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Um olhar sobre o Mundo

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11
Jan10

Capote Alentejano protege do frio e é moda na Europa

olhar para o mundo

Capote alentejano

 

 Os longos e quentes capotes alentejanos são por esta altura do ano muito procurados para fazer face às baixas temperaturas, mas nem todos se podem proteger da “cabeça aos pés” envergando este traje.

A única fábrica de capotes no sul do país localiza-se na freguesia de Santa Eulália, no concelho deElvas. É ali que centenas de capotes começam a ser confeccionados logo no Verão para que nesta altura do ano possam ser vendidos em todo o território nacional, noutros países da Europa e na América.

José Alpedrinha começou a fazer capotes quando tinha apenas 18 anos de idade. Aprendeu com o pai que era alfaiate e dirige a empresa alentejana que já assinala cinquenta anos de actividade na feitura destes agasalhos.

Na época alta de produção fazem entre quinze a vinte capotes por dia. Neste Inverno, a fábrica de José Alpedrinha já confeccionou mais de 700 capotes.

“Já chegámos a ter aqui na empresa setenta trabalhadores. Agora são só sete”, conta à agência Lusa José Alpedrinha, ao mesmo tempo que acrescenta que “o negócio vai bem e não tem sentido a crise”.

Cada capote representa quatro horas de trabalho, só na parte da costura, e o preço não está acessível a todas as bolsas: “os capotes variam entre os 200 e os 300 euros, sendo mais caros os que têm gola de raposa”, justifica.

“O capote vende-se no Alentejo desde o início do século passado. Antigamente era vestido por agricultores e trabalhadores rurais. O capote cinzento escuro era para os senhores das terras - os latifundiários, os castanhos eram típicos dos habitantes do Redondo e Reguengos de Monsaraz e o verde, que é uma cor recente, foi feito a pensar nas senhoras espanholas e nos caçadores”, explicou José Alpedrinha.

Outrora a matéria-prima, o burel, provinha das indústrias de lanifícios da Beira Baixa. “Agora isso acabou. O burel já só é feito em Castanheira de Pêra, única fábrica em Portugal”, conta.

capote alentejano foi deixando as verdejantes planícies alentejanas e instalou-se no guarda-roupa das grandes cidades da Europa e metrópoles mundiais “há capotes feitos por mim em Paris, Londres e até na América, principalmente no Canadá onde faz mais frio”.

Apesar do sucesso do capote alentejano, José Alpedrinha recusa vulgarizar o uso desta peça de vestuário, “gostava que se conservasse selectivo. Não concordo que seja generalizado e que cause impacto pela sua popularidade”.

José Alpedrinha orgulha-se de já ter vestido o capote alentejano a diversas individualidades. “O doutor Mário Soares, Jorge Sampaio, José Saramago, entre muitos outros”.

Orlando Redondeiro tem uma loja em Estremoz (Évora) onde vende este tipo de artigos. O frio rigoroso do passado mês de Dezembro levou à ruptura do stock de capotes que tinha para venda.

“Em poucos dias vendi cerca de cinquenta capotes. Este é um artigo que tem tido muita procura nos últimos anos. Os clientes são da zona de Lisboa e há também muitos espanhóis que vestem os capotes verdes para as montadas que realizam no país vizinho”, diz com satisfação Orlando, que também veste o capote desde os sete anos de idade.

Via ionline

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