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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Um olhar sobre o Mundo

05
Nov10

Sexo na cidade (Vídeo)

olhar para o mundo

Um casal de jovens sem abrigo ia sendo apanhado a fazer sexo na rua. A rua de Santa Catarina, no Porto, não é lugar adequado para estas práticas. No mínimo, é devido respeito à sua santa padroeira.

Mas, sendo jovens sem abrigo, não surpreende que não tivessem outra alternativa a não ser tentar fazer sexo à luz do dia.

A luz do dia, às três horas da tarde, é agressiva. E o povo, que é sereno, não gosta. Um grupo de pessoas, enraivecido com a cena, acabou por espancar o casal. Se não se deve bater numa mulher com uma flor por que se há-de bater num casal, embora pecaminoso, nutrido de nobres sentimentos e irreprimível atracção um pelo outro?

O "flagrante deleite", fora do flagrante delito, é uma dificuldade para o código penal compreendê-lo. Antigamente não podia passar despercebido. Agora, potenciado até à náusea pelas novas tecnologias de comunicação, vêem os que lá estavam e verão os que nunca lá estiveram.

Ainda o casal estava em debandada e já as imagens das cenas de violência e outras eventualmente chocantes - no sentido em que chocar o ovo pode dar origem a um ser vivo - estavam a circular pelo Youtube. Maria Fernanda, vendedora ambulante na rua de Santa Catarina só se apercebeu que "caiu porrada da velha". A "porrada da velha", aplicada a gente nova, é sempre intemporal.

Não vejo razão para reprimir estas tentações. Desde logo porque estes episódios, aparentemente problemáticos, violando a lei e os bons costumes, deveriam ser aproveitados para potenciar o processo de ensino/aprendizagem, em matérias que hoje são obrigatórias de estudo, nas escolas públicas, como a Educação Sexual. Um docente, aflito em diversificar estratégias de motivação dos alunos para as aulas de Educação Sexual, bem podia - se não houvesse esta irracionalidade popular - organizar visitas de estudo à rua de Santa Catarina. Aí, enquanto o professor até tomando discretamente um cimbalino no Majestic, os alunos, de caderno em punho, ou mesmo munidos de telemóveis de última geração e a três dimensões, poderiam colher material abundante para as aulas. É importante aprender in vivo a relação entre desejo e sexualidade, o interesse dos preliminares no acto sexual e, como no caso vertente, a utilidade do coito interrompido enquanto meio de prevenção de gravidezes indesejadas e de doenças sexualmente transmissíveis.

Eu pela minha parte, com aquela faúlha de costela que me sobrou de Maio de 1968, ainda sigo o conselho de Léo Ferré: "quand je vois un couple dans la rue, je change de trottoir". Que é como quem diz, quando vejo um casal apaixonado na rua, viro a cara para não perturbar o encantamento.

Eu sei que este encantamento ou, melhor dizendo, este espancamento que sofreu o homem, com o banano que levou, foi muito especial. O homem ficou praticamente num oito, interrompido. É certo que o casal andava muito borbulhado em cerveja de litro. Ou, quiçá, levedado em muitos litros de outras substâncias mensuradas noutras unidades de medida infinitesimais. Mas isto sou eu a pensar mal, como sempre!

Agora, lá que um sem abrigo não pode ser obrigado a praticar sexo abrigado, parece-me evidente. O Estado, quando muito, devia obrigar-se a abrigar os sem-abrigo logo desde o berço. Mas não estou a ver o Estado, que nos leva coiro e cabelo com impostos, a preocupar-se com as ninharias do apoio à educação dos que vivem nas margens da sociedade.

O Estado preocupa-se apenas com os corpos dos excluídos. É por esta razão que, quando a coisa azeda, manda sempre os seus corpos mais queridos, os corpos de intervenção, para pôr fim às lutas de corpo a corpo que ponham em causa a estabilidade social.

Na rua de Santa Catarina isso só não aconteceu porque o Estado também se distrai. E não somos apenas nós que nos distraímos com espectáculos de rua, dos mais tristes.

 

 

Via Expresso

31
Out10

Uma professora demasiado sexy (Vídeo)

olhar para o mundo

Uma professora demasiado sexy

 

Ser “demasiado sexy” está a trazer problemas a uma professora italiana. Um grupo de pais exige que a jovem professora de 28 anos deixe de ensinar numa escola católica de Milão, apresentando como prova vários vídeos de Ileana Tacconelli na internet.
A polémica começou quando uma mãe disse ao director da escola que a professora era uma distracção para os alunos. A situação agravou quando vários pais descobriram vídeos da professora, que já foi miss, em poses sensuais.

 

18
Out10

Universitários sobrevivem com 271 euros por mês

olhar para o mundo

Nuno dá voltas à cabeça para aguentar o mês inteiro com os 271 euros da bolsa atribuída pelo Governo de Cabo Verde. “Nem dá para comer na cantina.” Paga 150 euros pelo quarto – uns 20 de água, luz, gás. “Se almoçasse e jantasse na cantina, cinco dias por semana, gastava 94. Ficava com 56. E os materiais escolares? E os produtos de higiene? E a roupa? E o calçado?”

A embaixada de Cabo Verde em Lisboa não diz quantos bolseiros do país residem em Portugal. No ano passado, eram à volta de 300 a frequentar, sobretudo, cursos de “engenharia, economia, direito, administração, comunicação”. Conforme as vagas atribuídas “pelo Governo português no âmbito do acordo de cooperação no domínio do ensino superior”.

Nuno, a frequentar a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, come em casa. Comer na cantina, por 2,15 euros, é um luxo a que só em ocasiões especiais se pode dar. A mãe morreu-lhe aos 12 anos. E o pai trabalha a terra, em São Domingos, interior de Santiago. “Ou não ia para a universidade, ou ia com essas condições.”

Há um grupo a mobilizar-se para engendrar formas de luta – de Cabo Verde e de outros países lusófonos a viver em condições idênticas. Mas Nuno não deposita grande fé nisso. Julga que os estudantes estão demasiado ocupados com a sobrevivência. “É como se te deitassem ao mar. Tens de nadar. Não vais discutir por que te atiraram à água.”

Chega João ao corredor do edifício onde alguns se juntam, sob nome fictício por temerem que o desabafo resulte em algum corte. Foi ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) renovar a autorização de residência para estudo. Pediram-lhe o extracto bancário. “Só?”, exclamou a inspectora, perante um saldo de 175 euros no dia 15. “Minha senhora, isso está muito bem!” Teve de assinar um documento a garantir que é capaz de subsistir.

Já foi pior. Agora, todos os bolseiros recebem 271 euros. Antes, havia três níveis e alguns, como Antónia, recebiam 181 euros. Para se aguentar, a estudante tinha de recorrer aos irmãos. Houve quem não aguentasse. Nuno tem um amigo que não aguentou. Regressou a Cabo Verde.

Afinam-se estratégias. Ser bolseiro do Governo de Cabo Verde é “ser miserável”, torna Nuno. “É comer mal”, detalha Osório, que anda às voltas no supermercado, em busca do mais barato, a adivinhar doenças de estômago. “É pouco ou nada sair à noite”, achega Antónia. Nuno aponta consequências na integração na academia, na cidade. Quem gere um orçamento tão reduzido não pode participar em actividades como a praxe ou os jantares de curso. “Aquela capa custa quanto? 150 euros ou quê!”, interrompe Osório.

As notas também acusam as dificuldades. Habituados a falar crioulo, falha-lhes o português. E não lhes sobra dinheiro para livros ou workshops. Ficam pelos cadernos, algumas fotocópias. “Todos os livros necessrários existem na biblioteca, mas não posso ficar com um mais do que uma semana, porque são milhares de alunos”, salienta Nuno.

Há quem tenha computadores obsoletos, oferecidos pela faculdade na hora de os trocar por novos. Como Osório, como Antónia. Paulo pediu 400 euros para comprar um portátil e pagou-os a prestações. Trabalhou nas férias de Verão. Num ano, pagou uma parte e guardou “um bocadinho”. Noutro ano, pagou a outra.

Osório sente-se encurralado: “Para trabalhar, tenho de ter licença do SEF. Se consigo trabalho nas férias, pedem prova de matrícula e horário, ao qual não se pode sobrepor o horário de trabalho. Se estou de férias, não tenho matrícula nem horário! Não se pode trabalhar legalmente.” No ano passado, arriscou trabalhar na clandestinidade: “Não me pagaram!”

Podiam tentar arranjar um contrato fora das férias, como fazem alguns. Mas isso desvia a atenção dos estudos. E perder mais de um ano lectivo é perder a bolsa de Cabo Verde e a propina paga por Portugal. Sentir-se-iam mais aliviados, se tivessem acesso a residência universitária – alguns tentaram anos a fio sem sucesso. À porta da pastoral católica universitária batem alguns aflitos. “Temos um fundo de solidariedade, tentamos que não seja uma esmola, mas uma ajuda em situação de emergência”, explica o padre António Bacelar. “Tentamos estabelecer metas, como concluir um semestre ou arranjar um emprego.” Acha que há muita “demagogia” nestas vindas de estudantes de países lusófonos. Vê muitos alunos a chegar com expectativas irrealistas.

Ana Cristina Pereira

Público

17/10/10

 

Via Meninos de Ninguém

03
Out10

Sexo: Quando falar com os filhos sobre a sexualidade?

olhar para o mundo

Quando falar com os filhos sobre sexo?

 

O assunto sexo estranhamente ainda assusta pais e mães. Talvez reflexo de uma cultura não muito distante, quando levantar discussões em família sobre o tema implicaria constrangimentos. Pergunte a seus avós, ou mesmo àquela tia de idade mais avançada se na época em que eles tinham entre 20 e 30 anos era comum ouvir termos como ‘orgasmo’, ‘masturbação’; se na mídia em geral havia uma abordagem tão explícita como se vê, atualmente, em seriados, novelas, filmes e músicas. Certamente a negativa vai ser contundente.

A quebra desse tabu, hoje, é algo que soa com certa urgência. Psicólogos e sexólogos alertam que a falta de diálogo pode ser responsável por consequências que vão além da rebeldia ou de uma gravidez indesejada. O alerta fica principalmente para as crianças, cuja curiosidade insaciada pode levá-las a se tornar alvo de pedófilos.

 

A professora Ana Luzia Oliveira, mãe de quatro filhos – o mais velho com 24 anos, um de 20, outro de 18 e uma menina de 10 – revela que a criação recebida dos pais causou uma limitação no diálogo sobre a questão. “Quando me dei conta, já encontrei as camisinhas entre as roupas e mesmo assim não senti necessidade de falar sobre isso. Na minha criação sexo não existia, então acho que fiquei ‘bloqueada’. Na idade em que se encontram, eles acham que sabe de tudo”, diz.

Ana Luzia reconhece que o diálogo deveria partir dela, mas reconhece que falta coragem para orientá-los. “Não tenho arrependimento até porque nunca aconteceu nada que me fizesse repensar a atitude. Mas hoje só consigo focar no assunto prevenção, tanto com relação a uma gravidez indesejada ou até mesmo uma doença”, justifica. O desafio agora, para ela, é quebrar essa barreira com a filha de dez anos. “Não sei como vai ser [a conversa], porque ela já sabe muito mais do que eu quando tinha a mesma idade. Tudo é diferente hoje. Sexo não é mais uma ‘coisa de outro mundo’”, ressalta.

 

A vizinha da professora, a funcionária pública Carla Moraes Leal, que tem um casal de filhos com 20 e 16 anos, percebeu o momento de levantar o diálogo quando o filho, na época com 18 anos, estava sendo orientado pela turma de amigos. “Sabia que era saudável ele conversar com os amigos, mas isso estava ocorrendo de forma errada. Havia também a timidez dele, então tomei a iniciativa”, lembra.

A primeira conversa não foi fácil. Carla revela que ensaiou no espelho por diversas vezes como seria a abordagem. O resultado, hoje, é que a relação com ambos mudou para melhor. “Falamos sobre tudo agora. Somos mais abertos não só para falar sobre sexo, mas com qualquer outro assunto. A gente se trata de igual para a igual, com o respeito que deve existir entre mãe e filhos”, revela.

 

Responsabilidade dos pais

 

A funcionária pública reconhece que o diálogo veio tarde. No entanto, a psicóloga Edelvaisse Ferreira revela que não existe uma idade ideal para que haja a abordagem do assunto. A exposição diária das crianças à mídia, que apresenta uma enxurrada de imagens eróticas e sensuais, e o livre acesso à internet pode antecipar a curiosidade. “Os pais devem orientar os filhos na medida em que forem feitas as perguntas. Não há necessidade de adiantar nada porque a sexualidade se desenvolve naturalmente; não vai ser necessário nenhum empurrãozinho”, alerta.

O prejuízo nessas conversas iniciais pode vir com a maneira que elas vão decorrer.  Falar da ‘Cegonha’ ou inventar apelidos para os órgãos sexuais, por exemplo, também é algo fora de recomendação. A psicóloga explica que deve ser rejeitada a linguagem que não contemple a idade do filho.

“Para as crianças não existe o saber do ‘proibido’. Se a família preza pelo diálogo aberto, elas certamente colocarão as perguntas no momento em que sentirem curiosidade. Se não há o diálogo a criança pode ter receio em falar e os pais devem ficar atentos ao comportamento e à linguagem do filho para abordar o tema de maneira sincera e natural”, aconselha Edelvaisse.

 

Por Diógenes de Souza e Raquel Almeida



Via Infonet

30
Set10

Livros gratuitos na escola Pública

olhar para o mundo

Manuais escolares gratuitos

 

A partir do próximo ano lectivo, as escolas públicas vão poder distribuir gratuitamente os manuais escolares aos alunos do ensino básico e secundário através de bolsas de empréstimos. O i apurou que PS e PSD vão viabilizar amanhã os projectos de lei do Bloco de Esquerda e do CDS-PP que permitem aos estabelecimentos de ensino criar um sistema de empréstimos acessível a todas as famílias, independente da sua condição socioeconómica.

Paula Barros, deputada socialista, diz que o PS "não vai fechar a porta" ao regime proposto pelo PP e BE e que a bolsa de empréstimos deverá ser implementada "o mais rápido possível". Significa isto que o governo está disposto a introduzir o novo modelo no início do ano lectivo 2011/12 e após uma avaliação que terá de ser feita pelas escolas.

Acarretar com os custos dos manuais escolares é "uma situação insustentável" para muitas famílias portuguesas e é essa a razão que o PSD apresenta para viabilizar as propostas dos dois partidos. Só falta saber se os sociais-democratas vão optar pelo voto favorável ou pela abstenção, mas o deputado Pedro Duarte garante que não vai colocar impedimentos aos projectos de lei do BE e do CDS: "Viabilizaremos o documento na generalidade para podermos depois discutir as propostas na especialidade, onde iremos dar o nosso contributo."

Apesar do consenso da maioria dos deputados no Parlamento, a Confap - a principal confederação das associações de pais, está contra a bolsa de empréstimos de manuais escolares por "acarretaremdemasiados obstáculos", avisa o dirigente Albino Almeida. O facto de os manuais do 1.o ciclo e de línguas estrangeiras incorporarem os exercícios, inutilizando os livros é a primeira dificuldade apontada pela confederação de pais. 

Mas o certo é que o projecto dos bloquistas impõe uma cláusula que visa obrigar os editores a elaborar os manuais sem incluir o respectivo espaço para a resolução dos exercícios, permitindo que voltem a ser usados. A proposta, que não consta no projecto do CDS, terá o apoio socialista: "A verdade é que o aluno deveria poder manusear o livro escolar, mas a proposta do Bloco parece um bom princípio", defende a deputada do PS.

Só que este não é o único argumento para a Confap recusar a modalidade de empréstimos de livros escolares. "Apesar de os livros vigorarem durante três ou quatro anos, a maioria das escolas muda os manuais todos os anos", assegura Albino Almeida, que diz ser preferível as editoras fazerem os manuais destinados a mais do que um ano lectivo.

"Elaborar livros que incluam os currículos do 1.o e 2.o anos, por exemplo, permitiria reduzir o seu número", defende o presidente da confederação, propondo criar também conteúdos multimédia para complementar os manuais: "Esse é o melhor caminho, uma vez que permite a actualização permanente dos conteúdos, possibilidade que não existe nos manuais", esclarece Albino Almeida, adiantando que essa experiência já acontece em mais de 30 municípios com um custo médio de nove euros por cada disciplina.

Bolsas de empréstimos não é novidade entre alunos e professores e boa parte das escolas já pratica essa modalidade, conta Adalmiro Fonseca, presidente da Associação Nacional dos Directores de Escolas e Agrupamentos escolares. "Gerir um sistema de empréstimo de manuais não é difícil para as escolas, mas é preciso criar mecanismos e dar autonomia às escolas para estabelecerem as suas próprias regras", remata o dirigente.

 

Via Ionline

25
Set10

O que é o coito interrompido?

olhar para o mundo

 

os jovens e o sexo

Um estudo internacional divulgado por ocasião do Dia Mundial da Contracepção, que se celebra no domingo, revela que «quase um terço dos jovens acredita que retirar o pénis antes da ejaculação é eficaz [para evitar uma gravidez], quando na realidade é altamente falível».

 

O estudo «Contracepção: Afinal, de quem é a responsabilidade» refere que mais de 80 por cento dos jovens reconhecem a sua responsabilidade em usar um contraceptivo quando fazem sexo, mas 44 por cento dão mais importância à higiene pessoal (incluindo duche, depilação e aplicação de perfume) do que à contracepção quando se preparam para um encontro em que poderão ter relações sexuais.

O estudo multinacional, que abrangeu 25 países de quatro regiões do mundo e mais de 5000 jovens com idades entre os 15 e os 24 anos, concluiu que 45 por cento dos jovens sexualmente activos abrangidos pelo estudo já tiveram relações sem usar contraceptivos, um «aumento considerável de 25 por cento» em relação aos resultados de idêntico estudo realizado em 2009.

Apenas metade (51 por cento) dos jovens considerou estar muito bem informado sobre as opções da contracepção. A razão mais apontada para a não utilização de contracepção é «não ter um método disponível no momento».

Contudo, as situações variam de região para a região. Na Tailândia, por exemplo, mais de um terço dos jovens que admitiram ter praticado relações sexuais desprotegidas com um novo parceiro disseram que a razão principal pela qual

o que é o coito interrompido?

não usaram um contraceptivo é que «não é fixe».

 

No Reino Unido e na Noruega, onde os contraceptivos estão acessíveis a todos, um quinto dos jovens admitiu ter praticado relações sexuais desprotegidas com um novo parceiro porque «tinha bebido álcool e esqueceu-se».

Na Rússia, mais de metade dos inquiridos acredita que o «método do coito interrompido» é fiável e no Peru um quinto pensa que a prática de relações sexuais durante o período menstrual é uma forma eficaz de contracepção.

Na Turquia, mais de um terço dos jovens acredita que tomar um duche ou banho depois de praticar relações sexuais é uma forma eficaz de prevenir uma gravidez.

O estudo, apoiado por uma coligação de 10 organizações internacionais ligadas à saúde sexual, surge numa altura em que o número de gravidezes não planeadas constitui uma grande preocupação global, particularmente entre jovens.

Cerca de um terço dos 205 milhões de gravidezes que se verificam anualmente são não planeadas, sendo as taxas mais elevadas observadas entre jovens dos 15 aos 24 anos.

 

Via TVI 24

25
Set10

Bruna Real voltou á escola e bem vestidinha!

olhar para o mundo

Bruna de volta à escola

 

Esqueceu-se bem depressa a Bruna despida a posar como veio ao mundo, a encher páginas de jornais e revistas.

Hoje li aqui que regressou á escola e curiosamente para bem perto de mim, Peniche.

Diz o artigo no Correio da Manhã que ela agrada a pais e alunos   que o passado dela não é importante? Que passado?..e porque não haveriam de estar satisfeitos?

Sentada aqui, a minha mente perversa já está a imaginar muitos penicheiros encostados ás esquinas só para a ver passar.

 

Via Sentaqui

23
Set10

O triunfo do Chico-espertismo: na Faculdade sem terminar o Liceu

olhar para o mundo

Não restam dúvidas que o mundo é dos espertos. E Portugal tem dado um contributo importante. Tempos houve em que mudámos o mundo a bordo de uma Nau. Agora é mais fácil, temos o Novas Oportunidades. Perguntem ao Tomás.

 

 

No que toca à esperteza saloia ninguém nos dá lições. Portugal é uma espécie de extensão europeia da América latina à beira mar plantado. É só apanhar o barco e navegar. Aqui tudo é possível. E com os exemplos que nos chegam de quem tem responsabilidades, o que poderemos exigir? O chico-espertismo está instituído.

Expresso contou-nos esta semana a história de Tomás. Um rapaz que como tantos outros apenas queria uma oportunidade. A diferença é que enquanto os outros estudavam para a merecer o Tomás foi-se inscrever no Centro de Novas Oportunidades de Esposende. E bem. Foi esperto. Há quem compre pneus novos e quem prefira recauchutar.Há os que efectivamente estudam alguma coisa os que fazem parte processo de maquilhagem educativa em cursoJá conhecíamos o "jornalismo travestido" agora temos "o acesso ao Ensino Superior travestido".

O Tomás, que havia desistido da escola porque a Matemática era uma pedra no sapato, descalçou-se em Esposende e em meia dúzia de meses acabou o 12º ano com a pedra na mão. Como? Frequentou dois módulos (saberes fundamentais e gestão). No primeiro provavelmente ensinaram-lhe a apertar os sapatos e no segundo a gerir a semanada. Mas resultou. Parabéns. Mais um para a lista de sucessos do Ministério.

Mas o mais "divertido" foi que com esta manobra o Tomás acabou por ser oficialmente, segundo as listas do Ministério do Ensino Superior, o aluno com a mais alta nota de candidatura do país: 20 valores. Virou-se o feitiço contra o Ministério da Magia. Estou a imaginar o Tomás com a pedra na mão e um rafeiro atado a um baraço, os dois a olharem para a pauta: "está a ver Einstein? Quem é que é esperto? Olha-me sé para estes totós todos..." Terá dito o génio ao canídeo. Resta agora saber quantos entraram no Ensino Superior nas mesmas condições. Graças ao maravilhoso Novas Oportunidades.

"Acabou por entrar na faculdade, no curso de Tradução, na Universidade de Aveiro. Como a sua média não tem em conta as notas do secundário - que não terminou - e baseia-se apenas no exame nacional de Inglês, o único que teve de fazer para entrar em Tradução e onde conseguiu nota máxima" conta o Expresso. Pelo meio Tomás ainda tentou Biologia mas teve 7,4 de nota. Pois é... "como ocorre a gametogénese e mais não sei o quê, cenas bué complicadas meu...foi mau"

Penso nas pessoas da idade do Tomás que se privaram de milhares de outras coisas da sua juventude para estudarem (e bem) e poderem escolher o curso que pretendiam frequentar, muitas delas ainda com o amargo de boca do insucesso, e no que pensarão e sentirão ao ler esta notícia. E só lhes posso dizer uma coisa para as animar: ponham os olhinhos no Tomás, porque este rapaz ainda chega a Primeiro-Ministro.

 

Via 100 Reféns

20
Set10

Professor impedido de utilizar piercing na orelha durante as aulas

olhar para o mundo

Um professor de educação física colocado no Centro Educativo dos Olivais, em Coimbra, foi impedido de usar "piercings" nas aulas pela direção deste estabelecimento da Direcção-Geral de Reinserção Social, uma decisão que vai contestar em tribunal.

Uma fonte do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) disse hoje à agência Lusa que o docente visado "está a ser acompanhado pelos serviços jurídicos" da organização sindical com sede em Coimbra.

"Tudo indica que há aqui um ato de discriminação ilegal e absurda", adiantou o sindicalista João Louceiro, coordenador da direção distrital de Coimbra do SPRC.

O professor em causa, de 31 anos, usa diariamente numa orelha "uma pequena argola e mais dois adornos de tamanho reduzido", tendo sido intimado pela diretora do Centro Educativo, Ângela Portugal, para remover as peças durante as actividades escolares.

Docente alegou "promessa de ordem pessoal"

 

A Lusa apurou que a direção ter-se-á baseado no regulamento interno da instituição dos Olivais, que proíbe aos jovens ali acolhidos o uso de piercings, regra que entendeu dever aplicar também aos docentes, apoiada nas orientações da Direcção-Geral.

O professor visado, que se escusa a falar do assunto, comunicou inicialmente à diretora que não pretendia retirar ospiercings, justificando o seu uso com "uma promessa de ordem pessoal feita há dois anos".

Na segunda feira, ao apresentar-se no Centro Educativo para lecionar, foi-lhe reiterado na portaria que não poderia aceder às instalações escolares com os adornos, devendo ali aguardar por Ângela Portugal, que de imediato lhe confirmou a decisão tomada na semana passada.

O docente, após ter conversado com a direção do Agrupamento de Escolas Martins de Freitas, a que pertence, ainda faltou dois dias às aulas.

Sindicato considera "ilegal"

 

Aconselhado pelos serviços jurídicos do SPRC, acatou depois a ordem da superiora hierárquica, retirou os piercings e regressou esta quinta feira ao Centro Educativo, onde foi apresentado às turmas na companhia da diretora.

João Louceiro admitiu que a ordem da diretora para que o professor, ali colocado com outra colega de educação física, ambos adstritos ao Agrupamento Martins de Freitas, "até poderia ter justificação se fosse por motivos de segurança". "Mas tudo indica que não é isso que está em causa", sublinhou.

Um advogado do SPRC está a preparar uma contestação ao ato da instituição, que o sindicato considera ilegal.

Diretora recusa falar

 

A agência Lusa tentou obter desde sexta feira uma reação da diretora do Centro Educativo dos Olivais.

Ângela Portugal remeteu o assunto para o secretariado da Direcção-Geral de Reinserção Social, escusando-se a falar, mas todas as diligências se revelaram infrutíferas.

A Lusa insistiu também junto das relações públicas do Ministério da Justiça, mas igualmente sem resultado.

 

Via Expresso

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