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23
Abr10

Somos felizes no trabalho?

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Somos felizes no trabalho?

 

Quem são e onde estão os funcionários portugueses mais felizes? A resposta está no relatório do Observatório Nacional dos Recursos Humanos, apresentado ontem em Lisboa: são mulheres, estudaram até ao 6.o anoocupam cargos de topo ou trabalham nos quadros das empresas há menos de um ano. No extremo oposto estão os homens, oslicenciados, os que não desempenham qualquer função de chefia e trabalham há pelo menos 20 anos na mesma empresa.

O inquérito, feito a mais de 44 mil colaboradores de 26 entidades públicas e privadas de todo o país, revela que a felicidade no trabalho é como as bonecas russas matrioskas: quanto maior é a ex- pectativa de progressão na carreira, maior é também a satisfação, quanto mais elevada é a satisfação, mais forte é o sentimento de fidelidade e quanto mais fiel é um trabalhador, mais dedicado será à sua empresa. 

Mulheres mais felizes do que os homens é a conclusão inesperada deste relatório. "Não é comum esta tendência surgir nos estudos europeus ou nacionais", conta João d'Orey, presidente do observatório. Os salários são em média inferiores aos do sexo oposto, a progressão na carreira é mais lenta do que no caso dos colegas homens mas, mesmo assim, elas parecem ser mais felizes: "É preciso ver também que a diferença entre os dois géneros é reduzida: 57% para as mulheres e 56% para os homens, mas para perceber essa distância seria necessário correlacionar diversos factores que não foram analisados." 

Este não é o único estereótipo que o estudo deita por terra. As boas ou más relações com as chefias são as condições de trabalho que menos peso têm na satisfação de um funcionário. A organização da empresa e a capacidade de inovação é que se revelaram determinantes: "Além das expectativas que se tem perante a carreira ou o reconhecimento e a recompensa, este estudo mostra que o nível de satisfação tem uma relação directa com o sucesso da empresa", explica João d'Orey. O que não surpreende outros especialistas em gestão de recursos humanos. "Quanto mais competitiva é uma empresa, maior é o orgulho e o sentido de pertença de um colaborador que vê nesse sucesso novos desafios que poderão surgir", explica Luís Sítima, partner da Hay Group, consultora em gestão e estratégia dos recursos humanos.

Quanto mais jovem e quanto menos anos estiver na empresa, mais feliz é o funcionário. "As expectativas são grandes quando se está no início de carreira e baixam com a idade porque se ganha também maior capacidade crítica", justifica o partner da Hay Group. Osjovens entre os 18 e os 25 anos são os que apresentam um valor médio de satisfação mais elevado (59,8%). O grau de satisfação é igualmente maior (65,5%) entre os que estão há menos de um ano na empresa e menor (54,1%) nos casos em que os funcionários não ocupam cargos de chefia (46,7%) e estão nos quadros da mesma empresa há mais de 20 anos.

O observatório avaliou 12 dimensões no trabalho - satisfação, lealdade, envolvimento, relações com chefia ou reconhecimento e recompensa - e os resultados permitem concluir que a maioria dos factores analisados está na chamada "zona neutral de satisfação" dos funcionários, com uma média que se situa entre os 40% os 60%. Regra geral, os índices de satisfação, lealdade e envolvimento estão acima dos valores registados no ano anterior, mas as realidades são distintas para quem está numa empresa privada e para quem tem o Estado como patrão. 

Enquanto no sector público, a evolução na maioria dos indicadores é negativa - com excepção para a qualidade, reconhecimento e envolvimento - no privado, os valores sobem em todas as dimensões estudadas. Significa isto que o funcionário público anda menos feliz do que o colaborador de uma empresa privada. Mas tudo isso pode ter como justificação a imagem que a administração central tem junto da opinião pública, alerta o presidente do observatório: "Haverá muitas causas e uma delas poderá ser a visão tradicional que em geral se tem da função pública, menos dinâmica e mais burocrática." 

E como o reconhecimento que a empresa tem no mercado de trabalho "conta muito" para a satisfação dos seus colaboradores, Luís Sítima, está convencido de que a "avaliação crítica" que é feita à função pública tem um impacto "considerável" na satisfação dos funcionários.

 

Via Ionline

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