Sexta-feira, 07.01.11

 

 

Letra

 

Arménio era um trolha da areosa
Que tinha um par de olhinhos azuis
Que quando me fixavam no baile
Me punham indefesa e tao nervosa

Arménio tenho nas minhas gavetas
Aeorogramas cheios de erros de ortografia
Perfumados entre as minhas meias pretas
Aquelas que te punham em estado de euforia

Arménio fui tua madrinha - de - guerra
Rezei por ti longas novenas sem fim
Para voltares inteirinho e sem mazelas
Mas ficaste por la tao perdido no capim

Arménio quantos sonhos e planos
Prometeste que me levavas a lisboa
Em junho no dia dos meus anos
Bem sabes que a memória é um atributo dos gémeos

 

 



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Quinta-feira, 23.12.10

 

 

Letra
Três estrelas de alumínio
A luzir num céu de querosene
Um bêbedo julgando-se césar
Faz um discurso solene

Sombras chinesas nas ruas
Esmeram-se aranhas nas teias
Impacientam-se gazuas
Corre o cavalo nas veias

Há uma luz branca na barraca
Lá dentro uma sagrada família
À porta um velho pneu com terra
Onde cresce uma buganvília

É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells,

Oiçam um choro de criança
Será branca negra ou mulata
Toquem as trompas da esperança
E assentem bem qual a data

A lua leva a boa nova
Aos arrabaldes mais distantes
Avisa os pastores sem tecto
Tristes reis magos errantes
E vem um sol de chapa fina
Subindo a anunciar o dia
Dois anjinhos de cartolina
Vão cantando aleluia

É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells,

Nasceu enfim o menino
Foi posto aqui à falsa fé
A mãe deixou-o sozinho
E o pai não se sabe quem é

É o presépio de lata
Jingle bells, jingle bells

 

 



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Sexta-feira, 12.11.10

 

 

Letra

 

Benvinda sejas
À grande casa solar
A este tempo finisecular
Hoje é o teu dia de estreia
Olha à volta tens a casa cheia
Há estrelas e rios na plateia

Tudo isto é teu
Aquém e além do horizonte
A brisa que afaga o amieiro
E a água na fonte
Benvinda sejas, maria
Benvinda sejas, maria

Por ti as águias velam
No cimo dos montes
E a lua rege
O orfeão das marés
À noite os poetas
Decifram os lunários
Para ver se conseguem
Descobrir quem és

Tudo isto é teu
A terra é tua serventia
Mas vais ter de lutar
Por ela e por ti em cada dia
Benvinda sejas, Maria
Benvinda sejas, Maria

 



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Quinta-feira, 11.11.10

 

 

Letra

 

Longe da vista longe da mão
Longe de tudo mas perto do coração

When the sun rises in East Timor
There is pain and fear behind each door
The streets are watched by M 16's
Aiming at the hearts aiming at the dreams
Of Maubere people

Hold on proud Maubere
You're not alone so don't despair
Hope is older than you and me
Sooner or late you will be free

When the sun sets in western homes
Your Holly Mary prayer disturbs eyes and ears
The TV sets are smeared with blood
And washed in your tears
Maubere people

Fight back brave Maubere
Someone cares for you so don't despair
Hope is older than you and me
Sooner or later you will be free

But I wonder still how many have to die
Under prayers and cries
Till the world won't close its eyes
Who knows who can tell?
Ambush on the hills
Ambush everywhere
Fight back Maubre
They may tie up your hands
And blind you with a blind fold
They may shoot your body
And dump you in a hole
They may put you chains
But they can't chain you soul

 



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Quarta-feira, 10.11.10

Letra
Bato a porta devagar,
Olho só mais uma vez
Como é tão bonita esta avenida...
É o cais. Flor do cais:
Águas mansas e a nudez
Frágil como as asas de uma vida

É o riso, é a lágrima
A expressão incontrolada
Não podia ser de outra maneira
É a sorte, é a sina
Uma mão cheia de nada
E o mundo à cabeceira

Mas nunca
Me esqueci de ti
Não nunca me esqueci de ti
Eu nunca me esqueci de ti
Não nunca me esqueci de ti

Tudo muda, tudo parte
Tudo tem o seu avesso.
Frágil a memória da paixão...
É a lua. Fim da tarde
É a brisa onde adormeço
Quente como a tua mão

Mas nunca
Me esqueci de ti
Não, nunca me esqueci de ti
Não, nunca me esqueci de ti
Eu nunca me esqueci de ti

Nunca me esqueci de ti
Não não não não não nunca me esqueci de ti

Não não não não não não não não
Nunca me esqueci de ti

Não não
Nunca me esqueci de ti..



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Quarta-feira, 27.10.10

 

Letra
A tua pequena dor 
quase nem se quer te doi
é só um ligeiro ardor 
que nao mata 
mas que mói.

É uma dor pequenina
quase como se não fosse
e como uma tangerina
tem um sumo agridoce.

De onde vem essa dor
se a causa não se ve
se não é por desamor
então e uma dor de que.

Não esponhas essa dor 
e preciosa e so tua
não a mostres tem pudor
e um lado oculto da lua.

Não e vicio nem costume
deve ser inquietação 
nao há nada que a arrume 
Dentro do teu coração.

Talver seja a dor de ser
só a sente quem a tem
ou sera a dor de medo 
a dor de ir mais além.

Certo e ser a dor de quem 
nao se da por satisfeito
nao a mates guarda bem
guardada no fungo do peito.

 



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Segunda-feira, 25.10.10

Letra

Não queiras saber de mim

Rui Veloso

 

Não queiras saber de mim

Esta noite não estou cá

Quando a tristeza bate

Pior do que eu não há

Fico fora de combate

Como se chegasse ao fim

Fico abaixo do tapete

Afundado no serrim

 

Não queiras saber de mim

Porque eu estou que não me entendo

Dança tu que eu fico assim

Hoje não me recomendo

 

Mas tu pões esse vestido

E voas até ao topo

E fumas do meu cigarro

E bebes do meu copo

Mas nem isso faz sentido

Só agrava o meu estado

Quanto mais brilha a tua luz

Mais eu fico apagado

 

Dança tu que eu fico assim

Porque eu estou que não me entendo

Não queiras saber de mim

Hoje não me recomendo

 

Amanhã eu sei já passa

Mas agora estou assim

Hoje perdi toda a graça

Não queiras saber de mim



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Quarta-feira, 08.09.10

Letra

Ando só pela cidade
a procura do teu beijo
carros andão e param
amontoados como gado

 

sinto-me um homem perdido
no meio desta confusão
não trocava esta avenida por um pedaço daquele chão

ai eu não não queria viver aqui


nestes predios cinzentos
ai eu não não queria dormir aqui
porque eu sou

um Homem do campo


um Homem do campo

Ando só a tua procura


nesta floresta de predios
e olho a gente que anda na rua
ninguem conhece ninguem
ai se fosse lá na minha terra


ja tinha um garrafão
porque a gente do campo tem um grande coração

ai eu não não queria viver aqui
nestes predios cinzentos


ai eu não não queria dormir aqui
porque eu sou

um Homem do campo
um Homem do campo

um Homem do campo
um Homem do campo



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Terça-feira, 07.09.10

Letra

À noite,

Há fadas pelo céu,

Gigantes como eu,

Cuidado!

Há sombras na janela,

Peter Pan dança na estrela,

Não acordes na viagem.

Conta-me uma história

De tesouros e luar,

És capitão da Areia,

E pirata de Alto Mar

Agora,

As cortinas têm rostos,

São fantasmas bem-dispostos,

Cuidado!

O Super-homem está a caminho,

Traz o Panda e o Soldadinho,

Fecha os olhos e verás.

Às vezes

Há dragões que têm medo

E é esse o seu segredo,

Cuidado!

Vivem debaixo da cama,

Brincam com o Homem-aranha,

Vais levá-los no teu sono.

Conta-me uma história

De tesouros e luar,

És capitão da areia,

E pirata de alto mar

Conta-me uma história

Onde eu entro devagar,

És capitão da areia

Diz-me onde me vais levar



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Segunda-feira, 06.09.10

Letra
Vamos descendo para o Sul
a onde o sol é bem mais quente
temos a alma cheia de sonhos
temos o mundo pela frente

Vamos descendo para o sul
e nesta estrada vamos indo
olha o Tejo como é tão belo
parece que ele está sorrindo

Vamos descendo pró Sul
a terra que sonhei
depois dos campos dourados
está o sítio que eu te contei

Vamos descendo para o Sul

Vamos descendo para o Sul
e já estamos no Alentejo
se eu fosse um homem
homem do campo teria vacas pra criar

Vamos fazendo esta viagem
contando as nossas paixões
temos o vinho e as guitarras
para aquecer os corações

Vamos descendo pró Sul
a terra que sonhei
depois dos campos dourados
está o sítio que eu te contei

Vamos descendo pró Sul
na esperança de encontrar
depois dos campos dourados
está a terra que quero amar

Vamos descendo para o Sul

Vamos descendo para o Sul
Vamos descendo para o Sul
Vamos descendo para o Sul

temos o vinho e as guitarras
para aquecer os corações
vamos descendo para o Sul 
a terra que eu sonhei



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Quarta-feira, 21.04.10

Letra
Naquele trilho secreto
Com palavras santo e senha
Eu fui lngua e tu dialecto
Eu fui lume e tu foste lenha

Fomos guerras e alianas
Tratados de paz e pssangas
Fomos sardas pele e tranas
Popeline seda e ganga

Recordo aquele acordo
Bem claro e assumido
Eu trepava um eucalipto
E tu tiravas o vestido

Dessa vez tu no cumpriste
E faltaste ao prometido
Eu fiquei sentido e triste
Olha que isso no se faz
Disseste que se eu fosse audaz
Tu tiravas o vestido 
E prometido devido

Rompi eu as minhas calas
Esfolei mos e joelhos
E tu reduziste o acordo
A um monto de cacos velhos

Eu que vinha de to longe
( do outro lado da rua )
Fazia o que tu quisesses
S para te poder ver nua

Quero j os almanaques
Do fantasma e do patinhas
Os falces e os mandrakes
To cedo no ters novas minhas



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Sexta-feira, 26.02.10

 



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Quinta-feira, 25.02.10

 

Letra

 

Tenho à janela 
uma velha cornucópia 
cheia de alfazema 
e orquídias da Etiópia 

Tenho um transistor ao pé da cama
con sons de harpas e oboés
e cantigas de outras terras
que percorri de lés-a-lés

Tenho uma lamparina
que trouxe das arábias
para te amar à luz do azeite
num kamasutra de noites sábias

Tenho junto ao psyché
um grande cachimbo d'água
que sentados num canapé
fumámos ao cair da mágoa

Tenho um astrolábio
que me deram beduínos
para medir no firmamento
os teus olhos astralinos

Vem, vem à minha casa 
rebolar na cama e no jardim 
acender a ignomínia 
e a má língua do código pasquim 
que nos condena numa alínea 
a ter sexo querubim



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Sexta-feira, 19.02.10

 



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Quinta-feira, 18.02.10

 

 

Letra

 

Pára de chorar
E dizer que nunca mais vais ser feliz
Não há ninguém a conspirar
Para fazer destinos
Negros de raiz
Pára de chorar
Não ligues a quem diz
Que há nos astros o poder
De marcar alguém
Só por prazer
Por isso pára de chorar
Carrega no batom
Abusa do verniz
Põe os pontos nos Is
Nem Deus tem o dom 
De escolher quem vai ser feliz

Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça 
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda 
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair 
A inveja do mundo
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora



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Terça-feira, 08.12.09

 



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Sexta-feira, 04.12.09

 

Letra

 

Primeiro Beijo

 

Rui Veloso

 

Recebi o teu bilhete

para ir ter ao jardim

a tua caixa de segredos

queres abri-la para mim

e tu nao vais fraquejar

ninguém vai saber de nada

juro nao me vou gabar

a minha boca é sagrada

 

Estar mesmo atrás de ti

ver-te da minha carteira

sei de cor o teu cabelo

sei o shampoo a que cheira

já não como, já não durmo

e eu caia se te minto

havera gente informada

 

se é amor isto que sinto

Quero o meu primeiro beijo

não quero ficar impune

e dizer-te cara a cara

muito mais é o que nos une

que aquilo que nos separa

 

Promete lá outro encontro

foi tão fogaz que nem deu

para ver como era o fogo

que a tua boca prometeu

pensava que a tua língua

sabia a flôr do jasmim

sabe a chicla de mentol

e eu gosto dela assim

 

Quero o meu primeiro beijo

não quero ficar impune

e dizer-te cara a cara

muito mais é o que nos une

que aquilo que nos separa

x2



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Quinta-feira, 01.10.09



Letra

 

Saíu Para A Rua

Rui Veloso

Composição: Carlos Tê / Rui Veloso

Saiu decidida para a rua
Com a carteira castanha
E o saia-casaco escuro
Tantos anos tantas noites
Sem sequer uma loucura

Ele saiu sem dizer nada
Talvez fosse ao teatro chino
Vai regressar de madrugada
E acordá-la cheio de vinho

Tantos anos tantas noites
Sem nunca sentir a paixão
Foram já as bodas de prata
Comemoradas em solidão

Pôs um pouco de baton
E um leve toque de pintura
Tirou do cabelo o travessão
E devolveu ao rosto a candura

Saiu para a rua insegura
Vageou sem direcção
Sorriu a um homem com tremura
E sentiu escorrer do coração
A humidade quente da loucura



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Quarta-feira, 30.09.09



Letra

 

 

Não queiras saber de mim

Rui Veloso

 

Não queiras saber de mim

Esta noite não estou cá

Quando a tristeza bate

Pior do que eu não há

Fico fora de combate

Como se chegasse ao fim

Fico abaixo do tapete

Afundado no serrim

 

Não queiras saber de mim

Porque eu estou que não me entendo

Dança tu que eu fico assim

Hoje não me recomendo

 

Mas tu pões esse vestido

E voas até ao topo

E fumas do meu cigarro

E bebes do meu copo

Mas nem isso faz sentido

Só agrava o meu estado

Quanto mais brilha a tua luz

Mais eu fico apagado

 

Dança tu que eu fico assim

Porque eu estou que não me entendo

Não queiras saber de mim

Hoje não me recomendo

 

Amanhã eu sei já passa

Mas agora estou assim

Hoje perdi toda a graça

Não queiras saber de mim

 

 



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Quarta-feira, 26.08.09



Letra

 

paixão

rui veloso

Composição: Indisponível

Tu eras aquela que eu mais queria
P'ra me dar algum conforto e companhia
Era só contigo que eu sonhava andar
P'ra todo o lado e até quem sabe?
Talvez casar

Ai o que eu passei, só por te amar
A saliva que eu gastei para te mudar
Mas esse teu mundo era mais forte do que eu
E nem com a força da música ele se moveu

Refrão:
Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
Para te levar ao concerto
Que havia no rivoli

Era só a ti que eu mais queria
Ao meu lado no concerto nesse dia
Juntos no escuro de mão dada a ouvir
Aquela música maluca sempre a subir

Mas tu não ficaste nem meia-hora
Não fizeste um esforço p'ra gostar e foste embora
Contigo aprendi uma grande lição
Não se ama alguém que não ouve a mesma canção

Refrão

Foi nesse dia que percebi
Nada mais por nós havia a fazer
A minha paixão por ti era um lume
Que não tinha mais lenha por onde arder

Refrão




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Domingo, 23.08.09

 



Letra

 

não há estrelas no céu

rui veloso

Composição: Carlos Tê / Rui Veloso

Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho,
Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter a chave de casa para entrar,
Ter uma nota no bolso pr'a cigarros e bilhar?

[Refrão]
A primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar!

Passo horas no café, sem saber para onde ir,
Tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir.
Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,
De manhã ouço o conselho que o velho tem pr'a me dar.

[Refrão]

Hu-hu-hu-hu-hu, hu-hu-hu-hu-hu.

Vou por aí às escondidas, a espreitar às janelas,
Perdido nas avenidas e achado nas vielas.
Mãe, o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,
Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.

Não vês como isto é duro, ser jovem não é um posto,
Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto.
Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim,
Se não fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?

[Refrão]

Não há-á-á estrelas no céu...



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Terça-feira, 11.08.09


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Domingo, 07.06.09



Porto sentido

 

Quem vem e atravessa o rio
Junto à serra do Pilar
vê um velho casario
que se estende ate ao mar

Quem te vê ao vir da ponte
és cascata, são-joanina
erigida sobre um monte
no meio da neblina.

Por ruelas e calçadas
da Ribeira até à Foz
por pedras sujas e gastas
e lampiões tristes e sós.

E esse teu ar grave e sério
dum rosto e cantaria
que nos oculta o mistério
dessa luz bela e sombria


Ver-te assim abandonado
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento

E é sempre a primeira vez
em cada regresso a casa
rever-te nessa altivez
de milhafre ferido na asa

Rui Veloso



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