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Um olhar sobre o Mundo

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20
Mai09

Roupa usada por mulheres jovens na origem de cancro da pele

olhar para o mundo

Roupa associada ao cancro de pele

 

Cerca de mil daqueles dez mil novos casos anuais são de melanoma, o tipo de cancro de pele mais perigoso e mortal, estima a associação.

 

Os números são similares aos de países da Europa Ocidental como Espanha, França ou Itália, para as pessoas de pele branca, mas indicam uma «incidência discretamente maior» de melanoma nas mulheres jovens, disse à Lusa o secretário-geral da associação.

 

«Há um aumento do número de casos no tronco e membros superiores das mulheres, consequência provável do tipo de tecido e design dos têxteis», disse Osvaldo Correia.

 

A moda das camisolas ou vestidos de alças, decotados ou curtos, está assim a aumentar o risco de cancro em zonas de corpo antes protegidas da exposição solar excessiva.

 

«Observa-se ainda uma redução progressiva do número de casos de melanomas nas pernas nas mulheres jovens com relação provável com o uso quase generalizado de calças desde há cerca de três décadas», apontou aquele responsável.

 

Os casos de cancros da pele têm aumentado na maioria dos países e isso relaciona-se, segundo Osvaldo Correia, com a «exagerada e inadequada» exposição ao sol e, mais recentemente, aos solários.

 

«A pele é frequentemente sujeita a choques térmicos, por vezes traduzidos em queimaduras solares, e durante várias horas», acrescentou.

 

Outra razão para o aumento da doença é a exposição solar em demasia fora do período habitual do Verão, quando a pele não está preparada para receber doses de ultravioleta intensas, como acontece em férias de Natal, Carnaval ou Páscoa, que cada vez mais pessoas passam em climas tropicais.

 

A exposição ao sol, segundo os especialistas, deve ser lenta e progressiva, começando por períodos de 15 a 20 minutos, e evitando sempre os horários críticos, em particular entre as 12 e as 16 horas.

 

Osvaldo Correia lembrou que a acumulação progressiva de exageros de exposição, ao longo da vida, e sobretudo em idades jovens, traduz-se no aparecimento de maior números de sinais de risco (nevos atípicos) e aumenta a possibilidade de cancro da pele, incluindo melanoma.

 

O médico recusa que os exageros na exposição solar resultem da ignorância: «Hoje não se pode falar de falta de informação sobre os cuidados a ter com o sol ou os solários. Tem a ver com comportamentos culturais e o exemplo dos mais velhos».

 

No Verão de 2008, inquéritos realizados em Portugal a cerca de mil pessoas à entrada das praias revelaram que 16 por cento dos inquiridos já tinham sofrido queimaduras solares nesse ano e que 68 por cento já se tinham 'queimado ao sol' no passado.

 

«Verificámos que 53 por cento das crianças com menos de 11 anos, 64 por cento dos 11 aos 15 anos e 74 por cento dos 16 aos 24 anos já tinham tido queimadura solar ao longo da vida», contou Osvaldo Correia.

 

O dermatologista considera que estes relatos fazem adivinhar um aumento da incidência do cancro de pele nos próximos anos.

 

Segundo o mesmo inquérito, só 35 por cento usava chapéu na praia, essencial para proteger o couro cabeludo, a cara e as orelhas.

 

Relativamente ao uso do protector solar, apesar de 82 por cento dizer que o colocava na praia, apenas 50 por cento já o tinha posto em casa.

 

A maioria dos protectores demora cerca de meia hora a começar a ser eficaz e deve ser renovado sempre que há contacto com a água ou se a pessoa transpirar.

 

Mas o ideal é usar uma t-shirt de tecido não poroso, de preferência larga.

 

«Para malhas mais finas ou porosas deve dar-se preferência às cores mais escuras que, apesar de se tornarem mais quentes, não permitem a passagem dos ultravioleta de forma tão intensa», aconselhou o especialista.

 

Via Sol

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