Segunda-feira, 27.02.12
'Ir ao Porto e não saborear uma francesinha equivale a ir a Roma e não ver o Papa'

O especialista brasileiro em gastronomia e vinhos Dias Lopes, jurado no Essência do Vinho, considera, numa crónica assinada no O Estado de S. Paulo, que «ir ao Porto e não saborear uma francesinha equivale a visitar Roma e não ver o papa».

 

O artigo saiu esta semana no suplemento Paladar do diário brasileiro, conhecido também por 'Estadão', com o título 'O melhor de tudo', depois de o autor ter estado recentemente no Porto, onde integrou o júri do 'TOP 10 Vinhos Portugueses' do Essência do Vinho.

 

J. A. Dias Lopes é tido como um dos mais experientes e conceituados jornalistas brasileiros de gastronomia e vinhos, chefia a revista Gosto (publicação brasileira especializada em gastronomia e vinhos), começou recentemente a colaborar com a revista portuguesa WINE-A Essência do Vinho e é ainda colunista de O Estado de S. Paulo.

 

Enquanto esteve no Porto, aproveitou uma das tardes passadas na cidade para visitar alguns dos mais emblemáticos locais onde se aprecia a famosa iguaria.

 

«A cidade onde essa sanduíche foi inventada tem outras atracões gastronómicas clássicas», regista, mencionando, nomeadamente, os rojões, as tripas à moda do Porto e o bacalhau à Gomes de Sá. «Mas a francesinha continua no pódio», considera.

 

O jornalista recorda que, em 2011, o site americano AOL Travel colocou a francesinha entre as «dez melhores sanduíches do mundo».

 

«Convém lembrar que a lista ignorou preciosidades - o beirute do Frevinho, em São Paulo, e a sanduíche de pernil com abacaxi do Cervantes, no Rio de Janeiro, mereceriam a distinção», lamenta Dias Lopes, acrescentando, porém, que «o reconhecimento da gostosa francesinha foi merecido».

 

O especialista considera que, «na prática, ela não deveria ser chamada de sanduíche, mas de refeição completa», e diz que «todas as versões de francesinha são criticadas pelos médicos», os quais «a acusam a sanduíche ex-líbris do Porto de atentar contra as artérias e a silhueta».

 

No entanto, refere, «a advertência não impressiona seus milhares de apreciadores» e «cada portuense tem seu lugar favorito para saborear a francesinha e torce pela sua como se fosse um time de futebol».

 

Via Sol



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Terça-feira, 05.04.11
Governo proíbe arma TASER em situações idênticas à de Paços de Ferreira
 
O ministro da Justiça proibiu a utilização de armas eléctricas sobre reclusos em situações como a que ocorreu recentemente em Paços de Ferreira, para preservar os direitos fundamentais dos detidos, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.

Em causa está a actuação, a 17 de Setembro de 2010, de elementos do Grupo de Intervenção de Segurança Prisional (GISP), que recorreram a descargas de uma arma TASER X26 face a um prisioneiro que se recusava a limpar a sua cela, no Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira.

Além da investigação que corre, esclarece o ministro Alberto Martins no documento publicado hoje em Diário da República, o caso«levou à abertura de processos disciplinares ainda em curso» e foi também «dada ao Ministério Público notícia dos factos apurados».

No entanto, e enquanto decorrem as investigações, o ministro considera importante «não deixar de tomar medidas que inequivocamente reforcem a tutela de direitos fundamentais e previnam situações como a ocorrida».

Acrescenta que, simultaneamente, deve «impulsionar-se o já previsto processo de revisão do regulamento de utilização de meios coercivos, avaliando a forma como tem vindo a ser aplicado».

No imediato, o despacho do ministro ordena que «não sejam utilizadas armas e dispositivos eléctricos em situações idênticas ou similares à ocorrida no dia 17 de Setembro de 2010, na secção de segurança do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira».

Determina ainda que «sejam objecto de filmagem integral quaisquer intervenções do GISP em que haja utilização de armas, incluindo armas e dispositivos eléctricos».

A utilização desta arma eléctrica em Paços de Ferreira foi justificada pelo GISP por se tratar de «uma situação anormal que estava a acontecer há semanas», envolvendo um recluso que se recusava a limpar a cela, cheia de dejectos, e quando os restantes, no mesmo sector iniciavam uma greve de fome por «não suportarem» uma situação que «estava a pôr em causa» a sua saúde.

O actual regulamento define que a utilização de dispositivos eléctricos nas cadeias só é permitido «quando seja impossível alcançar a mesma finalidade através do uso da força física ou de um gás neutralizante» e estará dependente da autorização dos directores dos Estabelecimentos Prisionais.

Segundo a regulamentação actual, as «armas e dispositivos eléctricos visam, de forma instantânea, neutralizar temporariamente a capacidade motora do recluso», mas a sua utilização «só é admitida quando seja estritamente necessária à salvaguarda ou reposição da ordem e da disciplina», ou ainda, em caso de legítima defesa.

A quantidade, duração e intensidade das descargas eléctricas «são as estritamente necessárias para fazer cessar a conduta ilícita do recluso», utilizando-se ciclos «tão curtos quanto possível e cessando logo que seja possível imobilizá-lo por outros meios ou algemá-lo».

 

Via Sol



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INE retira perguntas dos Censos
 
O Instituto Nacional de Estatística (INE) vai ser obrigado a eliminar duas perguntas da base de dados criada para os Censos 2011.

Em causa, soube o SOL, está a pergunta do Questionário de Família sobre se determinada pessoa tem uma relação em união de facto com um parceiro do mesmo sexo ou de sexo diferente, e se reside com esse mesmo parceiro.

E outra, no espaço C do mesmo questionário, em que se exige a cada cidadão que indique o nome e o sexo das pessoas que, não sendo residentes no seu alojamento, aí estavam presentes no dia 21 de Março.

Por considerar que se trata de informação «sensível», da esfera da«vida privada», a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) proibiu o INE de registar, nas bases de dados criadas de propósito para esta operação estatística, todas as informações que já tiverem sido recolhidas até ao momento, através dos formulários em papel ou via internet.


Pedido bastante tardio 


Esta decisão só agora foi tomada - «em momento bastante tardio e numa altura em que já estava em marcha a recolha dos dados», frisa a CNPD - porque só no passado dia 10 é que o INE pediu autorização aos juristas desta Comissão para tratar a informação deste recenseamento. «Tendo em conta que os questionários do inquérito-piloto e os da operação real eram idênticos, entendemos que a notificação do primeiro seria suficiente» - justificou ao SOL fonte oficial do Instituto.

Já em 2010, quando pela primeira vez foi chamada a pronunciar-se sobre este assunto - estava então em curso o inquérito piloto, lançado em Abril desse ano -, a CNPD tinha alertado o INE para o carácter sensível destas e de outras questões (como a religião e problemas de saúde ou decorrentes da idade), cuja resposta deveria ser facultativa, por serem relativas à orientação sexual e à intimidade da vida familiar.

No entanto, o INE - que já nessa altura informou a Comissão fora de horas - teve entendimento diferente, alegando ainda que já não era possível alterar o conteúdo dos formulários digitais e em papel.

O INE tem agora 15 dias para informar aquela Comissão sobre as medidas que vai tomar para proteger devidamente os dados pessoais a inserir ou já inseridos na base de dados. Até quarta-feira - décimo dia de resposta pela internet - mais de dois milhões e meio de pessoas tinham respondido aos Censos através do site do INE - o equivalente a meio milhão de alojamentos recenseados.

 

Via Sol



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Terça-feira, 22.03.11
Politécnico planta árvore por cada 'gosto' na sua página no Facebook
 
A partir de hoje, Dia Mundial da Árvore, o Instituto Politécnico de Beja (IPB) vai plantar nas suas explorações agrícolas uma árvore por cada clique na opção 'gosto' da página da instituição no Facebook.

A campanha Planta uma árvore à distância de um cliquedecorre desde hoje e até que seja atingido o limite de quatro mil 'gostos' na página do Facebook da instituição de ensino superior público de Beja, explicou Carlos Daniel Rego, do IPB.

As árvores, sobreiros e pinheiros que vão ser cedidos por uma sociedade de produção e comércio de plantas, serão plantadas nas explorações agrícolas do IPB por alunos dos cursos de Agronomia, Biologia e Engenharia do Ambiente.

A campanha, apoiada pela Liga para a Protecção da Natureza (LPN) e pelo Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), visa «sensibilizar toda a comunidade, sobretudo os estudantes, para a importância das árvores e da preservação e da conservação das florestas», explicou Carlos Daniel Rego.

Para assinalar o início da campanha, as primeiras cinco árvores foram hoje plantadas no campus do IPB e correspondem aos gostos e ficaram com os nomes de um representante da LPN e outro do ICNB, do presidente do IPB, Vito Carioca, da eurodeputada do PSD Maria da Graça Carvalho e do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Rui Barreiro.

 

Via Sol



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Terça-feira, 15.03.11
 
O Facebook proíbe a utilização do site por menores de 13 anos. E avisa que contas em nome de crianças abaixo desta idade serão eliminadas em caso de denúncia.

Não é difícil encontrar no Facebook crianças de sete, dez ou 12 anos. E há até pais que criam um perfil para bebés acabados de nascer. Mas a política da empresa criada por Mark Zuckerberg é muito clara: «O Facebook exige que as pessoas tenham, pelo menos, 13 anos para poder criar uma conta».

O aviso está nos termos e condições do site e deixa mesmo um alerta: «Fornecer informações falsas para criar uma conta constitui sempre uma violação da nossa Declaração de Direitos e Responsabilidades. Isso inclui contas registadas em nome de crianças com idade inferior a 13 anos por pessoas com mais idade».

Como a empresa não tem maneira de controlar todos os perfis, convida os utilizadores a denunciarem contas de menores de 13 anos. «Eliminamos de imediato a conta de qualquer criança com idade inferior a 13 anos», explica o Facebook no site onde disponibiliza um formulário para estas denúncias.

Tito Morais, criador do site Miúdos Seguros na Net - que já conta com mais de oito mil seguidores no Facebook - admite que é difícil manter fora das redes sociais «os miúdos da geração Magalhães, que têm entre seis a dez anos, mas já têm computadores com ligação à internet».

Morais explica que a idade mínima para ter conta nas redes sociais para adultos decorre de uma lei americana de protecção de menores na net, a Children s Online Privacy Protection Act, mas diz que há alternativas ao Facebook e ao Hi5. «Há pelo menos sete redes sociais criadas especificamente para crianças, com níveis de segurança e controlo parental muito superiores aos das redes dos adultos».

Para quem não conseguir ou não quiser tirar as crianças do Facebook, Tito Morais dá alguns conselhos. «É importante que os pais sejam seguidores das contas dos filhos nas redes sociais e, caso eles sejam menores de 13 anos, que tenham mesmo as suas passwords de acesso». Ensinar os filhos a pedir autorização antes de aceitar um pedido de amizade e evitar jogos e aplicações sem as mostrar primeiro aos pais são outras sugestões.

«O Facebook até pode ser uma boa ferramenta para aproximar os pais dos filhos e envolver a família, mas é muito importante que haja regras», defende o especialista.

Jocelyn Ovalle, da empresa de segurança informática BitDefender, aconselha os progenitores a estarem perto dos menores enquanto estes estiverem nas redes sociais. «É importante que se sentem, de vez em quando, com os filhos para navegar na internet, explicando-lhes os perigos que podem encontrar». Sempre que não puderem estar fisicamente ao lado das crianças, «podem confiar num software de controlo parental como o que inclui o BitDefender Internet Security, que pode ser configurado e controlado através da internet e que permite aos pais saber a que páginas acederam os filhos e impedi-las de acederem às que considerem ser inadequadas».

 

Via Sol



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Segunda-feira, 14.03.11
Ministros dos 27 discutem proibição de cultivo de transgénicos
 
Os ministros do Ambiente da União Europeia vão discutir, segunda-feira, em Bruxelas, uma proposta de limite ou proibição do cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM), que não recolhe a unanimidade entre os Estados-membros.

Em causa está uma proposta da Comissão Europeia para reformar o regime de autorização de produtos transgénicos, que dá uma maior liberdade aos Estados-membros para decidirem uma eventual proibição de cultivo de OGM no seu território.

A medida não se afigura, no entanto, consensual, merecendo a oposição de países como Espanha - o país europeu com maior superfície de cultivo de transgénicos -, França e Alemanha, que constituem uma «minoria de bloqueio» suficiente para inviabilizar a aprovação da proposta de Bruxelas.

Nesta reunião, na qual participará a ministra portuguesa Dulce Pássaro, os 27 vão ainda procurar alcançar um acordo relativamente à proposta de revisão da lei comunitária sobre resíduos de equipamentos eléctricos e eletrónicos, em negociação já desde 2009.

 

Via Sol



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Sexta-feira, 14.01.11

Comentários homofóbicos no facebook podem dar prisão

 

Depois da morte violenta de Carlos Castro, os comentários de discriminação sexual têm vindo a aumentar de dia para dias nas redes sociais e nos sites de jornais e revistas. No entanto, divulgarconteúdos que incentivem a esta discriminação é punível por lei com uma pena que pode ir de seis meses a cinco anos de prisão, segundo adiantou o DN.

Em declarações ao jornal, o advogado Arrobas da Silva esclareceu que deverá ser o Ministério Público a promover uma acção penal, em caso de violação da lei.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 24.11.10

População portuguesa cresce graças aos imigrantes

 

O número de nascimentos diminuiu em Portugal em 2009 e o de óbitos aumentou, mas verificou-se um acréscimo populacional de cerca de 10 500 pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao ano passado.

De acordo com as estatísticas demográficas de 2009, a população residente em Portugal a 31 de dezembro era de 10 677 713 pessoas, "valor que traduz um acréscimo populacional de 10 463 indivíduos".

Para este acréscimo contribuíram um saldo migratório positivo de 15 408 pessoas e um saldo natural negativo de 4 945.

Em 2009 nasceram 99 491 filhos de mães residentes em Portugal, menos 5 103 do que em 2008. No ano passado, registaram-se 104 434 óbitos de residentes em Portugal, mais 154 do que no ano anterior.

"A evolução da população residente em Portugal tem vindo a denotar um continuado envelhecimento demográfico, como resultado das tendências de aumento da longevidade e de declínio da fecundidade", refere o INE.

A 31 de dezembro do ano passado, a população residente em Portugal era constituída por 15,2 por cento de jovens, com menos de 15 anos, 17,9 por cento de idosos, pessoas com 65 e mais anos, e 66,9 por cento de população em idade ativa, entre os 15 e os 64 anos.

Em Portugal há 118 idosos para cada cem jovens.

Em 2009 realizaram-se 40 391 casamentos, menos 2837 do que no ano anterior, e foram decretados 26 464 divórcios, número até junho, mais 70 do que em 2008.

A idade média dos noivos continua a aumentar, situando-se em 2009 nos 33,4 anos para os homens e nos 30,8 anos para as mulheres. Em 2008 era de 32,6 anos e 30,1 anos, respetivamente.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 17.11.10

Drogas, quem nunca pecou....

 

Se é daqueles que acha que a sociedade dos nossos dias se resume a uma cambada de viciados em tabaco, álcool e drogas, temos uma boa notícia: o mal não é desta geração, nem da anterior. Mesmo longínquos anos A.C. toda a gente recorria a inebriantes. Fosse por razões sociais, medicinais ou rituais, os nossos antepassados usavam-nas sem vergonhas nem reservas. As drogas não nasceram emWoodstock e têm muito que se lhe diga.

"High Society" - que traduzido para português seria qualquer coisa como sociedade pedrada - é a exposição que reúne quadros, imagens, objectos e artefactos relacionados com o consumo de droga. O trabalho, disponível na Welcome Collection faz-se acompanhar pelo livro "High Society: Mind-Altering Drugs in History and Culture"do escritor e historiador Mike Jay. Interessado em temas relacionados com a sociedade, a ciência e as drogas, Jay afirma que "todas as sociedades são ''pedradas'', todas têm os seus tóxicos, vícios e hábitos. O que aconteceu com a globalização é que cada sociedade descobriu os tóxicos das outras". 

Tabacoópio ou canábis: todas têm uma história. Quando Colombo descobriu a América, procurava especiarias mas encontrou uma planta diferente: a do tabaco. Foi ele que o trouxe para a Europa. O ópio, por sua vez, começou por ser utilizado pelos ingleses que descobriram a droga nas suas colónias, na Índia. Este produto retirado das papoilas tornou-se um verdadeiro vício para os chineses. Foi por causa desta comercialização de droga que se deram as "Guerras do Ópio", dois grandes conflitos entre britânicos e chineses. Quanto à canábis está ligada a Napoleão e à chegada ao Egipto.

O objecto mais antigo desta exposição é um cachimbo que data de 1500 A.C.. Além disso, contam-se cerca de 200 artefactos, entre desenhos ou quadros inspirados no tema, documentários ou até um gráfico gigante que apresenta o percurso do tráfico de drogas. Uma secção especial está reservada a confissões de pessoas que pretendam partilhar as suas experiências.

"As opiniões das pessoas sobre as drogas são muito polarizadas, queremos mostrar que nem tudo é bom ou mau. As drogas abrangem uma série de substâncias que têm histórias fascinantes e contextos culturais" explica Caroline Fisher, uma das curadoras da exposição.

Um caleidoscópio dá vida a este frente-a-frente. Seguem-se várias imagens rotuladas pela sociedade como boas ou más. Um cachimbo de tabaco, um kit para injectar drogas, uma cerveja chinesa ou um vinho do Marks & Spencer convivem lado a lado.

A exposição apresenta ainda várias personalidades do passado que estiveram ligadas às drogas. Por exemplo, há quem diga que para escrever "Alice no País das Maravilhas" Lewis Carroll teve uma ajudinha do ópio, droga também apreciada pelo nosso conterrâneo Fernando Pessoa.

"É provável que não haja um início para esta história", explica Mike Jay. "Todos os animais gostam de comer fruta fermentada e ficam embriagados. É provável que tenhamos começado a consumir mesmo antes de sermos humanos."

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 05.11.10

Um casal de jovens sem abrigo ia sendo apanhado a fazer sexo na rua. A rua de Santa Catarina, no Porto, não é lugar adequado para estas práticas. No mínimo, é devido respeito à sua santa padroeira.

Mas, sendo jovens sem abrigo, não surpreende que não tivessem outra alternativa a não ser tentar fazer sexo à luz do dia.

A luz do dia, às três horas da tarde, é agressiva. E o povo, que é sereno, não gosta. Um grupo de pessoas, enraivecido com a cena, acabou por espancar o casal. Se não se deve bater numa mulher com uma flor por que se há-de bater num casal, embora pecaminoso, nutrido de nobres sentimentos e irreprimível atracção um pelo outro?

O "flagrante deleite", fora do flagrante delito, é uma dificuldade para o código penal compreendê-lo. Antigamente não podia passar despercebido. Agora, potenciado até à náusea pelas novas tecnologias de comunicação, vêem os que lá estavam e verão os que nunca lá estiveram.

Ainda o casal estava em debandada e já as imagens das cenas de violência e outras eventualmente chocantes - no sentido em que chocar o ovo pode dar origem a um ser vivo - estavam a circular pelo Youtube. Maria Fernanda, vendedora ambulante na rua de Santa Catarina só se apercebeu que "caiu porrada da velha". A "porrada da velha", aplicada a gente nova, é sempre intemporal.

Não vejo razão para reprimir estas tentações. Desde logo porque estes episódios, aparentemente problemáticos, violando a lei e os bons costumes, deveriam ser aproveitados para potenciar o processo de ensino/aprendizagem, em matérias que hoje são obrigatórias de estudo, nas escolas públicas, como a Educação Sexual. Um docente, aflito em diversificar estratégias de motivação dos alunos para as aulas de Educação Sexual, bem podia - se não houvesse esta irracionalidade popular - organizar visitas de estudo à rua de Santa Catarina. Aí, enquanto o professor até tomando discretamente um cimbalino no Majestic, os alunos, de caderno em punho, ou mesmo munidos de telemóveis de última geração e a três dimensões, poderiam colher material abundante para as aulas. É importante aprender in vivo a relação entre desejo e sexualidade, o interesse dos preliminares no acto sexual e, como no caso vertente, a utilidade do coito interrompido enquanto meio de prevenção de gravidezes indesejadas e de doenças sexualmente transmissíveis.

Eu pela minha parte, com aquela faúlha de costela que me sobrou de Maio de 1968, ainda sigo o conselho de Léo Ferré: "quand je vois un couple dans la rue, je change de trottoir". Que é como quem diz, quando vejo um casal apaixonado na rua, viro a cara para não perturbar o encantamento.

Eu sei que este encantamento ou, melhor dizendo, este espancamento que sofreu o homem, com o banano que levou, foi muito especial. O homem ficou praticamente num oito, interrompido. É certo que o casal andava muito borbulhado em cerveja de litro. Ou, quiçá, levedado em muitos litros de outras substâncias mensuradas noutras unidades de medida infinitesimais. Mas isto sou eu a pensar mal, como sempre!

Agora, lá que um sem abrigo não pode ser obrigado a praticar sexo abrigado, parece-me evidente. O Estado, quando muito, devia obrigar-se a abrigar os sem-abrigo logo desde o berço. Mas não estou a ver o Estado, que nos leva coiro e cabelo com impostos, a preocupar-se com as ninharias do apoio à educação dos que vivem nas margens da sociedade.

O Estado preocupa-se apenas com os corpos dos excluídos. É por esta razão que, quando a coisa azeda, manda sempre os seus corpos mais queridos, os corpos de intervenção, para pôr fim às lutas de corpo a corpo que ponham em causa a estabilidade social.

Na rua de Santa Catarina isso só não aconteceu porque o Estado também se distrai. E não somos apenas nós que nos distraímos com espectáculos de rua, dos mais tristes.

 

 

Via Expresso



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Segunda-feira, 11.10.10

As caves do Vinho  do Porto

Está lá a Calém, a Ferreira ou a Sandeman, mas na zona ribeirinha de Gaia também estão alguns dos melhores restaurantes e bares da região

 

É o produto mais famoso do país além-fronteiras e a Região Demarcada mais antiga do mundo. Falamos, obviamente, do Vinho do Porto. Visitar as caves na margem esquerda do Douro, em Vila Nova de Gaia, é às vezes como entrar numa máquina do tempo. Os barris ali continuam perfeitamente alinhados, desenhados para o correcto envelhecimento do néctar, com as teias de aranha, como canta Rui Reininho na "Pronúncia do Norte", a vidrarem na janela. A modernidade também já chegou a estes espaços. Festas, almoços, jantares ou reuniões, são alguns dos eventos que as caves podem albergar, a par, claro está, da degustação de variados vinhos do Porto. Mas nem só de vinho vive a zona ribeirinha de Gaia. Por entre uma visita às caves (seja a Calém, a Ferreira, a Sandeman, a Taylor''s ou a Offley), há muito por onde se entreter. E comer.


Restaurante Moscovo Logo depois de passar o tabuleiro inferior da Ponte Luiz I e se começar a descer para a zona ribeirinha de Gaia, está o Restaurante Moscovo com uma decoração temática, a que se juntam vários apontamentos sobre a história dos czares e a antiga União Soviética. O Salmão à Vladivostok é uma das especialidades, numa casa onde não podia faltar, claro está, o vodka. Só fecha à segunda-feira. 

A Cozinha do D.Tonho Para muita gente este é um dos mais emblemáticos restaurantes do Porto. Para muitos outros é o restaurante do Rui Veloso. De facto, o músico portuense é um dos sócios desta casa. Aliás, se for ao site é recebido pela música "Porto Sentido". Mas o D. Tonho também cruzou o rio e instalou-se mesmo em cima do Douro, na margem esquerda. Todo envidraçado, permite uma vista deslumbrante sobre a cidade do Porto, mantendo o mesmo requinte no serviço. Depois de uma caminhada pelas caves, pode optar por umas Tripas à Moda do Porto ou um Bacalhau à Zé do Pipo para recuperar energia.

Corpus Christi Se boa parte da história do Vinho do Porto lhe pode ser contada pelas milhares de barricas das caves, outra parte da história da zona ribeirinha de Gaia é revelada pelo convento Corpus Christi. Após anos de abandono, a autarquia reabilitou o espaço e devolveu-o à cidade. Fundado em 1345, foi decaindo quase até à decrepitude. Agora, é possível ver as peças de arte sacra de grande valor ou o extraordinário coro-alto da capela. A título de curiosidade refira-se que está no Corpus Christi a arca tumular de Álvaro de Cernache, alferes da bandeira da Ala dos Namorados, na Batalha de Aljubarrota. 

Teleférico Pode parecer estranho que apareça neste roteiro uma obra que ainda não está finalizada. O teleférico de Gaia só começa a rolar em meados do próximo mês de Novembro, mas já é possível admirar a estação na zona ribeirinha, com as cabines que irão transportar os clientes todas alinhadas. É a primeira infra-estrutura do género em ambiente urbano e vai ligar o Jardim do Morro ao Cais de Gaia. Quando estiver a funcionar a sério, vai permitir uma vista única sobre o Porto e sobre as caves do Vinho do Porto.

Cais de Gaia No fim do seu périplo por barricas e cálices de Porto, pode terminar a sua visita no Cais de Gaia. O que tem lá à sua disposição? O Bogani Café, o Irish Pub, a República da Cerveja, o Real Thai, o Pedra Alta, uma pequena loja de vinhos do Porto, artesanato, enfim, o final ideal para a viagem que lhe propomos. Para todas as carteiras - pormenor importante em tempos de austeridade.

 

Via ionline



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Quinta-feira, 30.09.10

Proposta para medida europeia de protecção

 

As comissões da Justiça e dos Direitos da Mulher do Parlamento Europeu (PE) aprovaram hoje, numa votação quase unânime, uma proposta para implementar uma ordem europeia para a protecção das mulheres maltratadas.

O texto reflecte a posição do Parlamento antes das negociações com os Estados membros para avançar com a proposta.

O projecto foi lançado este ano pela presidência espanhola da União Europeia, com o apoio de um grupo de países, mas provocou reticências em alguns países e na Comissão Europeia.

«Hoje deu-se um passo muito importante para ajudar as vítimas de violência de género em toda a Europa», afirmou, depois da votação, uma das proponentes do documento, a espanhola Teresa Jiménez-Becerril, do Partido Popular.

A eurodeputada sublinhou que a intenção do PE é «garantir um instrumento de protecção comunitário às vítimas da violência de género que seja eficaz»e permitir que as «vítimas se sintam protegidas em qualquer canto da Europa, mesmo que em cada país essa decisão siga um processo civil ou penal».

Os diferentes ordenamentos jurídicos dos Estados membros levaram o executivo comunitário e vários países a pôr em causa a viabilidade de uma ordem europeia geral.

Teresa Jiménez-Becerril reconheceu que essa dificuldade lhe deixa algumas «dúvidas» e antecipou que as negociações com o Conselho Europeu serão «difíceis», frisando, porém, que hoje o PE«quis mandar uma mensagem de superação dessas diferenças».

A outra proponente do projecto, a socialista espanhola Carmen Romero, apelou à Comissão Europeia para que se junte ao processo e defendeu que o ideal seria que Bruxelas apresentasse uma proposta que «complete ou aperfeiçoe o mecanismo».

O executivo comunitário, em especial, a comissária da Justiça, Viviane Reding, mostrou-se inicialmente muito crítico da iniciativa da presidência espanhola, acusando-a de ser confusa e de não ter uma base jurídica adequada.

Viviane Reding anunciou a sua intenção de apresentar, no próximo ano, um pacote completo de propostas para melhorar a protecção às vítimas em geral.

No entanto, Carmen Romero considerou que o caso das mulheres maltratadas é «específico» e que, por isso, deve ter um sistema legal próprio.

A ordem comunitária pretende alargar a outro Estado membro as ordens emitidas num país para proteger uma mulher maltratada quando esta se desloque.

Depois da posição de hoje do PE, os Estados membros deverão voltar a abordar o assunto na reunião de ministros da Justiça e do Interior nos dias 07 e 08 de Outubro.

 

Via Sol



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Terça-feira, 03.08.10

Erotismo substituido por sexo imediatista, mecânico e hidráulico

Júlio Machado Vaz diz que excesso de «sexo pelo sexo» tem afastado as pessoas de cultivarem «o sexo como fonte de prazer e de comunicação»

 

A sociedade actual é hiper-sexuada e tem vindo a matar o erotismo, na opinião do sexólogo Júlio Machado Vaz, que assim justifica o «folclore» que é a criação do Dia Internacional do Orgasmo, que se assinala no sábado.

«Em termos globais, sou renitente aos dias de, não porque muitas causas não sejam actuais, mas porque revelam sempre atraso na luta por estas causas. Quanto a este dia, não penso que o orgasmo precise assim tanto de ser defendido», comentou em entrevista à agência Lusa Júlio Machado Vaz.

Para o sexólogo, «é algo que se insere num folclore em expansão nesta sociedade que é hiper-sexuada ao mesmo tempo que tem vindo a matar o erotismo».

Aliás, o Dia Internacional do Orgasmo foi precisamente criado há alguns anos por uma rede de sex shops britânicas, o que foi encarado como forma de conquistar mais clientes e incentivar ao consumo.

O excesso de «sexo pelo sexo» e de «sexo em termos comerciais» tem afastado as pessoas de cultivarem «o sexo como fonte de prazer e de comunicação».

«O erotismo tem vindo a ser trocado por um sexo imediatista, mecânico e hidráulico», resumiu.

Em termos históricos, o sexólogo elege a Grécia Antiga, a lírica trovadoresca e o amor grotesco como os períodos que melhor representam a «génese do amor pelo amor».

Quanto ao orgasmo, Júlio Machado Vaz frisa que fisiologicamente é de fácil definição, mas que a nível psicológico e de sensação é significativamente diferente entre homem e mulher.

«No ciclo de resposta sexual, é a explosão da excitação, que se traduz por uma sensação psicológica de prazer e a nível fisiológico por contracções musculares, alterações respiratórias e cardíacas», explicou.

Em termos fisiológicos, o orgasmo é igual independentemente do género, «mas a percepção psicológica é diferente e muito mais variada e rica na mulher».

«Se interrogarmos 100 homens sobre o que sentem, 99 dizem praticamente a mesma coisa. Se interrogarmos 100 mulheres é como passar de Vénus para Marte», compara.

Júlio Machado Vaz atribui às diferentes sensações e percepções das mulheres a responsabilidade por muitas julgarem que nunca atingiram o orgasmo: «É isso que faz com que nos apareçam mulheres em consultas de sexologia a dizerem que não conseguem atingir o orgasmo e que saem passado 50 minutos aliviadíssimas a dizer que afinal atingiam, mas não era como a amiga tal dizia».

 

Via TVI24



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Quarta-feira, 30.06.10

Eles passaram pela Sé de Lisboa para as fotografias

 

Fernando Correia, 54 anos, travesti de profissão, sempre sonhou casar vestido de noiva. Hoje concretizou parte da fantasia ao chegar à Sé de Lisboa num vestido branco marfim, mas casamento só na próxima semana e no civil.

“O meu sonho sempre foi casar vestida de noiva e até à data não tinha encontrado a pessoa certa”, confessou à chegada ao largo da Sé, onde reuniu 20 amigos para as fotografias e a festa que se seguiu num restaurante.

Apesar de não ter conseguido formalizar hoje a união, fez questão de reunir os amigos naquele local por fazer um ano que conheceu o companheiro e se tratar do lugar onde casaram as noivas de Santo António, explicou.

Fernando Correia conheceu Fernando Fonseca, 32 anos, em Santa Apolónia. Trocaram olhares, tomaram um café e combinaram um jantar, que os juntou até hoje.

“Foi um jantar maravilhoso e vivemos juntos desde esse dia”, conta 'a noiva', garantindo ter encontrado o homem da sua vida.

“É um homem a sério, não fuma, não bebe, é trabalhador”, diz.

Neste 'enlace', a 'noiva' chegou primeiro, de táxi, e acompanhada pela madrinha, que apresentou como fadista.

Habituado ao mundo do espetáculo, não se esquivou às objetivas e às perguntas dos jornalistas, com quem partilhou pormenores da relação com aquele a que já chama “marido”.

“Tive o prazer de trabalhar sempre como travesti profissional. Tenho um guarda-roupa que é a inveja de todas as bichas de Lisboa”, afirma, enquanto mostra, orgulhoso, o vestido cai-cai e se equilibra nas sandálias douradas de salto alto no irregular piso de paralelepípedos às portas da catedral de Lisboa.

Fernando aguarda ainda pela confirmação do dia em que poderá casar com Fernando no 7.º Cartório: “Espero que seja esta semana. Tenho muitos espetáculos marcados para o estrangeiro”.

Embora mais reservado, o companheiro também não hesita em dizer que este é o seu dia. “Conheci bem a pessoa. Gosto muito de estar com ela”, afirma, lamentando que os pais não aceitem a relação.

“Eu vivo para ela e ela vive para mim”, afiança Fernando, empregado numa empresa de limpezas.

Entre os convidados, apenas os amigos aceitaram partilhar com eles este dia, que quiseram registar em fotografias também no Parque Eduardo VII.

Antes, a 'noiva' foi ainda à Igreja de Santo António, por entre os olhares de quem passava e a curiosidade dos turistas, que levaram para casa mais uma inesperada recordação da visita à velha capital.

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 25.03.10

Os portugueses e o sexo

 

sexo ocasional é entendido pelos europeus como uma experiência, uma aventura que proporciona sensações novas e estimulantes. É positivo, na medida em que não exige uma ligação sentimental com o parceiro, nem tão pouco explicações ou, mais importante, não requer umcompromisso de fidelidade.
Defendem os europeus que, nas relações ditas sérias, é mais fácil cair em rotina ou tédio.
As conclusões são da marca de preservativos Control que entrevistou, entre Espanha, Portugal e Itália, cerca de três mil pessoas sexualmente activas, com idades compreendidas entre os 14 e os 50 anos.
E perante as respostas dos inquiridos, a marca concluiu que os espanhóis (homens e mulheres) encaram a sexualidade de uma forma muito mais liberal do que os portugueses e os italianos. Isto porque em Portugal e Itália preferem-se as relações estáveis. Em Espanha, por outro lado, são mais os adeptos de encontros ocasionais do que aqueles que querem “assentar de vez”.

 

Via Ionline



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Terça-feira, 26.01.10

Cova da Moura na Internet

 

bairro da Cova da Moura, na Amadora, vai lançar oficialmente na quinta-feira a sua página na Internet, destinada a divulgar uma imagem positiva e renovada da zona, uma das mais estigmatizadas da Grande Lisboa.

Notícias sobre as actividades desenvolvidas, agenda de festas e espectáculos, informações sobre o bairro, músicas, vídeos, fotografias, um chat e um fórum são alguns dos conteúdos da plataforma web, desenvolvida pela Associação de Solidariedade Social do Alto da Cova da Moura e pela Associação Moinho de Juventude.

A iniciativa insere-se no projecto governamental de requalificação física e social "Bairros Críticos", tendo sido definida como uma das medidas de construção de dinamização "Nova Cova da Moura", procurando revelar, segundo informação da Associação de Solidariedade Social, um bairro "com nova imagem, seguro e tranquilo".

Neste contexto, trata-se de uma ferramenta aprovada pela comissão de acompanhamento do "Bairros Críticos", constituído por 27 parceiros institucionais e privados, entre sete ministérios, autarquias, organizações locais, organismos públicos e a população.

Lançado em 2006, o projecto lançado pelo Governo socialista prevê um investimento de mais de 100 milhões em obras de reestruturação, que deveriam ter arrancado até ao final de 2009, na Cova da Moura, onde se estima haver cerca de 7 000 habitantes.

A Câmara da Amadora participará com 45 milhões de euros.

Via ionline



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Sexta-feira, 17.07.09

O amor é uma coisa bonita 

Via HenriCartoon



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