Quarta-feira, 05.01.11

A power balance é uma fraude

 

A marca de pulseiras plásticas Power Balance, vendidas com o objectivo de darem mais força e equilíbrio a quem as usa, foi obrigada na Austrália a admitir publicamente que as pulseiras não funcionam e a reembolsar compradores insatisfeitos.

 

Depois de queixas feitas no país de compradores que se sentiram defraudados com a pulseira, a Australian Competition and Consumer Comission, entidade com competências equiparadas em Portugal à Direcção Geral do Consumidor, obrigou a marca a fazer um comunicado no site daquela autoridade a admitir que as pulseiras são publicidade enganosa, que não funcionam. 

“Admitimos que as nossas alegações sobre o artigo não têm base científica e que por isso incorremos numa conduta enganosa”, diz a Power Balance num comunicado.

Todos os compradores que se sentirem defraudados devem enviar à Power Balance Austrália a pulseira verdadeira e pedir o dinheiro de volta, reeembolso que a marca garante até 30 de Junho.

A marca terá também que retirar das suas embalagens a frase “performance technology” e alterá-la nas campanhas publicitárias e o seu site. “A ACCC acredita que esta expressão pode induzir os consumidores em erro, fazendo-os acreditar que a pulseira tem poderes que de facto não tem”, diz no seu site a autoridade australiana, num comunicado assinado pelo seu presidente Graeme Samuel. “Os fornecedores destes artigos têm de certificar-se que não estão a publicitar benefícios que não são comprovados por verificação científica”. 

A entidade reforça a gravidade da situação quando o artigo em causa é vendido nas maiores lojas de desporto e usado por celebridades, situações que ajudam a credibilizar o artigo, acrescenta o comunicado. “Os vendedores que continuarem a vender o artigo têm de ter presente que a ACCC pode também agir contra eles."

Em Espanha, a associação espanhola de defesa do consumidor Facua decidiu avançar em Novembro com um processo por publicidade enganosa e obrigou a Power Balance Espanha a pagar uma multa de cerca de 15 mil euros à Junta da Andaluzia, região onde a empresa se instalou no país.

Mas a Facua não ficou satisfeita e alaga que vai recorrer uma vez que 15 mil euros é quanto a empresa faz em algumas horas com a venda de cerca de 500 unidades. Espanha é, segundo a associação, o país líder em vendas da empresa.

O mesmo aconteceu em Itália. A autoridade que regula o mercado italiano (AGCM) multou em 350 mil euros as empresas que vendem no país as pulseiras Power Balance e outras do género. As empresas Power Balance Italy e Sport Town foram multadas em 300 mil e 50 mil euros respectivamente, depois de uma investigação que prova que não deu como provados os benefícios para o equilíbrio, flexibilidade, resistência física e força que são anunciados na publicidade ao produto. 

Cristiano Ronaldo, a estrela do basquetebol norte-americano Shaquille O’Neal, o corredor de Fórmula 1 Rubens Barichello, ou a actriz portuguesa Alexandra Lencastre são algumas das personagens com exposição mediática que já apareceram com uma Power Balance no pulso.

Ao PÚBLICO, em Novembro, quando surgiu o caso espanhol, o físico de partículas Gaspar Barreira, disse: “Tudo o que se diz sobre a pulseira em termos físicos é um chorrilho de asneiras, são palavras tiradas ao acaso. Não há maneira de fazer sentido”.

Pedro Nunes, bastonário da Ordem dos Médicos acrescentava: “Hoje em dia vivemos numa sociedade em que qualquer um pode burlar os outros. Tudo é aceitável sem qualquer comprovação científica. Os produtos deviam ter uma comprovação da sua eficácia”.

E o psicólogo Américo Baptista falava de um efeito placebo que até poderia justificar o bem-estar que alguns utilizadores dizem sentir com a pulseira: “Quando nós acreditamos, e não é só nas pulseiras, ficamos de facto melhores. É o efeito placebo. Há mecanismos cerebrais que são activados, que desencadeiam a produção de endorfinas, moléculas responsáveis pelo alívio da dor, por exemplo”.

Em Portugal a Direcção Geral do Consumidor disse em Novembro ao PÚBLICO que não tinha sido apresentada nenhuma queixa de consumidores portugueses.

 

Via Público



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Quarta-feira, 16.06.10

Comeu a vaca?.. agora tem que casar

 

Um jovem indonésio afirmou ter sido seduzido por uma vaca, noticia o «Jakarta Globe». Alit, de 18 anos, foi apanhado pelos vizinhos a ter relações sexuais com a sedutora vaca, no domingo.

 

O jovem referiu que não via uma vaca, mas uma mulher linda. «Ela chamou-me pelo nome e seduziu-me, então fiz sexo com ela», contou.

Alit foi forçado a casar-se com a vaca, para limpar o bom nome da aldeia. O jovem foi banhado e a vaca afogada no mar.

Foi um triste fim para o romance e o chefe da aldeia ainda teve de pagar cerca de 440 euros ao dono da vaca.

 

Via Iol

 

Onde será que os jornalistas desencantam estas noticias?....



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Quarta-feira, 24.03.10

Ela gosta de sexo ao ar livre...e diz que é doença

 

Imagem da internet

 

Há quem o faça por fantasia ou diversão, mas Danielle Vincely garante que para ela não tem piada nenhuma. Fazer sexo ao ar livre é a triste sina desta britânica de 24 anos, que sofre de uma estranha fobia sexual, conta o «News of the World».

«Os homens, ao princípio, adoram. Eles acham excitante fazer amor sobre as estrelas na floresta, na praia, no parque ou no carro. Mas depois eles cansam-se, especialmente quando chove, e deixam-me», desabafou.

 

Segundo a jovem, o problema começou quando perdeu a virgindade, aos 18 anos, com o seu primeiro namorado, dentro de casa. «Sonhei que a minha primeira vez ia ser perfeita e romântica, mas odiei cada momento. Entrei em pânico e só queria que acabasse», afirmou.

Danielle descreve a sensação de fazer amor debaixo de um tecto como um choque em que se sente sempre prestes a desmaiar.

Os médicos já lhe receitaram anti-depressivos, mas a britânica prefere continuar a arriscar ao ar livre.

 

Via Tvi24

 

Na minha terra esta doença chama-se fetiche.... ela diz que é doente... está bem



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Quinta-feira, 19.11.09

Britanica que tem 300 orgasmos por dia

 

Michelle Thompson tem o Síndrome da Excitação Sexual Permanente e garante ter 300 orgasmos por dia. Devido a este problema, a britânica achava que nunca encontraria um homem que pudesse satisfazê-la, mas segundo contou ao "News of the world", o parceiro ideal estava mais perto do que ela imaginava: o vizinho Andrew Carr. Agora, o casal afirma que pratica sexo 10 vezes por dia.

“O Andrew mudou a minha vida. Já não estou à procura de uma cura para o meu problema com os orgasmos. Já o descobri!”, garantiu Michelle, que contou que o primeiro namorado a deixou porque não aguentava a sua pedalada sexual.

É que a vida da britânica nem sempre foi fácil: Michelle teve de despedir-se de um emprego numa fábrica de biscoitos porque ficava excitada com as máquinas. “Sei que tenho sorte de ter tantosorgasmos quando há mulheres que nunca tiveram um. Mas esta situação arruinou a minha vida amorosa”, afirmou. Agora, Michelle pensa morar com Andrew, o "homem de seus sonhos".

 

Via ionline



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Domingo, 08.11.09

Está na profissão certa?

 

 Como saber o caminho? Os serviços de orientação vocacional ganham ,a cada dia que passa, uma força quase decisiva nas escolhas dos jovens. O pacote completo pode incluir avaliações psicológicas, estudo de carreiras, análise do mercado de trabalho, expectativas pessoais e dinâmicas de grupo. Um novo negócio em destaque na edição de revista Veja.

 

Faça o teste: Está na profissão certa? É melhor confirmar

Via Ionline



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Quarta-feira, 04.11.09

O jogo em Portugal

 

As slot machines, os jogos na Internet e os jogos de cartas em estabelecimentos não licenciados são os três tipos de actividades lúdicas mais viciantes em Portugal. Um estudo recentemente divulgado pela Santa Casa refere que este tipo de apostas a dinheiro é responsável pela dependência de cerca de 40 mil pessoas. Um outro levantamento de uma socióloga do ISCTE trata estas dependências como uma patologia de graves consequências para a saúde física e psicológica, responsável pelo aumento de depressões e suicídios.

 

Dados viciados é o nome da tese desenvolvida em 2005 pela socióloga Vanessa de la Blétière, a qual, ao longo de uma série de entrevistas a pessoas viciadas em jogos de casino acaba por descrever o percurso de jogadores que começaram a apostar apenas por prazer e para passarem um pouco do seu tempo livre e que acabaram a perder os próprios negócios. No final, o seu objectivo de vida era encontrar um local onde pudessem continuar a apostar.


A confirmação das narrativas viciantes de Vanessa de la Blétière surge agora através do estudo da Santa Casa, coordenado por Henrique Lopes, da Universidade Católica Portuguesa. Neste documento concluiu-se, por exemplo, que o risco de dependência nas slot machines atinge quase os 500 por cento. A percentagem, partindo do mesmo universo de 1824 entrevistas, sobe para quase 800 por cento quando se abordam os jogos de mesa, e alcança os cerca de 900 por cento no caso das apostas da Bwin.

Vanessa de la Blétière, que trabalha agora num centro de estudos sobre mudança socioeconómica, acrescenta ainda que as doenças (depressões que muitas vezes conduzem ao suicídio) contraídas pelos viciados no jogo podem ser não só uma consequência por perderem dinheiro, mas também o resultado da vergonha que vão sentir por terem de assumir na sociedade um problema que não é compreendido e, por isso, desvalorizado.

Essa mesma incompreensão e desvalorização (do vício do jogo) terá estado na origem, em 1999, de um grupo denominado Jogadores Anónimos. "Simplesmente sentiram a necessidade de se refugiar da sociedade e poder falar de algo que permanece longe de uma explicação e compreensão por parte da sociedade portuguesa", defende a socióloga.

"Hoje não jogo. Amanhã veremos" é o lema adoptado por este grupo onde, de acordo com os depoimentos, a chave do êxito passa por modificar todos os hábitos adquiridos. Vanessa de la Blétière diz que entre os Jogadores Anónimos há um ponto de partida que passa por não pensar no futuro mas apenas no presente, situação essa que ajuda a que não haja desistências e que serve igualmente para auxiliar a preencher os tempos mortos e que antes eram gastos a jogar.

"Não me deixem entrar"

O vício do jogo origina situações estranhas. Muitos dos dependentes, quando se apercebem que a sua situação económica está a entrar numa fase negativa e sem retorno, assinam declarações a autorizar os responsáveis das salas de jogo a não lhes franquear o acesso.

"Por vezes há situações muito complicadas", diz um empregado do Casino Estoril contactado pelo PÚBLICO e recordando que pessoas que pedem para não os deixarem jogar querem, depois, entrar à força nas salas e revogar o que anteriormente assinaram mediante a exibição dos próprios documentos de identificação. Vanessa de la Blétière, que no seu estudo também identifica situações deste género, escreve ainda que muitos dos jogadores que assinam documentos a interditar a sua entrada, evitam passar em frente aos locais de jogo referindo-se aos mesmos com expressões diversas como: "É uma coisa que eu nem me aproximo" ou "tenho nojo".

O estudo diz ainda que, por norma, os jogadores dependentes são pessoas solitárias, mas que, ainda assim, entre eles (frequentadores habituais dos mesmos espaços) se estabelece uma estranha convivência. "Quanto é que perdeu aquele?" ou "o que é que está a dar" são apenas duas das frases mais escutadas nos casinos por onde a socióloga fez alguns levantamentos.

A socióloga refere que na área de jogo, quando se trata de apostar, o dinheiro parece não ter valor, mas que, fora dela, quando se vai, por exemplo, a uma loja, qualquer produto pode ser regateado por se achar que o mesmo já é caro de mais. "Era capaz de regatear o preço dos melões ou de outra coisa qualquer", refere um dos entrevistados.

 

Via Público



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Sábado, 31.10.09

Igreja substitui Halloween por Holywins

 

 

 Para o Vaticano o Halloween é uma festa anticristã. Mas, por cá a Igreja não vai tão longe e prefere manter-se fora da polémica em relação a esta festa importada dos EUA. "É uma celebração profana que não tem nada a ver com a Igreja", defende o secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Manuel Morujão.

Um artigo publicado no L'Osservatore Romano, jornal oficial do Vaticano, descreve o Dia das Bruxas, como uma festa que "tem um pano de fundo de ocultismo e é absolutamente anticristã". No entanto, também apresenta alternativas: as Holywins - que brinca com as palavras "Santo" e "Vencer" - lançadas pela diocese de Paris para juntar os jovens e crianças na noite de 31 de Outubro.

Estas reuniões da comunidade católica são já comuns em França, Espanha e no Chile. Por cá ainda desconhecidas e até Manuel Morujão revela que não sabia da sua existência.

O Vaticano aponta as Holywins como celebrações que "permitem à comunidade católica dispor de uma alternativa para testemunhar a fé e a esperança cristã diante da morte", segundo pode ler-se no artigo do diário católico. Aqui os jovens são alvo de uma campanha de sensibilização para evitar que se juntem à celebração do Dia das Bruxas.

Apesar da oposição oficial do Vaticano, Manuel Morujão conta que os padres americanos que conheceu sempre se referiram a esta festa como um "um divertimento sem conotação anti-religiosa". E acrescenta que em Portugal é um pouco isso que se passa.

"Por cá parece-me que o Halloween está ligado a brincadeiras inocentes das crianças que se divertem com o misterioso e o lado oculto das bruxas. Tudo sem conotações negativas", avalia o secretário da CEP.

O religioso entende até que por ser uma festa em que o principal objectivo é o divertimento inocente, não há motivos para condenações. Até porque "o divertimento é um valor cristão".

O padre também considera normal a importação destes festejos que têm um maior significado nos Estados Unidos, e chegaram a Portugal muito por culpa do cinema. "Vivemos num mundo da globalização e a cultura um dos elementos que acabam por ser copiados. É uma situação natural", diz Manuel Morujão.

Por cá, a noite de hoje vai ser dominada por bruxas, caveiras, abóboras e festas alusivas à Noite das Bruxas, que antecede o Dia de Todos os Santos.

 

Via DN



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Quinta-feira, 29.10.09

A agua afinal veio do espaço?

 

 A água dos oceanos foi trazida à Terra por asteróides cobertos de gelo dezenas de milhões de anos depois da formação dos planetas do Sistema Solar, indica um estudo hoje publicado na revista Nature.

O resultado desta investigação contraria a ideia geralmente aceite de que os oceanos e a atmosfera se formaram a partir de gases vulcânicos.

Segundo o principal autor do estudo, o geoquímico francês Francis Albarède, da Escola Normal Superior de Lyon, "asteróides gigantes cobertos de gelo" chocaram com a Terra entre 80 e 130 milhões de anos depois da formação do planeta, trazendo-lhes as suas reservas de água.

Ao introduzir-se no manto terrestre, essa água permitiu o aparecimento da "tectónica das placas, que poderá ter sido crucial para o aparecimento da vida", sublinha o investigador.

O fenómeno seria também responsável pela formação da atmosfera, até agora atribuída a "vapores emitidos durante o dealbar do nosso planeta", afirma o investigador num comunicado divulgado pelo Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) de França.

"A Lua e a Terra eram basicamente secos logo após a formação da Lua, na sequência de um impacto gigante na proto-Terra” (primeiro estado geológico da Terra), lê-se no comunicado.

Tendo em conta cálculos recentes, as temperaturas eram demasiado elevadas entre o Sol nos seus inícios e a órbita de Júpiter para que elementos voláteis, como vapor de água, pudessem condensar-se nos "embriões planetários".

Comparando Marte, Vénus e a Terra, três planetas com histórias diferentes, o que distingue a Terra é a existência de placas tectónicas, de oceanos líquidos e de vida.

Num momento em que se procuram planetas extra-solares, deveria tentar saber-se por que razão estes três planetas do Sistema Solar são tão diferentes, sugere o cientista francês.

 

Via ionline

 



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Quarta-feira, 14.10.09

Novo quadro do Leonardo Da vinci

 

 Peritos de arte acreditam ter encontrado um novo quadro do pintor italiano Leonardo da Vinci, devido à descoberta de uma impressão digital com 500 anos.


O pequeno retrato, de uma jovem mulher em perfil, foi previamente considerado como um trabalho alemão do início do século XIX e encontra-se actualmente nas mãos de um particular. No entanto, um crescente número de estudiosos sobre o pintor concordam que o quadro é representativo da Renascença, pois tem a sua marca. 

A análise, por carbono e infravermelhos, das técnicas de Leonardo da Vinci apoiam as teorias de que o quadro é do pintor e que se insere no período da Renascença. Se os estudiosos estiverem correctos será o primeiro grande trabalho de Leonardo da Vinci a ser identificado em 100 anos e valerá dezenas de milhões de euros.

A impressão digital foi descoberta no topo esquerdo do quadro, por Peter Paul Biro, um perito em arte forense, através de uma câmara revolucionária multi-espectral. Biro afirma à “Antiques Trade Gazette”, uma revista sobre arte, que a marca é "altamente comparável” a uma impressão digital do pintor no quadro São Jerónimo no Vaticano.

Na revista é revelado ainda que a análise por infravermelhos mostrou um estilo parelelo ao do retrato de Da Vinci, de uma mulher em perfil, que se encontra no castelo de Windsor, em Inglaterra.

Desenhados a tinta e giz o vestuário da bela jovem e o penteado reflectem a Moda de Milão dos finais do século XV e, a análise a carbono é consistente com a data, refere a revista.

A última vez que esteve à venda, em finais dos anos 90 na Christie's de Nova Iorque, o quadro foi comprado por um coleccionador canadiano por 19 mil dólares. O retrato deverá estar em exibição no próximo ano, na Suécia.

Se o quadro for mesmo de Leonardo da Vinci será a sua única obra feita sobre o pergaminho.

 

Via Publico



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Sexta-feira, 02.10.09

Vacas com nome... dão mais leite

 

 E o IgNobel da Economia vai para a... Islândia. "Demonstrou como é que um banco pequeno depressa se torna num banco grande e vice-versa. E como o fenómeno se aplica a toda a economia." A cerimónia dos prémios menos ortodoxos da ciência aconteceu ontem em Harvard. Dez trabalhos foram reconhecidos com IgNobel da "ciência que faz rir e depois pensar". Por detrás da maioria dos vencedores estão cientistas seniores, com argumentos válidos para temas tão insólitos como "o impacto da relação entre humanos e animais na produção de leite".

Catherine Douglas, 37 anos, IgNobel de Medicina Veterinária: "A nossa investigação descobriu um aumento de 258 litros na produção quando se chama as vacas pelo nome; 609 litros quando são visitadas mais do que é costume e 556 litros quando recebem festinhas ou se fala com elas de forma ternurenta", explica ao i. Miguel Apátiga, 51 anos, leva o IgNobel da Química: transformou tequila em diamantes. Antes já tinha tentado com acetona e etanol. "A bebida mexicana não só se transforma em diamante como tem aplicações mecânicas, ópticas e electrónicas", diz o ajudante Javier Castillo. Daniel Lierbaman, 45 anos, quer dedicar o seu IgNobel da Física a todas as mães, porque descobriu por que razão estas não tombam para a frente quando estão grávidas. "Os hominídeos fêmea desenvolveram mecanismos especiais para estabilizar a coluna durante a gravidez", adianta.

"Na realidade, o nosso trabalho não é divertido." Certo, mas a maioria acredita que rir é uma boa forma de aproximar a ciência das pessoas. Talvez não seja a "melhor", hesita Javier. Mas funciona. A comunidade científica concorda: os prémios são entregues por verdadeiros Nobel.

Via ionline



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Terça-feira, 29.09.09

Governo autoriza associação de mediação de adopção

 

 Associação Emergência Social

Governo dá luz verde a associação que vai mediar adopção no estrangeiro 
28.09.2009 - 21h31 Andreia Sanches
Chama-se Associação Emergência Social e é a primeira entidade a receber luz verde do Governo para exercer actividade mediadora em adopção internacional. Promete ajudar candidatos a pais e mães adoptivos a receber crianças de Angola, Brasil, Bulgária, Etiópia, Índia, Polónia e Perú.

A adopção internacional é incipiente no país. No ano passado, apenas 12 menores (11 de Cabo Verde e um do Brasil) foram adoptados por candidatos a residir em Portugal. Já em Espanha, por exemplo, são adoptadas, por ano, cerca de cinco mil crianças de nacionalidade estrangeira, diz Luís Villas-Boas, que presidiu à Comissão de Acompanhamento da Execução da Lei de Adopção. 

Villas-Boas não comenta a decisão do Governo, hoje publicada em Diário da República, porque desconhece a associação a quem foi atribuída a tarefa de mediação. Limita-se a dizer que há muito que as regras da adopção internacional deviam ter sido revistas e que essa devia ser a prioridade. “Em Portugal não há praticamente crianças a vir de fora, o que é uma pena. E é assim porque a lei está ultrapassada.” 

Ainda assim, para muitas famílias portuguesas, o facto de ter nascido uma entidade que poderá abrir canais que facilitarão a adopção noutros países “é uma boa notícia”, diz o advogado José Esteves Aguiar, da associação de pais adoptivos Colo. Segundo o Instituto de Segurança Social (ISS) das “listas nacionais de adopção” faziam parte, em Agosto, 2377 candidatos que aguardavam que lhes fosse proposta uma criança e 548 meninos que reuniam os requisitos para serem adoptados não tinham qualquer família atribuída ou em vista (muitos têm problemas de saúde ou idades acima do desejado pelos candidatos). 

Esteves Aguiar acredita que para estas crianças, e para algumas das que vivem em instituições de acolhimento (perto de dez mil), a notícia da nova agência já não é tão boa. Afinal, se mais famílias adoptarem no estrangeiro haverá menos a fazê-lo em Portugal, isto quando se sabe que “muitas crianças que vivem em instituições só não vêem decretada a sua adoptabilidade por razões burocráticas absurdas”. Dá um exemplo: basta que os pais biológicos as visitem regularmente nos lares, mesmo que essas visitas não tenham qualidade. 

Javier Calderon, presidente da Associação Emergência Social – uma instituição particular de solidariedade social que trabalha em Portugal “na área do combate à pobreza e à exclusão social” – está consciente dos “problemas da adopção” no país. E porque acredita que em qualquer parte do mundo “cada criança tem direito a uma família”, decidiu actuar. Segundo o ISS, a associação terá agora que pedir autorização aos países onde se propõe ir buscar as crianças para que possa passar de facto a mediar os processos. 

Via Público



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Sexta-feira, 25.09.09

 Julia Grovenburg e o marido sabiam que iam ter um filho, mas quando, esta semana, foram à sua primeira consulta no médico, o que descobriram deixou-os - e aos médicos - espantados.

 

O casal norte-americano vai ter dois bebés, mas não são gémeos. Um está claramente mais desenvolvido do que outro, isto porque um foi concebido num dia e o segundo duas semanas e meia depois. Os médicos suspeitam que este seja um caso raro de superfetação, ou seja, um caso em que uma mulher engravida já estando grávida.
"Sentimo-nos abençoados por nos acontecer algo tão raro e até agora estão os dois perfeitamente saudáveis", disse Julia aos media.
Apesar de tudo, os médicos não excluem a hipótese de serem gémeos. "É difícil dizer ao certo às vezes, porque uma mulher pode estar grávida de gémeos, que são marcadamente diferentes em termos de tamanho desde a concepção", explicou Patrcik O'Brien, o obstreta de Julia.
As dúvidas só serão dissipadas quando os bebés nascerem, e se puder testar se são ou não gémeos.

 

 

Via Ionline



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Guimarães é espanha,.. braga é marrocos

 

Há quem passe na portagem da A11, que liga Braga e Guimarães, e mostre o passaporte à senhora do guiché, que cansada da mesma piada, revira os olhos e suspira enfadada. Mais adiante lê-se "Guimarães é Espanha", e outras coisas menos próprias, numa placa que anuncia o fim da concessão e início da cidade-berço. A referência ao país vizinho foi acrescentada com spray numa letra muito torta. E, mal chegam à cidade, os bracarenses mais despeitados começam a pedir tapas e tortilhas em cada café que entram. E, pronto, assim começa um dia de dérbi. Com as piadinhas do costume, acabando nas habituais cenas de pancadaria e autocarros partidos. Tudo sob o olhar da antiga muralha, onde permanece escrito e sem se deixar afectar pelo tempo: "Aqui nasceu Portugal". 


A rivalidade entre as duas cidades minhotas já tem cerca de mil anos, mas esta última ideia de chamar espanhóis aos vimaranenses tem menos de duas décadas. Nos anos 90, depois do Vitória ter perdido contra a equipa rival, os adeptos furiosos incendiaram o carro do árbitro. Na jornada seguinte e depois de terem perdido a oportunidade de acederem à Taça UEFA, tudo sob fortes suspeitas de terem sido prejudicados, um adepto mais destemperado apresentou um cartaz onde se podia ler: "Para sermos tratados assim, mais vale sermos espanhóis". O epíteto pegou e desde então assim foram baptizados. A retaliação veio depois, e os bracarenses marroquinos ficaram.

"Um vimaranense ama a sua cidade", diz Carlos Ribeiro, de 24 anos, que apesar das raízes bem fincadas em Guimarães, foi "obrigado" a ir estudar para Braga. "Nós somos muito mais apegados à cidade, muito mais bairristas. Em Braga as pessoas parecem mais desligadas. O amor pelo Vitória é um amor verdadeiro, nunca fazemos de mais pelo nosso clube." E o de mais até pode parecer insólito. Pedro Ribeiro, doutorando na área de Inteligência Artificial e ex-presidente da Associação Vitória Sempre, conseguiu pôr um cão-robô a fazer vénias e a cantar o hino do clube. "A paixão é tão grande que chega a misturar- -se em questões profissionais. E achei que era mais eficaz o meu filho aprender o hino assim, do que me ouvir a cantar", ri. "É também uma forma de mostrarmos aos jogadores que estamos sempre com eles." A decepção dos vimaranenses, que andam doentes com o Braga em primeiro lugar no campeonato, contrasta com a felicidade da dona Amélia que, nos seus 73 anos, vai com o seu "Braguinha" para todo o lado. "Amanhã [hoje] vou ao cabeleireiro e depois na sexta-feira lá vou eu para para Olhão. Faço bem, não acha? Sou viúva há 24 anos, tenho mais é que gozar a vida. Quando o Braga jogava nos Peões eu ia da ponte de São João a pé para lá. Ainda era um esticão, mas enquanto tiver saudinha, lá vou eu. O Braga é a minha família, o meu coração. E ai, Jesus, não quero morrer sem o ver ganhar", diz sem parar de rir. A dona Amélia acompanha a claque feminina e é rara a vez em que não aparece na televisão em dia de jogo.

A história Diz-se que a polémica rivalidade se deu por causa de padres. Ao que parece o conde D. Henrique instalou-se em Guimarães e deu regalias à terra. O arcebispo de Braga não gostou da diferença de trato e escreveu ao Papa Inocêncio III a reclamar. Os vimaranenses queimaram tudo o que viram e os bracarenses correram com eles à pedrada.

Rivalidades à parte, todos concordam no mesmo aspecto. Um dérbi Sp. Braga-Vitória de Guimarães não seria a mesma coisa "se não houvesse esta rivalidade tão caricata".

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 24.09.09

 Tinha 17 anos quando se casou no final dos anos 50. Chama-se Antónia, vive nas Terras de Basto. Pediram-lhe para recordar a noite de núpcias. E ela contou: “Na noite do casamento, quando me deitei ele disse-me: ‘Então porque não te vens deitar? Não te faço mal… Sabes como é… se me casei foi para ter relações contigo’… E eu: ‘Não, que eu não quero!’ E ele: ‘Não é assim, tu não queres… tem de ser.’ Depois aconteceu.” Antónia sobreviveu. “Não morri, graças a Deus.”


Berta, filha de Antónia, tem 42 anos, casou-se nos anos 80. Era virgem e sentia vergonha do sexo. “Ele disse-me: ‘Não faz mal, depois eu explico-te. Tu não tenhas medo. Porque vai correr tudo bem. Tens de te pôr apta, porque tu sabes como é, eu não te faço mal.’”

Carla, neta de Antónia, filha de Berta, tem 25 anos. Teve a primeira relação sexual aos 18, antes de casar-se. “Qualquer pessoa tem direito a sentir prazer e a ter a sua própria sexualidade, acho que uma pessoa que tem namorado não tem de estar virgem.” Agora que é casada gostava de experimentar o swing (troca de casais). “Era uma coisa de que eu gostava.”

As três mulheres da mesma família fazem parte das 60 pessoas entrevistadas por investigadores do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa num projecto inédito em Portugal, explica a socióloga Sofia Aboim. O estudo tem o financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e da Comissão para a Igualdade e Cidadania. E é apresentado hoje num seminário, em Lisboa.

Abarca três gerações de 20 famílias. “Tentámos perceber o que é que mudou em Portugal através das narrativas de vida de homens e mulheres, avós, pais e netos.” E comparando com estudos semelhantes feitos nos EUA ou em Inglaterra, diz, a distância geracional “é enorme”. Na área da sexualidade, a investigadora fala mesmo de uma “mudança radical”.

Regresse-se à noite de núpcias: “O discurso da avó e da mãe sobre a sexualidade é o discurso da vergonha. Mesmo quando esconde uma verdade que não era relatada [Belmira, por exemplo, acabou por contar que, na verdade, estava grávida quando se casou], revela algo que é real: que existia uma opressão muito grande da sexualidade feminina.”

E entre os homens? De novo uma família entrevistada: Tiago nasceu em 1922, teve a sua primeira relação sexual com uma prostituta. O filho, Raúl, nasceu em 1949. Aos 17 anos foi com os amigos a uma casa de prostituição e começou a sua vida sexual da mesma forma que o pai. Já o seu filho, Victor, nasceu em 1983. Começou a namorar aos 15 anos e foi com a namorada que perdeu a virgindade.

Ao contrário do pai e do avô, Victor defende que homens e mulheres devem dormir com quem acharem por bem, “desde que não façam mal a ninguém”. Depois, contradiz-se: “não é possível olhar com amor” para as raparigas que dormem com vários rapazes. O que mostram relatos como este? Que o recurso à prostituição era institucionalizado e hoje quase não existe. Mas também que, havendo um discurso de paridade sexual, “é sistemática a diferenciação que os rapazes fazem entre as raparigas fáceis e as não fáceis”, diz Aboim. “É um discurso que só emerge se aprofundamos as entrevistas, que é herdado dos avós, mas muito mais matizado.”

Em suma, ao contrário do que se passou a outros níveis, “no campo da sexualidade, a mudança foi mais ambígua”, remata. “Há imensa sensibilização para a igualdade de género, mas depois há questões mais profundas que não têm a ver com o conseguirmos levar mais os homens para a cozinha. Há, de facto, concepções de diferenciação e de poder: uma rapariga simplesmente não pode ter o mesmo comportamento que um rapaz.”

 

Via Publico



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Pense bem antes de escolher o nome do seu filho

 

 Tem 22 anos e chama-se Zoé. A culpa é dos pais. E, na verdade, até teve sorte. O plano inicial era outro. Zoé esteve para se chamar Tamagnini, mas a mãe não deixou. Vítor Silva, o pai, descobriu a segunda opção num prontuário e não esteve com meias medidas: foi sozinho ao cartório e registou o nome sem a mulher saber. Na família Silva, Zoé não é o único que tem um nome diferente. 


A irmã, de 25 anos, chama-se Andresa. Agora, a diferença até passa despercebida, mas na escola primária Zoé não conseguiu evitar as piadas das outras crianças. "O maior problema eram as rimas que dava para fazer com o meu nome, como chulé e outras coisas desagradáveis", recorda. Um dia, fartou-se. Chegou a casa e disse ao pai que era gozado. "Ele disse-me para não ligar, mas eu só pensava que a culpa era dele e que era fácil falar... afinal de contas não era o meu pai que tinha de lidar com os miúdos todos os dias", conta. Por isso, Zoé teve de encontrar as suas próprias tácticas para resolver o problema. "Todos os nomes, mesmo os mais convencionais, davam para fazer rimas ainda piores, como João. E se não me lembrasse de nada na hora, ia para casa pensar e no dia seguinte lançava a bomba. Quando não encontrava rimas, tinha de me calar e esperar que a piada caísse no esquecimento."

A importância do nome Na infância, o nome próprio assume um papel extremamente importante no crescimento. É o primeiro bilhete de identidade da criança e uma característica que a acompanhará para o resto da vida. "Os nomes não condicionam", sublinha o psiquiatra Daniel Sampaio. "Mas influenciam as crianças e disso não há dúvida." Numa altura em que a criança está a construir a sua identidade, o nome "é determinante na maneira como estabelece a primeira ligação ao mundo social", refere o psiquiatra. Por isso, quando o nome é demasiado invulgar, é frequentemente alvo de críticas "dos colegas e até dos professores". Ao invés, quando o nome transporta a referência a um antepassado da família de quem a criança tem uma imagem feliz, "estabelece-se uma influência positiva". 

E agora? Bato-lhes? O pediatra Gomes Pedro diz que é nesta guerrilha que a criança "constrói a sua afirmação e a sua auto-estima". Apesar disso, Rita Jonet, psicóloga infantil, acredita que os nomes, por si só, não são factores de exclusão social. "Tudo depende do clima da escola. Se a troça e a ridicularização forem comuns então tudo é pretexto para se gozar o próximo, até os nomes", explica. 

Mas há outros factores que interferem na socialização na infância como "a maneira de vestir, de falar ou de brincar". Os adultos, sublinha a especialista, têm um papel fundamental neste processo, "porque são modelos essenciais na aceitação das diferenças". Assim sendo, os pais têm mesmo de saber lidar com o problema. Gomes Pedro refere que a maior parte das crianças tenta esconder, em casa, que é ridicularizada e "quando conta aos pais é porque está realmente fragilizada". A eles cabe "prepará-la para que possa construir, a partir destes percalços, a sua auto-estima". Se as investidas dos colegas forem muito frequentes, então é hora de contactar a direcção da escola, "que deve pôr termo à situação". Até porque, como refere Daniel Sampaio, "a escola por vezes é violenta, tal como a sociedade o é". A criança nunca deve mostrar que fica afectada ou melindrada com as piadas dos colegas. Daniel Sampaio sugere várias técnicas que os pais podem transmitir aos filhos: "Deve contra-atacar e responder aos insultos com humor, um grande sorriso e até com orgulho por ser diferente." 

Cristiano Ronaldo? Esqueça Se está a pensar chamar o seu filho de Cristiano Ronaldo ou Alexandre, o Grande, esqueça. Daniel Sampaio avisa que não é boa ideia atribuir nomes de figuras demasiado conhecidas às crianças - que vão ter sempre de conviver com a sua sombra. 

"Traz-lhes grandes expectativas e uma pressão constante. Se um miúdo se chamar Cristiano Ronaldo e jogar mal à bola na escola será, certamente, ridicularizado", exemplifica. Pressões assim podem acarretar insegurança, ansiedade ou agressividade. O ideal é optar por nomes que "não se distingam muito dos da moda, mas que, obviamente, sejam do gosto dos pais". Deixando, então, de parte nomes mais espalhafatosos ou excêntricos.

Escolher o nome do filho é uma tarefa que requer muita ponderação. Alguns estudos demonstram que crianças com nomes estranhos têm notas piores e são menos populares do que os seus colegas na escola primária. No ensino superior têm mais hipóteses de chumbarem e de virem a sofrer de neuroses. Mas estas conclusões nunca reuniram o consenso dos investigadores. Os economistas Roland Fryer e Stephen Levitt defendem que estas consequências derivam não só do nome, mas de muitas variáveis socioeconómicas. 

"Os nomes só têm influência significativa quando são a única coisa que se sabe sobre a pessoa", escreveu Martin Ford, psicólogo do desenvolvimento da Universidade George Mason. Contudo, a brasileira Regina Obata, que escreveu "O Livro dos Nomes" defende que os pais devem mesmo ter atenção aos nomes que escolhem. "É um atributo involuntário imposto pelos pais aos filhos e que pode abrir e fechar portas durante a sua caminhada. Deve sempre pensar-se se o nome não poderá submeter o filho a futuros problemas - quer por ser foneticamente desagradável, quer por ter um significado extravagante ou excêntrico." 

Regras Em Portugal, o nome deve ter, no máximo, seis vocábulos em que os dois primeiros podem corresponder ao chamado nome próprio (ex. António Manuel) e os restantes ao chamado apelido ou sobrenome (ex. Soares Costa Fonseca Rocha). Os nomes próprios devem ser portugueses e admitidos pela onomástica portuguesa (catálogo de nomes próprios) ou adaptados fonética e graficamente à língua portuguesa e não devem suscitar dúvidas acerca do sexo. Os apelidos são escolhidos entre aqueles que os pais usem (os que pertençam a ambos ou a só um dos pais) ou outros a que os mesmos tenham direito, como por exemplo o apelido do avô que não conste do nome do pai.

 

Via ionline



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Quarta-feira, 23.09.09

Olha para a minha pulseira, saberás se quero sexo

 

 Uma escola secundária do Colorado está a pedir aos pais dos alunos que não os deixem usar um determinado tipo de pulseiras coloridas, por pensarem que estas têm conotações sexuais.


Na última quinta-feira, Mike Medina, presidente da Angevine Middle School, de Lafayette, perto de Boulder, enviou uma mensagem de correio electrónico aos pais, alertando-os para as pulseiras "de gelatina", cujas cores se diz indicarem o nível de actividade sexual que um estudante já atingiu ou pretende atingir, diz Briggs Gamblin, porta-voz da região escolar de Boulder Valley.

Gamblin diz que funcionários da escola tinham ouvido alguns estudantes a falarem sobre as pulseiras, que se tornaram cada vez mais populares este ano, e comunicaram o teor das conversas a Medina. O responsável da escola encontrou-se então com alguns estudantes e concluiu que as pulseiras se tinham tornado fonte de distracção suficientemente repetida, nas salas de aula e em conversas de corredor, para merecerem uma mensagem de correio electrónico.

"Parece que muitos alunos, sobretudo as raparigas, as usam como acessório de moda", diz Gamblin, "e alguns afirmaram enfaticamente que as pulseiras não tinham qualquer conotação".

Contudo, acrescenta, outros estudantes tinham descoberto na internet um jogo chamado snap, no qual a cor da pulseira indica uma disposição para praticar uma determinada actividade sexual. Quando um rapaz arranca a pulseira a uma rapariga, indica ostensivamente que essa actividade irá eventualmente ter lugar.

As pulseiras de material borrachoso parecem-se com umas que se tornaram populares nos anos 80. Mas, ao longo dos últimos anos, algumas escolas do país têm-nas proibido por temerem que se tenham tornado símbolos de actividade sexual. Com efeito, inúmeros websites sobre pulseiras de gelatina, ou pulseiras do sexo, fazem referência ao jogo snap, e alguns dos sites contêm mesmo a descodificação das cores.

Gamblin afirma que não houve até ao momento qualquer indicação de que o jogo tenha sido jogado em Angevine e que a medida era, por enquanto, apenas preventiva.

"Tudo se resume a rumores e boatos", diz. "Não há qualquer indicação de que este tipo de coisa esteja a acontecer."

Acrescenta que os estudantes vistos a usarem as pulseiras na escola não serão castigados, mas ser-lhes-á pedido que as tirem.

 

Via ionline



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Terça-feira, 22.09.09

 Quanto vale uma vida?

 

Será difícil escapar ao lugar comum. Quanto vale uma vida humana? Em teoria, não tem preço. O que não evita que todos os dias os tribunais se vejam obrigados a traduzi-la em euros. Se se tiver de apresentar uma referência comum, situa-se actualmente na casa dos 60 mil euros, embora a jurisprudência aponte para uma tendência de subida das indemnizações pelo direito à vida. Mas a frieza das tabelas e números extraídos de acórdãos não traduz a complexidade que se esconde atrás de cada caso. 


"É sempre difícil encontrar uma justificação para valores imateriais", sublinha o juiz desembargador Alexandre Baptista Coelho. Actualmente na área laboral, já passou pela cível e criminal e explica que a questão do valor da vida "atravessa todas as áreas do Direito". A maioria dos casos, ainda assim, diz respeito a acidentes de viação. Eurico Reis, juiz desembargador na Relação de Lisboa, considera importante que os montantes das indemnizações tenham vindo a crescer. Porque significa "o reconhecimento pela comunidade de que a vida é o valor supremo". E a partir do momento em que esse princípio é inquestionável, é "mais fácil conseguir um ponto comum de entendimento" entre o poder judicial e obter valores relativamente uniformes. 

 

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Domingo, 20.09.09

Porque roubam as crianças?

 

 A tarde de compras acabou. Artur (nome fictício), de quatro anos, e os pais metem--se no carro e regressam a casa. Durante a viagem rebenta a discussão conjugal. O pai irrita-se com a mãe, depois de olhar pelo retrovisor. No banco de trás, Artur delicia-se, inocentemente, com uma tablete gigante de chocolate. "Estraga-lo com mimos, depois queixas-te que ele não janta." Pressionado, Artur confessa o crime. Ninguém lhe comprou a guloseima: trouxe-a directamente da prateleira do supermercado.


Embaraçado, o casal dá meia volta e obriga o filho a devolver o que roubou. "E podes ter a certeza que te vou descontar um euro e meio no próximo presente que te der", garante-lhe o pai. Situações assim são comuns na infância. Mais do que se pode pensar. E quem tem filhos sabe-o bem. Os pequenos furtos inocentes transformam-se em grandes problemas para os pais - vergonhas no supermercado, chamadas à escola, pedidos de desculpa constrangedores. E, acima de tudo, o medo de que volte a acontecer. 

Como lidar com o problema? Quando os pais percebem que a criança tirou alguma coisa, o primeiro passo deve ser explicar-lhe "muito concretamente e explicitamente que roubar é errado", recomenda o pediatra Mário Cordeiro. E não basta obrigá-la a devolver o objecto furtado. Deve ser sempre a criança a fazê-lo, "mas os pais devem ajudar, porque se trata de um processo que a envergonha e humilha". O ideal é que os pais falem previamente com a pessoa lesada, de maneira a negociar uma boa dose de compreensão e uma reprimenda à altura. Mas o mais importante de tudo é que a criança não beneficie, em nenhuma circunstância, do objecto roubado, de forma a perceber que "o crime não compensa". 

A repreensão dos pais tem de ser sempre firme, independentemente de se tratar de um objecto valioso ou de uma ninharia. "Porque a gravidade é a mesma e a escala de valores é muito pessoal e falível", justifica Mário Cordeiro. Um pequeno brinquedo tirado a outra criança pode ser considerado uma ninharia pelos pais, mas o seu desaparecimento pode criar grande angústia a quem ficou sem ele. 

Convencer um filho a devolver um objecto roubado pode revelar-se uma tarefa árdua. "Muitas vezes, o objecto torna-se o mais importante de todos para a criança e é difícil convencê-la a abdicar dele sem que ela se sinta, também, roubada", adverte o pediatra. Ainda assim, é preciso fazer com que entenda que "roubar não é aceitável, segundo os valores da sociedade, da tradição e da família em causa". Pode acrescentar-se que, quando alguém se apropria de uma coisa de outra pessoa, o lesado "fica sem o objecto e vai sofrer por causa disso". 

Exemplos práticos A noção de propriedade pode ser transmitida de várias formas, com exemplos práticos, utilizando utensílios, bonecos, brinquedos e outras coisas que sejam da criança. Deve-se interrogá-la: "Como te sentirias se alguém viesse e roubasse as tuas coisas?" Mais do que assustar e repreender, interessa pô-la perante dilemas morais e levá-la a assumir a responsabilidade dos seus actos. "Principalmente demonstrar-lhe que tudo na vida tem consequências para o próprio e para os outros", resume Mário Cordeiro. Igualmente importante é que os pais não centrem a situação neles e "não vejam como o maior problema a vergonha de ser pais de um ladrão. Deverão antes interrogar-se sobre as razões pelas quais o filho terá cometido esse erro", recomenda Mário Cordeiro.

E se voltar a acontecer? Depois de o assunto estar resolvido, não é boa política voltar a trazê-lo à tona. Deve assumir-se que a lição foi aprendida. "Contar a história repetidamente, especialmente em público, pode ser con- traproducente e, diria mesmo, desleal", alerta o pediatra.

Mas se os roubos continuarem impõem--se outras medidas, até porque poderá ser sinónimo de que existe uma disfunção emocional. "Actos assim traduzem tristeza, insatisfação, ansiedade elevada, desadaptação e dificuldade em ser aceite socialmente", acredita a psicóloga infantil Rita Jonet. "São acções compensatórias", resume. Por norma, as crianças que roubam têm dificuldade em fazer amizades e construir relações, centrando-se na desconfiança. "Em vez de se sentirem culpadas, começam a culpar os outros porque consideram que eles é que não lhes deram o que lhes seria devido e vitimizam-se com frequência", acrescenta Mário Cordeiro. Os casos de roubo frequentes devem ser participados pelos pais ao médico assistente para que sejam discutidas as razões que poderão estar por trás desse comportamento. Mas nunca à frente da criança. Rita Jonet garante que a melhor forma de ajudar "é perceber a causa do furto e quanto mais cedo se intervier, mais probabilidade existe de a intervenção ser eficaz e de não descambar em cleptomania".

Porque roubam as crianças? Nas primeiras vezes, as justificações dos mais pequenos são descomplicadas: "Trouxe para casa porque encontrei no pátio da escola" ou "foi um colega que me deu, porque já não queria". Mas quando acontece com frequência é inevitável: os pais ficam angustiados. "A inquietação principal reside no facto de não saberem o que levou a criança a praticar o acto, qual a sua dimensão, há quanto tempo isso acontece e o seu significado", reconhece Mário Cordeiro. A dúvida principal é sempre a mesma. A criança está a passar apenas por uma situação transitória dentro dos parâmetros da normalidade do desenvolvimento infantil ou o acto é o prenúncio de uma vida de delinquência?

Os especialistas são unânimes e garantem que é "normal" que a criança se aproprie de uma coisa pela qual se interessa. "E isso não pode ser considerado propriamente um roubo, pelo menos até que ela tenha idade suficiente para perceber que o objecto de que se apropriou é de outra pessoa", explica Rita Jonet. Esta noção de sentimento de posse e de transição de posse surge entre os três e os cinco anos. Rita Jonet defende que só se pode falar verdadeiramente em cleptomania a partir dos sete ou oito anos "porque aí já há maior consciência do acto". 

Mas o que leva as crianças a roubar? "Podem querer o mesmo que um irmão ou uma irmã, perante os quais se sentem desfavorecidos", sugere Mário Cordeiro. Mas há outras razões: "Para se fazerem valer perante os colegas, já que roubar pode ser entendido como uma atitude de liderança ou coragem", "para poderem ter um presente para dar e assim conseguirem fazer amigos ou tornar-se populares" ou por causa de "predisposições genéticas e alguns factores sociais e económicos", como enumera o pediatra Paulo Oom.

Mas não há uma explicação concreta para o aparecimento da cleptomania. A maior parte dos especialistas concorda que se trata de um problema que tem a ver com carência afectiva da criança - que rouba na tentativa de compensar o amor e a atenção que não encontra em casa. A psicóloga brasileira Nancy Earlach, que se tem dedicado ao estudo desta perturbação de personalidade, sugere mesmo que os furtos acontecem "em crianças frustradas". E Rita Jonet concorda: "A criança autocompensa-se com coisas, num descontrolo perfeito e numa ansiedade desenfreada, num apelo de atenção, porque prefere ser castigada a ser ignorada." Por isso, os pais devem reflectir e perceber se lhe têm dado a atenção e o carinho devidos. E se, apesar de uma atitude consertada dos pais e educadores, os furtos continuarem, então está na altura de procurar apoio especializado.

 

Via ionline



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Sábado, 19.09.09

Autoestrada, brisa condenada por acidente

 

O Tribunal de Alenquer condenou a Brisa - Auto Estradas de Portugal a pagar uma indemnização não indicada aos pais da jovem que em Novembro de 1999 morreu num acidente provocado por um javali quando viajava na A1.


A juíza considerou que "a factualidade apurada permite afirmar com segurança a culpa efectiva da ré Brisa na omissão do cumprimento da sua obrigação de garantir a segurança da circulação, designadamente através da construção de vedações que não permitam a entrada na via de animais, mormente de grande porte como é o caso de um javali".

O acórdão - conhecido esta semana - refere que a Brisa "nem sequer provou genericamente ter cumprido as suas obrigações de vigilância e de conservação das redes laterais da via, uma vez que se apurou a existência de um espaço na parte de baixo da vedação, através do qual o javali se introduziu na via, espaço esse que no dia seguinte ao do acidente foi tapado", provando que "não se justificava que existisse naquele local, nomeadamente para evitar o entupimento de linhas de água". 

António Oliveira, pai de Sandra, que à data do acidente tinha 28 anos, disse à agência Lusa que a sentença "vem fora de tempo". Declarando ter "pudor" em falar em dinheiro quando se trata da perda da sua filha, António Oliveira disse à Lusa que não lhe custa "exigir à Brisa o que ela tanto gosta", lamentando a atitude da concessionária, que, segundo ele, começou por lhe escrever uma carta dizendo que não tinha qualquer responsabilidade no acidente. "Tiveram que engolir o sapo, de dizerem que estava tudo bem quando tudo estava mal", disse, recomendando a quem recebe da Brisa a "carta tipo" com que habitualmente a concessionária responde, que a "rasgue" e arranje "coragem" para lutar contra um "gigante" e uma "máquina que não anda". 

Além da morosidade da justiça, obrigando a "remexer" com sentimentos que magoam - "é uma 'moedeira'" -, António Oliveira considera incompreensível que o Instituto de Medicina Legal tenha demorado três anos a entregar o relatório sobre as causas da morte de Sandra, documento essencial "para não haver mais jogo de empurra". Ainda houve uma tentativa de atribuição da responsabilidade pela morte de Sandra à viatura que vinha atrás e que embateu violentamente no seu carro, mas o documento do IML terá concluído pela gravidade das lesões provocadas pelo primeiro embate, disse. 

Durante o julgamento ficou a saber-se que "cerca de uma ou duas semanas" antes do acidente que vitimou Sandra "ocorreu pelo menos um outro acidente de viação com um javali, do qual a ré Brisa teve conhecimento", precisamente entre os quilómetros 30 e 39 da A1 (o embate de viatura da jovem com o javali ocorreu ao quilómetro 31,7).

Contactado pela Lusa, o gabinete de relações públicas da Brisa informou que ainda está a decorrer o prazo para eventual recurso, pelo que a empresa está a analisar o processo e decidirá "oportunamente" se recorre ou não.

 

Via Público



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Domingo, 13.09.09

A primeira vez

 

 Nem é preciso explicar. Quando falamos da "primeira vez", falamos da nossa primeira experiência sexual, da perda de virgindade. Mais do que um acto físico, este é um acto simbólico, que marca a passagem para a idade adulta. Ritual iniciático que ainda hoje muitas tribos assinalam com a pompa e circunstância que a aceleração e o consumo da nossa sociedade ocidental retiraram ao evento...

Se do primeiro amor se diz que nunca se esquece, o mesmo sucede com a nossa primeira vez. Boa ou má, é sempre marcante - à semelhança da ideia de que não há segunda oportunidade para criar uma boa primeira impressão.

Falar da "primeira vez" não é apenas falar de sexo - é falar de intimidade. Ouvimos pessoas de várias gerações para perceber como evoluíu este ritual. Procurando obter um retrato-tipo de uma família, quisemos conversar com "um avô, um pai e um filho". Escolhemos um homem e uma mulher para cada idade: 80, 40 e 20 anos. Surpreendemo-nos com a abertura dos "avós" e com o "tradicionalismo" dos netos. Dos jovens com quem falámos, a média de idades da iniciação mantinha-se nuns surpreendentes 18 anos - mais tarde que a geração dos seus "pais" - e num dos casos, para esperar pela namorada.

Dos avós, que se iniciavam geralmente com prostitutas, levados pela mão do pai; das avós, que iam virgens para o casamento, sob pena de serem 'devolvidas', para quem o sexo não tinha que dar prazer, era um dever conjugal. Das amantes, que eram permitidas, embora não abertamente, enquanto as legítimas se confortavam, repetindo em voz alta "É de mim que ele gosta".

E que dizer dos actuais "leilões de virgindade", que se multiplicaram como um autêntico rastilho? O que leva uma norte-americana de 22 anos como Natalie Dylan a leiloar a sua virgindade - e mais de dez mil homens a responderem ao pedido, com licitações de 2,6 milhões de euros? O que leva um homem a (ainda) querer uma virgem? O que leva um Clube das Virgens a ser criado em Portugal no ano de 2009 por uma jovem de 26 anos? Só pode ser porque a tradição ainda é o que era - e a primeira vez continuar a ser importante.

Via Expresso



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Sexta-feira, 11.09.09

Caster semenya é hermafrodita

 

 Se a notícia lançada esta manhã se confirmar, Caster Semenya, campeã mundial dos 800 metros, corre o risco de ver a carreira no atletismo cair por água abaixo.

De acordo com os testes realizados para aferir o género da atleta de 18 anos, chegou-se à conclusão que Semenya é hermafrodita, não tem ovários nem útero e possui testículos internos ocultos atrás da vagina.

Já antes, alguns testes tinham revelado que Semenya possuía o triplo dos valores normais de testosterona numa mulher.

O secretário-geral da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), Pierre Weiss, alertou que é preciso ter cuidado com a situação e com as afirmações. "É claro que ela é uma mulher, mesmo que não seja a 100%. Teremos de ver se tem alguma vantagem em ter dois sexos relativamente às outras atletas", afirmou, descartando para já a possibilidade de Semenya perder o título.

 

Via ionline



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Quinta-feira, 10.09.09

 

 

Peça com vibrador censurada

A designer Catarina Pestana não vai alterar a peça que criou para uma das exposiçõesda bienal ExperimentaDesign 2009 e que foi retirada por imposição da Coca-Cola por incluir um vibrador. “Não vou destruir a minha peça”, disse ontem ao P2. Guta Moura Guedes, directora da bienal, explicou por seu lado que “a peça que Catarina propôs não correspondia ao briefing”, e que “isso só foi verificado no dia em que a exposição abriu”, quarta-feira à noite.


No centro da polémica está um manequim feminino dourado, com um vibrador, que deveria fazer parte de uma exposição, organizada com a Coca-Cola, no Lounging Space da bienal, no Palácio Braamcamp, em Lisboa.

O que, segundo Guta, ficou acordado entre a Experimenta e a designer foi que “a peça não poderia integrar a exposição” e que os dois lados iriam “discutir em conjunto o briefing – como é hábito num processo criativo entre um designer ou arquitecto e o cliente ou, neste caso, o curador – e rever o trabalho proposto”. Existe “uma diferença substantiva entre design, arquitectura e artes plásticas”, sublinha Guta, e o que era proposto no âmbito deste projecto Coca-Cola Light era um trabalho de design.

Catarina Pestana garante que no briefing não lhe foi dito que teria que fazer um objecto funcional e “não existia qualquer regra de conduta”. O que fez foi “uma peça de comunicação”, num exemplo daquilo a que chama “design emocional”. Para a directora do estúdio DASEIN o que aconteceu é a que o seu trabalho foi censurado pela Coca-Cola, o que “acontece pela primeira vez na Experimenta”.

A peça, disse, será transportada para o Museu do Design e da Moda (MUDE), em Lisboa, em frente ao qual se realiza hoje à noite um leilão da DASEIN. “Há já pessoas interessadas nela.” 

Bárbara Coutinho, directora do MUDE, confirma que o trabalho ficará guardado no museu, com outras peças da DASEIN, que aí organizou a instalação Waste of Time, mas diz que a decisão sobre o que acontecerá à peça cabe à autora.

 

Via Publico



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Quarta-feira, 09.09.09

Caster Semeneya, maquilhada e com vestido!

 

 A polémica campeã mundial dos 800 metros, a sul-africana Caster Semenya, cujo aspecto másculo lançou dúvidas sobre a sua identidade sexual, aparece na capa de uma revista do seu país envergando um vestido preto sem mangas, maquilhada e penteada, sob o título “Wow, vejam como está a Caster agora!”.


Semenya, cujo género levantou um coro de interrogações durante os mundiais de atletismo de Berlim, entregou-se nas mãos dos produtores fotográficos da revista “You”, aparecendo com um “look” feminino e cuidado. “Gostava de me arranjar mais e de usar vestidos, mas nunca tenho oportunidade para isso”, desabafou a atleta, de 18 anos.

Horas antes da sua vitória nos 800 metros da final de Berlim, a Federação Internacional de Atletismo (IAAF) anunciou que iria analisar o género de Semenya, depois de a atleta ter melhorado o seu melhor tempo em mais de oito segundos num ano.

Semenya, que cresceu na província de Limpopo, saltou do desconhecimento para os pódios, tendo-se sagrado facilmente campeã de juniores em África, em Julho, na Mauritânia, e campeã mundial em Berlim, em Agosto. 

A IAAF, que foi criticada pelo facto de ter publicamente assumido que estava a realizar uma investigação, já pediu desculpas mas irá, ainda assim, anunciar os resultados dos testes. Os resultados preliminares dos exames a Semenya mostram que a atleta sul-africana que venceu os 800 metros femininos nos Mundiais de Berlim tem níveis de testosterona três vezes superior ao normal numa mulher.

O treinador de Semenya demitiu-se na semana passada afirmando que o tratamento que a IAAF deu à atleta “denegriu” a sua imagem e que a actuação da Associação Sul-Africana de Atletismo também foi “atroz”.

Falando à revista “You” acerca da polémica, a atleta, que também estuda Ciências do Desporto, disse: “Encaro isto como uma piada, não me altera. Deus fez-me como sou e eu aceito-me assim”.

 

Via Público

 

Diga-se de passagem que não melhorou grande coisa, se vestida para a competição parecia um homem, aqui parece um homem...  transvertido..... mas nem todo mundo pode ser um ideal de beleza!



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Mulheres inglesas compram sapatos que não lhes servem

 

Sabem que não lhes servem, que as vão magoar, mas mesmo assim não resistem a um par de sapatos em saldos. Segundo um estudo da organização inglesa, "Society of Chiropodists and Podiatrists", a paixão pela moda leva 37% das britânicas a comprar sapatos do tamanho errado. O estudo revela ainda que cerca de 80% das mulheres entrevistadas sofrem de problemas nos pés, como inchaço no dedo grande do pé (15%), calos (24%), calcanhares secos e gretados (39%) e unhas encravadas (19%). "Nem todos os problemas dos pés podem ser evitados, mas a maioria é resultado de sapatos inadequados ou de baixa qualidade", defende a podóloga Lorraine Jones.

A especialista da "Society of Chiropodists and Podiatrists" não é contra as modas, pelo contrário. "Não quer dizer que não possamos usar sapatos que estão na moda ou saltos altos, mas é preciso dar um descanso aos nossos pés e ver um especialista se algo está errado."

Via ionline

Ok.... há muita gente que não sabe o que fazer ao dinheiro.... 

 



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Terça-feira, 08.09.09

 Mulheres fazem sexo para combater o tédio

 

Depois de entrevistar cerca de 1000 mulheres, os autores do livro, Cindy Meston e David Buss, conseguiram apontar 200 razões que as levam a fazer sexo. Para combater o tédio e «porque ele me pagou o jantar» são algumas das razões.

Aproximadamente 84% das inquiridas admitiram ter sexo em troca de tarefas domésticas ou simplesmente para ter uma vida tranquila.

Outras fazem-no para curar a dor de cabeça, como desculpa para evitar saídas para jantar ou até para provocar ciúmes no parceiro através da traição.

Via Destak

 



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Queixou-se À policia e pagou a multa

 

Um homem de 28 anos teve de pagar uma multa de cerca de 950 euros depois de se ter queixado à polícia de uma prostituta que o enganou, refere o G1.

O norueguês contou às autoridades que pagou a uma prostituta russa, mas ela fugiu com o dinheiro.

Uma vez que a lei proíbe o pagamento de serviços sexuais, o homem foi multado em oito mil coroas norueguesas.

 

Via Tvi24



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Gripe A

 

 A ministra da Saúde esclareceu hoje que as vacinas da Gripe A (H1N1) e da gripe sazonal poderão ser tomadas em simultâneo em caso de necessidade, garantindo que não há qualquer incompatibilidade entre as duas.


"Não há nenhuma incompatibilidade entre as duas vacinas nem elas são o mesmo, portanto quem fizer a vacina pela gripe sazonal pode, se tiver indicação, ser também vacinado para a Gripe A", adiantou Ana Jorge, em declarações aos jornalistas, durante uma pausa nos trabalhos sobre o Plano Estratégico de Cooperação em Saúde da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), que decorrem hoje em Lisboa.

A ministra da Saúde apontou que a vacinação da gripe sazonal só deverá arrancar a partir do dia 15 de Setembro, altura em que o medicamento chegará às farmácias, e sublinhou que a forma de vacinação continua a ser a mesma dos anos anteriores. Sobre a possibilidade de a vacina para a Gripe A vir a ser dada em apenas uma toma e, dessa forma, poder ser rentabilizada e chegar a mais pessoas, a ministra da Saúde adiantou que ainda não há indicações nesse sentido e que Portugal continua à espera das vacinas encomendadas.

"Sabemos que vai chegar uma pequena quantidade e não aquela que é necessária porque há dificuldades na sua feitura e teremos de analisar essa situação porque ainda não há confirmação se é uma dose ou se são duas doses e teremos de receber as indicações da Organização Mundial de Saúde e da Agência Europeia para o Medicamento", explicou Ana Jorge. No entanto, garantiu que se essas condições se concretizarem e for apenas necessária uma toma, há "vacinas para mais pessoas, podendo alargar-se os grupos de risco".

Relativamente ao estado clínico dos três pacientes infectadas com gripe A em estado crítico, a ministra da Saúde revelou que o jovem de 29 anos internado no Hospital de Faro permanece ventilado e nos Cuidados Intensivos, apesar de estar a "apresentar sinais de melhoria". "Ele estava numa situação muito crítica, muito gravemente doente, envolvendo não só a parte respiratória como também a função renal e todos esses parâmetros estão a melhorar", garantiu a governante.

Em relação aos outros dois doentes, uma mulher jovem e um homem de 50 anos, ambos internados no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, a actual situação é de alguma estabilidade. "Mantêm-se em estado crítico, não houve grandes sinais de melhoria, mas também não houve agravamento", adiantou.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 14:05 | link do post | comentar

Vai um coctail de coca?

 

Deve beber-se fresca, de um trago, depois de uma dentada num gomo de lima. Se preferir long drinks, pode misturá-la em cocktails mais complexos. Diz quem percebe disso que não se deve misturar com sumos de fruta, com risco de arruinar o sabor original, já que a Agwa de Bolívia contém frutose suficiente. 

É verde, a fazer lembrar o velhinho Pisang Ambom, mas tem mais álcool: 30% - menos dez do que a vodka e do que a tequilla. Mas nada disso se compara ao ingrediente chave que faz desta bebida uma coisa única: é que a Agwa de Bolívia é feita a partir de folhas de coca... da Bolívia. E antes que arregale os olhos de admiração, nós explicamos. 

O quê? Como? Para cada garrafa são necessárias 40 gramas de folha de coca e mais 36 plantas, entre as quais ginseng e guaraná. Por esta altura já deve ter percebido a filosofia energética da coisa. Mas nada tema, as folhas de coca vão limpas de cocaína, mantendo apenas as substâncias alcaloides da própria folha, dando a este licor o selo de 100% legal. Excepto em Singapura e Taiwan. As autoridades destas duas ilhas ainda desconfiam do ingrediente folha de coca.

Depois de serem "descocaínadas", em Amesterdão, as folhas são colocadas numa infusão com álcool e as restantes ervas. Daqui, a bebida é distribuída para o resto do mundo e são já 38 os países onde se pode beber licor de folhas de coca. 

Em Portugal Afonso Vieira, de 23 anos e Miguel Tojal, de 24, são os representantes exclusivos da Agwa de Bolívia em Portugal. Encontraram a beberagem na internet, por acaso. O facto de ser feita de folhas de coca da Bolívia chamou-lhes a atenção e como jovens empreendedores dados ao álcool (para que não haja confusão: são ambos donos e senhores de formações na área das bebidas - cocktails, wiskys e afins e experiência enquanto barmen) decidiram "enviar um mail a propor a representação da única marca a produzir a bebida por terras lusas. Depois de três meses de espera, o negócio concretizou-se". O objectivo é "acabar com o reinado das caipirinhas e da cachaça, já que este licor também pode, e deve, ser bebido com lima". A Agwa de Bolívia chegou a semana passada à noite lisboeta e já pode ser pedida no Lux, na Bica do Sapato e no Delidelux. Um shot pode custar seis euros, uma long drink oito e uma garrafa inteira chega aos 30 euros. 

Efeitos "Dá uma moca de oxigénio", diz Afonso, à falta de melhor expressão. "Dá energia", diz Miguel. Mas não pense, por isso, que ficará com disposição para escalar o Evereste duma assentada. Apesar dos Incas (há milhares de anos) terem o costume de mastigar a folha de coca para alcançar um estado de euforia prolongada, o consumo exagerado de shots deste licor só irá proporcionar-lhe uma valente bebedeira.

 

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 10:46 | link do post | comentar

Segunda-feira, 07.09.09

Angelina Jolie Nua

 

 Primeiro foi o beijo na boca numa mulher. Agora aparece como chegou ao mundo. Assim está Jolie em “Gio”  

Depois da imagem do beijo na boca entre Angelina Jolie e Elizabeth Mitchell,  Juliet de "Lost", mais cenas do filme "Gia" apareceram na interpreta.

 Nas fotos publicadas pelo tabloide inglês "The Sun" Angelina aparece nua, no papel de uma modelo que contraiu sida ao usar uma seringa com sangue contaminado, tendo morrido aos 26 anos, em 1986. O filme foi censurado em 1998 e, só agora está a ser exibido.

 

Via DN



publicado por olhar para o mundo às 21:08 | link do post | comentar

 

 

segundo noticia do Público:

 

Ferreira Leite usa carro do Estado em campanha eleitoral na Madeira 

 

Isto depois de dizer que a Madeira é um exemplo da boa gestão democrática... e pronto.. já sabemos o que ela entende por boa gestão e por democracia.



publicado por olhar para o mundo às 16:40 | link do post | comentar

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