Terça-feira, 24.01.12
Há "ticklers" para todos os gostos

 

Vibradores sofisticados que carregam por USB. "Ticklers" coloridos de silicone, semelhantes a peculiares instrumentos alienígenas, mas que afinal provocam umas quantas (e aprazíveis) cócegas. Anéis vibratórios, óleos, fragâncias. Tudo com assinatura. Tudo com design.

 

"O sexo faz bem e torna as pessoas melhores." Partindo desta premissa, um colectivo de designers e "gente de bom gosto e espírito aberto" criou a Little Everyday Pleasures (LEP), um portal que, depois de alguns adiamentos, será lançado dentro de um mês.

 

Não ao sexo 'kitsch'

Aqui não há nomes, o conceito não passa por aí, avisam. Interessa sim dizer adeus aos "veludos, à renda, ao estilo 'boudoir', ao sexo 'kitsch'".

 

"A ideia foi criar um sítio com que nos identificássemos visualmente e que fugisse do imaginário que habitualmente rodeia um vibrador e um dildo."

 

Não se consideram uma "sex shop", mas sim uma "boutique" que vende objectos de prazer e de design. Palavras de ordem: sofisticação e simplicidade. É um ambiente 'clean', mas colorido. Criativo e funcional. E em inglês: "Não vamos ficar cingidos ao nosso país só porque é curto." A verdade é que mesmo lá fora não há muitos projectos deste género. 

  

O conhecimento destes objectos e produtos veio do trabalho ligado ao design. Começaram a ver que muitos "nomes importantes" estavam a desenhar produtos de prazer. Tom Dixon, o designer que está por trás da gigante Habitat, já assinou um vibrador para a marca de lingerie Myla. O seu discípulo, Michael Young, criou "Saba", apresentado com muita pompa e pouca circunstância (construiu um lustre com 350 vibradores). 

 

"Temos objectos que podem estar perfeitamente à vista, não envergonham ninguém." O objectivo também não é promover tabus. O propósito da LEP está traçado: "Ajudemos as pessoas a libertarem-se!" 

 

As ilustrações eróticas de Júlio Dolbeth


A imagem do site foi criada por Júlio Dolbeth, o único nome assumido do projecto. Os desenhos são simultaneamente sensuais e cómicos. Também as secções do site têm um registo diferente. Em "Bling Bling" encontram-se acessórios "luxosos e requintados", como pestanas postiças e roupa interior. "Warm-up" remete para os preliminares. Há velas e lubrificantes, mas também "playlists".

 

"Paper on demand" é uma das partes "mais bonitas do site", acreditam os criadores. Vendem-se livros, ilustrações, revistas, filmes. Aqui está "Dirty Diaries", trabalho controverso financiado pelo Instituto de Cinema da Suécia, uma colecção de 13 curtas pornográficas realizadas por feministas suecas. Há fotografias de Brett Lloyd e revistas como a Kink e a Marikink da dupla Paco & Manolo ou a Richardson. 

 

Via P3



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Domingo, 30.10.11

Porto é o quarto destino mundial predilecto
 

A revista Lonely Planet colocou o Porto como o quarto destino mundial predilecto para 2012, elogiando a beleza da cidade e a competitividade dos seus preços.

 

"A cidade que deu o "Port" a Portugal (tal como o Porto no seu copo de vinho) é uma aposta muito boa", refere a "bíblia" para milhões de viajantes de todo o Mundo.

 

A Lonely Planet elogia a "cidade encantadora", realça a "atmosfera das suas ruas estreitas" e indica "praças estilo vila e edifícios enfeitados de azulejos", dando também destaque ao vinho do Porto.

 

"Está ligada à maior parte da Europa através de companhias aéreas de baixo custo", acrescenta o trabalho, que destaca ainda os alojamento a preços acessíveis com vista para o Douro, visitas de barco à Afurada, viagens de eléctrico e a proximidade com o Alto Douro, bem como os cruzeiros até lá.

 

A lista de 10 destinos inclui ainda o nordeste dos Estados Unidos (Nova Iorque, Boston e Wahington), o Japão, Tadjiquistao, Lesoto, Iquitos (Peru), San Francisco (Estados Unidos), Ohrid (Macedónia), delta do Mekong (Vietname) e Mérida (México).

 

Via JN



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Sábado, 15.10.11
O Festival da Amadora decidiu assinalar este ano os 60 anos da série americana Peanuts
O Festival da Amadora decidiu assinalar este ano os 60 anos da série americana Peanuts (DR)
O humor é o tema central da 22ª edição do Festival Internacional de BD da Amadora, que este ano decorre entre 21 de Outubro e 6 de Novembro.

A exposição “O Humor na Banda Desenhada”, situada no Fórum Luís de Camões (Brandoa) – onde estará instalado o núcleo central do festival –, celebra o centenário do humorismo em Portugal e o peso que ele tem na banda desenhada nacional. Em destaque está a criação, em 1911, da Sociedade de Humoristas Portugueses. O segundo módulo é dedicado ao humor na BD internacional e ao seu papel na evolução histórica e geográfica desde 1800 até ao tempo presente.

O Festival da Amadora decidiu também assinalar este ano os 60 anos da série americana Peanuts, criada em Outubro de 1950 por Charles M. Schulz, com uma exposição antológica, desenvolvida em colaboração com a Peanuts Worlwide e o Museu Charles Schulz.

A nova geração de autores portugueses está amplamente representada numa mostra colectiva que apresenta originais de Rui Lacas (álbum “Asteroid Fighters”, prémio para o melhor álbum português em 2010), Filipe Andrade (álbum “BRK”, prémio do melhor desenho de álbum português), Filipe Melo (álbum “As Incríveis Aventuras de Dog Mendonça e PizzaBoy”, prémio do melhor argumento de álbum português), Nelson Martins (“Tout sur les Célibataires”, prémio do melhor álbum português em língua estrangeira) e Richard Câmara (prémio da melhor ilustração para livro infantil, “O Homem que ia contra as Portas”).

Ainda na Brandoa, a exposição “Ano Editorial” apresenta os livros nomeados para os prémios nacionais de BD 2011, a atribuir pelo festival.

Como em anos anteriores, a organização promove extensões do festival em outros equipamentos culturais do concelho da Amadora. Assim, a Galeria Municipal Artur Boal recebe uma exposição antológica de Fernando Relvas. Na Casa Roque Gameiro podem ser vistos os originais de Yara Kono, prémio nacional de ilustração em 2010. 

Nos Recreios da Amadora estará patente a exposição “AmadoraCartoon”, enquanto no Centro Nacional da BD e da Imagem se apresenta a exposição “História com Humor”, dedicada a Artur Correia e António Gomes de Almeida. No Museu Municipal de Arqueologia pode ser vista a mostra “Um Dia há Quatro Mil Anos, Um Menino como Eu”, de João Martins. 

Finalmente, a Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos acolhe “José Pires, 50 Anos de BD” e a Escola Superior de Teatro e Cinema recebe as pranchas originais do álbum “É de Noite que Faço as Perguntas”, de David Soares, André Coelho, Daniel Silvestre, João Maio Pinto, Jorge Coelho e Richard Câmara.

Além da habitual presença de autores portugueses, para participarem em sessões de autógrafos, debates e encontros, estarão este ano na Amadora Alex Baladi (Suíça), Luiz Gê (Brasil), Roberta Gregory (Estados Unidos), Juan Cavia, Santiago Villa (ambos da Argentina) e Eric Maltaite (Bélgica), entre outros.



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Sexta-feira, 03.06.11
Naturistas com apenas sete praias
A prática do nudismo necessita de uma «maior abertura» porque pode ser uma fonte de receita turística para Portugal, defende o presidente da Federação Naturista, lembrando que há apenas «sete praias ditas legais», todas a sul do Tejo.

O turismo naturista é o «nicho que mais tem crescido em todo o mundo», com cerca de 100 milhões de praticantes, e Portugal «está completamente fechado» a este mercado, criticou o presidente Federação Portuguesa de Naturismo, Rui Martins.

 

As praias «ditas legais para a prática do naturismo nunca são suficientes», sendo que neste momento, «existem apenas sete praias oficiais», a última das quais - praia da ilha Deserta - foi aprovada em Fevereiro pela Câmara de Faro.

 

As praias para esta prática na zona de Lisboa são as do Meco e a da Bela Vista, na costa alentejana a das Adegas, Alteirinhos e Salto, e no Algarve a do Barril e Ilha Deserta, além de outras 19 reconhecidas como praias mistas, referenciadas em roteiros internacionais, mas «todas são aberta a toda a gente», referenciou.

 

Em relação à lei, Rui Martins, defende que «não seria preciso legislação», porque é uma «filosofia de vida», traduzida na «prática da nudez colectiva, no propósito de favorecer o respeito pelo meio ambiente», ou como Rui Martins lhe chama «nudo-naturismo».

 

As pessoas com esta filosofia «dão-se todas bem» e para manterem o «contacto uns com os outros» frequentam dois parques de campismo, propriedade de estrangeiros [Holandeses], a piscina do Alvito que tem um “horário naturista com cerca de 40 pessoas por sessão” e um SPA no Porto, acrescentou.

 

Os «naturistas não têm nada a esconder» pelo que «não precisam de fugir de nada», incluindo dos «mirones que ainda vão aparecendo, mas em muito menor número», disse Rui Martins.

 

Via Sol



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Terça-feira, 05.04.11
Governo proíbe arma TASER em situações idênticas à de Paços de Ferreira
 
O ministro da Justiça proibiu a utilização de armas eléctricas sobre reclusos em situações como a que ocorreu recentemente em Paços de Ferreira, para preservar os direitos fundamentais dos detidos, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.

Em causa está a actuação, a 17 de Setembro de 2010, de elementos do Grupo de Intervenção de Segurança Prisional (GISP), que recorreram a descargas de uma arma TASER X26 face a um prisioneiro que se recusava a limpar a sua cela, no Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira.

Além da investigação que corre, esclarece o ministro Alberto Martins no documento publicado hoje em Diário da República, o caso«levou à abertura de processos disciplinares ainda em curso» e foi também «dada ao Ministério Público notícia dos factos apurados».

No entanto, e enquanto decorrem as investigações, o ministro considera importante «não deixar de tomar medidas que inequivocamente reforcem a tutela de direitos fundamentais e previnam situações como a ocorrida».

Acrescenta que, simultaneamente, deve «impulsionar-se o já previsto processo de revisão do regulamento de utilização de meios coercivos, avaliando a forma como tem vindo a ser aplicado».

No imediato, o despacho do ministro ordena que «não sejam utilizadas armas e dispositivos eléctricos em situações idênticas ou similares à ocorrida no dia 17 de Setembro de 2010, na secção de segurança do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira».

Determina ainda que «sejam objecto de filmagem integral quaisquer intervenções do GISP em que haja utilização de armas, incluindo armas e dispositivos eléctricos».

A utilização desta arma eléctrica em Paços de Ferreira foi justificada pelo GISP por se tratar de «uma situação anormal que estava a acontecer há semanas», envolvendo um recluso que se recusava a limpar a cela, cheia de dejectos, e quando os restantes, no mesmo sector iniciavam uma greve de fome por «não suportarem» uma situação que «estava a pôr em causa» a sua saúde.

O actual regulamento define que a utilização de dispositivos eléctricos nas cadeias só é permitido «quando seja impossível alcançar a mesma finalidade através do uso da força física ou de um gás neutralizante» e estará dependente da autorização dos directores dos Estabelecimentos Prisionais.

Segundo a regulamentação actual, as «armas e dispositivos eléctricos visam, de forma instantânea, neutralizar temporariamente a capacidade motora do recluso», mas a sua utilização «só é admitida quando seja estritamente necessária à salvaguarda ou reposição da ordem e da disciplina», ou ainda, em caso de legítima defesa.

A quantidade, duração e intensidade das descargas eléctricas «são as estritamente necessárias para fazer cessar a conduta ilícita do recluso», utilizando-se ciclos «tão curtos quanto possível e cessando logo que seja possível imobilizá-lo por outros meios ou algemá-lo».

 

Via Sol



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INE retira perguntas dos Censos
 
O Instituto Nacional de Estatística (INE) vai ser obrigado a eliminar duas perguntas da base de dados criada para os Censos 2011.

Em causa, soube o SOL, está a pergunta do Questionário de Família sobre se determinada pessoa tem uma relação em união de facto com um parceiro do mesmo sexo ou de sexo diferente, e se reside com esse mesmo parceiro.

E outra, no espaço C do mesmo questionário, em que se exige a cada cidadão que indique o nome e o sexo das pessoas que, não sendo residentes no seu alojamento, aí estavam presentes no dia 21 de Março.

Por considerar que se trata de informação «sensível», da esfera da«vida privada», a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) proibiu o INE de registar, nas bases de dados criadas de propósito para esta operação estatística, todas as informações que já tiverem sido recolhidas até ao momento, através dos formulários em papel ou via internet.


Pedido bastante tardio 


Esta decisão só agora foi tomada - «em momento bastante tardio e numa altura em que já estava em marcha a recolha dos dados», frisa a CNPD - porque só no passado dia 10 é que o INE pediu autorização aos juristas desta Comissão para tratar a informação deste recenseamento. «Tendo em conta que os questionários do inquérito-piloto e os da operação real eram idênticos, entendemos que a notificação do primeiro seria suficiente» - justificou ao SOL fonte oficial do Instituto.

Já em 2010, quando pela primeira vez foi chamada a pronunciar-se sobre este assunto - estava então em curso o inquérito piloto, lançado em Abril desse ano -, a CNPD tinha alertado o INE para o carácter sensível destas e de outras questões (como a religião e problemas de saúde ou decorrentes da idade), cuja resposta deveria ser facultativa, por serem relativas à orientação sexual e à intimidade da vida familiar.

No entanto, o INE - que já nessa altura informou a Comissão fora de horas - teve entendimento diferente, alegando ainda que já não era possível alterar o conteúdo dos formulários digitais e em papel.

O INE tem agora 15 dias para informar aquela Comissão sobre as medidas que vai tomar para proteger devidamente os dados pessoais a inserir ou já inseridos na base de dados. Até quarta-feira - décimo dia de resposta pela internet - mais de dois milhões e meio de pessoas tinham respondido aos Censos através do site do INE - o equivalente a meio milhão de alojamentos recenseados.

 

Via Sol



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Terça-feira, 29.03.11
 
Guerra colonial tende a ser descrita como uma guerrilha sem propósito
 
Os manuais de História do 3º ciclo do ensino básico continuam a perpetuar "muitos dos discursos do Estado Novo". São apresentados de um modo "mais subtil e suavizado", mas constituem "um corpo ideológico" que continua a condicionar o modo como se fala do racismo, do nacionalismo e da "história dos outros". As constatações são da investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra Marta Araújo e têm como base uma análise dos cinco manuais de História mais vendidos, em 2008/2009, no 7º, 8º e 9º anos de escolaridade.
 

Esta análise constituiu o ponto de partida para a investigação Raça e África em Portugal, que Marta Araújo lidera no CES. No âmbito deste projecto, que ficará concluído em Agosto, estão a ser realizadas também entrevistas a historiadores, estudantes universitários, professores e alunos do 3º ciclo.

"Tentámos ir mais além da identificação das representações dominantes. Sabemos que são estereotipadas, existem imensos estudos que o mostram. Em vez de fazermos mais um, assumimo-los como ponto de partida e fomos antes tentar explorar a ideologia que lhes subjaz e o modo como através desta se naturalizam as relações de poder", explica a investigadora.

Como se conta o mundo então? "Garantindo a presença da Europa no seu centro." "Este eurocentrismo exprime uma pretensão universalizante, através da qual o modelo de desenvolvimento europeu ocidental é adoptado como padrão para avaliar todas as outras sociedades", explica Marta Araújo.

Clara Serrano, investigadora dos Centros de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra, também tem andado à volta dos manuais de História do ensino básico e à semelhança de Marta Araújo constatou que nestes livros " a história universal é estruturada e apresentada a partir de uma perspectiva marcadamente eurocentrista". "A história dos outros continentes é muito pouco leccionada - e, quando é, é-o como efeito secundário do conhecimento de actividades de descobrimento e colonização protagonizadas por povos europeus", explicita. Não é um exclusivo: "É curioso verificar que os próprios manuais dos países não europeus não conseguiram escapar a esta linha europeísta."

Para Marta Araújo, o eurocentrismo como ideologia ganha eficácia "através da despolitização". Por exemplo, a guerra colonial tende a ser descrita "não como uma guerra de libertação, mas sim como uma guerra de guerrilha sem um propósito". Há livros em que as únicas imagens reproduzidas são a de soldados portugueses mortos, uma forma, segundo a investigadora, de reforçar uma narrativa recorrente. "Também a encontramos, por exemplo, nos capítulos da Reconquista da Península Ibérica. E a imagem que se faz passar é que nós, portugueses, fomos forçados a sermos violentos, enquanto eles, sejam angolanos ou mouros, são naturalmente violentos e bárbaros."

É o que está patente nestes trechos apresentados em manuais do 7º e 9º ano e que são reproduzidos pela investigadora num artigo publicado na revista Estudos de Sociologia.

Sobre a Reconquista: "No século VIII, os Cristãos viram a sua vida quotidiana - em si bastante instável - ameaçada pela chegada dos Muçulmanos. Em consequência os Cristãos estabeleceram contacto com os Cruzados de outros reinos Cristãos Europeus com os quais reuniram esforços para recuperaram os territórios perdidos(...)."

Sobre a guerra colonial: "Um sentimento generalizado de medo entre os colonos levou-os a matar muitos indígenas enquanto outros fugiram, indo juntar-se aos guerrilheiros. Posteriormente, tribos do Norte de Angola assassinaram centenas de colonos."

"Há sempre um jogo que naturaliza a nossa violência e que esvazia o lado político da luta deles", frisa Marta Araújo.

"Ranking dos colonialismos"

Num manual do 8º ano explica-se que os portugueses foram para África, porque queriam fazer comércio. O modo como se narra o que aconteceu então e depois acaba por dar corpo a uma espécie de "ranking dos colonialismos". "O racismo é sempre tido como um fenómeno circunscrito e associado aos impérios francês e britânico." As atrocidades ficam sobretudo por conta dos espanhóis. E a nós atribuem-nos uma espécie de "colonialismo suave", uma leitura que, segundo Marta Araújo, voltou a ganhar força nos últimos dez anos.

Com a ênfase europeia no multiculturalismo, Portugal volta a apresentar-se como tendo um papel pioneiro, ressuscitando "o discurso lusotropicalista que foi apropriado pelo Estado Novo" - essa ideia de que os portugueses sempre tiveram melhor capacidade de adaptação a outros povos e culturas. "Nunca se discute o fenómeno do racismo. Ou é tido como um fenómeno circunscrito a outros, ou como uma atitude individual, ou como ligado a situações extremas, como o nazismo", frisa.Não por acaso, acrescenta, na maioria dos manuais não existe uma única referência aos ciganos: "É uma parte da população que desapareceu." Os manuais escolares, sendo um dos principais recursos utilizados nas salas de aulas, "dizem bastante sobre o modo como se ensina a História nas escolas", afirma Clara Serrano.

Existe uma "simplificação" que é potenciada pela extensão dos programas em vigor e a carga horária reduzida atribuída à disciplina. E esta simplificação contribui para o êxito de um propósito, adverte: "Não nos podemos esquecer que os manuais são transmissores de valores que a instituição escolar e, em última análise, o poder instituído pretendem transmitir. Por isso, a escolha da linguagem, do estilo, a selecção dos assuntos e dos textos, a organização e hierarquização dos conteúdos não será de todo inocente."

 

Via Público

 



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Segunda-feira, 14.03.11

Protesto Geração à Rasca dá origem a fórum das gerações

 

A página na rede social Facebook sobre o protesto de ontem da "geração à rasca", que levou milhares às ruas em várias cidades do país, desapareceu para dar origem a uma outra designada Fórum das Gerações-12/3 e o Futuro.

 

Depois de cerca de 300 mil pessoas terem participado, só em Lisboa e no Porto, do protesto de ontem, os jovens que estiveram na origem da manifestação acharam que era hora de começar a debater ideias e apresentar propostas concretas, resume uma das organizadoras, Inês Gregório.

“Trezentas mil pessoas é muito potencial humano e interventivo”, sublinha. Aos emails dos organizadores chegaram muitas mensagens de pessoas que foram à manifestação e perguntam:“E agora?”. Inês Gregório, licenciada em História de Arte, nota que “demonstrar descontentamento é muito importante, mas tem que ser consequente”. 

Há quem reclame novas manifestações, mas os jovens que estiveram na origem do protesto propõem que a fase seguinte seja “criar fóruns de debate para apresentar propostas concretas”. Em tempo de rescaldo da manifestação estão marcadas duas reuniões na terça e quarta-feira, em Lisboa e no Porto, para passar a esta fase seguinte. O objectivo final é sabido: “Queremos melhores condições no trabalho, o reconhecimento da capacidade de quem trabalha”.

O debate vai começar, no início, nas redes sociais, mas a ideia é sair da Internet e englobar muitas das pessoas de todas as gerações que compareceram ao protesto e cujo “capital de ideias, experiências laborais e políticas não pode ser desperdiçado”.

Na página já havia vários tópicos de discussão abertos. Num deles, empreendedorismo, lia-se que se aceitam propostas para a criação de pequenas e médias empresas, com vista à criação de novos postos de trabalho; em reforma das instituições políticas, sugere-se a ideia de dar a possibilidade a movimentos cívicos de concorrer a actos eleitorais.

 

Via Público



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Quarta-feira, 09.03.11

Censo 2011

 

De acordo com o que está fixado na lei, quem deixar de fornecer informações para os Censos no prazo devido, quem fornecer "informações inexactas, insuficientes ou susceptíveis de induzir em erro" ou se opuser "às diligências das pessoas envolvidas nos trabalhos de recolha de dados" incorre numa contra-ordenação, que é punível com coima de 250 a 3740,98 euros. Caso a infracção se deva a negligência, a multa é reduzida para metade. Além disso, se houver um pagamento voluntário da coima, apenas se tem de pagar o valor mínimo. De acordo com a lei, o dinheiro da multa reverte em 40 por cento para as autoridades estatísticas e em 60 por cento para o Estado.

Pior mesmo só a moldura penal para quem viole o segredo estatístico a que estão sujeitas todas as pessoas que trabalham para os Censos. Quem divulgar dados individuais do recenseamento pode ser punido civil e criminalmente, arriscando uma pena de prisão até um ano ou, no caso de ser funcionário do INE, até três anos.


De acordo com o instituto, nunca houve registos de violação do segredo estatístico e a actuação do INE quanto à falta de resposta aos inquéritos tem sido branda. "Até à data, apesar de ter enquadramento legal para o fazer, o INE nunca teve necessidade de aplicar coimas aos cidadãos, uma vez que sempre recebeu da população a colaboração indispensável", esclarece a responsável de comunicação, Manuela Martins. "Não antecipamos que seja numa operação com a importância dos Censos que essa colaboração vá falhar", conclui.

Campanha de três milhões

 

 

 

A partir de hoje, os recenseadores vão começar a bater à porta dos portugueses para entregar os questionários dos Censos 2011. O Instituto Nacional de Estatística (INE) está a investir três milhões de euros numa campanha de sensibilização para garantir o sucesso daquela que é a maior operação estatística nacional. Mas a resposta ao recenseamento geral da população e da habitação é obrigatória por lei e quem faltar a este dever ou prestar informações inexactas arrisca-se a uma multa até 3740 euros.

 

 

É para garantir uma taxa óptima de respostas que o INE está a investir três milhões de euros numa campanha multimédia de comunicação. Em relação a 2001, o investimento reduziu-se em 30 por cento, graças, em parte, à reutilização da campanha dos últimos Censos, que foi adaptada à nova operação. 

Em 2001, a taxa de cobertura líquida foi de 100,7 por cento, o que significa que foram recenseadas mais 0,7 por cento das pessoas residentes do que deviam ter sido. Isto decorre de ter havido pessoas que responderam aos inquéritos e não o deveriam ter feito, como, por exemplo, os proprietários de uma segunda habitação.

A distribuição dos questionários pelos 18 mil recenseadores envolvidos decorre até dia 20 de Março e todo o trabalho é realizado em estreita articulação com as câmaras municipais e as juntas de freguesia, bem como com as forças policiais (ver caixa).

As grandes novidades este ano são a possibilidade de resposta pela Internet e a georreferenciação dos edifícios. Pela primeira vez, o INE vai reunir as coordenadas geográficas de cada edifício que vai ser recenseado, o que permitirá ter informação a uma escala 20 vezes mais pormenorizada do que a actual.

Além disso, o recenseamento geral da população e da habitação vai ter dados novos, como a população sem-abrigo, o impacto das migrações na estrutura etária do país, se há mais crianças nascidas fora do casamento do que dentro, os casamentos e uniões de facto entre pessoas do mesmo sexo, se o edifício onde vive tem ar condicionado e que tipo de fonte energética é usada para o aquecimento.

 

Via Público



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Quinta-feira, 27.01.11

Quando ouvi pela primeira vez que Luciana Abreu e o jogador Yannick djaló tinham tido umaLyonce Viikctória pensei tratar-se do último modelo da Skoda. Afinal era uma menina. Parabéns ao casal.

 

Na paragem de autocarro dizia uma velhota para o marido, pouco interessado no assunto, "aqui na Revista dizem que a menina se vai chamar lyonce viitórya - "Lyonce da fusão de Luciana e Yannick e Viiktórya pelo nosso amor ter triunfado e vencido todos os obstáculos e a má-língua de tanta gente" "estás a ver Armando- dando-lhe uma ligeira cotovelada- isto sim é amor verdadeiro". Armando de mãos nos bolsos encolheu os ombros e resmungou "o meu primo Rui também teve um Lyonce, era um perdigueiro lindo que costumávamos levar para a caça e passear no Cabo Espichel".

Pessoalmente gosto do nome e principalmente do processo usado para a escolha. Acho inovador, bonito e fica no ouvido: Lyonce, Lyonce... filha sai de cima da avó que ela já tem a dentadura pendurada no queixo. Maria vitória ou Leonor Vitória seria vulgar, agora uma Lyonce Viikctória não vai passar despercebida em nenhuma creche ou colégio deste país, e parece-me ser mesmo essa a intenção.

Mas no meio disto tudo acho estranho terem permitido o registo da pequena com este nome, porque normalmente são bastante rígidos na aceitação de nomes pouco comuns, daí ter associado logo o nome a um modelo de um automóvel de leste e não a uma bebé, porque o registo automóvel costuma ser bem mais ágil e menos conservador nestas situações. Diga o ano, matricula, cor, marca, modelo, peso, cavalos, cilindrada e já está. Pega-se na Fábia, na Felícia ou no Murano e prego a fundo.

Se a moda pega vai ser engraçado assistir ao aparecimento frequente de nomes formados pela junção do nome dos progenitores e associados ao sentimento que nutrem um pelo outro ou aquilo que os aproximou.

Imaginem que em vez de uma Luciana e um Yannick temos uma Rafaela e um Alberto cuja relação é amargurada. Desta união pode vir nascer um menino chamado Felato Amargus. Ou da conflituosa relação entre Ana e Paulo gerar-se uma Paulana Porradis. E se tiver sido o mar a unir um casal - a mãe Vanessa, peixeira de profissão e o pai Chico, pescador - o fruto podia ser uma Chanessa da Caparica ou um Chissa Espadarte. Um casal que se conheceu no estádio do dragão poderia ter a caminho uma Zelmira Topo Norte. Por fim uma filha nascida de uma relação de 20 minutos entre Silvana e um desconhecido poderia nascer uma Ruvana vinte euros.

No fundo Luciana e Djaló iniciaram uma verdadeira revolução na tradicional forma de escolher o nome de bebés neste país. Estão de parabéns.

 

Via 100 reféns



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Quarta-feira, 22.12.10

Os portugueses e o natal

 

Via HenriCartoon

 

Um bom natal a todos... e ja´sabem, não peçam muito que a coisa não está para luxos



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Segunda-feira, 19.07.10

Um movimento internacional – Across the Bible – tem actividade há 7 anos nas Escolas Públicas Portuguesas, com alunos da pre-primária ao secundário (ver blog: http://acrossthebibleportugal.blogspot.com/), para promover o ensino da Bíblia. A actividade inclui o uso da Bíblia como objecto do estudo nas aulas obrigatórias de Inglês. 

A Escola Pública e Democrática deve ser laica, mantendo uma equidistância perante todas as religiões, mesmo num país maioritariamente Católico Romano (e no qual não existem falta de igrejas). O ensino de uma religião em particular deve ter o seu lugar nas paróquias, mesquitas, templos etc. 

A Constituição da República Portuguesa (CRP) garante a liberdade de religião (Art 41) e estipula (no Art. 42) que o "O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas." (ponto 2) e que "O ensino público não será confessional." (ponto 3). 

É claro que o estudo da Bíblia e a realização de trabalhos sobre a mesma nas Escolas Públicas é contrário ao espírito da CRP e da Escola Pública laica. 

Não é inocente a escolha desta obra. O seu uso em aulas, obrigatórias, de Inglês evidencia uma estratégia clara de introdução do ensino da religião cristã. Não obstante o significado universal da Bíblia, existem certamente obras literárias em inglês no original, que melhor servem os objectivos pedagógicos dessa disciplina. 

Havendo vantagem, num mundo cada vez mais globalizado e num Portugal cada vez mais diverso, para uma disciplina na Escola Pública que inclua o ensino de várias religiões, sua história, seus fundamentos etc., não é aceitável o abuso das Escolas Públicas para promover uma religião em particular. 

Alertamos para a existência e propagação deste programa nas Escolas Públicas Portuguesas e exigimos que nelas seja interrompida a actividade deste programa.


Os signatários

 

Assinar a Peticção aqui :http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N2662



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Quinta-feira, 24.06.10

Novo ordenamento do territorio

 

Via HenriCartoon



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Segunda-feira, 14.06.10

e se metessem a vuvuzela  pelo .....

 

Via Henricartoon



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Domingo, 16.05.10

A Alheira já era, agora em Mirandela manda a Bruna

 

É oficial, parece que a alheira já não é o produto mais famoso de Mirandela! E tudo por causa da Bruna, uma professora do 1º. Ciclo do Ensino Básico que decidiu tirar a roupa e deixar-se fotografar, ao longo de 8 "entediantes" páginas, para a Playboy portuguesa de Maio. Dizem os entendidos neste assunto (que obviamente não sou eu) que até nem ficou nada mal!

 

Banca de revistas nua

 

A bomba rebentou há três semanas e a "Playboy" esgotou em Mirandela, tanto em Golfeiras, onde vive, como em Torre de Dona Chama, onde é responsável pelas Actividades Extra-Curriculares (AEC). As reacções não se fizeram esperar e para além do "falatório" de quem parece se preocupar mais com a vizinha que aparece nua do que com o aumento dos impostos do Sócrates, ainda o director do Agrupamento de Escolas da Torre de Dona Chama, José Pires Garcia, garantiu que já solicitara à Câmara que tomasse "uma atitude". Em declarações à agência Lusa o dito director alega: "mal tive conhecimento do assunto, há poucos dias, contactei a autarquia por correio electrónico". E acrescenta: "é preciso tomar uma atitude depressa e nem preciso dizer qual será". Presumo que ele quererá dizer que a Bruna ia ser despedida, como foi... se calhar não gostou de saber que a senhora quer continuar a dar aulas vestida...

Quem não fez o trabalho de casa?

 

A acompanhar todo o circo à volta deste assunto, parece ainda haver um movimento de pais que acham totalmente desadequado que uma professora que tire a roupa para uma publicação continue a dar aulas a crianças. Fico com dúvidas. Será que a capacidade dela tirar a roupa retira-lhe a capacidade de ensinar? Ou será que uma mulher que tira a roupa é impura para trabalhar com crianças pois vai tentar atrocidades com as mesmas? Ou, pior ainda, será que pelo facto da professora ter tirado a roupa as crianças vão ficar traumatizadas? Bem, isto não pois estamos a falar de crianças entre os 6 e os 10 anos e crianças desta idade não vão ter acesso a uma publicação para adultos. Certo? Ah! Esperem! Estão aqui a dizer-me que sim, que tiveram acesso e até partilham fotografias por telemóvel! Estou chocada! Então o restringirem o acesso a revistas de carácter erótico às crianças não era a função dos paizinhos cheios de pudores? Parece que alguém não anda a fazer o trabalho de casa...

E quem fez o trabalho de casa?

 

E já agora, mas afinal quem é que comprou as revistas que esgotaram? Foram as crianças ou os pais das mesmas? Estavam com curiosidade de ver a "professora" sem roupa ou era só para confirmar o "delito"? Afinal já me parece outra vez que alguém andou a fazer o trabalho de casa...

Bem, aqui entre nós, talvez a Bruna não tenha sido a pessoa mais prudente ao ser professora e posar nua para aPlayboy, mas tudo isso porque deveria ter imaginado que isto lhe traria problemas onde as pessoas se preocupam grandemente com o que os outros fazem com o corpo. A mim parece-me que despedi-la com base nesta premissa é ilegal. Se não é, deveria. No que me diz respeito, e enquanto contribuinte, desde que ela não tenha usado as horas de expediente enquanto funcionária pública para fazer a sessão fotográfica, não tenho nada a ver com isso. Para além disso, com a crise, não me parece nada mal que os funcionários públicos reforcem os seus rendimentos no privado sendo os primeiros a "dar o corpo ao manifesto". Afinal, lamento, mas se não tem um corpo destes, vai ter mesmo de arranjar um part-time num "call-center".

 

Solange Cosme

 

Via A Vida de saltos altos



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Sexta-feira, 26.03.10

Por corrupção activa para acto lícito, provada em tribunal, Domingos Névoa foi condenado a um multa de cinco mil euros.
Por ter chamado corrupto a Domingos Névoa (termo absurda para nos referirmos a alguém que é condenado por corrupção), Ricardo Sá Fernandes foi condenado a pagar ao próprio 13 mil euros.
Saldo para Domingos Névoa: mais oito mil euros. Compensa. É para continuar.

 

Via Arrastão



publicado por olhar para o mundo às 14:34 | link do post | comentar

Quinta-feira, 11.03.10

 

Limpar Portugal

 

Mais informações em Limparportugal.org 



publicado por olhar para o mundo às 13:46 | link do post | comentar

Quarta-feira, 03.03.10

Carga laboral

 

Via HenriCartoon 



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Segunda-feira, 23.11.09

Os desenhos de Tim Burton

 

No universo particular de Tim Burton, os palhaços são assustadores e muitos dos monstros só precisam, como dizia a banda Ornatos Violeta, de amigos. Desde miúdo que o realizador vive obcecado pelas criaturas que se escondem debaixo da cama da maior parte das crianças e pelos extraterrestres que pairavam nos céus das séries de ficção científica dos anos 60. Muitas destas personagens passaram para filmes como "Eduardo Mãos de Tesoura" e "Marte Ataca". A sua fama, diz a mulher, a actriz Helena Bonham Carter, representa "o triunfo da criança solitária e incompreendida que em tempos sentiu que era". 


A poucos dias da inauguração da maior retrospectiva da obra do californiano de 51 anos, no MoMA (Museum of Modern Art), em Nova Iorque, chega ao mercado o livro "The Art of Tim Burton". O calhamaço de 434 páginas contém mais de mil desenhos e rabiscos produzidos ao longo de 40 anos, acompanhados de comentários de pessoas que trabalharam com ele, como os actores Johnny Depp, Winona Ryder e Danny DeVito.

O livro está disponível no site da editora, a Steeles Publishing, e na loja do MoMA, em duas versões. Uma delas, limitada a um milhar de exemplares assinados pelo próprio, inclui uma litografia original.

"Grande parte do que aqui está não foi criado para ser publicado", avançou Burton. Uma equipa de colaboradores mergulhou num monte de blocos, folhas soltas e guardanapos de papel e resgatou uma selecção que permite aos fãs, diz a editora Leah Gallo, espreitarem para dentro das páginas privadas do génio.

Tim Burton é um rabiscador compulsivo, seja em casa, no trabalho ou em viagem. Os cadernos são autênticos diários de bordo, cheios de caricaturas, bonecos semi-humanos como os que vemos em "O Estranho Mundo de Jack" e estudos para personagens de filmes. Lá estão os esboços do Joker, de "Batman", o Chapeleiro Maluco e a Rainha de Copas, ambos figuras de "Alice no País das Maravilhas", uma das estreias mais aguardadas de 2010. "Regra geral, diz ele, "tens de ser tu a representá-la porque foi a ti que eu desenhei'", conta Bonham Carter. "No caso da Rainha de Copas, ele desenhou uma rainha muito zangada, com a cara vermelha e uma cabeça enorme. Com as minhas sobrancelhas."

 

Via Ionline



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Terça-feira, 03.11.09

Alice no país das maravilhas, no cinema em 2010

 

Uma sensação de “eu conheço isto de algum lado” percorre-nos ao estudar as listas de filmes prontos a estrear em 2010. Hollywood parece ter encontrado uma fórmula para o sucesso e perdeu a vergonha de a usar. Temos remakes de filmes e séries dos anos 80, há adaptações de videojogos ao cinema e mais um ou outro herói da Marvel que passa dos quadradinhos para a fita de celulóide. As maiores surpresas vêm de realizadores que decidiram pegar em clássicos infantis e transformá-los em clássicos do cinema. Porque na infância ainda não há lugar para a nostalgia, filmes como “Alice no País das Maravilhas” de Tim Burton, ou “Sítio das Coisas Selvagens”, de Spike Jonze, podem ser as coisas mais originais do ano que vem.

“O Fantástico Senhor Raposo”, de Wes Anderson

Wes Anderson pegou num clássico da literatura infantil e deu-lhe vida com miniaturas que contam a história, um original de Roald Dahl, o mesmo autor de “Charlie e a Fábrica de Chocolate”,  através da técnica de stop motion. Conta com um elenco de luxo, do qual apenas vamos escutar as vozes: os destacáveis George Clooney e Meryl Streep partilham os créditos finais com os repetentes Bill Murray e Jason Schwartzman na história de uma raposa (a bem dizer, um raposo) a quem a vida dá uma volta depois do nascimento do primeiro filho. É o filme que abre o Estoril Film Festival, na próxima quinta-feira, dia 5 de Novembro. Estreia prevista para Portugal: 28 de Janeiro

“Anticristo”, de Lars von Trier

Lars von Trier continua empenhado em escarafunchar o lado mais sombrio da espécie humana. Em “Anticristo”, filme com reacções muito divididas em Cannes, conta a história de um casal que se refugia numa cabana nos bosques para tentar esquecer a morte do filho. Com um elenco de apenas dois actores, Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, von Trier explora o luto e a dor de um casal num drama psicológico que acaba por se transformar num filme de terror. Estreia prevista para Portugal: 21 de Janeiro

“Clash of The Titans”, de Louis Leterrier

Quem já fez zapping pelos canais de cinema a um domingo à tarde, deve ter reparado num filme antigo, nuns efeitos especiais medonhos e um lote de actores que parecíamos reconhecer de algum lado. “Clash of The Titans”, o original de 1981, foi um êxito de bilheteira que triunfou graças aos defeitos – que então eram qualidades – anunciados antes. O remake, que estreia em 2010, pretende dar uma cara nova a este clássico que não sobreviveu ao teste do tempo. Liam Neeson e Ralph Fiennes lideram o elenco de um filme baseado na mitologia grega. Sem data de estreia para Portugal

“Tron Legacy”, de Joseph Kosinski

Quando “Tron” estreou, em 1982, os computadores eram ainda máquinas exóticas que existiam sobretudo nos laboratórios das universidades. Talvez por isso fosse tão verosímil escrever um filme sobre gente que vive dentro dessas máquinas. “Tron Legacy”, uma das grandes apostas da Disney para o ano que vem, pode impressionar pelos efeitos especiais, mas vai encontrar do lado de cá um público mais céptico. O filme pega no filho do protagonista da fita original e mete-o ao volante de veículos futuristas no ciberespaço. Uma sequela a piscar o olho aos saudosistas do ZX Spectrum. Sem data de estreia para Portugal

“Eclipse”, de David Slade
Estamos a viver uma moda dos vampiros, e a notícia de que está prevista uma estreia em 2010 de um novo filme da saga Twilight prova de que esta moda vai demorar a passar. “Eclipse” é a terceira versão cinematográfica do terceiro volume da saga de vampiros adolescentes criada pela escritora Stephenie Meyer. Desta feita, a protagonista tem de escolher entre um vampiro e um lobisomem, naquele que é asseguradamente um dos grandes êxitos de bilheteira do ano que aí vem. Com Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Nautler. Sem data de estreia para Portugal

“Robin dos Bosques”, de Ridley Scott

Robin dos Bosques é um herói dos contos tradicionais ingleses. Tão popular que já se fizeram sobre ele canções, séries, canecas e um filme com Kevin Costner e banda sonora de Bryan Adams.O realizador Ridley Scott (“Blade Runner”, “Gladiador”) achou que o que faltava mesmo era mais um filme sobre o melhor arqueiro de Nottinghamshire. Juntou-se novamente a Russel Crowe e reabilitou Robin dos Bosques para mais uma aventura em que os ricos são roubados para benefício dos mais desfavorecidos. Sem data de estreia para Portugal

“Um Caso Sério”, de Joel e Ethan Coen

Um novo filme dos irmãos Coen (“Fargo”, “Este País Não é Para Velhos”) é sempre notícia. Uma boa notícia, sobretudo, se for mais uma comédia ao seu estilo – humor negro ou cinzento escuro, personagens memoráveis e diálogos preciosos, como vimos em “O Grande Lebowski” e, mais recentemente, “Destruir Depois de Ler”. “Um Caso Sério” é um remake de uma comédia de 1967, com um elenco de quase-anónimos: Larry Gopnik (o homem sério que dá nome ao filme) vê a vida dar uma volta depois de a mulher o deixar por este não se conseguir livrar do irmão que foi viver lá para casa. Estreia prevista para Portugal: 4 de Fevereiro

“Alice  no País das Maravilhas”, de Tim Burton

Toda a gente quer ver o clássico conto de Lewis Carroll contado pelo olhar de Tim Burton. O realizador de “Eduardo Mãos de Tesoura” e “Charlie e a Fábrica de Chocolate” atirou-se a um marco da literatura infantil, “Alice no País das Maravilhas”, história que já sofreu todas as adaptações possíveis – cinema, teatro, desenhos animados, musicais, etc. Esta nova versão promete ser mais adulta (Alice tem 19 anos) e conta com os desempenhos de Johnny Depp e Helena Bonham Carter, parceiros de Burton nesta coisa de pintar de negro as histórias de encantar. Estreia prevista em Portugal para 4 de Março de 2010.

“The Imaginarium of Doctor Parnassus”, de Terry Gilliam

A história de uma companhia de teatro itinerante que fez um pacto com o Diabo tinha como protagonista o actor Heath Ledger. Por altura da sua morte, em Janeiro de 2008, um terço das cenas tinham sido rodadas. Depois de interrompidas as gravações, foram encontrados não um, mas três substitutos para o malogrado actor: Jude Law, Johnny Depp e Colin Farrell chegaram-se à frente para fazer de Tony um homem que viaja por um mundo de sonhos depois de passar por um espelho. Esta ficção fantástica é dirigida pelo Monty Python Terry Gilliam e foi um dos filmes mais aplaudidos do último Festival de Cannes.

Estreia prevista para Portugal: 4 de Fevereiro

“O Sítio das Coisas Selvagens”, de Spike Jonze

Mais uma estreia na animação de uma realizador reputado, mais uma adaptação ao cinema de um livro para crianças. “O Sítio das Coisas Selvagens” foi um conto infantil de Maurice Sendak antes de ser um dos filmes mais aguardados de 2009 – a estreia acabou por ser atirada para 2010, o que justifica a inclusão nesta lista. Numa mistura de animação com imagens reais, o novo filme do realizador de “Inadaptado” e “Queres Ser John Malkovich?” narra as desventuras de Max, um garoto que foge de casa e encontra uma ilha habitada por criaturas fantásticas. Sem data de estreia para Portugal



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Domingo, 05.07.09

 Miguel Sousa Tavares

Via Cartoonices

 

“Esta noite sonhei com Mário Lino”, por Miguel Sousa Tavares (Expresso)

 

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:

 

- É sempre assim, esta auto-estrada?

 

- Assim, como?

 

- Deserta, magnífica, sem trânsito?

 

- É, é sempre assim.

 

- Todos os dias?

 

- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.

 

- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?

 

- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.

 

- E têm mais auto-estradas destas?

 

- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. – respondi, rindo-me.

 

- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?

 

- Porque assim não pagam portagem.

 

- E porque são quase todos espanhóis?

 

- Vêm trazer-nos comida.

 

- Mas vocês não têm agricultura?

 

- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.

 

- Mas para os espanhóis é?

 

- Pelos vistos…

 

Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:

 

- Mas porque não investem antes no comboio?

 

- Investimos, mas não resultou.

 

- Não resultou, como?

 

- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.

 

- Mas porquê?

 

- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não ‘pendula’; e, quando ‘pendula’, enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de ‘modernidade’ foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.

 

- E gastaram nisso uma fortuna?

 

- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos…

 

- Estás a brincar comigo!

 

- Não, estou a falar a sério!

 

- E o que fizeram a esses incompetentes?

 

- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa… e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.

 

- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?

 

- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.

 

Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.

 

- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?

 

- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.

 

- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?

 

- Isso mesmo.

 

- E como entra em Lisboa?

 

- Por uma nova ponte que vão fazer.

 

- Uma ponte ferroviária?

 

- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.

 

- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!

 

- Pois é.

 

- E, então?

 

- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.

 

Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.

 

- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta…

 

- Não, não vai ter.

 

- Não vai? Então, vai ser uma ruína!

 

- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína – aliás, já admitida pelo Governo – porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.

 

- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?

 

- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!

 

- E vocês não despedem o Governo?

 

- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo…

 

- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?

 

- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.

 

- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?

 

- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.

 

- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?

 

- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.

 

Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:

 

- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?

 

- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.

 

- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?

 

- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.

 

- Não me pareceu nada…

 

- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.

 

- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?

 

- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.

 

- E tu acreditas nisso?

 

- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?

 

- Um lago enorme! Extraordinário!

 

- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.

 

- Ena! Deve produzir energia para meio país!

 

- Praticamente zero.

 

- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!

 

- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.

 

- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar – ou nem isso?

 

- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.

 

- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?

 

- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor.

 

Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:

 

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?

 

- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

 

Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:

 

- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!

 

~ por omeuinfinitoparticular em Julho 3, 2009.

 

Via O meu infinito particular



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