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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Um olhar sobre o Mundo

25
Fev10

Sexo e gravidez

olhar para o mundo

Sexo e gravidez

 

Estudo do Hospital de Santa Maria mostra que a sexualidade na gravidez gera muitas dúvidas e que um quarto das mães temeu os efeitos da penetração.

 

Medo de magoar o bebé, receio de um aborto espontâneo e de um parto prematuro, redução do desejo, dor, dificuldades em ter lubrificação ou em atingir o orgasmo foram os problemas mais referidos pelas mães para durante a gravidez terem reduzido o número de relações sexuais. Ainda assim, 39 por cento das mulheres disseram que tiveram relações na semana antes do parto, segundo dados recolhidos por investigadores do Hospital de Santa Maria, em Lisboa. 


O estudo conduzido pela médica Joana Rocha Pauleta, do serviço de Obstetrícia, Ginecologia e Medicina da Reprodução do Hospital de Santa Maria, agora publicado no The Journal of Sexual Medicine, contou com 188 mulheres dos 17 aos 40 anos que deram à luz nesta unidade de saúde e permitiu concluir que 25 por cento das mulheres recearam que a penetração vaginal prejudicasse a gravidez. Três das participantes suspenderam mesmo as relações sexuais até ao momento do nascimento do bebé, apesar de os médicos insistirem que numa gravidez sem riscos as relações sexuais não trazem qualquer problema. 

Joana Rocha Pauleta sublinhou em declarações ao PÚBLICO que, apesar das dificuldades, 89 por cento das mulheres não sentiram necessidade de falar com o médico sobre o problema que estavam a ter. "Em geral as pessoas em Portugal têm muita dificuldade em abordar as dificuldades sexuais e são raras as doentes que vêm ter connosco por iniciativa própria. Há muito trabalho a fazer neste campo", admitiu. A médica contou também que foram bastantes as recusas em participar no estudo anónimo, pelo que "os resultados podem ser ainda mais elevados se partirmos do princípio que as pessoas mais abertas são as que responderam". 

A perda do desejo sexual foi outro dos factores apontados por 25 por cento das mulheres e 42 por cento responderam que se sentiram menos sensuais. No que diz respeito às diferenças por trimestre, o estudo - distribuído em 2008 às mães no dia em que tiveram alta da maternidade - permitiu perceber que foi no terceiro trimestre da gravidez que houve uma maior mudança na actividade sexual, com 55 por cento das mães a dizerem que reduziu. Ainda assim, dez por cento admitiram que tiveram mais relações nesta altura. O primeiro trimestre é aquele em que as mulheres dizem ter tido uma maior actividade (45 por cento), seguido do segundo trimestre (36 por cento). 

O sexologista Abel Santos defendeu que é importante explicar ao casal que a gravidez deve ser encarada com naturalidade, mas insistiu que "forçar a sexualidade é claramente negativo e pode pôr em causa as relações pós-parto", uma altura em que "passa a existir mais um membro da família que requer muita atenção dos pais e muitas noites sem dormir". E acrescentou: "É por estes e outros motivos que o casamento é uma aventura exigente a dois que requer muito empenho e amor para ser bem-sucedido".

 

Via Público

25
Fev10

Musica Portuguesa do dia:Bairro do Oriente - Rui Veloso e Clã

olhar para o mundo

 

Letra

 

Tenho à janela 
uma velha cornucópia 
cheia de alfazema 
e orquídias da Etiópia 

Tenho um transistor ao pé da cama
con sons de harpas e oboés
e cantigas de outras terras
que percorri de lés-a-lés

Tenho uma lamparina
que trouxe das arábias
para te amar à luz do azeite
num kamasutra de noites sábias

Tenho junto ao psyché
um grande cachimbo d'água
que sentados num canapé
fumámos ao cair da mágoa

Tenho um astrolábio
que me deram beduínos
para medir no firmamento
os teus olhos astralinos

Vem, vem à minha casa 
rebolar na cama e no jardim 
acender a ignomínia 
e a má língua do código pasquim 
que nos condena numa alínea 
a ter sexo querubim

25
Fev10

Madeira:Oxalá que nunca se diga que sou profeta

olhar para o mundo

 Deixo aqui um texto escrito por Cecílio Gomes da Silva no “Diário de Notícias” da Madeira. Engenheiro silvicultor. Madeirense. Não foi escrita agora esta premonição. Foi escrita a 13 de Janeiro de 1985, já lá vão 25 anos. Não resulta de nenhuma revelação, mas do conhecimento técnico de quem o escreve.

 

Daniel Oliveira 

 

“Eu tive um sonho”
Cecílio Gomes da Silva

“Traumatizado pelo estado de desertificação das serras do interior da Ilha da
Madeira, muito especialmente da região a Norte do Funchal e que constitui as
bacias hidrográficas das três ribeiras que confluem para o Funchal,
dando-lhe aquela fisiografia de perfeito anfiteatro, aliado a recordações da
infância passada junto à margem de uma das mais torrenciais dessas ribeiras
- a de Santa Luzia – o mundo dos meus sonhos é frequentemente tomado por
pesadelos sempre ligados às enxurradas invernais e infernais dessa ribeira.
Tive um sonho.

Continuar a ler no link em baixo


Adormecendo ao som do vento e da chuva fustigando o arvoredo do exemplar
Bairro dos Olivais Sul onde resido, subia a escadaria do Pico das Pedras,
sobranceiro ao Funchal. Nuvens negras apareceram a Sudoeste da cidade,
fazendo desaparecer o largo e profundo horizonte, ligando o mar ao céu.
Acompanhavam-me dois dos meus irmãos – memórias do tempo da Juventude – em
que nós, depois do almoço, íamos a pé, subindo a Ribeira de Santa Luzia e
trepando até à Alegria por alturas da Fundoa, até ao Pico das Pedras,
Esteias e Pico Escalvado. Mas no sonho, a meio da escadaria de lascas de
pedra, o vento fez-nos parar, obrigando-nos a agarrarmo-nos a uns pinheiros
que ladeavam a pequena levada que corria ao lado da escadaria. Lembro-me que
corria água em supetões, devido ao grande declive, como nesses velhos
tempos. De repente, tudo escureceu. Cordas de água desabaram sobre toda a
paisagem que desaparecia rapidamente à nossa volta. O tempo passava e um
ruído ensurdecedor, semelhante a uma trovoada, enchia todo o espaço. Quanto
durou, é difícil calcular em sonhos. Repentinamente, como começou, tudo
parou; as nuvens dissiparam-se, o vento amainou e a luz voltou. Só o ruído
continuava cada vez mais cavo e assustador. Olhei para o Sul e qualquer
coisa de terrível, dantesco e caótico se me deparou. A Ribeira de Santa
Luzia, a Ribeira de S. João e a Ribeira de João Gomes eram três grandes
rios, monstruosamente caudalosos e arrasadores. De onde me encontrava via-os
transformarem-se numa só torrente de lama, pedras e detritos de toda a
ordem. A Ribeira de Santa Luzia, bloqueada por alturas da Ponte Nova – um
elevado monturo de pedras, plantas, arames e toda a ordem de entulho fez de
tampão ao reduzido canal formado pelas muralhas da Rua 31 de Janeiro e da
Rua 5 de Outubro – galgou para um e outro lado em ondas alterosas vermelho
acastanhadas, arrasando todos os quarteirões entre a Rua dos Ferreiros na
margem direita e a Rua das Hortas na margem esquerda. As águas
efervescentes, engrossando cada vez mais em montanhas de vagas espessas,
tudo cobriram até à Sé – único edifício de pé. Toda a velha baixa tinha
desaparecido debaixo de um fervedouro de água e lama. A Ribeira de João
Gomes quase não saiu do seu leito até alturas do Campo da Barca; aí, porém,
chocando com as águas vindas da Ribeira de Santa Luzia, soltou pela margem
esquerda formando um vasto leito que ia desaguar no Campo Almirante Reis
junto ao Forte de S. Tiago. A Ribeira de S. João, interrompida por alturas
da Cabouqueira fez da Rua da Carreira o seu novo leito que, transbordando,
tudo arrasou até à Avenida Arriaga. Um tumultuoso lençol espumante de lama
ia dos pés do Infante D. Henrique à muralha do Forte de S. Tiago. O mar em
fúria disputava a terra com as ribeiras. Recordo-me de ver três ilhas no
meio daquele turbilhão imenso: o Palácio de S. Lourenço, A torre da Sé e a
fortaleza de S. Tiago. Tudo o mais tinha desaparecido – só água lamacenta em
turbilhões devastadores.

Acordei encharcado. Não era água, mas suor. Não consegui voltar a adormecer.
Acordado o resto da noite por tremenda insónia, resolvi arborizar toda a
serra que forma as bacias dessas ribeiras. Continuei a sonhar, desta vez
acordado. Quase materializei a imaginação; via-me por aquelas chapas nuas e
erosionadas, com batalhões de homens, mulheres e máquinas, semeando urze e
louro, plantando castanheiros, nogueiras, pau-branco e vinháticos;
corrigindo as barrocas com pequenas barragens de correcção torrencial,
canalizando talvegues, desobstruindo canais. E vi a serra verdejante; a água
cristalina deslizar lentamente pelos relvados, saltitando pelos córregos
enchendo levadas. Voltei a ouvir os cantares dolentes dos regantes pelos
socalcos ubérrimos das vertentes. Foram dois sonhos. Nenhum deles era real;
felizmente para o primeiro; infelizmente para o segundo.

Oxalá que nunca se diga que sou profeta. Mas as condições para a
concretização do pesadelo existem em grau mais do que suficiente.

Os grandes aluviões são cíclicos na Madeira. Basta lembrar o da Ribeira da
Madalena e mais recentemente o da Ribeira de Machico. Aqui, porém, já não é
uma ribeira, mas três, qualquer delas com bacias hidrográficas mais amplas e
totalmente desarborizadas. Os canais de dejecção praticamente não existem
nestas ribeiras e os cones de dejecção etão a níveis mais elevados do que a
baixa da cidade. As margens estão obstruídas por vegetação e nalguns troços
estão cobertas por arames e trepadeiras. Agradável à vista mas preocupante
se as águas as atingirem. Estão criadas todas as condições, a montante e a
jusante para uma tragédia de dimensões imprevisíveis (só em sonhos).

Não sei como me classificaria Freud se ouvisse este sonho. Apenas posso
afirmar sem necessidade de demonstrações matemáticas que 1 mais 1 são 2, com
ou sem computador. O que me deprime, porém, é pensar que o segundo sonho é
menos provável de acontecer do que o primeiro.”
Dei o alarme – pensem nele”

Via Arrastão

 

24
Fev10

O sexo oral e o tabaco

olhar para o mundo

Fumar é ser escravo do tabaco

 

 Uma nova campanha antitabaco está a causar polémica em França. Sob o lema Fumar é ser escravo do tabaco”, a campanha mostra a imagem de um jovem a simular sexo oral forçado, com um cigarro na boca e com a mão de um adulto na cabeça.

A campanha não foi promovida pelo governo mas sim pela associação Direitos dos Não Fumadores (DNF). As imagens foram imediatamente criticadas por associações de defesa da família e organizações feministas, que consideram ridículo e escandaloso vincular o tabaco ao sexo.
Ao jornal “Le Parisien”, uma das fundadoras do Movimento de Libertação da Mulher, Antoinette Fouque, ironiza: “Que eu saiba, praticar sexo oral não provoca cancro.”
A DNF defende-se garantindo que a única mensagem que pretendia transmitir é que fumar é uma submissão e que o facto de recorrerem a imagens sexuais serve para chamar a atenção dos mais jovens.
número de fumadores em França aumentou 2,6% em 2009.
 
 

24
Fev10

Música Portuguesa do dia:Entre o silêncio e a vertigem - Nuno Norte

olhar para o mundo

 

 

Letra

 

Sim esta é a minha rua

a minha sala, o meu quarto, o meu colchão
em vez de janelas há estrelas
e o tapete o passeio, as pedras do chão
o candeeiro a luz da lua
o cobertor caixas forradas de papel
em vez de vontade o cansaço
em vez de um beijo o vento a rasgar-me na pele
Talvez um dia possa ser
tudo o que o meu sonho quiser
e assim chegue ao pé de ti
talvez um dia possa ser
talvez um dia possa querer
acordar-me a mim
Sim esta é a minha vida
dois braços baixos aí estendidos no chão
entre o silêncio e a vertigem
sorriso gasto sem calor no coração
o sol não nasce, apenas passa
o tempo cai sem nada desenhar no céu
arrasto pegadas na alma
olho pra trás e vejo não há nada meu

24
Fev10

Lisboa, saiba quais os restaurantes que estão em Saldo

olhar para o mundo

Restaurantes em Saldo em Lisboa

 

A 3ª edição da Lisboa Restaurant Week, a semana de saldos nos restaurantes de luxo- e de outros que, embora não tão conceituados, se adaptam às carteiras mais recheadas ? começa amanhã. São 42 restaurantes que aderiram à iniciativa de criar um menu (com entrada, prato principal e sobremesa) por 20 euros.

Convém reservar mesa com antecedência porque, à semelhança das edições anteriores, os lugares esgotam em poucos dias.

Restaurantes participantes:

1. Ad Lib

2. Alecrim às Flores

3. Associação Naval de Lisboa

4. Brasserie Flo Lisboa

5. Bubbly

6. Casa da Comida

7. Clara Jardim Restaurante

8. Coffee Shop do Real

9. Coisas de Comer

10. Conventual

11. Cop'3

12. Eleven

13. Faz Figura

14. Flores

15. Fontana Park Hotel- Restaurante Bonsai

16. Fontana Park Hotel- Saldanha Mar

17. Gemelli

18. Guarda Real- Hotéis Real Portugal

19. Il Gattopardo

20. Kais

21. L'Appart

22. Lapa

23. Mezzaluna

24. Momento Gourmet

25. Olivier Café

26. Panorama- Sheraton Lisbon Hotel

27. Petra Rio

28. Pratus

29. Quinta dos Frades by Chakall

30. Restaurante Aviz

31. Restaurante El Corte Inglés

32. Sessenta

33. Sofisticato

34. Spot Lx

35. Spot São Luiz

36. Suite- Food and Dance

37. Tágide

38. Terraço

39. Varanda

40. Varanda de Lisboa

41. Vela Latina

42. XL

23
Fev10

Sexo no museu

olhar para o mundo

Sexo na galeria de arte

 

 VIENA - Uma renomada galeria de arte contemporânea austríaca está encorajando seus visitantes a confrontarem sua inibição sexual. Tudo em nome da arte! Para ver um trabalho de Gustav Klimt, quem vai a Secession, no centro de Viena, é obrigado a cruzar um clube de suingue chamado Element6, incorporado recentemente à galeria como parte de um projeto do artista suíço Christoph Buechel.

Os frequentadores do clube de suingue não estão lá durante o dia, mas as fotos eróticas, os colchões o bar etc estão lá, à vista de qualquer visitante da galeria de arte.

O porta-voz da Secession, Urte Schmitt-Ulms, disse que a proposta de Buechel é incitar novamente o escândalo que Klimt causou quando a obra ''Beethoven Frieze'' foi primeiramente exibida, em 1902.

Atualmente considerada uma das grandes obras do pintor austríaco, ela foi considerada obscena e pornográfica devido à maneira como os corpos das mulheres foram pintados.

Uma parte do mural mostra três mulheres praticamente nuas: uma delas tem grandes seios e parece estar grávida e outras duas têm apenas os cachos cobrindo seus corpos. Outra parte revela figuras míticas nuas.

O clube de suingue só abre à noite, depois que a galeria já fechou, mas durante o dia os visitantes acima de 18 anos podem andar pelas suas dependências. A passagem por ali dá ao porão, onde está a obra de Klimt. À noite, a sala onde está o mural fica fechada por razões de segurança.

Vista do clube Element6, por onde passam os visitantes acima de 18 anos para ver obra de Klimt/ Foto: AP

Buechel não quis comentar seu projeto, mas o clube, que normalmente fica localizado em outra parte da cidade, disse que sua participação "quer dar ao máximo de pessoas a oportunidade de superar suas inibições".

- Com esta exibição na Secession, cada indivíduo pode testar novas dimensões para a sua sexualidade - declarou o clube, por meio de um comunicado.

Gerald Adler, da britânica Escola de Arquitetura de Kent, visitou o local recentemente e disse que se Buechel realmente queria criar polêmica deveria ter escolhido outro local para seu projeto, como a catedral de St. Stephen.

- Ele está fazendo isso justamente num lugar de arte avant-garde, então, perde o efeito - opinou.

O projeto fica na galeria até 18 de abril.

 

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