Terça-feira, 01.09.09

 

A inveja e a cusquice ao serviço de um mundo melhor

Imagine que vai de férias e fica hospedado num hotel. No toalheiro da casa de banho, um aviso: "A maioria dos hóspedes deste quarto reutilizou a toalha pelo menos uma vez durante a estadia". O que é que você faz? De acordo com um estudo da Universidade do Arizona, a resposta é simples: tenta igualar a marca, ou ultrapassá-la. "A um nível básico, trata-se de um reconhecimento de sobrevivência: estas são as pessoas que são mais parecidas comigo - partilhamos as mesmas cirscunstâncias", explica Robert Cialdini, da universidade norte-americana. 


Um estudo realizado por aquela universidade, e organizado por um dos primeiros psicólogos sociais do mundo, defende que a reacção é um exemplo de "prova social". "As decisões dos outros, próximos de nós, têm impacto nas nossas próprias decisões, involuntariamente e sem darmos conta", analisa Cialdini à revista "The Atlantic". 

O investigador analisou o comportamento dos hóspedes de vários hotéis de Phoenix face aos avisos nas casas-de- -banho para investigar os efeitos que cada um teria junto dos clientes em termos ecológicos. Entre as mensagens de incentivo à reutilização das toalhas de banho estavam: "faça-o pelo ambiente", "junte-se ao hotel e seja nosso parceiro nesta causa" (12% menos eficaz do que o primeiro). Resultado revelador é o do aviso "a maioria reutilizou toalhas pelo menos uma vez durante a estadia" que provocou um aumento de 30% na reutilização de toalhas nos hotéis. O investigador norte-americano diz que este tipo de comportamento é praticamente involuntário, comparando-o ao impulso dos pássaros à procura do bando, ou de abelhas em busca de enxame. "É um institinto primitivo", sublinha.

Toalhas e energia Depois de no primeiro estudo ter concluído que a maioria das pessoas toma como exemplo o comportamento de terceiros como guia de acção face ao ambiente, Robert Cialdinio decidiu ir mais além. Agora, quer aplicar a mesma fórmula e perceber se o facto de uma pessoa conhecer o consumo energético dos vizinhos pode ajudá-la a diminuir ou racionar o seu próprio consumo energético. Através da Positive Energy, empresa criada para esta pesquisa pelo líder da investigação, foram enviadas duas cartas diferentes a dois grupos de moradores de bairros de Sacramento. 

Alguns moradores receberam um envelope com boas notícias (você usou este mês menos 58% de energia que os seus vizinhos) e outros, cartas com notícias menos boas (você gastou mais 38% de electricidade do que os seus vizinhos no último ano, o que fez aumentar as suas contas em cerca de 600 euros). Os resultados foram evidentes: no decorrer de 2008, o consumo energético de todos os destinatários diminuiu 2%, o que, "energeticamente" falando, é uma queda muito relevante. Na primeira amostra do estudo - 35 mil casas - os resultados representam um corte total de energia em 700 lares. No final de 2009, a empresa prevê entregar os relatórios a um milhão de clientes, divididos pelos estados da Califórnia, Washington, Minnesota, Illinois e Nova Iorque. 

Pensar e agir Escolher lâmpadas mais económicas, com menor consumo energético ou aliciar os consumidores a optarem por tarifários bi-horários, com vantagens em termos de preços - foram já várias as tácticas utilizadas para fazer aumentar as preocupações ambientais dos consumidores no que diz respeito ao consumo energético. 

Mas os investigadores dizem que o mais difícil não é convencer; é levar o consumidor a agir. "A prova social é uma das maneiras mais efectivas de conseguir mudar hábitos", defende Val Jensen, coordenador dos programas de eficiência energética de Chicago. Robert Cialdi espera que os resultados sejam também aplicados na questão da água. Por isso, o segredo é mesmo dar o exemplo.

 

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Terça-feira, 25.08.09

 Ela gosta de sexo na piscina

 

O actor norte-americano Brad Pitt declarou que a Angelina Jolie gosta de fazer amor na piscina, mas não em qualquer uma. O casal mais sexy de Hollywood confessou que gosta de fazer sexo numa gruta secreta na sua piscina privada. Brad Pitt e Agelina Jolie não só são ricos e famosos como também têm uma vida sexual bastante activa. “Procuramos sempre algum tempo livre. É muito importante para qualquer relação” afirmou o protagonista de Tróia ao jornal alemão “Bild”.

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 14.08.09

Ser virguem é cool

 

Está na moda ser virgem. Ou, pelo menos, fazer publicidade à coisa. A guerra dos sexos transferiu-se agora para o campo da pureza do corpo. Tudo começou em 2008, quando Margarida Menezes decidiu criar o Clube das Virgens. Um grupo exclusivo para mulheres. Durante um ano, Margarida foi uma virgem solitária. Agora, há 40 mulheres portuguesas no seu imaculado clube.


Sucede que os homens, também eles virgens e ciosos da igualdade de oportunidades, decidiriam responder com o seu próprio clube masculino. Os rapazes tentaram entrar no clube de Margarida Menezes, mas foram excluídos. Em resposta, criaram o clubedosvirgens.blogspot.com, há apenas quatro dias. Os propósitos são diferentes dos das mulheres: "O objectivo principal do clube é todos os membros perderem a virgindade o mais rapidamente possível, passando ao estatuto de sócio reformado". 

As virgens não desarmam. Acham que "é mais uma estratégia de engate". Nestas coisas, as virgens femininas são sérias. "Não pretendemos defender a virgindade, mas sim mostrar que ser virgem é tão natural como não ser", lê-se no blogue das virgens.

Margarida Menezes apareceu no programa de TV "5 para a meia noite" na sexta-feira e, logo depois, ganhou cinco novas sócias no seu clube. O mediatismo parece ser o melhor marketing. A fundadora vai agora lançar um livro sobre a experiência e acha que cumpriu o objectivo: 40 mulheres - dos 16 aos 32 anos - assumem não ter vergonha de ainda serem virgens. Mas só Margarida continua a dar a cara.

A I. pede para ser tratada por Anónima. "Ser virgem aos 27 hoje em dia não é propriamente um orgulho e são poucas as pessoas que sabem que sou." Aderiu ao Clube das Virgens em Maio, depois de escrever no seu blogue - naflorestasecreta.blogspot.com - "o diário real e íntimo de uma rapariga de 27 anos". Coisas íntimas que ela assume: "Não teria coragem para escrever com o meu nome."

"Começo pela masturbação e quando já me sinto mais à vontade introduzo o dildo. Aiii, hoje mesmo masturbei-me com o meu brinquedo e molhei o chão", postava a 26 de Julho. "No fundo sou uma romântica. Ando cheia de vontade de experimentar algo que é bom. Não quero que seja só por fazer, mas com a pessoa certa. O que tive foram só amassos e beijos. Parece que ando a ficar para trás", postava a 8 de Agosto. 

- Porque é que é virgem aos 27 anos?

- Porque ainda não tive oportunidade. Quer dizer, este ano já tive, mas como não era nada sério não fui capaz. 

- E já teve namorados? 

- Nunca tive. Sou virgem mais por desígnio da natureza do que por vontade.

- E beijos?

- O primeiro aconteceu há uns meses. Tinha 26 anos. É uma história triste. Para ser sincera, até sinto vergonha. Foi um linguado. Que não deve ter sido nada de jeito. Estava embriagada. Lembro-me vagamente da cara dele, não sei é o nome.

- Porque se juntou ao Clube?

- Vi que a Margarida era sonhadora e romântica como eu. Queria conhecer outras virgens. Ouves falar de coisas que não vives e sentes-te desenquadrada. A minha melhor amiga era, mas arranjou namorado e já não é.

Virgens a prazo No clube, as razões da virgindade variam. Só uma quer ser virgem até ao casamento. Todas as outras são virgens a prazo. Prazo de validade: data em que chegar a "pessoa especial". 

Margarida Menezes é mais pudica do que a Anónima. "Somos todas muito diferentes. Mas podemos falar de tudo que ninguém goza com ninguém." A sua história não é muito diferente. Aos 26 anos nunca teve namorado, só "duas amostras de relacionamento". Deu o primeiro beijo aos 22, entre medo, nojo e risinhos. "Estava nervosa, não estava habituada à língua, e só me ria. Pensar no beijo fazia-me impressão. A boca era para comer, estar ali a dar beijos parecia uma coisa peganhenta." É uma mulher magra, morena, bonita e sensual, mas não gosta de se ver ao espelho nua. Nunca tocou no seu corpo. É virgem e diz que assim será até aparecer "o príncipe encantado. Quando deixar de ser virgem, o clube prepara-lhe a festa de despedida. 

O próximo encontro das virgens vai ser numa sex shop. Porque "nenhuma conhece". Margarida acha que não vai comprar nada. "Há alguma coisa engraçada? Vibradores? Não imagino uma mulher virgem a usar um!"

 

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Sexta-feira, 07.08.09

Falemos de coito vaginal

 

"Estamos a falar de coito vaginal", começa por dizer Rui Miguel Costa, 41 anos, investigador no departamento de Stuart Brody, um especialista britânico em estudos sexuais na Universidade de West of Scotland, em Paisley. "Sexo", o termo lato, deve por isso ficar fora da conversa sobre o estudo publicado na revista científica "Archives of Sexual Behavior".


O trabalho conclui que, na altura de pensar no bem que a vida sexual faz à mente, o melhor contributo é o "coito vaginal sem preservativo". 

A troca de secreções entre os dois sexos, por conterem agentes antidepressivos, e uma maior intimidade, são alguns dos argumentos apresentados. Já um dos potenciais da investigação pode ser ajudar a explicar a elevada incidência de problemas mentais entre homossexuais, como têm vindo a demonstrar estudos recentes.

"Tem havido alguma controvérsia, mas parece que as reacções negativas da sociedade não explicam inteiramente os problemas mentais que os homossexuais têm", diz Rui Miguel Costa. A polémica não fica por aqui. Afinal, proteger-se de doenças sexualmente transmissíveis (DTS) significa não desfrutar totalmente dos benefícios do sexo na saúde? Segundo este estudo, sim.

"É preciso perceber que o preservativo tem desvantagens, como qualquer medicamento ou tratamento, onde são explícitas as contra-indicações. Depois, são as pessoas que escolhem se é o método mais adequado. Em relação às DTS, o preservativo protege, mas é preciso ter noção de qual é o risco e não entrar em pânico", salienta o investigador. "As DTS transmitem-se pelo coito vaginal mas o VIH - que em rigor não é uma DST - tem uma probabilidade baixíssima de se transmitir por esta via em pessoas com tecido genital saudável: as vias do sexo anal e perfurações cutâneas com materiais infectados são as verdadeiramente perigosas para a transmissão do VIH", adianta. 

Dói-me a cabeça Em causa estão os chamados mecanismos de defesa "imaturos", que se traduzem numa maior vulnerabilidade à doença mental. Rui Miguel Costa explica que o uso preservativo é um dos factores associados à diminuição das protecções naturais. Já o orgasmo feminino, por exemplo, tem o efeito contrário. 

Na sexualidade, os handicaps acabam por isso por estar todos relacionados. "Resultam de uma maneira de lidar com o stress em que a realidade é distorcida", diz o investigador. 

"As pessoas com este tipo de problema mergulham numa fantasia para evitar a realidade, convertem o problema psicológico em problemas físicos como dores de estômago ou dores de cabeça. Muitas vezes deslocam os seus sentimentos para coisas menos conflituosas, como a comida", resume. O impacto é igual em homens e mulheres. "Provavelmente a prevalência é semelhante à das doenças mentais", explica o investigador. 
Para Rui Miguel Costa, a solução passa por menos ignorância e terapia ou educação sexual mais informada. "Se as pessoas não querem ter coito vaginal por motivos de consciência, não há nada a fazer. Mas devem ser encorajadas a ter o melhor coito vaginal possível".

Masturbação inimiga Se por enquanto são mais as perguntas do que as respostas, há alguns dados importantes a reter. De todos os comportamentos sexuais, apenas o coito vaginal está associado a bons indicadores de saúde física e mental. O tempo que se dedica aos preliminares merece outras considerações: se substituem a penetração vaginal (mesmo que incluam sexo anal e oral) diminuem a satisfação sexual. Já a masturbação pode ser prejudicial, explica Rui Miguel Costa. Um estudo com 2000 pessoas mostrou que quanto maior é a frequência, menor é a satisfação. Está melhor quem "mesmo tendo coito vaginal menos vezes, nunca se masturba", diz.

 

Comentário de Nuno Monteiro Pereira, urologista e professor de Sexologia

Parece-me um trabalho polémico. Este tipo de discurso tem de estar muito bem sustentado cientificamente, uma vez que contraria o que vem sendo admitido nesta área. Não significa que esteja errado, mas tem de ser analisado com cuidado. No caso do IVH, é verdade que o coito vaginal não é a principal via de transmissão, mas quem é que garante que as mucosas são saudáveis? A mucosa vaginal não é um epitélio impermeável, e desde que haja vírus, existe uma hipótese de contágio. Por mais benefícios que não usar preservativo possa ter - e é verdade que são conhecidas partículas benéficas como as anti-inflamatórias - os riscos parecem-me demasiado grandes para desaconselhar em algum caso o seu uso.

A espécie humana está construída para que o método de eleição da sexualidade seja o coito vaginal, é natural que esta via esteja naturalmente melhor estruturada. Mas a homossexualidade não é uma escolha.

Em relação à masturbação, cabe-me dizer que também são conhecidos efeitos benéficos. Para um homem ou mulher sem parceiro, pode aliviar a tensão sexual. E isso faz certamente bem à mente.

 

Via ionline



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Quarta-feira, 05.08.09

Os grupos do facebook servem para quê?

 

 1. Fãs do Pedro Pinto


(90 membros)

Se googlarmos o nome "Pedro Pinto" obtemos imediatamente três resultados: um jornalista desportivo, um empresário que vende pela internet uma fórmula para enriquecer e um músico. Qual deles tem um clube de fãs no Facebook? Nenhum. Pedro Pinto, o boneco (tipo Nenuco) que acompanha a actriz, cantora e agora noiva de jogador de futebol, Luciana Abreu, ele sim tem um grupo de apreciadores online. Tudo começou quando apareceu uma foto da irmã da cantora com o boneco ao colo na final do Festival da Canção. À imprensa cor-de-rosa, Luísa Abreu justificou assim a presença do acompanhante inanimado de plástico: "É com o Pedro Pinto que ela [Luciana Abreu] desabafa, que lhe transmite força e coragem para enfrentar a vida". As aparições públicas do boneco repetiram-se, as gargalhadas também. "Essa fotografia andou a circular pelo meu grupo de amigos e suscitou reacções tão galhofeiras que achámos que era importante estender a galhofa", conta Joana, responsável pelo clube que parece ter estabilizado pouco antes dos 100 membros - e nem mesmo uma aparição no Carnaval da Oiã valeu a PP (como é conhecido entre estes amigos) um acréscimo de fãs.

2. Pessoas que gostavam de se chamar "de" qualquer coisa e não conseguem

(60 membros)

À primeira vista pode parecer mais um grupo galhofeiro, mas este ajuntamento promovido por Carlos Abreu é quase uma experiência sociológica. Visa mostrar a "futilidade" do Facebook, "uma ferramenta aparentemente inofensiva e até de grande utilidade" mas com "um lado perverso". É também uma provocação num país onde o nome de família ainda conta muito: "Quis suscitar reacções, saber se o meu nome fosse de facto Carlos de Abreu ou Carlos Abreu modificaria a quantidade de conhecimentos que iria criar", resume Carlos.

3. Fãs do Senhor Nicolau

(28 membros)

Nos anos 60, uma série de pinguins ficaram presos nas redes do barco português Ilha de São Nicolau que navegava ao largo da África do Sul. O comandante trouxe-os para terra e entregou-os a todos ao Jardim Zoológico de Lisboa. Todos menos um: dentro de uma caixa de sapatos, Senhor Nicolau viajou até Aveiro, onde ainda vive. Come um quilo de peixe por dia e só toma banho de mangueira, segundo uma reportagem feita pela SIC e com honras de horário nobre. O suficiente para ter um clube de fãs? Para Dina Alves, sim. "A história chamou-me a atenção pelo gosto que tenho por animais, mas sobretudo por alguns pormenores que foram destacados na peça e me divertiram bastante, como a vida amorosa deste pinguim e alguns dos seus hábitos diários", conta a responsável pelo grupo. E dá exemplos do charme discreto desta ave desterrada: "Teve uma única namorada, durante sete anos e meio, uma gaivota que acabou por partir e nunca mais voltar; gosta de verdinhos e fanecas, mas não de sardinhas". 

4. Pessoas que não querem sequer que o Miguel Ângelo se despeça do público.

(44 membros)

No final de 2008 os Delfins anunciaram, com pompa, circunstância, e nenhum entusiasmo, o final da sua carreira. Boas notícias para os que a vêem como banda que agoniza pelos topes há quase uma década; más porque outros não concordam com o final do grupo apenas em Dezembro de 2009. E a indignação, como não podia deixar de ser, chegou ao Facebook. Este grupo está na categoria de ?auto-ajuda? porque, segundo a administradora do grupo, Filipa Guimarães, "aquilo para mim não é música, nem sei que estilo é nem quero saber". A ideia é juntar o maior número de pessoas que não quer voltar à "Baía de Cascais" e outros temas alcançáveis pela A5.

5. Anti-Facebook

Estes grupos seguem a lógica retorcida de Groucho Marx que afirmou um dia: "Não posso pertencer a um grupo que me aceite como sócio". No Facebook, os grupos anti-facebook são imensamente populares: na rede contam-se mais de 500 entradas, vindas de todo o mundo. Não há grande justificação para a existência destes grupos para além de um gosto descontrolado pela ironia - o equivalente a criar uma petição online contra a internet ou organizar manifestações contra a lei da gravidade. Em português há ainda o Grupo de Pessoas que já estão Fartas de se Juntarem a Grupos. Faz sentido.

6. Pessoas que acreditam nos Glutões do Presto

(40 membros)

Os grupos no Facebook funcionam sobretudo seguindo estes quatro passos: ver o nome do grupo, dar uma gargalhada, aderir ao grupo, esquecer que o grupo existe. É por isso, e pela facilidade com que se criam, apagam e recomeçam estes agregadores de interesses, que há tantos grupos. O Pessoas que Acreditam nos Glutões é tão popular como inverosímil, mas justifica perfeitamente a criação da subcategoria "completamente inútil" dentro categoria "entretenimento". 

7. Quero uma pastilha decente no Epá

(2.315 membros)

Slacktivism é um neologismo inglês usado para designar o apoio a causas humanitárias, direitos dos animais, etc., sem quaisquer efeitos práticos. Um exemplo clássico: ?Clique neste banner e ajude a combater o aquecimento global?. Os internautas conseguem uma sensação de satisfação e dever cumprido sem terem feito realmente nada. No Facebook proliferam os convites para nos juntarmos a ?causas?, quase todas relacionadas com animais em vias de extinção ou crianças famintas. Quase todas inconsequentes. Mas depois vemos o grupo "Quero uma Pastilha Decente no Epá" e o nosso coração derrete-se. O administrador do site pede "o regresso daquela bola que tanto nos prazer nos dava" e um dos membros recorda "a langonha corante já meio derretida" que antecipava a pastilha.

8. Pessoas que apoiam Pessoas que querem reaver os óculos

(54 membros)

É mais um exemplo de altruísmo extremamente localizado. Mais que um grupo de pessoas preocupadas, este é agregador de pessoas que se conhecem e usam o mural do grupo para trocar private jokes. Da mesma maneira funcionam grupos como Pessoas que Gostam do Bacalhau com Natas da Paula ou Pessoas que querem saber mais que a Irmã Lúcia.

9. Grupo de Pessoas que aparentam ser muito mais novas do que realmente são

(4 membros)

O Facebook tem 250 milhões de utilizadores. Desses, 390 mil são portugueses. De entre essa amostra, quatro pertencem ao "Grupo de pessoas que aparentam ser muito mais novas do que realmente são". Cabem todos num táxi. Que conclusões retiramos daqui: a) todos os portugueses acham que têm uma relação aspecto-idade justa; b) os portugueses têm mais que fazer do que juntar-se a um grupo destes.

10. Como eu odeio férias

(1 membro)

O grupo mais pequeno do mundo? Sandra Cândido está sozinha nesta sua causa. Com tanta coisa para odiar, parece que esta mulher de Viseu, 37 anos, escolheu a menos popular - a assunto mais odiada para estes lados, já agora, é acordar cedo. A justificação para detestar os meses de Verão em que não se faz nada é a "nostalgia de final de ano". Um sentimento nobre, é verdade, mas até agora não correspondido.

 

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Terça-feira, 04.08.09

Sexo no altar, arte ou blasfémia?

 

Mulheres jovens seminuas em poses provocantes não causariam espanto, não fosse o facto de terem como cenário igrejas e símbolos do Cristianismo como bíblias, crucifixos e altares. Embora este género de trabalho seja a imagem de marca de Andy Craddock há cinco anos, o fotográfo britânico acaba de ser processado pela primeira vez por responsáveis religiosos anglicanos da paróquia de St. Michael Penkivel, em Cornualha (sul de Inglaterra).

O porta-voz da diocese - o padre Andrew Yates -  acusa Craddock de blasfémia e de ferir a sensiblidade de "pessoas que tinham ligações com a igreja, por terem casado aqui ou por ter entes queridos enterrados nos jardins à volta". Além disso, acrescenta no comunicado divulgado pelo seu advogado, não pediu autorização para fotografar na igreja da paróquia, que data do século XIII. "A Igreja lamenta o uso de elementos sagrados para estes fins", conclui o padre.

O fotográfo de 43 anos, que garantiu à BBC não ter intenção de ofender ninguém, está agora a braços com um processo judicial por blasfémia e violação de propriedade privada. "Esse trabalho foi feito como arte e mostra a beleza das mulheres", defendeu-se Craddock.

 

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Sábado, 01.08.09

De ceroulas e fio dental

 

O livro de Rosemary Hawthorne, "Por baixo do pano", traça a evolução das cuecas femininas de objecto de desprezo, a peça de desejo. A historiadora de moda, defende que o tamanho das cuecas está relacionado com a liberdade das mulheres e que as americanas e europeias preferem o fio dental. “Ao escrever sobre a história das cuecas, apercebi-me que estava a escrever sobre a história social da mulher ocidental e descrevendo não só o progresso de suas roupas de baixo, mas o progresso das próprias mulheres”, diz Rosemary à revista brasileira Época.

A historiadora conta que, até o século XVIII as ceroulas eram peças exclusivas dos homens e que as mulheres que as usassem eram consideradas “libertinas e de moral duvidosa”. Naquela época, as senhoras sérias não usavam nada. Por baixo dos enormes e pesados vestidos, bastava um ou dois saiotes. Por volta de 1800 é que nascem os primeiros modelos de cuecas femininas, em França, como produto da Revolução de 1789, que simplificou o vestuário da Europa. Desde então, as mulheres já experimentaram de tudo: de calções a baby-doll. E quanto menos tecido, sinal de mais liberdade. 

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Terça-feira, 28.07.09

Sexo sem limites nos bordeis alemães.

 

Um novo tipo de bordel, em que os clientes podem ter sexo à vontade por um único preço, é uma mais recentes atracções da Alemanha, onde os bordéis são legais, mas está a causar muita polémica.

Há um bordel com o slogan: "sexo com todas as mulheres, quando e como você quiser". Outros prometem "serviços ilimitados", incluindo sexo em grupo, por 70 euros.
Políticos e activistas dos direitos humanos acusam os estabelecimentos de atentar contra a dignidade humana.
Numa mega operação realizada no domingo, cerca de 700 polícias inspeccionaram casas do género em quatro cidades alemãs, prendendo 10 pessoas. Já havia suspeitas de que os estabelecimentos empregavam prostitutas estrangeiras sem permissão de trabalho e que não prestam contribuição ao Estado.

Pode estar por dias o fim dos bordéis com sexo ilimitado e a preço único na Alemanha. E alguns políticos mais conservadores querem mesmo proibir todos os tipos de bordel.

 

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Os 10 melhores trilhos para caminhadas na natureza

 

Se o seu ideal de férias em Agosto não é passar o dia deitado na toalha a torrar ao sol numa praia repleta de pessoas, suspire de alívio. Há alternativas bem mais silenciosas e menos preguiçosas. As caminhadas fazem bem à saúde e recomendam-se. De norte a sul, de este a oeste, há um país inteiro por descobrir. E haverá melhor maneira de o fazer do que a caminhar? 

Escolhemos dez trilhos para todos os gostos. Para aqueles cuja escalada mais recente foi a subida até ao 3º andar, quando o elevador avariou e para os mais experientes, já na posse do último modelo de botas de montanhismo.

Sinta-se um descobridor e ponha uma bandeira no topo da serra, ou no sopé, dependendo da meta. Ganhe forças com o sorriso dos caminhantes que encontra quando sobe com a língua de fora um monte sem fim e não desanime mesmo depois da terceira queda.
 Não temos o Evereste, mas a Serra da Estrela custa a subir. À falta do Machu Pichu desça os trilhos dos Açores ou da Serra de Sintra e divirta-se no meio da Natureza.

1- Parque Nacional da Peneda Gerês

Mais difícil do que percorrer os trilhos do Parque Nacional da Peneda Gerês é optar por um.  Nós escolhemos um dos mais complicados. De Lamas de Mouro até Soaja, o percurso pedestre de 30 km puxa pelas pernas. No caminho resfresque-se numa das muitas  cascatas e aprecie a paisagem verde enquanto recupera o fôlego. Se não aguentar oito horas a andar, passe uma noite no parque de campismo de Lamas de Mouro ou nas casas abrigo de Bico de Pássaro.

2- Caça aos Gambuzinos (Ribeira da Cabrela-Odrinhas)

Caçar animais inexistentes é pretexto mais do que suficiente para uma boa passeata de 9 km pela Ribeira da Cabrela, em Sintra. A Equinócio propõe uma caminhada nocturna, onde se não encontrar gambuzinos, pelo menos ficará a conhecer Broas, a aldeia fantasma. E no final, uma visita a um museu à luz de archotes.
Quando: 15 de Agosto

3- Levadas da Madeira

Sinta o mesmo que Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira quando pisaram o solo vulcânico da Madeira. A paisagem da ilha não é só bananas. Há 15 mil hectares de floresta laurissilva para explorar e 1400 km de levadas para seguir. Os cursos de água centenários recortam os vales e as encostas da ilha, mas acompanhá-los não é fácil e pode durar vários dias. A Rotas do Vento pode orientá-lo nessa tarefa.
Quando: Todo o ano

4- Da Adraga ao Cabo da Roca

Embora curto, o percurso de 7 km por entre as falésias que unem a praia da Adraga ao Cabo da Roca pode tornar-se complicado. Os trilhos têm um declive acentuado e não são recomendáveis a quem tem vertigens. O mar acompanha-nos sempre na viagem e há paragens obrigatórias, como o Tritão do Fojo e o Calhau do Corvo, que justificam as longas descidas.
Quando: 8 de Agosto

Mais informações no site da Equinócio

5- Rota do Sado

As margens do Sado são ideais para um percurso pedestre durante o dia: planas com canaviais e arrozais e a companhia de cegonhas, garças e patos. Na Comporta há um trilho por canais de rega até Cachopos (20 km) com excelente vista para o rio. Depois do passeio, experimente fazer canoagem nocturna. A Papa-Léguas organiza tudo.
Quando: 22 de Agosto

6- Cabo Espichel

Da Praia das Bicas são 12 km até ao Cabo Espichel. Guarde o passeio para o fim da tarde e ponha-se em marcha depois de um mergulho, sem esquecer um casaco e uma lanterna na mochila. Quando sol desliza para o mar, a luz rareia, o ar arrefece e as estrelas aparecem aos poucos. O percurso não é difícil e termina no farol do cabo.
Quando: 1 de Agosto
Mais informações no site da Papa-Léguas

7-Caldeira de Santo Cristo, Açores

Um dos sítios mais bonitos dos Açores é a fajã da Caldeira de Santo Cristo, em São Jorge. Para lá chegar desce-se a Serra do Topo num sinuoso caminho entre nevoeiro, chuva miudinha, vacas e hortenses. O cenário compõe-se quando o sol descobre e a vista é deslumbrante. Depois de 17 km a pé sabe bem um mergulho na caldeira.
Quando: Todo o ano
Mais informações no site da Aventour

8- Via Algarviana

Desde Maio que o Algarve se orgulha de ter o maior percurso pedestre do país. A Via Algarviana tem 240 km e percorre o sul de uma ponta à outra. De Alcoutim ao Cabo de São Vicente, há muitos trilhos para descobrir, em plena serra algarvia. A provar que o Algarve é muito mais do que praias, a via passa por 21 freguesias no interior. Percorrê-la pode durar tempo, mas aconselha-se a fazer 30 km por dia e a dormir pelo caminho, em casas de turismo rural.

9- Serra da Estrela

Quando a neve derrete a paisagem na Serra da Estrela é outra. Um calor muitas vezes insuportável e dezenas de trilhos que se enchem de caminhantes de mochila às costas. Na Mata do Desterro há vários percursos pedestres. O melhor deles é o do Cabeço dos Corvos, uma escalada de três horas até ao ponto mais elevado da mata (1061 metros). Há outros trilhos menos exigentes, como os do Vale do Alva. O declive é pouco acentuado, o passeio dura 45 minutos e é ideal para as pernas mais enferrujadas.

10- Caminhada nocturna na Serra de Sintra

 Não é suicídio. Se é um habitué das caminhadas ou um grande aventureiro subimos a fasquia. À noite a Serra de Sintra pode ser um bom cenário para um filme de terror, mas também uma viagem inesquecível. A descer é sempre mais fácil e na escuridão convém seguir para oeste. A empresa Papa-Léguas acende-lhe a lanterna com um passeio que termina com o nascer do sol no mar. 
Quando: 8 de Agosto

 

Via Ionline

 



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Segunda-feira, 27.07.09

 Miguel Vale de Almeida, gay assumido no parlamento português

 

O antropólogo  já pensava no coming out, mas foi o caso Candal o impulso decisivo que o levou a escrever no jornal "Público", onde era cronista: "Graças a esta homofobia salazarenga posso assumir em público que eu, lisboeta, cronista, gay, e nos antípodas políticos de Paulo Portas, decidi não votar no PS." Estávamos em 27 de Setembro de 1995, o dia em que o professor no ISCTE assumiu que era gay e que, três anos antes de fundar o Bloco de Esquerda, tencionava votar PS.


Agora Vale de Almeida protagoniza um facto histórico: candidato no 7.o lugar na lista de Lisboa do PS, tornar-se-á o primeiro homossexual assumido a entrar no Parlamento português - pela mão do PS e não do Bloco de Esquerda, apesar de o mesmo Miguel Vale de Almeida, fundador e antigo dirigente do Bloco, de onde saiu em 2006, ter pedido sempre para não ser posto em lugar elegível. Aliás, o Bloco nunca fez eleger, nem isso vai acontecer nas listas deste ano, nenhum deputado activista gay.

Integrado no mais moderado dos movimentos que fundaram o Bloco de Esquerda (Política XXI, de Miguel Portas), Vale de Almeida afastou-se em 2006 por se sentir "saturado de uma organização partidária". Agora confessa que "estava em afastamento ideológico". "Sempre tive uma grande dificuldade em lidar com aqueles aspectos da esquerda radical. E vivia num impasse: ou ficava a bater-me para fazer vingar as minhas ideias ou saía." 

Concorre como independente nas listas do PS - "não tenho nenhum interesse em juntar- -me a um partido e em fazer carreira política". "Continuo a achar que estas pessoas todas que estão entre o Bloco de Esquerda e o PS gostavam de ver um BE mais moderado e um PS mais à esquerda", diz.

Quando chegar ao Parlamento, a primeira das suas tarefas será protagonizar o combate pelo casamento entre homossexuais, caso o PS tenha maioria.

"É natural que o PS espere que eu tenha um papel nisso. É uma luta importantíssima, para arregaçar as mangas", diz Vale de Almeida, que, no entanto, não quer ser acantonado exclusivamente a essa questão. "Gostava de me dedicar às questões de direitos, liberdades e garantias, da discriminação em geral." 

Inês de Medeiros foi a outra surpresa das listas do PS, indicada para terceira em Lisboa, uma lista encabeçada por Jaime Gama e Vera Jardim.

Os nomes foram ontem aprovados pela comissão política, que só começou depois de fechada esta edição. Havia conflitos no Porto - onde Pedro Baptista, representante da minoria derrotada, ameaçava interpor uma providência cautelar contra a lista aprovada na distrital - e em Coimbra, onde a insistência de Sócrates em colocar Paulo Campos, secretário de Estado adjunto e das Obras Públicas, no terceiro lugar, estava a incendiar os ânimos. A distrital queixa-se de que, se Paulo Campos ficar com o terceiro lugar, os três primeiros candidatos não são de Coimbra, o que se torna aborrecido para combater o PSD liderado por um Paulo Mota Pinto nascido e criado na cidade. A número 1 da lista do PS de Coimbra é Ana Jorge e a número 2 é a actual deputada Antónia Almeida Santos.

No Porto ficou Alberto Martins, o líder parlamentar, em primeiro lugar, com Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças, em segundo. Foi o caso mais polémico da feitura das listas, porque a distrital pretendia que Teixeira dos Santos fosse o número 1. A hipótese de o ministro liderar Aveiro também ficou afastada: será Maria de Belém Roseira a número 1 por Aveiro.

Em Setúbal, para um distrito mais obreirista, foi o ministro do Trabalho e da Solidariedade. Em Beja previa-se que repetisse Pita Ameixa, o líder distrital que já tinha sido cabeça em 2005. O mesmo em Bragança, onde Mota Andrade deverá ser novamente o número 1. Em Vila Real é Pedro Silva Pereira a liderar e em Santarém Jorge Lacão. Para Leiria foi enviado Luís Amado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, que foi rejeitado pela anterior distrital pela qual se candidatou, Viana do Castelo. Em Viana, os dirigentes locais exigiram ser eles a indicar o número 1 - que será a actual deputada Rosalina Martins. 

António José Seguro deverá repetir a eleição pelo distrito de Braga. Na Guarda é o presidente da federação local, José Albano. Em Évora e Portalegre estava previsto que repetissem Carlos Zorrinho e Miranda Calha, assim como José Junqueiro em Viseu. Nos Açores lidera Ricardo Rodrigues e na Madeira Bernardo Trindade. Mas Sócrates ainda pode mudar de ideias.

 

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Terça-feira, 21.07.09

Sexo no museo

 

São mais de 120 peças para todos os géneros, orientações e perspectivas. "Lágrimas de Eros" é uma exposição que aborda o lado obscuro do Deus do amor e que constrói uma ligação entre o sexo... e a morte. E há obras para todos os gostos, desde o surrealismo, a mestres do século XIX, até a artistas contemporâneos. Se a pintura não lhe agrada, não se preocupe: a exposição também engloba fotografias de vários artistas, em poses sensuais. São salas e salas repletas de erotismo, mais ou menos explícito, à espera de serem descobertas.

 

Via ionline



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Segunda-feira, 20.07.09

Pornografia, Com ou sem preservativo?

 

Na guerra dos preservativos, é agora o juiz quem tem a última palavra. Depois de mais uma actriz americana ter descoberto, no mês passado, estar infectada com o VIH, a indústria pornográfica e as autoridades sanitárias estão de novo em guerra. O motivo: usar ou não usar preservativo durante a rodagem de filmes pornográficos. 


Na sexta-feira, a AIDS Healthcare Foundation (AHF) apresentou queixa no Tribunal Superior de Los Angeles, na Califórnia, que terá agora de tomar uma decisão. A organização pede que seja tornado "obrigatório" o uso de preservativos durante a rodagem de cenas de "sexo duro". 

Em Porn Valley (em português Vale da Pornografia, alcunha do Vale de São Fernando devido à grande concentração de empresas XXX), as últimas semanas trazem à memória os acontecimentos de 2004. Nesse ano, o actor Darren James regressava da rodagem de um filme no Brasil e, imediatamente, entrava numa outra película, já nos EUA. Semanas depois, descobriu estar infectado. Pelo caminho, espalhou o vírus por quatro actrizes. A série de contágios forçou o encerramento da produção durante quatro semanas. O resultado foram milhões de dólares em prejuízos e o pânico semeado na indústria.

O terreno estava perfeito para a entrada em cena das associações religiosas e conservadoras. Estas organizações encheram os ecrãs das televisões e as páginas dos jornais a exigir o fim da indústria. Outras, menos radicais, reclamaram a imposição do uso do preservativo e lançaram a dúvida. É mesmo melhor ao natural? 

A resposta imediata das empresas foi: não. A maioria começou a produzir filmes em que os actores usavam preservativo. Mas, à medida que a memória dos acontecimentos se ia desvanecendo, os preservativos também iam desaparecendo dos cenários. Hoje, cinco anos depois, poucos filmes são feitos nestas condições em Porn Valley. 

A Wicked Pictures é actualmente a única casa que o faz. Fez a opção em 2004 e não se arrepende, apesar de reconhecer o impacto nas vendas. O presidente da empresa, Steve Orenstein, admitiu numa entrevista: "Quando fizemos a mudança, as vendas foram definitivamente afectadas, especialmente na Europa. Hoje, ainda tenho a certeza de que existe um efeito, mas já não é tão significativo."

Agora, a AHF argumenta dizendo que 3800 pessoas foram infectadas com gonorreia, herpes, clamídia e sífilis nos últimos cinco anos. Darren James, o actor que propagou o vírus, diz que 22 actores foram infectados nesse período de tempo. Apesar destes dados, o Departamento de Saúde de Los Angeles diz em comunicado que "continua a apoiar a legislação do estado". 

Na Califórnia, os actores são obrigados a fazer um teste ao VIH todos os meses. Durante esses 30 dias, as actrizes podem ter um parceiro por dia e os homens dois. Esta situação estimula a reclamação da AHF. "Estamos na capital do porno e não há qualquer intenção de tornar os sets de rodagem mais seguros", garante o presidente da organização, Michael Weinstein. "Não queremos censurar nada, apenas garantir que os trabalhadores estão seguros."

A indústria pornográfica tem agora de encontrar uma solução para estes problemas. Enquanto uns defendem testes mais regulares, outros apoiam a obrigatoriedade do preservativo. Esta última medida só têm de ultrapassar um obstáculo: o consumidor.

 

Via ionline



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Terça-feira, 14.07.09

Fintas para a historia

 

Como hoje é dia 13, seguem as 13 fintas mais famosas do mundo mais uma de bónus, com o futsal. Algumas arriscadas e bem sucedidas, outra nem tanto. E até os jogadores mais defensivos gostam de se exibir.

Higuita 
Colômbia-Camarões, Mundial-90

O excêntrico guarda-redes colombiano recebeu a bola longe da sua baliza e passou a Perea. Este devolveu-a para Higuita, que, apertado por Milla, tentou o drible maravilha. Nunca mais viu a bola, nem Milla. Foi o 2-0.

Cafu 
Lazio-Roma, campeonato italiano-99

Há dez anos, o defesa brasileiro mostrou todos os seus atributos técnicos, com três chapéus seguidos ao desorientado checo. Só foi travado em falta. Cada vez que há um dérbi romano, esse lance vem à baila.

Sorín 
Argentina-Brasil, qualificação para Mundial-2006
Se Ronaldinho fintasse Sorín, ainda vá... Mas foi o contrário! O argentino humilhou Dinho com dois toques de mestre e a bola passou por baixo das pernas do brasileiro, que não gostou do baile e deu-lhe um estalo.

Redondo 
Manchester United-Real Madrid, Liga dos Campeões-2000

O argentino sempre foi um sonho de jogador. Era Abril em Old Trafford mas o "príncipe" passou por May (o corpo deste fez "tilt") com um toque de calcanhar, seguido de cruzamento na linha de fundo e golo de Raúl. Má-gi-co.

Ronaldinho 
Barcelona-Albacete, Liga espanhola-2007

Impossível é uma palavra que não faz parte do dicionário de determinados artistas. O que Ronaldinho fez aos dois pobres defesas do Albacete não se faz. Até o comum telespectador tem de ver a repetição para entender esta finta.

Rivelino 
Fluminense-Vasco da Gama, Carioca-75

Todos os Ronaldos já fizeram o elástico. O Cristiano. O gaúcho. E o fenómeno, durante um Atlético-Barça em 1996. No final, disse que se inspirou no compatriota Rivelino, que fez a finta da vida dele frente a Alcir. E foi golo.

Bergkamp 
Newcastle-Arsenal, Premier League-2002

Dabizas, o defesa do Newcastle, admitiu que por muitas repetições que veja nunca entenderá como é que o holandês fez "aquilo". Uma finta genial e confusa culminada com um toque de classe para golo. Não tente fazer isso em casa.

Zidane 
Sparta Praga-Bordéus, Taça UEFA-96

A roleta do francês não é russa, é "made in" República Checa. Foi lá que Zizou deu nas vistas pela primeira vez com aquela finta a meio-campo. Enzo, o filho dele, também já sabe fazer na perfeição, nos juvenis do Real Madrid.

Robinho 
Santos-Corinthians, Brasileirão-2002

A jogada começou no capitão Léo (futuro lateral esquerdo do Benfica). A bola sobrou para Robinho, que pedalou, pedalou, pedalou, pedalou e pedalou à frente de Rogério (futuro Sporting). Foi penálti e imortalizou-se o "pedala Robinho".

Romário 
Barcelona-Real Madrid, Liga espanhola-1994

O baixinho queria ir ao Carnaval carioca. E fez uma aposta com Cruijff: "Se marcar três golos, eu vou." O técnico concordou e o brasileiro cumpriu. No 3-0, Alkorta foi batido pela "colher" de Romário.

Villa 
Valencia-Sevilha, Liga espanhola-2007

Dois toques à brasileira bastaram para confundir o lateral-direito brasileiro Daniel Alves. Na sequência do golpe de mestre, a jogada perdeu-se. "Só me faltou cruzar de rabona [com um pé atrás do outro]", disse o avançado dos valencianos.

Riquelme 
Libertad-Boca Juniors, Taça Libertadores-2002

Até os adeptos paraguaios do Libertad deliraram com a "caneta" do número 10, junto à linha lateral. Também já fez a mesma finta no clássico com o River Plate mas foi atropelado por um rival no segundo seguinte.

Blanco 
México-Itália, Mundial-2002

O irreverente mexicano trava a bola entre os dois pés e ultrapassa os adversários com um salto. É bola presa? Até hoje, nenhum árbitro assinalou falta e Blanco mais Blanco não há. É a "Cuauhtemiña"

Falcão 
Brasil-Roménia, Grand Prix-2009

O futsal também conta. E o brasileiro é um verdadeiro artista com as famosas lambretas, que consiste em passar a bola por cima do seu corpo num movimento com os dois pés. A última vítima foi a Roménia, há semana e meia.

Via Ionline

Não se deixem enganar, o cristiano Ron aldo só está na fotografia para encher, o protagonista é mesmo o Zidane... antes da cabeçada

 



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Segunda-feira, 13.07.09

Piscinas de verão

No pico do Verão uma ida à praia pode ser dolorosa. Arranjar espaço para estender a toalha é difícil e chegar ao mar pode ser como atravessar descalço o deserto escaldante. Nesta altura do ano sabe bem um mergulho na piscina. Tem a garantia de que não partilhará a água com peixes-aranha e de que, ao fim do dia, não leva um pequeno monte de areia para casa. Para quem quer evitar a confusão da praia, o i dá a conhecer as melhores piscinas do país. Com escorregas, água salgada e vista para a o mar.

01 Piscina Oceânica Arriba
Morada: Estrada do Guincho Horário: das 10h00 às 19h30
Preço: até ?17,50 (adultos e crianças a partir dos 4 anos)
Nada melhor do que um mergulho de fim de tarde na piscina do Guincho. Veja o pôr-do-sol na praia e aproveite para  acabar de ler aquele livro que não larga há meses. A água é salgada e a temperatura nem se compara à do mar: 20 graus muito mais convidativos.

02 Aquashow
Morada: EN 396, Quarteira- Loulé
Horário: das 10h00 às 18h30
Preço: ?22 adultos, ?15 crianças (dos 5 aos 10 anos) 
Para quem não se importa de boiar com centenas de pessoas à volta, tem aqui um programa para um dia de férias no Algarve. Os miúdos vão adorar: há uma piscina de ondas e até a maior montanha russa de água da Europa.

03 Piscina do Hotel Arribas 
Morada: Hotel Arribas, Praia Grande, Colares
Horário: 9h00 à 19h00
Preço: até ?9,50 adultos, ?6 crianças (dos 5 aos 9 anos)
Na Praia Grande, o Hotel Arribas orgulha-se de ter umas das maiores piscinas de água salgada da Europa (com 100 metros de comprimento). Cuidado com as ondas que às vezes invadem a piscina.

04 Piscina Oceânica de São Pedro de Moel 
Morada: R. António José Boiça
Horário: das 10h00 às 19h00
Preço: ?8 adultos, ?5 crianças As festas do Snoobar, em São Pedro de Moel acabam sempre dentro de água. De dia faz-se luz: quatro piscinas de água salgada com uma vista espectacular para o mar.

05 Piscina-Praia de Castelo Branco
Morada: Rua da Piscina
Horário: das 9h15 às 19h30
Preço: ?3,25 adultos, ?2,25 crianças (dos 5 aos 11 anos)
Há tanto espaço como numa praia: 3950 metros quadrados de água e 80 hectares para estender a toalha.

06 Aqualand
Morada: EN 125, Alcantarilha
Horário: das 10h00 às 18h00
Preço: ?19,5 adultos, ?15 crianças (dos 4 aos 12 anos) O sapo Zappy é atracção da nacional 125 e acena aos carros que passam. Dentro do parque a mascote perde o protagonismo: há um Rio Congo de 300 metros, uma piscina semi-olímpica e dezenas de escorregas para quem gosta de adrenalina.

07 Praia das Maçãs
Morada: Avenida Eugene Lévy, Colares
Horário: das 10h00 às 19h00 
Preço: até ?9,60 adultos, ?4,60 crianças (6 aos 10 anos) 
Até Setembro há duas piscinas para evitar as ondas gigantes da Praia das Maçãs: uma olímpica com zona de saltos e outra para miúdos até aos 10 anos, com três escorregas pequenos e um cogumelo que é uma cascata.

08 Piscina Oceânica de Oeiras
Morada: Estrada Marginal, Praia da Torre, Oeiras
Horário: das 10h00 às 19h30
Preço: até ?17,50 adultos e crianças a partir dos 4 anos
Nesta piscina há quatro pranchas de saltos, a maior com 7,5 metros. Além disso, tem espreguiçadeiras e 1500 m2 de água do mar.

09 Piscinas Públicas do Vimeiro
Morada: Termas do Vimeiro
Horário: Terça a Sábado, das 10h00 às 20h00
Preço: ?8 adultos, ?3,20 crianças (dos 7 aos 12 anos) 
Fique a boiar de barriga para cima e contemple as encostas verdes à sua volta. É impossível não se sentir zen. Até a água vem das termas.

10 Piscina do Hotel Palácio 
Morada: Palácio Estoril Hotel, Rua Particular, Estoril 
Horário: das 9h00 às 19h
Preço: ?30 adultos, ?15 crianças (dos 7 aos 10 anos)
Nem só os hóspedes do hotel podem dar umas braçadas nesta piscina. Há um relvado enorme ideal para uma sesta.

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 Como se mexe a lingua num linguado?

 

O telemóvel começa a vibrar. São adolescentes anónimos a enviar perguntas sobre sexo por sms. 


"Se tomar um duche antes de fazer sexo, há menos probabilidades de engravidar?"; "Um pénis normal tem rugas?"; "O meu namorado não gosta que eu faça barulho durante o sexo, mas eu não consigo evitar, o que posso fazer?"

Cada pergunta receberá uma resposta cautelosa, sem juízos de valor, devolvida por texto directamente para os telemóveis. Quem responde é um adulto sem nome nem cara, da Campanha de Prevenção da Gravidez Juvenil, da Carolina do Norte.

Namoradeiros "Porque é que os rapazes pensam que é fixe dormir com uma rapariga e ir contar aos amigos?"

James Martin é o membro da equipa que está de serviço às mensagens de texto esta semana. Tem 31 anos, é casado e pai de um bebé de poucos meses. Envia as respostas à pergunta anterior. "Na maioria dos casos, porque acreditam que fazer sexo faz deles tipos fixes", digita, acrescentando, "a maioria dos rapazes ultrapassa essa fase".

A educação sexual nas salas de aula, dizem os especialistas americanos, é ineficaz ou simplesmente insuficiente.

Nos últimos 15 anos, responsáveis das escolas e políticos têm debatido agressivamente a questão dos programas de educação sexual. Entretanto, perante a deterioração dos comportamentos sexuais de risco dos adolescentes, têm-se procurado formas de alargar a educação e informação para além da sala de aulas americanas.

Algumas universidades e hospitais criaram páginas na internet para responder às perguntas dos adolescentes. Recentemente, os investigadores começaram a explorar formas de se chegar aos jovens através de redes sociais.

E agora, explicam-nos os especialistas em educação sexual, o último projecto é este novo serviço onde se podem difundir por telemóvel informações de natureza íntima e prática aos adolescentes.

"A tecnologia diminui a vergonha e o embaraço", diz Deb Levine, director de uma organização sem fins lucrativos que lançou vários programas de saúde assentes em tecnologia. "É indicado para jovens. Sob o ponto de vista cultural não é com prelecções de adultos que ficam a saber alguma coisa sobre o assunto."

"Gosto de raparigas" O que mais preocupa Bill Brooks, presidente do Conselho de Política Familiar da Carolina do Norte, é a falta de supervisão. "Se eu não conseguisse controlar o acesso a estas informações, desactivava o serviço de mensagens de texto", explica. "No caso da Internet, os pais são aconselhados a criarem bloqueios nos computadores e a colocarem os aparelhos num lugar central da casa. Mas os miúdos têm acesso a esse tipo de coisas através dos seus próprios telemóveis - e isso não se pode controlar."

Os membros das equipas estabeleceram directrizes. Não dar conselhos médicos - incentivar os inquiridores a falarem com um médico. Não promover o aborto. Se necessário, reencaminhar as pessoas para clínicas locais, para sites ou para números de emergência. Dar conselhos bem pensados e afectivos. Ler as respostas duas vezes antes de as enviar. Nunca usarem o sarcasmo. 

O Centro permitiu que um repórter do "New York Times" lesse alguns registos dos contactos telefónicos, depois de terem sido retiradas as indicações de números de telemóvel e de localidade. As perguntas abrangiam todo o espectro da adolescência, desde o tonto ao terrível. Aliando a capacidade que os adolescentes têm de falar sem rodeios à concisão das mensagens de texto, as perguntas eram por vezes brutalmente directas: "É dela que gosto ou do sexo?" Ou: "O que acontece quando se engole um bocado de preservativo?" 

Algumas questões poderiam ter sido enviadas a revistas para adolescentes de há 50 anos: "Porque é que as raparigas não gostam de rapazes baixos?" "Cmo se mexe a língua qdo se dá 1 linguado?" Mas muitas perguntas vão além do manual de treino básico: "Gosto de rapazes, mas também gosto de raparigas. O que devo fazer?" ("Algumas pessoas gostam de quem gostam. Só a própria pessoa pode ter a certeza e saber o que está certo para ela", foi a resposta do serviço.)

A primeira vez O que ressalta vivamente dos registos dos contactos telefónicos é o desejo dos adolescentes de se libertarem de um peso. Uma noite, quando Martin se preparava para se ir deitar, o telemóvel vibrou. Ele leu a mensagem e sentou-se de repente. "Violaram-me na infância e só fiz sexo há pouco tempo, será que tecnicamente a minha primeira vez foi a violação, ou foi há pouco, quando fiz sexo?"James Martin escreveu três rascunhos. Uma hora depois, respondeu por texto: "A primeira vez é o que cada um faz dela. Acho que a primeira vez pode ser muitas coisas (boa, má, embaraçosa, maravilhosa), mas deve ser sempre consensual. A primeira vez de uma pessoa é a primeira vez que opta por fazer sexo e não quando uma pessoa horrível a forçou."

 

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Sábado, 11.07.09

O caso de amor da formiga Argentina

 

Uma formiga americana, uma japonesa e uma europeia encontram-se e esfregam as antenas umas nas outras. O encontro não é casual. Um grupo de cientistas japoneses juntou-as na mesma sala para confirmar uma suspeita. Todas descendem da formiga argentina que um dia saiu do seu país e invadiu o mundo. Esse laço mantém-se e, mesmo com origens geográficas tão distintas, quando se encontram reconhecem as colegas graças _ao cheiro semelhante que todas elas _exalam. A experiência foi realizada por investigadores da Universidade de Tóquio e o resultado do trabalho foi publicado a semana passada na revista científica “Insectes sociaux”. 

Ao contrário do que se pensava, os milhões de Linepithema humile – conhecida como formiga argentina – espalhados pelos três continentes pertencem a uma mesma família. Juntas, formam a maior supercolónia alguma vez registada entre todos os tipos de insectos. “A enorme extensão desta população de formigas só encontra paralelo na sociedade humana”, escrevem os investigadores no artigo.
A história desta invasão começou no século 19. Foi no final de 1800 que um grupo de navegadores espanhóis partiu da terra do tango com alguns tripulantes clandestinos nos navios. O professor José Carlos Franco, do Instituto Superior de Agronomia (ISA), conta que “não são precisas muitas formigas, desde que acompanhadas por uma rainha, para dar início a uma nova colónia”. 

Segundo o mesmo professor, “a primeira paragem destas formigas fora da América do Sul  foi o arquipélago da Madeira”. Atravessado o oceano, as formigas adaptaram-se com muita facilidade ao clima europeu e depressa se espalharam por todos os continentes à excepção da Antárctida. “Tornaram-se uma espécie invasora.” Os motivos deste sucesso não são segredo.

“Há várias características que justificam o sucesso da espécie”, explica José Carlos Franco. “Uma das respostas é que, ao contrário de outras espécies, estas formigas podem ter várias rainhas. Isso aumenta muito a sua capacidade de reprodução. Outra justificação é a ausência de competição intra-específica.” Traduzindo: “Quando existe um recurso alimentar extenso, estas formigas toleram o recrutamento de indivíduos de outras colónias para o explorar sem qualquer agressividade.” Trabalhadoras incansáveis, as formigas argentinas conseguem transportar até 14 vezes o seu peso. 

Praga A conquista do palco mundial  por estes seres minúsculos (2,5 mm) não é uma questão pacífica. A formiga argentina é considerada uma praga no campo e nas cidades. Os formigueiros que escavam em volta das plantas isolam as raízes e provocam a sua morte. Além disso, “as relações mutualistas que estabelecem com outras espécies, como as cochonilhas e os pulgões, facilitam a luta destas espécies com os seus concorrentes naturais e possibilita a sua propagação”, explica o professor do ISA. Destroem plantações, atacam borboletas, besouros e reduzem a quantidade de pólen das flores de árvores de fruto ao passear sobre as suas pétalas.

Nas cidades, é o facto de serem omnívoras que as transforma numa praga urbana. “Alimentam-se de qualquer tipo de matéria orgânica. Quem tem um ninho destas formigas em casa não pode ter comida desprotegida porque elas contaminam tudo.” Não são, contudo, os seres humanos que mais as devem temer. Esta espécie dominante já causou a extinção de outras espécies de formigas no Havai, na África do Sul e até na ilha da Páscoa.



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Sexta-feira, 10.07.09

A bolha, o jogo

 

"Fui sem saber no que ia dar, mas confiei e ganhei." Quando C. começou a jogar, em Fevereiro de 2008, a bolha tinha acabado de chegar ao Porto, importada de Lisboa. Um amigo - "um dos fundadores" do popular esquema no Norte - convenceu-a a entrar. Na altura havia poucos jogadores. "Era gente ligada à noite, mas também havia empresários e médicos. Dizia-se que havia gente do Futebol Clube do Porto envolvida", recorda. 


A perspectiva de obter dinheiro fácil "foi aliciante" e pouco tempo depois C. já estava numa das primeiras reuniões, que aconteciam sempre à terça-feira num hotel da Maia. "Eram encontros que não tinham mais de 30 pessoas." Mesmo assim, encontrou pessoas conhecidas: "No início foi estranho, porque dei de caras com pessoas que nunca imaginei." 
As regras eram simples: a sala de reuniões devia ser reservada e paga pelos jogadores da semana - aqueles que recebiam. No espaço havia sempre uma demonstração de produtos de emagrecimento. "Eram dispostos em mesas e à entrada distribuíam panfletos promocionais." No entanto, C. garante que "nunca se falava nesses produtos, era só para disfarçar". Nos encontros também não se falava no jogo da bolha: "Era o curso." Quando chegava a altura de receber o dinheiro, os jogadores eram convidados a dirigir-se ao centro da sala "para serem graduados" ou, no caso de irem investir, para "pagar as propinas". 

Passadas três semanas, as reuniões juntavam 300 pessoas e realizavam-se "numa discoteca desactivada na zona industrial do Porto". Eram frequentadas por todo o tipo de pessoas. "Desde a elite da cidade a gente que não tinha muito dinheiro." No início, conta, era "gente mais velha". Só mais tarde é que a bolha começou a chegar às camadas jovens.

C. investiu 250 euros e em menos de três semanas conseguiu dois mil. Voltou a investir em três bolhas, mas só ganhou em duas. Feitas as contas, o esquema (que durou meio ano) rendeu-lhe perto de cinco mil euros. Para conseguir reaver o investimento, C. introduziu quase 40 pessoas no esquema. "Nunca enganei ninguém, explicava logo que não podia garantir que desse certo." Entretanto, o jogo tornou-se demasiado popular." Era cada vez mais difícil arranjar novos jogadores e "começaram a aparecer reportagens na comunicação social que deixaram as pessoas em pânico". Por isso, C. deixou de jogar. Porque, conta, "é dinheiro fácil, mas não tão fácil como se pensa". Depois, usou o dinheiro que ganhou para estudar no estrangeiro. Saiu de Portugal em Agosto do ano passado. 

Alguém tem de perder Em menos de cinco meses, R., na altura com 20 anos, ganhou 31 mil euros. Primeiro quis assistir a uma reunião. Sem compromisso. "Nem levei dinheiro porque estava de pé atrás." Terminado o encontro, só se arrependeu de uma coisa: "Não ter ido prevenido." 

Jogou logo na semana seguinte. Entrou com dois mil euros e recrutou tanta gente que se tornou "numa referência na zona". Propuseram-lhe bolhas de 10 mil euros, mas não aceitou. "Quanto maior era o investimento inicial menos pessoas se conseguia recrutar, por isso desisti", conta. 

No entanto, foi aliciado de várias formas: "Disseram-me que nem precisava de meter as oito pessoas, que metiam quatro por mim, porque já havia bolhas paradas." As reuniões duravam "uma ou duas horas" e eram convocadas 30 minutos antes, por SMS. Nos hotéis, encontrava-se "gente de todo o tipo" unidas pelo mesmo objectivo: ganhar dinheiro fácil. "Sei de muitas histórias de pessoas que venderam carros e pediram empréstimos para poder jogar." Até, porque, admite, "no meio daquilo tudo, alguém tem de perder".

 

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Terça-feira, 07.07.09

Dieta do humor

 

A nutricionista Sonia Tucunduva Philippi, autora do livro "A Dieta do Bom Humor", dá algumas dicas sobre comida. Saiba que alimentos podem melhorar ou piorar o seu humor e o que deve comer quando estiver stressado

 

 -O que beber quando estiver com sede, em vez de refrigerantes?

Recomenda-se a ingestão de oito copos de água por dia.  
-O que comer quando se sentir triste ou deprimido, em vez de uma caixa de bombons?

Podemos comer chocolates desde que em pequenas quantidades. Se não conseguir resistir, mastigue lentamente e aprecie o sabor. Dê preferência aos chocolates amargos e sem recheio. A actividade física ajuda a libertar serotonina, uma substância comparável à transmitida pelo chocolate. Alimentos como bróculos, espinafres, pimenta, aveia, leite, banana, manga, melão, frutos secos, laranja, maracujá, alface e peixe também podem ser consumidos para ajudar a diminuir a necessidade de chocolate e para melhorar o humor.

 -O que comer quando precisa de trabalhar e produzir intensamente, em vez de café?

Quando houver necessidade de aumentar a intensidade de trabalho, o seu corpo gastará mais energia. Por isso, deve aumentar o consumo de todos os alimentos da dieta, mas de forma harmoniosa. O café é uma bebida estimulante e não deve ser ingerido em excesso.
 -O que comer quando estiver mal humorado?

Para reduzir o mau humor, alimentos como bróculos e aveia, que contêm triptofano, podem ajudar. Outros alimentos, como os espinafres, têm uma acção antidepressiva. O leite produz um efeito relaxante e a banana estimula a produção de serotonina.

Via Ionline

 



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Domingo, 05.07.09

Jogos eróticos

 

Tudo pode começar como uma brincadeira. Na cama, entre beijos e amassos, ele tapa-lhe a cara com uma almofada. Ela debate-se, estrebucha - mas percebe que isso lhe dá prazer. Juntos começam a explorar. Estendem os períodos de asfixia, assumem papéis de submissa e de dominador. Os orgasmos são cada vez mais intensos. A certa altura trocam a almofada por uma mordaça. O breath play (jogo da respiração) é assumido - e sempre consensual, descreve bondarina, de 45 anos, submissa há oito, uma das figuras mais destacadas da comunidade de BDSM portuguesa.

BDSM é o acrónimo reconhecido em todo o mundo para Bondage Domínio Sadismo e Masoquismo. Entre as várias práticas sexuais que os membros do grupo adoptam, o breath play ou asfixia erótica, retratado no filme de Nagisa Oshima, "O Império dos Sentidos" (1976), é um dos mais comuns, adianta pelo telefone - mas não é exclusivo desta comunidade. Entre os casais baunilha (que não incorrem em rituais fetichistas ou de BDSM), diz, "há mulheres que só atingem o clímax quando os maridos lhes tapam a boca com a mão e vice-versa".

Euforia Quase todos os submissos procuram o estado eufórico causado pela redução de oxigénio no cérebro (ou hipoxia), mas nem todos os dominadores estão dispostos a satisfazê-los, continua bondarina (sempre com letra minúscula; só os nomes dos dominadores podem começar por maiúscula). Sabem que é tão excitante como arriscado. E a regra número um do BDSM é o bom senso, reforça. Por isso é que condena a prática irmã da asfixia erótica, a asfixia auto--erótica, que há um mês, com a morte do actor David Carradine, voltou a ser discutida. "É um comportamento um bocado desviante", diz. "Basta uma corda mal puxada ou um lenço mais apertado e há uma asfixia imediata ou uma traqueia partida."

Aos 72 anos, o protagonista da série "Kung Fu" foi encontrado morto dentro do roupeiro de um quarto de hotel em Banguecoque. Estava nu, tinha uma corda à volta do pescoço e outra a amarrar os órgãos genitais. A polícia tailandesa começou por suspeitar de suicídio. Quinta-feira passada, o patologista forense contratado pela família confirmou que a asfixia tinha sido a causa da morte, mas descartou a hipótese de ter sido voluntária. Só esta semana é que o Dr. Michael Baden, que investigou casos tão mediáticos como as mortes do presidente dos EUA, John F. Kennedy, e do vocalista dos Sex Pistols, Sid Vicious, vai divulgar as conclusões finais. Em 2003, a ex-mulher de Carradine já o acusara de "comportamento sexual desviante potencialmente mortal", lê-se no processo de divórcio divulgado pelo site The Smoking Gun.

Tanto a auto-asfixia erótica como a asfixia erótica são consideradas parafilias, ou seja, "preferências por estímulos sexuais pouco usuais e que podem ser consideradas um problema médico", avança o psiquiatra Afonso de Albuquerque no livro "Minorias Eróticas e Agressores Sexuais" (Dom Quixote). "Ao contrário de outras parafilias, [a auto-asfixia] é particularmente perigosa", lê-se, daí justificar-se "uma intervenção terapêutica urgente". Com um parceiro é "menos perigosa", continua, "mas mesmo assim a falta de oxigénio nunca pode ser benéfica para o corpo". A terapeuta sexual Patrícia Pascoal acrescenta: "Os comportamentos parafílicos são preocupantes quando se tornam exclusivos, rígidos e são sentidos como limitativos para a própria pessoa."

Orgasmos fatais Em Portugal, calcula-se que haja entre cinco e dez mortes anuais causadas pela asfixia auto-erótica, prossegue Afonso de Albuquerque. Nos EUA, os números são ainda mais impressionantes: entre 500 e mil mortes; a maior parte das vítimas têm entre 12 e 25 anos. Em todo o mundo há casos famosos, como o do vocalista da banda INXS, Michael Hutchence, encontrado morto em Sydney em 1997 (embora a versão oficial aponte para o suicídio) e o da japonesa Sada Abe, que asfixiou o amante nos anos 30 e inspirou o filme "Império dos Sentidos".

Bondarina recorda o caso de um casal amigo perto dos 40 anos que apanhou um susto valente em plena asfixia erótica quando a mulher perdeu os sentidos. "Ele ficou tão perturbado que durante um ano não quis saber do BDSM", conta. Defende que devia haver uma idade mínima para se entrar no sadomasoquismo, os 30 anos. Ainda assim, os acidentes são raros, assegura. "Há três premissas básicas. As práticas têm de ser sãs, seguras e consensuais", diz. Até porque se mal executadas quase todas são perigosas, do needle play (agulhas) ao wax play (cera), passando pelo branding (ferros em brasa).

A dominadora Foxy, de 30 anos, concorda. Defende que as únicas práticas que não envolvem riscos são a humilhação verbal e a chuva dourada. Por isso "é preciso estudar muito", diz. "Numa sessão de spanking [espancar] evito sempre a agressão em zonas perigosas." Uma vez, enquanto era amarrada com cordas (shibari), lembra-se de ter deixado de sentir o braço. Foxy gritou: "Soltem-me o braço, por favor!" Também podia ter usado uma safe-word, uma palavra combinada com antecedência que determina o fim do jogo. Afinal, apesar das fronteiras ténues, o que aqui está em jogo é o prazer, como diz bondarina: "Estou no BDSM enquanto não me sentir violentada. Pode haver mais riscos, mas vale a pena."

 

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Sábado, 04.07.09

Blogs estranhos

 

 

Pessoas que não sorriem na hora do flash, famílias que combinam os retratos mais inusitados de sempre, erros de moda ou até executivos desesperados. O que têm em comum estas imagens? São alguns dos blogues mais estranhos e de maior sucesso nos Estados Unidos e no Brasil. A revista Época fez uma selecção de alguns dos melhores. Vale a pena visitá-los:

 

- Happiest People Ever - pessoas que não riem para as fotos

- Awkward Family Photos - os retratos de família mais estranhos

- Look at this fucking hipster - pessoas que acham que lançam modas

-The Brokers With Hands On Their Faces - executivos desesperados

 

 

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publicado por olhar para o mundo às 10:29 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Quarta-feira, 01.07.09

Sexo, a prática faz o mestre

 

Ter relações sexuais todos os dias aumenta a qualidade dos espermatozóides e, por isso, a probabilidade de uma gravidez. A conclusão é de uma investigação realizada a homens com problemas de fertilidade.

Numa conferência sobre problemas de fertilidade, o investigador australiano David Greening aconselhou os casais que querem ter filhos a terem relações sexuais a cada dois dias. Os resultados aos testes revelaram-se, de imediato, promissores: as análises ao esperma dos118 homens analisados reflectiram melhorias imediatas, que variaram com a frequência com que tinham relações sexuais.

Oito em cada dez homens da amostra demonstraram uma quebra de 12% nos danos do ADN dos espermatozóides, sete dias depois de aumentarem a frequência das relações sexuais.

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Grande novidade... está-se mesmo a ver que estamos a entrar na silly season.... haja paciência



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Jessica Terry

 

Jessica Terry, 18 anos, passou a última década de consulta em consulta à procura de uma explicação para vómitos, febres altas e diarreias constantes. Passava grandes temporadas sem poder ir à escola, fechada em casa. Mas o primeiro diagnóstico para a sua doença só chegou em Janeiro, e foi feito pela própria numa aula - numa experiência de ciências, a professora pediu para olharem para a sua pele ao telescópio. Jessica descobriu um granuloma, uma inflamação específica de algumas doenças crónicas. O passo foi fundamental para os médicos perceberem que tinha a doença de Crohn. 

"É estranho resolver o meu próprio problema médico. Ninguém me dava respostas, eu estava sempre doente", disse a adolescente à "CNN".
O caso divulgado este mês pela imprensa americana surpreende a comunidade médica: Como é que uma adolescente a olhar para um microscópio de escola consegue ver o que nenhum médico viu?
Mary Margaret Welch, a professora que presenciou a descoberta, recorda o episódio: "Ela chamou-se a dizer que lhe parecia ter descoberto algo. Parecia-me um granuloma. Tirei uma fotografia e enviei-a a um patologista. Em 24 horas, respondeu de volta a confirmar".
Corey Siegel, especialista americano neste tipo de doenças, explica que os granulomas, que indiciam a doença de Crohn, são difíceis de encontrar e nem sempre estão presentes. "Elogio o trabalho meticuloso da Jessica", frisou à mesma cadeia televisiva.
A doença de Crohn é uma inflamação crónica numa ou mais partes do tubo digestivo. O diagnóstico ocorre geralmente entre os 20 e 30 anos. Em Portugal, estima-se que a doença inflamatória do intestino, que engloba ainda as colites ulcerosas, afecte 13.500 pessoas, com 140 novos casos por ano. 

 

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Terça-feira, 30.06.09

Apenas sexo com alguém que amo...

 

 "Não critiques a masturbação. É apenas sexo com alguém que amo." Mais claro é impossível. A frase de Woody Allen, no filme "Annie Hall", é uma definição digna de constar num dicionário. Mas que os homens estão à vontade com esta forma de amor e que falam dela sem problemas não é novidade. Billy Idol "dançava" sozinho, Prince cantava acerca das variadíssimas utilidades de uma revista em "Tamborine", e até Elvis Costello, muito antes do romântico "She", já elogiava a prática em "Pump It Up". E as mulheres? Será que a masturbação continua a ser uma forma de prazer reservada apenas aos homens?

A psicóloga Ana Alexandra Carvalheira, do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, quis investigar o tema e concluiu que as mulheres estão cada vez mais à vontade com o seu próprio corpo e com a masturbação. Das inquiridas, 79,6% toca directamente os genitais e apenas 8,5% nunca se masturbou.

Este comportamento demonstra uma boa vivência sexual. "A masturbação permite um conhecimento do corpo. A mulher só sabe que o clítoris é importante se o tocar e souber que ele existe." Aliás, o estudo indica ainda que as mulheres que se masturbaram na adolescência têm mais facilidade em ter orgasmos, comparadas com as que não o fizeram. Mas a investigadora, de 36 anos, explica, que apesar de os dados indicarem uma mudança, não representam a totalidade das portuguesas. "O estudo é representativo das mulheres utilizadoras da Internet, que vivem no meio urbano e têm cerca de 30 anos."

Diversidade Vibradores, chuveiros, almofadas, corrimãos e até selins de bicicleta. É caso para dizer que imaginação não lhes falta. "As mulheres têm uma maior plasticidade erótica do que os homens." Mesmo assim, continuam a ter sentimentos contraditórios em relação à masturbação: 14,3% têm vergonha e 9,5% sentem-se culpadas por o fazer. Estes preconceitos reflectem-se nas formas de masturbação.

Cerca de 20% masturbam-se sem se tocar. A psicóloga explica porquê: "É a pesada herança judaico-cristã que está associada ao modelo reprodutivo do sexo e à ideia de que a masturbação é pecado. Mas isto está a mudar. A educação das mulheres é menos repressiva e a sexualidade é vivenciada com mais liberdade."

A investigadora indica outra razão para o sentimento de vergonha. "Muitas mulheres estão insatisfeitas com a sua imagem corporal e a sexualidade passa pelo corpo."

Apesar disso, os dados de Ana Alexandra Carvalheira demonstram que a maioria das mulheres tem orgasmos nas relações sexuais. E até poderiam ter mais, a julgar pelos 56% que afirmam que gostariam de receber do parceiro melhor estimulação sexual. "A mulher deve comunicar o que deseja, porque os estímulos que eram adequados aos 20 anos, não são aos 40. O desejo feminino é muito flutuante e é influenciado por muitas variáveis psicológicas - como as emoções, o cansaço -, e biológicas, como as hormonas e até os fármacos."

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 Disfunção erectil pode ser uyma benção?

 

Disfunção eréctil. Basta juntar as duas palavras para a maioria dos homens entrar em pânico. Haverá poucas doenças que ameaçam tanto a identidade masculina. Mas o que parece ser uma humilhação é, afinal, uma bênção que previne diabetes, arteriosclerose e enfartes. É um facto comprovado, garante o professor de Urologia da Universidade de Colômbia, em Nova Iorque, Ridwan Shabsigh.


"No dia em que um homem tiver uma disfunção eréctil, isso significa que, se mantiver os seus hábitos, terá um ataque cardíaco no espaço de três anos", explica o especialista perante uma plateia de médicos de todo o mundo, reunidos recentemente em Gotemburgo (Suécia) num seminário sobre perturbações sexuais masculinas.

A disfunção eréctil resulta igualmente do baixo nível de testosterona, um indicador que revela outra doença no intervalo de oito anos: a diabetes. Aquilo que é encarado como uma vergonha, funciona, afinal, como uma espécie de máquina para calcular os males que podem surgir a médio prazo. "É uma oportunidade de ouro para intervir." Homens de todas as idades ficam agora a saber que têm alguns anos pela frente para combater as doenças que nem sequer desconfiavam poder vir a ter. E também de recuperar a forma física na intimidade - já que a disfunção eréctil não é um mal irreversível. "Durante anos ensinei que esta era uma condição progressiva." O mal-entendido acabou no início desta década, quando se descobriu que um terço dos homens em todo o mundo viu a doença simplesmente regredir, depois de adoptar um estilo de vida saudável. 

O recuo, conta Shabsigh, é avaliado através da massa corporal: quanto maior for este índice, mais baixo é o nível de testosterona. Como saber, então, se a doença está a regredir? A resposta está na barriga. "A obesidade abdominal mostra que há muito pouca quantidade de hormonas sexuais." E essa ausência está associada à alta taxa de mortalidade da população masculina. "A testosterona afecta tudo, desde a saúde óssea, à circulação sanguínea, músculos, massa gorda, etc."

Disfunção eréctil antecipa danos que avançam em silêncio: "Quando alguém sofre um ataque cardíaco hoje, quer dizer que o enfarte começou há 25 anos." Doenças cardiovasculares são processos lentos que evoluem sem alertas. "Os males crescem sem ruído e, por isso, continuamos indiferentes à hipertensão, ao colesterol ou à obesidade."Até ao dia em que é demasiado tarde. Mas não tem de ser assim. "Hoje sabemos que a disfunção eréctil é o primeiro aviso de que perturbações graves estão a caminho." É caso para dizer que um mau desempenho sexual pode salvar um homem.

 

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Humm, aposto que isto foi escrito por uma mulher



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Sexta-feira, 26.06.09

Menage a trois

 

A convite do jornal "The Guardian" o escritor Ewan Morrison escolheu os dez melhores trios de amantes na literatura

 

 

Ewan Morrison é um autor inglês conhecido pelas suas novelas que exploram o sexo pouco convencional, como o swing e poligamia, por exemplo. Aqui ficam as suas dez escolhas.


1. O Jardim do Éden, de Ernest Hemingway
2. Jules e Jim, de Henri Pierre Roche
3. Politics, de Adam Thirlwell
4. Uma Casa no Fim do Mundo, de Michael Cunningham
5. Three in Love: Ménages à Trois from Ancient to Modern Times, de Barbara Foster, Michael Foster e Letha Hadady
6. Off the Road: Twenty Years with Cassady, Kerouac and Ginsberg, de Carolyn Cassady
7. O Amante do Vulcão, de Susan Sontag
8. Henry and June, de Anais Nin
9. Design for Living, de Noel Coward
10. O livro do Génesis

 

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Quarta-feira, 24.06.09

O negócio dos problemas

 

Está a sobrevoar os Alpes suíços num helicóptero. De repente, o piloto tem um ataque cardíaco e passa-lhe o controlo do aparelho. Durante uns minutos fica sozinho no cockpit e tem de evitar a queda. No último momento, o piloto recupera a consciência e aterra. Milagre? Não. Acabou de superar um problema do site www.needaproblem.com, que nasceu em Novembro e todos os dias vende um dilema a utilizadores com falta de desafios. A empresa é de três suíços, Hansmartin Amrein, Martin Koncjlia e Björn Herring. "As pessoas têm tantos problemas sem solução que ficam aliviadas quando conseguem comprar um que é fácil de resolver. Além disso, queremos acabar com a monotonia", explica Martin. 


O funcionamento do site é simples. Primeiro escolhe-se o tipo de problema - vai do trivial ao quase impossível - recebe-o por e-mail. Tem 48 horas para resolver o desafio e enviar um comprovativo para o site - uma fotografia, por exemplo. "Oferecer soluções é muito banal. Queremos dar algo completamente diferente, porque quem é feliz e não tem preocupações leva uma vida entediante", diz Martin. Dos três amigos, Hansmartin Amrein é o responsável por criar problemas. Os mais triviais, que custam um euro, são fáceis de resolver. Arranjar uma fotografia aérea do jardim botânico de Caracas não deve causar muitas dores de cabeça. "Mas outro dos desafios é trabalhar, durante um dia, como homem do lixo e enviar-nos uma fotografia em uniforme", conta Martin Koncjlia. 

Há tarefas ainda mais complicadas que a do helicóptero: "Por 5 mil euros, compra um problema quase impossível de resolver, como almoçar com a nossa assistente no restaurante The Pearl, em Reiquiavique, na Islândia, e manter uma conversa agradável. Detalhe: ela só percebe islandês." O needaproblem.com começou por estar apenas em alemão, mas em Fevereiro foi traduzido em inglês. Nessa altura o número de visitas mensais disparou de 50 mil para 200 mil. Martin Koncjlia, que trabalhava no departamento de marketing dos caminhos--de-ferro suíços, conta que muitos clientes oferecem os problemas. "Um alemão já me enco- mendou 20 problemas para dar a um amigo." Inspirado no filme "O Jogo", de David Fincher, o site tenta recriar a experiência que Michael Douglas viveu. O actor é um banqueiro deprimido e entediado que se vê envolvido no jogo de uma empresa de entretenimento. O protagonista só se apercebe de que está num jogo arrepiante quando tem de saltar de um táxi em andamento. O needaproblem.com não vai tão longe, mas os leitores do podem experimentar um dos desafios. 

 

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Terça-feira, 23.06.09

 Tempo é dinheiro

 

O avanço tecnológico deveria aumentar a produtividade e reduzir o tempo de trabalho. Porém, na prática isso não se verifica: as estatísticas oficiais dizem que quase um milhão de portugueses trabalha mais de 40 horas por semana e que a média nacional é superior à europeia. Em 2008, a carga semanal até aumentou. "Somos conhecidos por trabalhar até mais tarde (não necessariamente com a correspondente produtividade - aliás, a nossa maior fraqueza, sobejamente conhecida), tendo como consequência o facto de dispormos de menos tempo para a família, os amigos e o lazer", lembra Pedro Oliveira, director da Albenture, uma empresa que oferece serviços de ajuda para conciliar a vida laboral com a vida pessoal. Uma investigação da Eurofound, o braço da União Europeia que estuda as condições de trabalho, concluiu que um em cada quatro portugueses trabalha seis ou sete dias por semana.


Embora algumas vezes seja por necessidade, é frequente as pessoas trabalharem mais apenas pelo dinheiro. "Há efectivamente uma tendência para as pessoas orientarem as suas vidas em função do dinheiro. Contudo, a vasta investigação nesta área sugere que a felicidade não é conquistada através do dinheiro - a partir de um nível médio socioeconómico, não existe uma diferença significativa em termos de felicidade, no Ocidente", avisa Catarina Rivero, psicóloga e terapeuta familiar. O objectivo de ganhar mais dinheiro em detrimento de ter mais tempo longe do trabalho acaba por provocar um desequilíbrio familiar. Em 2006, numa investigação do International Research Institute, 57% dos portugueses admitiu não ter equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. "Pode dizer-se que aqueles que procuram felicidade na acumulação de dinheiro e riqueza não estão necessariamente a assegurá-la: o materialismo provou estar negativamente associado a muitas das medidas de qualidade de vida estudadas", lembra Gabriela de Abreu, fundadora da Associação Portuguesa de Estudos e Intervenção em Psicologia Positiva.

O dinheiro é importante, mas não se deve fazer tudo por ele. "O foco de cada pessoa deveria estar em colocar o dinheiro a trabalhar para ela e não estar a trabalhar para ganhar dinheiro", aconselha Pedro Queiroga Carrilho, autor do livro "O Seu Primeiro Milhão". "Colocar o dinheiro a trabalhar para nós significa, por exemplo, poupar e investir regularmente de modo a uma parte dos nossos rendimentos provir de juros e retorno de investimentos que fazemos", concretiza.

Se é um dos muitos portugueses que pensam que as 24 horas do dia não são suficientes para o trabalho e para a família, está na hora de sair do ciclo vicioso. Comece já hoje a ser mais produtivo, a trabalhar menos e a gozar mais com a família.

 

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Segunda-feira, 22.06.09

Calendário da Pirelli

Atente na descrição: "A sessão foi retomada à meia-noite. [O fotógrafo Terry] Richardson quis que a sua produção armasse um luau na praia. Encomendou porco no rolete - o maior que o cozinheiro encontrasse. Bicho assando, festa rolando, consumo de caipirinhas estourando. Quando todas [as modelos] já estavam bem alegrinhas, Richardson apareceu com farinha e ovo e começou uma guerrinha com as modelos. Em pouco tempo, elas rolavam na areia. Roupa zero. As mais ousadinhas subiram no suíno no espeto, brincaram de montaria e simularam uma aproximação maior."


O fotógrafo norte-americano esteve em Trancoso, perto da Bahia, no Brasil, a fotografar o novo calendário da marca de pneus italiana Pirelli. As sessões fotográficas, narra a revista Veja, foram das mais alucinadas e escaldantes de que há memória. E quase levaram um transeunte às lágrimas.

"Quando acabavam as fotos, elas, nuas como estavam, corriam para o mar e ficavam brincando na água, como se estivessem em uma ilha deserta", descreveu o empresário Eduardo Rios. "Quando vi aquela cena louca, quase chorei. Parecia uma miragem. Tive de ligar para o meu pai, meu irmão e meus amigos, porque senão ia enlouquecer."

Para realizar este trabalho, o fotógrafo, um ícone do underground nova-iorquino, gay, ex-toxicodependente, tatuado, branquíssimo, óculos "retro" graduados, só apresentou três requisitos: as modelos tinham de ser muito jovens (todas tinham entre os 18 e os 24 anos; a mais velha era a brasileira Ana Beatriz de 27 anos), aceitar fazer fotos nuas e não ter silicone no corpo. "Queríamos um visual bem natural, fosse de peitinhos, fosse de peitões", explicou a directora de casting, Jennifer Starr.

 

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Os sonhos infantis

 

No fundo de uma casa lilás há uma porta azul que, ao abrir-se, mostra lá fora um corredor de nuvens alinhadas em montinhos de algodão. É o caminho que se percorre até chegar à outra ponta de um céu carregado de tons laranja. A viagem termina assim que os olhos abrem e, ainda antes de chegar à escola, a recordação desaparece para sempre. Em menos de nada, os sonhos fogem da memória dos miúdos. Agarrá-los antes de se perderem é uma oportunidade que os adultos têm para entender as emoções das crianças. "Os sonhos infantis são alertas para os pais, pois podem ser expressões de preocupações, de necessidades e de desejos dos filhos", garante a psicoterapeuta Natacha Rodrigues.


Mas descodificar as aventuras vividas pelos mais novos durante a noite não é tarefa instantânea. "Não existe uma correlação directa com o estado emocional da criança", avisa o pediatra Mário Cordeiro. A sua interpretação é sempre individual e varia de caso para caso. Depende, portanto, do momento, da história de vida e do contexto pessoal de cada criança. Mas, a vantagem é que são fáceis de entender. Nos sonhos infantis não há leituras nas entrelinhas, interpretações freudianas ou mergulhos nas profundezas do subconsciente. 

"Os sonhos das crianças são simples, breves e sem ambiguidades", explica Cristina Nunes, psicoterapeuta e directora associada da CliniPinel, clínica vocacionada para as as áreas de Psiquiatria, Psicoterapia e Psicanálise. São rastos de desejos por realizar, inquietações com algo que ficou pendente na véspera. "Retratam sobretudo aspectos pontuais mal resolvidos durante o dia e raros são os casos em que é possível interpretar o lado emocional mais profundo da criança", esclarece Cristina Nunes. 

Mas há sonhos que são recorrentes. Que fazem parte do imaginário colectivo de quase todos os miúdos. São símbolos universais, combinados com ingredientes culturais e individuais, explica Natacha Rodrigues: "Sonhar com monstros é muito mais comum em crianças do que em adultos, mas no Japão, por exemplo, o monstro pode adoptar a forma de um godzilla, enquanto que, em Portugal, cabe ao bicho-papão simbolizar o medo."

Medos Fugir sem hipóteses de fuga, ser perseguido por serpentes ou por feras, atormentado por bruxas e outras figuras fantásticas são alguns dos padrões infantis identificados pelo pediatra Mário Cordeiro. São vários os feitios que o medo assume para uma criança e poderão querer dizer que estão frustrados, se sentem culpados, frágeis, revoltados, com remorsos ou raiva: "Os sonhos agradáveis, por outro lado, poderão estar relacionados com a sexualidade ou erotismo, com a mãe, o nascimento, etc." 

As fantasias agradáveis são as mais facilmente partilhadas com os pais, ainda que por vezes possam ser embaraçosos para as crianças, adverte a psicanalista Luísa Branco Vicente. "Quando se está no período classicamente conhecido como edipiano, uma menina pode sonhar que casou com o pai e um menino com a mãe, e desta forma conseguir eliminar um rival." 

Outros sonhos são transversais a todas as idades, quase próprios da espécie humana. "Voar ou andar no céu, perder peças de roupa ou cair de um comboio são padrões recorrentes que, ainda assim, devem ser pensados em função do aqui e agora do sonhador", diz Cristina Nunes.

Pesadelos Acordar ao meio da noite com os pesadelos dos filhos já aconteceu à maioria dos pais. Em regra, não é motivo de preocupação: "Boa parte das vezes é apenas resultado do imaginário infantil que vai sendo construído a partir de experiências, jogos, filmes ou histórias que ouviram contar e que interpretam à sua maneira", defende a directora da CliniPinel. 

 

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Quinta-feira, 18.06.09

 As mulheres brasileiras e o sexo nas férias

 

Os predicados do Brasil são mais que muitos e podiam ser enumerados por ordem alfabética sem saltar letras. Fiquemo-nos pelos mais óbvios: o clima, a beleza natural do país, as praias paradisíacas, ou a folia do carnaval. Mas se perguntarmos a um grupo de homens que se prepara para umas férias em terras brasileiras o que os levou a escolher aquele destino, a resposta é unânime: o sexo. Fácil e sem compromisso. 

Depois de seis meses a viver no Brasil, "Jorge" chegou a Portugal com a sensação de quem está deslocado. "Sinto que pertenço a Fortaleza, é como se fosse a minha cidade." A convicção era tal que, poucos dias depois da chegada, este advogado de 32 anos correu para um concerto do brasileiro Netinho, no Montijo. Resultado? Uma enorme desilusão. "Uma rapariga passou por mim e eu dei-lhe a mão. Virou-se e disse-me em voz alta: "Estás-te a passar?". Era portuguesa.

Quem beija mais? Os seis meses de vida brasileira já lá vão - está cá há mais de quatro anos - mas o país da Copacabana, das caipirinhas e do samba ficou-lhe no imaginário. Desde que regressou, Jorge já foi ao Brasil cinco vezes. "Sempre com amigos", conta. E quase sempre na altura do Carnaval. As férias não são baratas - "cada um gasta uma média de dois mil euros" - mas o investimento compensa: "É uma semana de diversão em que praticamente não vamos à cama, só praia, copos e miúdas."

Numa das noites de folia, os cinco amigos fizeram até um concurso para ver quem conseguia beijar mais mulheres. Houve quem chegasse às vinte. "Muitas vezes, trocam-se beijos sem sequer ouvir a voz das mulheres. É tudo muito liberal, posso andar aos beijos com várias pessoas, chegar ao fim da noite e ir embora com uma mulher que nem beijei", garante.

A mesma opinião tem "Pedro", que também viveu no Brasil. A disponibilidade da mulher brasileira ajuda, sobretudo quando se tratam de estrangeiros generosos e com hormonas em excesso. "Basta ir a um shopping que há flirt em quase toda a parte. Um dos meus amigos, um engenheiro português, foi comprar prendas para a família. Antes de ir embora, ficou com o número de telefone da lojista", recorda. O caso não teve grandes desenvolvimentos, mas é frequente os turistas, sobretudo italianos, arranjarem "namoradas" com quem vivem romances de férias. Nalguns casos, o amor de praia não fica enterrado na areia: depois de regressarem, alguns enviam dinheiro e bilhetes de avião para as receberem no seu país de origem. 

"Chamam-se pirguetes, são raparigas que só querem estrangeiros", conta. Não são prostitutas, apesar de muitas acompanharem um turista durante a estadia, receberem presentes, jantares em restaurantes finos e dormidas em hotéis de luxo.

"É uma forma de alimentar a fantasia de poder vir a mudar a sua realidade", explica Alfredo Hervías y Mendizábal. Para o escritor espanhol radicado no Brasil há três anos, é a discrição e facilidade em ter sexo que leva muitos portugueses a atravessar o Atlântico. "Não é sexo pago, mas há muita malandrice", afirma. No Brasil a prostituição abunda, mas "tem pouco a ver com o conceito de prostituição europeu: muitas vêm no gringo [nome dado ao turista ] uma oportunidade de sair do Brasil, para outras é um troféu". No fundo, "há muita gente a sobreviver do sexo". 

 

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