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Um olhar sobre o Mundo

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Um olhar sobre o Mundo

01
Set09

A inveja vai ajudar a poupar energia

olhar para o mundo

 

A inveja e a cusquice ao serviço de um mundo melhor

Imagine que vai de férias e fica hospedado num hotel. No toalheiro da casa de banho, um aviso: "A maioria dos hóspedes deste quarto reutilizou a toalha pelo menos uma vez durante a estadia". O que é que você faz? De acordo com um estudo da Universidade do Arizona, a resposta é simples: tenta igualar a marca, ou ultrapassá-la. "A um nível básico, trata-se de um reconhecimento de sobrevivência: estas são as pessoas que são mais parecidas comigo - partilhamos as mesmas cirscunstâncias", explica Robert Cialdini, da universidade norte-americana. 


Um estudo realizado por aquela universidade, e organizado por um dos primeiros psicólogos sociais do mundo, defende que a reacção é um exemplo de "prova social". "As decisões dos outros, próximos de nós, têm impacto nas nossas próprias decisões, involuntariamente e sem darmos conta", analisa Cialdini à revista "The Atlantic". 

O investigador analisou o comportamento dos hóspedes de vários hotéis de Phoenix face aos avisos nas casas-de- -banho para investigar os efeitos que cada um teria junto dos clientes em termos ecológicos. Entre as mensagens de incentivo à reutilização das toalhas de banho estavam: "faça-o pelo ambiente", "junte-se ao hotel e seja nosso parceiro nesta causa" (12% menos eficaz do que o primeiro). Resultado revelador é o do aviso "a maioria reutilizou toalhas pelo menos uma vez durante a estadia" que provocou um aumento de 30% na reutilização de toalhas nos hotéis. O investigador norte-americano diz que este tipo de comportamento é praticamente involuntário, comparando-o ao impulso dos pássaros à procura do bando, ou de abelhas em busca de enxame. "É um institinto primitivo", sublinha.

Toalhas e energia Depois de no primeiro estudo ter concluído que a maioria das pessoas toma como exemplo o comportamento de terceiros como guia de acção face ao ambiente, Robert Cialdinio decidiu ir mais além. Agora, quer aplicar a mesma fórmula e perceber se o facto de uma pessoa conhecer o consumo energético dos vizinhos pode ajudá-la a diminuir ou racionar o seu próprio consumo energético. Através da Positive Energy, empresa criada para esta pesquisa pelo líder da investigação, foram enviadas duas cartas diferentes a dois grupos de moradores de bairros de Sacramento. 

Alguns moradores receberam um envelope com boas notícias (você usou este mês menos 58% de energia que os seus vizinhos) e outros, cartas com notícias menos boas (você gastou mais 38% de electricidade do que os seus vizinhos no último ano, o que fez aumentar as suas contas em cerca de 600 euros). Os resultados foram evidentes: no decorrer de 2008, o consumo energético de todos os destinatários diminuiu 2%, o que, "energeticamente" falando, é uma queda muito relevante. Na primeira amostra do estudo - 35 mil casas - os resultados representam um corte total de energia em 700 lares. No final de 2009, a empresa prevê entregar os relatórios a um milhão de clientes, divididos pelos estados da Califórnia, Washington, Minnesota, Illinois e Nova Iorque. 

Pensar e agir Escolher lâmpadas mais económicas, com menor consumo energético ou aliciar os consumidores a optarem por tarifários bi-horários, com vantagens em termos de preços - foram já várias as tácticas utilizadas para fazer aumentar as preocupações ambientais dos consumidores no que diz respeito ao consumo energético. 

Mas os investigadores dizem que o mais difícil não é convencer; é levar o consumidor a agir. "A prova social é uma das maneiras mais efectivas de conseguir mudar hábitos", defende Val Jensen, coordenador dos programas de eficiência energética de Chicago. Robert Cialdi espera que os resultados sejam também aplicados na questão da água. Por isso, o segredo é mesmo dar o exemplo.

 

Via ionline

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