Domingo, 25.03.12

Porto empata e abre caminho para o título ao Braga

Tal como o Benfica na sexta-feira em Olhão, o FC Porto também não conseguiu melhor que um empate (1-1) na sua visita ao terreno do Paços de Ferreira, um resultado que permite, ainda assim, aos "dragões" adiantarem-se no comando do campeonato.


Com este empate, os portistas recuperaram o comando isolado, com 57 pontos, mais um que o Benfica, mas o grande beneficiado desta jornada pode ser o Sp. Braga (55 pontos), que pode isolar-se no comando caso consiga vencer nesta segunda-feira em casa a Académica de Coimbra.

Após uma primeira parte sem golos, foi apenas com um autogolo de Ricardo aos 47' que se desfez o nulo na Mata Real. Hulk conduziu o ataque pelo flanco direito e acaba por ser o defesa do Paços a tocar a bola para a baliza após o cruzamento do brasileiro do FC Porto.

Mas a formação orientada por Henrique Calisto não desistiu do jogo e, aos 79', fez o golo do empate, por intermédio de Melgarejo. Josué marca o canto e o avançado paraguaio emprestado pelo Benfica, sem qualquer marcação, cabeceia para a baliza de Helton. 

 

Via Público



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Segunda-feira, 27.02.12
'Ir ao Porto e não saborear uma francesinha equivale a ir a Roma e não ver o Papa'

O especialista brasileiro em gastronomia e vinhos Dias Lopes, jurado no Essência do Vinho, considera, numa crónica assinada no O Estado de S. Paulo, que «ir ao Porto e não saborear uma francesinha equivale a visitar Roma e não ver o papa».

 

O artigo saiu esta semana no suplemento Paladar do diário brasileiro, conhecido também por 'Estadão', com o título 'O melhor de tudo', depois de o autor ter estado recentemente no Porto, onde integrou o júri do 'TOP 10 Vinhos Portugueses' do Essência do Vinho.

 

J. A. Dias Lopes é tido como um dos mais experientes e conceituados jornalistas brasileiros de gastronomia e vinhos, chefia a revista Gosto (publicação brasileira especializada em gastronomia e vinhos), começou recentemente a colaborar com a revista portuguesa WINE-A Essência do Vinho e é ainda colunista de O Estado de S. Paulo.

 

Enquanto esteve no Porto, aproveitou uma das tardes passadas na cidade para visitar alguns dos mais emblemáticos locais onde se aprecia a famosa iguaria.

 

«A cidade onde essa sanduíche foi inventada tem outras atracões gastronómicas clássicas», regista, mencionando, nomeadamente, os rojões, as tripas à moda do Porto e o bacalhau à Gomes de Sá. «Mas a francesinha continua no pódio», considera.

 

O jornalista recorda que, em 2011, o site americano AOL Travel colocou a francesinha entre as «dez melhores sanduíches do mundo».

 

«Convém lembrar que a lista ignorou preciosidades - o beirute do Frevinho, em São Paulo, e a sanduíche de pernil com abacaxi do Cervantes, no Rio de Janeiro, mereceriam a distinção», lamenta Dias Lopes, acrescentando, porém, que «o reconhecimento da gostosa francesinha foi merecido».

 

O especialista considera que, «na prática, ela não deveria ser chamada de sanduíche, mas de refeição completa», e diz que «todas as versões de francesinha são criticadas pelos médicos», os quais «a acusam a sanduíche ex-líbris do Porto de atentar contra as artérias e a silhueta».

 

No entanto, refere, «a advertência não impressiona seus milhares de apreciadores» e «cada portuense tem seu lugar favorito para saborear a francesinha e torce pela sua como se fosse um time de futebol».

 

Via Sol



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Domingo, 30.10.11

Porto é o quarto destino mundial predilecto
 

A revista Lonely Planet colocou o Porto como o quarto destino mundial predilecto para 2012, elogiando a beleza da cidade e a competitividade dos seus preços.

 

"A cidade que deu o "Port" a Portugal (tal como o Porto no seu copo de vinho) é uma aposta muito boa", refere a "bíblia" para milhões de viajantes de todo o Mundo.

 

A Lonely Planet elogia a "cidade encantadora", realça a "atmosfera das suas ruas estreitas" e indica "praças estilo vila e edifícios enfeitados de azulejos", dando também destaque ao vinho do Porto.

 

"Está ligada à maior parte da Europa através de companhias aéreas de baixo custo", acrescenta o trabalho, que destaca ainda os alojamento a preços acessíveis com vista para o Douro, visitas de barco à Afurada, viagens de eléctrico e a proximidade com o Alto Douro, bem como os cruzeiros até lá.

 

A lista de 10 destinos inclui ainda o nordeste dos Estados Unidos (Nova Iorque, Boston e Wahington), o Japão, Tadjiquistao, Lesoto, Iquitos (Peru), San Francisco (Estados Unidos), Ohrid (Macedónia), delta do Mekong (Vietname) e Mérida (México).

 

Via JN



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Domingo, 23.01.11

The legendary Tigerman

 

Há alguns anos encher o Coliseu de Lisboa constituía um momento de consagração. Hoje esse facto já não possui o mesmo peso, de alguma forma banalizou-se, mas continua a ter um peso simbólico específico. Por vezes nesse frenesi de tentar transformar um concerto no Coliseu num momento especial, já vimos suceder alguns desastres. Perdas de identidade. 

Quando se soube que Paulo Furtado, ou seja Legendary Tigerman, iria ter muitos convidados nos Coliseus (sexta actuou no Coliseu do Porto), temeu-se que pudesse suceder algo semelhante. Mas não. Desde que lançou o álbum “Femina” (2009) já lhe vimos quatro concertos (OptimusAlive!, Lux, Tivoli, Paris) com resultados desiguais. Sábado foi o melhor. 

Foi diferente, porque passou em revista o seu percurso, trouxe convidados, apresentou surpresas, mas nunca perdeu o fio, a sua identidade, os blues, o rock, a soul, o imaginário, o deserto, a solidão, a lascívia, o sexo, a forma enérgica de estar em palco. 

Tem sido a pulso, mas muito inteligente, o percurso de Furtado. Com o seu grupo WrayGunn, e a solo, como Tigerman, conquistou inicialmente os melómanos. Depois, aos poucos, foi-se rodeando de cada vez mais público e dando passos certos em alguns mercados externos, conseguindo fazer reverter esse interesse internacional para uma maior visibilidade nacional.

Beneficiou indirectamente de uma conjuntura global onde o rock e a soul, no sentido mais clássico e áspero, voltaram a estar na ordem do dia, mas nunca prescindiu de afirmar a sua personalidade. No sábado, mais uma vez foi isso que se assistiu. 

Apesar de ser um homem de palco, é também alguém que sabe rodear a sua música de imaginário visual. E ao longo da noite foi isso que se viu, uma espécie de sucessão de quadros, onde por vezes esteve só, mas na maior parte das vezes acompanhado, ou por cúmplices de carne e osso, ou por dispositivos de imagens. 

Foi assim que começou, esquio, guitarra em punho, pé no bombo, com a carnal Asia Argento (uma das muitas convidadas vocais do álbum “Femina”) projectada no ecrã em jogo de volúpia rock. Depois seguiram-se mais convidadas, como Rita Redshoes (excelentes, os dois, na tensão que conseguem provocar em “Hey, sister Ray”), Claudia Efe (soltando “god is everywhere, under a woman’s skirt and inside a man’s pants”, perante o gáudio da assistência) ou Lisa Kekaula, imensa em todos os sentidos, fazendo vir abaixo a sala com o seu vozeirão.

Pelo meio, sem nunca perder o sentido de espectáculo, interagiu com a assistência, provocando os que estavam sentados para se levantarem, ou apresentado os convidados com uma vénia. 

“O melhor duo de Lisboa”, foi assim que os Dead Combo foram expostos, para dois dos temas mais tranquilos da noite, contrastando com a entrada em cena do guitarrista Jim Diamond e do baterista Mick Collins (“dois senhores que me influenciaram muito”, disse), para dois temas rock & roll, o segundo, “Girls”, um dos mais excitantes da noite, rivalizando com uma versão desvairada dos Suicide na companhia de Claudia Efe. 

Na ausência de Maria de Medeiros, cantou sozinho “These boots are made for walkin”, mas foi ajudado pelo público de pé, enquanto “Radio & TV blues’ foi dedicado à “merda de televisão e rádio que temos”. Na parte final foram os DJs Ride e Nell Assassin, em gira-discos, que entraram num duelo virtuoso com Furtado na guitarra e João Doce (dos WrayGunn) na bateria. 

No primeiro de dois encores, antes de nova aparição virtual de Argento, entraram em acção os WrayGunn, apresentando dois temas (Go Go Dancer” e um inédito que fará parte do próximo álbum). Mas o final haveria de ser sozinho, interpretando ‘True Love will find you in the end’, original de Daniel Johnston, “uma das canções de amor mais bonitas que conheço’, disse, com o público a bater palmas a compasso, naquele que foi o final perfeito para uma noite de festa para Paulo Furtado e companhia.

 

Via Público



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Quarta-feira, 19.01.11

A seguir a Mourinho e a Cristiano Ronaldo, o "emplastro" é provavelmente um dos portugueses com maior destaque a nível internacional neste preciso momento. Não acreditam? Hilariante o vídeo

A carreira de "emplastro" já vai longa dentro de portas mas só agora chegou a internacionalização. Depois de anos a aquecer a nuca de variadíssimos repórteres de exteriores portugueses alguém dos media britânicos reparou nesta caricata figura e na forma abnegada como se dedica à profissão: massacrar jornalistas até à exaustão.

Não é fácil estar em todo o lado ao mesmo tempo. E provavelmente a seguir a Deus Nosso Senhor o "emplastro" português será a figura com maior capacidade a este nível. Um verdadeiro dom da ubiquidade permite-lhe andar à solta nos Aliados, em Lisboa junto ao Cais do Sodré e em Madrid a lamber o pescoço ao Nuno Luz, tudo isto enquanto derrete uma sandes de leitão com os Superdragões na área de serviço da Mealhada. Acho que já cheguei a ver emissões em direto de diferentes estações de televisão a mostrarem em grande plano o "emplastro" em locais distanciados por centenas de quilómetros.

Sempre que há algo que seja digno de reportagem futebolística, seja onde e a que horas for, ele está presente. Podem não estar jornalistas, mas o "emplastro"está de pedra e cal em cima do acontecimento. Neste aspecto podemos dizer que o "emplastro" está para o futebol como o primeiro-ministro José Sócrates está para as energias renováveis. Sempre a querer aparecer.

Até já deve haver estações de televisão que optam por telefonar ao "emplastro" diariamente, porque onde ele estiver há certamente maior probabilidade de estar a notícia do dia. Parabéns ao "emplastro". Fica o vídeo.

 

 

 

Via 100 Reféns

 



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Terça-feira, 18.01.11

Não foi só no aclamado Femina (2009) que Paulo Furtado colaborou com outros músicos, nacionais e estrangeiros, mais ou menos conhecidos. Quem for aos Coliseus, para a semana (dia 21 no Porto, no dia seguinte em Lisboa), terá o privilégio de passar em revista algumas dessas parcerias, numa noite que se adivinha única e recheada de surpresas. Dead Combo, Nell Assassin, DJ Ride, Rita Redshoes, Lisa Kekaula, Mick Collins e Jim Diamond são alguns dos convidados.

Mick (que produziu os dois primeiros álbuns dos White Stripes) e Jim – vocalista dos Dirtbombs e dos Gories – participaram no disco Black Rusty Pussyboat, cujas músicas foram feitas 10 minutos antes da entrada em estúdio, inspiradas por uma garrafa de Macieira. Todo o relato deste feliz encontro, pela voz do Legendary Tigerman, no vídeo abaixo.

 

 

 

 

 

Via BodySpace.net



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Quinta-feira, 30.12.10

As melhores festas de passagem de ano

 

As noites de passagem de ano costumam ser memoráveis - nem que seja pela ressaca monumental do dia seguinte. Este ano tem uma boa desculpa para não ficar em casa frente à televisão: conseguiu sobreviver à década. Um belo feito para ser festejado de garrafa de champanhe em riste e a dançar no meio de amigos e desconhecidos até ser dia. Há festas para todos os gostos e bolsas, algumas com bar aberto e jantar. Das noites quentes africanas à electrónica do DJ Tiga, do nascer do Sol no Algarve ao réveillon erótico com os Ena Pá 2000, escolha uma

 

Lx Factory: Baile electrónico

A festa de fim de ano da Lx Factory é uma espécie de buffet de música electrónica. Por 25 euros tem direito ao som de 16 DJ e um deles é o famoso Tiga. Se este nome não lhe diz nada, pense em hits como o remix da música de Nelly "Hot in Herre" ou o mais recente "You Gonna Want Me". Se mesmo assim não sabe quem é, vá à mesma que vai ser divertido. Além de duas pistas de dança para que possa escolher a música que quer ouvir, a festa tem bar aberto. Tudo tem o seu lado negativo: a bebedeira está quase garantida, mas prepare-se para filas e confusão no bar. 
Onde: Lx Factory, Rua Rodrigues de Faria, 103, Lisboa 
Quando: das 22h00 às 10h00
Preço: 25€ (pré-venda), 30€ à porta

Kretcheu: Festa africana

A temperatura na noite de passagem de ano deve rondar os dez graus. Mas na festa do Kretcheu, no Bairro Alto, o termómetro pode assemelhar-se ao de um país tropical. A noite é de ritmos africanos, ao som de mornas, coladera e funaná de artistas como Calú Moreira, Vaiss, Costa Neto, Toy Vieira e Kau Paris. A partir das 20h00 há jantar com chamuças, bacalhau à brás, frango, leitão e lombo assado. Quem aparecer mais tarde, só para festejar o novo ano, não vai passar fome: há petiscos disponíveis pela noite dentro e uma garrafa de espumante para cada pessoa.
Onde: Kretcheu, Rua do Diário de Notícias, 107, Bairro Alto, Lisboa 
Quando: das 20h00 às 06h00
Preço: 20€ ou 30€ com jantar

Space: Músicas de 1969 a 2010

Tem o mesmo nome de uma das discotecas mais famosas de Ibiza, mas a música que lá passa (electrónica alternativa) nada tem a ver com a sua homónima nas Baleares. O Space abriu as portas este mês em Alcântara e para a passagem de ano tem preparada uma retrospectiva de êxitos festivos desde 1969 até ao ano que acaba agora. Os 15 euros de entrada já incluem dez de consumo – é das festas mais em conta na capital – e os bilhetes estão em pré--venda online. Para grupos de mais de dez pessoas a entrada custa dez euros com direito a uma garrafa de whisky e outra de vodka. 
Onde: Rua Maria Isabel Saint-Léger, 12, Alcântara, Lisboa
Quando: das 2h00 às 8h00 
Preço: 15€ (inclui consumo de 10€

Herdade d'El Rey: Passagem de ano psicadélica

Só para chegar a esta festa trance a aventura é tal que se arrisca a passar o ano numa estação de serviço ou, na melhor das hipóteses, dentro do carro. Na A1 saia em direcção ao Carregado e na N3, perto da Azambuja, vire em direcção a Obras Novas e depois saia para a Bemposta. Aí, siga as setas na escuridão numa estrada de terra batida. Cinco quilómetros depois, se lá conseguir chegar, prepare-se para gnomos, cogumelos mágicos, uma tenda de circo e música psicadélica. A banda principal são os Space Tribe, mas só devem actuar ao nascer do Sol.
Onde: Herdade D’El Rey, Carregado
Quando: das 22h30 de dia 31 às 00h00 de dia 2
Preço: 20€ (pré-venda); 25€ à porta

Lollipop: Festa na piscina com vista para o mar

Não está tempo para mergulhos, mas não sabemos até onde uma passagem de ano nos pode levar. Na discoteca Lollipop, na Praia Verde, pode escolher entre dar um primeiro mergulho do ano na piscina ou no mar ali em frente. Se quiser ser mais consciente, dance na tenda transparente aquecida em frente à piscina. Por 45 euros tem direito a ceia, espumante, passas e fogo-de-artifício à meia-noite, mas convém reservar porque a lotação é limitada e deve esgotar. O melhor da festa, dizem os organizadores, será ver o nascer do Sol em cima do mar. 
Onde: Lollipop, Praia Verde, Algarve
Quando: a partir das 22h30
Preço: 45€ com espumante, passas, três bebidas e ceia

Maus Hábitos: Reggae e electro com sandes à mistura

Num quarto andar de um prédio em frente ao Coliseu, o Maus Hábitos costuma animar as passagens de ano. Amanhã não será excepção. A antiga casa acolhe uma festa com reggae e música electrónica e sandes da Casa Guedes (têm boa fama) à mistura.
Onde: Maus Hábitos, Rua Passos Manuel, 178, 4.º, Porto
Quando: a partir das 23h00
Preço: 15€

Cabaret Maxime: Real Combo Lisbonense

Há três opções de festa no Cabaret Maxime: pode jantar, passar a meia-noite e dançar até cair; pode só passar a meia-noite com direito a uma bebida ou pode apenas dançar até cair. O preço depende das horas a que chegar, mas se for, vá a tempo dos Real Combo Lisbonense e do Cantor Romântico. No fim da noite vai haver um convidado surpresa.
Onde: Maxime, Praça da Alegria, 58, Lisboa. 
Quando: a partir das 23h00
Preço: 70€ com jantar buffet, 30€ a partir das 23h00 e 15€ a partir das 2h00

Op Art: Dançar com vista para o Tejo

Magillian, Peter Wagner e Analodjica são os DJ de serviço na festa de passagem de ano do Op Art. A partir da uma da manhã, já jantados e com as passas comidas, os primeiros noctívagos vão começar a aparecer sedentos de música electrónica. A entrada são dez euros, provavelmente das festas mais baratas que consegue arranjar na cidade.
Onde: Op Art, Doca de Santo Amaro, Lisboa  
Quando: da 1h00 às 6h00
Preço: 10€ com direito a uma bebida

Plano B: Champanhe e DJ

A noite vai ser concorrida no Plano B e o melhor é enviar nomes para a guestlist (guestlistplanob@gmail.com) para conseguir lugar. Pode fazê-lo até às 20h00 de dia 31 e ainda consegue um desconto de dois euros na entrada. O programa da festa inclui DJ e muito champanhe.
Onde: Plano B, Rua Cândido dos Reis, 30, Porto
Quando: a partir das 23h00
Preço: 10€ com oferta de uma bebida

 

Santiago Alquimista: Réveillon erótico

No cartaz da festa de passagem de ano, o Santiago Alquimista promete "rifas, baile, shots, espumante, mamas, mulheres boas e rapazes jeitosos". Tal como em festas anteriores, os Ena Pá 2000 passam o ano em palco com o seu "can-can-rock". No bar ao pé do Castelo de São Jorge vão sortear-se também cabazes com artigos eróticos e bonecos insufláveis.
Onde: Santiago Alquimista, Rua de Santiago, 19, Lisboa
Quando: a partir das 22h00
Preço: 25€ a partir das 22h00 com espumante e passas, 20€ a partir da 1h30 com bar aberto a cerveja

 

Clube Ferroviário: Midnight Express

Afinal o expresso da meia-noite não se apanha na estação de Santa Apolónia, mas sim no Clube Ferroviário, ali mesmo ao lado. O espaço aproveitado por Micas, dono do bar Bicaense, preparou uma festa com concertos de Funk do Boi, Señor Pelota e Yam Who? para a última noite do ano.
Onde: Clube Ferroviário, Rua de Santa Apolónia, 59, Lisboa
Quando: a partir das 22h00
Preço: 15€ com duas cervejas, 75€ com garrafa de champanhe e bar aberto

 

Via ionline



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Terça-feira, 23.11.10

Livraria Lello do Porto

 

A Lello não é uma livraria qualquer. É "a" livraria do Porto. E do mundo. Tanto é, que foi considerada a terceira melhor do mundo pelo popular guia de viagens "Lonely Planet''s Best in Travel 2011". Quinze anos depois da mudança de gerência, a livraria continua a aproveitar a estrutura arquitectónica que atrai milhares de visitantes e reforça uma reputação que mantém há mais de cem anos.

Esta não é a primeira vez que a Lello é destacada por uma publicação internacional. Há dois anos, o jornal britânico "The Guardian" já a tinha homenageado com o terceiro lugar no ranking de melhores livrarias do mundo. 

Antero Braga, proprietário e actualmente o homem forte por detrás do nome Lello, explica que a receita para o sucesso passa por encontrar o equilíbrio interior entre o seu papel de amante de cultura e o outro, mais austero, o de gestor. 

Directo ao assunto, Antero Braga explica que esta não é a sua livraria ideal, uma vez que não abrange todas as áreas temáticas que desejava, mas o lado de gestor diz-lhe que só fazendo concessões é possível tornar a livraria num negócio viável. "Se não o fizeres estás condenado, quase como acontece com o país", confessa. 

Há 41 anos a trabalhar em livros, Antero não esconde o orgulho que sente com o seu espaço, a sua profissão e com a reputação de qualidade da sua livraria. Foi há 15 anos que assumiu a gerência da Lello, e quando a encontrou estava longe de ser o marco que é agora. "A Lello enquanto editora foi muito mais conhecida do que propriamente enquanto livraria", explica. 

Foi o seu percurso de gestor na Bertrand que o ajudou a recuperar o espaço. "Fui o gerente mais novo da Bertrand, o director comercial mais novo da Bertrand, o administrador mais novo da Bertrand e sou cá do Porto", contou.

A Lello é, aliás, um espaço tipicamente portuense, onde é cultivada e mostrada a essência da cidade. A máxima deste espaço passa por criar uma ligação "intensa de amizade"com os seus clientes. Antero Braga crê que é aqui que reside o espírito da Invicta. "No Porto é mais difícil por vezes penetrar no meio, mas depois tem-se amigos para a vida", diz.

O facto de ter preservado o ambiente íntimo e personalizado fez com que a livraria se tornasse um dos marcos de atracção da cidade, quer para o comum turista quer para figuras ilustres. Ao longo da sua vasta história, já por lá passaram nomes como Afonso Costa, Cavaco Silva (escolheu a Lello para lançar a sua autobiografia), Mário Vargas Llosa (ainda antes de receber o prémio Nobel), Alain Juppé, antigo primeiro-ministro francês, ou Marcelo Caetano, o último homem-forte do Estado Novo. 

"Cada um tem o seu feitio, e as pessoas gosta de ter um interlocutor, alguém que os aconselha", diz Antero Braga. Na Lello têm o tratamento personalizado que está a desaparecer do comércio contemporâneo. O gestor da livraria conta que várias personalidades, como Diogo Freitas do Amaral, usam o seu gabinete, onde guarda algumas raridades. 

Antero Braga orgulha-se das amizades que cultivou ao longo da sua carreira. Conta com carinho a o encontro que teve com José Saramago, em que lhe confessou que o seu livro preferido do autor era o "Levantado do Chão" e não o "Memorial do Convento". Ao que o Nobel português respondeu: "Também é o meu."

As distinções que a Lello vai acumulando fazem dela um ícone da cidade. Se cada visitante que se extasia com a sublime escadaria do espaço comprasse um livro, em termos comerciais era um êxito fenomenal. Assim, é uma livraria que resiste com o passar dos tempos e que o mundo reconhece. Mais do que os portugueses, diga-se.

Exclusivo i /Semanário Grande Porto

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 19.11.10

Francesinha, a verdadeira história

 

Há uma história da francesinha que ninguém conhece, mas que esta sexta feira vai ser revelada no primeiro percurso pedonal de reconstituição do percurso do prato, no Porto: a sua relação próxima com a figura feminina.

O percurso, orientado por Graça Lacerda, irá conduzir os curiosos pela história deste petisco portuense, porque “Comer uma francesinha” é mais do que saborear um prato, é “um convívio à moda do Porto”.

A guia do original roteiro contou hoje à Lusa quais são as origens da francesinha.

De acordo com mentora do percurso, o criador do prato, Daniel David Silva, era “bastante mulherengo”. Depois de um périplo internacional, aterrou no Porto e descobriu que as mulheres eram demasiado discretas para o que estava habituado, andando muito tapadas e sendo muito reservadas.

A desilusão com as mulheres portuenses levou-o, segundo Graça Lacerda, a querer criar um prato “apurado”.

“Ele dizia que a mulher mais picante que conhecia era a francesa. Quis dar um toque picante ao prato e chamou-lhe francesinha”, disse.

O petisco, que nos anos 50 era uma comida fora de horas - um lanche reforçado ou uma merenda depois de uma sessão de cinema tardia - estava conotado com o universo masculino.

“Ainda sou do tempo em que a francesinha era vista como um prato para rapazes solteiros. As raparigas que comiam francesinha eram mal vistas”, recordou.

Os tempos mudaram e com ele os preconceitos relativos à francesinha e até a sua própria “fisionomia”: um petisco que era pouco mais do que uma tosta mista com molho tornou-se num parto mais do que sustentado, para responder à evolução da sociedade.

“Hoje em dia, já não temos tempo para o lanche e as sessões de cinema proliferam. A francesinha passou a ser um prato de almoço ou jantar, ao qual se juntou a batata frita”, explicou Graça Lacerda, que se tornou especialista na matéria depois de longas pesquisas.

Documentação, imagem, cartazes, livros de receitas, entrevistas a pessoas, entre as quais o atual dono do restaurante “A Regaleira” - que conheceu pessoalmente o inventor do prato que é o rosto do Porto - tudo serviu para reconstruir os passos da francesinha.

“Não temos bibliografia, mas temos testemunhos vivos”, disse, reconhecendo que há vantagens e desvantagens derivadas da subjetividade dos relatos e das opiniões diferentes.

Esta sexta feira, 60 pessoas vão percorrer um percurso que tem seis etapas: “Receita típica do Porto no Século XX”, “E tudo começou na Rua do Bonjardim…”, “Onde comer as melhores francesinhas?”, “Pão, queijo, recheio e molho”, “Para si, uma boa francesinha é…” e “Qual será o segredo da francesinha?”.

O passeio gastronómico tem início perto das 15:00 na Biblioteca de Assuntos Portuenses e termina no Restaurante “Jardim da Irene” e no Café “Universidade”, cerca das 17:00.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 03.11.10

sexo, swing e strip


"Estamos a precisar de coisas novas, inovadoras, sofisticadas para quebrar tabus", explicou Joana Magalhães, da organização do evento, que começou na tarde de ontem, sexta-feira.

O sexo, diz, "não é um bicho papão", e a Festa do Sexo tem assim, como objectivo, "começar a fazer com que alguns tabus se dissipem um bocadinho".

Para esse efeito, a festa conta com espetáculos eróticos, shows lésbicos e hetero, striptease masculino e feminino, bandas, espaços para prática sexo e de swing, filmes pornográficos, em suma "um bocadinho de tudo" e "para todos os gostos", salientou a responsável.

Os objectivos passam ainda pela promoção de artistas e entretenimento para adultos, divulgação da arte erótica e da prática de sexo seguro.

Quanto a expectativas, Joana Magalhães acredita que a festa receba, durante os dois dias, "entre cinco mil a seis mil participantes" e garante que o evento "é para repetir".

Durante as primeiras horas da noite de ontem, sexta-feira, os visitantes foram chegando, pouco a pouco, maioritariamente do sexo masculino.

Mais ou menos reservados, move-os a curiosidade e a vontade de participar numa "experiência nova" e de poder entrar, sem medos ou críticas, "num mundo completamente à parte".

Nos palcos montados, as 'bailarinas' vão rodopiando em redor dos varões - quais acrobatas - e despem-se de pudores enquanto são seguidas, bem de perto, pelos muitos olhares curiosos dos presentes.

Nos corredores passeiam-se travestis e transexuais: bem arranjadas, vestidas, mas pouco, a preceito e sem preconceito.

As horas avançam e com elas chegam os corpos despidos, os primeiros chicotes, as saias às pregas e outras fantasias que prometem durar e preencher, noite dentro, a imaginação de cada um.

 

Via JN



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Pedroto e Pinto da Costa... o inicio da História de sucesso

 

É normal que associemos o ano de 1982 ao Mundial de Espanha. Ao espantoso Brasil de Telé Santana. À inacreditável Itália de Rossi. À crueldade do alemão Schumacher numa entrada duríssima sobre o francês Battiston. À estreia do já veterano camaronês Roger Milla. Mas 1982 é também o início de uma era do FC Porto, com o primeiro mandato de Pinto da Costa como presidente. E o primeiro campeonato realizado nestas circunstâncias é marcado pelas polémicas. Que, verdade seja dita, sempre existiram. O problema agora é que a contestação sobe de tom, o FC Porto intromete-se contra o poder da capital exercido por Benfica e Sporting e a RTP começa a transmitir os resumos todos, com golos, penáltis e lances duvidosos.

Em tempo recorde, a dupla Pinto da Costa-Pedroto alimenta ódios ou paixões. E divide o país ao meio. A bronca estala definitivamente num FC Porto-Benfica, a sete jornadas do fim. Na semana anterior, o FC Porto empatara no Estoril (1-1). A 12'' do fim, penálti contra o Estoril e expulsão de Vítor Madeira. Durante 11 minutos, protestos contra o árbitro Graça Oliva e empurrões para lá e para cá. Com os ânimos mais serenos, Gomes atira... e Manuel Abrantes defende. Só que Vítor Madeira ainda estava em campo. O FC Porto pede repetição do penálti, o árbitro resolve com uma bola ao solo! Pedroto está irado. E lamenta: "Este Estoril correu mais que sei lá o quê. Não compreendo como não houve controlo anti-doping. Na Amora (1-2) e em Setúbal (1-3) foi a mesma coisa."

É neste clima de suspeição que se chega ao clássico decisivo para o título. A 27 de Março de 1983, FC Porto e Benfica estão separados por quatro pontos. E assim continuam depois de 90 minutos sem golos, apesar de Gomes falhar (novamente) um penálti. Fora do relvado, a bronca do costume com algumas nuances. Eriksson, primeiro, manteve a sua pose de gentleman. "Tivemos sorte, sobretudo no penálti, mas lutámos pelo 0-0." Depois o sueco foi aos arames quando Pedroto voltou a destapar o assunto doping. "Sem querer insinuar o que quer que seja, fomos descriminados mais uma vez. Houve controlo na Luz [3-1 para o Benfica]. Aqui já não houve. Nós pedimos, mas alguém recusou..." Sven-Goran reagiu. Com diplomacia mas ligeiramente incomodado. "Doping no Benfica só por cima do meu cadáver. Se alguma vez um jogador for dopado, aqui, no Benfica, ou sairá ele ou sairei eu." 

Também sem perder a pose, Pedroto contra-atacou. "O Benfica vai ser campeão? Sim, já o era antes de começar o campeonato. Na semana em que perdia pontos, os árbitros erravam contra nós. Num sábado, empataram no Bessa [2-2]. No dia seguinte, o Sporting-FC Porto acabou cirurgicamente 3-3, com dois penáltis para o Sporting. Sem esquecer que o Benfica veio jogar aqui às Antas como o Alcobaça [último classificado da liga]." Fim. Antes fosse. A confusão continua. Próximo capítulo: hoje, amanhã, depois, sábado, domingo...

 

Via Ionline



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Sábado, 02.10.10

Os melhores sítios para comer tripas

 

O provérbio diz que a necessidade aguça o engenho. A história do Porto demonstrou que também serviu para aguçar o apetite. Durante os Descobrimentos, pediram aos portuenses alimentos para abastecer as naus que iam tomar Ceuta. As carnes seguiram e a população ficou com as miudezas. A partir das tripas, imaginaram-se muitas alternativas na cozinha. Nasciam as "Tripas à Moda do Porto", que figuram na montra dos mais importantes símbolos da cidade. Raul Solnado elogiou-as e José Mourinho provou-as quase por correio. Descubra alguns dos melhores sítios para as comer.

O Líder Manuel Moura, proprietário deste restaurante, não tem dúvidas que as tripas são um "ex-libris" da cidade do Porto. Nada pode faltar na receita: "A touca e o estômago do animal, mão de vaca, feijão branco, cenoura, refogado com cebola, bacon e toucinho fresco, chouriço, bom azeite, sal, pimenta e cominhos." Para acompanhar, arroz branco seco. É servido numa caçarola e decorado com salsa picada, frango desfiado e orelheira de porco fresca. E um bom vinho tinto, "seja maduro ou verde". Preços: por 16,5 euros comem duas pessoas. 

Alameda Eça de Queiroz.

A Cozinha do Manel Às quartas-feiras e sábados, os amantes das tripas podem rumar à Cozinha do Manel. No passado fim-de-semana, "mais de trinta pessoas pediram para levar tripas para casa", garante ao i Manuel Mendes. Tiveram mesmo de confeccionar tripas "adicionais" porque "o desejo do cliente é sempre uma obrigação". O proprietário avisa que as tripas têm de estar "bem lavadas e cozidas". Uma dose é servida por dez euros. Rua do Heroísmo.

Pombeiro O prato é "muito requisitado" neste local. Quando venceram o primeiro prémio num concurso, em 2002, pediram-lhes que passassem a cozinhá-lo "todos os dias", conta Manuel Pinto Pereira. Os ingredientes passam no teste da qualidade, "vêm da aldeia", e os fregueses, de todo o lado... "Vem gente de Lisboa comer as tripas. No tempo em que o Mourinho estava no Chelsea, os amigos levaram-lhe tripas. Ele ainda não passou por cá, mas sei que as comeu e repetiu. Também já as levaram para a Bélgica e um dos grandes admiradores deste restaurante foi Raul Solnado. Escreveu que fazíamos as melhores tripas do universo e o papel ainda está na parede", garante. Preços: 8,5 euros para uma pessoa e 15 euros para duas. Rua do Capitão Pombeiro.

O Buraco Há 40 anos que o ritual se repete no restaurante O Buraco. Todas as sextas-feiras as tripas enchem as mesas. "Qualquer estrangeiro que aqui vem pede tripas", refere o proprietário Manuel Azevedo. A casa é conhecida pelo peixe fresco, mas todos os dias há um "prato forte" de carne no menú. Diz quem sabe que depois de comer tripas o melhor é não ter muito que fazer. Sirva, por exemplo, com uma reserva duriense "Coimbra de Mattos" e a seguir vá "dormir uma soneca". Preços: seis euros para uma pessoa, 12 euros para duas. Rua do Bolhão.

Casa Correia Uma das mais-valias deste estabelecimento é o facto de ser uma tasquinha típica. Os clientes parecem gostar, porque "já há pouco disso", refere José Pereira Correia. Mas não só. Ele próprio torna-se um cliente regular das tripas que a mulher prepara às quintas-feiras. Gosta "muito" de um "pratinho muito apreciado no Porto". Um dos segredos está no "variedade de carnes". Preços: Meia dose por 8,5 euros e por 13,5 euros comem duas pessoas. Rua Dr. Barbosa de Castro.

Se ainda não se decidiu, esmiúce as restantes sugestões do Chefe Hélio Loureiro, presidente da Confraria Gastronómica das Tripas à Moda do Porto. "O Tripeiro", onde se comem tripas "muitíssimo bem confeccionadas"; o restaurante "Casa Aleixo", espaço emblemático mais conhecido pelo polvo, mas com uma "persistência de receituário" que torna as tripas "das melhores da cidade" e o espaço "Salsa & Loureiro", no Hotel Porto Palácio, que serve tripas à quarta-feira.

 

Via ionline



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Quarta-feira, 29.09.10

Quando era mais pequeno, Igor Ferreira tirava a roupa ao Action Man e fazia-o voar por cima da sua cabeça. Só tem 12 anos, mas um dia, quando for grande, quer voar como só gente grande sabe voar – quer ir para a NASA (Agência Espacial Norte-Americana). “Fascina-me tudo sobre o espaço. Quero ser astronauta – e escritor nos tempos livres.”

Rosália, a mãe, transpira orgulho. Chama-lhe “obra-prima” – a sua obra-prima. No 5º ano, o rapaz figurou no quadro de honra da escola. Teve cinco em todas as disciplinas, menos em Educação Física. No 6º ano, as notas baixaram um bocadinho. Um rufia desatou a implicar com ele.

A mãe tentou consertar tudo muito depressa, não fosse aquela experiência negativa comprometer o presente ou o futuro do seu filho: “O miúdo é muçulmano. Eu não podia falar com a mãe dele – ela anda toda enrolada num lençol. Eu falei com o pai dele, mas não se pode [contar com ele]. O diabo do homem deu umas lambadas ao miúdo. O miúdo ainda ficou mais revoltado!”

A violência não é uma realidade desconhecida, distante. Igor mora no Aleixo, um bairro batido pelo tráfico de droga e que a Câmara do Porto há dois anos decidiu deitar abaixo. E o que é o Aleixo? “De certa forma, é um bairro normal. A diferença está nas pessoas que lá vivem. Às vezes, andam lá a gritar umas contra as outras durante a noite”, resume o rapaz. A mãe também ouve: “Às vezes, vamos a subir as escadas e vemos polícia com armas apontadas.”

Um Action Man humano

Não se deixa contaminar pela desmotivação que semeia absentismo e abandono escolar no bairro: “Só estou lá quando estou em casa. E a minha casa não é o meu bairro. A minha casa é mais pequena do que aquilo tudo.” Passa grande parte dos seus dias fora daquelas cinco torres de 13 andares erguidas na década de 1970, como uma agressão à paisagem, ali, perto do lugar onde o Douro desagua. Sai por volta das 8h00 para entrar nas aulas às 8h25. Pratica judo às segundas, quartas e quintas e natação às terças e quintas.

Frequentou o 1º ano em Lordelo, como outros meninos do bairro. Lembra-se disso: “A professora faltava muitíssimo. Às vezes, não faltava ela e faltava eu a pensar que ela não vinha. Ela fazia-me perder tempo. Passei para o 2º ano sem saber ler nem escrever.” Mudou de escola. “Consegui aprender a ler. Leio muito. Quando mais me esforçava, mais gostava.”

A mãe fez tudo para o livrar das escolas de má fama. Deu uma morada de uma conhecida para o pôr na EB1 São João da Foz. Quem estuda ali transita para a Francisco Torrinha no 5º. Fez lá o 5º. No 6º foi para a Pires de Lima, que dá acesso à cotada Aurélio de Sousa. Depois, o rufia caiu-lhe em cima.

O que fazia o tal rapaz? “Violência física não. Lembro-me de numa aula de música ele estar a fazer barulho e de eu olhar para ele e de ele me puxar o cabelo. Quando eu olhava para ele, ele fazia caras de parvo e berrava nos meus ouvidos. Ele tem dupla personalidade. Parece um santinho e faz isto.” Rosália mudou Igor para a Pêro Vaz de Caminha.

Uma criança tem direito a estudar e a sonhar com um futuro. Igor estuda muito e sonha com viagens espaciais e com escrita criativa: “Gosto de inventar histórias. Leio tantas histórias que consigo inventar. Quero escrever ficção. Gostava de lhe juntar mistério, ciências. Sei que tenho de estudar muito. Se for preguiçoso, tenho sorte se chegar a trolha.”

Gosta da escola nova. “Tem um bom ambiente. Os professores também são simpáticos. Ensinam melhor. Uns professores dão a matéria atabalhoadamente, não se importam se os alunos aprendem ou não; os dali ensinam bem.” Não tardou a tornar-se o melhor aluno da turma.

Fala como gente grande, mas não larga o Action Man. Em Novembro, acontece sempre qualquer coisa ao herói – há uma perna ou um braço ou um pescoço que se parte. No Natal, a mãe oferece-lhe um boneco novo e o rapaz hesita – habituado que está ao “amigo velho”. Adora anatomia, o ramo da biologia que estuda a estrutura e a organização dos seres vivos. E o Action Man é, dos bonecos que conhece, “o que tem a forma mais humana”.

Livro atrás de livro

Gosta de Ciências: “Quero saber de planetas, de animais, de plantas.” Gosta de História: “Gosto de saber o que aconteceu antes para termos o que temos.” Gosta de Português: “Quanto mais vocabulário tenho, mais gosto de Português. Quando encontro uma palavra que não conheço, vou directo ao dicionário.” Gosta de tanta coisa, tanta que às vezes é difícil escolher.

Passa as tardes de sábado na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, nos jardins do Palácio de Cristal, uns dos mais belos do Porto. A sua escritora favorita é Luísa Dacosta. Viu-a no ano passado e até lhe pediu para autografar o seu exemplar de Sonhos na Palma da Mão. Não perde um livro da colecção Arcanus, obra de Care Santos sobre 12 miúdos com poderes especiais. E está a começar a fazer o mesmo com A Saga de Deltora, de Emily Rodda.

Dentro do quarto de mobília escura – que partilha com a mãe no apartamento que acolhe também a avó e a bisavó – não parece caber nem mais um alfinete. Amontoam-se livros e DVD nos móveis aos pés da cama, atrás da televisão e da PlayStation, transbordam para os arrumos.

À noite, a mãe testa-o: “Eu faço-lhe perguntas e ele responde. Também pode falhar algumas coisas.” Sem deixar de ser a obra-prima dela: “Ele consegue ser mais correcto do que eu.” A mãe dá um exemplo: “A avó paterna é muito pelo pai. Ele não paga mensalidade e ela defende-o. Eu disse: “Oh! Vou insultá-la.” E ele respondeu-me: “Ó mãe, comportamento gera comportamento.”"

Ana Cristina Pereira
Público
28/09/10

 

Via meninos de ninguém



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Quinta-feira, 23.09.10

Amor e extorsão

 

Ele

 

João (nome fictício), cirurgião plástico casadoconhece Maria (nome fictício) no estabelecimento de diversão nocturna "Pérola Negra" no Porto, no final de 2007. 

Segundo a acusação, João e Maria passam a encontrar-se regularmente, algumas vezes em Braga, e iniciam uma relação de cariz sexual paga pelo médico. João, na altura com perto de 40 anos, chega a pagar 500 euros por mês a Maria. 

Em Julho de 2008, João quis acabar com o relacionamento e deixou de pagar a mensalidade. É aí que Maria lhe terá começado a fazer uma "perseguição implacável e por vezes violenta". Ameaça-o por telefone, começa a exigir-lhe quantias de dinheiro e operações plásticas e, a dada altura, chega mesmo a entrar em contacto com a mãe, a mulher e uma tia do cirurgião plástico. 

A perseguição, garante o médico, só terá terminado em Abril de 2009. Antes, João terá atécontratado um segurança para se proteger e evitar as investidas. Em Julho de 2008, entrega-lhe seis mil euros em notas. Meses depois, em Outubro, oferece-lhe uma operação plástica de aumento do contorno dos lábios.

 

Mas as exigências terão continuado: Maria pediu uma operação ao nariz, outra de correcção de uma tatuagem numa perna e uma terceira de correcção dos orifícios dos brincos nas orelhas. Depois de recusar-se a fazer as operações, João terá recebido uma SMS no telemóvel a pedir mais dois mil euros. Sabendo que o cirurgião fazia parte de um coro no Porto, Maria foi ao local e insultou-o publicamente, dizendo que a teria obrigado a fazer um aborto. As cenas ter-se-ão repetido diversas vezes e Maria terá tentado, até, abordar o padre do coro para denegrir João. Tambémriscou o carro da mulher do médico e ameaçou o casal de morte.

 

João quer uma indemnização de 10 mil euros e Maria será julgada por coacção e ameaça agravadas, perturbação da vida privada, dano e extorsão.

 

Ela

 

Maria conhece João, cirurgião plástico, num hotel do Porto, em Abril de 2007. Contrariando a versão do médico, a mulher, de 32 anos, garante nunca ter trabalhado em qualquer estabelecimento nocturno.

 

Maria diz também que não sabia que João era casado. Por isso, iniciam um relacionamento que só terminaria em Junho de 2007. Segundo a versão da mulher, natural da Póvoa do Lanhoso, terá sido dela a iniciativa de terminar a relação. O médico insistiu para que não terminasse o namoro e chegou a convencê-la a voltar para ele. De tal forma que em Janeiro de 2008 João assumia o namoro perante a família dela – sempre escondendo que era um homem casado.

A relação continuou a evoluir e o cirurgião plástico pediu Maria em casamento, dias antes de saber que a namorada estava grávida.


A gravidez, conta Maria em sede de contestação, terá caído mal ao médico. Assim que soube, João pediu-lhe para desaparecer e entregou-lhe seis mil euros. Dias mais tarde, pediu-lhe para abortar e ofereceu-se para a recompensar, oferecendo-lhe uma cirurgia plástica de preenchimento do contorno dos lábios.

O caso, que corre na terceira vara do tribunal de São João Novo, no Porto, começa a ser julgado no dia 11 de Outubro. Entretanto, Maria apresentou uma queixa, em Braga, contra o cirurgião plástico por alegada violação. O caso, adiantou ao i fonte próxima do processo, ainda está em fase de inquérito.

“Não há no processo nenhuma prova da gravidez”, garante o advogado do cirurgião, Luís Vaz Teixeira, acrescentando que os incidentes “prejudicaram gravemente a vida profissional e familiar” do seu cliente.

 

Via ionline



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Sábado, 18.09.10

Hard Club agora no porto

 

Habituado nos últimos tempos a ver fugir para a outra margem do Douro algumas referências da cultura da região, o Porto conquistou a Gaia uma das melhores salas de concertos do país. Após avanços e recuos, que alimentaram atrasos, atravessou o rio e abriu as portas no coração do centro histórico portuense. No Ferreira Borges, o mercado que nunca o chegou a ser efectivamente, (re)nasce um novo Hard Club.

É uma nova casa que traz consigo um novo conceito. A música que lhe deu o nome aqui e lá fora, por onde passaram milhares de nomes da música nacional e internacional, continua lá, intacta, e até com sons mais variados. O rock, o hip hop, o heavy metal, o trash metal, o drum''n''bass, o house, o pop, continuam todos lá e alguns já se apresentam nos quatro dias de inauguração que se prolongam até domingo e que tem nos portugueses Moonspell o grande cabeça de cartaz. Essa é a matriz do Hard Club e vai continuar a ser, explica ao i Paulo Ponte, um dos promotores do projecto. Mas não será a única a partir de hoje.

Sem esquecer a sua missão e sem perder a sua identidade, o Hard Club deixou de ser apenas uma sala de espectáculos para passar a ser uma sala para toda a cidade, com as portas do Ferreira Borges abertas todos os dias às nove da manhã, ao contrário do que acontecia em Gaia. Não fazia por isso sentido que "não houvesse uma programação mais diversificada virada para vários tipos de público".

No novo Hard Club, onde foram investidos 2 milhões de euros, já não entram só os adultos. As crianças também têm via verde. "Queremos que os pais venham cá tomar um café ou o pequeno-almoço e que tragam os filhos, que podem ser ocupados com programas infantis ligados ao cinema, ao teatro, à música e à arte digital."

A enorme sala de concertos será também uma sala de recepção da cidade, o ponto de partida e o porto de chegada de uma viagem dos milhares de turistas que todos os anos enchem o Porto. Ali poderão começar por ver um filme sobre o Porto, partir à descoberta da cidade e depois regressar para almoçar no varandim exterior com vista privilegiada para a Praça do Infante ou jantar no restaurante no piso superior, terminando ali o dia com um concerto, um ciclo de cinema ou uma peça de teatro.

Comparar o velho com o novo Hard é mesmo como comparar um vinil com um CD. Se em Gaia cabia nuns parcos 600 metros quadrados distribuídos por duas salas, no Porto a área total atinge mais do dobro: uma sala com capacidade para acolher mil pessoas e um auditório capaz de receber 120 pessoas sentadas (ou 300 de pé), divididos por um enorme corredor, onde se pode beber um copo, conversar ou ocupar os olhos com uma exposição. E ainda há salas de ensaio e de estúdio, com condições raras, que se encontram em poucos lados.

"Aqui uma banda vai poder ensaiar, gravar a sua actuação, fazer o trabalho de pós-produção e sair com uma ''master'' pronta a ser editada", explica Paulo Ponte.

No entanto, os espectáculos musicais continuarão a ser a imagem de marca do Hard Club. Foi ela, a música, que levou a Gaia entre 1997 e 2006 mais de 500 mil espectadores em 1300 espectáculos, num total de mais de 5 mil artistas vindos de 34 países, e cuja tradição, no Porto, quer manter. Com novos horizontes, novos públicos e uma ambição renovada.

 

Via ionline



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Terça-feira, 13.07.10

Rui Rio e o dinheiro da RED BULL

 

O presidente da Câmara do Porto disse ontem que os 200 mil euros que a autarquia tinha para o festival aéreo Red Bull deste ano, entretanto cancelado, irão “para a habitação, com alto grau de probabilidade”, como recomendou a CDU.

 

Rui Rio deu esta informação na Assembleia Municipal, realizada ontem, após uma recomendação apresentada pela CDU e criticada pelo deputado social-democrata Paulo Rios, que a considerou “um exemplo acabado daquilo que é um sound byte. A recomendação da CDU tinha como pressuposto o facto do orçamento municipal reservar 200 mil euros para a realização de um festival aéreo que veio a ser anulado. A CDU propôs que essa verba fosse aplicada no Bairro Rainha D. Leonor, que “necessita de obras urgentes de requalificação, as quais não estão contempladas no plano para 2010 da empresa municipal DomusSocial”. “É uma proposta que não tem sentido nenhum pois não dá para requalificar coisa nenhuma nesse bairro”, contestou Paulo Rios, líder do PSD na Assembleia Municipal. Artur Ribeiro, da CDU, insistiu referindo que “o Bairro Rainha D. Leonor não foi requalificado e não está previsto que o seja”. “Eu sei porque não e o senhor também: é porque tem boas vistas para o rio Douro”, rematou, dirigindo-se a Paulo Rios. Foi então que Rui Rio aproveitou para informar que, “com alto grau de probabilidade”, aqueles 200 mil euros serão para habitação social, porque esta “é a primeira das prioridades” do seu executivo. Apesar disso, a proposta da CDU foi chumbada com os votos contra do PSD e CDS/PP. O PS absteve-se, alegando a sua “inocuidade”, e o BE votou-a favoravelmente.

 

Via Público



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Segunda-feira, 05.07.10

Amor À camisola

 

Via Henricartoon



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Quarta-feira, 23.06.10

São João no Porto

No Porto e em Braga, hoje é noite de festa. Saiba onde comprar os manjericos mais frescos, onde comer as melhores sardinhas e prepare-se para os martelinhos

 

 

Dona Amélia

Dona Amélia tem um ar jovial, mais fresco que os manjericos que ordeiramente encarreira no chão do Mercado do Bolhão, no Porto. Faz cerimónias para tirar a fotografia, mas não demora a pôr-se a jeito. É tudo uma questão de charme. Mulher que se preze não se deixa convencer à primeira. “Assim está bem?”, pergunta, enquanto penteia o cabelo branco, deixando antever um par de brincos de ouro. “Aqui é a minha casa, menina. Venho para aqui desde os dez anos”, ri e agarra-nos o braço, queixando-se da crise. “Olhe, o que eu ganho, nem dá para o bilhete”, suspira. “Está a ver aquele leque? Está cá há 15 anos, trouxe-o da minha casa. Ninguém lhe pega”, diz, soltando uma gargalhada farta.

 

Maria de Castro

De rádio sintonizada numa estação de música, Maria de Castro, 57 anos, está atrás do balcão em paz com a vida. A crise não chegou às sardinhas. “Agora ainda é cedo, filha. As pessoas não vão comprar já as sardinhas senão elas até ao São João ficam todas engrameladas, filha.” Engrameladas? “Sim, filha, como é que eu hei-de dizer, moídas, percebes? Mas as minhas são tão frescas, que até parece que se mexem.” “Quando acabei a 4.a classe vim directinha para cá, este foi o meu primeiro emprego. A peixaria já era da minha avó”, conta. Pedimos para tirar uma fotografia. Voltou a ser difícil, talvez seja um pré-requisito das mulheres do Bolhão. “Anda lá, filho, tira a fotografia. Ó valha-me Deus”, diz impaciente.

 

José Pinto

José Pinto, presidente do grupo de folclore de Braga a Rusga de São Vicente, vai a correr trajar-se para a fotografia. É um entusiasta que não deixa morrer a tradição. “Queremos pôr toda a gente a dançar. A ideia é transmitir às pessoas que o folclore tradicional não tem necessariamente de estar aliado a roupa a cheirar a mofo. Quem vier dançar connosco vai ter um arco próprio para desfilar.” A Rusga de São Vicente faz 45 anos na noite de São João. “Achámos que era uma boa altura para lançar um repto aos bracarenses enquanto foliões, para que interagissem com a cultura tradicional.” Se quer aprender a dançar é agora. “Às vezes as pessoas ficam tão entusiasmadas que até prejudicam o andamento”, diz.

 

Américo Cachadinha

“Vai um copinho de vinho?”, pergunta Américo Cachadinha, 68 anos, que desde os 20 monta a tenda junto à ponte e vende bacalhau, sardinhas e caldo verde aos foliões do São João bracarense. “Ofereço de coração, mas não bebo porque estou a trabalhar. Fui agora a Monção buscar duas pipas”, diz, esperando o entusiasmo da plateia para continuar a história. “Uma vez duas senhoras precisavam de boleia. Quando entraram no carro veio um cheiro tão grande a aguardente que até fiquei zonzo. Para mal dos meus pecados fui parado por um polícia. E ele disse: ‘Ó Cachadinha, o seu carro parece um alambique.’ E pronto, lá fui eu fazer o teste sem culpa nenhuma.”

 

João Reina

“Não há festa mais bonita que o São João no Porto, então aqui a bordo ainda é mais linda”, diz o mestre João Reina, ao leme do barco da Douro Azul que conduzirá pelas águas do rio na noite da festa. No barco rabelo poderá jantar o menu tradicional: caldo verde, sardinhas, fevras e vinhos, e dar ainda uns passinhos de dança, antes do fogo-de-artifício. “Já andei por muitos sítios deste mundo, de Moçambique ao Gabão, e nada é mais lindo que isto. Uma vez, estava na Noruega a pescar bacalhau e apanhei tamanho susto, valha-me Deus. Estava sozinho a comer uma sandes, a nevar em cima de mim e quando olhei para o fundo vi um monstro. Até podia ser uma foca, mas eu pirei--me a sete pés cheio de medo”, ri.

 

 

Francisco Araújo

Francisco Araújo começou a esculpir santos e anjinhos na oficina do pai quando tinha 11 anos. Mas depois de 36 a trabalhar a madeira, começou a apaixonar-se pelo mármore. “É mais difícil, mas não podemos ficar atrás da concorrência, não é?” De qualquer das formas, clientela não lhe falta e as figurinhas religiosas (não estivéssemos nós na cidade dos arcebispos) vendem-se como pãezinhos quentes. “Já me pediram de tudo, até uma mulher enorme toda nua”, ri. O São João em Braga é conhecido pelas barraquinhas que se estendem avenida afora. Na Associação de Artesãos do Minho há bombos, pífaros, brinquedos tradicionais, louça típica, pandeiretas e castanholas.

Programa de festas

PORTO

10h00 -Percursos turísticos pedestres dirigidos a turistas que visitam o Porto. Participação gratuita

 

22h00- Começam os concertos: Orquestra Nacional do Porto, Trabalhadores do Comércio e Blind

Zero. Os Buraka Som Sistema actuam às 3h00

 

Todo o dia - Cascata de S. João em movimento. Entrada livre

 

BRAGA

22h00- Cortejo de Rusgas, Bandas Filarmónicas, Gigantones e Cabeçudos, Gaiteiros, Bombos e Zés P’reiras

 

01h00 - Tradicional sessão de fogo-de-artifício no alto do Monte do Picoto sobre o Terreiro de S. João e Rio Este

 

20h00 - A fadista Ana Moura encerra as festas no dia 24 de Junho

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 14.06.10

Fundação serralves

 

Pagar sete euros para entrar num castelo só para conseguir uma vista privilegiada sobre uma cidade não é algo a que a maioria das pessoas esteja receptiva. Daí que, pensando em todos aqueles que se sentem defraudados perante tal exorbitância, o i apresenta aqui um pequeno roteiro de fim-de-semana para o Porto, onde pelo mesmo dinheiro pode visitar diferente sítios emblemáticos da cidade Invicta. Aliás, com as nossas propostas, gasta 6,5 euros. Os 50 cêntimos que sobram compram o Andante, o bilhete recarregável do Metro do Porto.

Torre dos Clérigos O principal emblema da cidade. Desenhada por Nicolau Nasoni, tem seis andares, 76 metros de altura e 225 degraus. A construção começou em 1754 e ficou concluída nove anos depois. Após a escalada até ao cimo, tem acesso aos varandins de onde pode desfrutar da mais deslumbrante vista do Porto que o dinheiro pode pagar. Ao lado tem a Igreja dos Clérigos, construída entre 1739 e 1749, com os cadeirais de jacarandá ou o extraordinário sacrário. Um último ponto de interesse: Nasoni está lá sepultado algures... Preço: 2 euros

Igreja de S. Francisco Começou a ser edificada em 1383, por alturas do início da crise que levaria D. João I, Mestre de Avis, ao trono de Portugal. Logo na frontaria, a rosácea e o portal. O interior apresenta-se ao visitante todo revestido a talha dourada barroca e rococó, é constituída por três naves. Estima-se que no recheio da igreja estejam aplicados 600 quilos de ouro. Destaque ainda para o fenomenal retábulo da Árvore de Jessé, dos escultores António Gomes e Filipe Silva. Preço: 3 euros

Museu de Arte Sacra e Arqueologia Instalado no Seminário Maior, em pleno Centro Histórico. Possui uma rica colecção de escultura e alfaias litúrgicas. Na maioria são peças de madeira e calcário do período medieval. Na porta ao lado, e com vista a partir do museu, está a Igreja dos Grilos, do conjunto de edifícios religiosos denominados Igreja e Colégio de S. Lourenço. Construído pelos jesuítas, em 1577, é hoje uma referência da zona da Sé do Porto. Pormenor histórico: durante o Cerco do Porto foi ocupado pelas tropas liberais de D. Pedro. Foi lá que ficou o batalhão Académico, que integrava o escritor Almeida Garrett. Preço: 1,5 euros

Serralves Nada como passar por Serralves ao Domingo. A entrada no parque e no fantástico Museu de Arte Contemporânea gizado por Siza Vieira é gratuita. Delicie-se a passear pelo Jardim dos Aromas, Jardim da Casa ou Quinta do Mata-Sete. Pode admirar a Casa de Serralves, mandada construir pelo Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral, e concluída em 1940. É um notável exemplo da Art Déco em Portugal e foi idealizada pelo arquitecto Marques da Silva, o mesmo que esteve na génese da Estação de S. Bento ou do Teatro Nacional S. João. Preço: gratuito aos domingos.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 09.06.10

Sonia Baby e o segundo festival erótico medieval

 

http://www.festivaleroticomedieval.com

II VIAGEM ERÓTICA AO PASSADO

O II Festival Erótico Medieval irá decorrer de 8 a 11 de Julho, em Carvalhos, Vila Nova de Gaia. Esta é uma iniciativa do The Lingerie Restaurant, o único restaurante erótico em Portugal.

 

A vila nortenha de Carvalhos recebe, de 8 a 11 de Julho, a 2ª edição do Festival Erótico Medieval, o único festival português que explora a temática do erotismo na Idade Média. Este Festival é promovido pelo The Lingerie Restaurant, o único restaurante português dedicado ao erotismo.

O evento, que se dirige somente a homens e mulheres com mais de 18 anos, estará dividido em quatro áreas distintas: aÁrea de Espectáculos, com quatro palcos onde se poderá assistir a shows de striptease, lésbicos, transformismo e BDSM; oPicadeiro, onde decorrerão torneios a cavalo, luta na lama e luta de gladiadores; a Área Mercantil, que será animada pelo corrupio dos mercadores e pelo murmurinho dos artesãos a trabalhar ao vivo; e a Área Gastronómica, onde não faltará, o porco no espeto, o pão rústico, a sangria, os doces, as compotas e mel.

As novidades desta edição são:

- 8 e 9 Julho Workshop Ginástica genital e como quebrar a rotina da intimidade do casal 8 e 9, das 18h às 02h, 25€ com direito a entrada no festival

- 10 Julho Erotic Party e erotismo até ficar dia.

- 11 Julho CISM – 1º Concurso Internacional de Strip Masculino

http://www.festivaleroticomedieval.com/programa.html

 

O II Festival Erótico Medieval será ainda alegrado pelos pregões dos almocreves e dos jograis, pela melodia dos trovadores, pela vivacidade dos saltimbancos, malabaristas e cuspidores de fogo e pelas inesperadas lutas de varapaus.

Com uma pitada de erotismo, este Festival Medieval decorrerá de quinta-feira a sábado, das 16:00 às 02:00, e no domingo encerrará às 00:00. O preço dos bilhetes varia entre os 15€ (singles), os 20€ (casal) e os 30€ (passe de três dias).

A não perder… já em Julho!



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Terça-feira, 04.05.10

Papa em Lisboa .. confusão instalada

 

Dezenas de estradas cortadas. Estacionamentos interditos. Condicionamentos no Metro e ruas sem caixotes do lixo e ecopontos. Esta é a Lisboa que Bento XVI não vai ver quando chegar, no dia 11 de Maio, mas será a cidade em reboliço com que os lisboetas terão de lidar.

O plano de segurança da visita do Papa a Lisboa (10 e 11 de Maio) e ao Porto (14 de Maio) foi apresentado, ontem, na direcção nacional da PSP. As estimativas da polícia apontam para que, durante os dias da visita de Bento XVI, saiam à rua 200 a 300 mil fiéis em Lisboa e 150 a 200 mil no Porto. O dispositivo de segurança, garante a PSP, está a ser preparado "há largos meses", mas mesmo assim a polícia escusa-se a revelar o número de efectivos destacados para a operação. "Serão em número suficiente para garantir a segurança", limitou-se a dizer o director nacional, Oliveira Pereira. Quer em Lisboa quer no Porto, os pontos altos da visita, em termos de segurança, são as missas - no Terreiro do Paço e nos Aliados. Mas os trajectos que Bento XVI fará em Papa Móvel, a 30 km/h, também vão merecer "atenção especial" por parte da polícia. Contas feitas, em Lisboa e no Porto, Bento XVI fará um total de 46,1 quilómetros por via terrestre - em Papa Móvel e em carro fechado "tipo limusine". 

lisboa Em casos urgentes de socorro, os fiéis devem dirigir-se, recomenda a PSP, à 2ª esquadra, na rua do Arsenal. Nos dias 11 e 12, o trânsito estará cortado em todas as artérias - em ambos os sentidos - à hora a que Bento XVI passar. Os condutores devem estudar percursos alternativos. 

Também o estacionamento será proibido nas laterais aos percursos tomados pelo Papa. Em breve começarão a ser distribuídos panfletos com um aviso: os carros estacionados nas zonas condicionadas serão autuados ou rebocados, caso não sejam retirados no prazo previsto pela polícia. Além disso, o trânsito pedonal e automóvel será cortado na Avenida Luís Bívar (junto à Nunciatura Apostólica) - excepção feita para moradores. 

Os caixotes do lixo, ecopontos e outro mobiliário urbano vão desaparecer de todas as ruas gradualmente, a partir do dia 9. E o metro também não escapa aos constrangimentos, com a linha entre a Baixa-Chiado e Santa Apolónia encerrada no dia 11, até às 21h30. No Terreiro do Paço são esperadas 100 mil pessoas para assistir à missa, às 18h15. O Papa será vigiado por nove câmaras. No Tejo, a Polícia Marítima não deixará aproximar qualquer embarcação e a Força Aérea só deixará voar um helicóptero - que transportará a equipa de repórteres de imagem. Seis ecrãs gigantes instalados na Praça do Município, no Terreiro do Paço, na Rua Augusta e no Terminal dos Barcos (Praça do Comércio) transmitirão a missa em directo.

porto e Fátima No Porto, vão estar de serviço 93 câmaras de vigilância usadas, normalmente, no controlo do tráfego. À semelhança do que acontece em Lisboa, as ruas utilizadas pelo Papa serão cortadas ao trânsito, entre as 9 e as 13h00 do dia 14, prevendo-se o encerramento da Ponte do Infante - restam, como alternativa, as pontes do Freixo e da Arrábida. Em Fátima, as operações são coordenadas pela GNR, estando envolvidos cerca de 800 elementos na operação - os detalhes só serão revelados no final da semana.

Via ionline


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Segunda-feira, 03.05.10

A palavra crise pouco dirá a quem vive em crise desde que vive? “Quem é muito pobre quer lá saber da crise!”, prega Esmeralda Mateus, presidente Associação de Moradores do Bairro de Aldoar, na zona ocidental do Porto. A reformada diz isto e logo o desdiz: “E se, com essa crise, acabam com o rendimento social de inserção [RSI]? De quê que esta gente vai viver?”

Há muito desocupado encostado às paredes limpas do bairro construído há 41 anos para alojar quem vivia nas barracas. “Não arranjam trabalho”, legenda Cecília Pinto, atrás do balcão do bar associativo, contas enegrecidas pelos fiados. A filha dela está com 20 anos e não vai além de umas horitas num infantário. “Tirou o 9.º ano. Fez um esforço, mas tirou-o, com a graça de Deus. Afinal, não sei para quê!”

Uma espécie de calvário é percorrido por quem não consegue entrar no mercado de trabalho ou dele sai e esgota subsídio de desemprego e subsídio social de desemprego sem conseguir reempregar-se. O RSI pode, então, surgir como única forma de atenuar a severidade da pobreza. Esmeralda Mateus não quer que se pense que a mais polémica prestação social é alguma fartuna: “Uma pessoa sozinha recebe 187 euros e isso para que dá? Onde estão as voltas de ouro que antes se viam ao pescoço? Foram vendidas ou estão no prego! Ainda bem que a canalha, agora, tem almocinho na escola! Todas as noites há gente a vasculhar os caixotes do lixo ao pé do supermercado!”

As notícias chegam pelo televisor incrustado na parede – sempre ligado na TVI: falam nas descidas do rating, nas turbulências na bolsa, nas pressões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu, das medidas do Plano de Estabilidade Económica. Já nem as ouvem – é como se ali estivesse a professora do Charlie Brown a pronunciar frases incompreensíveis. Apesar de trazerem cortes no subsídio de desemprego, fiscalizações nas prestações sociais.

O tema deste momento é o tema de qualquer momento: sobreviver. E isso, agora, pode ser abalado com o aumento das rendas decretado pela câmara. Cecília pagava 32 euros por um T3 e passou a pagar 54. A crise dela é essa. Está nervosa, muito nervosa. Tem de pagar contas correntes de renda, luz, água e contas atrasadas de renda, luz, água. E, como ela, muitos vizinhos do bairro – alvo de recuperação no exterior e nas zonas comuns. Alegra-a o marido ter arranjado trabalho nas obras, em Espanha: “Uma pensão de invalidez de 200 euros que eu tenho! Ou pagava contas ou comprava comida! Não pagava, que os meus filhos têm de comer.” Mas não se sente segura: “Aquilo em Espanha também não está bom. A qualquer altura o podem mandar embora.”

Talvez a sua grande inquietação não seja, afinal, muito diferente da da classe média que com ela se cruza na freguesia. Diana Peres, engenheira civil de 25 anos, está preocupada com “a falta de emprego” e convencida de que “a verdade ainda não foi toda revelada”. José Fernando – fogueiro que a crise no têxtil atirou para a reforma antecipada – mata o tempo num minúsculo café comprado pelo filho, empregado no sector automóvel: “Se ele ficar desempregado, vem para aqui.”

Ana Cristina Pereira
Público
30/04/10

 

Via Meninos de ninguém



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Sexta-feira, 30.04.10


DIA 12 - Chega a Lisboa e vai festejar o título de campeão do Benfica;


DIA 13 - Segue para Fátima, onde irá pedir desculpas pelos erros dos árbitros;


DIA 14 - No último dia vai ao Porto agradecer a bondade dos portistas por de 5 em 5 anos deixarem o Benfica ser campeão.

 

Recebido via email



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Domingo, 25.04.10

 

Depois de “reservarem” o Marquês de Pombal, em Lisboa, os adeptos do Benfica decidiram invadir o norte do país e marcar presença na cidade do Porto. Durante a madrugada um grupo de 11 pessoas colocou uma lona de 10 metros na Rotunda da Boavista onde se podia ler “reservado”, ou melhor, “reserbado”.
Contactado pelo jornal "A Bola", um dos mentores da ideia, director criativo numa agência de publicidade explicou que foram contactados por uma pessoa do Porto que queria repetir a brincadeira levada a cabo em Lisboa, ainda que “com um toque de humor.”
O i conseguiu falar com outro dos responsáveis pela acção, que explicou todo o processo: "Colocámos a faixa às 5h30 da manhã. Tivemos de ser muito rápidos por causa da polícia. Às 8 horas foi lá um de nós e já estava vandalizada. Parece que às 10h00 já tinham retirado a faixa. Estava ao alcance da mão para ser visível. Não colocámos na estátua porque não ia ter visibilidade."

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 16.04.10

O Rio Ave foi cilindrado pelo Porto

 

Via HenriCartoon



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Quarta-feira, 07.04.10

Dia 7
Lisa Germano & Phil Selway Porto – Casa da Música 21:30 22 €
Maria de Medeiros Lisboa – Cinema São Jorge 21:30 desde 18 €

Dia 8
Diabo na Cruz Guarda – Teatro Municipal 22:00 4 €
Foge Foge Bandido Lisboa – Aula Magna 21:30 desde 18 €
Red Trio & John Butcher Portalegre – Centro de Artes do Espéctaculo 22:00 5 €

Dia 9
Anaquim Ílhavo – Centro Cultural
David Fonseca Lisboa – Coliseu dos Recreios 21:30 desde 23 €
Holger Czukay + Gala Drop Lisboa – Lux 22:00 15 €
Black Bombaim Porto – Passos Manuel

Dia 10
Susanna and the Magical Orchestra Braga – Theatro Circo 22:00 12 €
Dick Dale + The Sonics + Yacht + Bansuri Collectif Clubbing Porto – Casa da Música 23:00 desde 7,50 €
Norberto Lobo Setúbal – Club Setubalense 22:00

 

Dia 11
Blood Red Shoes Lisboa – Santiago Alquimista 21:00 20 € (no dia seguinte no Porto, Casa da Música)
Melech Mechaya Lisboa – Teatro Villaret 21:30 15 €

Dia 13
Pedro Jóia & Orquestra de Câmara Meridional Lisboa – Teatro Municipal São Luiz 21:00 desde 10 €

Dia 15
Sean Riley & The Slowriders Aveiro – Teatro Aveirense 22:00 8 €
Bunnyranch Caldas da Rainha – Centro Cultural e Congressos 21:30 5 €
Orelha Negra Lisboa – Lux

Dia 16
d3ö Arcos de Valdevez – Casa das Artes 23:00 6 €
Alasdair Roberts Guimarães – Centro Cultural Vila Flor 00:00 4 €
José Cid Lisboa – Cabaret Maxime 23:30 20 €
Mika + Virgem Suta Lisboa – Campo Pequeno 22:00 desde 30 €
Carminho & Pedro Abrunhosa & B Fachada Lisboa – MusicBox
David Fonseca Porto – Coliseu 21:30 desde 23 €

Dia 17
The Horrors + Crystal Castles Lisboa – Coliseu dos Recreios 21:00 25 €
Foge Foge Bandido Guarda – Teatro Municipal 21:30 7,50 €
Brigada Victor Jara & Vitorino & Os Quais Lisboa – MusicBox
José Mário Branco Santarém – Teatro Sá da Bandeira 21:30
The Legendary Tigerman Vila Nova de Famalicão – Casa das Artes 22:00

Dia 18
Alasdair Roberts Lisboa – Espaço Nimas 21:30 8 €

Dia 20
José Salgueiro & José Peixoto Lisboa – Teatro Municipal São Luiz 21:00 desde 10 €
Crystal Antlers + Times New Viking Porto – Plano B 22:00 desde 10 €

Dia 21
Times New Viking + Lee Ranaldo & Rafael Toral Lisboa – Zé dos Bois 22:00 10 €

Dia 22
Sonic Youth Lisboa – Coliseu dos Recreios 21:00 26 €

Dia 23
B Fachada Festival Santos da Casa Coimbra – Salão Brazil   8 €
Linda Martini Lisboa – MusicBox 23:00 8 €
Sonic Youth Porto – Coliseu 21:00 desde 26 €

Dia 25
José Mário Branco Guarda – Teatro Municipal 21:30 10 €
Júlio Pereira Torres Novas – Teatro Virgínia 17:00 livre


Dia 29
Mão Morta Lisboa – Coliseu dos Recreios 21:30 20 €
Port O'Brien + Laura Gibson Lisboa – Santiago Alquimista 21:30 18 €
Alicia Keys Lisboa – Pavilhão Atlântico   desde 30 €

Dia 30
Juana Molina Aveiro – Teatro Aveirense 22:00 desde 10 €
Ana Moura Faro – Teatro das Figuras 21:30 desde 15 €
Os Quais Guimarães – Centro Cultural Vila Flor 00:00 4 €
Ney Matogrosso Porto – Coliseu 22:00 desde 15 €

 

 

Via Ionline



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Sábado, 20.03.10

Os melhores sítios para ler fora de casa

 

01 Quintal Bioshop 


Num quintal normal, e para quem tem a sorte de o ter, pode haver uma pequena horta, flores e, quem sabe, um espaço para churrascos. No quintal mais famoso do Porto, o Quintal Bioshop, há uma mercearia biológica, uma loja de produtos ecológicos e de cosméticos naturais, workshops e encontros, uma cafetaria bio e ainda uma esplanada com wi-fi. Procure um lugar no meio das árvores e peça uma fatia de bolo de chocolate e romã antes de abrir um livro. 

Rua do Rosário, 177, Porto, 222 010 008. Segunda a sexta das 10h30 às 20h00, sábado das 15h00 às 20h00

02 Espaço Fábulas

O livro a levar bem podia ser "Ali Babá e os Quarenta Ladrões" ou "As Mil e Uma Noites", porque o Fábulas, em Lisboa, tem qualquer coisa de caverna encantada (e até tem uma tosta chamada Sheherezada, com queijo brie e espinafres, uma delícia). Entra-se e o chão é de pedra, as paredes são de pedra, e em cada recanto há uma mesa, uma poltrona ou até uma velha máquina de costura a convidar à conversa ou à leitura. Dirija-se à sala para não fumadores e escolha o sofá por baixo das fotografias da Beatriz Costa - provavelmente o recanto mais confortável de Lisboa. Se quiser até pode ir sem material de leitura, porque livros e imprensa do dia são coisa que não falta por aqui.

Cç. Nova de São Francisco, 14, Lisboa, 213 476 323. Segunda a quarta das 10h00 às 24h00, quinta a sábado das 10h00 à 01h00 e domingo das 11h00 às 19h00.

03 Esplanada do Farol Design Hotel 

Mais perto do mar é impossível. E mais confortável que num dos sofás brancos de Gandia Blasco também. Na On the Rocks, a esplanada do Farol Design Hotel, os livros têm dois sérios concorrentes: a vista e o sol. Mas experimente levar qualquer coisa de acordo com a atmosfera e a bossa nova que passa baixinho ou as caipirinhas que saem do bar: um dos romances de Chico Buarque, por exemplo, ou um Rubem Fonseca. 

Farol Design Hotel, Av. Rei Humberto II de Itália, 7, Cascais, 214 823 490. Das 10h30 à 01h30

04 Maria Vai com as Outras 

Não se podia falar dos melhores sítios para ler sem falar de uma livraria, mas a Maria Vai com as Outras, no Porto, não é uma livraria qualquer. Tem alguns livros para venda, sim, mas também é café, bar, casa de chá, loja de artesanato, galeria e sala de concertos. Entre as suas paredes coloridas a regra é conviver ou aproveitar o ambiente calmo e amigo dos livros, do cinema e da arte (todos os espaços amigos dos livros têm um gato, e a Maria Vai com as Outras tem). 

R. do Almada, 443, Porto, 220 167 379. Todos os dias das 16h30 às 20h30 e das 22h30 às 24h00

05 Jardins do Museu do Traje e da Moda

Há momentos em que parece Sintra, com árvores centenárias impossíveis de abraçar e estátuas e escadarias de pedra que vão dar a lagos com nenúfares. Há momentos em que se estendem pomares e prados e não se percebe se o jardim tem um fim. E há alturas em que parece que estamos dentro da série "Perdidos", com ervas e mato de todos os lados. Os jardins do Museu Nacional do Traje e da Moda, no Lumiar, são uma espécie de segredo de Lisboa, onde não falta sequer uma cascata. Situado na Quinta do Monteiro-Mor e partilhado com o Museu do Teatro, o parque conta com vários bancos à sombra ou ao sol, de madeira ou de pedra, perfeitos para ler um romance histórico ou um clássico como "Os Maias" ou "O Monte dos Vendavais". 

Largo Júlio de Castilho, Lisboa, 217 590 318. Terça das 14h00 às 18h00, quarta a domingo das 10h00 às 18h00 (última entrada às 17h30). €2 só o jardim, grátis aos domingos até às 14h00

06 Esplanada do Museu Nacional de Arte Antiga 

A esplanada do Museu Nacional de Arte Antiga é uma das candidatas ao título de esplanada mais tranquila de Lisboa, e a sua atmosfera é perfeita não só para ler mas até para escrever. Com o rio de um lado e obras-primas como "As Tentações de Santo Antão" de J. Bosch do outro, o sossego da atmosfera é o ideal para conseguirmos desligar-nos da cidade e perder- -nos num livro. O restaurante funciona em self-service e fora das horas de refeições - as ideais para ler - serve também saladas, crepes e quiches. 

Rua das Janelas Verdes, Lisboa, 213 912 800. Terça das 14h00 às 18h00, quarta a domingo das 10h00 às 18h00
 
Via Ionline



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Segunda-feira, 15.03.10

Rodizio de sushi

 

Um rodízio de sushi é um conceito capaz de horrorizar um típico japonês. Mas a verdade é que a invenção do mundo das carnes brasileiras contaminou o do peixe cru, e há cada vez mais sítios prontos a satisfazer os devoradores insaciáveis de sushi

 

Sushi em ambiente histórico no SushillOut (€29,5)
O rodízio é um best of do que aqui se faz todos os dias, garantem os donos deste restaurante em Alfama. Criado estrategicamente ao domingo, para terminar o fim-de-semana em beleza, e à quarta para dar forças para o resto dos dias, o rodízio do SushillOut tem duas variantes. Uma só de makis (rolos) por 18,50 euros e a completa que já inclui rolos, sashimi, nigiri e gunkan, por 29,50 euros. Nenhum dos dois inclui bebidas, mas nós sugerimos que prove as deliciosas sakemons (sakerinhas de morango) para acompanhar ou uma boa garrafa de vinho. No final pode pedir para repetir os que mais gostou. Normalmente a escolha recai no especial da casa, o rolo Alfama (salmão e morango) e nos salmon skin. Antes de ter carta branca para se deliciar com este sushi, a casa tem duas regras: a reserva para os dias de rodízio é obrigatória e não vale levar para casa os rolinhos que sobrarem.

Travessa do Almargem, 1B-C, Sé-Alfama. Tel: 218 860 053. Aberto de terça a quinta e domingos das 19h00 às 00h30. Sextas, sábados e feriados das 19h00 à 1h00.

Variedade no Tsuki (35€)
O rodízio no Tsuki não serve só para encher a barriga por um preço razoável, mas também para encher os olhos aos clientes com novidades e criações do chefe que normalmente não são servidas. Todos os dias (de segunda a sábado) há rodízio neste restaurante do Príncipe Real. E não há um, mas três tipos. O tradicional custa 20 euros por pessoa, está disponível de segunda a quarta-feira, e inclui temakis, nigiris, hosomakis e uramakis das variedades de peixe disponíveis. Quem preferir uma opção mais completa pode escolher o rodízio de degustação que acrescenta ao primeiro os rolos de sushi de fusão. E mais 5 euros. Para quem tem muito apetite e gosta de variedade sugerimos o rodízio da casa que tem tudo o que os outros trazem mais sashimi. O preço já fica nos 35 euros por pessoa. O Lima Roll e uma criação do chefe Jailton Santos chamada CP Gunkan costumam ser dos mais pedidos.

Rua Nova de S. Mamede, 18, Lisboa. Tel: 213 975 723. Segunda a sexta das 12h00 às 15h00 e das 20h00 às 24h00. Sáb. das 20h00 à 1h00.

Música e sushi no Rock n' Sushi  (20€)
Aqui o rodízio chama-se "all you can eat" e todos os dias da semana há um diferente. A semana começa à segunda com um festival de temakis (cones) de salmão, Califórnia, atum, peixe branco, camarão, vegetais e hot-temakis, por 15 euros por pessoa. De terça a quinta, por 20 euros, o rodízio varia entre o tradicional e a fusão, incluindo sushi, sashimi e ainda pratos da cozinha de fusão. Às sextas e sábados, ao anterior menu junta-se a sobremesa e mais cinco euros. O domingo é dia de "all you can eat for couples and friends", por 16,50 euros. para mais de oito pessoas há um menu especial de rodízio de sushi e sashimi que pode ser saboreado com privacidade no espaço Biombo ou na sala com capacidade para 50 almas famintas. Para apimentar um rodízio, os clientes podem reservar antecipadamente a opção Body Sushi, em que o sushi é servido no corpo de uma pessoa.

Edifício Alcântara Terra, Rua Fradesso da Silveira, Bloco C, Loja 3, Lisboa. Tel: 913 840 839. Segunda a quinta das 12h00 às 15h00 e das 20h00 às 00h00, às sextas e sábados até às 2h00. Domingos das 20h00 às 24h00. 

Sushi com vista para o mar no Porto Pausa (15€)
Não é um restaurante de sushi, mas esta iguaria do Japão consta da lista, lado a lado com risottos e companhia. Mas só ao jantar. Por 15 euros por pessoa, as quintas, sextas e sábados ao jantar são dias de rodízio com vista para o mar. A reserva é obrigatória para poder usufruir de todas os pratos que compõem este rodízio que começa com o camarão panado, passa para os enrolados e termina nos hot rolls. De momento a lista está em renovação porque o chefe mudou. Aguardam-se algumas novidades para breve. No Porto Pausa, o restaurante transforma-se em bar, dando lugar a um ambiente descontraído.

Via do Castelo do Queijo - Edifício Transparente, Porto. Tel: 220 191 490. Todos os dias das 11h00 às 24h00.

Japonês em ambiente chinês no Nigiri (18€)
Não se deixe intimidar pelo aspecto de restaurante chinês que aparenta ter. A verdade é que em tempos funcionou aqui um. A decoração manteve-se, mas a comida mudou de país. É mais conhecido pelo serviço de take-away, mas também pelo rodízio de sushi dos domingos (18 euros por pessoa). Há para todos os gostos, desde propostas mais tradicionais até peixes mais exóticos como o robalo e rolos originais como um que leva queijo da serra. Para acompanhar há cerveja japonesa ou saké. Para muitos, este é o restaurante japonês com a melhor relação qualidade-preço do Porto. Para compensar a decoração não muito original, os clientes podem ver o sushiman de serviço a preparar o sushi. O serviço é simpático, apesar do pouco vocabulário português dos empregados. 

Avenida Boavista, 1711, R/C, Porto. Tel: 226 066 175. Segunda a domingo das 12h00 às 15h00 e 19h00 às 23h00.

Romântico intimista no Origami (25€)
Fica numa casinha na Rua do Século com lotação esgotada quase todos os dias. O espaço também não abunda, mas o verdadeiro culpado é o menu de degustação (vulgo rodízio) que sai das mãos do chefe paulista André Oliveira. Por 25 euros por pessoa, pode provar-se tudo. A primeira volta é de reconhecimento das invenções do chefe, na segunda pode repetir-se aquilo de que mais se gostou. Os especiais da casa, o Hot Roll e o Crazy Roll (rolo com pasta de salmão, tabasco e cebolinho) costumam fazer parte deste pedido. O espaço do Origami é ideal para reuniões de amigos que pretendem alguma privacidade. E se essa for a sua vontade, quando fizer a reserva peça para ficar numa das duas salas privadas.

R. do Século, 127 (ao Príncipe Real), Lisboa. Tel. 91 235 3646. Horário: Almoço de quarta a sexta. Jantar das 19h00 às 2h00. Encerra ao domingo.



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Segunda-feira, 08.03.10

O papa e o cardeal caido em desgraça 

Via HenriCartoon



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Sexta-feira, 26.02.10

Nada a esconder 

Via Henricartoon



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