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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

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Um olhar sobre o Mundo

25
Out10

Sexo em tempo de crise

olhar para o mundo

sexo em tempo de crise

Segundo a sexóloga Marta Crawford, em momentos de maiores dificuldades, os casais tendem a praticar menos sexo.

 

Até o sexo sofre com a crise? A resposta é: "sim, sofre". Segundo a sexóloga Marta Crawford, "apesar da pessoa poder viver um momento de descontração que dá energia e bem estar e, além disso, sem custos, a verdade é que em momentos de grande preocupação, principalmente as mulheres rejeitam este tipo de intimidades".

Ou seja, em tempos de crise o desejo também fica em défice e os casais tendem a não o praticar, afirma a sexóloga, que no entanto ressalva que nem todos reagem da mesma maneira.

Marta Crawford explica ainda que a crise e a instabilidade provocada por sucessivas más notícias desencadeia nos homens e nas mulheres reações diferentes. Se elas perdem o desejo sexual, com eles isso pode acontecer, mas com mais frequência os homens têm a capacidade de  "usar o sexo para se sentir bem, ainda que por breves momentos".

No entanto, sublinhou a especialista, "também há muitos homens que vivem muito mal esta ansiedade e que ficam com problemas de disfunção erétil".

 

Via Expresso

25
Jul10

Sexo: Quando tudo o que vem à rede é peixe...

olhar para o mundo

Desejo. Ânsia. Compulsão. Há quem tenha tido mais de cem parceiros sexuais num só ano. Mas poderá o sexo viciar? Venha daí conhecer casos em que o sexo falou mais alto... repetidamente.

 


"Por uma queca fazemos coisas inacreditáveis. Fica-se cego." Sérgio, 39 anos, sabe do que fala. Nos últimos três anos passaram pela sua cama mais de 200 mulheres. Altas, baixas, gordas, magras. No que toca ao sexo, não tem dúvidas quando fala da fase pós-divórcio: "É o vale tudo. Fica-se viciado na novidade. É o prazer momentâneo."

"Com o fim do casamento de dez anos, Sérgio viu-se "sozinho, afastado dos amigos, longe dos filhos, numa nova cidade e com necessidade de novos laços". A blogosfera foi a forma encontrada "para deitar tudo cá para fora". Inicialmente escrevia um blogue de desabafos sentimentais que acabou por "enveredar num cariz erótico e sexual". Começou a ser seguido por leitoras e daí ao primeiro encontro foi rápido: "Começas por manter o registo antigo e combinas um cafezinho. Mas quando te apercebes que a conversa no computador é 300 vezes mais rápida, vais direto ao assunto. Não há medo de rejeição. O flirt começa com umas simples reticências e termina na cama: Queres? Bora."

"Toda a gente já pagou para ter sexo"

 

Com o "ego recuperado", Sérgio foi encontrando mulheres com "a mesma compulsão sexual" e gosto pelo risco. "Estava com uma no Bairro Alto e ela atirou-me para cima de um carro. Enquanto outras pessoas passavam, começou a fazer-me sexo oral ali mesmo. Puxei de um cigarro e decidi desfrutar."

Entre o telemóvel e as redes sociais, todos os dias Sérgio organizava a agenda. Num só dia chegou a estar com três mulheres diferentes. "É sexo egoísta. Usas aquela pessoa como objeto do teu prazer." Embora garanta nunca ter pago a ninguém, tem uma visão prática: "Todos pagamos para ter sexo. Nem que seja os copos que lhes oferecemos."

Esta obsessão levou-o a falhar compromissos de família e a inventar reuniões para sair do escritório. "Percebi que estava a passar o limite quando já me fazia confusão passar um dia sem sexo. Nunca procurei ajuda mas tal como começou, a necessidade de novidade também se esgotou." Hoje vive um "namoro liberal", baseado no diálogo. Para trás ficam exageros, muitas vezes tidos sem meios contracetivos. "Acho que não voltarei a cair no mesmo".

Rita diz o mesmo. Depois de sete meses "a mascarar carências afetivas com vontade de sexo", a jovem de 26 anos garante que "prefere usar um vibrador" a repetir o comportamento de há dois anos.

"Nem sequer queria saber quem eles eram"

 

O "impulso" levava Rita a procurar situações de sedução. "Chegava a ter dois a três parceiros por semana. Por vezes repetia-os, mas não queria saber sequer quem eram ou como era a vida deles". Heterossexual, "mas com um pezinho na bissexualidade", a jovem envolveu-se com homens e mulheres, por vezes com várias pessoas ao mesmo tempo e invariavelmente levada pelo ímpeto: "Lembro-me de estar num bar com zona privada para quem quisesse ter sexo. Senti aquela vontade. Acabei a ter sexo oral com um homem que nunca tinha visto. A meio dei por mim a pensar que naquele momento tanto podia ser ele a estimular-me como um simples vibrador. Era tudo mecânico."

Rita conta que esta foi a forma encontrada para compensar a baixa auto-estima: "Sentia-me feia e mal-amada. Queria a envolvência, a conquista, mas quando chegava a 'hora H' nem sequer tinha vontade. Muitas vezes fingia os orgasmos."

Quando regressava a casa, "encontrava o mesmo silêncio e sensação de vazio". "Mais que desejo sexual, hoje sei que era desejo emocional. Masturbar-me não era solução."

Rogério diz o mesmo. "Podia masturbar-me, mas o verdadeiro desejo que sentia era pelo risco. Saber que estou a deixar-me levar sem pensar nas consequências." Homossexual assumido, agora com 30 anos, relembra a "longa fase de loucura compulsiva" que passou há oito anos. "Não queria saber o nome nem o número telefone. Queria apenas aquilo."

"Quanto mais sexo temos, mais queremos"

 

Desde engates de uma noite em discotecas, a "sexo combinado pela web com estranhos", Rogério fez de tudo. Tal como Sérgio, "muitas vezes faltou o preservativo". Conta que em Lisboa, além das míticas saunas gay e bares com o "quarto escuro", há ainda zonas onde se pode parar o carro e simplesmente "propor a quem está ao lado se quer dar uma queca". Rogério fê-lo. Por vezes "terminava, fumava um cigarro e agarrava no telemóvel para ligar a alguém com quem pudesse estar a seguir".

"É uma bola de neve. Quanto mais sexo temos, mais queremos." O álcool ajuda à "desinibição no momento", mas também pode potenciar sustos. "Estava muito bêbedo e fui a uma sauna. No dia seguinte um amigo contou-me que me ouviu a ter relações e que estava louco. Não me lembro de como fui para casa, nem muito menos de quem esteve comigo. Senti-me violado."

Este e outros sustos fizeram-no "repensar o comportamento", que se prolongava há mais de dois anos. Não procurou ajuda, mas admite que lhe custou "controlar a ânsia quando tinha horas livres e não estava na cama com ninguém". Hoje, assegura que está numa fase calma, em que "mais do que sexo quer partilha emocional". Não se arrepende, mas a verdade é que perdeu a conta a com quantos homens se envolveu até hoje.

Júlia diz o mesmo. Depois de um casamento de 16 anos terminado com uma traição, o sexo surgiu como "forma de vingança". "Comecei por dormir com um colega de trabalho e nunca mais parei."

"Desejo incontrolável" com sabor a vingança

 

A tristeza deu lugar a um "desejo incontrolável" e Júlia, na altura com 43 anos, deu por si com a vida de pernas para o ar. "Durante o dia trocava mensagens picantes com vários ao mesmo tempo. Dava-me prazer ver qual conseguia ser mais ousado." E se de dia o trabalho ia sendo posto de lado em prol do flirt, à noite a vida familiar também: "Cheguei a receber homens com os miúdos a dormirem e também a sair de casa de madrugada. Sabia que era inconsciência deixá-los sozinhos, mas não conseguia pôr travão."

As retomadas idas à discoteca "rendiam novas conquistas", principalmente homens "bem mais novos". Júlia, hoje com 46, ainda não voltou a "criar laços afetivos". "Tenho amigos coloridos, mas deixei de acreditar no amor. A independência ninguém ma tira."

Pedro Freitas, sexologista clínico, já ouviu o mesmo: "Há cada vez mais homens e mulheres que não estão dispostos a partilhar a vida com alguém. Têm vários amigos especiais com quem saem, com quem têm sexo, mas com quem dormem poucas vezes."

Adição sexual não é doença

 

Por mais que sejam os parceiros sexuais, o especialista garante que excesso de desejo não é uma patologia. "Já muito se falou de ninfomania e adição sexual, mas a realidade é que o desejo hiperativo não está designado em lado nenhum como doença." Contudo, esclarece: "A compulsão sexual é um sintoma de um problema, que tanto pode ser uma perturbação da personalidade ou doença psiquiátrica como uma lesão do lobo temporal."

Pedro Freitas salienta que "depois de uma rutura a extravasão é comum". De uma forma "mais ou menos saudável", em alturas de fragilidade emocional tenta-se "repor as perdas através dos ganhos" e o "sexo é uma forma substitutiva que faz parte deste ritual".

Assegurando que não existem estudos nem clínicas específicas para o vício do sexo, o sexologista não tem dúvidas quanto à mediatização de casos como Tiger Woods, que esteve em recuperação da compulsão sexual: "Os divórcios à americana doem. São milhões envolvidos. É mais fácil dizer que se está doente e acarretar a nomeação de uma doença simpática como as obsessivas compulsivas. Certamente deram-lhe um antidepressivo leve, ele está mais calmo e desejoso que a mulher não peça o divórcio."

Mas não menosprezando casos em que o sexo a mais pode ser um problema, avisa: "Devemos preocupar-nos quando não ter sexo diariamente se torna num fator de perturbação ao bem-estar. Quando se começa a falhar obrigações porque se está obsessivamente à procura de sexo, seja ele real ou em sites pornográficos, é altura de parar e pensar."

 

Via Expresso

21
Jun10

sexo, gordurinhas e desejo

olhar para o mundo

Sexo, gordinhas e desejo

 

Há um certo tempo, a relação entre disfunção erétilobesidade vem sendo estudada e os resultados das pesquisas  publicados em diversos meios de comunicação mostram que, infelizmente, é duas vezes e meia mais comum aparecer em homens acima do peso.

Toda vez que me deparo com algo nessa linha, sendo boato ou notícia, sempre tento imaginar quem fez o estudo e onde ele foi executado, se os responsáveis queriam provar algo ou se ele tem um direcionamento tendencioso contra pessoas que estão acima do peso.

Como um investigativo, paranóico e sempre desconfiado gordo, compartilho com vocês os dados de um estudo do British Medical Journal, que analisou mais de 12 mil moradores da França, na faixa de 18 e 69 anos. Esse pessoal foi dividido em três grupos: um composto por pessoas de peso normal (índice de massa corporal entre 18,5 e 25); outro por indivíduos com sobrepeso (entre 25 e 30); e um formado por obesos (acima de 30).

 

Primeiramente, os resultados mostraram uma relação inversa entre peso e número de parceiros, nos dois gêneros. Isso quer dizer que, quanto mais pesado, menor o número de pessoas com as quais se relacionaram intimamente. Confirmando o que a gente já andou discutindo aqui no Papo de Gordo, a tecnologia está à serviço dos rechonchudos. Entre os obesos, cerca de 17,8% encontraram sua cara-metade pela internet. Já entre os homens que estavam somente acima do peso, a taxa foi de 14%.

Claro que não há o menor problema em como os gordinhos andam conseguindo seus parceiros, mas como eles estão se protegendo durante as relações sexuais causa muita preocupação. Entre obesos com 18 a 29 anos, a taxa de doenças sexualmente transmissíveis, as DSTs, foi cinco vezes maior, embora eles tenham tido menos parceiras que os outros participantes da pesquisa que tinham peso mais baixo.

Agora a grande sacanagem: o desejo sexual anda fraco entre aqueles que têm uns quilinhos a mais. Duas vezes mais obesos relataram desinteresse. As queixas nessa área foram 25% maiores do que entre os mais magros.

Em defesa dos gordinhos, é importante dizer que, mesmo relevando elementos importantes do comportamento desses indivíduos, existem limitações para este estudo. Dentro da pesquisa, os obesos faziam parte do grupo menor e mais velho. Além de terem menos estudo e maior risco para doenças em comparação com os demais.

 

Via Papo de Gordo

08
Mar10

Sexo, afinal o que é que as mulheres querem?

olhar para o mundo

Sexo, afinal o que é que elas querem?

 

 Durante cerca de cinco anos de pesquisa sobre a sexualidade feminina e mais de mil entrevistas a mulheres de diferentes idades e orientações sexuais, Cindy Meston e David Buss tentaram chegar à resposta da eterna pergunta imortalizada por Sigmond Freud: "Afinal, o que é que as mulheres querem?". Entre relatos muito pouco românticos e números perurbantes sobre as motivações que levam as mulheres a partilhar o corpo com alguém, as conclusões dos investigadores da Universidade do Texas foram publicadas no livro "Porque é que as Mulheres têm Sexo? A Psicologia do Sexo Contada por Elas".

Ao todo, são mais de 300 páginas com histórias íntimas contadas na primeira pessoa. Embora fascinantes na sua diversidade, revelam também um lado cru e sincero das mulheres onde a sexualidade é relatada sem pudores. Por exemplo, há quem confesse: "Seduzi um homem e trai o meu namorado só para provar a mim mesma que, se ele me deixasse, eu teria facilidade em encontrar outro parceiro". Surpreendido? Não esteja: 31% das mulheres entrevistadas afirmam já ter tido sexo ocasional só para provocar ciúmes, 53% admitem ter seduzido o namorado de uma amiga por uma questão de competição e 84% optaram por ter relações sexuais sem vontade, apenas para evitar discussões com o parceiro.

"O estereótipo tende a ser que as mulheres fazem sexo por amor e os homens fazem-no por prazer", explicam Meston e Buss. "Na realidade, as motivações sexuais das mulheres são muito mais complexas". Esqueçam os eternos amores bem ao género do filme "Casablanca" e compreendam a mensagem do livro: "As mulheres nem sempre são emocionais. Muito menos puras, ou transparentes, no que diz respeito ao sexo".

Divididas entre as motivações emocionais, físicas ou materiais, o livro revela razões para todos gostos: as altruístas ("dormi com ele porque sentia pena"), as terapêuticas ("tirava-me as dores de cabeça"), as espirituais ("queria tentar chegar mais próximo de deus"), as ambiciosas ("precisava de um aumento no ordenado"). Há mulheres que têm relações para se sentirem mais poderosas ou sensuais. Outras pretendem apenas impressionar as amigas com a quantidade de parceiros que conseguem ter. A maioria fala de romance... embora sejam comuns os relatos de compensação emocional através do sexo.

Cada mulher é uma mulher


Pelo consultório de Vânia Beliz, psicóloga especializada na sexualidade feminina, já passaram inúmeras mulheres de todas as idades e percursos emocionais. Contudo, não tem dúvidas: nas mulheres portuguesas, as motivações emocionais são as mais comuns para partilharem a cama com alguém. "Por cá as mulheres procuram cada vez mais ter uma vida sexual satisfatória. Mas mais do que o prazer, procuram a intimidade no sexo, tentando aumentar assim a proximidade com o companheiro".

Vânia Beliz lembra ainda que "as mulheres foram reprimidas durante anos a poder desejar o sexo apenas pelo prazer", o que faz com que "não seja de estranhar que muitas não o dissociem do amor, ao contrário dos homens". Mas como "cada mulher é uma mulher", a sexóloga deixa claro: "As nossas motivações também dependem sempre do tipo de relacionamento que estabelecemos".

Talvez por isso não seja de estranhar que ao perguntarmos a sete mulheres portuguesas, dos 17 aos 63 anos, como definiriam o que procuram no sexo numa única palavra, as respostas tenham sido díspares: arrebatamento, partilha, gozo, avatar, amor, entrega, comunhão.

Sexo à portuguesa


Antónia Pires tem 54 anos e está "casada com o homem da sua vida" há mais de 30. "Amor" foi a palavra eleita para descrever o que procura no sexo. "Sempre foi e continua a ser. A qualidade mantém-se, a quantidade é que não. Nesta idade existe ainda atracção, falta muitas vezes é a disposição", explica a mãe de dois filhos adultos, que garante: "Nunca fui capaz de fazer nada sem gostar da pessoa. Acho que nesse aspecto as miúdas mais novas são diferentes, ligam poucos aos sentimentos".

Rita Martins, 17 anos, riposta: "Ainda não aconteceu, mas quando o fizer quero que seja feito com sentimento e não apenas porque já todas as minhas amigas fizeram". Ainda virgem, assume numa única palavra a sua visão do sexo: "entrega". Bem diferente, é a visão de Helena Benard, 27 anos, que escolhe o termo "avatar" para definir o que quer nesta fase da sua vida íntima. Sem papas na língua, assume que procura "sexo de qualidade, prazer físico e emocional, criatividade, algo transcendente... que me faça sair de mim mesma".

Vânia Beliz não se surpreende com a diferença das respostas. "Com o avançar da idade e das etapas da vida procuramos no sexo coisas diferentes. Independentemente disso, é muito comum as mulheres usarem o sexo como compensação emocional".

É o caso de Carla Gouveia que, aos 37 anos, quer acima de tudo "partilha". "Antes procurava a minha validação sexual, perder certas inibições até chegar ao patamar do sexo descomplexado. Com a idade a avançar, experiências com outros homens e alguns problemas conjugais pelo meio, neste actual companheiro procuro compensação afectiva no sexo, um momento grande de partilha a todos os níveis".

Já Joana Soares, 26 anos, quer "arrebatamento". Embora com uma postura calma e romântica no seu dia-a-dia, assume que no que toca ao sexo quer "conseguir perder o controlo", sentir-se "possuída, extravasar sem pensar". Com uma perspectiva de recém-mamã, Diana Cunha, 33 anos, confessa que sente mudanças grandes na sua vida sexual e que nesta fase o sexo "é importante, mas deixou de ser essencial". Por isso mesmo, escolhe a palavra "comunhão".

Mas engane-se quem acha que a idade torna as pessoas mais fechadas em relação ao sexo. Graça Guedes, 63 anos, define-o com apenas quatro letras: "gozo". Há cinco anos reencontrou um namorado dos tempos de adolescência e a antiga química fez-se logo sentir. Na mesma altura, descobriu que tinha cancro do endométrio. A operação e a radioterapia a que foi submetida fizeram-na querer pôr de lado a sexualidade... mas a chama da paixão, em conjunto com a compreensão e apoio do companheiro, falou mais alto. Casou-se pela segunda vez e, com a ajuda do parceiro, redescobriu como voltar a ter prazer. "Divertimo-nos muito juntos. Ele tem toda a paciência do mundo", conta Graça, que encontra nesta fase da vida a mais-valia do tempo. "Estamos reformados, portanto temos todo o tempo do mundo um para o outro. Não há crianças, nem horários, muito menos para o sexo". Praticamente recuperada do cancro, não tem dúvidas: "O amor foi parte da cura".

Mulher, a "criatura complexa"


As motivações femininas no amor, relacionamentos e sexo têm sido alvo de inúmeras teorias ao longo da história, sem que nenhum tenha conseguido chegar a uma conclusão suprema. Cindy Meston e David Buss são os primeiros a dizer que "elas são criaturas complicadas e complexas", sendo impossível ter uma noção da realidade mundial com apenas cerca de mil entrevistadas. Há dez anos mal se falava no tema, agora já se disserta sobre as nuances da sexualidade feminina, assumindo que não há um padrão definido, realçam os investigadores.

Embora o estudo conclua que a atracção física e o desejo continuam a ser as duas razões mais comuns que levam as mulheres a tirarem a roupa, o livro "Porque é que as Mulheres têm Sexo? A Psicologia do Sexo Contada por elas", deixa claro: "Sim, as mulheres têm sexo para conseguirem o que querem e nem sempre são tímidas ou sentimentais. Embora o possam fazer em busca de uma ligação emocional, matar o desejo é, cada vez mais, um motivo tão válido e comum como qualquer outro".

Via Expresso

05
Mar10

Fantasiar com um padre é pecado?

olhar para o mundo

 Calendário de padres, vaticano

 

Confesso: Na terra dos reis do flirt, dou por mim a ter pensamentos libidinosos no Vaticano. Serei uma Maria Madalena?

 

r a Itália é uma massagem ao ego de qualquer mulher... mesmo para aquelas com um feitio mais torcido no que toca a tentativas de engate. Eles são os reis do flirt e não brincam em serviço: desde o condutor do eléctrico que pisca o olho em pleno andamento, ao guia do museu que, embora com idade para ser nosso pai, nos chama de "bella portuguesa" repetidamente, vale tudo.

Eles param no meio da rua para gritar "ciao preciosa" em tom meloso, abordam-nos em filas para a casa-de-banho e acabam a dar-nos beijos na mão sem sequer percebermos como, travam a fundo para nos deixar atravessar a estrada e convidam-nos a sair com eles ao mesmo tempo... tudo com uma lata glamourosa que só nos faz corar e rir, em vez de alçar a mão para o habitual par de estalos.

O pecado mora no Vaticano


Contudo, foi o Vaticano que despertou o lado mais libidinoso que há em mim. Rodeada de morenos extra-perfumados, com óculos Ray Ban, a minha atenção recaiu sobre o homem da batina. Lamento ser tão pouco católica no que toca a isto das atracções, mas ali estava ele: cabelo curto, com aquele sotaque italiano de bradar aos céus, vestido de preto até aos pés, com uma cruz ao peito, sorriso aberto, olhar misterioso e penetrante... mas, para bem dos meus pecados, tudo menos engatatão. Caso para dizer: graças a Deus!

Enquanto o Papa falava na janela, os meus pensamentos eram tudo menos religiosos. Qualquer entrada num confessionário naquela fase teria sido uma versão luso-italiana do "Crime do Padre Amaro". Nem com mil "Pai Nossos" de enfiada eu conseguiria voltar a ter lugar no céu. Faço o meu ar mais imaculado enquanto penso no eterno desejo pelo fruto proibido: Afinal, porque será que queremos sempre aquilo que não podemos ter?

Via A Vida de saltos altos

25
Jan10

Emmanuelle Chriqui é a mulher mais desejada

olhar para o mundo

A mulher mais desejada do mundo, Emmanuelle Chiqui

 

A actriz Emmanuelle Chriqui lidera a sondagem anual sobre quais as 99 mulheres mais desejadas no mundo, realizada pelo site Askmen. A actriz, de 32 anos, é conhecida pelo seu trabalho nas séries televisivas “The O.C.” e “Entourage”. 

As qualidades que os homens procuram numa esposa ou noiva são a base para a votação nesta sondagem.
O responsável editorial da Askmen, James Bassil, vê duas causas para o resultado da votação: a actriz canadiana desempenha o papel de noiva doce e perfeita em Entourage e não aparece com muita frequência nos meios de comunicação.  
O segundo lugar da sondagem é ocupado pela modelo americana Marisa Miller e o terceiro pela actriz britânica Kate Beckinsale.

 

Via ionline

11
Jan10

Sexo:E quando elas não conseguem?

olhar para o mundo

Sexo, e quando elas não conseguem?

Ainda ele só se estava a aproximar e eu já sentia dor. As minhas pernas fechavam-se como uma tesoura. "O cenário dramático" repetiu-se durante mais de doze anos sempre que Rita tentava ter relações sexuais. Agora, com 34 anos conseguiu, pela primeira vez, ir até ao fim na penetração vaginal. O prazer, esse "há-de chegar" com o tempo: "Nunca um corpo estranho tinha entrado no meu, ainda me estou a habituar."

Pôr um tampão ou fazer um exame ginecológico pode ser uma 'tortura' para mulheres que sofrem do mesmo problema de Rita: o vaginismo. Embora não seja a mais comum, a contracção involuntária dos músculos da vagina pertence ao leque de disfunções sexuais femininas que levam mulheres de todas as idades e orientações sexuais a procurar ajuda. Na maioria das vezes, ao fim de anos sofrimento em segredo.

"Ninguém ia entender. Era vergonhoso de mais para mim". Por isso mesmo, nunca em cinco anos do seu primeiro casamento Rita contou sequer a uma amiga o que se passava dentro das quatro paredes do seu quarto. "Eu sentia desejo, tentávamos de vez em quando, tínhamos carícias, fazíamos sexo oral, chegava a atingir o orgasmo, mas como ele não pedia mais, acabámos por fazer disto um tema tabu e acomodámo-nos à situação." Situação essa que acabou por resultar no fim inevitável da relação.

Procurar ajuda

O problema apenas ganhou nome quando conheceu o actual companheiro que, após algumas tentativas frustradas de relações sexuais, foi em busca de respostas à Internet. A informação "era pouca", mas foi o suficiente para dar o passo de finalmente procurar ajuda. "Ele disse-me que estava do meu lado e que juntos íamos ultrapassar o problema. Acabei por ir a uma ginecologista que me aconselhou um psicólogo. Só aí percebi que não era anormal e que havia solução."

A solução chegou pouco a pouco, ao longo de quase um ano de terapia. Primeiro identificou-se o momento de associação de dor à penetração, que no caso de Rita aconteceu quando foi vítima de abuso sexual aos treze anos. Depois de aprender técnicas de relaxamento para controlar a ansiedade, Rita e o companheiro começaram a fazer pequenos exercícios juntos. Actualmente já consegue consumar a penetração do pénis e não tem dúvida: a sua vida mudou. "Não me sentia uma mulher a 100 por cento. Chegava a evitar gestos de carinho, antecipando que poderia haver sexo a seguir. Hoje já sou eu que quero. Não vou perder mais tempo da minha vida".

"Mulheres abusadas, violadas ou com primeiras experiências sexuais negativas têm mais probabilidades de desenvolverem dificuldades sexuais", explica a psicóloga Erika Morbeck. No entanto, uma educação rígida, religiosa ou com informação deturpada sobre a sexualidade também são origens comuns da disfunção sexual.

É o caso de Joana para quem a palavra 'culpa' sempre esteve presente cada vez que tentava ter relações com o namorado. "Comecei a namorar muito nova, tinha 12 anos, e os meus pais não achavam piada. Como sempre quis ser a filha perfeita fui criando a ideia de que era errado. Eu própria tinha vergonha de andar de mão dada com ele na rua."

Aos 16, quando achou que era "aceitável" ter relações sexuais, tentou e não conseguiu. "Para mim eu não tinha sequer um buraco. Doía-me e eu afastava-o. Achei que era um problema físico. Quando a ginecologista me disse que eu era normal, não fiquei propriamente feliz, preferia que fosse uma coisa que não dependesse de mim." Tal como Rita, a limitação sexual foi sendo contornada. "Fazíamos tudo o resto normalmente, tínhamos excitação, orgasmo, mas estava sempre presente aquela frustração de saber que havia mais e que eu não conseguia". A resolução chegou aos 22 anos, quando uma amiga lhe marcou uma consulta psicológica. "Entrei no consultório a achar que não tinha cura." Poucos meses depois a penetração vaginal já era uma realidade. "Até chorei de alegria. Sabia que o meu namorado ia fartar-se um dia e que eu nunca poderia vir a ter uma relação estável", desabafa Joana que, acima de tudo, ultrapassou um dos seus maiores receios: não poder um dia engravidar.

Cada caso é um caso

"As terapias podem durar semanas, meses ou anos. Cada mulher é um caso", explica Pedro Freitas, sexologista clínico do Instituto Luso-Americano de Sexologia. Entre causas orgânicas e psicológicas, as disfunções sexuais femininas podem ser primárias ou secundárias, centrando-se nas alterações do desejo, da excitação e do orgasmo, muitas vezes ainda associadas às perturbações da dor sexual. "O mais comum é haver disfunções múltiplas: por exemplo, em casos graves de falta de desejo, a mulher não se excita, não lubrifica e dificilmente chegará ao orgasmo".

Quando falta o desejo. Ambos os especialistas dizem que não se sabe ao certo quantas mulheres sofrem de disfunção sexual em Portugal. "Os estudos que são feitos têm todos muito mérito mas também valores muito díspares. Toda a gente mente sobre a sua sexualidade, mesmo em inquéritos anónimos." Contudo, a maioria dos casos que passam tanto pelo consultório de Pedro Freitas como de Erika Morbeck, são de desejo sexual hipoactivo - vulgarmente conhecido por falta de desejo - e anorgasmia, não conseguir atingir o orgasmo. Mais do que traumas psicológicos, as causas são muitas vezes orgânicas, relacionadas com coisas tão banais como a gravidez e a menopausa, o uso de alguns medicamentos ou, até mesmo, contraceptivos hormonais.

Foi o caso de Matilde, que aos 28 anos perdeu o desejo sexual, na sequência de um tratamento para o acne. "A medicação provocava-me candidíase recorrente, o que me levava a não lubrificar, sentir dor durante o acto sexual e, consequentemente, a evitar ter sexo. Ao mesmo tempo comecei também a tomar a pílula e os meus níveis de testosterona ficaram muito baixos."

Embora numa relação de apenas cinco meses, Matilde deu por si a passar semanas sem sequer pensar em sexo. "Sentia-me frustrada porque antes era capaz de passar um dia inteiro a ter relações sexuais ou a magicar coisas e agora se ele não me falasse eu nem me lembrava." Até mesmo a capacidade de ter sonhos eróticos perdeu. Ao fim de dois anos de pouco sexo, incentivada pelo companheiro, pediu ajuda. Aconselhada por um sexólogo parou de tomar a pílula, passou a usar adesivos de compensação hormonal e dois meses depois a vontade voltou, timidamente, a aparecer.

Sejam elas causas orgânicas ou psicológicas, "é muito doloroso assumir que se tem um problema sexual", reforça Pedro Freitas. "As pessoas enganam-se a elas próprias. É frequente começarmos a ter a verdade da situação só à segunda ou à terceira consulta". O sexologista clínico lembra ainda que a falta de desejo pode também ser situacional, ou seja, referente apenas ao parceiro, pelo que nas consultas devem ser analisados todos os ângulos, inclusive a dinâmica do casal.

O peso cultural

"Ainda há muito de cultural nisto. Há mulheres que conseguem ter interacção sexual durante anos sem desejo e, por mais chocante que seja, ainda se ouvem frases como 'tenho de fazer o sacrifício senão ele deixa-me'". Contudo, o especialista mantém a esperança de que as gerações mais novas estejam mais dispostas a apoiar as parceiras. "Sem uma boa colaboração do parceiro é difícil ter um progresso tão eficaz e rápido. Os mais novos são óptimos nisso, estão quase sempre disponíveis." Erika Morbeck corrobora.

Quer nos exercícios práticos como no lado emocional, tanto Rita, como Joana e Matilde contaram com o apoio incondicional das suas caras metades. "Ele dizia que ficava feliz só de ver que eu tentava", conta Rita, cujo companheiro deu o passo de viver a dois antes de o problema estar ultrapassado. "Se estivesse sozinha ainda não estaria curada, tenho noção disso". Além da "pesada sombra do factor vergonha", pela cabeça de todas passou a palavra 'infidelidade', mas a confiança nos parceiros falou mais alto. "Eu ia ficar muito triste, mas no fundo não me sentia no direito de achar que ele tinha feito a pior coisa do mundo", salienta Joana. "Ninguém é de ferro e isto aniquila a vida a dois".

Embora as mulheres continuem a "ser mais rápidas do que os homens a assumir que têm um problema e a pedir ajuda", Pedro Freitas deixa claro: "Há quem não consiga perceber que não ter desejo pode ser uma disfunção sexual. Ou que ter dificuldade em lubrificar ou a atingir um orgasmo é um sinal de que algo não está bem. Falamos de saúde. Se fosse um problema no estômago, também receavam procurar um médico?".

(Nota: Os nomes nesta reportagem são fictícios a pedido das testemunhas.)

 

O QUE É?

A disfunção sexual feminina é uma condição que impede a satisfação no acto sexual. É o equivalente à disfunção eréctil masculina.

TIPOS
Primária: que sempre existiu no padrão sexual.
Secundária: alteração de comportamento após a existência de um ciclo de resposta sexual normal.
Anorgasmia: dificuldade persistente em atingir o orgasmo.
Dispareunia: sentir dor durante a relação sexual.
Vaginismo: contracção involuntária da musculatura do terço externo da vagina, impedindo a penetração.
Desejo hipoactivo: falta de desejo sexual.

Via expresso

04
Dez09

Elas também querem mais e melhor sexo

olhar para o mundo

Elas querem melhor sexo

As mulheres também querem maior desejo sexual. Depois do Viagra e os seus congéneres terem ajudado os homens a melhorarem a sua performance, as mulheres reivindicam os seus direitos.

 

 O Instituto de Saúde Pélvica e Sexual na Filadélfia atende cerca de 200 mulheres por semana. Todas na casa dos 60 anos. Ainda não estão preparadas para desisitir de uma vida sexual activa.

A maioria das pacientes são norte-americanas, mas, segundo o "New York Times", há que venha do Canadá, Reino Unido e até da América do Sul. Muitas dessas mulheres são casadas ou têm namorados que encontraram no Viagra ou nos implantes penianos um prolongamento da actividade sexual.

O tratamento das pacientes começa com um exame pélvico realizado por um urologista, a que se segue uma consulta com um especialista em sexualidade. Várias destas mulheres tomam anti-depressivos relacionados com as consequências da menopausa e temem os efeitos destes medicamentos na intensidade do seu desejo sexual.

Já vários estudos médicos provaram que as disfunções sexuais são mais comuns entre as mulheres do que entre os homens, sobretudo nas mulheres que já entraram na chamada terceira idade.

Um relatório publicado em 2008 na revista norte-americana de Ginecologia e Obstetrícia, citado pelo "New York Times", refere que 44,6% das mulheres entre 45 e 64 anos relatam ter problemas com o desejo sexual, dificuldades em atingir o orgasmo ou sofrem de dores durante as relações.

Desde que em 1998 os homens têm acesso a medicamentos como o Viagra, as mulheres apostaram na terapia hormonal para combater os efeitos da menopausa. Mas, em 2002, esta opção passou a ser associada com um maior risco de cancro no seio, ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais.

No Instituto de Saúde Pélvica e Sexual é utilizado actualmente, segundo o "New York Times", um produto não-hormonal, tópico, feito à base de plantas que pretensamente aumenta a sensibilidade ao toque. Chama-se Zestra e terá ainda efeitos relaxantes, auxiliando o combate à dor. Este produto, contudo, não actua sobre a área do desejo.

 

Via Expresso

17
Nov09

Encontrado novo "viagra feminino" que aumenta desejo sexual

olhar para o mundo

Encontrado o novo Viagra feminino

 

Inicialmente era apenas um medicamento antidepressivo, mas um estudo da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte (Estados Unidos) e da Universidade de Ottawa (Canadá) revela que a flibanserina também desperta o desejo sexual nas mulheres com pouca libido.

“A flibanserin era um antidepressivo. Contudo, verificou-se que aumenta a libido em animais de laboratório e seres humanos. Então, fizemos vários ensaios clínicos e as mulheres que participaram no estudo porque tinham pouco desejo sexual confirmaram sentir melhorias e ter experiências sexuais satisfatórias”, explicou John M. Thorp Jr., líder do estudo. Na experiência, participaram 1976 mulheres com mais de 18 anos e em idade fértil, que tomaram flibanserina aleatoriamente durante 24 semanas.

Segundo os investigadores, o medicamento é um fármaco semelhante ao Viagra, mas para mulheres cujo principal problema sexual é a diminuição do desejo. Para já, ainda só está disponível para ensaios clínicos, mas os investigadores acreditam que poderá ser um tratamento eficaz, sem os inconvenientes efeitos secundários da actual terapia de reposição hormonal.

Via ionline

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