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Um olhar sobre o Mundo

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26
Jul09

Casamentos sem sexo..a chama apaga-se mesmo?

olhar para o mundo

Casamento sem sexo

 

As suas palavras são roucas, como se se recusassem a sair cá para fora. Uma lágrima teima em repousar no canto do olho, não seca nem chega a descer pela face. Sara, chamemos-lhe assim, raras vezes falou do segredo com que se habituou a viver há mais de oito anos. Esta é uma história verídica, feita de silêncios, que obrigam a que os nomes sejam fictícios. Sara e Jorge são um casal perfeitamente normal. Casados, dois filhos, carreiras de sucesso, boa casa, saudáveis, bonitos - uma vida feliz. Mas este casal, como tantos outros, tem afinal na intimidade um pormenor que os distingue. "Não fazemos amor há mais de seis meses. Não sei bem porquê, simplesmente não nos apetece", confessa Sara. Uma situação que não se reduz aos últimos tempos. Na verdade, há vários anos que Sara e Jorge se entendem em todos os aspectos menos na cama. "Repare, nós damo-nos bem, gostamos um do outro, não estamos zangados ou à beira do divórcio. Só que não temos apetite para o sexo."

A que se deve esta situação que se arrasta há tanto tempo? Sara dá as respostas convencionais: o trabalho, os filhos, a falta de tempo, o cansaço apagam o desejo. "E depois é uma bola de neve: quanto menos se faz, menos apetece fazer. Acho que perdi o jeito, estou gorda e feia, sei lá... E ele também não me procura, por isso deixo-me estar assim", conta. "Quando me deito na cama, a minha principal preocupação é evitar qualquer contacto físico. Um pequeno toque com o pé, uma mão nas costas, qualquer coisa destas pode ser lida como uma sedução, e isso é tudo o que eu menos quero." Mas, bem vistas as coisas, o problema parece ser mais fundo. "A verdade é que o sexo nunca foi fantástico entre nós. Desde sempre, mesmo enquanto namorávamos, parece que não encaixávamos bem, nunca foi uma loucura." Ambos tiveram vidas sexuais com outros parceiros, pelo menos Sara ficara plenamente satisfeita nas suas anteriores relações. "E ele também, acho eu", adivinha. Adivinha, porque na verdade foram poucas as vezes que ambos se sentaram para falar sobre este assunto. Nunca procuraram ajuda nem nunca se empenharam verdadeiramente em mudar a situação. "Prefiro não falar do assunto. Habituei-me a viver assim. Acho que não preciso de sexo, e ele pelos vistos também não." As coisas deterioraram-se de tal forma que, nos últimos tempos, só têm relações duas ou três vezes por ano.

Um número baixo quando comparado com a esmagadora maioria dos portugueses, que, embora não façam sexo todos os dias, fazem-no várias vezes por semana. Quem o revela é o estudo "Episex dos Portugueses", coordenado por Nuno Monteiro Pereira, feito para avaliar as disfunções sexuais dos cidadãos nacionais residentes em Portugal Continental. Nesse estudo fica-se a saber que cerca de 50% dos portugueses praticam sexo pelo menos duas vezes por semana, enquanto 27% o fazem três ou quatro vezes no mesmo período.

 

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