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Um olhar sobre o Mundo

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09
Mar11

Homens da Luta. Guerra de petições quer impedi-los de ir à Alemanha

olhar para o mundo
Os homens da luta ganharam o festival
 
A vitória dos Homens da Luta no Festival da Canção já causou amargos de boca: a contestação à vitória de Jel e companhia começou ainda no Teatro Camões, com apupos ao grupo, depois vieram as críticas. Os dois humoristas têm agora de lutar contra uma petição online que os quer afastar do Festival da Eurovisão da Canção, em Maio na Alemanha

Mas não precisam de muito esforço. Apoiantes da dupla de humoristas contra-atacaram e lançaram uma "petição contra a petição". Em menos de 24 horas já tinham alcançado cerca de 5 mil assinaturas. Enquanto isso, a "petição para a suspensão imediata da canção vencedora" (ver caixa ao lado) ultrapassa em pouco uma centena.

"Nós ganhámos de uma forma legal. Há quem goste da democracia só quando lhe dá jeito. Chama-se a isso espírito antidemocrático e censura", disse Jel ao i. Os vencedores do concurso dizem ter apenas uma resposta para os críticos: "A luta é alegria." 

A possibilidade de serem afastados da final europeia não os assusta e discutir essa possibilidade significa para Jel que as pessoas se "estão a dispersar do que é essencial".

De acordo com os regulamentos do festival, os Homens da Luta serão os representantes, apesar de ter sido colocada a questão do conteúdo da letra poder encerrar uma mensagem política: "Tudo é política", responde Jel. 

No regulamento nacional não aparece referência ao conteúdo das canções, mas a última palavra cabe à RTP: "Compete à RTP, como responsável do projecto, esclarecer, avaliar e decidir sobre qualquer situação que venha a verificar-se e que não esteja contemplada neste regulamento no âmbito artístico, organizativo e de produção", lê-se no regulamento do concurso. O tentou questionar a organização, mas não não foi possível.

O vencedor do concurso em 1973, Fernando Tordo, diz não ter visto o festival deste ano, mas diz que os Homens da Luta foram a escolha dos portugueses e, refere, independentemente da qualidade, essa deve ser respeitada: "Isto da democracia é uma chatice", ironiza. "Que critério musical é que o país tem em relação à música? Se têm a cantiga dentro do formato, se a própria RTP aceitou, se cumpre os regulamentos e ganhou, então deve ir", defende.

Fernando Tordo, que venceu o festival com a canção "Tourada", de José Carlos Ary dos Santos, recorda: "Antes do 25 de Abril também houve uma tentativa de impedirem a minha música, ''Tourada'', de ir. Eventualmente estamos a viver a mesma coisa", acrescenta. Tordo acredita que o facto de os humoristas terem vencido mostra "um sinal de revolta, do que está a acontecer no país" e que os Homens da Luta "aproveitaram um momento [Festival da Canção] que era tido como importante".

Já se foi o glamour O concurso está longe dos tempos áureos. Pelo menos para Simone de Oliveira e Fernando Tordo, vencedores do concurso. 

Apesar de não ter visto o festival do passado sábado, a vencedora de 1969 não concorda com a escolha do público: "Se é uma encomenda política é de muito mau gosto, tendo em conta todos os problemas que nós temos", disse ao i. Simone de Oliveira questiona: "Voltámos aos comícios de braço no ar? Parece que estamos no Verão Quente de 1975."

A qualidade das músicas que vão ao concurso são para a cantora um motivo de descrédito: "Não vi, mas disseram-me que tinha sido o pior festival dos últimos anos. Enquanto o festival for esta coisa, que não é coisa nenhuma, eu não vejo." Simone questiona: "Onde está o glamour? O bom gosto? Onde estão os poetas da minha terra? Onde estão os músicos da minha terra?"

Opinião semelhante tem Fernando Tordo, que diz mesmo que o Festival da Canção actual "não existe, não tem importância nenhuma".
 

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