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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

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Um olhar sobre o Mundo

05
Nov10

Cientistas mais perto de perceber a resistência natural ao VIH

olhar para o mundo

Cientistas mais perto de perceber a resistência natural ao VIH

 

O que faz com que em cada mil pessoas infectadas pelo VIH, três a quatro nunca venham a ter sida, mesmo sem tratamento? A chave do mistério pode ser uma pequena proteína do sistema imunitário humano.

 

A maioria das pessoas infectadas pelo vírus da sida, se não for devidamente tratada, desenvolve sida. Mas sabe-se há quase duas décadas que em cerca de um caso em 300, isso não acontece. Mesmo sem tratamento, o sistema imunitário desses “controladores do VIH”(em inglês, HIV controllers) consegue de alguma maneira vencer o vírus, controlando espontaneamente a sua replicação descontrolada nas células do seu corpo.

O que é que distingue os “controladores” da generalidade dos outros seropositivos – dos HIV progressors, cuja infecção pelo VIH leva inexoravelmente, na ausência de medicamentos, à sida declarada? Um artigo hoje publicado no site da revista Science levanta uma ponta do véu , fornecendo talvez um elemento essencial para se conseguir um dia imunizar todos os seres humanos contra a sida.

Reunidos no projecto International HIV Controller Study e liderados por Florencia Pereyra, do Instituto Ragon, nos EUA, mais de 300 cientistas, a trabalhar em mais de 200 instituições no mundo (entre as quais o Hospital de Santa Maria em Lisboa e o Hospital de São João no Porto) compararam os genomas de quase 1000 “controladores” com os de 2600 pessoas sem resistência natural face ao VIH. Estavam à procura de pequenas variações genéticas susceptíveis de explicar a desigualdade dos dois grupos perante a sida.

Para isso, analisaram um milhão de pontos no genoma de cada um e descobriram cerca de 300 locais cujas diferenças pareciam estar estatisticamente associadas à capacidade de controlo do VIH pelo organismo. Todas essas variações encontram-se no cromossoma humano 6, em regiões responsáveis pelo fabrico de proteínas do chamado sistema HLA, fundamental para a luta do organismo contra as doenças. 

A seguir, graças a um processo desenvolvido por dois dos autores, foi possível concluir que as variações em causa afectam cinco componentes de base (ou aminoácidos) de uma proteína chamada HLA-B, essencial à eliminação pelo sistema imuntário das células infectadas por vírus.

Mas precisamente, a HLA-B agarra-se aos fragmentos de proteínas virais presentes nas células infectadas, leva-os até a membrana celular, e deixa-os ali “espetados”, bem visíveis do exterior da célula, como pequenas bandeiras. Assim marcadas, as células infectadas podem ser reconhecidas e atacadas pelas células “assassinas” do sistema imunitário. De facto, todas as variações agora identificadas influem sobre a eficácia com que a HLA-B se liga ao VIH.

“O VIH vai lentamente revelando os seus segredos e este é mais um deles”, diz em comunicado Bruce Walker, do Ragon Institute, co-autor dos resultados. “O facto de sabermos como é gerada uma resposta imunitária eficaz contra o VIH é um passo importante no sentido de conseguirmos induzir essa resposta com uma vacina. Ainda temos um longo caminho pela frente até conseguirmos traduzir este resultado num tratamento para os doentes infectados e numa vacina para impedir a infecção, mas acabámos de dar um importante passo nessa direcção.”

 

Via Ionline

13
Out10

Raymond Murray, No CSI tudo é falso

olhar para o mundo

Raymond Murray, no CSI tudo é falso

 

Qual foi o caso mais complicado que já resolveu? Raymond Murray endireita-se na cadeira do hotel em Lisboa e começa a contar: "Um homem entra na cave e desliga a luz. Sobe as escadas, viola e agride a vítima. Na luta, três vasos caem ao chão. O suspeito tinha terra dos vasos nos sapatos, mas havia outro pormenor interessante: três pedaços de linha azul (talvez ela estivesse a costurar e tivesse deixado restos de linha no vaso)" Apesar de tudo bater certo, o caso não terminou bem. Houve um pedido do tribunal para reexaminar provas, e não chegou para fazer a diferença. "Às vezes estas coisas acontecem: os advogados de defesa argumentaram que a vítima tinha encorajado a agressão e o suspeito foi ilibado." O pioneiro da geologia forense nos EUA, hoje com 81 anos, arrepende-se de repente de ter escolhido um caso em que a ciência não foi útil. "Já vi isto acontecer muitas vezes, mas é o nosso sistema de justiça e funciona bem." 

Murray está em Portugal para uma conferência na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Gosta sobretudo de contar as histórias do crime, desabafa, um talento que lhe valeu uma colaboração televisiva na série "Forensic Files". "Eram casos reais, enquanto no ''CSI'' é tudo falso", resume. Mas a principal crítica à série que deu fama às ciências forenses nem é essa: "O ''CSI'' incomoda-me. Vemo-los a trabalhar no laboratório, e depois a pegar numa arma e a ir à procura do criminoso. Os investigadores têm de ser independentes, trata-se de garantir a integridade das provas com a ajuda da ciência."

A Portugal vem sobretudo para conhecer a professora Ana Guedes. "Lá fora é muito conhecida pelo trabalho que tem feito sobre a análise da cor do solo." Comparar a cor dos minerais é o primeiro passo na análise de provas. "Quando a cor é diferente, a probabilidade de as amostras virem do mesmo sítio é muito reduzida." 

Reformado da Universidade de Montana, Murray passou 35 anos a aprofundar a geologia forense, que fundamenta teorias de crime apenas com a análise de minerais. "Na verdade o pioneiro foi o Sherlock Holmes. Conseguia dizer se alguém tinha estado em Londres pela sujidade nas calças e sapatos", brinca o geólogo. Depois da muito avançada ficção de Arthur Conan Doyle, o primeiro caso de polícia foi assinado pelo químico alemão Georg Popp, em 1904. Mais uma vez Murray arregala os olhos para contar a história. O suspeito tinha terra nos sapatos, três camadas. A camada superior tinha gotas de cola e minerais, que coincidiam com o passeio perto da casa do suspeito. A segunda camada tinha minerais que coincidam com a cena onde o corpo foi encontrado. A terceira camada tinha tijolo e pó de carvão de um castelo onde foi encontrada a arma do crime, o cachecol da vítima. "O suspeito dizia que só tinha andado no campo nesse dia, mas não tinha nenhuns minerais compatíveis com o álibi. Foi preso." 

Depois do primeiro caso em 1973, a pedido de um agente federal que lhe entrou pelo gabinete com dois sacos de terra para análise, Murray tem-se dedicado a palestras e a casos especiais do ponto de vista científico. Em 2004 publicou a bíblia da geologia forense, "Evidence From The Earth", e está a ultimar a segunda edição.

 

Via Ionline

08
Out10

Spray para aumentar os seios

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Spray para aumentar os seios

Surpreendido? Nós também. Mas, segundo o jornal Daily Mail, chegou ao mercado um produto que promete revolucionar o mercado da estética feminina... um spray que aumenta o volume dos seios.

 

O Boob Job é apresentado como um spray inovador, que promete revolucionar o mercado da estética feminina. De acordo com o fabricante, as mulheres já não têm de se expor a cirurgias dolorosas e, por vezes, ineficazes para aumentarem os seios. A marca garante que, com o seu mais recente produto, as mulheres podem aumentar os seios até 118 milímetros.

No entanto, a notícia está envolta numa enorme polémica. Segundo um cirurgião consultado pelo Daily Mail , é altamente improvável que o produto funcione. "Os fabricantes não dizem os ingredientes exatos do produto nem os testes que fizeram. É preciso uma análise completa, pois pode acabar por prejudicar a pele e os seios".

Já um representante do fabricante disse: "Nós queríamos oferecer uma alternativa mais barata e menos dolorosa para substituir a cirurgia plástica". Segundo o jornal britânico, o produto contém substâncias naturais que aumentam o número de células de gordura nos seios, pelo que não é prejudicial à saúde das mulheres.

Prejudicial ou não, o Boob Job já terá conquistado várias mulheres britânicas, entre elas as celebridades Scarlett Johansson, Victoria Beckham e Kelly Brook.

 

Via Expresso

07
Out10

Prémios IG Nobel

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O sexo rola dos morcegos.. prémio Ignobil
Tudo o que você queria saber sobre o sexo dos morcegos, como recolher o muco das baleias, ou, ainda, uma maneira invulgar de aliviar a dor humana, constam dos estudos distinguidos na edição 2010 do prémio IgNobel , uma paródia ao Nobel. Dez investigadores foram apresentados como vencedores numa cerimónia realizada no Sanders Theatre da Universidade de Harvard, EUA.

 

Sabia, por exemplo, que os morcegos fazem sexo oral? Pois fazem. Assim o provou a equipa de cientistas chineses liderados por Min Tan, do Instituto Entomológico de Guandong - com a participação de Gareth Jones da Universidade de Bristol, Grã-Bretanha -, que acaba de receber o prémio IgNobel na categoria de Biologia, com o primeiro caso documentado de felação praticada pelos morcegos.

Segundo os autores deste estudo pioneiro, que observaram 60 morcegos da espécie Cynoptrus sphinx(30 fêmas e 30 machos), "as nossas observações demonstram que as felações são frequentes em animais adultos não humanos".

 

Palavrão aplaca a dor

 

O galardão permite divulgar trabalhos de investigação curiosos. Como o realizado por pesquisadores da Universidade de Otago, Nova Zelândia, que demonstra que usar meias fora dos sapatos ajuda a reduzir as quedas no gelo. O estudo obteve o prémio de Física.

O prémio de Medicina foi para uma dupla de cientistas alemães, pela descoberta de que um passeio numa montanha-russa pode tratar os sintomas da asma.

Três pesquisadores britânicos, da Keele University, liderados por Richard Stephens, foram laureados com o IgNobel da Paz, por provarem que dizer palavrões ajuda a aliviar a dor.

A escolha dos premiados foi feita por Marc Abrahamns, editor da "Annals of Improbable Research" ("Anais da Investigação Improvável").

Promoções aleatórias favorecem empresas

 

 

Já o IgNobel de Engenharia distinguiu investigadores britânicos e mexicanos. Karina Acevedo-Whitehouse e Agnes Rocha-Gosselin, da Sociedade de Zoologia da Grã-Bretanha, e Diane Gendron, do Instituto Politécnico Nacional do México, ganharam o prémio por terem encontrado uma nova forma para estudar os problemas respiratórios das baleias, através da criação de um helicóptero de controlo remoto destinado a recolher o muco dos cetáceos.

 

O prémio de Gestão foi entregue a investigadores da Universidade de Catania, Itália, "por demonstrar, matematicamente, que as empresas podem ter melhores resultados se promoverem aleatoriamente os seus funcionários".

O IgNobel de Economia coube aos executivos da Goldman Sachs, AIG, Lehman Brothers e outras figuras centrais da crise financeira nos EUA, por "novas maneiras de investir dinheiro, que maximizam os lucros financeiros e  minizam os riscos para o mundo económico".

Nobel de Física 2010 venceu IgNobel 2000

 

O fundador do prémio IgNobel deu os parabéns ao físico russo Andre Geim, distinguido com o Prémio Nobel de Física 2010, junto com o também russo Konstantin Novoselov, pelas experiências com a substância grafeno. Segundo Marc Abrahams, Andre Geim é o "primeiro indivíduo a ganhar o prémio Nobel e a sua antítese bem-humorada".

Andre Geim recebeu o seu IgNobel em 2000, por fazer levitar sapos usando semicondutores. Recorde-se que na cerimónia do IgNobel, há dez anos, o físico russo foi interrompido por uma menina de oito anos, que fiscaliza a duração dos discursos dos laureados, por considerar o seu discurso "muito chato".

Outro laureado com o IgNobel de Entomologia, em 2006,  foi Bart Knols, por ter demonstrado que a fêmea do mosquito da malária é igualmente atraída pelo cheiro do queijo limperger e do chulé. Knols estava entre as centenas de funcionários da Agência Internacional de Energia Atómica que receberam, em grupo, o Prémio Nobel da Paz em 2005.

Já o Nobel de Física de 2005, Roy Glauber, também participou do IgNobel 2000, mas como varredor oficial de aviõezinhos de papel.

 

 

 

Via Expresso

 

 

 

01
Out10

Encontrado planeta com “100% de hipóteses de ter vida”

olhar para o mundo

Encontrado planeta com “100% de hipóteses de ter vida”

 

Chama-se  Gliese 581g, está a 20 anos-luz da Terra na constelação de Balança e, de acordo com uma publicação do Astrophysical Journal, apresenta todas as características básicas para ser habitável.

O planeta foi descoberto por um grupo de astrónomos da Universidade da Califórnia emSanta Cruz (UCSC) e do Instituto Carnegie de Washington. “Acredito que existe 100% de probabilidade de vida neste planeta, já que, apresenta as condições ideias para isso”, disse oastrónomo responsável pela investigação, Steven Vogt.

Uma das razões pela qual os astrónomos se mostram tão seguros, é a distância a que o Gliese 581gestá da estrela mais próxima, a ideal para que haja água no estado líquido à superfície. Outra das características é a temperatura media, que oscila entre os -31 e os -12 graus célsius.

A distribuição da temperatura não será homogénea, já que uma das metades está sempre iluminada, enquanto a outra se mantém na obscuridade – esta distribuição gera uma grande estabilidade térmica – “A vida neste planeta seria muito agradável,” disse Vogt.

O optimismo não se fica por aqui. Os astrónomos também descobriram que a força de atracção do planeta é similar à da Terra, entre 1,1 e 1,7 vezes superior. Esta gravidade confere a capacidade de manter uma atmosfera estável.

A orbita do Gliese 581g em relação à sua estrela é de apenas 36,6 dias.

 

Via Ionline

13
Set10

Telepatia. O cérebro pode transmitir pensamentos

olhar para o mundo

Telepatia, o cérebro pode enviar mensagens

 

Uma equipa de cientistas conseguiu traduzir sinais cerebrais em palavras. O método, testado com sucesso na Universidade de Utah, consiste na ligação de uma grelha de microeléctrodos à superfície cerebral de um voluntário, utilizando um software especial para traduzir os sinais emitidos pelo cérebro em palavras. 

Foi pedido ao paciente, epiléptico crónico e que já tinha aplicado eléctrodos comuns para tratamento, que lesse repetidamente dez palavras consideradas úteis para uma pessoa paralisada: sim, não, quente, frio, fome, sede, olá, adeus, mais e menos. Cada sessão durou uma hora, durante quatro dias, com cada um dos termos repetidos entre 31 e 96 vezes. Com o software, os cientistas tentaram descobrir qual dos sinais cerebrais representava cada palavra. Ao examinar os dez padrões em seguimento, a precisão era de 28% a 48%, mas comparando padrões distintos, como "sim" e "não", a precisão subia para 76% a 90%. 

Embora a tecnologia consiga provar o conceito do projecto, é ainda insuficiente para traduzir com precisão os pensamentos. Ainda assim, o bioengenheiro que lidera a equipa, Bradley Greger, acredita que "em dois ou três anos seja de uso comum entre doentes paralisados". Até agora o sistema foi testado apenas num voluntário, mas os cientistas acreditam que será importantíssimo na melhoria das condições de vida de pacientes com esclerose lateral amiotrófica avançada, paralisia cerebral adquirida ou síndrome do encarceramento - onde todos os movimentos do corpo se perdem, excepto os dos olhos, mas todas as faculdades mentais se mantêm. Sara Pereira

 

Via ionline

09
Set10

Descobertos os passos de dança que mais seduzem as mulheres - vídeo

olhar para o mundo

Passos de dança

 

Investigadores da Universidade Northumbria, no Reino Unido, dizem ter descoberto ospassos de dança mais atractivos para as mulheres. O trabalho insólito foi publicado hoje na revista científica "Biology Letters", e dá direito a vídeos que servem de guia para os homens que queiram ser bem sucedidos junto do público feminino.

Os investigadores dizem ter identificado pela primeira vez as diferenças biomecânicas entre um bom e um mau bailarino. Nick Neave, um dos autores do trabalho, explica que os movimentos positivos transmitem sinais honestos da saúde, vigor e força dos homens.

O trabalho teve por base 19 voluntários, entre os 18 e 35 anos, transformados em avatares com recurso a tecnologia 3D. O seu desempenho foi avaliado por 35 mulheres heterossexuais. Conclui por exemplo que a percepção feminina de um bom ou mau dançarino visa sobretudo os movimentos do pescoço e tronco.

"Os homens de todo o mundo vão querer saber que movimentos podem usar para atrair as mulheres", disse Neave, num comunicado da universidade. "Sabemos agora para que zona do corpo as mulheres estão a olhar quando fazem o julgamento da atractividade da sua dança. Se um homem souber quais são os movimentos chave, pode treinar, e melhorar as hipóteses de atrair uma mulher com base no seu estilo de dança."

 

Via ionline

22
Jun10

Rape-aXe, o preservativo com "dentes"

olhar para o mundo

O preservativo anti violação

 

Uma médica sul-africana apresentou ao mundo a sua mais recente invenção: um preservativo com dentes, para evitar violações.
Sonnet Ehlers foi iluminada com a ideia quando, há cerca de quatro décadas, teve de atender uma vítima de abuso sexual que, entre queixas, comentou: “se apelo menos eu tivesse dentes lá em baixo…”. E então Ehlers, pôs mãos à obra e nasceu o Rape-aXe. Um preservativo feminino munido de uma espécie de ganchos parecidos com dentes que se prendem ao órgão sexual masculino durante a penetração. Segundo descreveu a cientista à CNN: “Magoa e impede o homem de andar e urinar. Uma tentativa de retirá-lo só vai fazer com que aperte e arranhe mais”. Assim, só uma intervenção cirúrgica será capaz de removê-lo por completo. 
Depois de ter vendido grande parte dos seus bens para financiar o projecto, a médica está agora a distribuir gratuitamente o novo preservativo em diversas cidades da África do Sul - um dos países com a taxa de violação mais elevada do mundo - durante o mundial de Futebol .

 

Via Ionline

02
Jun10

Ir ao Céu e voltar

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Sharon Stone também teve uma experiência de quase morte

 

N. tinha 45 anos quando teve um enfarte do miocárdio - "um caso sério", garante. Sentiu-se mal no escritório e foi parar ao Hospital de S. José em menos de nada. Quase 30 anos depois, N. jura a pés juntos que, ainda nessa noite, ligado às máquinas, se sentiu a cair "num poço escuro". E lembra-se de não oferecer resistência depois de ter pensado: "Não importa, já vivi tanto." Até que se lembrou da mulher, que estava grávida - era Maio e o parto estava previsto para Setembro. "Nesse momento tive a certeza de que não me podia deixar ir, porque tinha de ajudar a criar o meu filho", conta. E foi então que ganhou coragem para fazer o percurso inverso, no meio da escuridão: "Comecei a trepar o poço, lentamente." N. sobreviveu

A ciência nunca encontrou uma explicação para os relatos frequentes de experiências de quase-morte. Mas um médico americano dos Cuidados Intensivos do Hospital da Universidade George Washington, Lakhmir Chawla, garante ter descoberto uma explicação para os misteriosos fenómenos médicos em que os pacientes garantem ter estado perto da morte e relatam sensações como caminhar de encontro a luzes brilhantescair em túneis ou flutuar sobre o próprio corpo

A maioria acredita tratar-se de visões religiosas ou transcendentais que confirmam a existência da vida depois da morte. Errado, garante o estudo do médico, publicado recentemente no "Journal of Palliative Medicine". Afinal, as experiência de quase-morte devem-se a um aumento da energia eléctrica libertada quando o cérebro vai ficando sem oxigénio. "À medida que o fluxo sanguíneo abranda e os níveis de oxigénio diminuem, as células cerebrais disparam um último impulso eléctrico. O fenómeno começa numa parte do cérebro e espalha-se. Isso pode dar às pessoas sensações mentais vívidas", garante o investigador. Se a teoria estiver certa, as experiências de quase-morte terão uma explicação biológica e não metafísica

O último impulso Para chegar a estas conclusões, Lakhmir Chawla recorreu a electroencefalogramas - que permitem medir a actividade do cérebro - para monitorizar sete doentes terminais. No momento antes da morte, concluiu o estudo, os doentes experimentaram umaumento brusco da actividade cerebral - que dura entre 30 segundos e três minutos. Esta actividade é semelhante à que se verifica em pessoas totalmente conscientes, mesmo que os doentes pareçam estar a dormir e sem pressão sanguínea. Em todos os casos, logo a seguir a morte foi declarada. 

Apesar da amostra do estudo parecer reduzida, o médico assegura que já assistiu ao mesmo fenómeno "pelo menos 50 vezes". 

Quem volta é mais feliz Outros estudos científicos - como o de um grupo de investigadores holandeses publicado em 2001 na revista de medicina "The Lancet" - mostram que entre 15% a 25% das pessoas que passaram por paragens cardíacas e morte clínica fazem relatos lúcidos, com processos de pensamento bem estruturados, raciocínios claros, memórias e muitas vezes uma reconstrução detalhada dos acontecimentos durante o encontro com a morte. 

No Reino Unido, vários médicos e cientistas juntaram-se para formar o projecto "Consciência durante a ressuscitação", comandado por Sam Parnia, médico e investigador da Faculdade de Medicina da Universidade de Southampton. O estudo de Lakmir Chawla, dizem, é "interessante". Mas, mesmo assim, o grupo inglês acolhe as conclusões com reservas, com o argumento de que não há nenhuma prova de que a actividade eléctrica a que o médico americano se refere esteja ligada às experiências de proximidade com a morte. "Uma vez que todos os pacientes morreram, não podemos dizer o que experimentaram", defendeu Sam Parnia, em declarações ao jornal "The Times". 

Já o estudo holandês de 2001 chegou a outro dado específico. Os investigadores garantem que quem passa por experiências de quase-morte vê a sua vida transformada "para sempre". Quem as relata, descrevem, torna-se mais feliz, mais altruísta, menos receoso em relação à morte e menos materialista.

 

Via ionline

01
Jun10

nova esperança para o cancro da mama

olhar para o mundo

Descoberta vacina que pode prevenir o cancro de mama

 

Cientistas norte-americanos podem ter descoberto uma vacina com capacidade de prevenção do cancro da mama
A equipa que realizou o estudo publicado no jornal britânico “Nature Medicine” baseou-se em ratos com tendência genética para o desenvolvimento de cancro. Aplicaram a vacina com a proteína “a-lactoalbumina” numa metade da amostra, deixando a restante sem qualquer vacinação. Os cientistas concluiram que o grupo de ratos que foi vacinado não desenvolveu qualquer tipo de cancro, ao contrário da metade não vacinada.
“Acreditamos que esta vacina uma dia venha a ser utilizada para prevenir o cancro da mama em mulheres adultas da mesma maneira que as vacinas venham prevenir muitas doenças da juventude”, prevê Vincent Tuohy, do Instituto de Investigação Clínica de Cleveland. ,
“Se funcionar em humanos, da mesma forma que funciona em ratinhos, esta é uma oportunidade monumental. Poderíamos eliminar o cancro da mama”, reforça o investigador. 
Calcula-se, no entanto, que sejam necessários ainda alguns anos até que a vacina esteja preparada para ser utilizada em humanos. 
Este facto poderá ajudar cerca de 45 500 mulheres por ano que sofrem esta doença.

 

Via ionline

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