Quinta-feira, 31.03.11
Mad Men vai regressar para quinta temporada
 
A série Mad Men vai regressar para uma quinta temporada no ano que vem. Segundo a AMC, a cadeia televisiva que transmite a série nos Estados Unidos, explicou que o atraso se deve a uma discórdia com o criador, Matthew Weinwe, sobre a hora da estreia televisiva.

Porém, tendo em conta o sucesso da série, a AMC ofereceu a Weinwe um contrato de mais três temporadas no valor de 30 milhões de dólares.

Por seu lado, o criador do programa, não está de acordo com algumas das propostas da cadeia sobretudo a ideia de reduzir o tempo de cada episódio em dois minutos para juntar publicidade. Weiner defende que isto fará da série de publicitário dos anos 60 um espectáculo «totalmente diferente».

Os fãs da série já inundaram as redes sociais com queixas sobre o atraso no regresso da série.

 

Via Sol



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Quarta-feira, 23.03.11

 

consumo de droga alterou-lhes não só o rosto mas também a vida. Muitos acabaram por morrer. Conheça aqui algumas das caras levadas às escolas norte-americanas num programa de prevenção à toxicodependência.

Às vezes, é uma questão de anos. Noutros casos, acontece em poucos meses. Rostos comuns transformam-se totalmente, num sinal demasiado visível da destruição levada a cabo pela entrada no mundo da toxicodependência.

Estas profundas alterações corporais não passaram despercebidas a King Bret, oficial da polícia do condado de Multnomah, no estado norte-americano de Oregon. Depois de anos a entrevistar toxicodependentes acabados de ser detidos, o agente foi arquivando as suas fotos e observando as drásticas transformações na sua aparência.

Há seis anos criou o projeto "Faces of Meth ", baseado em fotografias de dependentes de metanfetaminas, para alertar os adolescentes de mais de 500 escolas sobre os perigos do consumo de droga. O "programa educacional" ganhou forma e o impacto gerado levou à criação do projeto "From Drugs to Mugs ", um documentário agora com imagens de consumidores das mais diversas drogas, desde a heroína, à marijuana, cocaína e álcool 

"Não se trata de usar o medo como ferramenta educacional. Todos sabemos que os adolescentes ligam muito à sua aparência e estas imagens são uma forma positiva de os chocar", explicou Bret King ao Expresso. "Muitos ficam em silêncio, introspetivos. Outros dizem-me: 'Nunca mais volto a usar drogas. Não quero acabar assim'".

Impacto que as pessoas retratadas não têm capacidade para sentir: "Quando lhes mostro as fotos eles não estão a ver nada de novo. Sabem perfeitamente o que a droga lhes faz, mas estão num estado tão alterado que o que menos lhes interessa é a sua imagem corporal".

Muitos dos rostos destas fotos "acabaram por morrer", conta Bret King. Os que sobreviveram, ou estão presos ou em recuperação. "Recuperação essa que é um processo para toda a vida", remata Bret King. 

 

Via Expresso



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Sábado, 26.02.11

A Tv que temos

 

Via HenriCartoon



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Quarta-feira, 19.01.11

A seguir a Mourinho e a Cristiano Ronaldo, o "emplastro" é provavelmente um dos portugueses com maior destaque a nível internacional neste preciso momento. Não acreditam? Hilariante o vídeo

A carreira de "emplastro" já vai longa dentro de portas mas só agora chegou a internacionalização. Depois de anos a aquecer a nuca de variadíssimos repórteres de exteriores portugueses alguém dos media britânicos reparou nesta caricata figura e na forma abnegada como se dedica à profissão: massacrar jornalistas até à exaustão.

Não é fácil estar em todo o lado ao mesmo tempo. E provavelmente a seguir a Deus Nosso Senhor o "emplastro" português será a figura com maior capacidade a este nível. Um verdadeiro dom da ubiquidade permite-lhe andar à solta nos Aliados, em Lisboa junto ao Cais do Sodré e em Madrid a lamber o pescoço ao Nuno Luz, tudo isto enquanto derrete uma sandes de leitão com os Superdragões na área de serviço da Mealhada. Acho que já cheguei a ver emissões em direto de diferentes estações de televisão a mostrarem em grande plano o "emplastro" em locais distanciados por centenas de quilómetros.

Sempre que há algo que seja digno de reportagem futebolística, seja onde e a que horas for, ele está presente. Podem não estar jornalistas, mas o "emplastro"está de pedra e cal em cima do acontecimento. Neste aspecto podemos dizer que o "emplastro" está para o futebol como o primeiro-ministro José Sócrates está para as energias renováveis. Sempre a querer aparecer.

Até já deve haver estações de televisão que optam por telefonar ao "emplastro" diariamente, porque onde ele estiver há certamente maior probabilidade de estar a notícia do dia. Parabéns ao "emplastro". Fica o vídeo.

 

 

 

Via 100 Reféns

 



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Sábado, 27.11.10

Bruce lee

 

Bruce Lee é como Elvis Presley: não é preciso ter vivido no tempo dele para saber quem é ou o que fez. Atravessa gerações sem T-shirt, de braços em posição de combate e abdominais definidos. Se hoje fosse vivo, o mestre das artes marciais completaria 70 anos e com certeza, continuaria a dar que falar. 

Lee Jun Fan, Sai Feng, Lee Siu Long ou Li Xiao Long, ou, simplesmente, Bruce Lee, nasceu em São Francisco, na Califórnia. O quarto filho de cinco irmãos regressou para Hong Kong com apenas 3 meses, onde passou a infância e a adolescência. 

As artes marciais fizeram desde logo parte da sua vida. Aprendeu várias modalidades como o Tai Chie, mais tarde, o Wing Chun. Em 1959 Lee envolveu-se num combate mítico com um filho dasTríades - uma temida organização criminosa. Foi aí que, Lee Hoi Chuen, o pai de Bruce, decidiu que o filho devia mudar de ambiente e rumar aos Estados Unidos.

Em 61 entrou na Universidade de Washington onde se formaria em filosofia. Durante a vida académica conheceu a mulher com quem se viria a casar e ter dois filhos, Linda Emery. 

Fundou uma modalidade e uma escola de artes marciais mas foi na televisão e no cinema que Lee ganhou visibilidade além-fronteiras. Tudo começou entre 1966 e 1967 quando interpretou "Kato", parceiro de um herói na série televisiva "O Besouro Verde". 

Foi em 1971, com "O Dragão Chinês" de Raymond Chow, que alcançou o sucesso no continente asiático. O mesmo aconteceu com a sequela "A Fúria do Dragão", que ultrapassou recordes de bilheteira do filme anterior. No ano seguinte saiu "O Voo do Dragão", fita escrita, dirigida e protagonizada por Lee. Neste filme o lutador fica frente a frente a Chuck Norris, num combate que ficou para a história.

"Operação Dragão" (1973) foi o último filme de Bruce que alargou a sua fama à Europa e aos Estados Unidos. O actor morreu pouco depois da estreia. Bruce Lee, 33 anos, terá sido vítima de um edema cerebral, apesar de nunca terem ficado esclarecidas as causas da sua morte. Um dos seus filhos, Brandon Lee teve um destino igualmente trágico. Com 28 anos o actor morreu em plena rodagem do filme "O Corvo", alvejado por um arma que estava carregada por engano.

Do famoso lutador fizeram-se documentários, entrevistas e escreveram-se livros. Bruce acreditava que a luta era uma forma do homem se entender e expressar através do corpo.

Se o lutador é amplamente conhecido pelos talentos físicos, poucos devem saber que também tinha um lado intelectual. Além de ser licenciado em filosofia, também estudou teatro e psicologia.


Possível filmografia que Bruce Lee não fez:

O Momento da Verdade (1984)

Na verdade o papel de Mr. Miyagi foi feito para Bruce Lee. Ele é o mestre ideal para dar os melhores ensinamentos. Desde apanhar moscas com pauzinhos a limpar vidros de carros com movimentos circulares. Sem esquecer: "Esfrega para a direita, esfrega para a esquerda"

Clube de Combate (1999)

Quem viu este filme sabe que Brad Pitt fica estupidamente fantástico entre gotas de suor e manchas de sangue. Mas o Bruce teria estado à altura do desafio. Num filme em que é necessário andar metade do tempo sem T-shirt, ele seria a primeiríssima escolha. Conhecido pelos seus abdominais de ferro, faria frente a qualquer Pitt.

O Tigre e o Dragão (2000)

Pontapés, golpes e saltos que desafiam a gravidade são para Bruce. Era só ensiná-lo a manusear objectos cortantes e tomaria o lugar de Chow Yun-fat enquanto um chinês pisca o olho.

O Último Samurai (2003)

Antes de tudo temos de admitir: o Tom Cruise não tem altura nem estofo para entrar na pele de um Samurai – não desprezando as aptidões de interpretação do senhor que nem são nada más. Quem, melhor que Bruce Lee poderia interpretar um homem em busca do seu herói interior? Uma história de luta, acção e honra de guerreiro, com certeza que teria contado com o grande Lee.

Million Dollar Baby – Sonhos Vencidos (2004)

Não fosse o Bruce ter morrido em tão tenra idade, teria tomado o papel de Eastwood neste filme. Tinha todos os requisitos: o mestre das artes marciais tem ar de durão mas, lá fundo, é um coração mole.

 

Via Ionline



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Sábado, 06.11.10

Onde ver o Benfica Porto?

 

Esta lista só existe porque um dia alguém decidiu que era boa ideia ter um canal que só passasse bola - e que uma assinatura desse canal custaria quase o mesmo que os outros 40 todos juntos. Começou a ser difícil ver um jogo em casa, com uma cerveja na mão e a família a pedir para mudar de canal.

Assistir ao jogo na televisão deixou de ser uma coisa que qualquer pessoa com uma antena no telhado pode fazer. Os jogos estão agora ao nível do chão, em salas de luzes brancas decoradas com aquários cheios de sapateiras com tenazes presas por elásticos: as cervejarias. Elencámos dez, entre Lisboa e Porto, para ajudar o leitor a decidir o melhor lugar para ver o Benfica-Porto e para utilizar o verbo "elencar" na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito. 

Uns mais caros que outros, mais confortáveis que outros. Apenas uma garantia: não vai faltar cerveja de pressão, tirada com aquela precisão de um samurai - dois dedos de espuma - e salgados para fintar a fome. Nenhum dos lugares é directamente conotado com nenhum clube, mas a distinção geográfica Lisboa-Porto deve ser suficiente para saber onde vão estar benfiquistas e portistas.

 

1. British Bar

As histórias deste bar no Cais do Sodré, Lisboa, são suficientes para encher esta página ? e o que fica de fora pode vir a dar um livro ou documentário. Um dos mais antigos e emblemáticos bares de Lisboa, o British Bar, tem a maior carta de cervejas da capital (loiras, pretas ou ruivas, sobretudo belgas) e uma televisão discreta sempre sintonizada nos canais que interessam. Há salgados e o mítico ovo cozido em cima de um monte de sal. Rua Bernardino Costa, 52, Cais do Sodré, Lisboa. Tel. 213 422 367

 

2. Grupo Excursionista "Vai Tu"

Na sala de convívio deste grupo excursionista a intensidade com que se vive o futebol é inversamente proporcional ao preço da cerveja. Tem uma televisão grande, área de fumadores (é mesmo uma área, expressa em metros quadrados, sem separação física) e um benfiquista lendário que, quando a sua equipa ganha e o árbitro faz ?bem? o seu trabalho, ofende o realizador da transmissão televisiva: ?Este plano é uma merda, não se vê nada.? Rua da Bica de Duarte Belo, 6 - 8, Lisboa. Tel. 213 460 848

 

3. Barraquinha da Praia da Granja

A Barraquinha da Praia da Granja, em Vila Nova de Gaia, tem uma vantagem óbvia. Como fica em cima do areal, o derrotado da noite pode sempre dar um passeio a pé junto ao mar para afogar (apenas) as mágoas. Dispõe de um ecrã gigante e serviço de snack bar. A paisagem é excelente, o estacionamento é abundante e fica longe dos tradicionais aglomerados de adeptos. Esplanada Fernando Ermida, Granja, Vila Nova de Gaia

 

4. Maracanã

Um clássico das cervejarias lisboetas, o Maracanã é célebre pelos mariscos, petiscos e uma esplanada à beira da Avenida Fontes Pereira de Melo na qual beber um café à tarde é quase um desporto radical. Lá dentro há uma televisão grande que, aos dias de semana, serve para passar as letras do menos concorrido karaoke da capital. Felizmente, a comida e bebida estão vários furos acima dos cantores amadores que insistem em guinchar o reportório de Céline Dion. Rua Pinheiro Chagas, 1, Saldanha, Lisboa. Tel. 213 526 934

 

5. República da Cerveja

Diz-se, e com toda a propriedade, que a melhor vista do Porto se tem a partir de Gaia. Daí que a República da Cerveja, no Cais de Gaia, seja um regalo para a vista. Não faltam televisores para dar uma espreitadela ao clássico. Para os mais nervosos é sempre possível vir cá fora fumar um cigarro e deliciar-se com o postal ao vivo que constitui o centro histórico do Porto. Bifes, francesinhas e muita cerveja são presença obrigatória em qualquer menu. Avenida Ramos Pinto Loja 170, Cais de Gaia, Vila Nova de Gaia Tel. 223 747 400

 

6. Tonga- Restaurante Tasca

Pode uma tasca ser moderna? À partida, não. Mas nos últimos anos o nome tornou-se cool e pode ir-se jantar a uma tasca, como o Tonga, sem pensar em salgados ensopados em óleo e o mata-mosca Cri-Cri a servir de iluminação estroboscópica de cada vez que cai um insecto. Situado em Benfica, o Tonga tem ecrãs de plasma grandes, comida tradicional portuguesa em versões modernizadas (petiscos chamam-se agora tapas) e uma considerável reserva de cerveja. Avenida do Uruguai, 26A, Benfica, Lisboa. Tel. 214 051 351

7. Lizarran

O ambiente é assim como que a atirar para o espanhol. Tapas, cañas ou cidra são algumas especialidades da casa, que tem como originalidade fazer a conta final pelo número de palitos deixados num recipiente na mesa. Para ver o clássico sem perder pitada, uma tela enorme não deixa escapar nenhuma incidência da partida. Ideal para os benfiquistas que esperam ver o espanhol Javi Garcia parar o meio-campo do FC Porto. Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, 508, 4450 Leça da Palmeira Tel. 224 026 537

8. Shakesbeer

A Rua do Campo Alegre é a artéria por excelência das cervejarias no Porto. Às históricas Galiza e Capa Negra, junta-se agora a Shakesbeer, mesmo junto ao túnel de acesso à auto-estrada. Não falta a televisão de dimensões generosas (plasmas), assim como todo um arsenal gastronómico que não permite sair de lá com a barriga a dar horas. A cerveja é de excelente qualidade, como atestam as cubas mesmo à vista dos clientes. Rua do Campo Alegre 359/365, 4150-178 Porto Tel. 912 175 353

 

9. Cufra

É uma das mais antigas cervejarias do Porto. Em plena Avenida da Boavista, e com parque de estacionamento, dispõe de uma tela onde, religiosamente, são projectados os jogos que apenas podem ser vistos na SportTV. Por entre uma francesinha, um prego ou um prato de marisco, o clássico terá uma cor mais azul-e-branca, não sendo mesmo difícil  encontrar por lá alguns portistas famosos.Avenida da Boavista 2504, 4100 Porto
Tel. 226 172 715


10. Café Império

Ele está no meio de nós ? nós, os lisboetas. No centro geométrico de Lisboa, mais coisa menos coisa, paredes meias com o grande templo da Igreja Universal do Reino de Deus, o centro de outra coisa qualquer. A cozinha funciona até tarde e é de lá que sai o célebre bife à Império, um dos melhores da capital. No piso inferior há um projector e televisões grandes em vários ângulos, para que não se perca pitada do jogo quando se tem de virar para chamar o empregado. Avenida Almirante Reis, 205, Lisboa. Tel. 212 471 765

 

 

Via Ionline

 



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Quinta-feira, 28.10.10

Pensava que já tinha visto tudo em televisão, mas a TVI tem o condão de surpreender. A recém-contratada Fátima Lopes paga-lhe as contas do mêsnem que para isso tenha de ir ao chão, literalmente. Veja.

 

Logo na estreia do programa "Agora é que conta- a apresentadora Fátima Lopes foi atropelada de frente por duas senhoras enroladas em quilos de esponja enquanto gritava a plenos pulmões "vamos embora, vamos embora" como se estas tivessem Teixeira dos Santos no seu encalce com o IVA de 23% a morder-lhes o rabo.

As senhoras queriam de tal forma ver as contas da luz/gás/etc. pagas que partiram aos pulos, numa histeria desenfreada como gazelas anafadas com o cio em direcção à apresentadora. Uma luta feroz para agarrar uma pequena bola e responder à pergunta sobre pateta: o cão de Walt DisneyMais lesta, a badocha de cinturão verde acabou por levar de rojo a querida Fátima, que por ali andou a rebolar entalada entre as "matrafonas" e o cenário. Depois, Fátima ainda conseguiu meter água, fazendo a pergunta fornecendo a resposta.

Por 35 mil euros por mês também ia ao chão e não me importava de ser espalmado contra cenários em directo todos os dias, empurrado por tudo o que fosse balofa com um osso de algodão pendurado no pescoço e 50 metros de celofane a envolver-lhes as partes. E ainda me ria a rebolar no chão enquanto fingia que não achava toda a situação ridícula. Tudo para lhes pagar as contas mensais. Tudo pela caridade. Meus amigos: até fazia o pino enquanto analisava as facturas da TV Cabo.

É profundamente deprimente criar-se um programa para pagar contas correntes da vida particular das pessoas a troco da exposição destas ao ridículo. Não deixa de ser um aproveitamento desonesto do desespero alheio. Certamente não terão sido obrigadas a ir ao programa, mas só dar-lhes essa oportunidade por interesse comercial de uma estação televisiva, falsamente imbuída de um espírito solidário, não deixa de ser uma exploração. As pessoas vão, obviamente, aproveitar. Até porque muitos preferem ir à televisão e ter as contas pagas a efectivamente ter um dia de trabalho. Sinal dos tempos.

É por isso sublimemente metafórico que logo no primeiro programa a apresentadora tenha ido ao tapete. É que no chão somos todos iguais, com 35 mil euros por mês ou com 35 euros de luz por pagarTouchdown. Veja!

 



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Quarta-feira, 13.10.10

Raymond Murray, no CSI tudo é falso

 

Qual foi o caso mais complicado que já resolveu? Raymond Murray endireita-se na cadeira do hotel em Lisboa e começa a contar: "Um homem entra na cave e desliga a luz. Sobe as escadas, viola e agride a vítima. Na luta, três vasos caem ao chão. O suspeito tinha terra dos vasos nos sapatos, mas havia outro pormenor interessante: três pedaços de linha azul (talvez ela estivesse a costurar e tivesse deixado restos de linha no vaso)" Apesar de tudo bater certo, o caso não terminou bem. Houve um pedido do tribunal para reexaminar provas, e não chegou para fazer a diferença. "Às vezes estas coisas acontecem: os advogados de defesa argumentaram que a vítima tinha encorajado a agressão e o suspeito foi ilibado." O pioneiro da geologia forense nos EUA, hoje com 81 anos, arrepende-se de repente de ter escolhido um caso em que a ciência não foi útil. "Já vi isto acontecer muitas vezes, mas é o nosso sistema de justiça e funciona bem." 

Murray está em Portugal para uma conferência na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Gosta sobretudo de contar as histórias do crime, desabafa, um talento que lhe valeu uma colaboração televisiva na série "Forensic Files". "Eram casos reais, enquanto no ''CSI'' é tudo falso", resume. Mas a principal crítica à série que deu fama às ciências forenses nem é essa: "O ''CSI'' incomoda-me. Vemo-los a trabalhar no laboratório, e depois a pegar numa arma e a ir à procura do criminoso. Os investigadores têm de ser independentes, trata-se de garantir a integridade das provas com a ajuda da ciência."

A Portugal vem sobretudo para conhecer a professora Ana Guedes. "Lá fora é muito conhecida pelo trabalho que tem feito sobre a análise da cor do solo." Comparar a cor dos minerais é o primeiro passo na análise de provas. "Quando a cor é diferente, a probabilidade de as amostras virem do mesmo sítio é muito reduzida." 

Reformado da Universidade de Montana, Murray passou 35 anos a aprofundar a geologia forense, que fundamenta teorias de crime apenas com a análise de minerais. "Na verdade o pioneiro foi o Sherlock Holmes. Conseguia dizer se alguém tinha estado em Londres pela sujidade nas calças e sapatos", brinca o geólogo. Depois da muito avançada ficção de Arthur Conan Doyle, o primeiro caso de polícia foi assinado pelo químico alemão Georg Popp, em 1904. Mais uma vez Murray arregala os olhos para contar a história. O suspeito tinha terra nos sapatos, três camadas. A camada superior tinha gotas de cola e minerais, que coincidiam com o passeio perto da casa do suspeito. A segunda camada tinha minerais que coincidam com a cena onde o corpo foi encontrado. A terceira camada tinha tijolo e pó de carvão de um castelo onde foi encontrada a arma do crime, o cachecol da vítima. "O suspeito dizia que só tinha andado no campo nesse dia, mas não tinha nenhuns minerais compatíveis com o álibi. Foi preso." 

Depois do primeiro caso em 1973, a pedido de um agente federal que lhe entrou pelo gabinete com dois sacos de terra para análise, Murray tem-se dedicado a palestras e a casos especiais do ponto de vista científico. Em 2004 publicou a bíblia da geologia forense, "Evidence From The Earth", e está a ultimar a segunda edição.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 08.09.10

Com a quantidade de dúvidas levantadas começa a pairar a ideia de que tudo foi inventado e queninguém na realidade abusou dos miúdos da Casa Pia. Ou será que o objectivo é mesmo esse? Criar a suspeita lançar a confusão.

 

 

Para uma criança ser violada normalmente é preciso existir um violador. É de La Palisse. As marcas do corpo e no interior não brotam por geração espontânea. Neste caso não estamos a falar de uma mas de várias crianças abusadas. Outras houve que não deram a cara. Sofreram em silêncio. Fechadas na vergonha. E é com desconfiança que vejo alguns levantarem suspeitas sobre a veracidade dos factos relatados por quem teve a coragem de falar. E mais, desdenhar decisões do tribunal tentando feri-las, descredibiliza-las, sem nada saberem do processo.

Se os abusados fossem os próprios filhos teriam estas pessoas a mesma atitude? Utilizariam os mesmos argumentos? Não acreditariam na sua palavra? Se sim já cá não está quem falou. Ou será que a dúvida só existe porque os miúdos são alunos da casa Pia e não dos Salesianos? É que os casapianos não têm culpa de ser órfãos na sua maioria e por isso mais susceptíveis a que algo do género lhes aconteça. Estiveram entregues a uma instituição que foi incapaz de os defender ao longo de décadas. Isso torná-los-á, só por si, em mentirosos? Se fossem oito meninos de um colégio "bem" de Lisboa a denunciar os actos as dúvidas manter-se-iam?

Que os culpados o façam, entendo. Nenhum pedófilo admite que o é, muito menos quem negou sê-lo desde o inicio, nem arguido era à altura. Até o Bibi "coitado" não é pedófilo. É um pobre diabo que foi abusado em criança. Como tal achou que deveria fazer o mesmo às gerações que se seguiram. Estes senhores, sem vergonha, fazem conferências de imprensa, mentem, manipulam e utilizam a sedenta comunicação social, criam sites da carochinha, advogados histéricos. Tudo vale para lançar a confusão. E no fim vêm os do contra manifestar a dúvida. Os mesmos que gritariam o "rei vai nu e é um grande pedófilo" caso o processo tivesse resultado em absolvições.

Nunca tinha visto uma pessoa condenada a vários anos de prisão efectiva dar-se ao luxo de vir enxovalhar juízes minutos após finalizada a audiência que o condenou, numa conferência de imprensa previamente preparada. Seguiu-se o jornal da noite, o telejornal, as rádios, em Inglês, Francês, Espanhol, nos jornais, programas de debate e na internet. Uma autêntica palhaçada. Só faltou traduzirem em mandarim. O Sr. Televisão de volta. Malabarismos. Valem o que valem.

Agora assistir a pessoas com responsabilidade lançarem a suspeição, criar nebulosidade sob decisões que não aceitam ou crêem ser não acertadas, baseados nos mesmos argumentos que os pedófilos usam, o de que as crianças mentem, para tentar mascarar o óbvio é que me parece podre. Sórdido mesmo.

Estes senhores foram considerados culpados por actos pedófilos, não assaltaram o café da esquina. E se para algumas pessoas é fácil dizer que as crianças mentem, que os juízes acreditam na mentira, que as decisões traduzem imprecisões ou baseadas em provas circunstanciais, então será justo dizer, em nome da igualdade que muitos adoram apregoar quando lhes convém, que os pedófilos também podem mentir, ou não?

 

 

Via 100 reféns



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Domingo, 05.09.10

Mulheres falam de sexo na televisão

 

A linguagem pode ser terna mas também crua, dizendo com todas as letras aquilo que há a dizer sobre sexo. Cinco mulheres, de várias faixas etárias falam da sua intimidade no projecto As Mulheres e o Sexo, que a produtora Stopline está a desenvolver para televisão e novas tecnologias.

As crónicas de Ana Maria Anes, 37 anos, no jornal O Independente, que deram origem ao livro 7 Anos de Mau Sexo, são o ponto de partida desde projecto, protagonizado por cinco mulheres sem experiência na representação. Joana Lobo Anta, Mia Nacamae, Adriana Queiroz, Rute Palma e Bruna Bastos seguem as coordenadas do guião, mas nem sequer tiveram de decorar os textos palavra a palavra.

"Elas são a voz de qualquer mulher. São mulheres como outras quaisquer", diz Pedro Varela, que fez a adaptação dos textos e é o director artístico de As Mulheres e o Sexo. O homem também lá está. "Está sempre latente", diz Ana Maria Anes, entusiasmada por ver as suas crónicas ganharem vida.

O corpo, o orgasmo, o sexo oral, o beijo são alguns dos tópicos de uma mesma temática - o sexo - que serão abordados em pequenos contos de cerca de cinco minutos. Deverá ser a SIC, apurou o Diário de Notícias, a estação que os vai emitir. Mas a Internet e o telemóvel também são meios onde estas histórias deverão ser vistas. Na calha está ainda a versão masculina do projecto, Os Homens e o Sexo.

Ana Maria Anes prepara entretanto o lançamento de um novo livro, intitulado O Livro dos Silêncios. "Vai falar da vida e de uma série de sentimentos. Não neces- sariamente sobre sexo", diz.

 

Via DN



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Sábado, 24.07.10

Sexo, drogas e violência nos bastidores do Dr House

 

Carl Jones -  um funcionário da Universal Pictures despedido em Março - preencheu um processo judicial contra a empresa e também produtora da série “Dr. House”. No processo judicial, Jones acusa os superiores de terem uma conduta “degenerativa” e que foi despedido por ter recusado envolver-se. O empregado pede à produtora uma indemnização de um milhão de dólares (cerca de 782 mil euros). 
Segundo o que consta no processo, Jones foi perseguido pelos superiores por se recusar a participar em práticas como encontros sexuais nas roulotes, visitas a bar de strip, embebedar-se ou intoxicar-se com cocaína. Jones afirma também que várias vezes a ele e outros empregados eram chamados vários nomes ofensivos, que um dos supervisores costumava inclusive trazer uma pistola para as filmagens. Atirar facas a alvos no cenário era outra prática comum.
O funcionário terá tentado denunciar a situação a um dos chefes executivos, o que resultou, segundo o processo, no seu despedimento. Jones afirma que ficou gravemente deprimido e que durante um dos incidentes ficou até ferido fisicamente. 
Recentemente, a produtora emitiu um comunicado em que afirma que o processo judicial não tem qualquer mérito, e que sempre fez o possível para proporcionar aos funcionários um “ambiente de trabalho livre de qualquer descriminação ou perseguição.” Diz ainda que é severamente proibido “retaliação ou vingança contra alguém que denuncie ou se oponha a discriminação ou perseguição.”



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Quarta-feira, 16.06.10

 existe um filtro para eliminar o som da vuvuzela na televisão

 

Sound designer alemão criou filtro que neutraliza barulho das vuvuzelas durante astransmissões televisivas do Mundial-2010

 

 

Clemence Schlieweis desenvolveu um filtro áudio para neutralizar obarulho das vuvuzelas durante as transmissões dos jogos do Mundial 2010.

sound designer tirou um sample (amostra) do barulho das vuvuzelas e criou um ficheiro de som inverso com a mesma amplitude do som original. Schlieweis conta que utilizou o filtro durante "o jogo entre a Alemanha e a Austrália, no domingo à noite, e funcionou perfeitamente".

Para funcionar correctamente, o ficheiro mp3 do filtro deve serreproduzido perto das colunas do televisor, que levará a que os dois sonsse cancelem mutuamente.

O filtro está disponível para download no site de Clemence Schlieweis, por €3.

 

 

FIFA recusa proibir vuvuzelas nos estádios

 

vuvuzela tem sido alvo de críticas da parte de treinadores, jogadores, árbitros e jornalistas, dado que o barulhodificulta o seu trabalho.

Joseph Blatter, presidente da FIFA, já veio a público afirmar que não vai proibir as vuvuzelas nos estádios, porque reflectem o "ritmo e o som" de África.



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Segunda-feira, 07.06.10

A academia do sexo é na sic Radical

 

Pedro Boucherie Mendes, director dos canais temáticos da estação de Carnaxide, garante que, não obstante a temática, "Academia do sexo" só tem vindo a colher elogios. "Nunca recebi queixas", diz o responsável, acrescentando que, enquanto esteve no ar, o "reality show" sueco se colocou "quase sempre entre os cinco mais vistos nos dias em que era emitido". Daí que, ainda durante Junho esteja agendado o seu regresso ao ecrã da SIC Radical.

Embora se encaixe numa faixa horária do canal subordinada ao título "Red Zone" (zona vermelha), o conteúdo dificilmente será passível de chocar. A descontracção com que as temáticas são abordadas é idêntica à adoptada para ensinar o abecedário a crianças. E estes alunos até são mais bem comportados do que miúdos.

Todos cumprem escrupulosamente os trabalhos de casa que lhe são pedidos. Desde experimentar novas posições sexuais, explorar inusitadas zonas erógenas, ou mesmo acampar em conjunto com pouco espaço a intermediar as tendas, pelo que o ruídos se torna impermeável. Vale tudo para quebrar tabus e conseguir mais prazer com o parceiro.

Interrogado sobre se "Academia do sexo" é aposta com continuidade assegurada, Boucherie Mendes responde: "Sem dúvida. É um formato inovador em que se ensina a ter melhor sexo, uma vida melhor a dois. Além disso, é divertido. É a cara da SIC Radical".

Quintino Aires, psicólogo perito em sexualidade, é categórico em afirmar que "todos os espaços onde se possa falar de sexo são importantes para desmistificar os preconceitos, que são a principal causa dos conflitos de casal, que por sua vez estão na origem da maioria dos problemas psicológicos dos filhos". E considera: "Este programa tem a vantagem de mostrar que o sexo obriga a um trabalho de descoberta".

No entanto, descarta a plausibilidade de uma versão portuguesa do "reality show". Isto porque "continuamos num registo do século XVIII, onde tudo se pode fazer mas nada se pode dizer. Mostrar aos outros a dura e triste realidade de que não sabemos fazer sexo, pelo menos um sexo normal como o que se mostra no programa, é inaceitável para para os que seriam concorrentes".

Quintino lamenta que "Academia do sexo" seja etiquetado com o rótulo "Red Zone", pois "subtilmente passa a mensagem de que é algo mau ou a evitar. É do tempo do escondido, como, aliás, tudo o que tem a ver com sexo e sexualidade em Portugal", remata.

 

Via JN



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Terça-feira, 11.05.10

 

 



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Domingo, 02.05.10

para os fãs de Lost

 

rede norte-americana ABC, que transmite a sérieLost”, está a preparar um evento especial, dedicado aos fãs da série, que se vai realizar no dia 13 de Maio – dez dias antes da exibição do últimoepisódio de “Lost” que vai para o ar no dia 23 de Maio.

Nesta festa, vão estar presentes alguns membros do elenco, como Nestor Carbonell (Richard Alpert), Michael Emerson (Bem Linus) e Jorge Garcia (Hurley Reyes).

“Lost Live: The Final Celebration” vai acontecer na Universidade da Califórnia e contará com a presença do compositor da banda sonora da série, Michael Giacchino, que irá orientar umaorquestra que vai interpretar o tema da série.

Para alegria dos admiradores de “Lost” será, ainda exibido o penúltimo episódio da série, “What They Died For”. O último capítulo está guardado no segredo dos deuses, mas já se sabe que será umespecial de 4 horas.

Um dos momentos mais especiais será aquele em que os fãs vão poder interagir com osprodutores da série, Damon Lindelof e Carlton Cuse.

 

Via ionline



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Terça-feira, 27.04.10

Os extraterrestres existem.. segundo Stephen Hawking

 

A existência de vida fora da Terra já é uma hipótese tão consensual que nem o Vaticano a põe em causa. Há dois anos, o director do observatório astronómico da Santa Sé, o padre José Gabriel Funes, falou dos irmãos e irmãs extraterrestres, por não fazer sentido impor limites à liberdade criadora de Deus. Agora que tipo de vida será essa, e qual a melhor abordagem para a contactar, é um debate cada vez mais aceso. O mais recente interveniente é o físico britânico Stephen Hawking. Numa nova série de documentários pronta a estrear em Maio no canal Discovery, o cientista dá a conhecer uma visão catastrofista: "Se os extraterrestres nos visitassem, o resultado seria semelhante ao que aconteceu quando Colombo desembarcou na América - não correu muito bem para o lado dos nativos", diz Hawking. Mais ainda: "Basta olhar para nós próprios para ver como a vida inteligente se pode transformar em algo que não gostaríamos de encontrar. Imagino que possam viver em naves enormes, depois de terem esgotado os recursos dos seus planetas. Extraterrestres avançados ter-se-iam tornado nómadas, à procura de conquistar e colonizar todos os planetas com que se deparem."

As afirmações fazem parte do guião de "Stephen Hawking's Universe" e foram avançadas ontem pela imprensa britânica. Hawking, 68 anos, tem uma carreira reconhecida, além de ser um investigador acarinhado pela forma como tem lutado contra uma esclerose lateral amiotrófica que o deixou praticamente paralisado. Apesar da violência do cenário mais pessimista, a típica forma de vida extraterrestre, segundo Hawking, não deve constituir qualquer ameaça: será semelhante aos micróbios ou organismos simples que habitaram a Terra no início.

Debate aceso A discussão está longe de ser um fait-divers científico. Prova disso é que esta semana, em League City, no Texas, uma conferência internacional de astrobiologia vai discutir novos protocolos para a procura activa de sinais extraterrestres ou para elaborar mensagens que os alienígenas sejam capazes de compreender. Para Douglas Vakoch, um dos organizadores e director do projecto Composição de Mensagens Interestelares, do instituto SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence), as conjecturas de Hawking são despropositadas.

"É difícil imaginar que uma civilização queira resolver os seus problemas de falta de recursos atravessando uma galáxia. A energia necessária é enorme. Se uma civilização tiver a paciência de atravessar o cosmos à procura de uma nova casa, terá certamente o tempo e a capacidade para utilizar um planeta no seu próprio sistema planetário ou estrela vizinha, a que chegará de forma mais rápida, fácil e barata", diz ao i o investigador. 

A comparação com Cristóvão Colombo também é questionável, acrescenta. "Vejo mais uma analogia com a transmissão de conhecimento dos antigos gregos através dos pensadores islâmicos, até chegar à Europa. O impacto deste contacto entre culturas na Terra foi poderoso, mas as civilizações tiveram tempo para assimilar o seu significado." Ainda assim, Vakoch sublinha que "as preocupações de Hawking são importantes o suficiente para que haja discussões alargadas antes de enviar mensagens para fora da Terra."

Neste momento, os projectos do SETI em parceria com instituições como NASA dedicam-se apenas à procura de sinais enviados do exterior (até hoje sem sucesso). Mas até aqui existe um problema: se algum dia chegar uma mensagem do espaço, não há há autorização para lhe responder.

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 25.03.10

Fernando Mendes no seu melhor

 

Via HenriCartoon



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Quinta-feira, 11.03.10

O regresso dos tabus

 

Via ionline 



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Quarta-feira, 03.03.10

Donas de casa desesperadas e lésbicas

 

 O enredo da série “Donas de Casa Desesperadas” não pára de surpreender. Depois de vizinhos que escondem segredos implacáveis, jovens que engravidam precocemente e uma vida de aparências sempre prestes a ruir eis que chega a história do primeiro casal lésbico que vem apimentar uma das séries norte-americanas mais vistas.

As personagens Katherine e Robin são as personagens escolhidas para esta história. Robin chega a Wisteria Lane graças a Susan, que herdou um bar onde a jovem trabalhava como stripper. Robin vê em Katherine uma companhia para a sua nova vida no pacato bairro. Depois de uma troca de beijos num bar, Robin confessa que abriu os seus horizontes no que diz respeito às suas relações.
Não é a primeira vez que o tema da homossexualidade é tratado na série. O filho da rainha das aparências, Bree, assumiu a sua homossexualidade, chocando toda a família, que mais tarde acabou por aceitar a sua escolha.

 

 

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 21.01.10
Moura dos Santos
 
Filho de um coronel da força aérea, Manuel Moura dos Santos viveu quatro anos numa base militar, mas não cumpriu o seu sonho: ser piloto de aviões. Em vez disso, conquistou prémios ao lado de Jorge Palma, Ala dos Namorados ou Rio Grande, de quem foi agente. Hoje, conhecemo-lo como o júri implacável do "Ídolos". O i entrevistou-o no seu quartel-general - o escritório da agência MS Management, em Belém.

Quem o vê no "Ídolos" fica com a sensação de que está ali a fazer um frete.

Não é um frete, fazer televisão é uma coisa muito difícil. Nunca sabemos qual é o momento em que estamos bem ou mal. E nos últimos tempos não tenho estado muito descontraído.

Porquê?

O programa já se arrasta há muito tempo, as pessoas estão cansadas, e às vezes descarrega-se lá para dentro. Cá fora, as coisas também não estão fáceis: antes de deixarem de comprar batatas e arroz, as pessoas deixam de comprar discos e ir a espectáculos. E um gajo é humano, reflecte-se em tudo. Bem sei que o público não tem nada a ver com isso, mas sou um tipo muito genuíno e quando estou mal disposto não disfarço.

Sente-se enquadrado naquela confusão de miúdos e famílias aos berros?

Abstraio-me de tudo isso. Há uma parede entre mim e o público. Estou focado no que se passa à frente.

Não foi bem o que aconteceu recentemente, com a polémica dos Anjos [Moura dos Santos criticou os músicos e foi vaiado].

Não gosto de ser interrompido quando falo, é apenas isso. O resto passa-me ao lado, aquela gritaria, os apoios. Só estou no plateau quando tenho mesmo de estar. Ao mínimo intervalo saio.

Que sentiu quando soube que os Anjos iam estar no programa seguinte?

Houve ali uma coincidência infeliz. A SIC já tinha decidido convidá-los antes. Até foram eles que se ofereceram. De vez em quando, o programa tem de meter umas coisas destas. Tem a ver com audiências e com o facto de a TVI ter duas novelas ao mesmo tempo. Era algo que a produtora já tinha previsto.

Não foi uma decisão inédita?

Não. No Natal foram lá os Shouts. Também acontece lá fora. E já estava no meu contrato que eu ia faltar nessa semana. Era um compromisso pessoal que eu já tinha há imenso tempo. Foram coincidências infelizes.

Essa até foi bastante feliz.

Não foi nem deixa de ser. Estou-me nas tintas se as pessoas pensam que eu fugi. Além disso, para quem quiser saber, eu estava com o João Gil de férias na neve. Não era segredo para ninguém, o Gil até fez o diário da viagem no Facebook. Mas percebo que a produção não tenha retirado o convite aos Anjos porque isso ia causar ainda mais polémica.

Provavelmente a produção até lamentou a sua ausência. O tema era quente, prometia audiências.

Se tivesse estado lá, as coisas teriam sido normais. Eu cumprimentava-os, se eles retribuíssem muito bem, se não muito bem na mesma. Nada me move contra os Anjos.

Alguma vez foi maltratado na rua por discordarem da sua opinião?

Não, nunca. Nem nas redes sociais em que estou. Na rua, as pessoas são simpáticas. Por exemplo, entre a segunda e a terceira edição passaram quatro anos. Nesse período, abordavam-me para dizer que tinham saudades. Perguntavam-me quando voltaria.

No fundo, a postura do júri agrada o público, aguça-lhe a curiosidade.

Aceito que haja um certo voyeurismo em ver alguém numa situação difícil, não é que eu concorde, mas está na natureza humana. E este tipo de programas também joga um bocado com aquilo que as pessoas são. Quem inventa estes conteúdos, sabe exactamente o alvo e como chegar a ele.

Não sente que exagera?

Nenhum júri está ali para mandar o concorrente aprender. Há talentos que são inatos, como cantar, pintar ou escrever. E uma coisa é ter alguma dureza e ser directo nas apreciações, outra é insultar. E eu nunca insultei ninguém. Posso não gostar e dizer "eh pá, dedica-te à pesca". Admito que isso não seja o português mais coloquial.

Ou classificar um estilo de "azeitola".

Por exemplo. Mas, no norte, essa é uma palavra comum, tal como morcão. O azeiteiro cá em baixo é o foleiro.

Como vê a mediatização do programa? Dá a sensação de que não é a sua praia, recusa-se a alimentar polémicas nos jornais.

Não é o meu lugar, de facto. A minha mais valia televisiva, a existir, é aquilo que eu digo e como digo. Todo o folclore à volta do programa irrita-me imenso. Um dia estava aqui e recebi uma chamada de um jornal, com quem não falo, e perguntaram-me qualquer coisa sobre o Luís Jardim. Apenas disse para não me chatearem com parvoíces. No dia seguinte estava na capa desse jornal: "Moura dos Santos chama parvo a Luís Jardim". Aquilo é só má fé. Resultado: pedi à minha advogada para tratar do assunto. Não tenho paciência para estas merdas. E é isso que os irrita, estar-me nas tintas, não falar, não alimentar.

Acredita que um programa como o "Ídolos" pode lançar uma carreira, como acontece lá fora?

Eu gostaria que fosse feita uma tentativa séria de estabelecer uma ligação entre o programa e a indústria, mas as experiências do passado mostram-nos o contrário, que isto é um puro entretenimento e que a transposição do que se passa ali para a indústria é reduzida. Eu percebo que não há dinheiro. Na América, têm singles a sair no dia seguinte à gala. Aquilo é imediato, há uma equipa enorme que já está a gastar dinheiro com cinco concorrentes, sabendo que apenas um vai ganhar.

E nesta edição do "Ídolos"?

Gosto muito dos miúdos e acho que em termos de popularidade esta edição bateu por uma grande margem as outras: a adesão do público, as audiências. Acredito que desta vez o vencedor e alguns dos finalistas terão mais facilidade. De qualquer maneira, há ideias da Freemantle [a produtora] e da SIC para não deixar morrer estes miúdos na praia.

Os exemplos mais recentes não são muito animadores.

O Nuno Norte continua comigo, com um percurso dificílimo. Teve uma fase mais completa quando estava na Filarmónica Gil, agora a solo está a gravar um projecto de Rock chamado "Lama". Não explodiu.

Enquanto manager, considera-se um caça talentos?

Tenho alguns miúdos em quem estou a apostar, mas não sou caça-talentos.

Há muita cobiça de artistas por parte dos managers?

Nunca em circunstância alguma abordei um artista que já tivesse agente. Formou-se em economia, mas acabou a trabalhar na música. Como?

No verão de 1989, tive uma esplanada em Belém, que era frequentada pelo Rui Veloso, amigo do meu irmão. Quando o negócio acabou fui convidado para trabalhar com o Rui na área comercial e financeira. Nunca cheguei a acabar o curso, fiquei no quinto ano, com umas cadeiras por fazer. É um percurso um tanto invulgar. Queria ser piloto aviador, como o meu pai que é coronel da força aérea no resguardo, e vivi no meio militar durante imenso tempo: quatro anos na base aérea nos Açores e na de Tancos.

Como chegou ao Jorge Palma?

Nunca mais me esqueço: estávamos num concerto dos Rio Grande em São Pedro do Sul. O Palma, com aquele ar desengonçado do gajo e já bem disposto, dizia: "Já sei que vais ser o meu manager." Foi a Marta, manager dos Xutos, a querer que eu pegasse nele.

É fácil trabalhar com ele?

Tivemos uma relação inicial bastante conturbada. Eu vinha de artistas muito focados e o Jorge era o feeling puro. Tinha aquela faceta extraordinária do "está tudo bem, isto ensaia-se em 10 minutos". E eu habituado ao Veloso, que ensaiava um mês para uma digressão. Ao longo dos anos, com muitas conversas, foram-se limando várias arestas e o respeito mútuo foi conquistado. Mas chegamos a ter um trato: eu dizia-lhe 'sempre que chegar a um concerto e tu não estiveres em condições, venho-me logo embora'. E ao princípio, meu amigo, aquilo era uma carga de trabalho. Vinha quase sempre embora.


Via ionline



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Quinta-feira, 26.11.09

Orgasmo precisa de tempo

 

 Nesta entrevista que vai ser transmitida na TV Globo Portugal, no próximo dia 9, Fernanda Lima fala sobre os seus filhos e sobre sexualidade.

Fernanda Lima participa no programa “Marília Gabriela Entrevista” do próximo dia 9 de Novembro. Nesta entrevista, a actriz, modelo e apresentadora fala sobre os desafios da trajectória profissional e conta como é que é ser mãe de gémeos. Há dez anos na televisão, a convidada de Marília Gabriela fala sobre o programa “Amor & Sexo”, em exibição na TV Globo Portugal até ao dia 12 de Novembro, e sobre os temas que dão nome ao mesmo.
“Sempre tive o desejo de ser mãe e liberei, mas não esperava que fosse tão rápido”, confessa Fernanda sobre a gravidez. Ela revela que ficou espantada ao saber que estava grávida de gémeos e diz que passou muito mal nos quatro primeiros meses de gestação. Devido aos constantes enjoos, o seu marido Rodrigo Hilbert (com quem ainda não se casou no papel) teve de lhe aplicar injecções todos os dias. Hoje, ela enche-se de alegria para falar dos gémeos João e Francisco: “Quem tem dois filhos da mesma idade sabe que não é fácil, mas é maravilhoso!”. Diz ainda que a chegada dos filhos contribuiu para melhorar a relação com Rodrigo. Ela é três anos mais velha do que ele e conta: “Quando a gente se conheceu, o Rodrigo era muito menino. De lá para cá ele amadureceu muito, vem se tornando um homem muito especial, e eu valorizo isso”.
A actriz trata o sexo com naturalidade e a sua experiência no programa “Amor & Sexo” fê-la perceber que quanto mais jovem a pessoa é, mais retraída é para falar sobre o assunto. “Eu vejo por mim, mudei e melhorei muito com o tempo”, afirma. Ela conta que, quando era mais nova, achava que já tinha vivido o ápice da sexualidade, mas com o tempo deu-se conta que não. Fernanda Lima revela que hoje é plenamente realizada no sexo e dá uma dica para essa conquista: “O orgasmo precisa de concentração e tempo”.
A actriz foi criticada pela sua interpretação na novela “Bang Bang”, mas confessa que não ligou muito às críticas e afirma que aprendeu muito com a experiência. Ela também já actuou em “Pé na Jaca” e espera por novas oportunidades para dar continuidade à sua carreira. Além de apresentar “Amor & Sexo”, Fernanda Lima ainda faz trabalhos como modelo. Mesmo com o sucesso do programa, com os filhos e com o namorado, a entrevistadora faz uma observação sobre a convidada: “Você tem um ar, uma melancolia, de que falta alguma coisa em mim”. A resposta de Fernanda: “Tenho. Não sei bem o que é, mas aprendi a fazer disso uma coisa boa”.   

Via DN



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Quarta-feira, 11.11.09

 Há 40 anos, precisamente a 10 de Novembro de 1969 cerca de 1,9 milhões de pessoas assistiam à estreia de "Rua Sésamo", nos EUA. O programa infantil atingiu 70% dos lares norte-americanos. 

Os vários episódios chegaram a mais de 120 países. Mas apenas 20 anos depois é que o programa viria a ser exibido na televisão portuguesa, adaptado à realidade nacional e com personagens a falar português.

Desde então, as personagens - Egas, Becas, Ferrão, o Monstro das Bolachas, o Poupas e a Avó Chica, entre outras, como eram chamadas em Portugal - têm povoado os sonhos de várias gerações.

A RTP chegou a emitir 440 episódios, repartidos por duas temporadas de 130 capítulos e mais duas com 90, repetidas três vezes.

Nos EUA, o Dia da Rua Sésamo está a ser celebrado com o início de uma nova temporada do programa e contou com a presença da primeira-dama, Michelle Obama, a abrilhantar a cerimónia. 

Jim Henson, criador também de "The Muppet Show", é o "pai" dos bonecos animados de "Sesame Street".

O programa "Sesame Street" conta com um site , onde se podem encontrar vídeos e jogos.

 

 

Via Expresso 



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Terça-feira, 10.11.09


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Segunda-feira, 09.11.09

 Corria o ano de muita graça de 1989 e todas as reportagens de Carlos Fino começavam da mesma maneira: "E mais uma vez, o impossível acontece." Fino andava a Leste, a ver cair os muros e a testemunhar o colapso da União Soviética e dos seus associados minoritários. Mesmo através dos buracos na Cortina de Ferro, não havia aragem que chegasse à América: Ronald Reagan dava lugar a George Bush (o pai de W.), como se de um problema na continuidade se tratasse. Na televisão, um anúncio dava sem bandeja um curioso retrato do povo nativo (que é como quem diz, o consumidor): três sexagenários, produtores de cerveja, vão à grande cidade saber a opinião do cidadão comum sobre a qualidade do seu produto. Perante a 'fauna e flora' com que dão de caras, vêem-se forçados a adiar o anúncio dos resultados da 'sondagem': é que não conseguem encontrar um 'cidadão comum'. É como se os norte-americanos dessa frívola e sobranceira década de 80 fossem todos disfuncionais, como aquelas personagens que habitam apenas os desenhos animados. Para um homem chamado Matt Groening, acabado de inventar uma família chamada Simpson, poder ganhar a vida a gerir a confusão entre gente de carne e osso e essa outra pintada a feltro só podia ser a melhor das notícias.

Vinte anos de Simpson, uma família explosiva
 
 

O mundo que ainda reconhece na 'moral' de Homer, Marge e criançada um resquício de bom senso e a América 'deles' que raras vezes esteve tão dividida como agora, dificilmente celebrarão juntos o 20º aniversário da mais afamada série de animação da saga da televisão. Os puristas (que o rol e timbre de 'simpsonistas' é de calibre maçónico) dirão que os Simpson deviam soprar 22 velas, já que se estrearam como tirada cómica em 1987 no The Tracey Ullman Show, uma série que servia para apresentar aos 'States' a histriónica comediante inglesa e que hoje é lembrada à conta da família de Springfield. Mesmo assim, são muitas as razões para fazer a festa.

Uma cidade chamada Springfield

Diferentes cidades norte-americanas se chamam Springfield. A dos Simpson é inventada e usa o nome como contraponto. Este 'campo primaveril' é encimado pela fumarada de uma central nuclear. Homer é o inspector responsável pela segurança, mas é raro vê-lo fora da confortável cadeira durante as horas de serviço. O melhor lugar sentado é no bar do amigo Moe a emborcar umas cervejas ou no sofá lá de casa a fazer mais do mesmo. Três anos depois do desastre de Chernobyl, o Sr. Simpson bem podia ser visto como a pior contratação da temporada. Marge, a que se vê e deseja para fazer de mais-que-tudo aos olhos do marido, é a torre cimeira do castelo familiar, a começar pela dimensão do seu penteado, azul e vertical à exaustão. Estica como pode o salário de Homer e guarda para si, como migalhas, os sonhos de uma felicidade alternativa. A mais se atreveu este ano, posando nua para a capa da revista "Playboy", sob a sombra balofa e espreitadora do mais-que-tudo. Ama os filhos sem condições, mesmo quando eles são uma colecção de desapontamentos.

O influente Bart

O desalento maior, o menino Bart, ainda hoje passa por ser a mais popular das personagens da série. Tem bom fundo, só que é quase impossível trazê-lo à superfície. Tem muitas máximas, a começar por fazer sempre o mínimo e um lema único com formato de pergunta: "Se faço maldades e ninguém está lá para ver, isso não fará de mim um bom rapaz?" É um traquinas amador à beira da mais profissional das malfeitorias e fez-se dotar de uma energia tão nuclear quanto a central onde o pai trabalha e que tolda os ares de Springfield e a sobrevivência da sua massa assalariada. Para ele, ser solidário é acertar com algo sólido na cabeça de alguém e sair a rir da contenda. A revista "Time" colocou-o em 1999 na lista das 100 personalidades mais influentes do século XX...

Lisa, a pura

Lisa, a irmã, é o seu papel químico do avesso. Ingénua até mais não, simboliza o consenso universal de que a pureza tem uma cor, que a dita é verde e que o verde significa falta de experiência, o que na América passa pelo oitavo pecado capital sempre que é confundido com inocência. Defende o ambiente, os mais desfavorecidos, os menos reconhecidos e até os que acham que a vida é 'assim-assim'. Passados 20 anos, ainda não foi mais longe do que ver em Springfield um planeta. Há-de fazer-se à vida, quando a mesada chegar para alugar um 'híbrido'. Maggie ainda não largou a chupeta e falou uma vez para dizer 'paizinho'. Distraído, Homer não deu por isso. Começa a suspeitar estar rodeada de doidos, mas terá de esperar pela pré-primária para confirmar se há alternativas credíveis.

Uma energia inesgotável

Duas décadas de vida em programa com nome próprio não foram suficientes para encontrar uma linha comum (nem mesmo uma intersecção) face ao significado dos Simpson. Sabemos quem são, mas o que são e ao que vêm? A controvérsia (que o passar dos anos não só não deu por terminada como fez questão de mudar de polemistas) abarca todas as áreas que dividem a América, da religião à forma ideal de governo, das bodas ainda por desfazer entre oportunidade e oportunismo à sonhadora e enlevada crença no optimismo enquanto sistema político em si mesmo.

Os Simpson têm a energia suficiente para cair nas malhas do seu próprio anedotário só para não terem de se retirar. Na verdade, essa é uma ideia que passa pela cabeça de poucos. Está tudo nos conformes, desde que essa Springfield que se vai fazendo do tamanho do mundo acredite que aquela família tem um apego peculiar à verdade. Matt Groening, o seu criador, dá o tom: "São precisos dois para mentir... um para mentir e outro para ouvir."

Vinte anos de Simpson, uma família explosiva
 
 

É claro que há verdades que de tão aberrantes só funcionam de pernas para o ar e enquanto mimos grotescos, como aquela que diz: "Meninos, vocês tentaram e falharam miseravelmente. A lição a aprender é esta: nunca tentem." Ou o famoso "nunca digas alguma coisa a não ser que toda a gente pense o mesmo". Até sobre a própria condição de empacotado produto televisivo, há sempre um dito de Groening que mesmo na boca de Homer soa bem: "A TV respeita-me. Ela ri-se comigo e não se ri de mim."

Mas num país onde a fé religiosa tornada questiúncula atinge proporções avassaladoras, cabem ao 'patriarca' da prole as tiradas de 'abrir ouvidos'. Algumas pérolas? "Não estaremos a esquecer o verdadeiro significado do Natal? Sabem, o nascimento do Pai Natal?", ou "porque é que devo gastar metade do meu domingo na missa a ouvir sermões sobre o modo como vou acabar no Inferno?", e já agora "eu nunca fui um homem de rezar muito, mas se me estás a ouvir aí em cima, por favor salva-me, Super-Homem". E esta ainda, emocionado ao olhar uma estrela cadente: "Gostava que Deus estivesse vivo para ver isto"...

Família às esquerdas

No ano 2000, a "National Review" julgava ter acertado em cheio e impresso na pedra o verdadeiro toque dos Simpson: "Eles personificam alguns dos melhores princípios conservadores, como o primado da família ou o cepticismo em relação à autoridade política. E em Springfield, os cidadãos vão à missa todos os domingos." Só que os membros da prole são tão diferentes entre si que os democratas bem podiam ter uma revista 'sua' a dizer o mesmo, mas ao contrário. Há quem veja os Simpson como uma família às esquerdas, que acredite que não haveria Homer sem Archie Bunker, que faz falta um terceiro animal numa nação que ostenta como símbolos das propostas de governo um burro e um elefante. O perigo, já se adivinha, é que se sobrevalorizem os ditos dos Simpson como se de um ideário se tratasse. E não há nada como um aniversário para encontrar argumentos para tanto. Como Groening avisou na série: "Os factos não têm significado. Até podemos usar factos para provar seja o que for que seja remotamente verdade..."

Matt sopra as velas com a energia de quem se diverte a disparatar para todos os lados, ao ponto de, inevitavelmente, acertar em cheio no alvo. Enquanto vai gerindo o multimilionário negócio de merchandise, não pára de desenhar e escrever. Os famosos deste mundo e do outro fazem fila para dar as suas próprias vozes ao programa, vendo na série a versão norte-americana dos baixos-relevos egípcios, com a vantagem de poderem escolher o seu melhor perfil, e Groening goza, pondo na boca da família que inventou o elogio maior ao meio que lhe fez a fortuna: "Televisão! A minha professora, mãe e amante secreta." E, na verdade, não tem de que se queixar. Passados 20 anos, só descansa para trabalhar em "Futurama", o seu 'filho mais novo'.

Ter razão é bom

"Vou dizê-lo de forma curta e de uma só vez. Família, religião e amizade: estes são os três demónios que temos de matar se queremos ser bem sucedidos nos negócios." Matt escreveu a piada mas nunca teve de matar fosse o que fosse. Celebra as duas décadas de vida da mais influente das famílias de animação com a convicção de que o que há de palavroso, absurdo, tonto e impulsivo em cada um de nós é a mesma energia que vem dos Simpson: ter razão é bom, mas há coisas na vida que têm muito mais graça.



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Quarta-feira, 28.10.09

CSI

Ambiente Matrix, efeito Bullet-time, personagens conhecidas das temporadas passadas congeladas no tempo. A sequência de abertura da décima temporada do CSI Las Vegas bateu o recorde da cena mais cara alguma vez gravada para televisão. Dura dois minutos e custou 400 mil dólares (268 mil euros).

Uma das coincidências surge a meio da sequência (1,18'): Laurence Fishburne, o actor que passou por efeitos técnicos de ponta enquanto mestre de Keanu Reeves em Matrix (no papel de Morfeo) desde a temporada passada que encarna o perito forense Raymond Langston. 

Via ionline

 



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Segunda-feira, 12.10.09

Sexo e chantagens na televisão

 

Nos bastidores da CBS NewsRobert Joel Halderman era um produtor apreciado e respeitado, famoso não só por andar sempre à procura de acção, mas também por correr riscos.


Contudo, nenhuma das suas anteriores experiências na cobertura de guerras, de tiroteios em escolas e noutras situações afins contribuiu para que Halderman detectasse algum indício de que ele próprio iria tornar-se a figura central de uma história de crime que parecia encaixar-se no seu programa daCBS, "48 Hours Mystery". 

Em entrevistas, amigos e colegas de Halderman afirmaram ter ficado siderados quando, na semana passada, tiveram conhecimento da sua detenção, à porta dos escritórios da CBS, acusado de tentar chantagear David Letterman em dois milhões de dólares [1,3 milhões de euros]. O caso levou Letterman a admitir, no seu programa televisivo "Late Show with David Letterman", ter mantido relações sexuais com várias mulheres da equipa do programa, antes que um alegado chantageador o fizesse.

"Disse à minha mãe que isto era como se ela tivesse acordado, um dia, e descoberto que eu tinha sido presa por uma situação destas", diz Marcy McGinnis, que foi chefe de Halderman durante muitos anos da década de 1990, na altura em que chefiava a delegação da CBS em Londres.

Stephanie Birkitt, elemento de longa data do staff de Letterman, também viveu algum tempo com Halderman. Segundo um porta-voz da empresa de produção de Letterman, a Worldwide Pants, Stephanie Birkitt está com licença remunerada. Halderman vai ficar suspenso enquanto decorre o processo legal da CBS, se bem que esteja a receber o ordenado.

A CBS, que tem mantido um apertado controlo sobre todos os comentários relativos ao caso, desmentiu a informação colocada segunda-feira, dia 5 de Outubro, no site Am Law Daily, segundo a qual Halderman estaria a ser alvo de uma investigação interna. A cadeia alega não ter dado início a qualquer investigação independente, estando apenas a cooperar com as autoridades.

Um "namoradeiro" Os colegas da CBS descrevem Halderman, que tratam por Joe, como um indivíduo com uma grande personalidade, com propensão para viajar para as regiões do mundo onde a situação está mais perigosa, como a Bósnia ou a Somália.

"O Joe foi a todos os sítios horríveis que existem", conta Marcy McGinnis. Recorda--se de ele lhe ter dito, depois de ouvirem a notícia da morte de 16 crianças numa escola na Escócia, em 1996: "Deixa-me só ir preparar a mala e vou já para lá."

Inquirido sobre a acusação que lhe é feita de estar a tentar denegrir a reputação de Letterman, o advogado Gerald Shargel respondeu: "Isto não é um jogo. O meu cliente enfrenta uma pena de 15 anos de cadeia. Se Letterman ficar com a reputação enlameada, paciência."

Comentadores jurídicos afirmaram que a defesa vai ter dificuldade em arranjar um juiz que aceite pormenores sobre o comportamento de Letterman. Shargel declarou que ninguém da acusação propôs um acordo: "Quando acontecer, veremos."

Um porta-voz de Letterman recusou-se a comentar as afirmações de Shargel. Os pagamentos da fiança são prova de outra observação que vários colegas de Halderman fizeram: encontrava-se com problemas financeiros, em parte por causa das consequências de um divórcio, nomeadamente o pagamento de pensão de alimentos.

Um antigo colega da CBS referiu que o caso não é de surpreender, uma vez que envolve dinheiro e sexo. "Ele sempre viveu no limite", disse o colega, que pediu para permanecer anónimo devido às restrições impostas pela CBS. "Tem tido uma vida amorosa muito inconstante."

Outros colegas afirmam que Halderman era famoso por ter um grande à-vontade com as mulheres, apesar de Marcy McGinnis, que sempre o considerou "um namoradeiro", afirmar nunca ter testemunhado qualquer comportamento menos próprio. "É óbvio que eu era a chefe dele, mas a verdade é que ele nunca teve liberdades comigo."

Tom Fenton, antigo correspondente da CBS News que fez várias viagens pelo estrangeiro tendo Halderman como seu produtor, confessou ter ficado "absolutamente abismado" com as acusações.

"É como se tivesse sido atingido por um raio", disse Fenton.

Com Alison Cowan e Brian Stelter

Exclusivo i/The New York Times

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 20:04 | link do post | comentar

Terça-feira, 15.09.09

Dr House é uma mulher?, na vida real sim!

 

Não são muitos os médicos que se podem gabar de ter uma entrada no Internet Movie DataBase (IMDB) com o seu nome - sobretudo aqueles que nunca representaram, realizaram ou escreveram para cinema e televisão. Mas a maior base de dados do mundo dedicada a filme e séries, encontra espaço para a doutora Lisa Sanders. Categoria? Aconselhamento técnico em 108 episódios da série norte-americana "Dr. House".


No episódio cinco da série quatro, chega ao hospital mais famoso de New Jersey Robert Elliot, um homem aparentemente saudável que não conseque parar de copiar os gestos, jeitos e doenças das pessoas à sua volta. O protagonista da série resolve rapidamente o caso - "é síndrome de Giovannini" - e o episódio prossegue com as habituais intrigas entre personagens principais e secundárias- este mete laxantes e outras trocas divertidas de comprimidos. O doente cura-se (os sintomas eram causados por uma infecção), mas a dúvida fica no ar: quem é que se lembra destas coisas? 

É aí que entra a doutora Lisa Sanders, médica, escritora, professora em Yale e pessoa especializada em lembrar-se destas coisas. "Ligaram-me a perguntar se estaria interessada em participar numa série sobre um médico arrogante, irascível e viciado em analgésicos", recorda Lisa Sanders ao i, "pareceu-me claro que o programa ia ser um fracasso, mas disse que sim". "Dr. House" vai agora para a sexta série (ver caixa) e colecciona prémios: três Emmy, seis Globos de Ouro, um BAFTA e um Peabody. A doutora Lisa Sanders, especialista em diagnóstico, enganou-se daquela vez.

Vocação adiada A chegada de Lisa à medicina foi tardia. Antes, trabalhou como produtora para um canal de televisão norte-americano num programa sobre saúde ("48 Hours") - trabalho que lhe valeu um Emmy, muito antes de "Dr. House". Um dia, ao ver um médico com quem trabalhava salvar um colega de morrer afogado, teve um clique: "Queria sentir aquele tipo de excitação." E salvar pessoas não é coisa que se faça a trabalhar num canal do cabo, das nove às cinco.

Trocou a televisão pela universidade, aos 33 anos, para se tornar na pessoa mais velha da turma. Em casa, depois de despir a bata branca, encantava os amigos ao jantar com as rocambolescas histórias de consultório. Os relatos chegariam mais tarde a um dos editores do "The New York Times", que lhe encomendou uma coluna sobre os mistérios da saúde chamada "Diagnosis". Quando se começou a planear a série "Dr. House", o nome da médica saltou para cima da mesa.

Lisa, 53 anos e mãe de família, não se identifica em nada com o sorumbático doutor campeão de audiências. O humor e caprichos de Gregory House não encontram paralelo nesta médica fanática por dietas que dá aulas em Yale. Apenas uma coisa têm em comum: "Tanto eu como ele adoramos resolver puzzles e desvendar mistérios." Tendo em conta os casos que vimos nos mais de 100 episódios da série, não estamos a falar de sudokus ou a edição de Verão da revista Cruzadex.

"Têm de ser doenças de diagnóstico difícil, mas aquelas com sintomas dramáticos funcionam melhor", aponta Lisa. E relembra o seu caso preferido, para refutar a ideia de que os diagnósticos de Dr. House são demasiado rebuscados ou fantasiosos: "Chegou-me um dia ao hospital uma rapariga que tinha começado com convulsões num restaurante. Fizemos testes e não encontrámos sinal de nenhuma doença até que descobrimos que ela fingia estes ataques - sofria do síndrome de Munchausen: uma patologia onde os pacientes imaginam os sintomas e representam-nos apenas para ficarem hospitalizados e serem o centro das atenções." 

Lisa não anda pelos corredores do hospital de bloco de notas na mão, mas os olhos e ouvidos estão sempre atentos à procura de material novo. O segredo para uma boa história de hospital é o mesmo de uma novela de detectives - não é por acaso que o doutor Gregory House foi comparado pelos produtores da série a Sherlock Holmes: uma história bem contada com um final onde se revela o o culpado. "Dá-nos aquela sensação de que o mundo em que vivemos afinal faz sentido", admite Lisa Sanders. "Que, no final, tudo se resolve. Quem não gosta de uma história com final feliz?"

 

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 10:40 | link do post | comentar

Terça-feira, 05.05.09

 

Para mim antes dele não havia televisão, a primeira recordação que tenho de ver televisão passa por uma imagem a preto e branco com este senhor.

 



publicado por olhar para o mundo às 08:47 | link do post | comentar

Quarta-feira, 29.04.09



Via RTP



publicado por olhar para o mundo às 17:36 | link do post | comentar

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