Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Um olhar sobre o Mundo

01
Fev10

Amor e sexo, nem sempre seguem o mesmo caminho

olhar para o mundo

Amor e sexo, a dificuldade de caminharem lado a lado

 

 PARA ALGUNS, A SEXUALIDADE é indispensável, outros praticam-na durante longos períodos, outros ainda optam por permanecer castos. Mesmo o grande amor da vida de alguém pode ser mais ou menos erótico. Para alguns, o erotismo é indispensável e o corpo procura outro corpo com avidez. Para outros, o amor é sobretudo intimidade espiritual, convivência diária, atenções recíprocas. Todos nos inserimos num destes esquemas mentais e físicos, e, se for o adequado para nós, sentimo-nos bem e completos. Parece-me importante repetir esta ideia, porque actualmente os sexólogos tentam impor um único modelo a toda a gente, não se apercebendo de que estão a teorizar e a exercer uma verdadeira violência.


No Ocidente, a grande diversidade na correlação entre sexualidade e amor tem por base uma separação abissal que vem de há pelo menos 2 mil anos. A linguagem do amor, da poesia de Dante, de Petrarca ou de Neruda, do "Roman de la Rose" a "Love Story" passando por "Anna Karenina" centra-se na ausência, na perda, na espera, e é sempre alimentada pelo sofrimento e pela partida. Quando surge o sexo, o prazer físico, o gozo dos corpos, o amor retira-se, desvanece-se. No Ocidente, não sabemos usar a linguagem erótica para definir o amor. A linguagem erótica só é usada em três casos. O primeiro, no plano da brincadeira, de frases espirituosas como em "O Sexo e a Cidade" ou nos discursos de Luciana Littizzetto. O segundo, no âmbito do desprezo e da violência, como no livro "Porci con le ali" ou nas obras do Marquês de Sade. O terceiro é pura pornografia. Em todos os casos, o discurso erótico acaba sempre por se distanciar do amor, da paixão. Ou seja, em 2 mil anos de história, sexo e amor sempre estiveram afastados, e ainda não existe uma linguagem escrita capaz de contar um grande e sincero amor erótico total.

No livro "Sexo e Amor", estudei todas as sequências: sexualidade pornográfica e violenta e sexualidade pessoal e enamoramento, para, por fim, chegar ao amor consolidado e feliz. E apercebi-me de que não existe um único caso em que sexo e amor, emoção e prazer se fundam e convivam. Foi por isso que escrevi intencionalmente diálogos de amantes apaixonadamente amorosos e intensamente eróticos. Talvez não tenha sido bem-sucedido, mas estou convencido que se trata de um objectivo que devemos alcançar no futuro, sem o que seremos para sempre emocionalmente esquizofrénicos. Não deve espantar-nos que os amores e os casamentos durem pouco.


Via Ionline

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D