Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Chamaram a policia porque não gostaram do sexo

 

 Duas norte-americanas foram detidas em Telford, depois de terem apresentado uma falsa queixa de violação. Afinal, o sexo tinha sido consensual... elas é que não gostaram, conta o G1.

Jessica Kathleen Alexander, de 18 anos, e Tammy Nicole Ortego, de 29, contaram primeiro aos agentes que tinham sido violadas por dois homens, quando saíram de casa.

 

No entanto, mais tarde, ambas confessaram que estavam a mentir. Afinal, as duas tiveram relações sexuais com um homem, de forma consensual. Só que não tinham ficado satisfeitas com o acto.

 

As duas mulheres foram acusadas de apresentar uma denúncia falsa.

 
Via IOL


publicado por olhar para o mundo às 19:55 | link do post | comentar

 

Letra

 

 

As coisas vulgares que há na vida

Não deixam saudades

Só as lembranças que doem

Ou fazem sorrir

 

Há gente que fica na história

da história da gente

e outras de quem nem o nome

lembramos ouvir

 

São emoções que dão vida

à saudade que trago

Aquelas que tive contigo

e acabei por perder

 

Há dias que marcam a alma

e a vida da gente

e aquele em que tu me deixaste

não posso esquecer

 

A chuva molhava-me o rosto

Gelado e cansado

As ruas que a cidade tinha

Já eu percorrera

 

Ai... meu choro de moça perdida

gritava à cidade

que o fogo do amor sob chuva

há instantes morrera

 

A chuva ouviu e calou

meu segredo à cidade

E eis que ela bate no vidro

Trazendo a saudade 



publicado por olhar para o mundo às 12:00 | link do post | comentar

Casas de banho separadas, o segredo de um casamento feliz

 

 Um dos segredos para um casamento feliz? Casas-de-banho separadas. Segundo o britânico The Times, o número de casais à procura de casa e que estabelece como prioridade máxima o mínimo de dois WC, tem aumentando consideravelmente nos últimos anos. A tendência é confirmada por algumas celebridades de Holywood: Catherine Zeta-Jones e Michael Douglas, por exemplo, defendem que “casas-de-banho separadas são a chave para um casamento feliz”.

Outros casais há que não receiam a partilha da intimidade (e higiene) e, por isso, dividem o espaço de banho sem nenhum tipo de preocupação.

 

Via Ionline



publicado por olhar para o mundo às 10:04 | link do post | comentar

Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Verdades e mentiras sobre o orgasmo

 

Sex shops inglesas chegaram a uma constatação triste: após encomendarem uma pesquisa, descobriram que cerca de 80% das mulheres inglesas nunca chegaram ao orgasmo. Infelizmente, reclamações como falta de desejo sexual, falta de excitação, dor durante a penetração e dificuldade em chegar ao clímax são supernormais.

Ressaltamos, portanto, a importância da terapia sexual. Vale lembrar que cada um é responsável pelo próprio prazer sexual, não é mais aceitável culpar a parceria. Temos que conhecer o nosso corpo, como ele reage aos estímulos e passar isso ao parceiro. Culpá-lo, definitivamente não resolve o problema.

Saiba o que é verdade e o que não é quando o assunto é ORGASMO:

1 - QUEM ESTIMULA É O RESPONSÁVEL PELO ORGASMO - Falso - Cada pessoa é responsável pelo seu próprio orgasmo. Precisa saber o que mais a excita e quais os pontos de seu corpo são responsáveis pela excitação e assim passar essa informação ao outro. Por isso é preciso buscar a parceria na relação sexual para a troca desta energia.

2 - O ORGASMO É SEMPRE MUITO INTENSO - Falso - Muitas pessoas acham que ter orgasmo é ver estrelas, entrar numa outra dimensão cósmica, uma expressão violenta de sensações, euforia e desfalecimento. As sensações do orgasmo são variáveis de pessoa para pessoa. O orgasmo é o resultado de uma excitação crescente, tendo como resultado o clímax, onde está inserido entrega, sentimento e sensações. As sensações do orgasmo sofrem influência de fatores intrínsecos (emoções, sentimentos, orgasmos anteriores registrados na memória) e extrínsecos (ambiente, tempo e parceria sexual).

3 - RECEITA DE BOLO PARA CHEGAR ATÉ LÁ - falso - É comum a procura pela mulher de uma solução rápida, eficaz e de sucesso garantido na busca do orgasmo, como uma receita pré-definida para todas as mulheres. O orgasmo é individual e a receita está na pessoa, na sua entrega, na cumplicidade, tendo como resultado uma excitação crescente até o máximo do prazer sexual.

4 - O TEMPO PARA O ORGASMO MASCULINO E FEMININOS SÃO IGUAIS - falso - De maneira geral, a excitação crescente até o orgasmo na mulher é mais lento. A mulher, na sua resposta sexual tem mudanças anatômicas na sua genitália para que possa ser penetrada sem dor. Desta forma, os tempos de orgasmo são diferentes. Muitas vezes em um encontro casual, a mulher pode ter um orgasmo dentro de poucos minutos, pelo fator fantasia do momento.

5 - O ORGASMO MASCULINO É A EJACULAÇÃO - falso - O orgasmo e a ejaculação são respostas fisiológicas diferentes no homem. O orgasmo é uma resposta sensorial, enquanto que a ejaculação é a eliminação do esperma. No homem, geralmente eles acontecem simultaneamente.

6 - PRELIMINARES MAIS LONGAS, ORGASMOS MAIS INTENSOS - falso - As preliminares são importantes para que a mulher chegue ao orgasmo, porém a intensidade do orgasmo depende exclusivamente da excitação, da entrega total ao momento erótico e de suas emoções.

7 - PONTO G MASCULINO E FEMININO - este conceito é muito questionado. Não há comprovação científica que ateste a existência do Ponto G masculino ou feminino mas sim regiões que ao serem estimuladas favorecem o orgasmo. É importante saber que existem zonas erógenas, tanto na região genital como em todo corpo que proporcionam excitação, variadas de pessoa para pessoa. Para os homens as carícias na região perineal e anal podem estimular a próstata e favorecer a ereção. Para as mulheres o canal vaginal possui uma plataforma orgástica, região mais sensível ao toque logo nos primeiros centímetros, que participa efetivamente na elevação da excitação.

8 - TODO SER HUMANO É EQUIPADO BIOLOGICAMENTE PARA TER UM ORGASMO - certo - Salvo doenças que comprometem a resposta sexual, o nosso corpo está apto para o sexo e consequentemente para o orgasmo. O orgasmo depende mais de fatores emocionais, que promovem as mudanças físicas durante o prazer maior.Na dificuldade ou ausência do orgasmo, é necessário a busca de tratamento por um especialista - terapeuta sexual - para investigar as possíveis causas, físicas ou psicológicas.

9 - HÁ MULHERES QUE EJACULAM - A ciência ainda não comprovou nada a respeito. O que acontece em alguns casos é que há algumas mulheres que se lubrificam mais do que as outras, pela atuação de glândulas no canal vaginal. Mas estas glândulas não são como a próstata e o canal seminal masculino que podem armazenar um liquido para depois jorrá-lo em determinado momento. Na mulher, estas glândulas assim que produzem o liquido para lubrificação, o solta, e isso é feito durante toda a relação.

10 - ORGASMO ANAL - O Ânus não é preparado anatomicamente falando para produzir um orgasmo. Mas orgasmo é um só e ele não é separado em vaginal, clitoriano, peniano. Ele é uma sensação do corpo inteiro. O que muda são os pontos estimulados para a excitação.

11 - UM MULHER QUANDO TRANSA COM OUTRA TEM ORGASMOS INFINITOS - quando uma a mulher transa com uma outra não significa que elas terão orgasmos infinitos até que se cansem fisicamente. A mulher, assim como o homem, também tem um período chamado de resolução, ou seja, o período em que o corpo recomeça todo o processo de excitação, realização e novamente o clímax. A diferença entre o homem e a mulher é que ela continua, depois de um orgasmo, em um nível de excitação e ele não.

12 - ORGASMOS MÚLTIPLOS - eles existem e dependem do nível de estimulação durante a relação sexual.

13 - METADE DAS MULHERES PARA TER UM ORGASMO PRECISAM DE ESTIMULAÇÃO CLITORIANA - isso é perfeitamente normal e não se trata de um distúrbio. O orgasmo não depende da penetração para acontecer.

 

Via 180 Graus



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Deixem jogar o Mantorras!

 

Quem nunca percebeu o fenómeno Mantorras devia escolher uma de duas experiências. Ir aoEstádio da Luz num daqueles jogos em que o avançado entra nos últimos minutos; ou ir a Luandavê-lo jogar na selecção e depois perceber como (não) consegue andar na rua. Mas hoje em dia o melhor seria mesmo encontrar o Pedro Manuel no bairro onde nasceu, o Sambizanga, a fugir daqueles que aparecem e dizem ser primos ou amigos - é que Mantorras nunca jogou tão pouco, esta temporada só fez uma partida oficial no Benfica (e agora outra na selecção). Pior, aquele a quem chamaram "novo Eusébio" está cansado de lutar contra a lesão no joelho e pode abandonar a carreira. Deixou de fazer sentido dizer: "Deixem jogar o Mantorras."


"Vou conversar com a família e depois dar uma conferência de imprensa para divulgar o que decidi", disse o angolano, ainda em Luanda, onde participou na CAN. A dúvida está lançada mas uma coisa é certa, aos 27 anos o adeus à selecção está praticamente garantido. Resta saber se também põe fim num percurso que iniciou há sensivelmente dez anos e que o levou do Alverca - estreia em Outubro de 1999, lançado por José Romão num jogo contra o Vitória de Guimarães - ao Benfica. 

Foi na Luz que nasceu o fenómeno. Quem o viu chegar, em 2001, pensava estar perante o novo Eusébio. Luís Filipe Vieira disse logo: "Só sai por 18 milhões de contos" - 90 milhões de euros para afugentar o interesse do AC Milan. O africano franzino, que tinha sido dispensado do Barcelona e que o mesmo Vieira acolheu no Alverca, era então um atleta inspirado que só parava à falta, fosse contra quem fosse. Daí o célebre "deixem jogar o Mantorras". É claro que esses tempos já não seriam possíveis hoje, Mantorras deixou de poder ser o novo Eusébio quando, à segunda operação, os médicos perceberam que a cartilagem do joelho direito tinha desaparecido. Depois ainda lhe abriram a perna mais duas vezes e lá foi recuperado para ser uma espécie de arma secreta a termo certo - contam-se os minutos que pode entrar, para tentar resolver jogos. O Mantorras do último título (2004/05), com Trapattoni, foi isso mesmo, decisivo, com cinco golos que deram duas vitórias (Marítimo e Estoril) e um empate (Estoril), quase sempre em cima do último apito, para aumentar o drama na bancada.

O Benfica de Jorge Jesus, agora, está longe do sofrimento desse tempo (Cardozo e Saviola fazem alguma diferença quando comparados com Nuno Gomes e Karadas) e já não se pedem os mesmos milagres. Esta época Mantorras não fez qualquer minuto no campeonato e apenas foi chamado para um jogo da Taça de Portugal, contra o Monsanto (goleada 6-0, não foi preciso nenhum golo dos seus). Entretanto foi convocado para a Taça das Nações Africanas mas Manuel José deu-lhe apenas 29 minutos de utilização, com o Malawi. No jogo da eliminação, com o Gana, a perder por 1-0, o treinador português nem se lembrou de o colocar. Se a selecção angolana fosse o Benfica de 2004-05, estava-se mesmo a ver qual seria a substituição...

Sem influência no Benfica e na selecção, Mantorras passa os dias entre a fisioterapia e os treinos, mantendo a condição física mínima à espera de ser chamado. Aos 27 anos continua com tempo, ninguém corre atrás dele, nem sequer corre o risco da dispensa, normal para qualquer futebolista. Luís Filipe Vieira renovou-lhe o primeiro contrato feito no Benfica e na época 2008/09 até pagou, por 2 milhões de euros, os 50 por cento do passe que tinham ficado na posse do Alverca em 2001. 

Agora resta saber qual é a vontade de quem sofre. É a que conta porque o clube tem uma dívida de gratidão com o futebolista que lá destruiu o joelho. Na época passada, quando chegou ao Benfica, Quique Flores chegou a dizer que Mantorras deveria ser dispensado. Obviamente ainda não tinha percebido de quem estava a falar. O espanhol é que acabou por ir embora.

 

Via ionline



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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Amor e sexo, a dificuldade de caminharem lado a lado

 

 PARA ALGUNS, A SEXUALIDADE é indispensável, outros praticam-na durante longos períodos, outros ainda optam por permanecer castos. Mesmo o grande amor da vida de alguém pode ser mais ou menos erótico. Para alguns, o erotismo é indispensável e o corpo procura outro corpo com avidez. Para outros, o amor é sobretudo intimidade espiritual, convivência diária, atenções recíprocas. Todos nos inserimos num destes esquemas mentais e físicos, e, se for o adequado para nós, sentimo-nos bem e completos. Parece-me importante repetir esta ideia, porque actualmente os sexólogos tentam impor um único modelo a toda a gente, não se apercebendo de que estão a teorizar e a exercer uma verdadeira violência.


No Ocidente, a grande diversidade na correlação entre sexualidade e amor tem por base uma separação abissal que vem de há pelo menos 2 mil anos. A linguagem do amor, da poesia de Dante, de Petrarca ou de Neruda, do "Roman de la Rose" a "Love Story" passando por "Anna Karenina" centra-se na ausência, na perda, na espera, e é sempre alimentada pelo sofrimento e pela partida. Quando surge o sexo, o prazer físico, o gozo dos corpos, o amor retira-se, desvanece-se. No Ocidente, não sabemos usar a linguagem erótica para definir o amor. A linguagem erótica só é usada em três casos. O primeiro, no plano da brincadeira, de frases espirituosas como em "O Sexo e a Cidade" ou nos discursos de Luciana Littizzetto. O segundo, no âmbito do desprezo e da violência, como no livro "Porci con le ali" ou nas obras do Marquês de Sade. O terceiro é pura pornografia. Em todos os casos, o discurso erótico acaba sempre por se distanciar do amor, da paixão. Ou seja, em 2 mil anos de história, sexo e amor sempre estiveram afastados, e ainda não existe uma linguagem escrita capaz de contar um grande e sincero amor erótico total.

No livro "Sexo e Amor", estudei todas as sequências: sexualidade pornográfica e violenta e sexualidade pessoal e enamoramento, para, por fim, chegar ao amor consolidado e feliz. E apercebi-me de que não existe um único caso em que sexo e amor, emoção e prazer se fundam e convivam. Foi por isso que escrevi intencionalmente diálogos de amantes apaixonadamente amorosos e intensamente eróticos. Talvez não tenha sido bem-sucedido, mas estou convencido que se trata de um objectivo que devemos alcançar no futuro, sem o que seremos para sempre emocionalmente esquizofrénicos. Não deve espantar-nos que os amores e os casamentos durem pouco.


Via Ionline



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Como a água da nascente

Minha mão é transparente

Aos olhos da minha avó.

 

Entre a terra e o divino 

Minha avó negra sabia

Essas coisas do destino. 

Desagua o mar que vejo 

Nos rios desse desejo

De quem nasceu para cantar.

 

Um Zambéze feito Tejo 

De tão cantado q'invejo 

Lisboa, por lá morar.

 

Vejo um cabelo entrançado 

E o canto morno do fado 

Num xaile de caracóis.

 

Como num conto de fadas 

Os batuques são guitarras 

E os coqueiros, girassóis. 

 

Minha avó negra sabia

Ler as coisas do destino

Na palma de cada olhar. 

 

Queira a vida ou que não queira

Disse deus à feiticeira 

Que nasci para cantar.



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Roulotes em Lisboa

 

As rulotes são quase uma instituição, acarinhada ao longo dos anos à custa de muitos couratos e bifanas acabadinhas de assar. No entanto, hoje, correm o risco de desaparecer de Lisboa. A Câmara já não cede licenças para o negócio e tem vindo a deslocar as que resistem para lugares mais sombrios da cidade. Por isso, se quer um prego especial comido em pé, como deve ser, apresse-se, não vão elas desaparecer de vez.


1. Praça de Espanha
Junto ao lugar vazio deixado pelo antigo Teatro Aberto, António Gomes, de 40 anos, serve hambúrgueres, pita shoarma, bifanas, pregos e cachorros, regados a cerveja para muitos e a refrigerantes para outros.
Manuel Antunes, de muita disponibilidade e poucos dentes, conta, num passo trôpego, que esta é "a melhor rulote de Lisboa". "Aqui sinto-me bem, é limpo, muito limpo e ele [António] é um amigo. Venho cá todos os dias." Manuel é empregado de limpeza urbana da câmara e um dos muitos clientes que ali param. 

António Gomes, conhecido por Mané, nem ele sabe porquê, estacionou na Praça de Espanha há 10 anos, vindo directamente do Saldanha, onde as rulotes deixaram de ser bem-vindas. Mas desde 1988 que António faz das sandes um modo de vida, uma herança da sogra, Palmira Andrade Tereso, conhecida como Xepa, figura proeminente da noite lisboeta no que se refere a bifanas e pregos ao ar livre. Pioneira das rulotes, deixou o negócio ao genro e aprendiz, que lhe segue os passos com desvelo de filho. Das 23h às 6h, António enche as barrigas de toda a espécie de clientes, desde taxistas a "malta nova que vem da noite". Mas nem todos vêm pela comida ou pela cerveja: há quem faça da rulote um balcão de bar e dos empregados confidentes fiéis: "Há clientes que vêm cá para desabafar e contar-me os problemas que têm em casa. Sentem-se sozinhos e vêm só para conversar um bocado e beber qualquer coisa."

2. Sete Rios
Protegida pela chuva, mesmo em frente ao Jardim Zoológico, a rulote da Loira concorre com o Pançudo das Bifanas. A loira é quem toma conta do estaminé, onde são servidos hambúrgueres, cachorros e pita shoarma ao som de forró brasileiro. Estacionada na 24 de Julho durante 3 anos, o nome Rulote da Loira pegou e tornou-se oficial. A mudança para Sete Rios não a preocupou, já que "90% dos clientes são brasileiros que vêm cá de propósito comer, porque já conhecem" e ali, debaixo do viaduto, "a chuva não atrapalha".
Para além dos hambúrgueres do costume, há um, para os mais difíceis de satisfazer, capaz de encher o estômago em duas dentadas. Chama-se hamburgão, custa €4 e leva queijo, cebola, alface - e até aí tudo normal - milho, cogumelos, ananás, cenoura e, espante-se, ervilhas. Mas não se preocupe porque tem direito a um garfo, para que nada se perca entre dentadas. 

3. Campo Grande
Aqui existem duas rulotes. Uma vive com problemas de estacionamento e não dá a cara, a outra, anima a clientela com um techno comercial, cortesia da rádio Cidade. Chama-se Snack Fora de Horas Bar e há 15 anos que dá de comer a quem quiser pagar €3,50 por um hambúrguer ou €5 por uma pita shoarma de picanha, especialidade da casa. Para quem a noite - das 22h às 6h - é sempre uma criança, há whisky a €2,50, ginjinha e vinho da Madeira, para lá da cerveja.

Há 15 anos que Casimiro Amorim, de 38, se deita por volta das 8h e dorme o dia todo, até serem horas de abrir a rulote. Andar ao contrário do resto das pessoas não lhe faz confusão e o contacto com a clientela agrada-lhe. Mesmo que os copos a mais exaltem a convivência "nunca ninguém perdeu o respeito."

4. Docas


João Ferreira era empregado de mesa mas um dia decidiu mandar tudo às urtigas, arranjar um sócio e dedicar-se às rulotes. "Gosto da noite e gosto de estar aqui." Aos 59 anos, tem 18 de hambúrgueres, bifanas e afins, servidas todos os dias "faça chuva ou faça sol, feriados e dias santos". Durante a semana vende entremeada e couratos na Av. Gago Coutinho, a uma clientela "de bairro, taxistas e toda a malta que trabalha à noite". Ao fim-de-semana, e desde há dois meses, que estaciona nas Docas, depois de "terem tirado as rulotes da 24 de Julho", diz com uma mágoa mal disfarçada. "A 24 era uma avenida onde havia gente, era movimentada, graças às rulotes, e estava bem guardada. Agora o pessoal não pára, as pessoas têm medo de andar na rua e está tudo vazio." E continua: "As rulotes juntam muita malta e aos bares não prejudica, até ajuda." Fala de avental posto, enquanto corta tiras de carne na chapa, "para ter tudo preparado quando os clientes começarem a chegar". "Se Deus quiser, já não deve demorar muito."

5. Santa Apolónia
De costas viradas para a discoteca mais in de Lisboa, o Lux, a rulote de Santa Apolónia dá comida e bebida aos foliões e oferece uma espécie de consolo aos sem-abrigo que vivem nas imediações.

O dono, António Rego, é homem de poucas palavras e pior ouvido, agravado pela música aos berros saída de uma aparelhagem que já viu melhores dias. Maria, a mulher, vais despachando cervejas e hambúrgueres para um grupo de italianos que não parecem saber porque é que foram parar ali. Das 22h às 6h, todos os dias, desde há 15 anos, António e a mulher mantêm a rulote aberta, um oásis na noite numa zona onde não há mais nada que encha a barriga. E gaba-se: "Há gente que vem de longe só para vir comer aqui."

A clientela é feita dos frequentadores da discoteca e de trabalhadores nocturnos, como polícias, bombeiros e taxistas. E se algum cliente habitual, cujos passos e palavras lhe saem trocados, se lembra de incomodar alguém, António é firme: "Olha lá, tu porta-te bem, ouviste?"

 

Via iOnline



publicado por olhar para o mundo às 09:44 | link do post | comentar | ver comentários (4)

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