Segunda-feira, 31.01.11

Deolinda

 

Comecemos assim: Tão longe chegou a Deolinda. Escrevemos “a” Deolinda, e não “os” Deolinda, porque é ela a ideia que originou o grupo, porque foi precisamente essa personagem indefinida entre os tempos de ontem e a vida de hoje, ela que não sabe se há-de ser cosmopolita ou bairrista de espírito, a que esteve a ser celebrada ontem e anteontem num quase esgotado Coliseu dos Recreios (e há uma semana em duas datas no Coliseu do Porto). E começámos por dizer “tão longe chegou a Deolinda” porque nos lembramos do início, quando do grupo existia apenas um par de vídeos no YouTube e a memória de pequenos concertos publicitados de boca em boca, qual segredo mal guardado prestes a tornar-se conhecido de todos. A Deolinda, portanto.

Chegou tão longe que hoje tem os dois álbuns que constam do seu currículo, “Canção ao Lado” e o mais recente “Dois Selos e um Carimbo”, nos topes. Tão longe que em três anos já viajou mundo fora e anda agora por Portugal a apresentar-se nesses locais de habitual consagração que são os Coliseus. E eles, os Deolinda (passemos para o plural, que agora é da banda que falamos), merecem essa consagração e essa euforia.

Na sala nas Portas de Santo Antão, em Lisboa, vimo-los em fatiotas catitas (a vocalista Ana Bacalhau surgiu qual versão “haute couture” de rainha de marcha popular), com um apoio cénico simples e eficiente (“animaram-se” as ilustrações que João Fazenda lhes desenhou) e com a colaboração esporádica de convidados como o baterista Sérgio Nascimento, a pianista Joana Sá ou um quarteto de cordas (acrescentaram novas texturas a canções como “Passou por mim e sorriu” ou a célebre “Fon fon fon”). Nada disso, porém, maculou o que lhes é essencial.

A banda que, no seu início, ensaiava na Damaia, no restaurante dos pais de Pedro da Silva Martins, guitarrista e compositor, e Luís da Silva Martins, guitarrista, é exacta e precisamente aquela que, às 21h45, vimos ontem entrar no palco do Coliseu lisboeta. A Deolinda são as canções que os Deolinda compuseram para ela e tocam através dela: Retratos, construídos de dorida melancolia e de sorrisos traquinas, de aquilo que somos hoje aqui, Portugal 2011, e do que nos fez aqui chegar. Por aí se explica que cheguem a toda a gente: um pai com a filha à nossa frente, trintões a toda a volta e um grupo de miúdos ali ao lado, bem próximos do casal sexagenário impecável no fato (o dele) e penteado armado (o dela).

A intensa rodagem em palco do último par de anos transformou-os num grupo que domina na perfeição os ritmos e a dinâmica das melodias – as duas guitarras trocando dedilhados com intuição e sabedoria, o contrabaixo de José Pedro Leitão a dar peso ao conjunto e Ana Bacalhau impecável na forma como “gere” as variações de intensidade -, mas são as canções, como antes e como agora, que fazem deles um caso especial: percebem as contradições deste sítio que habitamos e constroem a partir delas pedaços de música popular tão empolgante quanto transversal.

Tudo explicado no país temente a Deus que ganha santinha acossada em procissão por sentimentos profanos - “Contado ninguém acredita”, uma das primeiras da noite -, nos fanfarrões fiéis ao clássico “segurem-me que eu vou-me a ele” que se mostram latagões de coração mole - “Fado Toninho”, a meio de concerto -, na melancolia que espreita a cada passo – a impecável “Clandestino” é um bom exemplo – e na auto-ironia utilizada como arma poderosa – disparam-na em “A problemática colocação de um mastro”, antes do encore, e na canção resumo de toda a postura, “Movimento perpétuo associativo”, cujo mote comunal, “vão andado que eu vou lá ter”, finalizou o concerto enquanto caíam confetis e a banda atravessava a plateia, cantando com o público.

 

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Sexta-feira, 14.01.11

 

 

Letra

 

quem acorda mais cedo vai vender saúde
e quem vai dormir cedo há-de crescer
o que será de mim que tenho por virtude
ver o sol avisar que vai nascer?

 

Não vou ouvir o que ninguém diz
e vou dormir quando eu quiser

 

grão a grão a galinha vai enchendo o papo
e eu fico a pensar o tempo inteiro
o que será de quem dá tudo por um trapo
ao chegarem os saldos de Janeiro?

 

Não vou seguir o que ninguém diz
e vou vestir o que eu quiser

 

ando sob a chuva porque quero andar
grito porque é moda proibir gritar
eu não sei... eu não sou... mas quando olho para mim
não cheguei... não vou... mas eu estou bem assim

 

se quem semeia ventos colhe tempestades
eu prefiro plantar mil furacões

 

não vou ligar ao que ninguém diz
e vou fazer o que eu quiser

o que eu quiser!

 

 



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Quinta-feira, 13.01.11

 

 

Letra

 

Tocas no rosto enquanto o ar não sai
Inspiro sem medo do acto que vem
Envolvo os pés como mãos
Do toque nasce a nossa ilusão

Desenhas os risos de um novo medo
Que o peito demonstra sem qualquer sossego
Faz tempo que a culpa se foi
Ficámos de pensar só depois
Do erro.

Já pouco nos resta fechar os olhos
Escondemos actos sem qualquer receio ou angustia
Que nos prende a vontade de sentir
O corpo com prazer

Rasgas-me a roupa sem qualquer pudor
Enquanto buscas o ar pela boca
Passeias o teu cheiro no meu corpo
Por entre os braços misturo tudo
Após o prazer ficaremos mudos
Sem saber
Se é por uma noite

Grito teu nome sem saber
Como será o amanhã
Foi um sonho real
Por uma noite.

 

 



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Quarta-feira, 12.01.11

 

 

Letra

 

Ele era um cavalheiro todo ele transpirava elegância
Ela era gata borralheira tivera que limpar a sua infância
Ele velejava no verão e esquiava no inverno
Ela trabalhava ao balcão de um qualquer estabelecimento moderno

Ele gostava de reluzir em si o estilo da capital
Ela já não conseguia distinguir as cores da bandeira nacional
Ele tinha entre os seus títulos uma futura ordem do infante
Ela achava o levantar do dedo mindinho algo deselegante

Mas ele um dia curvou-se a seus pés 4x

Ela passou a ocupar o tempo a descobrir o que era a cultura
E ele confinou-se aos seus aposentos e descobriu a costura
Ela quis saber entender o universo e começou a ler Platão
E ele resolveu perceber o que era a justiça em frente à televisão


A ele de nada lhe valeu a aparência nem a casa do largo do Rato
Porque ela sabia que era Cinderela e enganou-o com um sapato
Ele que um dia fora príncipe agora rendia-se à evidência
Com mulheres que calçam o 40 é melhor revelar prudência

Hoje ele ainda beija seus pés 4x

 

 



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Terça-feira, 11.01.11

 

 

Letra

 

Foi por vontade de Deus 
Que eu vivo nesta ansiedade 
Que todos os ais são meus 
Que é toda minha a vontade 
Foi for vontade de Deus 

Que estranha forma de vida 
Tem este meu coração 
Vive de vida perdida 
Quem lhe daria o condão 
Que estranha forma de vida 

Coração independente 
Coração que não comando 
Vives perdido entre a gente 
Teimosamente sangrando 
Coração independente 

Eu não te acompanho mais 
Pàra deixa de bater 
Se não sabes onde vais 
Porque teimas en correr 
Eu não te acompanho mais 
Se não sabes onde vais 
Pára deixa de bater 
Eu não te acompanho mais

 

 



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Segunda-feira, 10.01.11

 

 

Letra
Aldeia da Meia Praia
Ali mesmo ao pé de Lagos
Vou fazer-te uma cantiga
Da melhor que sei e faço

De Montegordo vieram
Alguns por seu próprio pé
Um chegou de bicicleta
Outro foi de marcha à ré

Quando os teus olhos tropeçam
No voo de uma gaivota
Em vez de peixe vê peças de oiro
Caindo na lota

Quem aqui vier morar
Não traga mesa nem cama
Com sete palmos de terra
Se constrói uma cabana

Tu trabalhas todo o ano
Na lota deixam-te nudo
Chupam-te até ao tutano
Levam-te o couro cabeludo

Quem dera que a gente tenha
De Agostinho a valentia
Para alimentar a sanha
De enganar a burguesia

Adeus disse a Montegordo
Nada o prende ao mal passado
Mas nada o prende ao presente
Se só ele é o enganado

Oito mil horas contadas
Laboraram a preceito
Até que veio o primeiro
Documento autenticado

Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
quem diz o contrário é tolo

E se a má língua não cessa
Eu daqui vivo não saia
Pois nada apaga a nobreza
Dos índios da Meia-Praia

Foi sempre tua figura
Tubarão de mil aparas
Deixas tudo à dependura
Quando na presa reparas

Das eleições acabadas
Do resultado previsto
Saiu o que tendes visto
Muitas obras embargadas

Mas não por vontade própria
Porque a luta continua
Pois é dele a sua história
E o povo saiu à rua

Mandadores de alta finança
Fazem tudo andar para trás
Dizem que o mundo só anda
Tendo à frente um capataz

Eram mulheres e crianças
Cada um com o seu tijolo
Isto aqui era uma orquestra
Que diz o contrário é tolo

E toca de papelada
No vaivém dos ministérios
Mas hão-de fugir aos berros
Inda a banda vai na estrada

 

 



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Sexta-feira, 07.01.11

 

 

Letra

 

Arménio era um trolha da areosa
Que tinha um par de olhinhos azuis
Que quando me fixavam no baile
Me punham indefesa e tao nervosa

Arménio tenho nas minhas gavetas
Aeorogramas cheios de erros de ortografia
Perfumados entre as minhas meias pretas
Aquelas que te punham em estado de euforia

Arménio fui tua madrinha - de - guerra
Rezei por ti longas novenas sem fim
Para voltares inteirinho e sem mazelas
Mas ficaste por la tao perdido no capim

Arménio quantos sonhos e planos
Prometeste que me levavas a lisboa
Em junho no dia dos meus anos
Bem sabes que a memória é um atributo dos gémeos

 

 



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Quinta-feira, 06.01.11

 

 

Letra
Havia na terra
Um homem que tinha
Uma gaita bem de pasmar
Se alguém a ouvia
Fosse gente ou bicho
Entrava na roda a dançar

Um dia passava
Um sujeito e ao lado
Um burro com louça
A trotar
O dono e o burro
Ouvindo a tocata
Puseram-se logo a bailar

Partiu-se a faiança
Em cacos c'o a dança
E o pobre pedia a gritar
Ao homem da gaita
Que acabasse a fita
Mas nada ficou por quebrar

O Juiz de fora
Chamado na hora
"Só tenho
Que te condenar
Mas quero uma prova
Se é crime ou se é trova
Faz lá essa gaita tocar"

O homem da louça
Sentado na sala
Levanta-se e põe-se a saltar
Enquanto a rabeca
Não se incomodava
A sua cadeira era o par

Pulava o jurista
De quico na crista
Ninguém se atrevia
A parar
E a mãe entrevada
Que estava deitada
Levanta-se
E põe-se a bailar

Vá de folia
Vá de folia
Que há sete anos
Me não mexia

 

 



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Quarta-feira, 05.01.11

 

 

 

 

Letra
CRIATURA DA NOITE

Entre Aspas

Esta noite eu quero cantar,
Dançar e voar, 
Uô, uô
E..
Quero ver luzes, muitas 
Quero ser um pássaro, 
Uô, uô, uô, uã,

Quero ver os peixes a bailar 
E as ideias a gritar
Quero voar para, até ver,
O mar pegar fogo
E tipo, incendiar, 
Até a luz, a luz me cercar
E eu voltar pró meu lugar.

Esta noite eu quero cantar 
Dançar e voar 
Uô, uô
E...
Quero ver luzes muitas 
Quero ser um pássaro 
Uô, uô, uô, uã,

Quero ver os peixes a bailar 
E as ideias a gritar
Quero voar para, até ver, 
O mar pegar fogo
E tipo, incendiar, 
Até a luz, a luz me cercar
E eu voltar pró meu lugar.

(vocalizos)

Quero ver os peixes a bailar 
e as ideias a gritar,
Quero voar para, até ver, 
o mar pegar fogo
E tipo, incendiar, 
até a luz, a luz me cercar
E eu voltar pro meu lugar.

 

 

 



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Terça-feira, 04.01.11

 

 

 

 

 

Letra

 

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas.

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio.

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação.

Não posso adiar o coração.

 

 

 



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Segunda-feira, 03.01.11

 

 

Letra
Hoje quem acordou na minha cama,
hoje quem é que eu sou?
Já é manhã mas esta noite ainda não passou.

Que força tenho quando me tenho só a mim,
de quem mais eu preciso para respirar?
A minha cara faz-me sempre lembrar alguém…
E os meus olhos são de quem?

Eu queria ser como tu.
Eu queria crer como tu.

Eu queria ser como eu
mas dos meus sonhos acorda outro alguém.
Eu queria ser como quem?

Hoje quem acordou na minha carne
e que sonhos roubou
na madrugada de um dia que já passou?

Todo o tempo é tempo de acreditar.
Mas tanto tempo já passou
sem que a fé encontrasse em mim lugar…
(Estava sempre onde eu não queria estar.)

Eu queria ser como tu.
Eu queria crer como tu.

Eu queria ser como eu
mas dos meus sonhos acorda outro alguém.
Eu queria ser como quem?

Hoje quem acordou na minha cama,
hoje quem é que eu sou?
Já estou a pé e o dia ainda nem chegou…

 

 



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Quarta-feira, 22.12.10

 

 

Letra

 

Vamos cantar as Janeiras
Por esses quintais adentro, vamos
Ó raparigas solteiras!

Vamos cantar Orvalhadas
Por esses quintais adentro, vamos
Ó raparigas casadas!

Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte!

Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra!

Quem tem a candeia acesa
Rabanadas, pão e vinho novo
Matava fome à pobreza!

Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda noite à aventura!

 

 



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Sexta-feira, 17.12.10

 

 

Letra

 

Quando veio, mostrou-me as mãos vazias 
as mãos como os meus dias 
tão leves e banais. 
e pediu-me que lhe levasse o medo, 
eu disse-lhe um segredo: 
"não partas nunca mais". 
E dançou, 
rodou no chão molhado, 
num beijo apertado 
de barco contra o cais. 
E uma asa voa 
a cada beijo teu, 
esta noite 
sou dono do céu, 
e eu não sei quem te perdeu. 
Abraçou-me 
como se abraça o tempo, 
a vida num momento 
em gestos nunca iguais. 
e parou, 
cantou contra o meu peito 
num beijo imperfeito 
roubado nos umbrais. 
E partiu, 
sem me dizer o nome, 
levando-me o perfume 
de tantas noites mais. 
E uma asa voa 
a cada beijo teu, 
esta noite 
sou dono do céu 
e eu não sei quem te perdeu.

 

 



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Quinta-feira, 16.12.10

 

 

 

Letra

 

E o vendaval passou
E a primavera voltou
Trocam-se flores e afagos
em bancos de jardim
Trocam-se juras e beijos
em paixões de folhetim.
O sol aconchega os corações
O povo canta as canções
Trauteando, mão na mão
Cada verso, cada refrão
Até os pássaros sabem de cor
As suas cantigas de amor
Um mundo tão feliz
Que até parece Paris
Trocam-se juras de amor
em delírios febris
Elas desfilam em bandos
e eles pedem bis.
Mas enquanto isso, o meu coração
Despedaçado e só
Dá o mote, dá o tom,
Acerta o ritmo, acerta o som
Escolhe os versos que vestem melhor
As suas cantigas de amor.

 

 

 

 



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Quarta-feira, 15.12.10

 

 

Letra

 

Tu estás livre e eu estou livre
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos


Tu estás só e eu mais só estou
Tu que tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta

Refrão:
Vem que o amor
Não é o tempo, nem é o tempo
Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás


Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ser um corpo de prazer
Ser o fim de mais um dia


Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
E a esperança fio encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada

 

 



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Terça-feira, 14.12.10

 

 

 

Letra

 

Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o po que comes sabe a merda
O que faz falta
O que faz falta avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta avisar a malta
O que faz falta
Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta
O que faz falta animar a malta
O que faz falta
O que faz falta acordar a malta
O que faz falta
Quando nunca a infncia teve infncia
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dana
O que faz falta
O que faz falta animar a malta
O que faz falta
O que faz falta empurrar a malta
O que faz falta
Quando um co te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina ha sempre uma cabea
O que faz falta
O que faz falta animar a malta
O que faz falta
O que faz falta empurrar a malta
O que faz falta
Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto tudo treta
O que faz falta
O que faz falta agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta libertar a malta
O que faz falta
Se o patro no vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta
O que faz falta avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta dar poder a malta
O que faz falta

 

 

 

 



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Segunda-feira, 13.12.10

 

 

Letra

Vesti a luz do teu nome
E chamei-te pela noite,
Entraste no meu sono
Como o luar entra na fonte.
Trazes estórias e proezas
Dizes que tens tanto pr'a me dar,
Deixas sombras, incertezas,
E partes sem nunca me levar.

E de repente
Um mar sozinho,
Ninguém na margem
Ninguém no caminho,
Tão frio.
E o teu beijo
Mata-me a distância,
Ninguém tão perto
Pode o que o beijo alcança,
E o meu corpo chora
Quando o teu vai embora,
Porque o teu mundo

É tão longe,
Tão longe,
Pode o céu ser tão longe.
Tão longe,
Tão longe,
Se a tua voz vive em mim.


Vesti a luz do teu nome
E chamei-te pela noite,
Entraste no meu sono
Como o luar entra na fonte.
Trazes estórias e proezas
Dizes que tens tanto pr'a me dar,
Deixas sombras, incertezas,
E partes sem nunca me levar.

E de repente
Um mar sozinho,
Ninguém na margem
Ninguém no caminho,
Tão frio.
E o teu beijo
Mata-me a distância,
Ninguém tão perto
Pode o que o beijo alcança,
E o meu corpo chora
Quando o teu vai embora,
Porque o teu mundo

É tão longe,
Tão longe,
Pode o céu ser tão longe.
Tão longe,
Tão longe,
Se a tua voz vive em mim.

Há um deserto que fica,
Sou um capitão sem barco,
E quando vens pela bruma
Acendem-se estrelas no quarto.
E dizes:
"Trago a luz das sereias,
Trago o canto da tempestade".
E como o vento na areia
Deitas-te em mim feita metade.

E de repente
Um mar sozinho,
Ninguém na margem
Ninguém no caminho,
Tão frio.
E o teu beijo
Mata-me a distância
Ninguém tão perto
Pode o que o beijo alcança,
E o meu corpo chora
Quando o teu vai embora,
Porque o teu mundo


É tão longe,
Tão longe
Pode o céu ser tão longe.
Tão longe,
Tão longe
Se a tua voz vive em mim.

 

 



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Sexta-feira, 10.12.10

 

 

Letra

 

Eu sinto os teus passos
Na escuridão
Pressinto o teu corpo
No ar, aqui
E vou como se o mundo todo fosse
Sugado p'ra dentro de ti
E não houvesse nada a fazer
Senão deixar-me ir

Pressinto os teus gestos
Quando não estás
Procuro os teus sonhos 
Perdidos
E hoje mais que qualquer outra noite
Há qualquer coisa que me fere
E que me faz querer tanto ter-te aqui

Não importa
Se às vezes tudo é breve como um sopro
Não importa se for uma gota só
De loucura
Que faça oscilar o teu mundo
E desfaça a fronteira
Entre a lua e o sol

Se um gesto cair assim
Despedaçado
Se eu não souber
Recolher a dor
Se te esperar a céu aberto 
Onde se enconde
O que tu és que eu também sou
É que hoje mais que qualquer outra noite
Há qualquer coisa que me fere
E que me faz querer tanto ter-te aqui"

 

 



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Quinta-feira, 09.12.10

 

 

Letra

 

O bando debandou
subindo do arvoredo
do vácuo que ficou
no fim do seu degredo
as asas abrem chagas
no acinzar do entardecer
e amansam a agonia
do dia a escurecer

ensombram a ribeira
e o verde da seara
e passam pela eira
em que o sol se pousara
nas gotas do orvalho
luarento e vacilante
refrescam o cansaço
e dormem um instante

Pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
p'ra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria 

no adejo da alvorada
oscila a minha mágoa
o céu à desgarrada
irrompe azul na água
e a passarada acorda
no sonhar de um camponês
e entrega-se no sul
do frio que à noite fez 

é tempo da partida
e a cor no horizonte
adensa a despedida
e o borbotar da fonte
as asas abrem chagas
na poeira o sol acalma
num agitar inquieto
que me refresca a alma 

pássaros do sul
bando de asas soltas
trazem melodias
pra cantar às moças
em noites de romaria
em noites de romaria

 

 



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Quarta-feira, 08.12.10

 

 

Letra

 

Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o po que comes sabe a merda
O que faz falta
O que faz falta avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta avisar a malta
O que faz falta
Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta
O que faz falta animar a malta
O que faz falta
O que faz falta acordar a malta
O que faz falta
Quando nunca a infncia teve infncia
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dana
O que faz falta
O que faz falta animar a malta
O que faz falta
O que faz falta empurrar a malta
O que faz falta
Quando um co te morde a canela
O que faz falta
Quando a esquina ha sempre uma cabea
O que faz falta
O que faz falta animar a malta
O que faz falta
O que faz falta empurrar a malta
O que faz falta
Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto tudo treta
O que faz falta
O que faz falta agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta libertar a malta
O que faz falta
Se o patro no vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta
O que faz falta avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta dar poder a malta
O que faz falta

 

Olavo Bilac, Nuno Guerreiro e Tozé Santos

 

 



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Terça-feira, 07.12.10

 

 

 

Letra
Da próxima vez, vou estar atento à tua fisgada
Encruzilhar-me na tua bancada
Ficar num canto e não me mexer

Mais uma vez, vou seguir todos os teus caminhos
Fugir fingindo que me vês sorrindo
P'ra te fitar quando eu puder

Quero ser, personagem de banda desenhada
Onde me assumo numa cena errada
E em que todos me vão descobrir

Quero ficar um pouco mais dentro do teu casulo
Faço de conta, que sou teu e tu és meu assumo
Onde me entrego e tu te das a conhecer

Que ninguem vá, onde vou
Nunca estás, onde estou
Que ninguém fale, de quem falou
Nunca digas quem eu sou

Da próxima vez vou querer toda a tua atenção
Vou esperar que me estendas a mão
E que me deixes cair a seguir

Mais que uma vez puseste à prova o teu sexto sentido
Depois dás o dito por não dito
Como eu gostava de te compreender ...

Quero ser, a soluçãoo do teu problema
Participando nesse mesmo esquema
Que só tu sabes entender

Queria ter, só um pouco desse teu talento
Tiro as vogais e ponho os acentos
Estou preparado pro que der e vier

Que ninguem vá, onde vou
Nunca estás, onde estou
Que ninguém fale, de quem falou
Nunca digas quem eu sou

Que ninguem vá, onde vou
Nunca estás, onde estou
Que ninguém fale, de quem falou
Nunca digas quem eu sou

Que ninguem vá, onde vou
Nunca estás, onde estou
Que ninguém fale, de quem falou
Nunca digas quem eu sou

 

 



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Segunda-feira, 06.12.10

 

 

Letra

 

Há gente que espera de olhar vazio 
na chuva, no frio, encostada ao mundo 
a quem nada espanta 
nenhum gesto 
nem raiva ou protesto 
nem que o sol se vá perdendo lá ao 
fundo 

Há restos de amor e de solidão 
na pele, no chão, na rua inquieta 
os dias são iguais já sem saudade 
nem vontade 
aprendendo a não querer mais do que o 
que resta 

E a sonhar de olhos abertos 
na paragens, nos desertos 
a esperar de olhos fechados 
sem imagens de outros lados 
a sonhar de olhos abertos 
sem viagens e regressos 
a esperar de olhos fechados 
outro dia lado a lado 

Há gente nas ruas que adormece 
que se esquece enquanto a noite vem 
é gente que aprendeu que nada urge 
nada surge 
porque os dias são viagens de ninguém 

A sonhar de olhos abertos 
nas paragens, nos desertos 
a esperar de olhos fechados 
sem imagens de outros lados 
a sonhar de olhos abertos 
sem viagens e regressos 
a esperar de olhos fechados 
outro dia lado a lado 

Aprende-se a calar a dor 
a ternura, o rubor 
o que sobra de paixão 
aprende-se a conter o gesto 
a raiva, o protesto 
e há um dia em que a alma 
nos rebenta nas mãos

 



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Sexta-feira, 03.12.10

 

 

Letra

 

Gosto de ver-te passar
Anseio por ver-te passar
Mas eu não vou,
Não vou...

Adoro ver-te gozar
Quero ver-te gozar
Mas eu não estou,
Não estou...

Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz eu paro
E recomeço com um ódio de amor
Que nao nos faça tanto mal, que não nos torne mais amargos
E nos deixe sem dúvidas, eu
Provavelmente morro com o fim da luta, mas se te faz feliz...

Hoje não vamos falar
Recuso ouvir-me falar
Mas eu não sou...
Não sou...
Forte pra te contestar
E tu queres ver-me gozar,
Mas eu não estou...
Não estou...

Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz eu paro
E recomeço com um ódio de amor
Que nao nos faça tanto mal, que não nos torne mais amargos
E nos deixe sem dúvidas, eu
Provavelmente morro com o fim da luta, mas se te faz feliz...

Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz eu paro
E recomeço com um ódio de amor
Que não nos faça tanto mal, que não nos torne mais amargos
E nos deixe sem dúvidas, eu
Provavelmente morro com o fim da luta, mas se te faz feliz...

Eu provavelmente morro com o fim da luta...

Eu provavelmente morro com o fim da luta
Mas se te faz feliz...

 

 



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Quinta-feira, 02.12.10

 

 

Letra

 

Eu nunca tentei
Eu nunca escondi
Eu nunca te amei
Eu nunca deixei
Mas nunca por ti
Nunca antevi
Nunca fiquei
A um passo de ti
Nunca me afastei
Para fora e nos vi
Para ver o quão longe
Estava de ti

 

Eu nunca dei um passo atrás
Que não fosse capaz
De um dia o emendar
Sonhar com outro futuro
Muito menos escuro
Que nos ponha a brilhar

 

Eu nunca tentei
Eu nunca escondi
Eu nunca te amei
Eu nunca deixei
Mas nunca por ti
Nunca antevi
Nunca fiquei
A um passo de ti
Nunca me afastei
Para fora e nos vi
Para ver o quão longe
Estava de ti

 

Eu nunca dei um passo atrás
Que não fosse capaz
De um dia o emendar
Sonhar com outro futuro
Muito menos escuro
Que nos ponha a brilhar

 

Dura um momento
Mas está bem
Não pertence a mais ninguém

 

Eu nunca dei um passo atrás
Que não fosse capaz
De um dia o emendar
Sonhar com outro futuro
Muito menos escuro
Que nos ponha a brilhar

 

Querer dar mais um passo
Sem temer o fracasso
E por fim me entregar
Pressinto uma calma estranha
Que em mim se entranha
E deixa me descansar

 

Eu nunca dei um passo atrás
Que não fosse capaz
De um dia o emendar
Sonhar com outro futuro
Muito menos escuro
Que nos ponha a brilhar

 

Querer dar mais um passo
Sem temer o fracasso
E por fim me entregar
Pressinto uma calma estranha
Que em mim se entranha
E deixa me descansar

 

Eu nunca dei um passo atrás
Que não fosse capaz
De um dia o emendar
Sonhar com outro futuro
Muito menos escuro
Que nos ponha a brilhar

 

 



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Quarta-feira, 01.12.10

 

 

 

 

 

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
Quando me beija a boca
A minha pele inteira fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minha alma se sentir beijada, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai

O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa, ai

Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz

 

 

 



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Terça-feira, 30.11.10

 

 

Letra

 

Se esta rua, Se esta rua
Se esta rua fosse minha
Eu mandava-a, Eu mandava-a
Eu mandava-a ladrilhar

Com pedrinha de Rubi
Só Para o meu amor passar

Lá porque és feia tem calma
Nao te faltam seduções
Mais vale ser linda de alma
Do que linda de feições

Ai o amor, o amor
O amor é como a lua
Ora cresce
Ora mingua

Que bom ser pequenino
Ter pai ter mãe ter avós
Ter esperança no destino
E ter quem goste de nós

Ai é tao bom ser pequenino

 

 



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Segunda-feira, 29.11.10

 

 

Letra

 

as notícias da manhã falavam de um furacão no méxico 
a imagem dos viajantes decepcionados esconde o fundo
do aeroporto, 
onde podes estar a chegar 
podes estar a chegar, estiveste tão longe e agora
deves estar a chegar 

deves estar a chegar, deves estar a chegar, deves
estar a chegar. 

não te vi, e tentei voltar a dormir, sabendo que a
Ásia ficava longe 
mas como não chegaste, fiquei preocupado; 
nada nas notícias, porque é que não estou a receber
uma chamada tua? 
devias estar a chegar, estiveste tão longe e agora
podes estar a chegar 

deves estar a chegar, deves estar a chegar, deves
estar a chegar.

 

 



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Sexta-feira, 26.11.10

 

 

Letra

 

Dança dos vampiros

Ha ha ha ha ha ha ha haha ha

Quando hoje a noite cair
eu vou 
à procura desse olhar que é teu

e no silêncio vou seguir 
os teus passos
que estão dentro das ervas que o vento embala

se a dor que sentes faz-te dançar
vem dançar comigo
até o dia chegar

vem dançar comigo até o dia chegar

quando hoje a noite cair
seremos livres
e beberemos o vinho da juventude

viveremos para sempre 
como vampiros que quando dançam para a lua
fazem amor

se a dor que sentes faz-te dançar
vem dançar comigo
até o dia chegar

vem dançar comigo até o dia chegar
vem dançar comigo até o dia chegar
vem dançar comigo até o dia chegar


Voz.2 vozes. guit.acústica. – Jorge Vadio
guit.clássica-Musio
Guit.acústica.dobro slide - Rui Veloso
Contrabaixo – Pedro Gonçalves
Bateria- Alex Frazao
Percussão- Luís Jardim
Trompete-To Ze

 

 



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Quinta-feira, 25.11.10

 

 



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Quarta-feira, 24.11.10

 

 

 



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