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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Um olhar sobre o Mundo

28
Jul10

Dicas para evitar o calor

olhar para o mundo

Como evitar o calor

 

Com as altas temperaturas que se têm vindo a sentir em Portugal continental, nunca é demais relembrar os cuidados a ter com este tipo de condições atmosféricas. Foi isso que a Direcção-Geral de Saúde fez - publicando no seu site uma série de recomendações para o ajudar a lidar melhor com o calor, o i fez um apanhado.


Deve começar por aumentar a ingestão de líquidos, como, água ou sumos de fruta naturais, preferivelmente sem açúcar – evitando por outro lado a ingestão de bebidas alcoólicas e com elevado teor de açúcar. Deve fazer refeições leves e mais frequentes.


Entre as 11h00 e as 17h00 deve evitar a exposição directa ao sol, procurando permanecer em ambientes frescos. Evitando, sempre que possível realizar actividades que exijam esforço físico, como desportos de lazer.


Quando sair de casa, utilize roupa leve e larga, de preferência de algodão e que cubra a maior parte do corpo – utilizar óculos com protecção contra a radiação UV e UVA. Também é muito importante a colocação de protector solar nas zonas do corpo expostas ao sol.


Os idosos são um alvo frágil nestes dias de calor - principalmente se viverem sós - por isso mesmo, é importante que os familiares e vizinhos estejam especialmente atentos, proporcionando líquidos e zonas frescas em abundância.


Para os que trabalham no exterior também é preciso estar muito atento, devido às altas temperaturas e nível de radiação UV a que estão sujeitos - usar protecção adequada, manter uma boa hidratação e recorrer a locais frescos para descansar é essencial.


Na praia, evitar as horas críticas entre as 11h00 e as 17h00, renovando o protector solar de duas em duas horas.


As crianças com menos de seis meses não devem ir à praia e as crianças com menos de três anos não devem ser sujeitas à exposição solar directa.


Para as pessoas que sofram de doença crónica, que estejam a fazer uma dieta pouco com pouco sal ou comrestrição de líquidos devem dirigir-se ao seu médico e receber recomendações específicas para o seu caso.

 

Via Ionline

27
Jul10

Sexo: 18 ideias para excitar um homem

olhar para o mundo

18 ideias para excitar um homem

18 ideias para excitar um homem

Deixe o seu parceiro "de quatro"

1. Dê muita importância aos preliminares. Não esteja preocupada com o tempo, o importante é dar e, claro, ter prazer.

2. Mostre-lhe imagens eróticas.

3. Leia-lhe um conto erótico ou convide-o para ver um filme erótico após um jantar romântico.

4. Partilhe as suas fantasias sexuais com o seu companheiro. Não deixe de contar todos os pormenores, mesmo os mais

picantes.

5. Experimente elementos afrodisíacos.

6. Crie o ambiente propício ao amor: perfume o quarto com uma essência floral e opte por uma iluminação suave.

7. O toque é afrodisiaco: deslize as suas mãos pelo corpo dele e toque-o com as pontas dos dedos.

8. Faça-lhe uma massagem com um óleo ou creme corporal.

9. Beije o corpo do seu amante. Comece pela boca e vá descendo pelo corpo: mordisque os mamilos, desça até às virilhas e parte interna das coxas. Estas duas últimas zonas são muito sensíveis pois estão perto do pénis.

10. Experimente fazer amor em locais diferentes. Pode ser num hotel, na mesa da cozinha, no jardim, no carro, no elevador, na banheira, num apartamento vazio, na praia ou na casa de banho de um avião.

11. Compre um baralho de cartas erótico e jogue com o seu parceiro. Também podem divertir-se com outros jogos como o strip-Trivial Pursuit.

12. Faça striptease para ele.

13. Experimente usar adereços sexuais, como o vibrador.

14. Amarre-o à cama com um lenço de seda e “abuse” dele ou peça-lhe para ele “abusar” de si.

15. Sussurre-lhe ao ouvido enquanto fazem amor.

16. Durante as relações sexuais não hesite em experimentar novas posições.

17. Façam amor em frente ao espelho.

18. Espalhe um produto no corpo do seu parceiro e percorra com a língua as zonas do corpo onde o colocou. Pode ser geleia, mel, natas ou iogurte.

 

Via Sapo Mulher

27
Jul10

Festival Músicas do Mundo em Sines

olhar para o mundo

Festival de músicas do Mundo em Sines

 

Entre 28 e 31 de Julho, a música com espírito de aventura está de volta a Sines. Falta pouco para começar a viagem.

 

 

O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo prepara-se para voltar a surpreender os espectadores com os 26 espectáculos da sua 12.ª edição, marcada para quatro intensos dias de música – 28, 29, 30 e 31 de Julho de 2010– nos palcos do Castelo medieval e da Praia Vasco da Gama, em pleno coração do centro histórico de Sines.

Os congoleses Staff Benda Bilili, o mais premiado grupo do ano, a lenda do reggae U-RoyThe Mekons, banda britânica que partiu do pós-punk para a fundação do movimento alt-country, e Tinariwen, expoente contemporâneo dos blues do deserto, são alguns destaques da programação.

Menção especial ainda às norte-americanasLas Rubias del Norte e aos timorensesGalaxy, que fazem em Sines a sua estreia europeia, e aos vários projectos em estreia nacional, conjunto em que se incluem o fenómeno brasileiro Forro in the Dark, uma das maiores “cantaoras” do flamenco, Lole Montoya, os peruanos Novalima, o “joiker” finlandês Wimme e a mais subversiva orquestra latina da actualidade, Grupo Fantasma.

Vitorino e Janita Salomé com o Grupo de Cantadores de Redondo abrem o festival no dia 28 de Julho, às 18h30, com um espectáculo de entrada livre em estreia absoluta. Cacique’97Nat King Cole en Espagnol, um projecto de David Murray com Daniel Melingo como voz convidada em três canções, Las Rubias del NorteCéu Novalima completam o cardápio do primeiro dia do FMM, já esta quarta-feira.

27
Jul10

Música Portuguesa do dia : Sombras do Desejo - Donna Maria

olhar para o mundo

Letra
Hoje, eu acordei, e nem pensei no fim da linha
Hoje, eu levantei, e segurei a flor da vida, em vida, ergui os meus pés do chão

Nunca pensei que fosse fácil para mim
Que fosse fácil para ti, mas tentei
Não ser sombra de ti
E ter desejos para mim
Não ser apenas a luz do jardim

Hoje, eu convidei, e te abracei só por um dia
Hoje, eu convidei, e até beijei quem não conhecia, vazia, voar num furacão

Nunca pensei que fosse fácil para mim
Que fosse fácil para ti, mas tentei
Não ser sombra de ti
E ter desejos para mim
Não ser apenas a luz do jardim

Foi por ti que eu roubei, Dei-me a ti, Só por ti pequei
Mas por mim, Partirei, sei que não voltarei para dizer, Meu amor

Nunca pensei que fosse fácil para mim
Que fosse fácil para ti, mas tentei
Não ser sombra de ti
E ter desejos para mim
Não ser apenas a luz do jardim

Nunca pensei que fosse fácil para mim
Que fosse fácil para ti, mas tentei
Não ser sombra de ti
E ter desejos para mim
Não ser apenas a luz do jardim

27
Jul10

"Pai... já fumaste droga?"

olhar para o mundo

Como responder aos filhos?

 

Há anos, quando era médica residente em pediatria, um adolescente perguntou-me se já tinha fumado erva. Não era uma pergunta amigável, mas antes uma reacção do tipo "ah, sim, isso é o que tu dizes" às minhas questões, como que a avisar-me.

Nenhum doente me perguntou tal coisa em décadas. Mas, recentemente, dei por mim no meio de várias conversas entre pediatras sobre como os pais devem lidar com as perguntas sobre o assunto.Médicos e pais precisam de uma forma de integrar os seus padrões de honestidade com o que sabemos sobre o abuso de drogas - e com investigações que tornam claro que sabemos hoje mais sobre o assunto.

Em particular, os cientistas compreendem melhor a neurobiologia do cérebro adolescente e os riscos de experimentar drogas e álcool na adolescência. Embora pensássemos que o cérebro era relativamente maduro aos 16/18 anos, na realidade continua a desenvolver-se até aos 25. O que se desenvolve cedo é a área de procura do prazer, o núcleo acumbente. As regiões que auxiliam o raciocínio abstracto, a tomada de decisões e a capacidade de julgamento estão ainda a amadurecer e, logo, com menos inclinação para inibir a procura de prazer. Pelo que as drogas e o álcool podem, de facto, levar a alterações permanentes no cérebro - em particular, dizem especialistas, uma maior propensão para a dependência em adulto. No entanto, dar conselhos a jovens nunca foi fácil, e quando a história dos pais vem à baila, fica ainda mais complicado.

Há uma questão moral para os adultos que se orgulham da honestidade e abertura. Há o medo de que, mesmo se explicarmos cuidadosamente a lição da nossa história, possamos estar a oferecer ao nosso filho uma lição implícita acerca da falta de consequências, uma espécie de parábola de eu fiz isso e estou bem. "O problema vem sempre à baila quando dou conselhos aos pais", diz Sharon Levy, directora do programa de abuso adolescente de substâncias no Children's Hospital Boston. "Eles dizem 'bem, o que lhe devo dizer - ou não?'" A investigação é limitada. Mas há provas que sugerem que quando os pais prestam mais informação e dão melhores conselhos desde cedo, o risco de abuso é menor. E um estudo de 2009 do centro Hazelden para o tratamento da dependência, concluiu que muitos adolescentes apontavam a honestidade dos pais acerca do álcool como influência positiva.

É claro que todos os pais, crianças e todas as situações são diferentes, e não existe uma regra que diz que pais e médicos devem revelar qualquer informação particular sobre o seu consumo de álcool e drogas, passadas ou actuais. Em vez disso, é importante perceber "porque é que perguntas? O que se passa contigo?", diz Janet F. Williams, professora de pediatria no Health Center da Universidade do Texas, e directora do comité para o abuso de substâncias da Academia de Pediatria. "O que nós pensamos que eles querem saber pode não ser aquilo que eles estão a perguntar", afirma. E, tal como sucede com outras conversas, tenha em conta o estado de desenvolvimento da criança; a resposta a uma criança de 12 anos ou a quem tem 22 anos é dada em termos e detalhes diferentes.

Porém, a maioria dos especialistas concorda que quando uma criança faz uma pergunta, o melhor é não mentir. "Diga sem glorificar", aconselha Levy, "e se acha que cometeu um erro, diga isso." Na realidade, uma criança que faz esta pergunta pode ter pensado muito em como e quando puxar do assunto. Trate a questão com respeito, utilize-a para fazer a conversa fluir. Pode não ser uma questão que queira ver levantada mas é uma conversa que, como pai, deve encorajar. (Sites úteis:teens.drugabuse.gov - informação para adolescentes; eteen-safe.org - conselhos sobre como falar com adolescentes.)

Então e o pesadelo familiar de todos os pais: o adolescente zangado que reage à disciplina ou à reprovação virando a conversa com uma acusação sobre as transgressões dos pais? Deborah Simkin, psiquiatra que faz a ligação ao comité Williams da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente, faz a analogia com um alcoólico que resiste ao tratamento tentando trazer à baila os problemas dos outros. "O miúdo está a tentar desviar a atenção da intervenção oportuna por parte dos pais", diz. Em tais casos, a resposta dos pais deve ser clara: "Vamos discutir o que tu fizeste." 

O que queremos fazer como pais é transmitir sabedoria - mesmo que a tenhamos adquirido da maneira mais dura - sem que os filhos tenham de correr riscos. "Conduziu sem cinto de segurança e não morreu num acidente. Isso significa que quer que o seu filho conduza sem cinto?", pergunta Levy. Ou como diz Williams: "Se a forma como a questão é apresentada é 'Isto é arriscado e espero que não tenhas de colocar a mão no lume para descobrir que te podes queimar', eles não têm de tomar o mesmo risco." Por fim, depois de todos os cuidados e ansiedades, é essencial voltar ao lado positivo - "lembre-se sempre de reparar no que há de bom no seu filho", aconselha Williams. 

Afinal de contas, a mensagem mais importante não é sobre os erros que podem fazer descarrilar mas sim sobre o prazer de encontrar o próprio caminho. Diga ao seu filho, nas palavras de Simkin, que "preferiria que te dedicasses a descobrir a tua paixão, descobrir o que queres fazer na vida" - e celebrar esse potencial. E, por isso, diz Williams, "gostaria que tivessem todas as células cerebrais a que têm direito."

 

Via Ionline

26
Jul10

Sexo: A temida ejaculação precoce

olhar para o mundo

Ejaculação precoce

 

Embora o grande terror masculino seja a disfunção erétil (impotência), não é o único problema que atormenta o homem, deixando-o inseguro e, também, frustrando a mulher. A mais comum das disfunções sexuais masculinas é a ejaculação precoce: quando o orgasmo chega rápido demais para o homem. Mas as situações são variadas. Alguns homens ejaculam logo que se iniciam as carícias ou simplesmente ao ver a parceira se despindo. Muitos ejaculam antes ou logo depois de introduzir o pênis na vagina da mulher, mas outros são capazes de alguns movimentos antes de atingir o orgasmo

 

Um autor considera precoce a ejaculação ocorrida 30 segundos depois da penetração, um médico prolongou esse critério para um minuto e meio, outro para dois minutos, enquanto um terceiro a reconhece quando o orgasmo ocorre antes de dez movimentos.

 

Na verdade, o aspecto fundamental é a ausência de controle voluntário sobre o reflexo ejaculatório. Por alguma razão um homem pode nunca ter aprendido a perceber as sensações que anunciam o orgasmo e por isso o controle voluntário adequado não foi adquirido. Nesse caso, o orgasmo ocorre como um reflexo quando é atingido um nível intenso de excitação sexual. Frequentemente, isso cria muita tensão entre os parceiros, principalmente quando a mulher fica ressentida, acreditando que o homem não se preocupa com ela nem com suas necessidades sexuais.

 

Ele, por sua vez, se sente um fracasso e fica deprimido. A partir daí, passa a evitar relações sexuais, mas quando ocorre, tenta segurar a ejaculação mordendo a língua, pensando em coisas desagradáveis, anestesiando a ponta do pênis com pomada, ou qualquer outra técnica que possa diminuir a excitação. O resultado final é nenhum prazer e um profundo estresse, sem amenizar a culpa por ter gozado mais rápido do que gostaria. Sem dúvida, a capacidade do homem de controlar sua ejaculação é precondição para que ele e a parceira obtenham mais prazer na relação sexual. E se considera que o controle ejaculatório está estabelecido quando é possível tolerar durante o tempo que se quiser um nível elevado de excitação, sem ejacular por reflexo.

Dentre os diversos métodos de tratamento, destacam-se os exercícios para controlar a ejaculação - respiração e contração dos músculos que circundam a próstata -, que são os mesmos que permitem ao homem ter orgasmos múltiplos sem ejacular. E para o homem aprender como fazê-los sugiro o livro 'O Orgasmo Múltiplo do Homem', de Mantak Chia e Douglas Arava, da Editora Objetiva.

 

Via Terra - Vida e saúde

26
Jul10

Música Portuguesa do dia : Donna Maria - Pão p'ra multidão

olhar para o mundo

Letra
São gente
De olhar ausente
Tão tristes vão
Nem são

Serpente
Olhos dormentes
Sem fogo
Nem dragão

Mais um
Que diz adeus
Mais um
Que lembra os seus

Não é Deus
Nem ilusão
É pão p’ra multidão

Em frente
Sem sol nascente
Sem direcção
Na mão

Enchente
Vão na corrente
Sem gueixas
Do Japão

Mais um
Que diz adeus
Um é crente
E o outro é ateu

26
Jul10

Onde comer os melhores caracois

olhar para o mundo

Os melhores caracois

 

As folhas escritas à mão em tascas e restaurantes anunciam a chegada do Verão: "Há caracóis." Comer caracóis é um acto gastronómico que divide: há os que adoram e os que nem se atrevem a prová-los; há quem se interrogue se são lesmas com casca ou parentes próximos das ostras. O que é certo é que são um petisco obrigatório nos meses de Verão. Com louro, alho, bacon ou colorau, mas sempre acompanhados de uma cerveja gelada.

O Filho do Menino Júlio dos Caracóis

Com gerência de Vasco Rodrigues, o Restaurante Cervejaria O Filho do Menino Júlio dos Caracóis é especialista em cozinhar caracóis provenientes das melhores regiões de Portugal e Marrocos, com receita antiga e exclusiva. Mas não é de admirar que Vasco Rodrigues goste tanto de caracóis. "Nasci no próprio restaurante, que na altura além da carvoaria também tinha habitação. Como caracóis desde criança." Com 21 anos já era dono do espaço, onde apenas o seu pai, Júlio, e a sua mulher, Fernanda Rodrigues, conhecem o segredo da receita, que nem com as duas filhas do casal partilharam ainda. Vasco Rodrigues apenas adianta: "Os caracóis são lavados de um dia para o outro, ficam 30 minutos em lume brando e depois adiciono-lhes cebola, alho, sal e o tal segredo do tempero. Tenho um cliente que tem o recorde de 15 pratos de caracóis seguidos", acrescenta o dono do restaurante.

R. Vale Formoso de Cima 140 - B Lisboa

Tel.: 218 596 160/Tm.: 936 470 077

O Palácio Em Alcântara encontra-se a Marisqueira Palácio, onde se podem saborear diariamente os vários frutos que o mar dá, da lagosta à amêijoa. Pode-se dizer que aqui o marisco é rei todo o ano, mas o caracol é o príncipe do Verão. João Agostinho Alves, sócio-gerente, explica o segredos dos caracóis da Palácio. "O caracol é guloso, não enche, mas sabe muito bem. Os caracóis são um petisco delicioso e os nossos levam orégãos, cebola, sal e presunto, para lhes dar gosto." A acompanhar os caracóis vêm tostas torradas com manteiga. Outro dos petiscos mais requisitados deste restaurante são as caracoletas assadas com molho de manteiga, limão e piripíri.

R. Prior do Crato 140, 1350 Lisboa

Tel.: 213 961 647

Túnel de Santos João Gonçalves, o dono do Túnel de Santos, explica: "Os caracóis comem-se nos meses sem 'r', tal como a sapateira e as ostras. O nosso caracol vem de Santarém, é mais seco, e serve-se em pires ou travessas com molho picante, cebola e orégãos, acompanhado de pão torrado e manteiga e uma imperial fresca." Na esplanada, as travessas de caracóis e o aroma do petisco confirmam as palavras de João Gonçalves.

Largo de Santos, 1 A/B/C Tel.: 912151850

Eduardo das Conquilhas Eduardo dos Santos e o seu filho Ricardo são os donos do Eduardo das Conquilhas, uma tasca tradicional, com decoração simples e ambiente acolhedor. Aberta há 45 anos, a casa é conhecida sobretudo pelas conquilhas, mas no Verão os caracóis também lhe trazem muita fama e clientes. À entrada, um azulejo ao balcão aconselha: "Não traga pressa, traga apetite" e este conselho aplica-se à experiência de degustar caracóis na esplanada. "Há muitas maneiras de os cozinhar, mas os caracóis têm um segredo culinário que não se pode revelar. Há dias em que chego a cozer mais de sete panelas, cada uma com doze quilos de caracóis", conta Eduardo dos Santos. De tamanho médio, têm acentuado sabor a orégãos e picante, com direito a malaguetas no prato.

Rua Capitão Leitão, 8, Parede 

Tel.: 214 573 303

Festival do Caracol Saloio Até 26 de Julho, o caracol é o centro das atenções na 11.a edição do Festival do Caracol Saloio, em Loures, onde se aguardam milhares de apreciadores de caracóis e caracoletas. O evento conta com a participação de 11 restaurantes, que disponibilizam pratos confeccionados com muita imaginação e gosto, como o rancho de caracoleta, creme aveludado de caracóis com gengibre, caracoleta à lagareiro, pataniscas de caracol, farinheira com ovos e caracóis, espetadas de caracoleta com enchidos, massinha de caracol e chili de caracoleta, entre muitas outras propostas. O festival, organizado pela Câmara Municipal de Loures, decorre entre as 17 e as 24 horas durante os dias da semana e aos fins-de-semana entre as 16 e as 24 horas.

Parque de estacionamento junto ao Pavilhão Paz e Amizade, em Loures

 

Via Ionline

25
Jul10

Sexo: Quando tudo o que vem à rede é peixe...

olhar para o mundo

Desejo. Ânsia. Compulsão. Há quem tenha tido mais de cem parceiros sexuais num só ano. Mas poderá o sexo viciar? Venha daí conhecer casos em que o sexo falou mais alto... repetidamente.

 


"Por uma queca fazemos coisas inacreditáveis. Fica-se cego." Sérgio, 39 anos, sabe do que fala. Nos últimos três anos passaram pela sua cama mais de 200 mulheres. Altas, baixas, gordas, magras. No que toca ao sexo, não tem dúvidas quando fala da fase pós-divórcio: "É o vale tudo. Fica-se viciado na novidade. É o prazer momentâneo."

"Com o fim do casamento de dez anos, Sérgio viu-se "sozinho, afastado dos amigos, longe dos filhos, numa nova cidade e com necessidade de novos laços". A blogosfera foi a forma encontrada "para deitar tudo cá para fora". Inicialmente escrevia um blogue de desabafos sentimentais que acabou por "enveredar num cariz erótico e sexual". Começou a ser seguido por leitoras e daí ao primeiro encontro foi rápido: "Começas por manter o registo antigo e combinas um cafezinho. Mas quando te apercebes que a conversa no computador é 300 vezes mais rápida, vais direto ao assunto. Não há medo de rejeição. O flirt começa com umas simples reticências e termina na cama: Queres? Bora."

"Toda a gente já pagou para ter sexo"

 

Com o "ego recuperado", Sérgio foi encontrando mulheres com "a mesma compulsão sexual" e gosto pelo risco. "Estava com uma no Bairro Alto e ela atirou-me para cima de um carro. Enquanto outras pessoas passavam, começou a fazer-me sexo oral ali mesmo. Puxei de um cigarro e decidi desfrutar."

Entre o telemóvel e as redes sociais, todos os dias Sérgio organizava a agenda. Num só dia chegou a estar com três mulheres diferentes. "É sexo egoísta. Usas aquela pessoa como objeto do teu prazer." Embora garanta nunca ter pago a ninguém, tem uma visão prática: "Todos pagamos para ter sexo. Nem que seja os copos que lhes oferecemos."

Esta obsessão levou-o a falhar compromissos de família e a inventar reuniões para sair do escritório. "Percebi que estava a passar o limite quando já me fazia confusão passar um dia sem sexo. Nunca procurei ajuda mas tal como começou, a necessidade de novidade também se esgotou." Hoje vive um "namoro liberal", baseado no diálogo. Para trás ficam exageros, muitas vezes tidos sem meios contracetivos. "Acho que não voltarei a cair no mesmo".

Rita diz o mesmo. Depois de sete meses "a mascarar carências afetivas com vontade de sexo", a jovem de 26 anos garante que "prefere usar um vibrador" a repetir o comportamento de há dois anos.

"Nem sequer queria saber quem eles eram"

 

O "impulso" levava Rita a procurar situações de sedução. "Chegava a ter dois a três parceiros por semana. Por vezes repetia-os, mas não queria saber sequer quem eram ou como era a vida deles". Heterossexual, "mas com um pezinho na bissexualidade", a jovem envolveu-se com homens e mulheres, por vezes com várias pessoas ao mesmo tempo e invariavelmente levada pelo ímpeto: "Lembro-me de estar num bar com zona privada para quem quisesse ter sexo. Senti aquela vontade. Acabei a ter sexo oral com um homem que nunca tinha visto. A meio dei por mim a pensar que naquele momento tanto podia ser ele a estimular-me como um simples vibrador. Era tudo mecânico."

Rita conta que esta foi a forma encontrada para compensar a baixa auto-estima: "Sentia-me feia e mal-amada. Queria a envolvência, a conquista, mas quando chegava a 'hora H' nem sequer tinha vontade. Muitas vezes fingia os orgasmos."

Quando regressava a casa, "encontrava o mesmo silêncio e sensação de vazio". "Mais que desejo sexual, hoje sei que era desejo emocional. Masturbar-me não era solução."

Rogério diz o mesmo. "Podia masturbar-me, mas o verdadeiro desejo que sentia era pelo risco. Saber que estou a deixar-me levar sem pensar nas consequências." Homossexual assumido, agora com 30 anos, relembra a "longa fase de loucura compulsiva" que passou há oito anos. "Não queria saber o nome nem o número telefone. Queria apenas aquilo."

"Quanto mais sexo temos, mais queremos"

 

Desde engates de uma noite em discotecas, a "sexo combinado pela web com estranhos", Rogério fez de tudo. Tal como Sérgio, "muitas vezes faltou o preservativo". Conta que em Lisboa, além das míticas saunas gay e bares com o "quarto escuro", há ainda zonas onde se pode parar o carro e simplesmente "propor a quem está ao lado se quer dar uma queca". Rogério fê-lo. Por vezes "terminava, fumava um cigarro e agarrava no telemóvel para ligar a alguém com quem pudesse estar a seguir".

"É uma bola de neve. Quanto mais sexo temos, mais queremos." O álcool ajuda à "desinibição no momento", mas também pode potenciar sustos. "Estava muito bêbedo e fui a uma sauna. No dia seguinte um amigo contou-me que me ouviu a ter relações e que estava louco. Não me lembro de como fui para casa, nem muito menos de quem esteve comigo. Senti-me violado."

Este e outros sustos fizeram-no "repensar o comportamento", que se prolongava há mais de dois anos. Não procurou ajuda, mas admite que lhe custou "controlar a ânsia quando tinha horas livres e não estava na cama com ninguém". Hoje, assegura que está numa fase calma, em que "mais do que sexo quer partilha emocional". Não se arrepende, mas a verdade é que perdeu a conta a com quantos homens se envolveu até hoje.

Júlia diz o mesmo. Depois de um casamento de 16 anos terminado com uma traição, o sexo surgiu como "forma de vingança". "Comecei por dormir com um colega de trabalho e nunca mais parei."

"Desejo incontrolável" com sabor a vingança

 

A tristeza deu lugar a um "desejo incontrolável" e Júlia, na altura com 43 anos, deu por si com a vida de pernas para o ar. "Durante o dia trocava mensagens picantes com vários ao mesmo tempo. Dava-me prazer ver qual conseguia ser mais ousado." E se de dia o trabalho ia sendo posto de lado em prol do flirt, à noite a vida familiar também: "Cheguei a receber homens com os miúdos a dormirem e também a sair de casa de madrugada. Sabia que era inconsciência deixá-los sozinhos, mas não conseguia pôr travão."

As retomadas idas à discoteca "rendiam novas conquistas", principalmente homens "bem mais novos". Júlia, hoje com 46, ainda não voltou a "criar laços afetivos". "Tenho amigos coloridos, mas deixei de acreditar no amor. A independência ninguém ma tira."

Pedro Freitas, sexologista clínico, já ouviu o mesmo: "Há cada vez mais homens e mulheres que não estão dispostos a partilhar a vida com alguém. Têm vários amigos especiais com quem saem, com quem têm sexo, mas com quem dormem poucas vezes."

Adição sexual não é doença

 

Por mais que sejam os parceiros sexuais, o especialista garante que excesso de desejo não é uma patologia. "Já muito se falou de ninfomania e adição sexual, mas a realidade é que o desejo hiperativo não está designado em lado nenhum como doença." Contudo, esclarece: "A compulsão sexual é um sintoma de um problema, que tanto pode ser uma perturbação da personalidade ou doença psiquiátrica como uma lesão do lobo temporal."

Pedro Freitas salienta que "depois de uma rutura a extravasão é comum". De uma forma "mais ou menos saudável", em alturas de fragilidade emocional tenta-se "repor as perdas através dos ganhos" e o "sexo é uma forma substitutiva que faz parte deste ritual".

Assegurando que não existem estudos nem clínicas específicas para o vício do sexo, o sexologista não tem dúvidas quanto à mediatização de casos como Tiger Woods, que esteve em recuperação da compulsão sexual: "Os divórcios à americana doem. São milhões envolvidos. É mais fácil dizer que se está doente e acarretar a nomeação de uma doença simpática como as obsessivas compulsivas. Certamente deram-lhe um antidepressivo leve, ele está mais calmo e desejoso que a mulher não peça o divórcio."

Mas não menosprezando casos em que o sexo a mais pode ser um problema, avisa: "Devemos preocupar-nos quando não ter sexo diariamente se torna num fator de perturbação ao bem-estar. Quando se começa a falhar obrigações porque se está obsessivamente à procura de sexo, seja ele real ou em sites pornográficos, é altura de parar e pensar."

 

Via Expresso

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