do Papa. Todos sabemos ser demagogos.


Via Arrastão

09
Jul10

Gravadores furtados por Ricardo Rodrigues foram restituídos à "Sábado"

olhar para o mundo

Foram devolvidos os gravadores roubados por deputado

 

Os gravadores furtados pelo deputado do PS Ricardo Rodrigues, durante uma entrevista na Assembleia da República, foram esta tarde devolvidos à jornalista da "Sábado", Maria Henrique Espada.


Convocada para uma inquirição complementar no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, Maria Henrique Espada viu hoje serem-lhe restituídos os gravadores que o deputado e vice-presidente da bancada socialista tinha furtado a 30 de Abril, durante uma entrevista feita por Espada e por Fernando Esteves.

Terá sido o DIAP a solicitar os equipamentos à 12ª vara cível de Lisboa, que indeferiu a providência cautelar interposta por Rodrigues contra Maria Henrique Espada e Fernando Esteves. Refira-se que esta petição, à qual foram apensos os gravadores, pedia não apenas a não publicação da entrevista, como também solicitava ao tribunal a destruição das gravações áudio e vídeo. 

Tal como o PÚBLICO noticiou hoje, o juiz indeferiu a providência, considerando que Rodrigues não sustentou factualmente as acusações feitas aos dois jornalistas. Recusou o pedido de eliminação das gravações e apontou ainda que o socialista recorreu à medida cautelar para tentar justificar o furto dos equipamentos digitais.

Esta tarde, no DIAP, Maria Henrique Espada, proprietária dos gravadores, verificou, diante do procurador do Ministério Público, se faltava algum registo áudio, tendo concluído que nada terá sido eliminado. 

No DIAP prosseguem as diligências resultantes das queixas apresentadas pela Sábado contra Ricardo Rodrigues: furto, atentado à liberdade de imprensa e liberdade de informação. O levantamento de imunidade parlamentar foi autorizado pela Assembleia da República e aceite pelo socialista.

 

Via Público

26
Jun10

Sexo, mentiras e video

olhar para o mundo

Agora, é mais um escândalo político-sexual. A candidata a Governadora do Estado norte-americano nega tudo. “Nunca aconteceu. Nunca. Em 13 anos de casamento, sempre fui fiel ao meu marido”.

Reage com acutilância: “Há três meses, eu era a Nikki quem? Mas agora que vou à frente nas sondagens, já estou rodeada de lixo. É o lado repugnante da política. Estão a procurar protagonismo à minha custa”. Nikki Haley foi, entretanto, uma das vencedoras da primeira volta das eleições, na passada terça-feira.

Ora tudo começou quando Will Folks, ex-conselheiro político do Governador demissionário, divulgou que manteve uma relação extraconjugal com Haley “há alguns anos”, através do seu blogue. Para fundamentar a revelação, Folks disponibilizou uma lista de alegadas 700 chamadas telefónicas trocadas entre ambos.

Nikki Haley nega tudo. “Foram contactos estritamente profissionais”, disse.

A trama complicou-se mais ainda quando, na véspera do último debate eleitoral, Larry Marchant, conhecido membro do “lobby” do Estado, decidiu também tornar pública uma “relação física” de uma única noite com a candidata a Governadora.

Nikki Haley nega tudo, uma vez mais. “Os consultores políticos trabalham para quem lhes paga”, disse.

Contando com o apoio do Tea Party de Sarah Palin, na noite eleitoral, Halley ficou a um ponto percentual de evitar a segunda volta, que acontece no final do mês. Reuniu 49% dos votos.

Ironia (ou talvez não), Will Folks e Nikki Haley eram fortes aliados políticos de Mark Sanford, que chorou na televisão nacional ao confessar o adultério.

Caso nenhum dos casos de adultério venha a comprovar-se, Nikki Haley será uma Governadora, de 38 anos, filha de imigrantes indianos, que foram para os EUA à procura do sonho americano.

Na realidade, a candidata chama-se Nimrata Randhawa, nome difícil para vingar numa campanha da Carolina do Sul, onde a campanha política é já agressiva quanto baste por si só.

Colaborou com a mãe numa cadeia de lojas de roupa até envolver-se na política, desde há seis anos. Pelo caminho, casou com um metodista norte-americano, Michael Haley, com quem teve dois filhos, Rena e Nalin.

E agora?

 

Via Jornal de Noticias

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