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Um olhar sobre o Mundo

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18
Out10

Sexo: Será que sou frígida?

olhar para o mundo
Sexo, será que sou frígida?
Algumas mulheres não chegam a atender, mas bem que tentam chamá-las por apelidos de marcas de geladeira. Mas esse rótulo, mesmo que politicamente incorreto, tem uma justificativa nada engraçada: a falta de interesse sexual, mais conhecida como a discriminada frigidez. Esse transtorno está presente na vida de muitas mulheres que, por vergonha ou desinformação, se conformam com o jejum de prazer e, com o tempo, até de sexo.


O pejorativo termo frigidez foi substituído pelo respeitosamente correto Disfunção do Desejo Sexual, que significa a falta de prazer na hora do “rala e rola”. E não são poucas as vítimas dessa falta de empolgação. Segundo os ginecologistas, podemos encontrar cerca de 30% de queixas a esse respeito nos consultórios. Eles informam que o que pode acontecer é o médico muitas vezes não perguntar sobre a existência ou não desse tipo de problema e a paciente, constrangida em falar, deixar de buscar um tratamento adequado e eficaz.

 

No entanto, vale ressaltar que mulheres que acham que o sexo por si só já está valendo, mas tem uma estatística orgasmo/transa que não é lá nenhuma “Brastemp”, não têm esse problema. Os especialistas descrevem frigidez como uma disfunção sexual caracterizada pela diminuição acentuada ou perda total da libido. A moderna classificação psiquiátrica denomina esse estado de Transtorno da Excitação Sexual Feminina, que não deve ser confundida com o Transtorno Orgástico Feminino, que há interesse sexual, prazer, sem orgasmo.

Mas o que pode levar uma mulher a perder o interesse por algo que, teoricamente, só traz alegria? É a danada da autoestima que quase sempre tem uma grande parcela de culpa. Os médicos explicam que a mulher até no sexo é mais romântica do que o homem. Então, quando ela é magoada por ele com críticas, falta de carinho, traição, a autoestima sofre um baque, fazendo com que ela perca o prazer de fazer sexo.

E outros fatores também podem influenciar essa inapetência sexual. Problemas hormonais, ginecológicos, estresse e depressão também fazem com que a mulher perca a satisfação sexual. Ninguém pode atingir um orgasmo estando com uma ferida no cólon do útero ou com problemas emocionais. É também levantado uma outra questão: a sensibilidade feminina, onde a mulher vincula sua satisfação e interesse sexuais ao conforto emocional global. Isso quer dizer que se um filho está com febre, se há desemprego na família, conflito doméstico ou qualquer outra coisa que mobilize suas emoções, a sexualidade fica seriamente prejudicada.

E, como já foi dito, outro fator que também tem culpa no cartório, só para variar, são os hormônios. No climatério, que é o período que antecede a menopausa, o desejo sexual da mulher sofre um abalo por causa de todas as mudanças hormonais que acontecem nessa época. Outra fase em que os hormônios também aprontam com a nossa libido é o pós-parto. Em virtude da amamentação, ocorre um aumento da prolactina que inibe a serotonina, que é uma substância relacionada aos transtornos afetivos e de humor. No entanto, a pílula anticoncepcional, que quase sempre é co-autora das agruras femininas, desta vez foi praticamente inocentada. Pode levar a uma diminuição do desejo, sim. Mas a maioria das mulheres não apresenta problema algum com o uso dela. E hoje, as pílulas anticoncepcionais estão muito avançadas. É quase impossível alguém sofrer esse tipo de problema por causa delas.

 

Via Correio do Estado

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