Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Sexo e chantagens na televisão

 

Nos bastidores da CBS NewsRobert Joel Halderman era um produtor apreciado e respeitado, famoso não só por andar sempre à procura de acção, mas também por correr riscos.


Contudo, nenhuma das suas anteriores experiências na cobertura de guerras, de tiroteios em escolas e noutras situações afins contribuiu para que Halderman detectasse algum indício de que ele próprio iria tornar-se a figura central de uma história de crime que parecia encaixar-se no seu programa daCBS, "48 Hours Mystery". 

Em entrevistas, amigos e colegas de Halderman afirmaram ter ficado siderados quando, na semana passada, tiveram conhecimento da sua detenção, à porta dos escritórios da CBS, acusado de tentar chantagear David Letterman em dois milhões de dólares [1,3 milhões de euros]. O caso levou Letterman a admitir, no seu programa televisivo "Late Show with David Letterman", ter mantido relações sexuais com várias mulheres da equipa do programa, antes que um alegado chantageador o fizesse.

"Disse à minha mãe que isto era como se ela tivesse acordado, um dia, e descoberto que eu tinha sido presa por uma situação destas", diz Marcy McGinnis, que foi chefe de Halderman durante muitos anos da década de 1990, na altura em que chefiava a delegação da CBS em Londres.

Stephanie Birkitt, elemento de longa data do staff de Letterman, também viveu algum tempo com Halderman. Segundo um porta-voz da empresa de produção de Letterman, a Worldwide Pants, Stephanie Birkitt está com licença remunerada. Halderman vai ficar suspenso enquanto decorre o processo legal da CBS, se bem que esteja a receber o ordenado.

A CBS, que tem mantido um apertado controlo sobre todos os comentários relativos ao caso, desmentiu a informação colocada segunda-feira, dia 5 de Outubro, no site Am Law Daily, segundo a qual Halderman estaria a ser alvo de uma investigação interna. A cadeia alega não ter dado início a qualquer investigação independente, estando apenas a cooperar com as autoridades.

Um "namoradeiro" Os colegas da CBS descrevem Halderman, que tratam por Joe, como um indivíduo com uma grande personalidade, com propensão para viajar para as regiões do mundo onde a situação está mais perigosa, como a Bósnia ou a Somália.

"O Joe foi a todos os sítios horríveis que existem", conta Marcy McGinnis. Recorda--se de ele lhe ter dito, depois de ouvirem a notícia da morte de 16 crianças numa escola na Escócia, em 1996: "Deixa-me só ir preparar a mala e vou já para lá."

Inquirido sobre a acusação que lhe é feita de estar a tentar denegrir a reputação de Letterman, o advogado Gerald Shargel respondeu: "Isto não é um jogo. O meu cliente enfrenta uma pena de 15 anos de cadeia. Se Letterman ficar com a reputação enlameada, paciência."

Comentadores jurídicos afirmaram que a defesa vai ter dificuldade em arranjar um juiz que aceite pormenores sobre o comportamento de Letterman. Shargel declarou que ninguém da acusação propôs um acordo: "Quando acontecer, veremos."

Um porta-voz de Letterman recusou-se a comentar as afirmações de Shargel. Os pagamentos da fiança são prova de outra observação que vários colegas de Halderman fizeram: encontrava-se com problemas financeiros, em parte por causa das consequências de um divórcio, nomeadamente o pagamento de pensão de alimentos.

Um antigo colega da CBS referiu que o caso não é de surpreender, uma vez que envolve dinheiro e sexo. "Ele sempre viveu no limite", disse o colega, que pediu para permanecer anónimo devido às restrições impostas pela CBS. "Tem tido uma vida amorosa muito inconstante."

Outros colegas afirmam que Halderman era famoso por ter um grande à-vontade com as mulheres, apesar de Marcy McGinnis, que sempre o considerou "um namoradeiro", afirmar nunca ter testemunhado qualquer comportamento menos próprio. "É óbvio que eu era a chefe dele, mas a verdade é que ele nunca teve liberdades comigo."

Tom Fenton, antigo correspondente da CBS News que fez várias viagens pelo estrangeiro tendo Halderman como seu produtor, confessou ter ficado "absolutamente abismado" com as acusações.

"É como se tivesse sido atingido por um raio", disse Fenton.

Com Alison Cowan e Brian Stelter

Exclusivo i/The New York Times

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 20:04 | link do post | comentar

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