Quinta-feira, 19.05.11

 

As boas raparigas não sobem na vida...

 

Calma, não tirem conclusões precipitadas, é só o título de um dos vários livros de Lois P. Frankel, psicóloga e profissional experiente em coaching, na área de recursos humanos que mostra quais os erros mais comuns cometidos por nós no ambiente de trabalho.

 

Basicamente é um manual indicado para todas nós, sobretudo as mais ambiciosas, que querem subir na vida, mas que muitas vezes não sabem bem porque não saem da "cepa torta".    

 

Segundo Lois P.Frankel, nós, mulheres, cometemos bastantes erros dentro da esfera laboral, que nos impedem de ascender na carreira, e que nos levam a não entender, porque é que outras há que, mesmo muitas vezes não tendo qualidades tão exímias como nós, depressa escalam na hierarquia empresarial.

 

Meninas, nada de pensamentos obscenos, todas temos qualidades e defeitos (não caiam nos erros dos homens, que têm um achaque ao ver uma mulher na casa dos 30 com um descapotável topo de gama - esta anda a dormir com o chefe, ou, deve ter sido dado pelo marido...mas adiante).

 

Nesta obra, a autora analisa uma série de comportamentos típicos -101 no total - cujas consequências podem ser desastrosas. A parte boa é que para todos eles, sugere o antídoto adequado, apresentando de um de um lado o erro e do outro a solução. 

 

Não tivesse a feira do livro acabado ontem e dizia-vos para lá passarem a comprá-lo à hora do almoço.

Workaholicas incluídas

E se acha que é por trabalhar horas sem fim que vai agradar mais ao chefe, desengane-se, se abdica constantemente da sua vida pessoal e familiar, se está sempre com medo de ofender os outros, se recua sem questionar, saiba que pode estar nesse tipo de atitudes um verdadeiro travão de mão para o seu sucesso.

 

Não, não se trata de ser uma megera, trata-se de ver com frontalidade. No livro basta responder ao questionário inicial, e fazer uma auto-avaliação, sobre a sua forma de ser e de estar no seu trabalho. E sim, é um livro de auto-ajuda, mas se temos dúvidas, porque não havemos nós de procurar nos livros respostas. Antes isso que gastar rios de dinheiro com psicólogos e psiquiatras, aos quais recorremos já no apelidado fim de linha emocional.

Marketing pessoal

Será que a forma como me vejo é diferente da forma como sou percepcionada pelos outros? Possivelmente sim! E agora, será que é desta forma, exactamente, que quer ser avaliada?

 

O marketing pessoal ajuda-nos a trabalhar as nossas melhores características e a disfarçar as nossas fragilidades. Cada vez mais, e apesar do local de trabalho de trabalho ser o lugar onde passamos mais tempo, não estamos ali propriamente para desenvolver amizades e expor tristezas. Para isso temos a família e os amigos, trabalho é trabalho, apesar de devermos manter um ambiente de boa disposição e companheirismo.

 

Não se esqueça: grande parte das vezes que vamos ao supermercado somos influenciados pela publicidade, e pelas características e confiança que temos nos produtos, porque não haveria de ser assim nas entrevistas de emprego?

 

Promova-se e publicite-se, sem ser arrogante, prepotente ou dissimulada, esqueça a passividade e não tenha medo de arriscar. Certamente que desta forma o lugar já é seu!

 

Via A vida de saltos altos



publicado por olhar para o mundo às 21:57 | link do post | comentar

Terça-feira, 01.02.11

 

Os homens também chora, ou, quando as vitimas são eles

Quem me conhece sabe que sou acérrima defensora dos direitos do Homem e que me indigno sempre que leio ou vejo mais uma notícia sobre a violência dos homens contra as mulheres. No outro dia falava sobre isso com um amigo meu e prometi-lhe escrever sobre o outro lado do espelho, mostrando que eles também sofrem.

 

Se por uma lado é desprezível que, em pleno século XXI, as mulheres continuem a ser vítimas de violência doméstica, hediondo é também o facto de, cada vez mais, se assistir à violência da mulher contra o homem, muitas vezes - se não na maior parte delas - através da pressão psicológica, manipulação e intrépidos joguetes familiares.

Do alto da sua masculinidade, eles ainda têm vergonha em afirmar que são violentados, alvo de perseguição e que esta violência não se mede em equimoses, mas em nódoas negras emocionais, que ferem o corpo, mas sobretudo a alma. E quando existem filhos, estes servem de desculpa para uma violência que não é física mas é psicologicamente atroz.

Palavra de homem

 

Quis falar com alguém para que as palavras não fossem apenas estatística e com o João troquei sentimentos e desabafos de uma vítima no masculino. Divorciado, com 40 anos e pai de dois filhos, de 4 e 6 anos.

Do testemunho fica algum pudor e até vergonha em falar a verdade mas, acima de tudo, a força de quem leva a vida em frente e desabafa: "Uma mulher consegue levar um homem à loucura na pressão incansável que faz sobre a sua família, a sua mãe, os seus amigos, as suas ações mais inofensivas. Em maior ou menor escala, praticamente todas o fazem. A constante insatisfação de uma mulher face ao que considera ser o homem ideal, incinera autoestimas dos seus companheiros diariamente. E, naturalmente, pode levar a questões muito mais graves".

É violência quando homem ou mulher privam o cônjuge de estar com filhos


Apesar da revolta diz que sempre esteve na linha da frente, no que respeita à defesa das mulheres, mas cansado de viver com o inimigo desabafou: "Se mudares o género verás que o crime é o mesmo e existe na mesma proporção, só que tem menos estatística por duas simples razões: os homens ainda têm vergonha de o denunciar; os homens perdem em tribunal se a mulher disser que é tudo mentira. Pior, se uma mulher for colocada perante um juiz e disser que é vítima destes crimes, o homem é culpado até prova do contrário. Se for o homem a denunciar, a mulher é inocente até prova do contrário. Como vês a violência contra os homens também toma várias formas, tanto pode ser física, como psicológica, emocional, verbal, económica e sexual. O objectivo da pessoa que agride é sempre o de controlar a vítima, isolá-la, torná-la frágil e insegura. O agressor é frequentemente a mulher, a companheira ou a namorada, mas também pode ser a ex-mulher, a ex-companheira, ex-namorada, mãe, irmã e filha".

 

"A coragem vê-se em quem defende minorias, não maiorias"


Perante este testemunho senti a obrigação de mostrá-lo aos homens, não para desculpá-los mas para lhes mostrar que a violência existe e que não devem temer denunciá-la, porque sempre que se calam tornam-se coniventes com uma situação inaceitável, quer seja no masculino quer no feminino.

"É violência quando homem ou mulher privam o cônjuge de estar com filhos. Após a separação é uma prática criminosa hedionda e nojenta aceite como algo normal entre as mulheres. Nunca vi ou tive conhecimento de uma amiga que tentasse demover outra de privar o marido de ver os filhos após a separação. Pelo contrário. Que espécie de ser joga com o que de mais sagrado há para um progenitor? Desculpa o desabafo, mas cada vez tenho menos esperança de ver uma mulher a escrever sem medo sobre o que as mulheres são capazes de fazer (e fazem) aos homens dentro e fora das quatro paredes. Não desprezo e jamais desprezaria a violência contra mulheres. Desprezo sim as análises que continuam a dar o enfoque nessa tónica, simplesmente porque há menos dados públicos do contrário. A coragem vê-se em quem defende minorias, não maiorias".

Tomei a liberdade de escrever. Não podia deixar um amigo silenciado na dor, se antes lhe tinha pedido para se colocar na linha da frente. A violência contra os homens existe, assim como contra as mulheres, como tal deve ser denunciada, as vítimas protegidas e os transgressores condenados.

 

Relembre a reportagem - Violência doméstica: Quando as vítimas são eles

 

Via A Vida de Saltos Altos



publicado por olhar para o mundo às 19:13 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Segunda-feira, 06.12.10

A inocência adiada

Acredito que a sexualidade vivida demasiado cedo distorce a realidade e torna as crianças emadultos imaturos, decididamente mais infelizes e insatisfeitos por terem crescido depressa demais. Alguém concorda?

Confesso que já penso nisto há meses, para não dizer que o faço já há alguns anos. Mas hoje, talvez como resultado da leitura de algumas notícias que trazem a público o aumento do número de casamentos homossexuais em Portugal e a tenra idade em que a população portuguesa inicia a sua vida sexual, achei que estava na hora de desabafar este sentimento de uma certa confusão social.

Não quero com isto dizer que sou contra o casamento homossexual ou as relações entre indivíduos do mesmo sexo. Creio que cada um tem direito a ser feliz na sua sexualidade. A minha questão coloca-se é com a idade em que de facto um indivíduo tem consciência da sua sexualidade. Isto é, se gosta de indivíduos do mesmo sexo ou do sexo oposto e se tem de facto consciência da experiência sexual em si.

 

Século 21: Nova era ou confusão social

Creio que a nossa sociedade, não sei se por ter estado tão privada da liberdade de ação e pensamento durante tantos anos, criou uma ideia errada do que é realmente a sexualidade, a relação íntima e a identificação com pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto.

As meninas sempre foram habituadas a dormir com meninas e a não serem condenadas por andarem de mãos dadas ou brincarem com bonecas. Já no que diz respeito aos rapazes, a estes sempre lhes foi dito que o correto para eles era jogar à bola e brincar com carrinhos.

Na minha opinião esta é uma falha social, um preconceito. Mas, sinceramente, também acho estranho o contrário e, correndo o risco de ser mal interpretada, não acho mesmo normal que cada vez mais rapazes adolescentes conheçam tão bem com a sua sexualidade, ao ponto de quererem ser parecidos com elas, a nível de modos e comportamentos, e que sejam capazes de se afirmar homossexuais, quando mal ainda chegaram à adolescência ou pouco mais que isso.

Não sei se nos dias de hoje as grandes culpadas somos nós, as mulheres e mães, ou os homens, enquanto pais, que fazem dos filhos e filhas seres andróginos e apenas preocupados com aquilo que os outros pensam ou veem, passando de uma forma fútil, as formas corretas de ser e de estar, através de imagens manipuladas e conceitos politicamente corretos.

E se de um lado os meninos cada vez mais se parecem com meninas, também estas, cada vez mais, são autênticas predadoras sexuais com 14, 15 anos, verdadeiras "lolitas" maquilhadas e produzidas, e capazes de confundir a cabeça dos mais esclarecidos.

Assusta-me esta falta de identificação e maturidade sexual. É certo que com esta idade já tinha dado o meu primeiro beijo de fugida, mas preferia bem mais saltar ao elástico e dar grandes voltas de bicicleta pelo bairro com o maior número de amigos, e falar horas intermináveis nas noites quentes de Verão.

Viamos o "Dirty Dancing", o "Blue Lagoon" e o "Top Gun", mas daí a permitir pouco mais que um toque na cintura e uns beijinhos repenicados, ía muito mais que uma longa metragem.

Tenho saudade. Gostava que os miúdos não descobrissem tão cedo a sexualidade e fizessem dela uma distorcida imagem de afeto. Gostava que brincassem mais, andassem de mãos dadas e sentissem as primeiras borboletas no estômago sem que para isso tivessem de ter relações sexuais prematuras, que vão resultar muitas vezes em más experiências, das quais a gravidez pode nem sempre ser a pior das experiências mas, sem dúvida, uma das mais comuns actualmente

 

Via A Vida de Saltos Altos



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Domingo, 03.10.10

Todas as mulheres podem ser divas

 

Não existem mulheres feias, estas simplesmente ainda não descobriram o estilo, e continuam a achar que o segredo é apenas estar na moda

 

Como à semelhança de anos passados, aproveito os tempos livres das merecidas férias, e as feiras do livro para comprar alguns exemplares. Desde o livro técnico, ao romance, ao livro de dicas ou ao clássico, confesso que é em época de férias que mais livros compro, muitas vezes de forma a uma colecção para ler durante os próximos meses.

O último livro que comprei foi, no seguimento da minha última aventura académica, a consultoria de imagem, "O livro negro do estilo" escrito por Nina Garcia , júri do sobejamente conhecido programa "Project Runaway", directora de moda da Elle Magazine e Marie Claire nos Estados Unidos (com umas ilustrações fabulosas de Ruben Toledo).

 

Confesso, que à semelhança de outras mulheres a moda e a beleza da estética nunca me foram indiferentes, e já de pequena a minha mãe dizia que não entendia como é que que eu chegava ao fim do dia sem uma nódoa no vestido, ou um vinco fora do lugar.

 

Costurava para as bonecas, na máquina de costura da minha mãe, e no 9º ano de escolaridade estive prestes a seguir artes, tendência essa que nunca segui, ou pelo menos na vertente de criadora, à semelhança dos modelitos que fazia para as minhas Barbies, com restos de tecidos dados pela minha mãe.

Fiquei-me pela escrita, também uma arte, na minha opinião, e a minha forma favorita de dar asas à minha verve. Se pudesse viver de algo seria sem dúvida da escrita, mas nos dias que correm, há que nos desdobrarmos em mais "instrumentos", que não apenas aquele que aprendemos a tocar.

 

Existe (apenas)  uma oportunidade para se causar boa impressão

Contra mim falo quando digo que uma imagem vale mais que mil palavras, mas ponho esta observação ao serviço da estética, da moda, da beleza, e digo simplesmente Divas, Moda e Cinema, sublinhando-as com nomes como Audrey Hepburn, Sophia Loren, Brigitte Bardot, Catherine Deneuve, mas fico simplesmente fascinada quando vejo estas mulheres brilharem no écran, entre outras (mas estas são eternas) com tanto encanto e simplicidade, mas ao mesmo tempo com tanto glamour e elegância.

Não sou uma fashion victim, nem tenho poder económico para comprar peças de griffe, assinadas por grandes criadores, mas sei que não precisamos de encher o guarda-roupa com as últimas tendências para estarmos na moda e sermos elegantes.

 

Tal como Coco Chanel um dia disse "a moda passa, o estilo é eterno", e para isso temos de ser únicas e claro, nunca no esquecermos de básicos como o vestidinho preto, com o qual, já a saudosa actriz Ivone Silva dizia "nunca me comprometo".

 

Depois basta seguir conselhos como os de Helena Rubinstein, com a vantagem de não ter comprar a colecção de make-up, que dizia "não existem mulheres feias, apenas mulheres preguiçosas".

 

Dicas de mulher para mulher



De momento vou continuar a ler o meu novo livro, deixando abaixo algumas dicas essenciais, dadas pela autora, e acrescentadas pela minha experiência feminina.

 

Seja uma diva, independentemente da sua idade, estatuto social, altura e peso, aproveite a mudança de estação para uma limpeza sazonal do guarda roupa:

  • Deite fora o que não usa ou que não a favorece - eu acrescento troque peças de roupa com amigas e venda as que ainda estão em bom estado, mas que já não usa há mais de um ano.
  • Compre  tamanho certo, se veste um 40, não compre um 38 a pensar que vai emagrecer - visto 38 e alturas houve em que me senti tentada a comprar o 36. Acrescento, roupas justas demais fazem-nos mais gordas e deixam-nos deprimidas, além de que quando comermos "aquele" gelado, fazem-nos sentir culpadas, se eventualmente a mola do cinto se desapertar.

  • Não se sinta tentada pela etiqueta dos saldos - para quê comprar peças da tendência da estação anterior, se no próximo Verão já não se forem usar? Aposte nos básicos, e escolha as peças que lhe assentam bem e que são um prolongamento da sua personalidade.

  • Não jogue muito pelo seguroA moda deve ser divertida. Lá está ao encontrar o seu estilo pessoal nada como lhe acrescentar alguns toques de cor e exuberância. Qual é a piada de abrir um guarda-roupa em que nenhuma peça se destaca logo pela manhã?

  • Não compre de acordo com as modas. Acrescento só de acordo com as modas. Se a sua amiga fica bem de mini-saia de folhos ou de vestido laranja, isso não significa que a si também lhe ficará. Dê prioridade à sua fisologia, personalidade e tons de pele, olhos e cabelo.

  • Seja implacável ao fazer a sua selecção. E digo mais, não tenha pena de se livrar daquele casaco branco de penas, daquela saia de pregas ou da camisola de lã, se não as vestiu no último Outono, e só este ano é que se voltou a recordar que elas existiam, é porque realmente não eram essenciais, e melhor, não lhe "assentavam que nem uma luva".

Segundo a directora de moda, depois de seguir estas máximas, está pronta a começar a trabalhar no seu estilo pessoal, ao nível de grandes mestres do tempo e da mestria, "a simplicidade é a verdadeira sofisticação" Leonardo da Vinci dixit.

 

Via A vida de saltos Altos



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Domingo, 08.08.10

O que todas as mulheres deviam saber sobre as imagens das revistas: Nem a maior das dietasou as inúmeras operações de estética serão capazes do toque de um mago chamado"Photoshop".

As adolescentes são facilmente manipuláveis e moldáveis. Não é por acaso que é em tenra idade que começam a ser recrutadas para as agências de modelos, sob o sonho da beleza e fama fáceis e em programas que as fazem sonhar alto de mais, com uma vida que tem muito pouco deglamour, aquilo que maior parte delas não imagina.

Até nós, mulheres adultas e à partida de cabeça bem organizada e estruturada, somos desde miúdas bombardeadas pelas imagens fantásticas das modelos magras, com um corpo perfeito, sem rugas e celulite. Garanto-vos, eu própria tenho cuidado com a minha imagem e até sou algo "fanática" com os cuidados que tenho com o meu corpo, mas desde o momento em que me apercebi que não havia uma única imagem que não fosse altamente retocada pelas mãos milagrosas, não de Deus, mas de um programa chamado "Photoshop", apercebi-me e concluí de vez que NADA, nem NINGUÉM é realmente aquilo que aparenta ser nas mais prestigiadas revistas de moda, socialite e mesmo saúde e bem-estar

 

Para ler, ver e digerir

 

Jean Kilbourne , escritora, cineasta, argumentista é reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho sobre a forma como o sexo feminino é tratado em publicidade. Além de falar do corpo da mulher como objecto de desejo e manipulação, Kilbourne também critica ferozmente a promoção do álcool e do tabaco e as aparentes imagens de felicidade que estes produtos prometem.

Todos os seus filmes, palestras, aparições públicas e presenças em programas de televisão - como o sobejamente conhecido "Oprah Winfrey Show" que passa diariamente no canal SIC Mulher - foram vistos por milhões de pessoas.

Se eventualmente ainda não teve oportunidade de ver nenhum, deixo-lhe alguns excertos do último "Killing Us Softly - 4", um filme que nos dá um novo olhar sobre a realidade distorcida dos actuais ideais de beleza femininos e a forma como estes estão a destruir a verdadeira feminilidade.


O sexismo, os distúrbios alimentares, os estereótipos redutores da realidade, a perceção da beleza e a sexualidade, são tudo temas abordados, uma vez mais pela autora, que põe a nu a forma como a publicidade trata o sexo feminino como objeto, e trabalha a beleza manipulada em programas de edição de imagem.

Pior  é ver como as falsas aparências põem em risco a saúde física, mental e verdadeira auto-estima das mulheres em todo o mundo. Há décadas que as mulheres lutam contra falsos esteriótipos apresentados pelas modelos das capas de revista que, na sua maioria, estão muito longe de ser a perfeição que aparentam. Isto sem falar nos milhões que movimentam em todo o mundo.

Curriculum Vitae - Jean Kilbourne

 

Nomeada pela "The New York Times Magazine" como uma das mais famosas oradoras do país, Kilbourne é lincenciada em inglês, pela Universidade de Wellesley e doutorada em educação pela Universidade de Boston. Após a licenciatura ganhou uma bolsa por Wellesley, que lhe permitiu passar três anos na Europa e trabalhar para a British Broadcasting Corporation em Londres.

É membro honorário do Centro para as Mulheres Wellesley desde 1984. É ainda autora do livro premiado "Can't Buy My Love: Como a publicidade muda a maneira de pensarmos e sentimos", e co-autora de "So Sexy So Soon: The New Sexualized Childhood", e "O que os pais podem fazer para proteger seus filhos". Os filmes premiados com base nas suas palestras incluem "Killing Us Softly" (que já vai na quarta edição), "Spin the Bottle" e "Slim Hopes".

 

 

 

Via A vida de Saltos Altos



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Segunda-feira, 05.07.10

Sim urinar de  facilita e ser menstruada não é uma dádiva divina que agradeçamos todos os meses. Mas convenhamos: o corpo da mulher é, sem dúvida, mais atraente e abençoado do que o do homem.

 

1º As mulheres têm inveja do pénis ou de alguma coisa relacionada como, por exemplo, urinar de pé, ter a bexiga grande e não ter períodos ou partos?

 

Não, as mulheres não têm inveja de não ter pénis. Obviamente que gostamos de ver o corpo bonito e torneado de um homem, mas não

Sem pénis.. mas aparentemente com inveja

gostaríamos de ter o corpo igual. E convenhamos: não acham que o corpo da mulher é muito mais bonito, vá... e perfeito?

 

Urinar de pé não é nada por aí além. É claro que facilita e não vos obriga a esconderem-se atrás de moitas, sem falar na questão de dar muito menos trabalho, mas digamos que... não é assim nada de especial. Além disso, parece que alguns senhores já se lembraram que poderíamos gostar de experimentar a sensação e... criaram um adaptador para o efeito.

 

Ser menstruada é desagradável. Temos dores, e muitas mulheres sentem todo o seu sistema nervoso completamente irregular dias antes. Acham que o TPM (Transtorno Pré-Menstrual) é uma história mal contada que criámos? Acreditem que não. Existem meses em que nem nós próprias nos aguentamos e entendemos porque é que os nossos nervos ficam em franja. É tudo uma questão de hormonas.

Nesse aspecto os homens talvez tenham de facto mais sorte. Quanto ao parto e a não ser Zeus que teve os filhos pelas barrigas das pernas, ter um bebé é um dom que só a nós nos pertence e creio que qualquer mulher sente orgulho de poder sê-lo. Quanto às dores: metem medo, sim. Mas graças a Deus existe a epidural.

2º As mulheres não se sentem lésbicas por estarem sempre a dar beijos umas nas outras e por saberem apreciar outras mulheres?

Não. Desde pequenas que somos habituadas a andar de mãos dadas com as nossas amigas mulheres e nunca ninguém nos criticou por estar de mão dada, nem por darmos beijinhos na cara. Com os homens, a sociedade já não é tão meiga, pois consideram que qualquer tipo de afeto entre homens, que não seja apenas entre pai e filho, é sempre considerado duvidoso.

Quando éramos miúdas achávamos ridículo os rapazes andarem sempre à pancada, enquanto nós conversávamos, mostrávamos a roda do nosso vestido e brincávamos sem precisar de agressões físicas para nos impor, a nossa subversão é mais psicológica e não tanto física.Sabemos tão bem apreciar homens e mulheres quanto vocês, simplesmente a nós a sociedade não nos critica, e a vocês sim. Se calhar está na altura de aceitarem que é perfeitamente natural apreciar o "belo", seja ele homem ou mulher.

3º As mulheres apreciam personagens como o Bin Laden, o Hitler ou o Bento XVI do ponto de vista sexual, tipo, fantasias ou coisas parecidas?

 

A mim - e creio que à maior parte das mulheres - estes homens não só não nos excitam ou estimulam do ponto de vista sexual, como são obscenos do ponto de vista moral. Por mim falo: dão-me um verdadeiro asco. Vamos pôr as coisas de outra forma, sendo eu heterossexual, se todos os homens existentes ao cimo da Terra fossem cópias destes exemplares, certamente me tornaria lésbica.

Quanto a fantasias, digamos que posso cair num perfil mais vulgar, mas digamos que como fantasias sexuais dominantes acredito que as fardas continuem em primeiro lugar. Homens que nos despertam a líbido ou com os quais temos fantasias: Actores de cinema, homens bem-dispostos e que nos façam rir (já não sou a primeira a dizer isto) com um físico cuidado, mas não exageradamente, que nos acarinham e obviamente, que não vão direitos ao assunto, se bem que as mentalidades estão a mudar e cada vez mais as relações (como sou uma romântica não sou apologista do one night stand) são efémeras, individualistas e, acima de tudo muito solitárias.

 

 

 

Via A vida de saltos altos



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Sexta-feira, 16.04.10

Madonna não dispensa a sua mala Louis Vuitton...

O único homem que conheço que usava uma mala quase igual à nossa era o Sport Billy, que, para quem não se lembra, era um herói animado dos anos 80, a quem lhe foi oferecida pelos deuses do Olimpo, uma bolsa desportiva onde se poderia encontrar literalmente, TUDO.Actualmente o Billy deveria andar na casa dos 30 e muitos, e não era decidamente um homem vulgar. Isto porquê? Porque ainda não ouvi uma única opinião positiva sobre as nossas malas, por parte de nenhum homem, a não ser a observação: "para que é que queres tanta coisa" ou então "posso pôr a minha carteira aí dentro para não encher o bolso?".

É verdade, não gostam, não gostam, mas se não fosse este nosso bendito auxiliar de escoliose, onde é que poderíamos guardar coisas que ninguém, nem mesmo o homem mais prevenido, dispensa?
Desde o simples penso rápido, passando pelas chaves de casa, de carro e ainda um livro, para ler nos transportes. Confesso que é verdade: às vezes a minha mala parece transportar o mais simples elemento da constução civil lá dentro... sim, o tijolo. O obral e seus piropos bossais dispenso.
Garanto-vos que mesmo que, por vezes, é difícil encontrar a olhos nus aquilo que se pretende à primeira, o meu sentido do tacto faz autênticos passos de magia e encontro em segundos tudo aquilo que pretendo.E na minha mala existe...Neste preciso momento acabo de abrir a minha mala e faço, em exclusivo, o relato exaustivo do que lá tenho, para levar amanhã:Carteira, MP3, bolsa com maquilhagem, lenços de papel, chaves de casa, chaves do carro, creme hidratante para mãos e para lábios, desinfectante, toalhetes, uma caixinha de costura para eventuais perdas de botão, dois telemóveis (pessoal e trabalho), carteira de cartões pessoais que leva também o passe, livro, bloco de notas e quatro esferográficas. De manhã vou acondicioná-la também com um saco de plástico com dois iogurtes e a caixa do almoço. E que tal?
Se me encontrarem na rua e precisarem de algo, tenho de certeza absoluta que vos vou poder ajudar, com excepção de dinheiro e bilhetes de avião com destino às Maldivas, ou qualquer outro destino exótico, de onde gostaria de estar a escrever este texto.

Marcas caras? Prefiro a feira...


Quanto a marcas, e para não pensarem que todas as mulheres gastam rios de dinheiro, garanto-vos que as minhas não são de marca alguma especial, e recuso-me a usar contrafacção (sinceramente minhas senhoras e senhores, acho do pior mau gosto e inconsciência económica usar marcas falsas, para aparentar novo riquismo).Algumas são manufacturadas (tenho uma feita de crochet e outra de sacos de café), outras que tais compradas nas mais variadas lojas de roupa e acessórios, frequentadas pelo meu sexo e classe social. Aos fins-de-semana, e porque não resisto a um belo mercado, perco-me por 5 ou 10 euros e compro alguns exemplares, só para combinar com as minhas peças de roupa preferidas.E agora que a minha confissão de Sport Billy já acabou, desmistifico o amor que as mulheres têm às malas e ao culto deste acessório essencial.Convido também os senhores a adquirir, ao invés de pastas completamente demodé, os práticos sacos à tiracolo, que lhes podem permitir guardar até uma consola de jogos portátil, e que não aumentam a escoliose feminina em noites de jantares mais, ou menos, românticos.

Já agora, sempre se lembram do Sport Billy?

 

 

Via A Vida de saltos altos



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