Sexta-feira, 08.04.11

"Mas estamos a brincar com o povo português?". A dúvida é de José Gomes Ferreira neste pequeno vídeo e provavelmente um reflexo do sentimento da grande maioria dos cidadãos nos tempos que correm. A única diferença é que este homem, com uma intervenção na SIC que quanto a mim foi a todos os níveis brilhante, é especialista em Economia e não teve papas na língua. Cortou a direito. Acabou educadamente com um: "peço desculpa...entusiasmei-me".


Pois meu caro José por mim pode continuar assim.De desculpas e mentiras estamos nós fartos. Entusiasme-se homem! Pode crer que o seu entusiasmo será o de muitos que o ouvem, e que certamente gostariam de falar mas infelizmente não podem ou não têm como. A sua voz tem e terá sempre um eco forte, descanse. Mais analistas houvesse como o senhor, descomprometidos, sem paninhos quentes e a conversa habitual da treta, do chove e não molha, palavras gastas, inócuas e bolorentas para boi dormir. Se todos denunciassem o que vêem, que lhes entra pelos olhos, que sabem mas que não ousam apontar talvez fossemos um país diferente. O seu dedo tocou na ferida.Estou farto de politólogos, historiadores, filósofos e sociólogos a falarem de Economia em prime-time. É como ouvir o Zé Cabra a cantar Sinatra ou um jardineiro a falar de geopolítica. Um desespero.

 

Na mouche caro José. Os meus sinceros parabéns.

 

 


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Domingo, 19.12.10

Alegre tem dois amores que em nada são iguais, um é o PS e o outro é o Bloco de esquerda. No meio o candidato-poeta. Fragilizado, refém dos apoios e não sabendo lidar com a situação, partiu para o disparate.

Manuel Alegre tem feito uma "triste" figura. De cabeça perdida, algo desorientado entre a mulher de sempre (o PS) e a amante desde Janeiro (Bloco de Esquerda), o poeta optou por lançar atoardas em todas as direcções, pegando em situações que nada têm a ver com política e com o cargo de Presidente da República para atacar de forma mesquinha o mais do que provável vencedor da corrida eleitoral. Uma campanha a todos os títulos desastrosa de Alegre. Verdadeiramente suicida.

Desde os cantos dos Lusíadas a historietas da PIDE e fichas de bom comportamento entregues ao antigo regime,tudo tem valido para Alegre atacar Cavaco espalhando a sua fanfarronice habitual. Nada acrescenta. Mostra-serefém por não poder combater um PS decadente que aparentemente o apoia (não se sabe bem onde nem como, ou António costa já pode ser considerado líder do PS?) e incapaz de ter um discurso descolado de uma rebeldia descabida que já nem lhe assenta bem na idade e contraditória com o estado de coisas.

Alegre está a disparar os seus últimos cartuchos políticos. Uns dias de braço dado com a mulher (PS) outros dias em modo rebelde com a amante (Bloco) na traseira da mota. Até finalmente calçar as pantufas políticas.

Em relação à obra de Luís Vaz de Camões, alusão patética com que Alegre pretendeu rebaixar o actual Presidente (que tem passado a campanha mudo, não se sabe se a conselho de Henrique Raposo que esta semana lhe dedicou a crónica "Cale-se, dr. Cavaco Silva, cale-se") a única associação coerente que se poderá fazer entre o número de cantos dos Lusíadas (são dez) e estas Presidenciais é que deve ser mais ou menos o mesmo número de votos que Manuel Alegre irá conseguir obter nas urnas.

Em relação a estes dois candidatos, os únicos "presidenciaveis", estão bem um para o outro, porque são ambos um deserto de ideias.


Via 100 reféns



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Quarta-feira, 15.09.10

Se o senhor Presidente não se incomodasse eu gostaria de lhe dirigir umas palavras, adiantando já que serão palavras educadíssimas, mesmo quando me limitar a narrar factos, o que às vezes pode traduzir-se numa linguagem dura, vá, directa, sim, mas no meu dicionário isso nada tem de pouco educado.

Por outro lado, gostava de brindar o senhor Presidente com a alegria de se saber um político, imagine, e por isso sujeito a elogios e a críticas, o que me leva a requerer que não tome qualquer crítica minha como falta de chá, ódio ou mesmo resultado de um problema psicológico.

Eu percebo que seja mais agradável assistir todos os dias aos ataques feitos a essa coisa que se chama "o outro", mas, imagine, senhor Presidente, que estando V. Exªa a ocupar esse cargo, eleito pelo povo, sem o meu voto, é certo, mas ainda assim jurando defender a Constituição, que é de todos e a todos representando, eu pedia-lhe que pusesse os pés na terra e que descobrisse a alegria de pertencer ao mundo dos vivos, no seu caso particular, ao mundo dos titulares de cargos políticos, no seu caso particular logo o de PR, ora já viu que maçada nós que o elegemos termos o direito de nos expressarmos acerca da forma como exerce o seu mandato?

É isto, é esta coisa maçadora para si, chama-se democracia. Eu reparei, quando promulgou a lei que consagrou o CPMS, por exemplo, que estava muito desagradado com o facto de a maioria parlamentar, que tinha posto a dita lei no respectivo programa de governo, não ter aprovado a proposta da oposição, sim, reparei, tomei nota da angústia que a democracia causa no senhor Presidente. De resto, recordo-me de si quando era PM, quando não se enganava ou não tinha dúvidas ou lá o que era. Recordo-me de como achava dispensável ir à AR, aquele órgão muito chato, eleito por todos nós, que tem representadas as principais correntes políticas presentes na sociedade. Era fastidioso para si, claro, estava-se tão bem em São Bento, a decidir tudo por decreto, para quê ir aturar vozes, plural, vozes, que cansativo, e São Bento tão agradável, já outro senhor que percebia de finanças não diria melhor.

Agora teve o senhor Presidente de aturar uma cartaescrita a pensar nas presidenciais onde a histérica da Deputada europeia sem educação Edite Estrela se atreve, imagine-se, a tecer considerações políticas sobre si que é um político, ups, isso, um político. Que deu à senhora? Então veio dizer que o Rei Absoluto, perdão, que o Presidente "nunca perdeu uma oportunidade de se demarcar do governo, de dificultar, aberta ou dissimuladamente, a sua acção, e até de obstruir deliberadamente muitas medidas constantes do programa eleitoral sufragado pelo povo português"? Mais disse que "durante o seu mandato, foram frequentes as quezílias, intrigas e até campanhas, dirigidas por assessores da sua confiança, destinadas a atingir a idoneidade do governo e do primeiro-ministro"? Olha! Exprimiu uma opinião política sobre a actuação de Vexa!

Claro que as pessoas queriam era saber o que teria o PR a dizer sobre isto, mas o PR não comenta porque diz ser bem educado e diz que respeita os outros.

O Senhor Presidente desculpe, mas eu estou assim que a modos que baralhada. Se eu lhe explicar que o seu mandato tem sido mau a todos os níveis e alguém lhe pedir para responder às minhas críticas, vou ouvir de si que não responde porque é bem educadinho? Mas pode explicar assim às pessoas menos letradas que Vexa. em que é que a Drª Edita Estrela foi mal educada ou em que é que o Senhor seria ordinário se soubesse, democraticamente, responder a uma crítica política?Ou o seu problema é que de facto não sabe responder, que é como quem diz não sabe viver em democracia, como tão bem mostrava nos seus tempos de maioria absoluta?

Quer que lhe diga? O senhor obstaculizou o Governo sempre que foi possível, sim: o senhor inventou o drama do Estatuto dos Açores para criar um facto político, quando aquilo era uma questão de interpretação jurídica simples, arrastando o drama em vetos políticos por razões jurídicas, em fraude à constituição, e no final nem foi o Senhor que enviou o diploma para o TC. Por quê? Porque se estava nas tintas. Queria era a barulheira que já estava criada. ; o senhor é campeão dos pedidos de fiscalização de constitucionalidade, o que pode fazer, sim, mas eu posso analisar o feito, e perde os processos que nem um maluco, experimente olhar para o mandato do Dr. Sampaio e aprenda, pode ser?; o senhor é responsável pela inventona de Belém, eu tive vergonha da sua declaração ao país, das mudanças sem responsabilidades nos seus assessores, o senhor tinha um projecto para acabar com o Executivo como jamais vi; o senhor dirige-se directamente às pessoas como um demagogo, esquecendo a AR, órgão ao qual se deve dirigir, mas prefere essa relação directa com o eleitorado por causa da dramatização, da criação de um poder pessoal e que sobressaia; o Senhor tem uma péssima relação com a verdade e com a coerência, o caso da inventona de Belém é paradigmático, mas quando promulga uma lei também se vê a sua horrível pele oleada; o Senhor atreve-se a estar calado sobre o CPMS durante a sua campanha, quando a sua posição lhe foi perguntada, e no momento da promulgação faz-se de virgem ofendida e lamenta não terem sido aprovadas soluções como a francesa - que tem uma lei de facto igual à que o senhor tinha vetado no ano anterior - e outras que prevêem a adopção; o Senhor faz o pedido de fiscalização da LCPMS mais cobarde da história, deixando de lado o artigo da adopção.

Eu podia continuar, porque o Senhor merece de mim uma convicção profunda: o Senhor representa tudo aquilo que nunca terá o meu voto. Fico por aqui. Sou muito educada.

 

Via Pegadas



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Sábado, 26.06.10

Ao faltar ao funeral de José Saramago, o Presidente da República mostrou que põe o cidadão Aníbal e o político Cavaco acima do cargo que ocupa. Mostrou ser demasiado pequeno para representar o País.

 

José Saramago e Cavaco Silva nunca se admiraram um ao outro. Por causa de um obscuro subsecretário de Estado de Cavaco o escritor terá mesmo abandonado o País. Por isso, se Aníbal Cavaco Silva tivesse comparecido no funeral de José Saramago muitos diriam que se tratava de hipocrisia. Mas, ainda assim, o Presidente da República tinha de ir e aguentar com dignidade essa acusação. Porque as críticas que lhe fariam, pondo em causa o homem, deixariam intacta a instituição que ele representa. Porque quem lá estaria não seria Cavaco SilvaSeria o Presidente da República portuguesa.

A justificação que Cavaco Silva apresentou - não era amigo ou conhecido do escritor - e a verdadeira razão porque esteve ausente - não suporta prestar homenagem a alguém que o enfrentou - são absurdas mas reveladoras. Absurdas porque as funções de representação de um Presidente não são para os amigos. Reveladoras porque mostram que temos como Presidente da República alguém que não consegue ser maior do que o cidadão Aníbal e do que o político Cavaco.

É indiferente se o cidadão Aníbal alguma vez conheceu ou foi amigo de José Saramago. É irrelevante o que o político Cavaco sente em relação ao escritor Saramago. Sendo um momento importante para o Estado português, ninguém faria questão que lá estivessem o Aníbal ou o Cavaco. Mas o Presidente da República, esse, nunca poderia faltar à última homenagem ao único prémio Nobel da Literatura de língua portuguesa. A um dos mais importantes escritores do século XX. Àquele que, com Fernando Pessoa, atingiu maior notoriedade internacional. É incoerente decretar dois dias de luto nacional e depois estar ausente da cerimónia oficial.

Cavaco Silva mostrou este fim-de-semana que, mesmo no cargo que ocupa, não consegue ser mais do que ele próprio. Não consegue representar o País. E um Presidente que não está acima da sua pequenez, que não percebe a grandeza de um cargo que o transcende, é e será sempre um mau Presidente.

Dito tudo isto, este episódio infeliz com Cavaco Silva, a ignorância de Sousa Lara, a triste reacção do jornal oficial do Vaticano à morte de um grande escritor e outras tantas irrelevâncias não merecerão uma nota de rodapé na História. Já o "Memorial do Convento", o "Levantados do Chão", o "Ano da Morte de Ricardo Reis" ou a "História do Cerco de Lisboa" ninguém tira à nossa literatura. E isso é que conta.

 

Via Expresso



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Quinta-feira, 11.03.10

O regresso dos tabus

 

Via ionline 



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