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Um olhar sobre o Mundo

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Um olhar sobre o Mundo

28
Mar10

Se está à procura de emprego não escreva disparates no Facebook

olhar para o mundo

 

O presidente de uma consultora norte-americana andava à procura de um estagiário e decidiu consultar o Facebook para saber mais sobre um candidato que parecia promissor. Acabadinho de se licenciar pela Universidade do Illinois, o jovem descrevia os seus maiores interesses como sendo "fumar ganzas", "disparar sobre pessoas" e "sexo obsessivo". Tudo, é claro, no mais puro calão norte-americano. Resultado: o presidente da consultora deitou o currículo para o lixo. 

"As redes sociais transformaram-se num mercado de trabalho", garantiu ontem João Laborinho Lúcio, sócio da Pedro Raposo & Associados, durante o seminário "Do código de conduta à reputação das empresas", realizado em Lisboa. O advogado chamou a atenção para algo que a maioria dos utilizadores de sites como o Facebook e o Twitter parecem ainda não ter percebido: as empresas usam as redes para avaliar os candidatos e chegam mesmo a fazer recrutamento através da própria rede social. 

De acordo com os dados do mais recente estudo sobre esta questão, o "Online Reputation in a Connected World" da consultora Cross-Tab, 70% dos directores de recursos humanos norte-americanos e metade dos directores europeus admitem rejeitar candidatos com base nos perfis do Facebook. No entanto, apenas 7% dos utilizadores norte-americanos e 13% dos europeus disseram acreditar que as suas informações nas redes sociais poderiam ter impacto junto do empregador. 

Reputação O problema de mostrar fotos de bebedeiras a pessoas que conheceu apenas num ambiente profissional é a sua associação à empresa onde trabalha. Para Salvador da Cunha, director-geral da Lift Consulting, "as redes sociais não podem ser ignoradas". O director da agência citou dados da Sophos, segundo os quais 72% das empresas acreditam que o comportamento dos seus empregados nas redes sociais pode comprometer a evolução do negócio. A Coca-Cola, por exemplo, pede aos colaboradores que estejam atentos e denunciem casos de abuso. A Telstra, operadora australiana de telecomunicações, obrigou os 40 mil funcionários a ter formação em redes sociais, especialmente em Facebook. 

Parece um exagero? Os casos mais mediáticos de escândalos que começaram em redes sociais sugerem o contrário. Por ser um fenómeno tão recente, a explosão das redes sociais - há 1,7 milhões de portugueses no Facebook - não foi acompanhada de um ajustamento dos comportamentos. O resultado é que estes espaços são usados de forma displicente, por vezes até divulgando informações internas das empresas.

O que fazer O advogado João Laborinho Lúcio afirma que as redes sociais podem destruir a reputação de uma empresa em pouco tempo. E como é impossível estar de fora, a solução é criar um código de conduta que previna comportamentos bizarros e deixe bem claro quais serão as consequências (ver caixa). O código da tecnológica Intel, por exemplo, permite que se escreva negativamente mas sem recorrer ao insulto. E para aqueles que "acham" que não estão no Facebook, como alertou a directora da empresa WeFind, Milena Melo, o melhor é pensar duas vezes e olhar para o caso do chefe dos serviços secretos britânicos, John Sawers, que apareceu em calções de banho no perfil criado pela mulher.

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