Segunda-feira, 20.12.10

Jovens, sexo é um problema?

 

Começamos esse tópico com duas perguntas cruciais:

1- Porque sexo é um problema?

2- Porque os adultos desencorajam os jovens a praticarem o sexo?

Sexo não é uma questão simples. Biologicamente o sexo tem apenas um propósito: o de  perpetuar a espécie. Mas o impacto psicológico de ser sexualmente ativO é onde as coisas começam a complicar. Por que sexo é um grande problema? Culturalmente falando, por que viramos uma necessidade biológica em um dilema social? Sexo é uma parte essencial do ciclo de vida e ainda assim a sociedade ensina adolescentes a evitá-lo por tanto tempo quanto possível. Nós ensinamos os adolescentes que o sexo é perigoso e vergonhoso, que o envolvimento sexual exige extrema cautela e que existem mais prejuízos do que lucros em fazê-lo. Será este um retrato justo de algo que é uma parte básica e importante do ser humano? Sim e não.

Fazer sexo é natural e fazê-lo pela primeira vez, é um marco importante no caminho para a vida adulta. Como, quando, onde, porquê e com quem ter relações sexuais pela primeira vez, tem várias implicações psicológicas como também forma sua atitude em relação ao sexo para o resto da vida.
Leve o sexo muito a sério e você pode crescer reprimido, leve-o na “esportiva” e seu estilo de vida adulta pode se tornar excessivamente promíscua. Esta é a razão principal pela qual os adultos fazem o sexo ser um negócio sério e tão arriscado.
Os riscos fisiológicos do sexo são óbvios (gravidez, AIDS , etc …), mas o sexo também afeta seu desenvolvimento emocional e psicológico, e tão bem, que os adultos preferem convencer os jovens de se manterem longe dele o máximo possível. Eles preferem aconselhar que o melhor é  que você espere até que esteja razoavelmente ciente de como o sexo pode mudar sua vida e a sua visão do mundo. Ser capaz de compreender como isso pode afetá-lo exige um certo grau de auto-conhecimento e maturidade que a maioria dos adolescentes ainda não têm.

Então, como você pode saber se você está pronto para ter relações sexuais? Não há indicadores sólidos de que essa ou aquela hora é a certa. Seu corpo provavelmente vai querer experimentá-lo muito antes da sua psique estar realmente pronta. Você tem que conhecer a si mesmo, conhecer o seu(sua) parceiro(a) e compreender muito as suas motivações, bem antes de estar pronto para ter relações sexuais. Se você não tem esse nível básico de compreensão você terá arrependimentos futuros. O sexo é retratado como um grande negócio, pois é um grande negócio. É arriscado, física e emocionalmente falando. A atividade sexual nunca deve ser levada como aventura ou brincadeira. É um negócio sério.Mas também deve ser observado que o sexo é divertido, gostoso e quando feito pelos motivos certos e nas circunstâncias certas, pode ser uma etapa positiva de crescimento.

Por que tratar o sexo como um grande negócio? Porque como vc faz e porque vc faz pode alterar o curso da sua vida. Ter uma gravidez indesejada ou contrair uma HPV, obviamente, vai mudar a sua vida. Contrair o HIV ou a AIDS poderia acabar com sua vida prematuramente. Ter relações sexuais muito cedo, com a pessoa errada ou pelos motivos errados e você pode acabar com uma atitude doentia em relação ao sexo que irá durar uma vida, em forma de traumas por vezes irreversíveis. Pode parecer irônico que o desenvolvimento de uma atitude saudável para o sexo comece na adolescência, antes mesmo de vc estar sexualmente ativo, mas esta é a realidade da situação.
É por isso que o sexo é retratado como tabu, não para proibi-lo de o praticar , mas para incentivá-lo a pensar muito seriamente antes!

O sexo faz parte de nossas vidas, as pessoas praticam sexo desde que o mundo é mundo, mas isso não significa que ele deva ser encarado como forma de  diversão ou como um ato irresponsável. Tenha cuidado quando escolher sua parceira sexual, seja esperto, nunca trate como uma mera recreação e esteja sempre atento aos riscos emocionais e psicológicos.

Nenhum adulto espera que vc mantenha abstinência sexual para sempre, mas eles esperam sim, que vc pratique sexo seguro e inteligente e ser sexualmente ativo pelas razões certas e quando vc se sentir realmente seguro de si. Sexo é importante sim, mas só quando vc for capaz de entender a si mesmo como pessoa, e conhecer as várias e complexas razões que o levam a praticá-lo com alguém. Antes disso, a melhor escolha é esperar.

 

Via Lascivia



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Quinta-feira, 16.12.10

Universitários acham desconfortável comprar preservativos

 

Eles acham mais fácil comprar preservativo e elas acham mais fácil recusar relações desprotegidas. Os comportamentos sexuais de risco aumentam no ensino superior mas os estudantes parecem estar conscientes. A primeira extensão a estudantes universitários do estudo colaborativoHealth Behavour in School-aged Children - uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde para adolescentes do 6.o, 8.o e 10.o ano - revela que a maioria dos jovens tem uma vida sexual activa, embora 16,7% ainda sejam virgem, e sente-se confortável na hora de comprar preservativos. Mas ainda são 12,2% os que vêem a compra como "difícil" e 16% como "desconfortável". Mais de um terço admite ter tido pelo menos uma relação associada ao álcool ou com parceiros ocasionais.

Os dados sobre a saúde sexual e reprodutiva no ensino superior, recolhidos este ano, foram apresentados ontem em Lisboa pelo projecto Aventura Social, sediado na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa e liderado pela investigadora Margarida Gaspar de Matos. 

Na amostra representativa, e dos 2730 estudantes que já iniciaram a vida sexual, 109 (4%) admitem já ter tido uma gravidez indesejada e 87 (3,2%) já ter feito um aborto. Contudo, resumem os investigadores, a maioria está sensibilizada. Mais de metade dos estudantes inquiridos, entre os 18 e os 35 anos, admitem conseguir fazer planos com antecedência para evitar relações desprotegidas, mesmo sob o efeito de álcool ou drogas. Nas diferenças de género, as mulheres são mais conscienciosas e os homens têm mais comportamentos de risco. Dois quintos admitem ter uma relação amorosa há mais de dois anos e poucos têm mais de um parceiro. 

Mais jovens em risco Se na faculdade há mais comportamentos de risco, os mais novos suscitam maior preocupação, frisou ao i Margarida Gaspar de Matos. Apenas 0,6% dos jovens inicia a vida sexual antes dos 11 anos e 3% entre os 12 e os 13 - a maioria perde a virgindade a partir dos 16. "Há poucos jovens a iniciar a vida sexual mais cedo, mas os que o fazem são os que usam menos preservativo", alerta a autora. Na análise com adolescentes do 8.o e 10.o ano, liderada também pelo projecto Aventura Social, de 716 alunos (21,8%) que dizem já ter iniciado a vida sexual, 17,5% não usou protecção na última relação. O facto de preferirem recorrer à internet e aos pares para obter esclarecimentos é, na opinião da especialista, uma chamada de atenção para a importância da educação sexual. "Com esta ideia peregrina de que a educação sexual provoca um início precoce tem-se privado os jovens de informação." A atitude positiva face à contracepção e à sexualidade entre universitários fá-la acreditar que os pais de amanhã estão melhor preparados. 

Em Abril serão publicados novos dados sobre o estilo de vida da população universitária - nomeadamente sobre o consumo de drogas que aumentou entre os mais jovens - bem como um estudo com alunos até ao 10.o ano mas de escolas privadas, inédito em Portugal. Comparações internacionais, depois da última compilação da OMS em 2008, só em 2012. 

Para já, diz Magarida Gaspar de Matos, as melhorias globais no estilo de vida na população escolar não permitem baixar os braços. O estudo nacional revelou que 80% dos adolescentes têm apenas problemas ligeiros, mas 15% precisam de um maior acompanhamento e 5% têm de ser reencaminhados para outros serviços. "Para esta percentagem residual de jovens que continua com problemas as medidas genéricas não chegam. Portugal é um bocadinho especialista nesta falta de sustentabilidade das acções. Se a educação e a saúde custam dinheiro imagine-se quanto custa a ignorância e a doença."

 

Via Ionline



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Terça-feira, 14.12.10

Falar de sexo é com colegas e não com os pais

 

Apesar de os resultados do inquérito aos adolescentes indicar que estes se sentem mais à vontade para falar sobre sexo com os colegas, a coordenadora do estudo português para a Organização Mundial de Saúde defende mais educação sexual.

 

Os alunos portugueses podem ter mentido nos inquéritos?
A amostra é representativa dos 6.º, 8.º e 10.º anos. Não há nada [nenhum indicador] que nos diga que não é assim. Os alunos podem mentir à vontade, mas são amostras de cinco mil e não posso acreditar que me andam a pregar partidas desde 1998! Além disso, era difícil que todos mentissem para o mesmo lado. Há problemas que fazem muito barulho [ex: bullying], mas que não são universais.

Os alunos iniciam a vida sexual mais tarde. Isso contraria a ideia de que ter educação sexual na escola pode levá-los a começar mais cedo?
Estou preocupada porque eles atrasam o início da vida sexual mas não têm mais informação [do que antes]. Os jovens não privilegiam os pais nem os professores para falar de sexualidade ou de infecções sexualmente transmissíveis. A vontade de falar de sexualidade é com os colegas. A maioria diz que aprende via Internet ou televisão, o que é um risco. É muito difícil para um adolescente aos 11 anos ver o professor como seu interlocutor, mas se for assim desde os cinco anos, pode ser uma maneira de crescer na conversa natural e afectiva sobre sexualidade.

Como olha para os cortes anunciados para a educação sexual nas escolas?
Os problemas na saúde e na educação não são económicos, mas de desperdício, porque não aproveitamos o que já existe. Gostava de ver a classe docente a tomar poder sobre as suas competências e a resolver isto.

 

Via Público



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Segunda-feira, 06.12.10

A inocência adiada

Acredito que a sexualidade vivida demasiado cedo distorce a realidade e torna as crianças emadultos imaturos, decididamente mais infelizes e insatisfeitos por terem crescido depressa demais. Alguém concorda?

Confesso que já penso nisto há meses, para não dizer que o faço já há alguns anos. Mas hoje, talvez como resultado da leitura de algumas notícias que trazem a público o aumento do número de casamentos homossexuais em Portugal e a tenra idade em que a população portuguesa inicia a sua vida sexual, achei que estava na hora de desabafar este sentimento de uma certa confusão social.

Não quero com isto dizer que sou contra o casamento homossexual ou as relações entre indivíduos do mesmo sexo. Creio que cada um tem direito a ser feliz na sua sexualidade. A minha questão coloca-se é com a idade em que de facto um indivíduo tem consciência da sua sexualidade. Isto é, se gosta de indivíduos do mesmo sexo ou do sexo oposto e se tem de facto consciência da experiência sexual em si.

 

Século 21: Nova era ou confusão social

Creio que a nossa sociedade, não sei se por ter estado tão privada da liberdade de ação e pensamento durante tantos anos, criou uma ideia errada do que é realmente a sexualidade, a relação íntima e a identificação com pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto.

As meninas sempre foram habituadas a dormir com meninas e a não serem condenadas por andarem de mãos dadas ou brincarem com bonecas. Já no que diz respeito aos rapazes, a estes sempre lhes foi dito que o correto para eles era jogar à bola e brincar com carrinhos.

Na minha opinião esta é uma falha social, um preconceito. Mas, sinceramente, também acho estranho o contrário e, correndo o risco de ser mal interpretada, não acho mesmo normal que cada vez mais rapazes adolescentes conheçam tão bem com a sua sexualidade, ao ponto de quererem ser parecidos com elas, a nível de modos e comportamentos, e que sejam capazes de se afirmar homossexuais, quando mal ainda chegaram à adolescência ou pouco mais que isso.

Não sei se nos dias de hoje as grandes culpadas somos nós, as mulheres e mães, ou os homens, enquanto pais, que fazem dos filhos e filhas seres andróginos e apenas preocupados com aquilo que os outros pensam ou veem, passando de uma forma fútil, as formas corretas de ser e de estar, através de imagens manipuladas e conceitos politicamente corretos.

E se de um lado os meninos cada vez mais se parecem com meninas, também estas, cada vez mais, são autênticas predadoras sexuais com 14, 15 anos, verdadeiras "lolitas" maquilhadas e produzidas, e capazes de confundir a cabeça dos mais esclarecidos.

Assusta-me esta falta de identificação e maturidade sexual. É certo que com esta idade já tinha dado o meu primeiro beijo de fugida, mas preferia bem mais saltar ao elástico e dar grandes voltas de bicicleta pelo bairro com o maior número de amigos, e falar horas intermináveis nas noites quentes de Verão.

Viamos o "Dirty Dancing", o "Blue Lagoon" e o "Top Gun", mas daí a permitir pouco mais que um toque na cintura e uns beijinhos repenicados, ía muito mais que uma longa metragem.

Tenho saudade. Gostava que os miúdos não descobrissem tão cedo a sexualidade e fizessem dela uma distorcida imagem de afeto. Gostava que brincassem mais, andassem de mãos dadas e sentissem as primeiras borboletas no estômago sem que para isso tivessem de ter relações sexuais prematuras, que vão resultar muitas vezes em más experiências, das quais a gravidez pode nem sempre ser a pior das experiências mas, sem dúvida, uma das mais comuns actualmente

 

Via A Vida de Saltos Altos



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Quinta-feira, 18.11.10

 

Sexo, para elas é no primeiro encontro

 

Todas as entrevistadas atualmente são casadas ou mantêm relacionamento estável.

 

A pesquisa identificou comportamento semelhante entre mulheres nas faixas dos 20, 30 e 40, com pequena mudança em relação as que se encontram nos 50. As principais mudanças só são identificadas quando se comparam esses grupos às entrevistadas de 60 anos.

 

Confira os principais itens da pesquisa:

 

Quase metade das entrevistadas afirmaram ter tido um relacionamento de apenas uma noite. E a experiência faz parte da vida de mulheres de todas as idades: de 20, 30 e 40 anos;

 

Mulheres na chamada terceira idade também arriscam transas no primeiro encontro: 23% das entrevistadas passaram pela experiência e mais da metade delas não se arrependeu;

 

Da experiência do sexo casual, 16% das mulheres na faixa dos 20 anos contraíram algum tipo de doença sexualmente transmissível. O percentual é de 10% das entrevistadas de 30 anos e de 8% nas de 40;

 

75% das pesquisadas no grupo dos 40 anos disse não se arrepender da experiência de sexo casual, seguido pelas entrevistadas de 60 anos, cujo índice é de 65%;

 

As mulheres mais jovens, de cerca de 20 anos, são as que mais afirmam se arrepender dos relacionamentos sexuais de apenas uma noite. Dessas, 44% afirmaram que desejaria nunca ter tido tais experiências;

 

Quase um quarto delas (23%) fizeram aborto entre os 20 e 29 anos. E apenas 9% com idade superior a 60. No entanto, fica em 17%, 22% e 20%, respectivamente, nos grupos entre 30 e 39 anos, 40 e 49 anos e 50 e 59 anos;

 

56% afirmaram que não se arrepende da decisão de praticar aborto, mas o restante disse sofrer até hoje pela atitude tomada anos atrás;

 

Muitas mulheres afirmam ter começado a sentir culpa dos relacionamentos casuais depois que conheceram seus atuais maridos ou namorados ou seus filhos atingiram a adolescência. Elas afirmam que não se sentem 'modelos' de comportamento para seus filhos.

 

Via ExpressoMT



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Terça-feira, 16.11.10

Uma em cada dez crianças que nasce nos Açores é filha de pais adolescentes, uma média que contribui para que Portugal ocupe o segundo lugar de gravidez na adolescência na Europa.

 

Para inverter este quadro, a câmara de Angra do Heroísmo, na Terceira, promoveu hoje uma acção de sensibilização sobre gravidez na adolescência, que reuniu cerca de meia centena de alunos do ensino secundário.

Na sessão, Irene Pires, enfermeira reformada do Hospital de Angra do Heroísmo, considerou "preocupante" o quadro de gravidezes precoces no arquipélago, que representam 10,2 por cento do total de crianças que nascem nos Açores, salientando que o número tende a aumentar.

"Cada vez mais [os jovens] têm experiências sexuais mais cedo e, por isso, também gravidezes indesejadas", afirmou, defendendo que "a gravidez na adolescência é um problema social que envolve os adolescentes, a família e a própria sociedade".

Para a antiga técnica de saúde, os jovens deviam requerer consultas de planeamento familiar nos centros de saúde da zona onde residem, recordando que "ainda são gratuitas", "tal como a pílula e os preservativos".

Irene Pires salientou que os jovens têm informação suficiente à sua disposição, mas "negligenciam os riscos", frisando, porém, que os pais são os "grandes responsáveis", porque "pensam que os adolescentes sabem tudo, mas não sabem".

"O sexo ainda é tabu em muitos casos e muitos pais também não têm conhecimento para falar nisso", acrescentou.

Nesta acção de sensibilização, a oradora convidada falou sobre as causas da gravidez na adolescência, os perigos, a prevenção e o papel dos pais na adolescência, alertando para a importância de um acompanhamento médico durante toda a gravidez, sobretudo na adolescência.

 

Via Público



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Domingo, 14.11.10

As raparigas e a primeira vez

 

Os rapazes têm mais relações sexuais do que as raparigas, mas elas  protegem-se menos do que eles nos primeiros atos. Uma investigação desenvolvida na Universidade do Arizona mostra que as raparigas pensam menos nos preservativos na hora da primeira relação sexual. Dentro dos vários grupos étnicos, os afro-americanos foram os que se revelaram menos cautelosos.

 

O estudo mostra também que, em relação à década de 70, os jovens iniciam a sua vida sexual mais tarde, mas alerta para a descida da idade com contraem doenças sexualmente transmissíveis.

 

Os resultados desta pesquisa foram apresentados na Reunião Anual de Saúde Pública Americana e revelaram ainda que se registou um aumento de jovens entre 15 e 19 anos que sofrem de doenças sexualmente transmissíveis.

 

A grande conclusão é que os jovens recebem educação sexual acabam por adotar um comportamento mais cauteloso do que aqueles que nunca receberam informação adequada sobre o tema.

 

Via Expresso



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Sábado, 23.10.10

O fim da inocência

 

"Deu-me uma garrafa de água para as mãos e disse que era um tipo de ecstasy com efeito mais retardado. Os efeitos só iriam ser sentidos daí a, pelo menos, hora e meia. O tempo suficiente para chegarmos ao festival e ter uma experiência única na vida." O relato de Inês, a jovem do livro O Fim da Inocência, de Francisco Salgueiro, é verídico e espelha a vida dos novos adolescentes portugueses, garante o autor.

Uma realidade de droga, álcool e sexo vivida por um grupo de amigos desde os 12 anos. O escritor diz que o livro é "um alerta para todos os pais que desconhecem a vida dos filhos". A jovem que contou a sua história a Francisco Salgueiro tem agora 19 anos e deixou Portugal para tentar começar uma vida nova.

Os psicólogos alertam para a distância que existe entre pais e filhos. "Os pais têm muitas vezes uma imagem que não é necessariamente verídica da vida dos filhos. Os adolescentes, por sua vez, fazem tudo para esconder a vida que levam com os amigos e as saídas à noite", reconhece o terapeuta familiar Hélio Borges.

No entanto, o especialista acredita que os jovens que têm estes comportamentos - como as festas onde Inês e os amigos escolhiam os desconhecidos com quem consumiam drogas e faziam sexo, descritas no livro - são ainda "uma minoria". Já a psicóloga Dora Bicho, que também trabalha com jovens, alerta para o facto de esta realidade ser cada vez mais frequente. "O número de adolescentes que bebe e consome está a aumentar, mas há jovens que conseguem organizar-se e conciliar as saídas à noite com os estudos", diz.

O desconhecimento da vida dos filhos é o que mais assusta Francisco Salgueiro. Os pais da jovem que viveu as histórias d'O Fim da Inocência não faziam ideia de como a filha vivia e quando descobriram tentaram esconder essa realidade do meio onde viviam. O escritor considera que isso acontece porque "os pais pensam que os adolescentes são como eles eram. Mas há uma realidade social totalmente diferente daquela que os pais de hoje viveram na adolescência".

Por isso, os psicólogos aconselham os pais a manterem um diálogo aberto com os filhos para evitar que estes tenham comportamentos de risco como os que Inês viveu entre os 12 e os 18 anos. "Os pais devem estar presentes, sem imposições e mostrar uma certa abertura nas conversas", indica Hélio Borges.

A consciência do mundo em que os filhos vivem também pode fazer a diferença. Dora Bicho sublinha a importância de os pais mostrarem "uma disponibilidade não condenatória para ouvir e para tentar colocar-se no lugar do adolescente sob o ponto de vista actual e não querer que eles vivam como os pais viveram no seu tempo".

Os jovens do século XXI, que Francisco Salgueiro retrata, estão também expostos aos perigos das redes sociais. Inês conheceu um homem pela Internet, que dizia ser um rapaz de 16 anos, e com quem ela decidiu perder a virgindade, mas acabou por ser violada. "Os pais devem acompanhar o que os filhos fazem nas redes sociais. Devem explicar-lhes os cuidados que devem ter", refere o autor. "Os 15 minutos de fama transformaram-se em 15 megas, que são colocados na Internet e que ficam para sempre", diz.

'O Fim da Inocência'

Francisco Salgueiro

2010

Oficina do Livro

 

Via DN



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Sábado, 25.09.10

 

os jovens e o sexo

Um estudo internacional divulgado por ocasião do Dia Mundial da Contracepção, que se celebra no domingo, revela que «quase um terço dos jovens acredita que retirar o pénis antes da ejaculação é eficaz [para evitar uma gravidez], quando na realidade é altamente falível».

 

O estudo «Contracepção: Afinal, de quem é a responsabilidade» refere que mais de 80 por cento dos jovens reconhecem a sua responsabilidade em usar um contraceptivo quando fazem sexo, mas 44 por cento dão mais importância à higiene pessoal (incluindo duche, depilação e aplicação de perfume) do que à contracepção quando se preparam para um encontro em que poderão ter relações sexuais.

O estudo multinacional, que abrangeu 25 países de quatro regiões do mundo e mais de 5000 jovens com idades entre os 15 e os 24 anos, concluiu que 45 por cento dos jovens sexualmente activos abrangidos pelo estudo já tiveram relações sem usar contraceptivos, um «aumento considerável de 25 por cento» em relação aos resultados de idêntico estudo realizado em 2009.

Apenas metade (51 por cento) dos jovens considerou estar muito bem informado sobre as opções da contracepção. A razão mais apontada para a não utilização de contracepção é «não ter um método disponível no momento».

Contudo, as situações variam de região para a região. Na Tailândia, por exemplo, mais de um terço dos jovens que admitiram ter praticado relações sexuais desprotegidas com um novo parceiro disseram que a razão principal pela qual

o que é o coito interrompido?

não usaram um contraceptivo é que «não é fixe».

 

No Reino Unido e na Noruega, onde os contraceptivos estão acessíveis a todos, um quinto dos jovens admitiu ter praticado relações sexuais desprotegidas com um novo parceiro porque «tinha bebido álcool e esqueceu-se».

Na Rússia, mais de metade dos inquiridos acredita que o «método do coito interrompido» é fiável e no Peru um quinto pensa que a prática de relações sexuais durante o período menstrual é uma forma eficaz de contracepção.

Na Turquia, mais de um terço dos jovens acredita que tomar um duche ou banho depois de praticar relações sexuais é uma forma eficaz de prevenir uma gravidez.

O estudo, apoiado por uma coligação de 10 organizações internacionais ligadas à saúde sexual, surge numa altura em que o número de gravidezes não planeadas constitui uma grande preocupação global, particularmente entre jovens.

Cerca de um terço dos 205 milhões de gravidezes que se verificam anualmente são não planeadas, sendo as taxas mais elevadas observadas entre jovens dos 15 aos 24 anos.

 

Via TVI 24



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Quarta-feira, 08.09.10

Os jovens ignoram o sexo seguro

 

Portugal tem das taxas mais altas de infecção pelo VIH/Sida, uma taxa que é promovida pela ignorância patente no entendimento da infecção, e veículos de transmissão.

Recentemente na Bélgica, a Universidade de Ghent, apresentou as conclusões de um estudo levado acabo durante nove anos, observando quinhentos indivíduos.

 

Os pacientes que fizeram parte do estudo são do sexo masculino, homossexuais, e na sua grande maioria brancos, mas mais relevante ainda eram todos jovens.

Os pacientes tendem também a ser portadores de outras infecções sexualmente transmissíveis como a sífilis sugerindo assim, um comportamento de risco sem o uso do preservativo.

Nota de destaque sobre este estudo, o Reino Unido aponta-o como verdadeiro.

Nick Partridge, diretor-executivo do Terrence Higgins Trust (ONG do Reino Unido), aponta a sociedade gay como a mais propensa ao risco de infecção pelo VIH/Sida.

Por isso Partridge, pede maiores campanhas dirigidas aos jovens, e em específico aos jovens gays, dado que segundo ele, mais de um quarto das pessoas infectadas não estão diagnosticadas.

 

Via Portugal Gay



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Terça-feira, 10.08.10

Jovens portugueses escolhem a China para o seu futuro

 

Rendidos ao bacalhau, ao azeite e ao raiar do Sol português, milhares de chineses foram-se instalando no país a partir da década de 80. Hoje são cerca de 20 mil. Acreditavam em Portugal como terra de oportunidades e traziam na bagagem "negócios da China". Mas agora o número estagnou. A crise fez cair a imigração chinesa em Portugal. "Há cada vez menos chineses a procurar Portugal para viver", comentava o presidente da comunidade chinesa, Y Ping Chow, há cerca de três meses. Mas mais do que estagnar, assiste-se hoje a uma mudança de paradigma. A terra de oportunidades agora é do outro lado da Grande Muralha.

Nas margens do rio amarelo, a realidade é outra. Alguns especialistas dizem que a crise mundial até foi uma bênção para a China, que conseguiu, em 2008, reduzir a taxa de crescimento de 11,7% para 10,6%, valor mais aconselhado pelos economistas. Em 2010, com 86% dos licenciados no mercado de trabalho, a China destronou o Japão e assume-se como a segunda grande potência mundial. O país de arroz, carvão, cereais, algodão, chumbo, zinco, ferro e magnésio foi o que mais cresceu nos últimos 25 anos, e cativa cada vez mais os jovens portugueses. 

"Duas semanas depois de aqui chegar, apercebi-me logo que ia cá ficar por muito tempo", contou ao i, por telefone, a jovem Rita Marta, que vive em Xangai há quatro. Joaquim Moreira de Lemos, cônsul de Portugal em Xangai, explica que "é crescente o número de jovens que descobrem a cidade e manifestam interesse em ficar". Em 2006, o consulado recebeu as primeiras 20 inscrições e, no final do ano, havia quase uma centena. "O número tem vindo a crescer a um ritmo de 30 pessoas por ano", acrescenta. 

Rita e o namorado, João, são apenas dois dos cerca de 250 portugueses que vivem na cidade mais populosa da China. O ritmo de crescimento é semelhante ao da capital, Pequim, onde em 2009 havia quase 300 portugueses inscritos no consulado. São números que não dão toda a ideia da dimensão da comunidade portuguesa na China, já que o i apenas teve acesso às estatísticas dos "portugueses inscritos na secção consular" de Xangai e Pequim. 

João e Rita conheceram-se em Xangai, trabalham no sector de vinhos, vivem juntos, mas têm projectos diferentes. Antes de 2006, data em que chegou à China, João já passara por Espanha, França, Brasil e Moçambique. Cansado de saltar de um lado para o outro, o algarvio tinha decidido que "fosse para onde fosse, queria estabilizar por um tempo". China foi a resposta certa: "É o novo centro do mundo, um país em explosão, onde as oportunidades acontecem diariamente", descreve. Aos 25 anos, começou por estagiar na Câmara do Comércio da União Europeia em Xangai, mas a grande experiência foi na "maior importadora de vinhos da China, a ASC". Depois de dois anos achou que o seu projecto "tinha potencial" e decidiu, em conjunto com um colega italiano, criar uma empresa de comércio de vinhos. "Importamos vinhos italianos para a China. Mas tenho outros projectos que envolvem também vinhos portugueses." João está também a sondar as oportunidades noutros mercados emergentes, como o Brasil. Mas tem uma certeza: "Não vou sair da China nos próximos dois anos." Apesar do entendimento perfeito do casal, rendido aos encantos da metrópole, Rita não ambiciona criar o próprio negócio nem alinhar no do namorado. 

A jovem de Lamego começou por trabalhar numa empresa que importava vinhos portugueses, através do programa INOV Contacto. No final do estágio, que naquela altura era de nove meses, recebeu um convite para continuar. Enquanto reflectia sobre a proposta, Rita viajou um mês e meio para o deserto asiático e passou um mês em Portugal. "Depois voltei. Sabia que ia voltar. Xangai é mais dinâmica que Nova Iorque, tem eventos diferentes todos os dias e o comércio de vinhos está em grande crescimento aqui." Aceitou a proposta, mas seis meses depois decidiu mudar de emprego para "poder progredir no sector". Ao ler uma entrevista com director-geral da gigante espanhola Torres, a jovem portuguesa resolveu de imediato contactá-lo. O resto foi simples: "Enviei-lhe um email, disse aquilo que achava da empresa, as minhas ideias e uma hora depois obtive resposta. Encontramo-nos no dia seguinte e fui contratada para gerente da marca de vinhos portugueses." Rita assumiu também um dos novos projectos da empresa: a Vinoteca Torres em Xangai. Hoje é responsável pela "gestão das contas de prestígio". Trabalho a que dedica seis dias por semana, "nunca menos do que oito, nove horas diárias". Sobre o vinho espanhol tem a melhor opinião. E, apesar de não se considerar uma especialista em vinhos, a jovem de Lamego acredita que o dinamismo e a ambição dos chineses levará o vinho fabricado no país ao topo do mundo nos próximos cinco anos.

Jovens empreendedores Os portugueses que chegam a Xangai têm, na sua maioria, menos de 40 anos, "trabalham em quadros de empresas multinacionais ou por conta própria", informa Joaquim Lemos. Trabalhar por conta própria é também uma das novas aventuras dos jovens na China. Desde o final de Junho, 88 mil licenciados criaram as suas próprias empresas, segundo o ministro conselheiro, Shaogang Zhang. João Gago em Xangai e Nuno Baptista em Pequim aderiram à tendência. 

Portugal - Espanha - Tailândia e Pequim. Este foi o percurso seguido por Nuno Baptista desde que aos 18 anos deixou Lisboa. E, com apenas 23 anos, fundou o "The Ultimate Favour Club". A empresa, na área da educação, oferece cursos de Inglês para chineses e conta com cerca de 40 colaboradores - americanos, ingleses e chineses - e 200 alunos. "Pequim é o melhor sítio do mundo para trabalhar", confessa. Nuno concluiu a licenciatura em Comunicação e Imagem e tem como objectivo expandir o ensino de inglês e, futuramente, de português e espanhol, a todos os distritos de Pequim. Com apenas 23 anos, nunca sentiu que a idade representava uma "barreira nos negócios". Contudo, sempre que lhe perguntam idade, mente e responde 27 ou 30. "Digo isso para me proteger e passar uma imagem de maior profissionalismo e experiência. Aqui joga-se muito com a aparência." Apesar de considerar Pequim "uma cidade moderna mas com demasiadas tradições", o regresso a Portugal não faz parte dos planos. "Portugal só para férias. Gosto muito do Alentejo e da região do Algarve, mas para trabalhar não creio."

Quem parece partilhar da mesma ideia é Isabel Castro. Tem 31 anos e mudou-se para Macau em 2001. Desde o início de Julho que dirige o jornal "Ponto Final". O i não conseguiu obter junto do consulado em Macau o número exacto de emigrantes portugueses lá sedeados. "São perto de 100 mil, mas alguns são chineses que ainda antes da transferência da administração obtiveram a nacionalidade portuguesa, bem como macaenses." Porém, Isabel conta ao i que, quando chegou, apenas dois anos depois da transferência do território de Portugal para a China, "ninguém queria ir para Macau, com receio da administração chinesa". Mas a vaga de emigração lusa voltou entre 2002 e 2003. Especialmente encabeçada por jovens das áreas de advocacia, jornalismo, arquitectura e engenharia. "Na minha redacção somos cinco portugueses e posso afirmar com toda a certeza que, dez anos depois de Portugal ter deixado Macau, o território continua a ser um destino de vida dos portugueses."

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 19.07.10

As 10 primeiras coisas em que eles reparam

 

Claro que nem todos os homens são iguais e nem todos são atraídos pelo mesmo tipo de mulher, mas em geral podemos dizer que a primeira coisa para onde eles olham é:

- Seios - Se achavam que eles olhavam primeiro para os vossos lindos olhos para vos prescrutar o íntimo e avaliar a subconsciente e procurar indícios de alma gémea, estão a apontar demasiado lá para cima. Eles até podem passar pelos olhos, mas escorregam à velocidade da luz e só páram (quando páram) no decote. Em havendo decote, não precisa de ler o resto do artigo. Em não havendo decote, ou em não havendo decote suficientemente vertiginoso para lhes reter a atenção durante mais de dois segundos, então talvez subam (com um pequeno suspiro) em direcção aos olhos. Mas atenção: seios grandes só funcionam se a cintura for fina, se toda ela for grande, nada feito.

2 - Pernas - Há quem diga que deviam ter o primeiro lugar. Se calhar deviam. Se calhar têm. Palavras para quê.

3 - Roupa feminina - Tudo depende do que eles acham que é feminino. Basicamente, em termos de moda eles encalharam todos nos anos 80. Adoram uma mulher vestida de vermelho-fogo, com saia justa, maquilhagem à matadora, e saltos altos. E cabelo comprido, evidentemente. E loiro, evidentemente. Botas bicudas, nós amamos porque nos dão umas pernas mais compridas, mas eles odeiam, acham que vamos dar-lhes pontapés das canelas.

4 - Cabelo - Para já, odeiam cabelo curto. Desperta os fantasmas homossexuais que há neles. Gostam mais de alguma coisa onde se possam agarrar. Nós achamos que estamos despenteadas, eles acham que estamos agradavelmente selváticas. Então se se for loura, passa automaticamente para característica reparável nº1. Se não for loura, passa para nº 10 porque eles só notam que não é loura, a não ser que esteja de férias na Dinamarca. Se for loura, não interessa que seja falsa ou verdadeira, porque eles não dão por isso (não lhes interessa nada como é que o conseguimos, isso é lá connosco, só lhes interessa o facto de se ser loura). Também são incapazes de perceber se estamos ou não maquilhadas, só reparam se estamos mais giras ou menos giras. Não se sabe muito bem de onde vem este fascínio pelas louras, parece que são mais luminosas e eles sofrem todos de imensas dioptrias e dá-lhes menos trabalho assim de repente descobrir onde é que está uma loura.

5 - Altura - As baixinhas podem ser engraçadinhas mas têm logo menos poder de sedução, para já porque dão menos nas vistas, têm menos território por onde espalhar as suas qualidades, e além disso os homens são preguiçososo e não lhes apetece mexer o pescoço para olhar muito para baixo.

6 - Boca - Os homens são bastante mais pré-históricos do que nós (embora eles gostem de pensar que não) e uma boca polpuda é sinal de que se é uma boa reprodutora. Claro que isso é a última coisa que lhes passa pela cabeça (pelo menos conscientemente, e pelo menos à maioria deles que não querem ser patriarcas, ou pelo menos não neste momento). O que eles verdadeiramente apreciam é uma boca que lhes apeteça beijar. Convém que não esteja coberta de baton com um ar demasiado peganhento, que lhes desperta fantasmas de plantas carnívoras. Também convém que seja sorridente. Os homens adoram mulheres ‘divertidas', quer dizer, que não compliquem nem façam ondas quando ele quiser ficar a ver o Benfica num sábado à tarde em vez de vir passear ao Guincho.

7 - Cintura fina - Mas se for tudo fino tipo tábua de lavar, vai passar por eles como um holograma, nem vão reparar que entrou alguém na sala. Mesmo que simpatize consigo, vai tratá-la sempre como o seu irmão mais novo, dizer que é uma tipa porreira, dar-lhe palmadões nas costas, convidá-la para jogar hóquei com ele ao sábado de manhã, enganar-se no seu nome até ao fim da temporada, e gritar "remata, Zé Manel, remata!" sem quaisquer segundas intenções.

8 - Rabo - Tal como nos seios, um rabo grande só conta como qualidade se vier acoplado a uma cintura fina, coisa que para nossa desgraça raramente acontece. Se tudo for grande, vão achar que é um clone da mãezinha deles, ou da ‘mulher' do Botero que está no Parque Eduardo VII. Outra desgraça é que nós passamos o tempo a tentar diminuir a parte de trás de maneira a que caiba nas calças de ganga, e eles adoram que se tenha qualquer coisa para mostrar.

9 - Olhos - Pronto, já cá estamos. Aliás, em vez de ‘olhos' devia constar ‘pestanas'. Mas eles não olham para nós e mergulham lá dentro, como nós fazemos, não, permanecem a dar braçadas à superfície. Como são bastante básicos, não conseguem distinguir pelos seus olhos se você é uma boa alma ou uma desgraçada vingativa que lhe vai fugir com o multibanco e com o MP3 quando ele for ao bar buscar-lhe um cafezinho. Só conseguem ver se são azuis ou castanhos, grandes ou pequenos, mas basicamente nem é que reparem muito nisso, só notam vagamente se são ‘giros'. O resto das características dos olhos eles nem sabem as palavras para os descrever, o que também não interessa nada.

10 - Voz - De cama. O que se entende por voz de cama: baixa e rouca. Quem tem voz de cama geralmente fuma três maços de cigarros por dia e tem uma pele de pergaminho, mas eles não ligam muito à pele de pergaminho, desde que não se pareça que se tem 100 anos. Também não ligam muito ao facto de irmos morrer de ataque de coração antes dos 40. Do que eles gostam é de uma boa voz de cama. O que eles odeiam: uma voz estridente e alguém a rir muito alto e a contar anedotas que eles não percebem.

3 coisas a que nós ligamos...

... mas eles não.

1 - O nosso trabalho - Até podemos trabalhar num talho, se formos talhantes altas e louras, vão achar lindo, mesmo que sejam condes. Só começam a preocupar-se um bocado depois de terem ido para a cama connosco 5 vezes.

2 - Alguns quilos a mais - Claro que, se formos baleias, eles vão achar exactamente isso, que somos baleias, e aí nada feito. Mas o conceito de baleia para eles é bastante mais realista: é preciso mesmo que se seja uma baleia. Se formos apenas um bocadinho rechonchudas, vão achar lindo. Aliás, nem vão achar nada, nem dão por isso.

3 - Perfume - Nós achamos absolutamente imprescindível, passamos horas na perfumaria a tentar escolher o mais sexy, sentimo-nos nuas quando saímos de casa sem ele. Os homens só notam se tivermos despejado o frasco em cima. E estivermos nuas.

 

Via Activa



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Sábado, 17.07.10

Como apimentar a relação sexual

A relação está morna? O sexo está cada vez mais raro? Você prefere ver um filme a transar com seu marido? Não se preocupe. Com um pouco de boa vontade e criatividade é possível reverter essa situação. O site Health.com dá algumas dicas certeiras para esquentar sua vida sexual:

1- Organizem uma viagem de aventura, façam um curso de culinária ou uma aula de dança. De acordo com um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology, casais que participam juntos de atividades diferentes, emocionantes e divertidas mostram-se mais satisfeitos em suas relações.

2- Coma alimentos considerados afrodisíacos, como amendoim, abacate e pimenta. Além de dar um up no sexo, ainda melhora a fertilidade.

3- Não minta sobre seus gastos. Muitos casamentos entram em crise por problemas financeiros, mas, para nossa sorte, especialistas garantem que não é saudável que os dois tenham a mesma visão sobre dinheiro. Por isso, não precisa mais dizer que aquela bolsa nova foi presente da mãe.

4- Lingeries vermelhas sempre fizeram parte do imaginário masculino. Por isso, use e abuse da cor na hora de escolher a sua e prepare uma surpresa para ele.

5- O maridão está viajando? Que tal sexo por telefone? Ligue para ele e diga o que está vestindo, fale sobre a última vez que transaram ou sobre o que gostaria de estar fazendo caso ele estivesse ao seu lado. E peça para que ele faça o mesmo. É diversão na certa.

 

Via 180 Graus



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Segunda-feira, 12.07.10

Sexo, afinal o que é normal?

 

Perder a virgindade antes dos 18 anos

 

O mesmo estudo concluiu que, por cá, a idade média de perder a virgindade ronda os 16 anos e nove meses, quatro meses mais cedo que a média internacional e exactamente a mesma idade dos norte-americanos e búlgaros. Preocupante é o facto dos jovens portugueses afirmarem só terem tido alguma educação sexual a partir dos 14 anos e de um terço dos participantes no estudo confessar já ter praticado sexo desprotegido.

 

Usar brinquedos sexuais

 

Não pretendem substituir o sexo com o parceiro nem a ligação emocional entre os amantes. Bem pelo contrário. Servem para tornar o sexo divertido, diferente, ousado e para "intensificar o prazer", como diz Lou Paget no livro ‘Prazer Total'. A indústria cresceu 1000% nos EUA desde o início da década de 90, porque há uma pressão cada vez maior para a manutenção das relações duradouras, e esta faz-se com o recurso à imaginação. Claro que pode ser estranho inclui-los repentinamente na relação. Um primeiro contacto pode fazer-se com uma visita às sex shops e consulta dos catálogos disponíveis em alguns sites da Internet. Convém saber, primeiro, para que servem e como se usam. Vibradores, dildos, anéis para o pénis (para intensificar a erecção), lubrificantes para facilitar a penetração, acessórios que estimulam o clítoris durante a penetração vaginal, são só algumas sugestões. Tenha o cuidado de os manter limpos, não os emprestar e de usar lubrificantes à base de água para os que são feitos de látex.

 

Masturbar-se, mesmo com vida sexual activa

 

"A maior parte das mulheres só consegue chegar ao clímax, com regularidade, por meio da estimulação do clítoris (quer manual quer oralmente)", escreve Lou. Também por isso, muitas só chegam ao clímax quando estão sozinhas. "Há uma percentagem, 70%, que confessa masturbar-se", refere ainda a autora. Não há nisso nada de anormal ou pecaminoso nisso. Até porque, se não conhecermos a mecânica do nosso prazer, como ensinamos ao companheiro o que nos faz sentir melhor? A masturbação não tem de ser um acto solitário, pode fazer-se a dois.

 

Não ter um longo currículo de parceiros

 

O estudo da Durex situa os portugueses a meio da tabela no que respeita ao número de parceiros sexuais ao longo da vida: a média é de 7. Já os australianos e os turcos gabam-se do dobro.

 

Apesar de todos os amantes nos ensinarem qualquer coisa (nem que seja pela negativa...), a quantidade não faz o currículo de um bom amante.

 

"Como é diferente o amor em Portugal!..."

 

O estudo da Durex revelou alguns dos hábitos sexuais dos portugueses... e dos seus pecadilhos.

 

- 24% admite já ter sido infiel (mais 2% que a média internacional)

- Quase 50% diz que não precisa de acessórios sexuais mas 10% admitem usar vibradores

- O sexo anal é a experiência sexual preferida (44%), logo seguida do one night stand (sexo de apenas uma noite).

- Só 20% recorrem à pornografia - a média internacional é de 41%.

- Fora do quarto, os locais preferidos (por ordem decrescente) são o carro, casas de banho, praia e... o quarto dos pais (credo!).

 

Via Activa



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Terça-feira, 23.03.10

Os médicos deixam o aviso: os mais novos têm mais comportamentos de risco e estão mais expostos às doenças sexualmente transmissíveis.

"Uma relação sexual implica cuidados preventivos e segurança na partilha dos afectos. Coisa que nesta faixa etária, até aos 15 anos, é difícil, pois existe grande imaturidade emocional", realça o psicólogo clínico Tiago Lopes Lino.

"O início da actividade sexual precoce traz maiores riscos para a saúde", concorda Patrícia Gouveia, do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), que desenvolveu um estudo sobre "O comportamento sexual e a virgindade na adolescência em Portugal".

Uma das conclusões a que chegou é que os rapazes correm riscos porque têm mais sexo ocasional e as raparigas porque iniciam a sua vida sexual com rapazes mais velhos.

No entanto, os especialistas admitem que os comportamentos de risco ainda estão muito relacionados com a falta de informação. "O maior perigo está no facto de os adolescentes acreditarem que a virgindade só se perde pela penetração. Por isso, continuam a manter comportamentos sexuais que continuam a colocá-los em risco, seja pelo sexo anal, sexo oral ou práticas masturbatórias", explica Patrícia Gouveia.

"A primeira experiência sexual não ocorre somente na primeira relação sexual, mas sim nas primeiras manifestações da sexualidade (desejo sexual, masturbação e orgasmo) que muitos adolescentes iniciam aquando da puberdade, sozinhos ou em grupo", completa Tiago Lopes Lino.

"Chamamos-lhes 'tecnicamente virgens', porque praticam actividades sexuais que não o coito, pensando que não estão a fazer sexo", classifica ainda Patrícia Gouveia, que espera que esta investigação possa servir para a criação de programas que alertem pais, professores e os próprios jovens para esta realidade. "Eles preocupam-se com a gravidez indesejada, mas não se lembram das doenças sexualmente transmissíveis".

Tiago Lino lembra ainda que a perda precoce da virgindade pode gerar confusões em termos de orientação sexual. "Em termos de psicologia do desenvolvimento, uma das características desta fase é a homossociabilidade (rapazes acompanham rapazes e raparigas acompanham raparigas). Só por volta dos 15 anos é que os grupos se tornam heterogéneos (rapazes e raparigas acompanham-se mutuamente)", defende.

 

Via DN



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Sábado, 14.11.09

Sexo responsável

 

Os pássaros fazem-no, as abelhas fazem-no e agora em Espanha ensina-se a fazê-lo. A província da Extremadura lançou a campanha "Mãos à obra", que incentiva os jovens a conhecerem o sexo responsável através da masturbação. 


Sob o mote "O prazer está nas tuas mãos", o projecto - que partiu de uma parceria entre o Conselho da Juventude e o Instituto da Mulher - implicou um investimento de 14 mil euros e promete workshops sobre amor-próprio e confiança, sessões de esclarecimento com a discussão de temas como a anatomia e a fisiologia sexuais feminina e masculina, promovendo a prática da "exploração solitária" através das carícias. Por abordar uma questão sensível e moralmente complexa, a campanha foi imediatamente bombardeada de críticas pela Associação Católica-Romana de Espanha. A Igreja não reconhece completamente o sexo pelo prazer carnal e defende a procriação como propósito único do acto sexual. E mais nada, que tudo o resto é pecado. Mas mudam-se os tempos... e a ideia é precisamente "ensinar o sexo de maneira descomprometida e saudável", justifica a ministra da Saúde espanhola, Aída de Rivera, assumida defensora da campanha. Os jovens agradecem a proposta, mas não a levam a sério. A grande maioria não reconhece dúvidas e diz conhecer bem "o fio à meada". Belén Adrián, espanhola de 17 anos, estudante, é diferente. Em conversa com i admitiu "saber pouco sobre o orgasmo feminino" e diz que vai "experimentar" os ensinamentos da campanha. "Até porque estou a pensar iniciar-me sexualmente e quero estar preparada", admite.

 

Via ionline



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Segunda-feira, 13.07.09

 Como se mexe a lingua num linguado?

 

O telemóvel começa a vibrar. São adolescentes anónimos a enviar perguntas sobre sexo por sms. 


"Se tomar um duche antes de fazer sexo, há menos probabilidades de engravidar?"; "Um pénis normal tem rugas?"; "O meu namorado não gosta que eu faça barulho durante o sexo, mas eu não consigo evitar, o que posso fazer?"

Cada pergunta receberá uma resposta cautelosa, sem juízos de valor, devolvida por texto directamente para os telemóveis. Quem responde é um adulto sem nome nem cara, da Campanha de Prevenção da Gravidez Juvenil, da Carolina do Norte.

Namoradeiros "Porque é que os rapazes pensam que é fixe dormir com uma rapariga e ir contar aos amigos?"

James Martin é o membro da equipa que está de serviço às mensagens de texto esta semana. Tem 31 anos, é casado e pai de um bebé de poucos meses. Envia as respostas à pergunta anterior. "Na maioria dos casos, porque acreditam que fazer sexo faz deles tipos fixes", digita, acrescentando, "a maioria dos rapazes ultrapassa essa fase".

A educação sexual nas salas de aula, dizem os especialistas americanos, é ineficaz ou simplesmente insuficiente.

Nos últimos 15 anos, responsáveis das escolas e políticos têm debatido agressivamente a questão dos programas de educação sexual. Entretanto, perante a deterioração dos comportamentos sexuais de risco dos adolescentes, têm-se procurado formas de alargar a educação e informação para além da sala de aulas americanas.

Algumas universidades e hospitais criaram páginas na internet para responder às perguntas dos adolescentes. Recentemente, os investigadores começaram a explorar formas de se chegar aos jovens através de redes sociais.

E agora, explicam-nos os especialistas em educação sexual, o último projecto é este novo serviço onde se podem difundir por telemóvel informações de natureza íntima e prática aos adolescentes.

"A tecnologia diminui a vergonha e o embaraço", diz Deb Levine, director de uma organização sem fins lucrativos que lançou vários programas de saúde assentes em tecnologia. "É indicado para jovens. Sob o ponto de vista cultural não é com prelecções de adultos que ficam a saber alguma coisa sobre o assunto."

"Gosto de raparigas" O que mais preocupa Bill Brooks, presidente do Conselho de Política Familiar da Carolina do Norte, é a falta de supervisão. "Se eu não conseguisse controlar o acesso a estas informações, desactivava o serviço de mensagens de texto", explica. "No caso da Internet, os pais são aconselhados a criarem bloqueios nos computadores e a colocarem os aparelhos num lugar central da casa. Mas os miúdos têm acesso a esse tipo de coisas através dos seus próprios telemóveis - e isso não se pode controlar."

Os membros das equipas estabeleceram directrizes. Não dar conselhos médicos - incentivar os inquiridores a falarem com um médico. Não promover o aborto. Se necessário, reencaminhar as pessoas para clínicas locais, para sites ou para números de emergência. Dar conselhos bem pensados e afectivos. Ler as respostas duas vezes antes de as enviar. Nunca usarem o sarcasmo. 

O Centro permitiu que um repórter do "New York Times" lesse alguns registos dos contactos telefónicos, depois de terem sido retiradas as indicações de números de telemóvel e de localidade. As perguntas abrangiam todo o espectro da adolescência, desde o tonto ao terrível. Aliando a capacidade que os adolescentes têm de falar sem rodeios à concisão das mensagens de texto, as perguntas eram por vezes brutalmente directas: "É dela que gosto ou do sexo?" Ou: "O que acontece quando se engole um bocado de preservativo?" 

Algumas questões poderiam ter sido enviadas a revistas para adolescentes de há 50 anos: "Porque é que as raparigas não gostam de rapazes baixos?" "Cmo se mexe a língua qdo se dá 1 linguado?" Mas muitas perguntas vão além do manual de treino básico: "Gosto de rapazes, mas também gosto de raparigas. O que devo fazer?" ("Algumas pessoas gostam de quem gostam. Só a própria pessoa pode ter a certeza e saber o que está certo para ela", foi a resposta do serviço.)

A primeira vez O que ressalta vivamente dos registos dos contactos telefónicos é o desejo dos adolescentes de se libertarem de um peso. Uma noite, quando Martin se preparava para se ir deitar, o telemóvel vibrou. Ele leu a mensagem e sentou-se de repente. "Violaram-me na infância e só fiz sexo há pouco tempo, será que tecnicamente a minha primeira vez foi a violação, ou foi há pouco, quando fiz sexo?"James Martin escreveu três rascunhos. Uma hora depois, respondeu por texto: "A primeira vez é o que cada um faz dela. Acho que a primeira vez pode ser muitas coisas (boa, má, embaraçosa, maravilhosa), mas deve ser sempre consensual. A primeira vez de uma pessoa é a primeira vez que opta por fazer sexo e não quando uma pessoa horrível a forçou."

 

Via ionline



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Sexta-feira, 29.05.09

Abusadas na net

 

Sente uma vergonha sem fim... Todos olham agora para si horrorizados, tristes, desiludidos. E nem sequer sabe explicar como tudo começou. Conheceram-se num chat e pouco depois a conversação rodava à volta de um único assunto: sexo. Ele assegurou-lhe que não havia nada de mal e ela era já tão matura, tão crescida, tão linda... e dona do seu corpo. Então, porque não mostrá-lo?, perguntava o seu novo amigo da Internet.

Porque não explorá-lo em frente à webcam?, sugeria, argumentando que tal o faria o homem mais feliz do mundo. Bastava ela querer.
'Maria' foi cedendo aos poucos, invadida pela curiosidade própria da adolescência. E de assustada com as propostas ousadas de 'António' passou a sentir-se até... lisonjeada. Aquele homem mais velho é nela, uma miúda de 14 anos, que está interessado. Depois, ninguém vai descobrir. Que mal poderá acontecer? Fechada no seu quarto, está em segurança. Será um segredo que ficará entre os dois. Um segredo de adultos.

Durante cerca de dois meses, 'Maria' tem em frente à câmara todos os comportamentos masturbatórios que o amigo mais velho lhe pede. Sente-se desajeitada, há tantas coisas que nunca imaginou sequer, mas 'António' garante-lhe que ela é maravilhosa... Finalmente, resolve também ele aparecer na webcam, para lhe provar como é grande o prazer que sente, mas quase não revela o rosto, insiste em focar a zona genital, e 'Maria' volta a sentir-se incomodada e receosa. Ele convence-a a marcarem um encontro. Ela, uma vez mais, acede. Mas uma pista deixada involuntariamente no computador alerta um familiar. E o encontro falha, antes de ser consumado o abuso físico. Para trás, ficam, no entanto, semanas de abuso psicológico.

'Maria' existe (o seu verdadeiro nome não interessa): ela foi uma das crianças vítimas de abuso online cujo caso chegou à Justiça no ano passado, e que aqui relatamos com base nos seus principais factos e no modus operandi dos predadores, como 'António', um homem na casa dos 40 anos. Este foi um dos cerca de vinte casos que em 2008 foram alvo de investigação criminal e que os especialistas na área temem não serem mais do que a "ponta do iceberg". Estimativas recentes da Polícia Judiciária (PJ) apontam para a existência de cerca de 30 mil crianças entre os 10 e os 15 anos aliciadas sexualmente na Internet, o que corresponderia a 5% das que têm acesso à net - um número que ainda poderá pecar por defeito.

O estudo "As Crianças e a Internet", coordenado por Ana Nunes de Almeida, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, revelou, no início do ano, que 16% de crianças daquela faixa etária admitem comunicar com estranhos e quase 6% já marcaram encontros com pessoas que conheceram online.

Na vitimologia sexual através de tecnologias como a Internet e o telemóvel mantém-se o enquadramento tradicional: são crimes altamente estigmatizantes, em que as vítimas podem viver complexos processos psicológicos marcados pela vergonha e a culpabilização, e optar por não os denunciar. E quando o fazem, falam o estritamente necessário sobre o tema. "Querem esquecer e pôr o assunto para trás das costas", sublinha Tito de Morais, um especialista de segurança na Internet que criou o sítio miudossegurosnanet .

Nem sempre é fácil ou possível. Seis anos após ter sido vítima de um predador sexual na Internet, 'Ana' ainda sofre com aquilo por que passou tinha apenas 14 anos. O relato do drama e o pedido de ajuda foi feito por e-mail a Tito de Morais, contactado recentemente pela jovem na sequência da publicação de um artigo na imprensa que a fez ponderar a apresentação de queixa às autoridades. Ao contrário de 'Maria', 'Ana' não fez qualquer denúncia apesar de estar na posse de dados que, aparentemente, levariam à identificação do indivíduo.

Tal como não respondeu à solicitação do Expresso para relatar a sua história, sendo Tito de Morais quem fez uma descrição genérica de um abuso tirado quase a papel químico de tantos outros. 'Ana' conheceu o seu futuro perseguidor no Hi5 , a rede social por excelência dos jovens, estabeleceu-se uma relação de confiança do amigo mais velho que ouve e compreende, mas tem também um discurso cativante e sedutor, e que, a dada altura, fica na posse de fotografias suas - no caso, não é dito qual o tipo de imagens, mas estas variam sempre entre a simples nudez e as poses com algum carácter sexual explícito.

Quando a jovem se recusa 'a continuar' - não especifica se para situações mais ousadas mas ainda online, se para um encontro pessoal... - as suas fotografias e dados pessoais começaram a aparecer na Internet. Por todo o lado. 'Ana' entrou em depressão durante um ano e só conseguiu contar à mãe era já maior de idade.

Veja o resto da noticia aqui:http://aeiou.expresso.pt/abusadas-na-net=f517132

 

Via Expresso



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Terça-feira, 31.03.09



 

Ouvi a noticia na rádio mas não me tinha apercebido por onde ia a coisa,  hoje finalmente percebi, Jovem que está internado no hospital depois de ser electrocutado na estação de comboios em Faro, estava a praticar parkour. O Parkour é um desporto, uma loucura ou uma tremenda irresponsabilidade?



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