Segunda-feira, 5 de Julho de 2010

A igreja não vive só de avé marias

 

Gianluigi Nuzzi era jornalista na revista italiana "Panorama" quando lhe foram parar às mãos duas malas com cinco mil documentos sobre as actividades "nada santas" do Instituto para Obras Religiosas (IOR), mais conhecido como banco do Vaticano, entre as décadas de 1970 e 90. O amontoado de papéis incluía extractos bancários, cartas secretas, relatórios confidenciais, balanços sigilosos e, durante 20 anos, foi cuidadosamente compilado por monsenhor Renato Dardozzi, conselheiro do IOR desde 1974 até ao final de 1990. Antes de morrer, Dardozzi deixou uma exigência no testamento: o arquivo que construíra em segredo deveria ser tornado público. "Para que todos saibam o que aconteceu", garante Gianluigi Nuzzi. 

Os documentos deram origem ao livro "Vaticano SA" (Editorial Presença). Uma primeira advertência para os mais cépticos e pouco dados a teorias da conspiração: "Não é um livro contra o Vaticano, mas relata actos de homens que gozaram de uma confiança mal depositada", explica Gianluigi, que até admite ser baptizado, apesar de não ser católico praticante. "Tenho o problema que aflige todos os filósofos. Se o ser humano é um relógio, quem é o relojoeiro? Estou numa fase em que me interrogo sobre a fé", confessa. O investigador, que interrompe a entrevista como i para ir buscar uma cerveja, fica desconfortável quando tem de falar de si próprio, mas entusiasma-se quando se lhe pede para explicar os complexos esquemas que o Vaticano escondeu durante mais de 30 anos.

Uma Igreja nada santa Não é uma história. São vários enredos, que incluem mortes misteriosas, silêncios, suspense, muitos pecados e demasiadas omissões. "No Vaticano a verdade nunca é uma só. Muito menos quando se trata de números", garante. 

O arquivo de Dardozzi permite reconstituir a existência, no IOR, de contas da máfia - por exemplo de Vito Ciancimino, condenado por ligações à Cosa Nostra e à máfia siciliana. O Vaticano terá tentado, também, financiar a criação de um novo partido político. Até os donativos dos fiéis para serem rezadas missas pelos defuntos seriam usados para outros fins. Tudo com base num sistema de contas encriptadas. 

"Eram abertas em nome de fundações que não existiam, como 'fundo para a leucemia' ou 'fundo para as crianças pobres'", recorda Gianluigi Nuzzi. Essas contas eram identificadas apenas por códigos numéricos, que conduziam aos pseudónimos dos seus titulares, como "Roma", "Ancona" ou "Omissis" - este último remeteria para Giulio Andreotti, primeiro-ministro de Itália por sete vezes, pelo partido democrata-cristão. "Ainda hoje não se sabe ao certo quanto dinheiro terá passado por estas contas, mas no mínimo entre 276 a 300 milhões de euros." 

Em Fevereiro de 1992 arranca, em Itália, a operação "Mãos Limpas", que tem como alvo os políticos da primeira república, depois do escândalo do megassuborno Enimont. E é aqui que os magistrados percebem "que boa parte do dinheiro tinha passado pelo banco do Vaticano e era depois depositado em contas no estrangeiro". O esquema era possível graças ao estatuto e aos acordos com o Estado italiano que ainda hoje permitem ao IOR "um modo de operação bancária offshore". O banco também goza de uma administração autónoma na Santa Sé; os seus dirigentes não podem ser interrogados, processados ou presos em Itália. O Vaticano pode até nem responder às rogatórias da justiça, se assim o entender. "Apesar de já ter sido assinada uma convenção monetária entre o Vaticano e a União Europeia que obrigará a Santa Sé, a partir de Janeiro de 2011, a adequar as suas normas às do espaço comunitário no que diz respeito à lavagem de dinheiro", adianta o jornalista. 

O arquivo de Dardozzi permite também perceber que João Paulo II "foi informado das irregularidades em 1992 e nada fez". E que o Papa tem direito a um fundo pessoal e confidencial que escapa aos balanços oficiais que a Santa Sé apresenta todos os anos. Só em 1993, João Paulo II terá arrecadado 121,3 milhões de euros. Até agora, o Vaticano não se pronunciou sobre este livro polémico que já está traduzido em oito países.

 

Via ionline



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Domingo, 4 de Julho de 2010

Frigidez e orgasmos

 

Olá, tenho 29 anos e nunca tive um orgasmo. Isso é normal ou sou uma pessoa frígida? - Fernanda, de Cachoeiro de Itapemirim (ES) 

Numa pesquisa realizada e publicada pelo Inpasex (Insituto Paulista de Sexualidade, do qual sou diretora), a disfunção de orgasmo aparece em 26,5% das mulheres que procuram nossa ajuda, com média etária de 34 anos. Isso quer dizer que a anorgasmia (a ausência de orgasmos mesmo após a estimulação sexual) é uma disfunção bastante frequente entre as mulheres. 

O orgasmo é uma sensação subjetiva e necessita de aprendizado. Uma mulher que não consegue sentir esse prazer pode desenvolver outra disfunção sexual em função de não compreender o ato de fazer sexo. O que acontece na maioria das vezes é que não aprendemos como nosso corpo funciona e por isso não sabemos que caminho seguir para conseguir o que queremos. 

Entregamos a responsabilidade na mão das pessoas com quem transamos e esperamos que nos dêem um orgasmo. Entretanto, cada uma de nós é responsável pelo seu próprio prazer. Então, busque aprimorar sua percepção corporal sem vergonha ou medo, e tenha confiança em sua parceria. 
Um caminho interessante é reconhecer cada parte de seu corpo e perceber as sensações que podem ser obtidas pelo toque. Use um espelho para fazer essa exploração e preste atenção especial à vulva (a parte externa da genitália, onde estão os lábios e o clitóris).

Peça ao seu parceiro que a toque também. Dessa forma, as sensações táteis, tão importantes na hora do sexo, serão suas professoras de como chegar lá. Caso tenha alguma dificuldade em conseguir fazer este processo de aprendizado, converse com quem você transa e busquem ajuda profissional. 

Ter um orgasmo é aprendizado, sempre. Por isso, toda mulher pode tê-lo e assim vivenciar a sexualidade de maneira gostosa. É importante salientar que não existe mulher frígida, e sim mulheres que desenvolvem alguma disfunção pela sua experiência no sexo. 

Uma leitura interessante é “Mulheres que Gostam de Sexo” (Ed. Record), de Gina Ogden. Trata de relatos de casos de mulheres que descobriram o prazer sexual ao desvendarem a si mesmas.

 

Via Marie Claire



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Letra
Well, I'm running down the road 
tryin' to loosen my load 
I've got seven women on 
my mind, 
Four that wanna own me, 
Two that wanna stone me, 
One says she's a friend of mine 
Take It easy, take it easy 
Don't let the sound of your own wheels 
drive you crazy 
Lighten up while you still can 
don't even try to understand 
Just find a place to make your stand 
and take it easy 
Well, I'm a standing on a corner 
in Winslow, Arizona 
and such a fine sight to see 
It's a girl, my Lord, in a flatbed 
Ford slowin' down to take a look at me 
Come on, baby, don't say maybe 
I gotta know if your sweet love is 
gonna save me 
We may lose and we may win though 
we will never be here again 
so open up, I'm climbin' in, 
so take it easy 
Well I'm running down the road trying to loosen 
my load, got a world of trouble on my mind 
lookin' for a lover who won't blow my 
cover, she's so hard to find 
Take it easy, take it easy 
don't let the sound of your own 
wheels make you crazy 
come on baby, don't say maybe 
I gotta know if your sweet love is 
gonna save me, oh oh oh 
Oh we got it easy 
We oughta take it easy



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Avianova, onde as hospedeiras lavam os aviões nuas

 

A campanha de publicidade da Avianova, uma companhia aérea russa low cost, é, no mínimo, original.
Quatro russas, com pernas que nunca mais acabam e corpos esculturais – saem do avião vestidas de hospedeiras, despem-se até ficarem em biquíni e depois, munidas de detergentes, baldes e esponjas, passam mais de um minuto a “lavar” o avião da companhia. 
Avianova foi fundada em Agosto do ano passado, com o objectivo de “fazer voar os russos que não viam o interior de um avião há mais de 20 anos”. Até agora já transportou quase meio milhão de passageiros em voos domésticos.
O vídeo da nova campanha já é um sucesso na internet, contando com mais de 40 mil visualizações.
Não é a primeira vez que as companhias aéreas usam imagens de hospedeiras sexy para promover a empresa. Nos últimos três anos a Ryanair tem lançado calendários onde as hospedeiras aparecem despidas. Às críticas de sexismo, respondem os responsáveis da companhia com o destino dos lucros: a caridade. O modelo foi já “copiado” pela maior companhia aérea russa, a Aeroflot, que fez também um calendário com hospedeiras nuas.

 

 



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Sábado, 3 de Julho de 2010

Quando chegámos ao bar de hotel procurávamos uma beleza britânica, sensual, com corpo de modelo. Em suma, a imagem aspiracional da call girl de luxo, que durante 14 meses viveu uma vida dupla em Londres e se tornou mundialmente famosa com o blogue "Belle de Jour - O Diário de uma Call Girl em Londres".

Em vez disso, apresentaram-nos uma mulher baixa, com a pele marcada, discreta. Vestido castanho, pelos joelhos, que anunciava um sutiã rosa-choque. A mesma cor que usou para a capa do livro que acaba de lançar, "Homens - Caçá-los, Domá-los, Amá-los".

A exuberância estava nos sapatos, de verniz vermelho. E no escorpião tatuado na perna esquerda. Seis anos depois de ter deixado a prostituição de luxo, da Belle de Jour sobram as memórias que continuam a render-lhe dinheiro. Brooke Magnanti, 34 anos, é hoje uma cientista da Universidade de Bristol que investiga os efeitos da exposição das crianças aos pesticidas.

 

Sexo para pagar contas

Para a maioria das pessoas, o recurso à prostituição é um dos degraus mais baixos que se pode descer enquanto ser humano. Decidiu ser uma prostituta de luxo apenas pelo dinheiro?Para ser honesta, adoro sexo. Mas decidi fazê-lo também pela necessidade de dinheiro. Tinha contas para pagar. Na altura, não estava a conseguir pagar as propinas do meu doutoramento, nem a renda da minha casa. Estava limitada pelo meu estatuto de estudante, que me restringia a trabalhar apenas 15 horas por semana. Eu tenho gosto por sexo, mas se não fossem as dívidas teria continuado a fazer sexo de borla. (risos)


Como lhe ocorreu essa ideia? Eu não acredito que o valor de uma pessoa seja medido pelo seu trabalho. O valor de uma pessoa está no que é enquanto ser humano e cidadão.
Juntou o útil ao agradável. Foi interessante perceber que o sexo em troco de dinheiro era muito diferente do sexo numa relação. É a diferença entre fazer um café para mim própria em casa ou fazer um café numa coffee shop para clientes. Pode fazê-lo com o mesmo cuidado com que faz em casa, mas não é para o seu gozo pessoal. Eu posso estar a fazer sexo e a pensar ao mesmo tempo que horas são, o que tenho de fazer na universidade...

Quer dizer que não sentia prazer quando praticava sexo com os seus clientes? Tinha prazer no trabalho bem feito. Não é o mesmo tipo de prazer quando se tem sexo com alguém que se escolhe. Nunca tive um orgasmo com um cliente. Nessas situações a minha cabeça estava em tantos outros lugares. Preciso de estar na situação por inteiro para que isso aconteça. Não consigo quando estou a trabalhar.

Mas no trabalho pode ter-se prazer...
Sim. Mas são prazeres diferentes. Como disse há pouco, é a diferença entre cozinhar em casa e ser um chefe num restaurante. A minha experiência como não foi uma odisseia de auto-satisfação. Foram serviços que eu prestava a clientes.

 

Conselhos para mulheres

 

 

'Se não fossem as dívidas teria continuado a fazer sexo à borla'

Considera que tem muito a ensinar às mulheres? A ideia para este meu novo livro nasceu do facto de receber muitos de mulheres solteiras a pedirem-me conselhos. Perguntavam-me acerca de encontros a partir da Internet, speed-dating, que cheguei na minha vida privada a experimentar muito. Posso ter dificuldade em dizer às pessoas o que devem fazer num encontro, mas julgo que posso aconselhar naquilo que não devem fazer.

 


Porque acha importante escrever um livro que ensina as mulheres a caçar, a domar e a amar os homens? Em Inglaterra, as mulheres são pressionadas a atrair os homens, a comportar-se de uma maneira que elas acham que os homens vão gostar. Enquanto escrevi este livro, li muitos guias de encontros amorosos que ensinavam a enganar um homem a fazê-lo acreditar que era uma pessoa que na verdade não é. Percebi pela minha experiência pessoal que era mais bem sucedida quando me apresentava de forma autêntica, tal e qual como sou.


Que tipo de conselhos pode dar às mulheres? Sejam entusiásticas na cama. Não importa o que façam desde que tirem gozo do que fizerem. Na minha opinião, se fizer sexo só para agradar ao seu homem, então estará a fazer o mesmo que uma prostituta, apenas não será paga. Numa relação deve fazer o que tem vontade.


É da opinião que certas mulheres não ousam demasiado na cama com receio de serem desconsideradas pelo homem? Talvez. Alguns dos clientes contratavam-me porque queriam experimentar coisas que nunca tinham feito antes. Outros vinham porque a relação sexual com a companheira tinha perdido qualidade. Por vezes, a mulher deixa de praticar determinados atos porque julga que tem de se comportar de determinada maneira. Não falam sobre o assunto e ele acaba por recorrer a uma call girl. É no momento em que as pessoas deixam de partilhar com o parceiro o que são e o que querem que as relações acabam.


Que conselhos dá às mulheres para manter o fogo na cama? Devem saber exatamente o que as excita, dizê-lo ao companheiro e não se sentir embaraçadas com isso.

 

Dicas para os homens

E aos homens? Eles precisam de se sentir à vontade e de ter confiança para dizer o que gostam de fazer na cama, não importa quão louco seja o desejo ou a fantasia sexual.

Pode partilhar alguns truques que resultam na cama? Isso custa dinheiro.


Considera que há muitos tabus entre os casais no que toca ao sexo? Deixem-me contar-vos uma história. Tenho um amigo de longa data que se chama Nick. Ele é muito kinky (ousado, louco) na cama. Chegámos a dormir juntos, mas éramos acima de tudo amigos. Ele é honesto quanto aos seus gostos. Quando combina encontros com mulheres comunica-lhes logo o que quer. Pede-lhes que venham muito maquilhadas e produzidas. Diz-lhes que gosta de sujidade e bagunça na cama, não usa rodeios, não faz de conta, não dissimula as suas vontades. Por ser assim, consegue o que quer.


É esse o segredo para o sucesso de uma relação saudável? Sim. Continuem a comunicar.


Como conheceu o seu atual parceiro? Coloquei um anúncio na Internet onde escrevi: "Já passei por inúmeros encontros que correram mesmo mal. Não quero apenas ser a namorada de alguém, estou à procura de um homem quente que tenha sexo comigo de uma forma normal. De acordo com os meus requisitos, terá de ter boa aparência despido e gostar do comediante Bill Murray."

 

Humor na cama

Gosta de usar o humor na cama? Sem dúvida. Durante o ato sexual, quando os corpos estão suados, há muitas posições que provocam sons que parecem gases. Não se embarace com isso. Dê uma gargalhada e continue. É engraçado. O segredo está na espontaneidade.

 

'Se não fossem as dívidas teria continuado a fazer sexo à borla'

Ter muita experiência sexual, com vários parceiros(as) é o segredo para se ser bom de cama? É controverso. Eu contei ao meu atual parceiro que me tinha deitado com cerca de 400 homens. Ele riu, abriu a sua mão e começou a contar com os dedos as suas anteriores parceiras. Apesar disso, é fantástico na cama. Fazer sexo pode dar experiência, mas a qualidade é que conta. Aprendi muito na cama com os homens com quem estive durante muitos anos.

 


Não tem aparência de modelo. Que qualidades a tornaram uma call girlde luxo? O meu passado académico ajudou muito. Eu podia ser a companheira, disposta a falar. E os homens gostam muito de falar. Antes, durante e depois da relação sexual. Alguns pagavam-me apenas para conversar.

 

A primeira vez

 

Lembra-se com quem foi a sua primeira experiência sexual paga? Era um cliente habitual, cinquentão, que vivia em Londres, bastante educado. Foi uma ótima primeira experiência. Mostrou-me como um cliente devia agir comigo. Como este tipo de encontros deviam ser.


Como se sentiu depois? Senti-me bem. Entendi que era uma coisa que podia fazer bem e com toda a naturalidade.


A partir daí tornou-se estranho ou excitante estar habitualmente com diferentes corpos, diferentes mãos, diferentes sexos? Estranho. Quando temos uma relação, perdemos as primeiras semanas a tentar perceber como é essa pessoa. Neste caso elas estão sempre a mudar, nunca percebemos como realmente são.


Então não era penoso? Não. Era interessante. Sou uma cientista. Gosto da palavra estranheza. O estranho pode provocar um certo bom resultado.

Uma experiência bizarra

 


Qual a experiência mais bizarra por que passou como prostituta de luxo? Foi com um homem que levou um par de óculos para eu usar e quis masturbar-se para eles. Depois quis que eu abanasse os óculos.


Qual é o fetiche mais comum nos homens? Quanto mais roupa usamos, mais gostam de nós. Os homens gostam de muitas camadas, de cuecas gigantes, de muita roupa para tirar.

Participou em orgias? Fora do trabalho. Não foi nada de extraordinário. Era demasiada gente, demasiada confusão.


Recebia 300 libras por hora. Quando é que ganhava por mês? Era o suficiente para pagar a renda, as roupas, viver bem. Londres é uma cidade cara.


Porque é que terminou o trabalho ao fim de 14 meses? Era investigadora, estava a terminar o doutoramento e queria continuar nesse ramo. Não era fácil explicar ao chefe porque desaparecia sempre à hora de almoço (risos).


Quando revelou quem era, o porta-voz da Universidade de Bristol chegou a fazer um comunicado em que dizia que o seu passado não influenciava em nada a sua relação com a instituição. Surpreendeu-a? Foi muito importante. Embora o mundo universitário seja conservador, o nosso trabalho, a nossa investigação é muito mais importante do que tudo o resto. Desde que o meu chefe esteja contente com o trabalho que faço, o resto não interessa.


É casada. Não é aborrecido ter sempre o mesmo parceiro? Não estamos casados assim há tanto tempo. A relação é recente. Porque é que não me perguntam isso daqui por dez anos? (risos) Por agora sou mulher de um homem só

 

Via Expresso



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Letra
On a dark desert highway, cool wind in my hair
Warm smell of colitas, rising up through the air
Up ahead in the distance, I saw a shimmering light
My head grew heavy and my sight grew dim
I had to stop for the night
There she stood in the doorway;
I heard the mission bell
And I was thinking to myself,
’this could be heaven or this could be hell’
Then she lit up a candle and she showed me the way
There were voices down the corridor,
I thought I heard them say...

Welcome to the hotel california
Such a lovely place
Such a lovely face
Plenty of room at the hotel california
Any time of year, you can find it here

Her mind is tiffany-twisted, she got the mercedes bends
She got a lot of pretty, pretty boys, that she calls friends
How they dance in the courtyard, sweet summer sweat.
Some dance to remember, some dance to forget

So I called up the captain,
’please bring me my wine’
He said, ’we haven’t had that spirit here since nineteen sixty nine’
And still those voices are calling from far away,
Wake you up in the middle of the night
Just to hear them say...

Welcome to the hotel california
Such a lovely place
Such a lovely face
They livin’ it up at the hotel california
What a nice surprise, bring your alibis

Mirrors on the ceiling,
The pink champagne on ice
And she said ’we are all just prisoners here, of our own device’
And in the master’s chambers,
They gathered for the feast
The stab it with their steely knives,
But they just can’t kill the beast

Last thing I remember, I was
Running for the door
I had to find the passage back
To the place I was before
’relax,’ said the night man,
We are programmed to receive.
You can checkout any time you like,
But you can never leave! 



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O facebook começa a cansar

 

Um em cada cinco adolescentes está farto do Facebook, revela um inquérito feito pelo site de jogos roiworld.com a 600 adolescentes entre os 13 e os 17 anos de idade. Esta faixa etária começa a demonstrar sinais de fadiga, e diz já não utilizar o serviço ou estar a perder o interesse.
Do grupo que decidiu abandonar o Facebook, 45% diz ter perdido o interesse, 16% desiste porque os pais também têm conta, 14% diz que há demasiados adultos na rede e 13% estão preocupados com a privacidade da sua informação pessoal.
Apesar destes dados o inquérito revela que o Facebook ainda é a rede social mais popular entre os adolescentes - 78% tem um perfil criado e 69% acede regularmente ao serviço. O YouTube vem em segundo com 64%, seguindo-se o Myspace e o Twitter, com 41% e 20% respectivamente. 
O estudo também demonstrou que os jogos no Facebook são uma das principais razões pela qual os adolescentes se mantêm nesta rede social – jogam durante metade do tempo que passam nesta rede social. 43% afirma já ter gasto dinheiro com estes jogos, seja na compra de moeda virtual, ou num dos mais variados produtos ou serviços que é possível adquirir hoje em dia.

 

Consulte o estudo completo aqui

 

Via ionline



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Sexta-feira, 2 de Julho de 2010

A posição da Igreja em relação à homossexualidade e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser alvo de reflexão tanto por parte da instituição católica como por parte da sociedade, defende Clarisse Canha.

 

A discriminação, o preconceito e a homofobia podem derivar de uma ideia mal formada, isto é, os homossexuais e as lésbicas são pessoas como todas as outras...
Posso falar a partir da minha experiência e da UMAR-Açores, principalmente dos contactos que estabelecemos nas acções de formação junto de jovens e mulheres. Há, por exemplo, jovens que questionam até que ponto a aparência de uma pessoa pode revelar se é ou não heterossexual. O que nós transmitimos é que não se pode definir nem julgar uma pessoa pela aparência. O facto de ser ou não heterossexual tem a ver com a escolha, a orientação, o gosto, a atracção e não com melhores ou piores qualidades. Com os/as jovens tem sido mais fácil desconstruir preconceitos. Lembro, num debate que promovemos com mulheres, que uma delas colocou a questão num outro campo, que passa por uma homo- fobia mais atroz, e que se prende com o facto de um homossexual ter arranjado um compa- nheiro do mesmo sexo sendo que o mesmo foi penalizado pela censura social. Essa mulher disse que iria compreender esta situação e esta declaração teve um eco positivo no grupo. Experiências desse género levam-me a crer que estamos perante uma evolução, mas ainda no patamar do conhecer directo e isso às vezes é traiçoeiro.

 

As pessoas podem até reconhecer o direito à identidade e orientação sexual, mas num contacto directo a reacção poderá não ser a mesma...
Lembro-me por exemplo de outras situações concretas de jovens, há 20 anos atrás, que assumiram uma relação homossexual e cujos pais os colocaram de parte. Passado algum tempo, o pai e a mãe vieram a compreender, mas sofreram muito e penso que esta é também uma questão de fundo. A homofobia é algo que deve ser combatido porque, para além de tudo, faz sofrer as pessoas. A primeira pessoa a sofrer é a própria vítima da homofobia. Sei que, por exemplo, em determinados países há experiências de trabalho social no sentido de conhecer o impacto da homofobia na saúde das pessoas. E às vezes esse impacto leva a que muitos recalquem sentimentos. E pode até não se tratar apenas da homossexualidade, mas também a forma de vestir ou de andar. Parece-me, por isso, que a desconstrução do preconceito é muito importante.

 

Numa outra perspectiva, há pessoas que se deslocam à UMAR-Açores para pedir algum tipo de aconselhamento?
Já aconteceram alguns casos, nomeadamente duas pessoas do mesmo sexo que queriam fazer uma vida comum e que esbarram em problemas legais. Neste aspecto, a alteração da lei foi um grande avanço. O facto de ter sido legalizado o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo tem, a meu ver, dois efeitos: o efeito legal de direito e o efeito de discussão pública. Este último esbarra com muito preconceito e muita homofobia, mas faz parte do processo e por muito que possa desagradar a quem gosta ou a quem não gosta de discutir, faz parte desta caminhada. Aquando da visita do Santo Padre a Portugal, ficou a mensagem de que a Igreja é contra duas questões: a despenalização do aborto e o casamento entre as pessoas do mesmo sexo, duas conquistas recentes de Portugal. E sobre isso também deve haver debate público porque as pessoas, no campo da sua religião, continuam a ser pessoas que lidam com a vida, com a realidade, a sua própria realidade. É importante que a sociedade discuta essa atitude ou orientação da Igreja, confrontando-a com a vida e com a realidade. A experiência diz-nos que a Igreja não tem, muitas vezes, ido à frente dos avanços da sociedade. Tem ido atrás e é pena porque isso tem prejudicado a sociedade. Espero que em relação a esta área dos direitos e identidade que a Igreja venha a reflectir em breve.


ISABEL ALVES COELHO
isabelcoelho77@hotmail.com

 

Via Expresso da Nove




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Letra
Recebi o teu bilhete
para ir ter ao jardim 
a tua caixa de segredos 
queres abri-la para mim
e tu nao vais fraquejar
ninguem vai saber de nada
juro nao me vou gabar 
a minha boca e sagrada
estar mesmo atras de ti
ver-te da minha carteira
sei de cor o teu cabelo
sei o shampoo a que cheira
ja nao como, ja nao durmo
e eu caia se te minto
havera gente informada 
se e amor isto que eu sinto

Quero o meu primeiro beijo
nao quero ficar impune
e dizer-te cara a cara
muito mais e o que nos une
que aquilo que nos separa

Promete la outro encontro
foi tao fogaz que nem deu
para ver como era o fogo
que a tua boca prometeu
pensava que a tua lingua
sabia a flor do jasmim
sabe a chicla de mentol
e eu gosto dela assim!

Quero o meu primeiro beijo
nao quero ficar impune
e dizer-te cara a cara
muito mais e o que nos une 
que aquilo que nos separa!
x2



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LISBOA E SUL

 

Palácio Foz
Praça dos Restauradores, s/n, Lisboa
Tel. 213 462 157 e 213 476 129
Cinema Sábados em Família, o programa de sessões de cinema da Cinemateca Júnior, exibe o filme de animação "As Aventuras de Wallace e Gromit". O filme reúne as três primeiras aventuras dos impagáveis Wallace, grande apreciador de queijo, e o seu cão Gromit, verdadeiro 'cão de guarda' que salva o dono de alguns disparates. Destaque especial para a última aventura em que os nossos heróis enfrentam um pinguim ladrão. No dia 3 de julho às 15h. Ver mais informações em www.cinemateca.pt/programacao.asp .

 

Museu do Oriente
Avenida de Brasília, s/n, Lisboa
Tel. 213 585 299 e 213 585 200
Oficinas O museu, através do conjunto de atividades Férias de Verão, propõe diversas oficinas aos mais novos. Duas delas estão incluídas no programa Oficinas de Longa Duração. "Patuá Di Macau, Unde Ta Vai?" sobre o patuá macaense, o crioulo português de Macau, salienta a mistura de diferentes culturas existentes na cidade. De 12 a 14 de julho das 10h às 13h e das 14h30 às 18h (é necessário fazer marcação prévia até ao dia 5 de julho). E "Viagem de Sabores: do Sushi ao Kimshi" conduz a uma viagem ao Oriente onde será possível saborear exóticas iguarias. Nos dias 15 a 16 de julho das 10h às 13h e das 14h30 às 18h (é necessário fazer marcação prévia até ao dia 8 de julho). A outra atividade está incluída no programa Sábados em Oficinas. "Os Segredos dos Brinquedos" aborda o mundo dos brinquedos do Japão e depois, através de diversas técnicas, os participantes vão construir um com as próprias mãos que poderá levar para casa. No dia 10 de julho das 11h às 13h (é necessário fazer marcação prévia até ao dia 5 de julho). Ver mais informações em www.museudooriente.pt .

 

Oceanário de Lisboa
Esplanada D. Carlos I, s/n, Lisboa
Tel. 218 917 002 e 218 917 006
Dormir A promessa é irresistível: as crianças dos 4 aos 12 anos podem passar as suas férias debaixo de água. Dez dias temáticos inspirados nos oceanos deixam nas mãos dos petizes os ofícios de pintores e atores, cientistas e historiadores, sem falar nos 'brindes', que incluem aulas de canoagem no Centro Náutico e passeios de teleférico. Até ao dia 10 de setembro, de segunda a sexta das 9h às 18h. Além disso, todas as sextas o programa pode ser prolongado com o interessante ciclo "Dormindo com os Tubarões", com atividades à hora de jantar e uma bizarra noite de sono. Só é preciso ter mais de 6 anos, uma escova de dentes, roupa confortável para dormir e um saco-cama. Ver mais informações em www.oceanario.pt .

 

Jardim Botânico da Ajuda
Calçada da Ajuda, s/n, Lisboa
Tel. 214 531 277 e 917 616 954
Heidi O Grupo de Teatro Infantil AnimArte apresenta a peça "Heidi", baseada na obra homónima de Johanna Spyri, um espetáculo cheio de música danças e travessuras. Heidi é uma menina que vai viver para o campo com o avô, que não conhecia, e aquilo que ao início parecia bastante assustador irá revelar-se como uma aventura fantástica para a jovem. Ela conhece Pedro, o pastor, a quem ensina a ler e este, em troca, revela a Heidi os segredos da vida no campo: a medicina natural, como fazer queijo ou ter uma alimentação equilibrada. Mais tarde, é obrigada a voltar para a cidade para fazer companhia a uma menina doente e convence a família da jovem a adotar os saudáveis hábitos campestres. Até ao dia 18 de julho, aos sábados, domingos e feriados às 16h (para escolas, de segunda a sexta, mediante marcação prévia). Ver mais informações em www.grupoanimarte.com .

 

Jardim Zoológico de Lisboa
Estrada de Benfica, 160, Lisboa
Tel. 217 232 960
Chitas O Zoo celebrou os seus 126 anos de existência com a inauguração de uma das únicas instalações de exibição e reprodução de chitas da Europa, com cerca de 100 metros de comprimento, visando a preservação de uma das espécies mais ameaçadas do planeta. A chita é o único felino diurno e o animal terrestre mais rápido do mundo, chegando a atingir os 120km por hora em curtas distâncias. O Zoo procurou respeitar as características do habitat natural da espécie e adequou a topografia e o substrato da instalação aos animais, com zonas mais elevadas, plantas, rochas e locais de sombra. Exibição permanente, todos os dias das 10h às 20h. Ver mais informações em www.zoo.pt .

 

Teatro Bocage
Rua Manuel Soares Guedes, 13-A, Lisboa
Tel. 912 449 909
Férias O Teatro Bocage propõe aos jovens o programa Férias no Teatro - ATL Verão 2010 que inclui uma semana de aprendizagem das noções básicas e dos instrumentos necessários à representação (o corpo, a voz, o movimento), exercícios de desinibição, concentração, memorização e relaxamento, desenvolvimento de trabalho de grupo e finalmente a criação de uma peça de teatro e seus personagens, encenação e apresentação à família e amigos no último dia de atividades. Até ao dia 17 de setembro, de segunda a sexta das 9h às 18h. Ver mais informações em www.teatrobocage.com .

 

Auditório do Espaço Monsanto
Parque Florestal de Monsanto, Lisbo
Tel. 218 460 738 e 967 525 460
Espetáculo A companhia Trupilariante de teatro-circo apresenta "Odisseia pelos Astros". O herói da peça, Fernão de Magalhães, numa aventura audaz, à semelhança da sua famosa viagem, decide acompanhar a velocidade da luz e desbravar o espaço profundo do Universo, atravessando buracos negros, desviando-se de meteoros e meteoritos e fugindo de nuvens de gases primordiais. Até ao dia 31 de julho, aos sábados e domingos às 16h. Ver mais informações em www.trupilariante.com .

 

Centro Cultural Malaposta
Rua Angola, s/n, Olival Basto, Odivelas
Tel. 219 383 100
Gato A peça de teatro infantil "O Gato das Botas" inspirada no conto de Charles Perrault, conta a história de um jovem que herdou da mãe um gato, que o convence a comprar-lhe um belo chapéu e umas lindas botas. Com um cenário mágico, um guarda-roupa fantasioso e bonitas canções, o divertido Gato das Botas vai mostrar que é possível ser bem-sucedido desde que se encare a vida com confiança. Até 25 de julho, aos sábados às 16h e aos domingos às 11h (para escolas, de terça a sexta às 10h30 e 15h, mediante marcação prévia). Ver mais informações em www.malaposta.pt .

 

Núcleo Arqueológico do Millennium bcp
Rua Augusta, 84, Lisboa
Tel. 211 131 004
Ossos A Fundação Millennium bcp oferece "Ossos que Contam História", uma mostra de vestígios arqueológicos de animais vertebrados que coexistiram e coexistem ainda com a espécie humana. A exposição apresenta, de forma pedagógica, fragmentos da história do Homem e dos animais 'contada' através dos ossos de animais recuperados no decurso das escavações realizadas no espaço atualmente ocupado pelo Núcleo Arqueológico, próximo do Arco da Rua Augusta. A entrada é gratuita e a mostra vai estar patente até setembro, de segunda a sábado das 10h às 13h e das 14h às 17h, exceto às quintas em que o período de abertura só vai das 15h às 17h. Ver mais informações em www.millenniumbcp.pt .

 

Museu do Brinquedo
Rua Visconde de Monserrate, 26, Sintra
Tel. 219 242 171
Transportes O museu apresenta a exposição "Meios de Transporte", composta por objetos em condições de reserva e por peças de coleções privadas que primam pela sua antiguidade, representatividade e raridade. A mostra revela como o Homem, para o seu próprio transporte e para o transporte de bens e mercadorias, melhorou técnicas, inventou materiais e construiu mecanismos capazes de se moverem pelos seus próprios meios na terra, no mar e no ar. Até 31 de outubro, de terça a domingo, das 10h às 18h. Ver mais informações em www.museu-do-brinquedo.pt .

 

Jardim Zoológico de Lisboa
Estrada de Benfica, 160, Lisboa
Tel. 217 232 960
Animais O Centro Pedagógico do Zoo oferece, até ao mês de novembro, três novidades na área dos programas de animação para os mais novos. Um deles, "Sábados Selvagens", para famílias (crianças a partir dos 4 anos acompanhadas por adultos), permite aprender in loco, pela mão dos tratadores, treinadores e profissionais do Zoo um pouco mais sobre a vida animal (todos os sábados a partir das 10h). Um outro é o ateliê "Quando os Animais Saem dos Contos..." para crianças entre os 4 e os 10 anos, onde será contada uma história em que as personagens principais são espécies de animais que os pequenos poderão conhecer ao vivo no Zoo (todos os sábados e domingos das 10h às 13h). Quanto a "Safari no Zoo!", para crianças dos 6 aos 12 anos, inclui várias atividades como a ajuda na manutenção de alguns animais, o auxílio aos treinadores na preparação da apresentação de aves em voo livre e a visita aos bastidores da Baía dos Golfinhos (todos os sábados das 10h às 18h). Estas atividades exigem marcação prévia. Ver mais informações em www.zoo.pt .

 

Museu de Ciência da Universidade de Lisboa
Rua da Escola Politécnica, 56, Lisboa
Tel. 213 921 808 e 213 921 679
Céus O museu, em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Matemática, apresenta a exposição "Medir os Céus para Dominar a Terra: a Astronomia na Escola Politécnica de Lisboa (1837-1911)". Esta mostra pretende não só dar a conhecer o ensino e a prática da Astronomia na Escola Politécnica durante o século XIX como também sensibilizar o público escolar para a relação estreita entre a Matemática e a Astronomia. Até ao dia 31 de agosto de 2010, de terça a sexta das 10h às 17h e aos sábados e domingos das 11h às 18h (encerra às segundas e feriados). Ver mais informações em www.mc.ul.pt .

 

Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa
Rua da Escola Politécnica, 58, Lisboa
Tel. 213 921 808 / 213 921 883 / 213 921 679
Terra O museu apresenta a exposição "A Aventura da Terra: um Planeta em Evolução". A mostra interativa começa pela origem do próprio Universo e acompanha a evolução do planeta ao longo dos últimos 4.600 milhões de anos, com relevo para os primeiros sinais de vida na Terra e a sua posterior diversificação. Até dezembro de 2011, de terça a sexta das 10h às 17h e aos sábados e domingos das 11h às 18h (encerra às segundas e feriados). Ver mais informações em www.mnhn.ul.pt .

 

Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa
Rua da Escola Politécnica, 56/58, Lisboa
Tel. 213 921 808 / 213 921 883 / 213 921 679
Dinossáurio O museu apresenta "Allosaurus: Um Dinossáurio, Dois Continentes?", uma mostra que percorre os passos de uma investigação científica em curso até à descoberta de fósseis de Allosaurus fragilis em Portugal, com painéis informativos, fotografias, ilustrações científicas e 16 réplicas de esqueletos ou crânios de diversas espécies de dinossáurios. A exposição está patente até fevereiro de 2011, de terça a sexta das 10h às 17h e sábados e domingos das 11h às 18h (encerra às segundas e feriados). Ver mais informações em www.mnhn.ul.pt .

 

Chapitô
Costa do Castelo, 1/7, Lisboa
Tel. 218 855 550
Ateliês O Chapitô oferece dois tipos de ateliês para crianças entre os 4 e os 12 anos. Um deles é o "Mundo da Fantasia e do Circo", onde poderão praticar diversos exercícios ligados ao mundo circense, às segundas-feiras, das 17h30 às 18h30. E o outro é "Capoeira", onde poderão juntar-se à roda viva da dança-luta brasileira, às quintas-feiras, das 17h30 às 18h30. Ver mais informações em www.chapito.org .


Via Expresso



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Fundação de Serralves
Rua D. João de Castro, 210, Porto
Tel. 226 156 500
Verão Com a chegada do verão, o Serviço Educativo de Serralves convida crianças e famílias a participarem num vasto conjunto de atividades como oficinas, visitas e conversas, que mudam todas as semanas. Estas atividades estão divididas em dois tipos de programas. Um deles, Serralves em Família, oferece a oficina "Investigar", onde os participantes vão conhecer a Estação Meteorológica do Parque de Serralves, dar o seu contributo para a plataforma europeia de Monitorização da Qualidade do Ar e terminar a sessão com experiências lúdicas para os mais novos. No dia 4 de julho das 10h às 13h (acesso gratuito e funcionamento contínuo: levantar bilhete na receção do museu). O outro programa, Férias de Verão em Serralves, propõe atividades que variam segundo as idades das crianças, todas elas a decorrer dos dias 5 a 9 de julho. Para crianças dos 4 aos 6 anos, "Bio... diversão" leva a semear plantas e descobrir cores, cheiros e surpresas, das 9h30 às 12h30, enquanto "Mãos na Massa" investiga alimentos e ensina a apurar o paladar e criar doces, das 14h às 17h. Para crianças dos 6 aos 9 anos, "Cidades Flexíveis" visa criar uma cidade mágica que nasce de uma construção coletiva, das 9h30 às 12h30 e das 14h às 17h. Para crianças dos 6 aos 12 anos, "Ecociência" conduz à descoberta e exploração de curiosidades da natureza, das 9h30 às 12h30, e "Criações Científicas" desafia cada um a mostrar o cientista que há em si, das 14h às 17h. Ver mais informações em www.serralves.pt .

 

Museu Nacional da Imprensa
Estrada Nacional 108, nº 206, Porto
Tel. 225 304 966 e 225 300 648
Oficinas O museu oferece aos mais novos várias oficinas permanentes e outras atividades, das quais destacamos duas que decorrem no mesmo horário. Uma delas é "Viagem ao Mundo do Papel", para crianças a partir dos 4 anos, onde os participantes reciclam manualmente papel velho, adicionando-lhe pétalas, folhas secas e outros materiais, transformando-o de novo em papel utilizável, sendo aconselhável, para uma produção personalizada, que cada um traga de casa desperdícios reutilizáveis. A outra são as "Oficinas Gutenberg", para crianças dos 4 aos 12 anos, onde os participantes são levados a fazer uma viagem no tempo até à Europa do século XV, onde terão a oportunidade de escolher entre a construção de um livro, através das antigas técnicas de impressão e encadernação, ou a construção de um tipo móvel, reinventando a imprensa. Até 31 de dezembro, todos os dias à tarde (inclusive domingos e feriados) das 15h às 20h, e pela manhã de terça a sexta das 10h30 às 12h30. Estas atividades exigem marcação prévia. Ver mais informações em www.museudaimprensa.pt .

 

Zoo Santo Inácio
Rua 5 de Outubro, 4503, Avintes, Vila Nova de Gaia
Tel. 227 878 500
Natureza Passar as férias em contacto direto com a Natureza não é coisa comum. O Zoo Santo Inácio propõe um campo de férias de verão para crianças dos 6 aos 13 anos de idade que permite um contacto privilegiado com a natureza e os animais, além de inúmeras atividades educativas e lúdicas. Entre as atividades, destacam-se a alimentação e contacto próximo com vários animais, demonstração de animais mista com exibição de aves, répteis e mamíferos, ateliês de pintura e construção, histórias contadas no meio do bosque, horas de cinema e aulas de culinária. Até ao dia 13 de agosto, de segunda a sexta das 8h30 às 19h. Ver mais informações emwww.zoosantoinacio.com .

 

Centro Multimeios de Espinho
Avenida 24, 800, Espinho
Tel. 227 331 190
Planetário O Planetário de Espinho propõe quatro interessantes sessões às crianças e às suas famílias até ao mês de dezembro (nos meses de julho e agosto este programa passará a ser diário). "O Mistério da Bola de Fogo", aos sábados, domingos e feriados às 15h, para maiores de 4 anos. "Viagem a um Buraco Negro", aos sábados, domingos e feriados às 16h, para maiores de 12 anos. "Acampar com as Estrelas", aos sábados às 17h, para maiores de 10 anos. E "Dois Pequenos Pedaços de Vidro", aos domingos e feriados às 17h, para maiores de 10 anos. E o Observatório Astronómico oferece a sessão "Observação do Sol", aos sábados às 15h30 e 16h30, sempre que as condições atmosféricas existentes não sejam adversas. Ver mais informações sobre as sessões em www.multimeios.pt .

 

Parque Temático Molinológico
Ponte da Igreja, Ul, Oliveira de Azeméis
Tel. 256 664 043 e 256 683 170
Moinhos Ao visitar o parque, as crianças poderão assistir à moagem de diferentes tipos de cereais em moinhos de água e à confeção do pão tradicional de Ul e ver os materiais expostos no Núcleo Museológico do Moinho e do Pão. De terça a sexta, das 10h às 12h30 e das 14h às 17h30, e aos sábados e domingos, das 15h às 19h (encerrado às segundas e feriados). Para visitar todos os núcleos, é aconselhável fazer marcação prévia. Ver mais informações em www.moinhosdeazemeis.com .

 

Museu da Ciência - Laboratório Chimico
Largo Marquês de Pombal, s/n, Coimbra
Tel. 239 854 350
Férias O museu oferece aos mais novos diversos programas de ocupação dos tempos livres durante as férias de verão. Um deles é "4 Dias, 4 Temas", e os temas vão ser 'Cor' (sobre tintas e as suas misturas), 'Ótica' (sobre objetos que orientam a luz), 'Sol' (sobre a estrela que nos ilumina) e 'Visão' (sobre o funcionamento deste sentido). De 6 a 9 de julho, das 10h às 13h para crianças dos 5 aos 7 anos e das 14h30 às 17h30 para crianças dos 8 aos 12 anos. Outro programa proposto é "Trilhos", onde em certos domingos de cada mês as crianças e suas famílias são convidadas a fazer um passeio à volta do Museu da Ciência e da Universidade de Coimbra. Desta vez o tema é "Passeio com a Botânica" e os participantes vão andar à procura desta surpreendente ciência nas ruas e nos jardins. No dia 4 de julho das 11h às 12h. E com o programa Aniversário no Chimico, o museu convida-o a vir fazer a festa de anos, durante três horas, nas suas instalações, aos sábados, das 10h às 13h, ou aos domingos, das 10h às 13h e das 15h às 18h. Estas atividades exigem marcação prévia. Ver mais informações emwww.museudaciencia.pt .

 

Via Expresso



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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

Comecei aos 17 anos. Tinha um amigo que se prostituía no centro do Rio de Janeiro. Fiquei curioso, pedi-lhe que me levasse. Aquilo era um talho, um açougue, uma carniçaria. Numa rua, rapazes de pé, mostrando partes íntimas; clientes passando de carro, escolhendo.

Era muito perigoso ficar, de noite, naquela rua escura. Entrava nos carros e nem via quem vinha lá dentro. Por vezes, a polícia aparecia do nada e espancava quem lhe apetecia e levava o dinheiro. Os rapazes que trabalhavam ali também podiam espancar, roubar.

Não estava disposto a passar cinco anos a estudar para ter uma profissão e nem sequer a exercer, como via acontecer com familiares e amigos. Não estava disposto a trancar-me num escritório. E a verdade é que isto vira um vício.

As pessoas, às vezes, falam nos trabalhadores do sexo como uns coitados. Eu estou nesta vida porque quero. Não me sinto agredido com a profissão, não me sinto vítima. Conheci muitos países, aperfeiçoei o meu inglês, aprendi a falar espanhol e italiano; tudo graças à putaria.

Não digo que é fácil ser puta. Digo que aprendi a virar-me. Chego a uma cidade sem saber onde se apanha um autocarro e tenho de descobrir tudo. Se me soltarem no deserto do Sara, eu encontro uma torneira. Foi a vida que me ensinou. Não tive um cursinho, não.

A minha família não sabe. Até hoje, pensa que trabalho em restaurantes, cafés. Sempre lhe disse que trabalhava nisso. Seria muita confusão na cabeça da minha mãe. Não quero que arranque os cabelos. E ela também não pergunta de onde vem o dinheiro que eu lhe mando.

Já não tenho pai. O meu pai morreu quando eu tinha 17 anos. Ficámos com dificuldades. Eu não estava disposto a estudar e a procurar um trabalhozinho desses típicos, “o primeiro da vida”. E, como já tinha essa curiosidade, pedi ao meu amigo que me levasse para aquela rua.

Quando saí da rua, fui trabalhar para uma pessoa que tinha um apartamento: pagava-lhe metade do que ganhava. Ao fim de um ano e meio, aluguei o meu primeiro apartamento – era perto da praia. E, com isso, consegui a minha independência profissional – fazia os meus horários.

Há um processo. Depois de trabalhar num apartamento, ninguém quer voltar a trabalhar na rua. Não deixa de ser perigoso (recebe-se dentro de casa gente que nunca se viu), mas é bem mais confortável. Então, você quer comprar o seu apartamento. Viaja para a Europa para ganhar dinheiro.

A maior parte dos trabalhadores do sexo brasileiros que se anunciam na Internet e nos jornais, em Portugal, são assim. Vieram para trabalhar um tempo, para juntar um dinheiro para comprar um apartamento, montar um negócio. Muitos mandam dinheiro para ajudar as famílias.

Paguei oito mil dólares [cerca de 6500 euros] às pessoas que me trouxeram para a Europa. Há um sistema [de angariação de pessoas para trabalho sexual]. Eles vêm para a Europa, fazem contactos, voltam ao Brasil, trazem outros: “Pago a sua passagem, arranjo um lugar para você ficar, dou-lhe uma certa ajuda.”

Hoje, as pessoas vêm mais por conta própria. Em 2001, havia quem pagasse 12 mil dólares para vir; eu paguei oito mil por vir com um amigo. Quem está aqui não acredita, mas a Europa é o paraíso para quem sai do Brasil. Em seis meses, paguei os oito mil dólares e juntei 30 mil reais [actualmente, cerca de 13.600 euros].

Portugal, Espanha, Itália…

Fiz a minha estreia na Suíça. Nunca sentira tanto frio. A comida era horrível. Era um trabalhador clandestino. Mal me atrevia a sair. As pessoas que nos trazem botam medo na cabeça da gente para a gente não ganhar asas: “A polícia apanha-te; se te apanha, deporta-te.”

Trinta mil reais é muito dinheiro no Brasil. Achava que tinha direito de gastá-lo. Pobre nunca comeu melado; quando come, se lambuza. Passei seis meses andando de táxi, pegando praia. A minha mãe tinha a mesma mesa e o mesmo guarda-roupa desde o casamento e eu comprei-lhe mobílias novas. Quando a conta começou a ficar curta, pensei: está na hora de voltar.

Quem vem para cá trabalhar num instante aprende onde comprar um telemóvel, onde arrendar um apartamento, onde botar um anúncio. E acha que já sabe tudo, mas é preciso tempo para entrar nesse circuito. Tive de tactear, sem costas quentes, sem proxenetas de luxo. Só juntei seis mil reais em três meses.

Voltei para o meu apartamento no Rio. Mantivera-o por não saber no que esta aventura ia dar. Mas depois daquele segundo regresso, quis entregá-lo. A minha cabeça começava a mudar. Deixei as minhas coisas na minha mãe e voltei para a Europa, a pensar: “Agora, vivo no mundo.”

Nessa terceira vez, fiquei quatro anos seguidos. Dei-me a liberdade de conhecer. Andei por Portugal, Espanha, Itália, França, Inglaterra. Parei essa paranóia de só juntar dinheiro. Comecei a viver.

Estive em Espanha uns dois anos. Encontrei-me lá. É o meu país favorito. As pessoas falam alto. O clima é óptimo. Ao ver o bairro gay de Madrid, fiquei maravilhado. Aquilo para mim era a Disneylândia. E, mais uma vez, trabalho não faltava. Quando faltou, fui para Barcelona.

Tive uma experiência nova em Barcelona. Eu e outros 50 rapazes andávamos de toalha enrolada numa sauna. O cliente escolhia um e ia para uma cabine. Aos olhos do dono da sauna, aquilo não acontecia. Eu pagava a entrada como qualquer cliente. Entrava às horas que queria e saia às horas que queria.

Acabei por me estabelecer em Portugal, o país com que me identifico mais, em 2004. Apaixonei-me. Comecei a criar raízes. Quando dei conta, vivia aqui. Mas já se sabe como é esta vida. O dinheiro pára de entrar de uma hora para a outra. Às vezes, faço temporadas noutros países. Não vou com um prazo. As coisas estão bem, vou ficando. As coisas estão mal, saio.

Aqui, há uma espécie de comunidade. Todo o mundo se conhece. Sabe quem é quem, quem brigou com quem, quem foi preso, quem voltou para o Brasil. As pessoas trabalham juntas. Algumas ficam amigas. Depois, uma está num sítio e diz à outra: “Vem para cá trabalhar.” E a informação circula.

Sou mediador no Porto G, um projecto da Agência Piaget para o Desenvolvimento, que tem uma equipa que vai ao encontro de trabalhadores do sexo e dos seus clientes aos apartamentos, numa lógica de redução de riscos e minimização de danos.

Quero colaborar o máximo com essa equipa interdisciplinar, constituída por duas psicólogas, uma assistente social e dois enfermeiros. Não é só levar camisinha. Também é levar muita informação – sobre práticas sexuais de menor risco; sobre direitos civis. E encaminhar para serviços de comunidade.

Eu não sabia que imigrante irregular tinha direito a ir a hospitalzinho, a ter conta no banco. Tantas vezes fiquei doente e tive medo de ir ao hospital por estar irregular. Da terceira vez que vim para Portugal, tive sífilis e sofri imenso – isso não foi trabalhando; tenho muito cuidado, não apanho doenças no trabalho. Isso foi namorando.

Nunca deixei de cobrar

Tenho um namorado. No início, ele não lidava bem com a minha profissão. Ele pensava que prostituição era coisa de vagabundo. É assim que as pessoas pensam: prostituto é preguiçoso, burro, sujo. Eu não. Podia ter estudado qualquer coisa. Gostei de ser puta. Gosto de não ter um patrão, um horário, de viver a minha vida desse jeito. Não é uma vida tão sofrida como se pensa.

Distingo bem a minha vida pessoal da minha vida profissional. Nunca me apaixonei por um cliente. Nunca me iludi. Nunca deixei de cobrar. Não me venha dizer que está stressado com o trabalho, com a família. Não vejo uma pessoa. Vejo uma nota de 50 euros.

Cobro 50 euros pelo básico: 15 minutos a fazer anal e oral. As raparigas cobram menos porque há muita oferta. Basta abrir um jornal para ver: são quase uma praga! Comigo, máximo 20 minutos, mínimo 40 euros.

Há trabalhadores do sexo que viajam com o cliente, jantam com o cliente, dormem com o cliente – até no interesse de serem apadrinhados. Eu é só o acto. Mais do que isso agride-me. Prefiro fazer dez clientes desconhecidos do que estar com um fingindo que estou apaixonado. Não tenho estômago para isso. Mas há pessoas que gostam disso, que têm talento para isso, que dão graças a Deus quando encontram um velhote que as queira manter.

Tenho um apartamento no Porto – divido-o com amigos. Com esta crise não está dando para trabalhar aqui. Tenho ido para outras cidades “fazer praça”. Tenho estado em Aveiro. Pago uma diária de 15 euros num apartamento. Durmo lá a semana toda. Ao fim-de-semana, gosto de vir para a minha casa descansar. Já não estou nessa de ser escravo do telefone.

Já se ganhou muito mais dinheiro nesta profissão. O movimento tem caído de há quatro anos para cá. A putaria foi cortada, como as roupas caras, os perfumes. Hoje, um bom dia para mim é fazer cinco clientes. Isso era muito comum. Era quase o mínimo. Havia dias de fazer dez ou onze. Hoje, num dia, quando faço três já fico satisfeito. Com a crise que aí está!

Estou com 34 anos. Isto é como uma carreira de modelo. Não vou ficar cobrando com 40 anos! Quando tiver 40 anos, se calhar, tenho de pagar! Quero casar, estabilizar. Há uns anos comprei uma vila – um terreno com cinco casinhas – no Brasil. Penso vendê-la. Já não tenho vontade de ter investimentos nem de voltar para lá. Nem sei o que vou fazer. Faço show travesti. Talvez vá por aí. Posso fazer show travesti até ser uma bicha velha. Há muita bicha velha a fazer show travesti por aí.

Por Ana Cristina Pereira
A partir de várias conversas com um mediador do Porto G, um projecto da Agência Piaget para o Desenvolvimento

Público

 

Via Meninos de ninguém



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Este senhor não pode ser  capitão da selecção nacional nunca mais.


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Letra
Se eu um dia não voltar 
Desenha o meu nome no chão 
Pede um desejo ás ondas do mar 
E guarda na tua mão 
Sempre que a noite vier, quando nao houver luar 
Dá o desejo a uma onda qualquer e pede-lhe para eu voltar 

Trago o destino das águas 
No aguardar dos rochedos 
Dizem que o tempo á que apaga as máguas 
Quem será que apaga os medos? 

O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 
O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 

E se depois eu vier 
Foi porque o mar te escutou 
Deixa os sorrisos correrem pela praia 
Que o temporal acabou 
E havemos nós de fazer 
Se a sorte está decidida 
As mãos que nos teem presos a morte 
São de quem nos prende à vida 

Trago um coral de ansiedades 
Por te querer saber deitada 
Maior que a dor que vem nas tempestades 
Ter de esperar pela chegada 

O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 
O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 

Vou embalado pelo vento 
Ando sem hora marcada 
Na barca anda um lamento 
Que nem eu sei de onde vem 
Andam rezas pela praia 
A aguardar pela chegada 
Faz-se o destino cinzento 
Sempre que a barca não vem 
De ninguem... de ninguem... 

O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 
O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar 
O mar não e de ninguem 
Ninguem e dono do mar 
Nem aqueles que la sabem navegar



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Já fomos. Os Navegadores foram de vela. A esta hora a única hipótese de continuar no Mundial é numa Playstation perto de si. Mas evitaram-se grandes males. Quer saber quais?

 

 

1 - Quase toda a gente tem um familiar, amigo ou vizinho que adorava andar agarrado à Vuvuzela em dias de jogo. Alguns punham-na a carregar ao lado do telemóvel durante a noite não fosse faltar a bateria a meio do dia. Quando ouviam falar em Selecção metiam a dita na boca e sopravam como se tocassem as velas da Nau rumo ao Cabo das tormentas. Agora alegrem-se porque em princípio isso acabou. Não as tormentas mas o barulho. Tem vizinhos brasileiros? Lamento. Aguente só mais um bocadinho.

2 - Muitas pessoas levavam bastante a sério a coreografia inventada pelo Macdonalds e promovida pelo jogador Simão Sabrosa. No jogo com a Coreia do Norte houve quem derretesse sete menus de bacon em quarenta minutos. No fim do jogo havia pessoas a deitar ketchup por tudo o que era cavidade corporal. Também isso acabou. Os médicos de família e a saúde dos portugueses agradecem. Os nutricionistas nem por isso.

3 - Acabaram os dias inteiros de televisão dedicados à selecção. Desde as 5 da manhã até as 4:59 do dia seguinte tudo girava em torno das peúgas do Cristiano, das extensões do Danny, das palmilhas do Deco e do amaciador de cabelo do Miguel Veloso.

4 - Como se sabe os jogadores estão a ser pagos diariamente. Isto para além dos prémios de jogo que recebem. Se passassem aos quartos-de-final imaginem o rombo. A Federação era menina para pagar uns 30€ ou mais a cada um só pelo feito (50 mil euros na verdade). Assim, e como isto não anda nada famoso poupa-se algum. Dá para os navegadores comerem qualquer coisita e atestarem a traineira no aeroporto. Uma sandes mista e um galão. Nada de croissants para não se apresentarem nos respectivos clubes com porte de leão-marinho.

5 - Confesso que estou farto de escrever sobre a Selecção. E provavelmente estarão alguns fartos de ler o que escrevo sobre a selecção. Eu compreendo. Aliás toda a gente escreve sobre a selecção. Admira-me o Padre Frederico não ter uma coluna sobre a Selecção num diário desportivo. Também isto acabou. Falo por mim claro que amanhã se Deus me der saúde estarei a falar de Queiroz e Ronaldo e a contar porque tudo isto aconteceu. O Padre Frederico que faça lá o que entender que já não é nenhum garoto.

6 - Agora que a nossa rapaziada já fez aquilo a que nos habitou, ou seja, nada, está na altura de escolher uma Selecção daquelas a sério para apoiar no Mundial e, quem sabe, sentir o sabor da vitória. Eu cá já escolhi: sou argentino desde pequenito.

 

Via 100 Reféns



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