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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

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Um olhar sobre o Mundo

23
Out10

Mineiros. Do underground para a ribalta

olhar para o mundo

Mineiros, do Underground para a ribalta

 

"O que aconteceu na mina, fica na mina", Foram estas as palavras de Dário Segovia, o 20º mineiro a chegar à superfície de óculos escuros e sorriso nos lábios. Mas, definitivamente, esta premissa não foi cumprida. A trágica derrocada da mina de San José, no deserto de Atacama, espalhou-se pelo mundo. De repente toda a gente queria saber tudo sobre os mineiros: se estavam a salvo, quando sairiam, o que faziam lá em baixo, o que comiam, em que pensavam, quem eram os seus familiares.

As luzes incidiram sobre o Chile, o seu presidente e os incríveis esforços para resgatar os mineiros. A identidade dos homens foi conhecida assim como as suas histórias pessoais. Um pôde ver pela primeira vez a filha por videoconferência outro pediu a namorada em casamento e outro, afinal, não queria sair da mina, porque tinha mulher e amante à espera. Sabe-se que o líder do grupo foi "Don Lucho" que manteve a ordem e estabeleceu a calma. Impunha regras para não deixar os companheiros irem abaixo: havia horas para levantar, racionamento de comida e água. Muitos rumores surgiram 700 metros debaixo de terra: que pairou um medo de canibalismo e até que houve confrontos físicos entres alguns mineiros. 

"A vida imita a arte" dizia o dramaturgo e escritor Oscar Wilde. O salvamento dos mineiros é um exemplo prático de como a vida pode ganhar contornos de guião. O episódio tem todos os ingredientes dignos de uma película de sucesso. Um acidente inesperado, uma situação insuportável, a luta pela sobrevivência, o final heróico e feliz. "Se as grandes personagens de ficção se revelam pelas suas escolhas, o drama e as opções vividas pelos mineiros da mina chilena teriam tudo para resultar num filme intenso" explica Nuno Duarte, escritor e argumentista. 

Já surgiram uma série de reacções ao salvamento dos mineiros chilenos. Apareceram em capas de jornais, abriram noticiários de todo o mundo, foram ouvidos nas rádios. O seu salvamento foi transmitido minuto a minuto por todo o globo. Foi criado um jogo inspirado na situação e até já se fala de um filme com Javier Bardem como protagonista. 

Apanhado por esta onda de mediatismo, o i ficou curioso por saber como seria ver a história dos 33 mineiros transformada num filme. Assim, desafiámos quatro argumentistas e um realizador a fazer a adaptação. Surgiram histórias diferentes: do irónico, passando pelo dramático até ao romanceado, muitas perspectivas foram abordadas. 

Pode ser que ache piada ou pode ser que não. Mas que esta história dava um filme, ai isso dava.

 

Alexandre Borges:

Versão blockbuster

“33 Homens e um destino”

Chile, 2010. O Presidente está em queda nas sondagens. De repente, uma tábua de salvação: 33 homens ficam soterrados numa mina. Poderiam ser retirados em poucos dias, mas o pérfido Presidente mantém-nos soterrados. Finge desdobrar-se em esforços enquanto os alimenta por uma palhinha. 69 dias depois, vai salvá-los pessoalmente. O povo ajoelha-se a seus pés. No último momento, o derradeiro mineiro topa as intenções do Presidente, traça-lhe a perna e manda-o lá para baixo. Urra. Vitória. O mineiro é eleito Presidente.

 

Versão romance

“A Vida, o amor e as minas”

Chile, 2010. 35 homens ficam soterrados numa mina. Enquanto estão lá em baixo, sem luz nem mantimentos, Ortega e Octávio descobrem o amor. Os outros 33 não suportam tanta pieguice e imploram para que alguém os tire de lá. Após 69 dias, são salvos. Octávio e Ortega optam por ficar porque acham que o mundo não compreenderá o seu amor. Pedem aos 33 que não contem a ninguém e estes respondem, antes de se meterem na cápsula, que não falariam sobre isso nem que lhes pagassem.

 

Versão intelectual

“A Mina”

Chile, 2010. 33 homens ficam soterrados numa mina. 69 dias depois, são resgatados. Cada um vai à sua vida. Todos pensam muito nos dias que passaram lá em baixo. Vão trabalhar e pensam nisso. Vão ao supermercado e pensam nisso. Fazem amor com a mulher e pensam nisso. Fazem amor com a amante e pensam nisso. Um dia, um deles repara que ontem não pensou nisso. No fim, há um plano muito bonito da antiga mina e dos hotéis e lojas de souvenirs que, entretanto, cresceram em volta.

 

Alexandre Borges é guionista, trabalhou na TV em projectos como“Equador” e “Grandes Livros”. É crítico de cinema do i.

 

Nuno Duarte:

“Paralelismos”

Se as grandes personagens de ficção se revelam pelas suas escolhas, o drama e as opções vividas pelos mineiros de cobre da mina Chilena de El Teniente teriam tudo para resultar num filme intenso. Todavia, o que seria destes homens se o soterramento não tivesse acontecido? Esta seria a premissa de um filme com duas linhas narrativas paralelas tendo pontos de partida divergentes. 
De um lado a dura realidade dos momentos vividos após o soterramento, com as discussões, o medo, a claustrofobia e a discussão por meras gotas de água e bolachas. Noutro mundo porém, 33 mineiros são informados atempadamente do fecho da mina e partem para um mundo solarengo, onde as famílias, a sociedade e a realidade de uma crise económica se apodera deles.
Se para os homens enterrados vivos a 700 metros de profundidade o contacto com as autoridades e a descoberta de meios para lhes fazer chegar mantimentos se revela como um facho de esperança, para os seus alter egos em liberdade, o desespero da falta de oportunidades e de um sentido para a vida começa a levar muitos para soluções de ruptura.
No fundo da mina surge uma luz e uma cápsula que a todos levará para um mundo mais atento aos seus problemas, enquanto que na corriqueira vida de uma realidade alternativa um grupo de homens cai vítima de alcoolismo, crime e falta de esperança.
Branco e negro, yin e yang, dois mundos, duas formas de perceber que, se calhar, bater literalmente no fundo pode nem ser assim tão mau.

Nuno Duarte é argumentista associado das Produções Fictícias, tendo trabalhado em séries como “Liberdade 21”, “República” ou “Conta-me como foi”, encontrando-se este fim de semana a promover a sua novela gráfica “A Fórmula da Felicidade” no Festival Amadora BD 2010.

Nuno Duarte é argumentista associado das Produções Fictícias, tendo trabalhado em séries como “Liberdade 21”, “República” ou “Conta-me como foi”, encontrando-se este fim de semana a promover a sua novela gráfica “A Fórmula da Felicidade” no Festival Amadora BD 2010.

Tiago R. Santos

"70 Dias"

Sebastián Piñera, presidente do Chile, está fechado num gabinete com um Homem e a discussão decorre há horas. “Há que fazer alguma coisa”, diz o Homem que lê o jornal. “Já ninguém se lembra que chegámos aos oitavos no campeonato do Mundo. Se tivéssemos ganho ao Brasil, ainda hoje se falava disso”. O Presidente rói as unhas “Temos que colocar o Chile no mapa. Tirar a crise da cabeça das pessoas”.
Dois dias depois, 33 mineiros ficam soterrados a 700 metros de profundidade. Há quem descubra que o acidente foi, na verdade, provocado por um dos colegas. Os trabalhadores viram-se uns contra os outros. Até que um admite ser o culpado. “Ouçam. Sim, vamos ficar isolados durante duas semanas, é preciso drama nesta história. Mas depois temos comida e música do Elvis Presley, vemos futebol, há jogos de vídeo e MP3 e até livros. E, quando sairmos, somos heróis, vendemos entrevistas e fotografias com as nossas famílias.’ Os mineiros acalmaram e continuaram a ouvir. “E, aqui, somos quem nós quisermos. Tu, José, o que é que querias ser?’. ‘Padre’. ‘Então és Padre. E tu, Ávalos, qual é o teu sonho?’ ‘Ser Realizador de Cinema’. ‘Vou já pedir uma câmara’. ‘Quero ser escritor’, disse Victor, embalado pelo momento. ‘Vou dizer aos advogados para redigirem os contratos.”
Sessenta e nove dias depois, os mineiros são resgatados numa cerimónia transmitida em directo para todo o mundo. Nesse momento, não há um único chileno que esteja a pensar na crise. Jornais e revistas, editoras de livros e produtoras cinematográficas abrem os livros de cheques. 
No dia 70, Roberto Fernandez, 26 anos, é esmagado por uma pedra enquanto trabalhava a mil metros de profundidade. Não há luzes apontadas a esta história. “Pois, é preciso estar no sítio certo, na hora certa, para sermos heróis”, diz o Homem que lê o jornal.


Tiago R. Santos escreveu o argumento de grandes produções portuguesas como “Call Girl” ou o mais recente “A Bella e o Paparazzo”.

Luís Filipe Borges

"Dust to Dust"

STORYLINE: O mundo acompanha em suspense a odisseia de 33 homens há mais de dois meses presos no interior da terra. Todos querem vê-los salvos. Um quer continuar lá.

Género: thriller inspirado numa história verídica

Quando Cuautehmoc Isla ficou soterrado, reagiu como os 32 companheiros. Houve pânico e desespero. Quando um líder se afirmou entre o grupo não respirou de alívio, fez como os outros e resignou-se. Contentaram-se com a ideia de haver nobreza numa morte digna. A luz, por uma vez literalmente ao fundo do túnel, era uma esperança para quase todos vã. Mas habituaram-se a comer e beber racionadamente, a contar histórias à volta da fogueira como os homens primitivos do início dos tempos. Quando as comunicações foram reestabelecidas, exultou como todos, mas rapidamente se tornou o único a remar contra a maré, roído pelo remorso e pela culpa. O seu motivo permaneceu misterioso e originou discussões que levaram a vias de facto, em particular quando Cuautehmoc tenta corromper as coordenadas, de modo a deslocar a cápsula Fénix para outro lugar. Terá cometido um crime, como desconfia o líder? Será o responsável pela situação dramática em que se encontra o grupo, como pensa a esmagadora maioria dos colegas? Ou terá duas mulheres à espera quando a terra der finalmente à luz? 
Comediante e guionista, Luís Filipe Borges também é apresentador de televisão. “A Revolta dos Pastéis de Nata” e o “Cinco para a Meia-Noite” são, talvez, os seus trabalhos mais conhecidos.

 

Ivo M. Ferreira

"O Penúlltimo Homem"

Os três homens acabam de receber por uma mangueira uma série de comprimidos: “Carne...Vegetais... Peixe... Batata... Galinha...” Um deles atira os comprimidos para o chão e afasta-se, nervoso e choroso (Manolo). Outro, riposta: “Eu cá não como mais disso. Prefiro esperar por um bife de chouriço, acompanhado do sauvignon blanc da aldeia.” Paco, que mal vemos no escuro, apanha os comprimidos do chão. Um som de motor eléctrico chama a atenção dos homens. “Vem aí!” “Manolo, és o tu próximo!” 
Uma cápsula pintada de vermelho, branco e azul chega à galeria subterrânea. Manolo, antes de entrar na cápsula, vira-se para Paco: “Paco, queres que diga alguma coisa à família?” “Até já, Manolo!”A cápsula volta a descer e entra para lá o mineiro. Fica assim Paco e o Último.
A cápsula sobe. O Último aproxima-se de Paco. “Tenho medo. E tu?” “De quê? De ser o último” “Dou-te a minha vez.” A cápsula volta a descer. O Último entra. “Não tens medo, Paco?” “Até já.”
A cápsula sobe e Paco baixa-se a um canto. Debaixo de um cobertor, retira uma lata. Abre-a para guardar os comprimidos e vemos que dentro há dezenas de outros. Guarda a lata e vemos que há várias garrafas de plástico cheias de água. Um walkman de cassetes está em cima de um pedaço de cartão rasgado. Paco arrasta uns ferros para o pé da zona onde chega a cápsula. Carrega um outro ferro. A cápsula chega.
Paco, está no canto, coloca o seu walkman e carrega em play. Ouvimos alto “La Concentida” (Cueca Chilena).
Fora da mina, no exterior, todos aguardam a subida da última cápsula. Quando ligam a máquina, a torre que puxa a cápsula sede, rebenta, e causa o desabamento de terras e guindastes.


Ivo Ferreira é realizador português. Já realizou longas-metragens, curtas e documentários. “Vai com o Vento” é o seu último trabalho que está nos cinemas.

 

Via Ionline

09
Set10

Sexo sim, somos gregos

olhar para o mundo

Sim, ainda é possivel fazer um filme sobre a chegada à idade adulta que evite os lugares-comuns todos (e mais alguns de que não nos lembrávamos). Não é obrigatório que seja grego, mas visto o tom seco, directo e desconcertante que o cinema helénico tem revelado recentemente, a nacionalidade ajuda muito. Basta ver como “Attenberg” (competição) começa com uma lição de beijo falsamente lésbico, dá a lugar a imitações de animais inspiradas pelos documentários de vida selvagem da BBC de Sir Richard Attenborough, e é interrompido a espaços por coreografias rigorosas e rígidas ao ar livre.

 

Tudo isto, contudo, são pistas falsas. O que interessa a Athina Rachel Tsangari é outra coisa: desenhar o confronto de Marina, 23 anos, com a idade adulta à beira de arrombar a porta da sua vida. Marina nunca beijou, nunca fez sexo, o desejo mete-lhe nojo, não quer ter namorado porque tem medo que a sua melhor amiga lho roube; tem um emprego sem futuro como motorista numa fábrica local, da mãe nunca saberemos se partiu se morreu, o pai arquitecto está doente em estado terminal. 

Ao som dos Suicide e de Françoise Hardy, filmando com um formalismo geométrico, rígido, para melhor desenhar o estado de alma desta rapariga aprisionada num mundo que ainda não compreende, Tsangari assina um filme controladíssimo e desarmante. Uma boa surpresa, confirmando que há alguma coisa a mexer no cinema grego, depois do divisivo “Canino” (cujo realizador, Yorgos Lanthimos, é aqui actor e produtor).

 

Via Público

02
Set10

o mistério das traduções dos títulos de filmes

olhar para o mundo

O mistério dos nomes portugueses dos filmes

 

A canção "Ponha aqui o seu pezinho, devagar, devagarinho" pode servir de inspiração para um filme de vampiros? A Castello Lopes acha que sim. Não sabemos se a ideia terá nascido de um trautear em desespero de causa numa sala cheia. O certo é que o filme "Vampire Sucks" - que estreia a 30 de Setembro - foi traduzido para "Ponha Aqui o seu Dentinho". 

Este é um sério candidato a título mais original do ano e foi com isso em mente que nos propusemos a resolver um mistério que atormenta os cinéfilos: quem é que traduz os títulos dos filmes para português e como funciona este processo? 

Regras a cumprir Primeiro, é preciso saber que os títulos que vê nos cinemas têm de ser aprovados pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC), que tem como regra número um: tudo em português. Mas há excepções. "Podem ser utilizados títulos em inglês ou outra língua estrangeira, desde que se refiram a nomes de personagens, localidades, temas musicais ou bandas, ou de difícil tradução ou atribuição de título em português", esclarece-nos por email Eliana Pereira, assistente técnica do IGAC. Ao que nós acrescentamos, depois de falarmos com várias distribuidoras, de muito, muito difícil tradução. 

André Taxa, director de marketing da Columbia TriStar Warner, simplifica a questão. "Existem duas condicionantes impostas pela IGAC: ao contrário de outros países da Europa, em Portugal não são aceites títulos exclusivamente em língua original, salvo casos em que estes sejam nomes próprios das personagens (como o ''Salt''), marcas, locais, etc. Não são aceites ainda títulos repetidos de filmes já existentes (excepto remakes)."

Segundo ponto importante para entender a escolha de um título português é que os tradutores não são para aqui chamados. "A questão dos títulos locais não é um problema de competências de tradução, é de capacidade de escolher um título forte e apelativo, e que posicione o filme com o tom certo para o público a que se dirige", explica ao i Pedro Espadinha, do departamento de marketing da Columbia TriStar Warner. Por essa razão, nenhum tradutor levantou o braço e disse: a tradução de ''The Expendables" é dispensáveis e não "Os Mercenários", como está nas salas. São decisões dos departamentos comerciais e de marketing que normalmente englobam cerca de 4 a 10 pessoas. 

Mas muitas vezes, as distribuidoras vêem-se a braços com verdadeiros dilemas de tradução. "A expressão ''Vampire Sucks'' tem uma piada que não é possível traduzir. Por um lado sucks significa ''chupar'', mas também ''não presta''. Optamos por manter o espírito do filme de comédia", diz Sandra de Almeida, do departamento de marketing da Castello Lopes Multimedia. 

A escolha da linguagem é uma das formas de situar o filme correctamente para o seu target, como nos explica Nuno Gonçalves, administrador da ZON Lusomundo Audiovisuais. "''Na Senda dos Condenados'' é direccionado para um público mais velho, não é para jovens. Optamos por não traduzir literalmente ''Fifty Dead Men Walking'' (Cinquenta homens mortos a caminhar) porque seria comprido de mais." Outro título que iria fazer história era "''Tá bem, Abelha!". "No caso do filme ''Bee Movie'', que era uma abelhinha chata, achamos um nome engraçado e tipicamente português, o ''Tá bem, abelha''. Mas a produtora norte-americana não concordou. Internacionalmente era ''A História de Uma Abelha'' e assim ficou. Era um título ao estilo National Geographic, mas são eles que têm a palavra final." 

Nas traduções dos títulos há até liberdade para dar mais informação do que o original, como no caso "The Back-up Plan", "Plano B... ebé" ou "The Box" para "Presente de Morte". "Damos mais informação para ir buscar o público deste filme. No caso ''The Box'', não vale a pena os fãs das comédias românticas da Cameron Diaz irem ao cinema à espera de vê-la alegre e divertida, porque é completamente diferente", diz Nuno Gonçalves. 

Outro recurso utilizado é manter o título original e acrescentar um subtítulo em português. A Ecofilmes recorre a esta estratégia várias vezes. "Normalmente o título em inglês já é reconhecido e as produtoras preferem que se mantenha o original, como é o caso de ''Thirst - Este é o Meu Sangue...''", diz o director comercial da Ecofilmes, Jorge Dias. Um dos títulos mais falados da distribuidora não foi um destes casos. Os críticos cairam em cima de "Um Homem Singular" porque não concordavam com a tradução de "A Single Man". "Tentamos ser fiéis ao original, a intenção de escolher singular em vez de sozinho é para dar mais informações sobre a personagem."

Os departamentos estão habituados a críticas, mas como nos respondeu Pedro Espadinha acerca do título "Miúdos e Graúdos", original "Grown Ups": "Nestes casos em que há críticas aos títulos de filmes, gostamos também de devolver a sugestão de novo título a quem critica. Que título daria ao ''Grown Ups''? ''Crescidos'' acha que é um bom título, com apelo comercial e que reflecte que se trata de uma comédia familiar? É uma área que gera discussão naturalmente, o que para nós até é positivo, porque mostra também a importância e interesse que os filmes têm para as pessoas."

 

Via ionline

31
Mai10

Dennis Hopper: Seis filmes que deram uma vida - vídeos

olhar para o mundo

"Já devia ter morrido dez vezes. Reflecti muito sobre isto. É um milagre ainda estar vivo." A frase é de Dennis Hopper e foi dita numa das suas últimas entrevistas. No entanto, o actor não se referia ao cancro na próstata que lhe foi diagnosticado em Setembro de 2009 (a causa da sua morte, na manhã de sábado, há dois dias). Hopper falava da vida de excessos do "guru da contracultura enlouquecido pela droga", como lhe chamou o escritor Peter Biskind no livro "Easy Riders, Raging Bulls: How the Sex-Drugs-and-Rock 'n' Roll Generation Saved Hollywood", que revela os hábitos pouco saudáveis do actor nos anos 60 e 70: três gramas de cocaína por dia, 30 cervejas, alguma marijuana e muitas cubas libres. Vida e obra andaram quase sempre lado a lado nas quase seis décadas que Hopper dedicou ao cinema. A linha que separa as suas interpretações da realidade fora do ecrã parece por vezes demasiado ténue. Recordamos seis momentos marcantes da sua carreira. E vida.

Anos 50: "Rebel Without a Cause" Um papel menor, em 1955, que marcou a estreia de Dennis Hopper no cinema, ao lado de James Dean, o ídolo de quem se tornaria amigo. Nas filmagens, o jovem actor foi fotografado a ler o escritor russo Constatin Stanislavski. Uma reportagem de 1959 refere Hopper como um miúdo de 23 anos em início de carreira que se "levanta às dez da manhã, lê Nietzsche, visita galerias de arte, frequenta livrarias e vê filmes estrangeiros". 

Anos 60: "Easy Rider" O seu maior legado para o cinema americano. Dennis Hopper é a personagem central da lenda "Easy Rider": realizou, montou e interpretou. Nessa época já de consumo de drogas, o seu temperamento irascível fazia estragos e houve vários choques com o co-autor Peter Fonda. O filme custou 335 mil euros e rendeu 17 milhões de euros. 

Anos 70: "Apocalypse Now" Dennis Hopper é um inesquecível repórter fotográfico que enrola a língua a falar, sujo, despenteado e totalmente louco. Qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência. Nessa fase Hopper estava completamente afundado em drogas e álcool. Um programa de reabilitação em 1983 terá curado o actor. 

Anos 80: "Veludo Azul - Blue Velvet" O filme-referência nos papéis de vilão que se seguiram. Mais uma vez, não há coincidências. Quem o garantiu foi o próprio Hopper, numa entrevista que deu posteriormente confessando o pedido ao realizador David Lynch: "Tens de me deixar fazer de Frank Booth [vilão do filme] porque eu sou Frank Booth."

Anos 90: "Speed - Alta Velocidade" Ao lado de Sandra Bullock e Keanu Reeves, é um Dennis Hopper reabilitado e rendido à era dos blockbusters que aparece nos cinemas em 1994. Mesmo assim, a imagem de marca persiste : é o vilão, desta vez um bombista louco e ressentido.

Anos 00: "Elegia" Baseado num romance de Philip Roth, é um dos últimos filmes em que participa. O actor interpreta o papel de um artista nova-iorquino, remetendo-nos para a faceta artística de Hopper, que foi pintor, escultor e um visionário coleccionador de arte que no início de carreira de Andy Warhol lhe comprou dois quadros por 60 euros.

 


Via Ionline

25
Abr10

Lindsay Lohan vai ser "Garganta Funda" em 2011

olhar para o mundo

Lindsay Lohan vai ser

 

Regressamos a 1974, ano em que Linda Lovelace se tornou uma das mulheres mais famosas (e repudiadas) do mundo pela sua garganta abençoada. Um clítoris abaixo da epiglote não é para qualquer uma. Para nenhuma, aliás, já que a localização do ponto g de Lovelace foi fruto da invenção de Gerard Damiano. Nascia, assim, o polémico “Garganta Funda”. Na altura, nos EUA, Nixon ignorou os 60milhões de lucro que o filme gerou – ainda hoje é um dos filmes mais rentáveis da história do cinema - e deu início a uma caça às bruxas, no que a pornografia ou erotismo tocasse. Imperava o conservadorismo e o sexo (embora todos o praticassem e comprassem), tinha carimbo de “tabu”.
Mudam-se os tempos… e “Garganta Funda” volta a fazer história, desta vez numa versão biopic que conta a história da protagonista de 1974. “Inferno”, que começa a ser rodado este Verão, terá como actriz principal a não menos polémica Lindsay Lohan, de 23 anos, e será apresentado ao público na próxima edição do Festival de Cannes.
A escolha da menina- que-afinal-já-não-o-é não foi aleatória. Nos anos verdes do Clube Disney a ruiva de sardas encantou meio mundo com papéis em tudo adoráveis. Entretanto cresceu e transformou-se no típico produto Hollywodiano. Foi – diversas vezes – manchete pelos motivos errados e a sua presença (nem que fosse numa festa infantil) passou a ser imediatamente associada e uma coisa e uma coisa só: sarilhos. A fama valeu-lhe o proveito e agora, depois de aparições desastrosas em produções menos felizes, Lohan recebe, em bandeja de prata, a oportunidade de regressar à ribalta. De Lindsay para Linda de Lohan para Lovelace.

 

Via ionline

19
Abr10

As mais belas mulheres da história do cinema (vídeo)

olhar para o mundo

Veja este impressionante vídeo de Philip Scott Johnson que reúne as mulheres mais belas dahistória do cinema, em apenas dois minutos e meio.

 

Num vídeo fantástico, que apresenta uma metamorfose da beleza do primeiro ao último segundo, Philip Scott Johnson juntou os rostos de mulheres que marcaram (e marcam) o grande ecrã.

Nomes como Brigitte Bardot, Grace Kelly, Sofia Loren, Michelle Pfeiffer são algumas das minhas favoritas.

E a sua favorita qual é?

 

 

 

Via A Vida de saltos altos

04
Mar10

Megan Fox: "Eu só dormi com dois homens"

olhar para o mundo

Megan Fox não gosta de ser vista como uma bomba sexual

 

 Megan Fox não gosta da imagem de bomba sexual que tem em Hollywood. A actriz de "Transformers" garante que está longe da realidade e confessa mesmo que seria incapaz de ter um caso de apenas uma noite.

"Só estive com dois homens em toda a minha vida", garantiu em entrevista à revista britânica Harper's Bazaar. "Só [estive] com o meu namorado da adolescência e com o Brian [Austin Green]. Jamais faria sexo com alguém que não amo, jamais. Só a ideia já me põe doente. Nem sequer estive próxima de ter um caso de apenas uma noite."

Megan Fox, de 23 anos, é apontada como uma das actrizes mais sexy de Hollywood.

17
Fev10

200 Casais em super beijo para filme

olhar para o mundo

400 pessoas num super beijo

 

O realizador Claude Lelouch juntou 200 casais na praia de Deauville, no noroeste de França, lembrando a cena do filme "Um Homem e uma Mulher".

Aos jornalistas Lelouch disse que ver os beijos e abraços daquelas quatrocentas pessoas num dia de S.Valentim com sol "foi magnífico".
O realizador revelou ainda que poderá usar algumas das imagens captadas no seu próximo filme "Ces amours-là" que deverá estrear este ano.

 

Via ionline

06
Jan10

As cenas de sexo do Avatar ....

olhar para o mundo

As cenas de sexo do filme avatar.. só em DVD

 

 No filme, Jake Sully (Sam Worthington) "acasala" com Neytiri (Zoe Saldana) debaixo da árvore mágica. Os dois partilham um profundo e significativo olhar amarelo e dão um longo beijo . Acha estranho que espécies extra-terrestres se beijem como os terráqueos? Pois. Adiante. Depois do beijo o filme avança rapidamente para a manhã seguinte deixando a pertinente dúvida "mas afinal como é que eles fazem?". Numa entrevista de grupo, a actriz Zoe Saldana explicou o que ficou por ver e parece que a cauda que os Na'vi, usam para quase tudo, também serve para o fantástico mundo do sexo alienígena.

Para saber (e ver) tudo ao pormenor, terá de esperar pelo lançamento do filme em DVD, já que o próprio James Cameron prometeu a inclusão da cena cortada da versão lançada nos cinemas.

Leia a notícia original aqui.

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