Quinta-feira, 03.03.11
 
Os actores Javier Bardem e Josh Brolin trocaram um beijo rápido durante a cerimónia dos Óscares do passado domingo, escreve a Veja.

O beijo aconteceu segundos antes de serem entregues os Óscares das categorias de Melhor Argumento e Melhor Argumento Adaptado, mas a cadeia de televisão norte-americana ABC optou no momento por filmar a actriz Penélope Cruz, mulher de Bardem.

Vários sites da comunidade homossexual americana mostraram-se indignados pela opção do canal televisivo, que ainda não se pronunciou sobre o episódio.

 

Via SOL



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Terça-feira, 01.02.11

Primeiro político gay a casar é do  PSD

 

Foi dos presidentes mais controversos da JSD. Durante o seu mandato, Jorge Nuno de Sá bateu-se por temas tradicionalmente associados à esquerda, como a despenalização do aborto, a criação de salas de chuto nas cadeias ou a prescrição médica da canábis. Mas quando deixou aquela estrutura partidária - que assumiu entre 2002 e 2005 -, o seu protagonismo político caiu a pique. Ocupou um cargo invisível na Câmara Municipal de Lisboa, ao lado do vereador Sérgio Lipari Pinto, e sofreu uma derrota, em 2008, quando se candidatou à presidência da mesa da "jota". Em Novembro do ano passado, saltou novamente para as páginas dos jornais, ao ser o único conselheiro do PSD a não apoiar a candidatura de Cavaco Silva a Belém. No sábado passado, aos 33 anos, Jorge Nuno de Sá voltou a ser notícia, ao tornar-se o primeiro político português homossexual a casar.

No PSD, a notícia não foi uma surpresa. Há muito que a orientação sexual do ex-líder da jota não era sequer tema de conversa de corredor. "O mais surpreendente acabou mesmo por ser o casamento", disse ao i fonte do partido. Oficialmente, poucos são os que aceitam falar sobre o assunto. José Eduardo Martins, deputado que votou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, não quis comentar, limitando-se a desejar felicidades ao colega de partido. "Para mim é um casamento como qualquer outro, a quem desejo as maiores venturas e felicidades". Também o actual líder da JSD, Duarte Mendes, se escusou a comentar o caso, adiantando tratar-se "de um assunto do foro pessoal". "Devemos respeitar as opções de cada um, e como tal o meu único desejo é que seja feliz."

Jorge Nuno de Sá nasceu em Viana do Castelo há 33 anos. Na capital do Alto Minho, uma região tradicionalmente mais conservadora que os centros urbanos de Lisboa e Porto, a notícia não foi recebida com o mesmo desinteresse manifestado no seio do PSD. Ainda assim, o conservadorismo local não terá sido suficiente para impedir a decisão do ex-líder da JSD, cuja carreira política foi desde sempre marcada por uma certa rebeldia. 

Fim do serviço militar Embora a decisão de não apoiar a candidatura de Cavaco Silva a Belém tenha merecido maior atenção dos média, esta não foi a única vez que Jorge Nuno de Sá esteve em desacordo com o actual Presidente da República. O célebre episódio do cartaz de Santana Lopes, que nas legislativas de 2005 se viu obrigado a retirar a imagem de Cavaco Silva, justificou a indisciplina partidária de Jorge Nuno de Sá. Mas não só: também a polémica das escutas entre Belém e São Bento, nas legislativas em que Manuela Ferreira Leite saiu derrotada, pesou no afrontamento das linhas orientadoras do partido.

Apesar de tudo, a postura de Nuno de Sá recolhe vários elogios dentro do partido. "Foi um líder que actuou sempre próximo das bases, muito trabalhador, mas por vezes sem capacidade de marcar a agenda política", recorda um dirigente do PSD. Há quem lhe atribua os louros do fim do serviço militar obrigatório, uma causa pela qual sempre se bateu. "Parte do mérito é dele", acrescenta a mesma fonte. 

Durante o seu mandato como deputado, eleito pelo círculo político de Viana do Castelo (primeiro ao lado de Durão Barroso, e depois com Santana Lopes) Jorge Nuno de Sá apresentou diversas iniciativas na Assembleia da República ligadas a temas como educação sexual, programas de voluntariado e questões relacionadas com a terra que o viu nascer. Mas foi a sua postura relativa à interrupção voluntária da gravidez - deu a cara na campanha pela despenalização - e às salas de chuto nas cadeias que o deixou em rota de colisão com o partido. Foi acusado de andar afastado da realidade dos jovens portugueses e, em 2005, quando tentava a sua reeleição, perdeu a eleição para Daniel Fangueiro.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 08.09.10

Os jovens ignoram o sexo seguro

 

Portugal tem das taxas mais altas de infecção pelo VIH/Sida, uma taxa que é promovida pela ignorância patente no entendimento da infecção, e veículos de transmissão.

Recentemente na Bélgica, a Universidade de Ghent, apresentou as conclusões de um estudo levado acabo durante nove anos, observando quinhentos indivíduos.

 

Os pacientes que fizeram parte do estudo são do sexo masculino, homossexuais, e na sua grande maioria brancos, mas mais relevante ainda eram todos jovens.

Os pacientes tendem também a ser portadores de outras infecções sexualmente transmissíveis como a sífilis sugerindo assim, um comportamento de risco sem o uso do preservativo.

Nota de destaque sobre este estudo, o Reino Unido aponta-o como verdadeiro.

Nick Partridge, diretor-executivo do Terrence Higgins Trust (ONG do Reino Unido), aponta a sociedade gay como a mais propensa ao risco de infecção pelo VIH/Sida.

Por isso Partridge, pede maiores campanhas dirigidas aos jovens, e em específico aos jovens gays, dado que segundo ele, mais de um quarto das pessoas infectadas não estão diagnosticadas.

 

Via Portugal Gay



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Quinta-feira, 01.07.10

Comecei aos 17 anos. Tinha um amigo que se prostituía no centro do Rio de Janeiro. Fiquei curioso, pedi-lhe que me levasse. Aquilo era um talho, um açougue, uma carniçaria. Numa rua, rapazes de pé, mostrando partes íntimas; clientes passando de carro, escolhendo.

Era muito perigoso ficar, de noite, naquela rua escura. Entrava nos carros e nem via quem vinha lá dentro. Por vezes, a polícia aparecia do nada e espancava quem lhe apetecia e levava o dinheiro. Os rapazes que trabalhavam ali também podiam espancar, roubar.

Não estava disposto a passar cinco anos a estudar para ter uma profissão e nem sequer a exercer, como via acontecer com familiares e amigos. Não estava disposto a trancar-me num escritório. E a verdade é que isto vira um vício.

As pessoas, às vezes, falam nos trabalhadores do sexo como uns coitados. Eu estou nesta vida porque quero. Não me sinto agredido com a profissão, não me sinto vítima. Conheci muitos países, aperfeiçoei o meu inglês, aprendi a falar espanhol e italiano; tudo graças à putaria.

Não digo que é fácil ser puta. Digo que aprendi a virar-me. Chego a uma cidade sem saber onde se apanha um autocarro e tenho de descobrir tudo. Se me soltarem no deserto do Sara, eu encontro uma torneira. Foi a vida que me ensinou. Não tive um cursinho, não.

A minha família não sabe. Até hoje, pensa que trabalho em restaurantes, cafés. Sempre lhe disse que trabalhava nisso. Seria muita confusão na cabeça da minha mãe. Não quero que arranque os cabelos. E ela também não pergunta de onde vem o dinheiro que eu lhe mando.

Já não tenho pai. O meu pai morreu quando eu tinha 17 anos. Ficámos com dificuldades. Eu não estava disposto a estudar e a procurar um trabalhozinho desses típicos, “o primeiro da vida”. E, como já tinha essa curiosidade, pedi ao meu amigo que me levasse para aquela rua.

Quando saí da rua, fui trabalhar para uma pessoa que tinha um apartamento: pagava-lhe metade do que ganhava. Ao fim de um ano e meio, aluguei o meu primeiro apartamento – era perto da praia. E, com isso, consegui a minha independência profissional – fazia os meus horários.

Há um processo. Depois de trabalhar num apartamento, ninguém quer voltar a trabalhar na rua. Não deixa de ser perigoso (recebe-se dentro de casa gente que nunca se viu), mas é bem mais confortável. Então, você quer comprar o seu apartamento. Viaja para a Europa para ganhar dinheiro.

A maior parte dos trabalhadores do sexo brasileiros que se anunciam na Internet e nos jornais, em Portugal, são assim. Vieram para trabalhar um tempo, para juntar um dinheiro para comprar um apartamento, montar um negócio. Muitos mandam dinheiro para ajudar as famílias.

Paguei oito mil dólares [cerca de 6500 euros] às pessoas que me trouxeram para a Europa. Há um sistema [de angariação de pessoas para trabalho sexual]. Eles vêm para a Europa, fazem contactos, voltam ao Brasil, trazem outros: “Pago a sua passagem, arranjo um lugar para você ficar, dou-lhe uma certa ajuda.”

Hoje, as pessoas vêm mais por conta própria. Em 2001, havia quem pagasse 12 mil dólares para vir; eu paguei oito mil por vir com um amigo. Quem está aqui não acredita, mas a Europa é o paraíso para quem sai do Brasil. Em seis meses, paguei os oito mil dólares e juntei 30 mil reais [actualmente, cerca de 13.600 euros].

Portugal, Espanha, Itália…

Fiz a minha estreia na Suíça. Nunca sentira tanto frio. A comida era horrível. Era um trabalhador clandestino. Mal me atrevia a sair. As pessoas que nos trazem botam medo na cabeça da gente para a gente não ganhar asas: “A polícia apanha-te; se te apanha, deporta-te.”

Trinta mil reais é muito dinheiro no Brasil. Achava que tinha direito de gastá-lo. Pobre nunca comeu melado; quando come, se lambuza. Passei seis meses andando de táxi, pegando praia. A minha mãe tinha a mesma mesa e o mesmo guarda-roupa desde o casamento e eu comprei-lhe mobílias novas. Quando a conta começou a ficar curta, pensei: está na hora de voltar.

Quem vem para cá trabalhar num instante aprende onde comprar um telemóvel, onde arrendar um apartamento, onde botar um anúncio. E acha que já sabe tudo, mas é preciso tempo para entrar nesse circuito. Tive de tactear, sem costas quentes, sem proxenetas de luxo. Só juntei seis mil reais em três meses.

Voltei para o meu apartamento no Rio. Mantivera-o por não saber no que esta aventura ia dar. Mas depois daquele segundo regresso, quis entregá-lo. A minha cabeça começava a mudar. Deixei as minhas coisas na minha mãe e voltei para a Europa, a pensar: “Agora, vivo no mundo.”

Nessa terceira vez, fiquei quatro anos seguidos. Dei-me a liberdade de conhecer. Andei por Portugal, Espanha, Itália, França, Inglaterra. Parei essa paranóia de só juntar dinheiro. Comecei a viver.

Estive em Espanha uns dois anos. Encontrei-me lá. É o meu país favorito. As pessoas falam alto. O clima é óptimo. Ao ver o bairro gay de Madrid, fiquei maravilhado. Aquilo para mim era a Disneylândia. E, mais uma vez, trabalho não faltava. Quando faltou, fui para Barcelona.

Tive uma experiência nova em Barcelona. Eu e outros 50 rapazes andávamos de toalha enrolada numa sauna. O cliente escolhia um e ia para uma cabine. Aos olhos do dono da sauna, aquilo não acontecia. Eu pagava a entrada como qualquer cliente. Entrava às horas que queria e saia às horas que queria.

Acabei por me estabelecer em Portugal, o país com que me identifico mais, em 2004. Apaixonei-me. Comecei a criar raízes. Quando dei conta, vivia aqui. Mas já se sabe como é esta vida. O dinheiro pára de entrar de uma hora para a outra. Às vezes, faço temporadas noutros países. Não vou com um prazo. As coisas estão bem, vou ficando. As coisas estão mal, saio.

Aqui, há uma espécie de comunidade. Todo o mundo se conhece. Sabe quem é quem, quem brigou com quem, quem foi preso, quem voltou para o Brasil. As pessoas trabalham juntas. Algumas ficam amigas. Depois, uma está num sítio e diz à outra: “Vem para cá trabalhar.” E a informação circula.

Sou mediador no Porto G, um projecto da Agência Piaget para o Desenvolvimento, que tem uma equipa que vai ao encontro de trabalhadores do sexo e dos seus clientes aos apartamentos, numa lógica de redução de riscos e minimização de danos.

Quero colaborar o máximo com essa equipa interdisciplinar, constituída por duas psicólogas, uma assistente social e dois enfermeiros. Não é só levar camisinha. Também é levar muita informação – sobre práticas sexuais de menor risco; sobre direitos civis. E encaminhar para serviços de comunidade.

Eu não sabia que imigrante irregular tinha direito a ir a hospitalzinho, a ter conta no banco. Tantas vezes fiquei doente e tive medo de ir ao hospital por estar irregular. Da terceira vez que vim para Portugal, tive sífilis e sofri imenso – isso não foi trabalhando; tenho muito cuidado, não apanho doenças no trabalho. Isso foi namorando.

Nunca deixei de cobrar

Tenho um namorado. No início, ele não lidava bem com a minha profissão. Ele pensava que prostituição era coisa de vagabundo. É assim que as pessoas pensam: prostituto é preguiçoso, burro, sujo. Eu não. Podia ter estudado qualquer coisa. Gostei de ser puta. Gosto de não ter um patrão, um horário, de viver a minha vida desse jeito. Não é uma vida tão sofrida como se pensa.

Distingo bem a minha vida pessoal da minha vida profissional. Nunca me apaixonei por um cliente. Nunca me iludi. Nunca deixei de cobrar. Não me venha dizer que está stressado com o trabalho, com a família. Não vejo uma pessoa. Vejo uma nota de 50 euros.

Cobro 50 euros pelo básico: 15 minutos a fazer anal e oral. As raparigas cobram menos porque há muita oferta. Basta abrir um jornal para ver: são quase uma praga! Comigo, máximo 20 minutos, mínimo 40 euros.

Há trabalhadores do sexo que viajam com o cliente, jantam com o cliente, dormem com o cliente – até no interesse de serem apadrinhados. Eu é só o acto. Mais do que isso agride-me. Prefiro fazer dez clientes desconhecidos do que estar com um fingindo que estou apaixonado. Não tenho estômago para isso. Mas há pessoas que gostam disso, que têm talento para isso, que dão graças a Deus quando encontram um velhote que as queira manter.

Tenho um apartamento no Porto – divido-o com amigos. Com esta crise não está dando para trabalhar aqui. Tenho ido para outras cidades “fazer praça”. Tenho estado em Aveiro. Pago uma diária de 15 euros num apartamento. Durmo lá a semana toda. Ao fim-de-semana, gosto de vir para a minha casa descansar. Já não estou nessa de ser escravo do telefone.

Já se ganhou muito mais dinheiro nesta profissão. O movimento tem caído de há quatro anos para cá. A putaria foi cortada, como as roupas caras, os perfumes. Hoje, um bom dia para mim é fazer cinco clientes. Isso era muito comum. Era quase o mínimo. Havia dias de fazer dez ou onze. Hoje, num dia, quando faço três já fico satisfeito. Com a crise que aí está!

Estou com 34 anos. Isto é como uma carreira de modelo. Não vou ficar cobrando com 40 anos! Quando tiver 40 anos, se calhar, tenho de pagar! Quero casar, estabilizar. Há uns anos comprei uma vila – um terreno com cinco casinhas – no Brasil. Penso vendê-la. Já não tenho vontade de ter investimentos nem de voltar para lá. Nem sei o que vou fazer. Faço show travesti. Talvez vá por aí. Posso fazer show travesti até ser uma bicha velha. Há muita bicha velha a fazer show travesti por aí.

Por Ana Cristina Pereira
A partir de várias conversas com um mediador do Porto G, um projecto da Agência Piaget para o Desenvolvimento

Público

 

Via Meninos de ninguém



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Terça-feira, 08.06.10

Casamento gay

 

Via Henricartoon



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Segunda-feira, 07.06.10

O primeiro casamento homossexual em Portugal, Teresa e Helena

 

Helena Pires e Teresa Paixão tornaram-se esta manhã o primeiro par homossexual a casar-se em Portugal. Às nove horas em ponto bateram na porta da conservatória do registo civil da Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, e oficializaram a relação.

É hoje que entra em vigor a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo e faz todo o sentido que as duas alentejanas queiram ser as primeiras, já que estão desde 2006 a tentar celebrar o seu casamento. Dia 7 de Junho será mais uma data histórica para a comunidade gay e lésbica, mas há outras datas que se vão tornar igualmente importantes a partir de hoje. 

Agosto será o mês de Abel Mota e do seu companheiro; Setembro o mês de João Paulo e do seu futuro marido. Os dois casais já estão em preparativos para a grande festa. Festa de arromba para João Paulo, que se vai casar numa quinta do Douro com fogo-de-artifício e espectáculo de transformismo; festa sem grandes alaridos para Abel Mota, que vai juntar os amigos e a família na sua casa de Gaia. Cerimónia, copo-de-água, lua-de- -mel e tudo mais a que têm agora direito. "Casamento por puro romantismo", explica Abel, professor do ensino secundário e "casamento por razões puramente práticas", esclarece João Paulo, editor do site Portugalgay.

Qualquer que seja o motivo estava mais do que na hora, avisam os dois casais. João Paulo e José Pedro (nome fictício) estão juntos há 15 anos. Abel Mota e Francisco (nome fictício) vivem em união de facto desde 2004. "Não nasci para viver sozinho e sempre quis casar-me", confidencia Abel. E, porque já perderam "demasiado tempo", começaram a preparar a cerimónia logo após a aprovação da Lei n.o 9/2010 no Parlamento, a 8 de Janeiro. Os fatos estão comprados, as alianças também, só resta mesmo ir à conservatória de Gaia para marcar o dia: "Entre a segunda e terceira semana de Agosto são as datas mais prováveis."

João Paulo e José Pedro têm muito mais em que pensar. A lista de convidados ultrapassa a centena e o casal quer uma festa com "mesa farta, música, espectáculo de transformismo e ainda fogo-de-artifício" ao cair da noite. "Visitei três quintas na zona do Douro, só nos falta tomar uma decisão", conta João Paulo. 

Em todas as quintas, o portuense perguntou pelos preços de aluguer, inspeccionou o salão de festas e avaliou todos os espaços exteriores sem nunca revelar que o seu casamento será pouco convencional: "Já me perguntaram pela minha noiva, mas preferi não dizer nada." Dirá que a sua noiva é afinal um noivo no dia em que decidir qual o melhor lugar para fazer a festa. "E, nessa altura, logo se vê. Se os proprietários quiserem fazer negócio irão aceitar; se não estiverem interessados, logo se vê."

Nada impede que o casal do Porto possa ter uma boa surpresa com os empresários do Norte. Pois se até a mãe de João Paulo está "entusiasmadíssima" com o casamento do filho e já comprou o vestido para a cerimónia, tudo o resto é possível: "Estamos a falar de uma mulher que demorou dez anos a aceitar a minha homossexualidade", conta o editor do site Portugalgay.

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 22.04.10

Duas adolescentes de dezoito anos, loirinhas tal qual princesas da Disney, estudantes promissoras, de "boas famílias"... matam, com a ajuda de um amigo de 19 anos, um homem ao pontapé em pleno Trafalgar Square, em Londres. Porquê? Porque o homem, de 62 anos, era gay.

 

É difícil tirarem-me do sério. Mas há noticias que me deixam verdadeiramente mal-disposta. A violência é algo que, por mais que tente, não consigo perceber. Vinda de um grupo de adolescentes - não são supostamente eles que têm uma mente mais aberta? - com motivações discriminatórias, ainda pior.

Há comportamentos que deviam ir para ao caixote do lixo
Há comportamentos que deviam ir para ao caixote do lixo

Tenho vários amigos e amigas homossexuais. Muitos deles já foram alvo de comentários menos felizes na rua. Muitos deles tinham bom tamanho para dar três pares de estalos a quem opta pelo insulto barato. Muitos deles, arriscaria a dizer todos, prefere não partir para violência. Mais facilmente me vêem a mim a exaltar-me com a idiotice alheia e a usar o meu dedo do meio em resposta, disso tenho a certeza.

Insultada por ser heterossexual?

 

Custa-me a entender que ainda se ache que um homem é menos homem ou uma mulher é menos mulher porque gosta de pessoas do mesmo sexo. Nas mil e uma noites que já passei em bares e discotecas gays nunca ninguém me apontou o dedo ou insultou por eu ser heterossexual.

Casos como o de Ian Baynham (sim, o homem tinha nome, família, toda uma vida deitada por terra por três meninos que beberam uns copos a mais e acharam por bem espancar um "paneleiro de merda", expressão usada pelos próprios), ou como o de Gisberta, o travesti do Porto também morto por um grupo de adolescentes, fazem-me pensar: Que raio de sociedade teremos daqui a uns anos? Que miúdos, futuros adultos, são estes? Será culpa da educação ou do preconceito eternamente enraizado? Se no tempo dos nossos pais histórias destas já eram reprováveis, nos ditos "tempos modernos" perdem totalmente o sentido. Não há justificação. Ponto final.

 

Via A vida de saltos altos



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Sábado, 10.04.10

Sou gay e católico, e acredito que jesus estaria ao meu lado

 

José Ribeiro recebeu-nos no seu gabinete na Universidade em Évora, deixou--se fotografar e conversou abertamente. José L. marcou encontro na Praça do Giraldo, mas acabamos a conversar num jardim sem ninguém. Preferiu não revelar o nome completo nem ser fotografado. Sempre que se ouviam passos, olhava para o lado. José Ribeiro e José L. são ambos professores e membros da Associação Rumos Novos, que congrega homossexuais católicos. Concordam com a aprovação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. E não vêem incompatibilidade entre a sua orientação sexual e a Igreja Católica - melhor, e os ensinamentos de Cristo.

José Ribeiro 

59 anos, professor Universitário

"Sou cristão e homossexual. Tornei-me cristão quando já tinha a minha identidade sexual mais que aceite. Não tive problema nenhum quanto a isso. Tive a sorte de ter uma educação absolutamente solta. Nunca passei pelas agruras de muitos amigos, que tiveram uma educação tradicional católica. Fiz tatuagens com os peixinhos cristãos há seis anos, quando me tornei cristão. Vim para o cristianismo porque procurava um sentido para a vida. Ser homossexual e católico faz muita confusão às pessoas. As pessoas têm uma concepção da Igreja como de um partido, com um comité central que estabelece uma doutrina. Mas não é isso. A Igreja é um conjunto de pessoas ligadas a Jesus. O que o conselho de administração reflecte são apenas as convicções desse conselho. Os católicos socorrem-se dos escritos de Paulo, que estão muito ligados à sociedade em que ele viveu. À luz da época em que viveu, a homossexualidade era uma prática desviante, mas hoje já sabemos que não é assim. A actividade principal da Igreja parece ser determinar as condições em que é lícito que duas pessoas dêem uma queca. No site do Vaticano, 80% dos documentos da Congregação para a Doutrina da Fé ocupam-se disso. Em Jesus não encontra nada assim. No fundo, a Igreja olha os seres humanos como um engenheiro zootécnico olha, em termos de reprodução, o gado - vacas parideiras e bois de cobrição. Ora os homossexuais não podem ter filhos, logo não fazem parte dos planos de Deus. Assim, a única maneira de sermos agradáveis a Deus é não exercermos a nossa sexualidade. Não conheço nenhum homossexual católico que não seja praticante. E olhe que conheço muitos. Não faz sentido essa distinção. Mas como Igreja arranjou uma tabela de pecados, uma espécie de "jogo da salvação", tipo Monopólio, e as pessoas sentem-se culpadas. Tu fazes uma boa acção e andas não sei quantas casinhas, fazes uma má acção e andas para trás. Depois há absolvições... O católico tem tendência a fazer as suas relações com Deus na base no jogo da salvação. Depois as pessoas dão uma queca porque não resistem e vão-se confessar. Depois volta a acontecer. É jogo muito destrutivo psicologicamente. Quem tem culpa é facilmente controlável. Fui para a Rumos Novos para ajudar estas pessoas. Vamos à missa juntos, fazemos encontros onde lemos a Bíblia e apoiamos quem mais precisa." 

José L.

40 anos, professor do secundário

"Vou à missa todos os domingos, mas nunca disse que era homossexual na minha paróquia. Estou naquela situação de 'todos sabem e todos calam'. Nunca me senti discriminado. Sempre fui católico e sou baptizado. Mas quando tive uma relação mais estável, que durou dez anos, estava afastado da Igreja. Não sei bem porquê... Depois senti necessidade de voltar. Estou noutra relação e agora não me imagino a não ir à Igreja. A comunhão em fé é uma parte importante da nossa personalidade. Confesso-me, mas só nas épocas litúrgicas. Sou mais favorável a falar directamente com Deus. Em Maio de 2008 arrancámos formalmente com a Associação Rumos Novos porque acreditamos na Igreja criada por todos os fiéis e na palavra que Cristo nos deixou: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei." Ele não disse "se fores amarelo podes vir a mim, se fores verde também, mas se fores encarnado não podes". Somos católicos, estamos relacionados com a Igreja Católica e uma parte importante dos padres não segue as noções da hierarquia nesta área. Temos irmãos no grupo que são catequistas, os párocos sabem que eles são homossexuais e eles continuam a ser catequistas. Muitas pessoas não se sentem à vontade, porque estão a ir contra o que lhes diz a fé, a mentir e esconder. Há jovens de 16 e 17 anos a viver verdadeiros dramas porque na Igreja dizem que são pecadores, que vão para o Inferno e andam a autoflagelar-se para se redimir. A hierarquia da Igreja diz que acolhe os homossexuais, mas devia completar a frase. Acolhe-os, mas exige-lhes uma vida de castidade e exige-lhes que "juntem o seu sofrimento às chagas do Cristo sofredor na cruz" - uma imagem um bocado tétrica. A nossa filosofia não é, em muitos pontos, diferente da da Igreja Católica. Defendemos casais homossexuais estáveis, duradouros, castos (no sentido da fidelidade). É o mesmo princípio, só o tornamos mais abrangente. Dizemos que, se estas duas pessoas vivem um amor puro, se se amam, se são fiéis, onde está o pecado?"

 

Via ionline



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Terça-feira, 30.03.10

O lado B do Ricky Martin

 

Via HenriCartoon



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Metade dos americanos aceitava presidente gay, a outra metade imigrava?

 

 

Metade da população americana diz que apoiaria de bom grado um presidente gay, embora fosse ligeiramente mais a favor de um juiz do Tribunal do Supremo gay, ou um secretário de estado, dizem os resultados de um novo inquérito. A investigação foi encomendada pela revista Vanity Fair e pelo programa 60 minutos, e chegou-se à conclusão que as diferenças entre liberais e conservadores estão cada vez mais profundas. A questão da homossexualidade tem estado em voga nos Estados Unidos, após o Pentágono ter emitido novas regras que dificultam a quitação doserviço militar aos homossexuais. O movimento para revogar a lei, que está em vigor desde 1993,e  tem sido atacado por alguns grupos de direita que dizem que gays no exército podem comprometer a eficácia das unidades operacionais.

 

Via ionline



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Quinta-feira, 18.03.10

Dar sangue gay

 

Depois de dez anos como dador, André viu-lhe ser rejeitada "definitivamente" a sua dádiva. Motivo? Informou que tinha tido uma relação homossexual.

 

André Correia, de 28 anos, dador de sangue há 10 anos, deparou-se com a pergunta "Se é homem: alguma vez teve relações sexuais com outro homem?", em Maio de 2009, quando respondia ao inquérito do Hospital de Santo António, no Porto. Decidiu deixar o espaço da resposta em branco. Mas informou a médica responsável de que tinha tido uma relação homossexual cerca de oito meses antes. Nada aconteceu e André, que já fez 15 dádivas de sangue, contribuiu uma vez mais para o banco da unidade hospitalar.


Em pouco mais de meio ano, porém, tudo mudou - na sua declaração de dador, André passou de "apto" para "eliminado". "Quando regressei para dar sangue, em Dezembro, voltei a não responder à pergunta. Mas informei a médica e disse-lhe que não tinha tido qualquer relação homossexual nos últimos 15 meses. Desta vez não me deixaram dar sangue", diz. 

Entre Maio e Dezembro, recorda o jovem, a ministra da Saúde, Ana Jorge, em resposta a uma pergunta do deputado do BE João Semedo, tinha confirmado a exclusão dos potenciais dadores de sangue masculinos que declaravam ter relações homossexuais: "[Trata-se] unicamente de um controlo sobre os comportamentos de risco dos dadores". Esta resposta terá determinado a sua rejeição, acredita André. 

O que se seguiu foi uma história já conhecida: André fez várias reclamações e até hoje não obteve qualquer resposta. Numa das reclamações, exigia saber quais os "motivos clínicos" que o impediam de dar sangue - isto porque, numa declaração do Serviço de Hematologia Clínica do Santo António, justificava-se que a sua suspensão "definitiva" como dador de sangue devia-se a "motivos clínicos". "Nunca tive qualquer problema de saúde, passei em todos os testes", garante. 

Comunicou pessoalmente isso mesmo ao director daquele serviço, Manuel Campos, que, segundo André, "ficou espantado" com a situação, mas voltou a repetir o argumento dos "motivos clínicos" numa segunda declaração escrita. Nela pode ler-se: "Veio no dia 18/05/2009 ao Serviço de Hematologia Clínica para doar sangue. Fez a sua dádiva normal porque não declarou expressamente ser homossexual. No dia 21/12/2009 veio novamente ao serviço (...) e nesse dia explicitamente declarou ter tido relação/relações homossexuais, tendo ficado nessa data excluído pelos motivos que são sobejamente conhecidos de eliminação da dádiva suportados pelo parecer do Ministério da Saúde". 

"Estão a tentar vencer-me pelo cansaço", afirma André, "porque continuam a não me dizer quais os motivos clínicos e falam em motivos "sobejamente conhecidos" sem explicitar quais". A avaliação, salienta, "é feita apenas com base no preconceito, porque na verdade os homossexuais masculinos podem dar sangue, só não podem dizer que são homossexuais".

Isso mesmo ficou provado em Fevereiro, quando o Instituto Português do Sangue (IPS) fez um apelo ao país para doar sangue, uma vez que as reservas estavam a escassear. André foi ao IPS do Porto e deu sangue. "No questionário, que não tem qualquer pergunta semelhante à que existe no inquérito do Santo António, respondi afirmativamente à questão "Já foi recusado como dador alguma vez?". E a médica nem sequer me perguntou porquê", refere.

André não baixou os braços e fez nova reclamação, endereçada ao IPS. Nela recorda todos os passos desde que começou a doar sangue até à rejeição "definitiva" que consta da sua declaração de dador. "Fui excluído como dador a nível nacional, mas ao IPS nem sequer interessa se fui rejeitado ou não", diz, apontando que, por ora, apenas sabe que o IPS enviou a sua reclamação para o Ministério da Saúde. 

O caso de André é um entre muitos, nota o BE, que, daqui a duas semanas, vai levar à Comissão de Assuntos Constitucionais um projecto de resolução que recomenda ao Governo a adopção de medidas para combater totalmente a discriminação dos homossexuais e bissexuais nos serviços de recolha de sangue.

 

Via Público   imagem da internet



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Domingo, 21.02.10

Elton John:Jesus Cristo era Gay

 

O cantor Elton John afirmou, em entrevista à revista “Parade",  que Jesus Cristo era “gay” e “super inteligente”.

“Penso que Jesus era um gay compassivo e super inteligente, que percebia os problemas da humanidade”, disse o cantor homossexual de 62 anos.  
O autor de "Nikita" também comenta a atitude do fundador da igreja católica perante a vida e a posição de outras religiões em relação à homossexualidade: ”Na cruz, ele (Jesus) perdoou aqueles que o crucificaram. Jesus queria que nos amássemos e nos perdoássemos. Não sei o que torna as pessoas tão cruéis. Tente ser uma lésbica no Médio Oriente… é morta”.  
O cantor britânico explicou ainda por que é que acha que a fama perdeu o brilho: “A Princesa Diana, Versace, John  Lennon, Michael Jacson, todos morreram. Dois deles foram baleados fora de suas casas”

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 15.01.10

Sitios para os gays encontrarem marido ou mulher

 

 Porto



01. Zoom (discoteca)

Abriu em Junho do ano passado e "tem funcionado bastante bem", garante Mário de Carvalho, um dos sócios. O público masculino está sempre em maioria, embora as mulheres, lésbicas ou não, também por aqui passem. Correndo o risco de exagerar, pode dizer-se que é hoje a principal discoteca gay do Porto (não a única: o Pride ou o Moinho de Vento não devem ser esquecidos). A música vai da pop à house. E o ambiente, pelo menos por enquanto, não é pesado. O que quer dizer que o acasalamento se pode, e deve, fazer nas calmas.

Beco Passos Manuel, 40.

Sexta e sábado (e vésperas de feriados), 00h00/6h00. Entrada: 5 euros.

02. Boys'r'Us (bar)

É discutível chamar-lhe discoteca. Bar é com certeza. Um dos mais conhecidos do Norte do país. Às sextas e sábados é uma coisa: a música, sempre comercial, deixa o espectáculo de travestis em segundo plano. Às quartas e domingos, é outra: o show da decana Nani Petrova é o que leva os clientes à casa. Juntamente com ela, actuam Lady Slim, Ricardo Madonna e Roberta Kinsky. Há quem se queixe de que a casa pede reformulação (leiam--se os comentários no site Portugal Gay), mas não é por isso que as pessoas deixam de aqui vir.

Rua Barbosa de Castro, 63. 

Quarta e Domingo, 22h30/2h00; Sexta e sábado. Entrada: 5 euros (ao domingo é livre).

03. Armazém do Chá (bar)

Tem três andares, cafetaria, bar, palco para pequenos concertos e mesas de DJ espalhadas por vários sítios. O edifício onde está instalado é centenário e já albergou uma fábrica de torrefacção. Daí lhe vem parte do charme que o transformou num sítio in, dos mais badalados do Porto, e bastante gay friendly. Existe há cerca de quatro anos. A decoração é retro e inclui os resquícios industriais de outros tempos. Nestes sofás antigos senta-se muito homem e muita mulher à espera de casório.

Rua José Falcão, 180. Segunda a sexta, 10h00/2h00; sábado, 18h00/4h00. 222 444 243.

Lisboa


04. TRUMPS (discoteca)

A caminho dos 29 anos (em Março), não desarma: conheceu altos e baixos, mas prossegue como principal discoteca gay de Lisboa, faça ou chuva ou faço sol. Local iniciático para muitos gays masculinos (sempre o foi), é conhecido por deixar entrar todo o género de pessoas e com isso favorecer uma boa mistura, incluindo de homens e mulheres. Tem duas salas: numa pode fumar-se e ouvir house comercial; na outra, só não fumadores e muita Madonna.

Rua da Imprensa Nacional, 104. 

Sexta e sábado, 23h45/6h00. 213 971 059.

Entrada: 10 euros.

05. Lux (discoteca)

Não é uma discoteca gay, mas que interessa isso? É aqui que vem toda a Lisboa que gosta de boa música - alta, baixa, magra, gorda, gay, hetero, etc., etc. No escuro da pista de dança, no piso inferior, juntam-se muitos casais gay e muitos solteiros à procura de companhia. Talvez a idade dos clientes esteja cada vez mais reduzida, que é como quem diz, talvez o Lux se esteja a tornar uma discoteca de putos. Ou seremos nós que estamos a ficar mais velhos?

Av. Infante D. Henrique, Cais da Pedra.

Quinta a Sábado, 22h00/6h00. 218 820 890.

06. Maria Lisboa (discoteca)

É a única discoteca lésbica de Lisboa (no mundo LGBT português não é difícil, por enquanto, encontrar coisas que sejam únicas). E talvez por isso está sempre cheia ou, pelo menos, composta. A casa tem três anos de vida como Maria Lisboa, mas já foi Rockline e Fama (e a clientela era outra). Ao sábado apresenta várias vezes números de transformismo com Jenny Larrue e Patricia Russel, entre outros convidados. Tem um ambiente festivo e aberto a todas as vontades.

Sexta e Sábado, 23h45/6h00. Rua das Fontainhas, 86, 213 622 560. Entrada: 10 euros.

07. Les Suites du Bairro Alto

(residencial)

Bed-and-breakfast não exclusivamente gay, mas bastante. São quatro andares, com cerca de 70 metros quadrados (o quarto andar é um pouco mais pequeno). Têm três quartos cada, com cama de casal, cozinha, WC, varanda, ar condicionado e ligação à internet. Uma das vantagens para os hóspedes é a de poderem levar companhia para o apartamento, a meio da noite, sem necessidade de avisar. O período mínimo de permanência é de três noites e o preço 125 euros por apartamento e noite. No rés-do-chão do edifício fica o muito parisiense café Les Mauvais Garçons.

Rua da Rosa, 35, 912 300 132.

Algarve

08. Pride (discoteca, Albufeira)

"Albufeira é a capital gay do Algarve", afirma Jorge Gomes, gerente da discoteca Pride. Porquê? "Sempre foi uma cidade aberta e está no centro do Algarve", justifica. Daí que a Pride, existente desde o Verão, se tenha tornado famosa em três tempos. Muitos homens, de Faro, Huelva, Ayamonte, costumam acorrer, sobretudo ao sábado. "Nessa noite costumamos ter uma média de 200 pessoas", informa o gerente. À sexta, há show de transformismo, com Alexyia Lollipop e Armani Divine. A música é sempre comercial.

Av. Sá Carneiro, lote 1B (1.º andar). Sexta e sábado, 22h00/3h00. 963 686 142. Entrada. 6 euros.

09. Thermas Pride

(residencial e sauna, Albufeira)

Mais do que residencial (ou guest house), trata-se de uma sauna. "A única sauna gay algarvia", diz o responsável, Jorge Gomes (sim, é o mesmo da discoteca Pride). Os hóspedes pagam entre 40 a 60 euros por noite e nesse preço está incluído o acesso à sauna. Os clientes externos, que só queiram vaporizar-se e apreciar as vistas, despendem oito euros. 

Av. dos Descobrimentos, lote 21 (junto à câmara municipal). Sexta, sábados (e vésperas de feriados), 20h00/4h00, 963 686 142. 

Todo o país



10. Praias

É verdade que o tempo não pede praia, mas a lei do casamento gay também ainda vai no adro. Por isso, pode ir já pensando no Verão. A mais célebre praia no que diz respeito aos romances gay, fugazes ou duradouros, chama-se 19 e fica na Costa da Caparica. Até filmes há sobre ela: "No Strings Attached", do realizador luso-alemão Alexandre Powelz (passou em 2007 no festival de cinema Queer Lisboa). A praia é grande, frondoso é o matagal. No Algarve, também há opção: a praia João d'Arens, em Alvor. Deserta, recôndita e limpa. Tem--se acesso a partir da alameda que liga Alvor a Portimão (junto ao hotel Prainha Clube). Mais a Norte sugerimos a praia de Mira, entre a Figueira da Foz e Aveiro.

 

Via Ionline




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Segunda-feira, 11.01.10

Os gays já podem casar? 

Via Henricartoon



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Sábado, 09.01.10

Casamento Gay

 

Via expresso 



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Domingo, 20.12.09

 Jogador de Rubgy assume a sua homossexualidade

 

Gareth Thomas é um dos jogadores de râguebi mais conhecidos do País de Gales. Ontem admitiu que era homossexual. A revelação provocou reacções positivas de activistas dos direitos dos homossexuais e especulação sobre outras estrelas do desporto que poderão seguir-se.

"Só quero agradecer a toda a gente pela fantástica resposta que recebi, em meu nome, da minha família e dos meus amigos", disse o jogador. "Espero que ao revelar isto, o meu exemplo possa fazer a diferença para outros na minha situação.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 16.12.09

 O casamento entre pessoas do mesmo sexo vai amanhã a Conselho de Ministros. O tema consta da agenda ministerial e o objectivo passa por aprovar desde já a proposta de lei. O que só não sucederá se forem levantadas dúvidas quanto ao articulado proposto.

Ao que o DN apurou, o Governo prepara-se para viabilizar a união entre pessoas do mesmo sexo através da alteração a três artigos do Código Civil. A começar pelo inevitável 1577, que actualmente estabelece que o "casamento é um contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendam constituir família mediante uma plena comunhão de vida". Além deste ponto, de onde desaparecerá a expressão "de sexo diferente", deverá ser revogada uma das alíneas do artigo 1628. Este ponto do Código Civil define várias situações em que um casamento é considerado "juridicamente inexistente", sendo que uma delas é precisamente a união "contraída por duas pessoas do mesmo sexo".

O articulado que irá amanhã a Conselho de Ministros deverá também propor alterações ao artigo 1979 do Código. Que, no número um da versão actual, estabelece que "podem adoptar plenamente duas pessoas casadas há mais de quatro anos e não separadas judicialmente de pessoas e bens ou de facto, se ambas tiverem mais de 25 anos".

Com a alteração a esta formulação, o Executivo pretende deixar expresso o impedimento de um casal do mesmo sexo poder adoptar uma criança. O primeiro-ministro, José Sócrates, já deixou claro que o compromisso eleitoral do PS se reporta apenas à legalização do casamento e não à possibilidade de adopção por casais do mesmo sexo.

Com a aprovação em Conselho de Ministros, a proposta de lei que acabará com a interdição ao casamento homossexual dará entrada na Assembleia da República a tempo de ser debatida antes da discussão do Orçamento do Estado, que entrará no Parlamento em meados de Janeiro.

A iniciativa do Governo tem aprovação garantida pelas bancadas à esquerda do hemiciclo. Já a direita promete contrapor à iniciativa do Executivo uma proposta para a criação da união civil registada, uma nova figura legal específica para as uniões homossexuais. Um cenário que já foi admitido pelo líder parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar-Branco, mas também pela bancada dos democratas-cristãos, mas que contará com a oposição de socialistas, comunistas, bloquistas, e do PEV.

Recorde-se que estes dois últimos partidos avançaram na última legislatura com projectos de lei para a legalização do casamento homossexual, que foram então chumbados pelo PS, com o argumento de que o partido não tinha apresentado esse compromisso aos eleitores.

Mesmo com aprovação garantida no Parlamento, o diploma do Governo terá ainda de passar pela promulgação do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Mas, mesmo em caso de eventual veto, os deputados poderão reaprovar o diploma por maioria simples, após o que o Presidente da República terá de aprovar a proposta.

Via DN



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Sexta-feira, 11.12.09

Casamento Gay

 

 O governo deverá aprovar a proposta para instituir o casamento entre homossexuais no próximo conselho de ministros.

O líder parlamentar do PS confirmou ao i estar à espera de poder agendar a discussão da proposta de lei para o princípio de 2010. “Será discutida em Janeiro, ficará marcada na primeira conferência de líderes a seguir à sua chegada”, disse Assis.

PSD e CDS prometem chumbar o projecto de lei e já admitiram avançar com a proposta de uma união civil para homossexuais como alternativa ao texto do governo.

Via ionline



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Domingo, 22.11.09

O arcebispo que é a favor do casamento gay

 

 D. Manuel Monteiro de Castro poderá ser uma lufada de ar fresco na cúria romana. O arcebispo português foi notícia por ser o "enviado do Papa" que "quebra a fileira sobre os casais gay". Ontem viu reforçada a confiança de Bento XVI, que o nomeou consultor da Congregação para a Doutrina da Fé. Após 40 anos ao serviço da diplomacia do Vaticano, tem nova missão: promover e defender a doutrina da fé cristã e a moral no mundo católico.


Em 2004, numa conferência de bispos espanhóis, Monteiro de Castro falou de "novos desafios" nos tempos actuais e defendeu direitos civis para casais homossexuais, relatou o "The Guardian". "Embora a lei em Espanha, e noutros países, defina o casamento como união de um homem e de uma mulher, há outras formas de coabitação e é bom que sejam reconhecidas", notou o prelado, que em Outubro foi nomeado secretário do Colégio dos Cardeais. 

A posição da Congregação para a Doutrina da Fé, de 2003, é mais intransigente. Conclui que "a Igreja ensina que o respeito pelos homossexuais não pode levar, de modo algum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal destas uniões". Para D. Eurico Dias Nogueira, bispo emérito da diocese de Braga - onde Monteiro de Castro é padre -, a postura aberta do português não vai influenciar a posição da doutrina cristã, e contrapõe que a Igreja aceita "pessoas com essa identidade" e "não condena uniões de facto". 

"Todo o respeito é devido aos casais homossexuais, mas não ao ponto de arranjar uma instituição equiparada ao casamento e à família", esclarece Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa.

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 19.11.09

Deus fez a mulher... o diabo é gay

 

Houve harmonia no paraíso.

O diabo vendo isso resolveu complicar...

Deus deu a mulher cabelos sedosos e esvoaçantes.
O diabo deu pontas duplas e ressecadas.

Deus deu a mulher seios firmes e bonitos.
O diabo os fez crescer e cair.

Deus deu a mulher um corpo esbelto e provocante.
O diabo inventou a celulite e as estrias.
 
Deus deu a mulher músculos perfeitos.
E o diabo os cobriu com lipoglicerídios.
 
Deus deu a mulher uma voz suave, doce e melodiosa.
O diabo a fez falar demais.
 
Deus deu a mulher um temperamento dócil.
E o diabo inventou a TPM.
 
Deus deu a mulher um andar elegante.
O diabo investiu no sapato de salto alto.
 
Então Deus deu a mulher infinita beleza interior.
E o diabo fez o homem perceber só o lado de fora.
 
Deus fez a mulher ficar maravilhosa aos 30, vibrante e gostosa aos 45.
O diabo deu de presente a menopausa aos 50...

Só pode haver uma explicação para tudo isso:

O diabo é G A Y !!!!!
 
Via Lua Secreta



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Quinta-feira, 15.10.09

 

 

Sem comentários

 



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Quarta-feira, 02.09.09

Pelo direito ao casamento com quem lhe apetecer

 

Manifesto do movimento pela igualdade no acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Assinar aqui

 



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Quarta-feira, 26.08.09

 

Lisboa Gay até de madrugada

 

 

Hotéis, bares, discotecas, praias e agências de viagens para homossexuais. É um turismo em crescimento na cidade. O i visitou os locais onde um gay se sente em casa. De manhã à noite

 

 Le suite- requinte e descrição 


Quem chega de malas na mão é recebido por David Gonzalez, um espanhol que há três anos trocou Paris por Lisboa. Tem 36 anos, uma carreira em Marketing que deixou para trás e dá-nos as boas vindas ao balcão do bistrôt Les Mauvais Garçons, no nº 35 da Rua da Rosa. 

O café parisiense serve de recepção aos quatro apartamentos que David criou a pensar numa comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) "com bom gosto e uma exigência cultural mais elevada". O prédio, de 1923, foi totalmente remodelado e tem 4 andares, cada um com um apartamento. São três T2 e um T0, mobilados e preparados para que "todos se sintam em casa, ou melhor, se possível". São elegantes, modernos e não lhes falta nada: écran de televisão LCD, leitor de DVD, ar condicionado, internet wireless, máquina de café e até uma torradeira. Se ficar hospedado no T0, no último andar do prédio, pode desfrutar de um terraço com vista para o Bairro Alto e para o Castelo de São Jorge. Mas não pense que é preciso ser gay para ficar hospedado no Le Suite. Nada disso. Toda a gente é bem-vinda, porque afinal a ideia "é integrar, não é separar". "O objectivo é que todos se sintam bem, à vontade, livres de preconceitos." Tudo é feito com descrição e qualquer hóspede pode levar quem quiser, a qualquer hora - até porque a entrada para os apartamentos é independente e cada cliente tem uma chave da porta principal. 

Apesar da obrigatoriedade de ficar pelo menos duas noites e dos 125 euros diários (90 na época baixa), "desde de Março que a ocupação tem estado a 85%, o que é óptimo". Quanto à publicidade, a melhor é a que é feita "boca-a-boca." "Já cá tive muita gente que veio recomendada por amigos e conhecidos, pessoas dos cinco continentes, que às vezes regressam uma e duas vezes ao Le Suite." Saiba mais em www.suitesbairroalto.com

Anjo azul- sem pudores 

"Num hotel gay é normal um homem sair nu do quarto." Quem garante é Luís Miguel, dono do Hotel Anjo azul, no Bairro Alto. "Este não é um hotel gay friendly, é um hotel gay." E ponto final. O aviso é dado para que não haja confusão ou queixas por parte de quem procura um lugar para passar a noite.

Os quartos, ricos em fotografias artísticas masculinas, foram decorados a pensar na intimidade, com pormenores tão subtis como almofadas em forma de coração. É que aqui, nunca se sabe quando se pode ter companhia. "Os hóspedes sentam-se na recepção a ver quem entra e se alguém lhes agradar, eles perguntam o número do quarto e deixam recados debaixo da porta." É assim que se engata no Hotel Anjo Azul.

Este é um dos três hotéis de Luís Miguel. O Hotel Luar, ainda que não o seja assumidamente, é virado para a comunidade lésbica. A Pensão Globo, que brevemente passará a chamar-se Anjo Azul II, segundo Luís Miguel, "já não é tão gay como os outros, tem mais clientela heterossexual".

No Anjo Azul qualquer pessoa pode entrar, desde que aceite as condições do hotel. Mas nem sempre foi assim. Em 1998, era interdita a entrada a mulheres o que "originou muitas confusões com os clientes que queriam trazer amigas lésbicas para cá". Luís Miguel acabou por ceder e hoje elas também podem frequentar o hotel. No entanto, a maioria da ocupação dos quartos é feita por homens. O dono do hotel explica a baixa taxa de ocupação feminina: "É a loucura do sexo, é disso que eles vêm à procura, as mulheres são diferentes." Saiba mais em www.anjoazul.com

Aqui vou eu para costa 

Depois de instalado no Anjo Azul ou no Le Suite, nada como passar um dia a torrar ao sol. A Praia 19, na Costa da Caparica, uns metros depois da Praia do Rei, é discreta, longe de tudo e com pouca confusão. Não há enchentes de famílias inteiras de lancheira às costas, nem crianças aos berros e a jogar à bola. É frequentada por todo o tipo de pessoas, mas os gays estão em maioria. Não se admire se no meio das dunas ou da vegetação encontrar uns casais em confraternizações pouco púdicas. O sexo livre faz parte do ADN da praia. Mas falemos da oferta de restauração: se quiser comer ou beber terá de ir à praia da Bela Vista (antes da 19) ou à Terminus (a seguir), porque aqui... não há bares nem cafés.

Está na hora de comer

Tem duas opções, para bolsos diferentes, ambos no Bairro Alto. O restaurante Pap'Açôrda, que oferece o melhor da gastronomia portuguesa, com especialidades capazes de o fazer chorar de contentamento: filetes de sardinha panados; bife de atum à portuguesa; pastel de perdiz; açorda de lagosta e gambas, entre muitas outras iguarias. Tudo por 50 euros (preço médio por pessoa). Para uma refeição mais em conta, mas igualmente saborosa, vá ao Põe-te na Bicha (sim, o nome é mesmo este), na Travessa da Água-Flor, 36. Por 20 euros (preço médio) pode comer uma massinha de cherne ou cabrito com castanhas. E se lá for a uma quinta-feira, experimente um "bife à bicha" ao som de um piano gingão.

Ao serão

Antes de ir a correr para uma discoteca, convém andar um bocadinho a pé, beber um digestivo e socializar. Pode aproveitar as subidas e descidas do Bairro Alto para fazer a digestão e conhecer todo o tipo de bares que esta zona tem para oferecer. Pelo sim pelo não, aqui fica uma sugestão: o Maria Caxuxa, na Rua da Barroca, nº 6-12, é acolhedor e ao mesmo tempo espaçoso, o que não é para todos.

Para dançar até cair 

São duas da manhã, o Bairro Alto começa a fechar as portas mas a noite ainda agora começou. Pegue nela, leve-a até à discoteca Trumps (Rua da Imprensa Nacional, 104B) e dance até ser dia.

Como viajar

Com dois anos de existência, esta agência de viagens é especializada em turismo LGBT (www.colourtravel.com.pt). Segundo Nuno Moreira, director da agência, "o objectivo é proporcionar um atendimento diferente, já que a comunidade LGBT é mais exigente do que a heterossexual". "Para além dos serviços normais que qualquer agência tem, damos acompanhamento personalizado e temos pacotes de viagens que incluem as festas e celebrações LGBT em todo o mundo."

Exemplo disso é a White Latin Party, no México, que se realiza de 17 a 20 de Setembro, e para a qual a Colour Travel já tem 23 marcações. "Muitas pessoas aproveitam as festas e as Pride para fazer férias, pelo que temos pacotes que incluem não só alojamento, mas também um roteiro LGBT de restaurantes, praias, actividades culturais e de lazer." 

A agência tem parcerias com vários hotéis, quer no estrangeiro, quer em Portugal. Cá, a Colour Travel trabalha com hotéis gay friendly, como a York House, o Bairro Alto Hotel, o Fontana Park, entre outros. E se não sabe, fique a saber que já existem companhias aéreas com este conceito: dar à comunidade LGBT um tipo de atendimento diferente, mais personalizado, como a Air France ou a Continental, nos EUA, que chega mesmo a ter um check in e salas de espera diferentes para gays, bem como preços mais atractivos. Mas não é a única empresa a fazer promoções para este mercado: a Disney World e a Euro Disney têm pacotes de férias de uma semana pensados especialmente para a comunidade GLBT. 

Discriminação? Talvez, mas Nuno Moreira explica: "A própria existência de uma agência de viagens especializada em LGBT é discriminatório, mas a verdade é que as outras agências não estão sensibilizadas para o tipo de lazer que esta comunidade procura, para as festas que existem por todo o mundo, por exemplo." Em Espanha existem cerca de 30 agências de viagem especializadas em turismo LGBT. 

Mas a oferta não fica por aqui. A nível internacional existem várias opções. Se sonha com um cruzeiro gay para qualquer parte do mundo, não se preocupe, a Atlantis (www.atlantisevents.com) trata de tudo.

 

Via ionline



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Quinta-feira, 13.08.09

O espectáculo "Velocidade Máxima"

 

 

O espectáculo "Velocidade Máxima" põe garotos de programa brasileiros a contar a sua vida.

 

"Dois são homossexuais, um é heterossexual. São prostitutos brasileiros ilegais e vivem em Lisboa." O esclarecimento é dado por John Romão no início da peça "Velocidade Máxima", que passou este fim-de-semana pelo Citemor, Festival de Teatro e Cinema de Montemor-o-Velho (que decorre até sábado, dia 15). Depois o encenador diz que "nenhum dos prostitutos está aqui para foder". O objectivo é outro: mostrar, com mais ou menos demagogia, que na vida real os trabalhadores do sexo são exactamente iguais aos artistas portugueses. Como? John Romão explica que os prostitutos se vendem o melhor que podem e inventam esquemas para sobreviver. Os artistas também: "Tomam cafés no Chiado e copos no Bairro Alto com os programadores de teatro, fazem amizade com jornalistas que lhes podem dar protagonismo e, se são velhos na área, sentam-se à sombra dos subsídios do Estado."


Com a mesma falta de pudor com que diz isto, John Romão revela em palco quanto recebeu para fazer a peça: 10 mil euros da Direcção-Geral das Artes, 3 mil do Citemor e 7 mil do Teatro La Laboral de Gijón, Espanha (onde a peça vai ser apresentada em Dezembro). E cada prostituto recebeu 1500 euros para ser actor. "Quero falar de dinheiro e arte, tal como se fala de dinheiro e putas. Recuso o tabu cristão do dinheiro", explica o autor e encenador da peça. Os textos e a dramaturgia são de Mickael de Oliveira.

As ideias de John Romão e as histórias de vida de dois dos prostitutos são relatadas na primeira pessoa, a partir de uma entrevista ao i.

A peça esteve em Montemor. Não viu? A 4 e 5 de Dezembro repetem a dose em Gijón, no Teatro La Laboral; a 12 e 13 Dezembro vão ao Teatro Helena Sá e Costa, no Porto. Marque na agenda. Já agora, os feriados de 1 e 8 de Dezembro são a terças-feiras. Também convém saber para marcar as pontes.

 Veja o resto da noticia no ionline



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Segunda-feira, 27.07.09

 Miguel Vale de Almeida, gay assumido no parlamento português

 

O antropólogo  já pensava no coming out, mas foi o caso Candal o impulso decisivo que o levou a escrever no jornal "Público", onde era cronista: "Graças a esta homofobia salazarenga posso assumir em público que eu, lisboeta, cronista, gay, e nos antípodas políticos de Paulo Portas, decidi não votar no PS." Estávamos em 27 de Setembro de 1995, o dia em que o professor no ISCTE assumiu que era gay e que, três anos antes de fundar o Bloco de Esquerda, tencionava votar PS.


Agora Vale de Almeida protagoniza um facto histórico: candidato no 7.o lugar na lista de Lisboa do PS, tornar-se-á o primeiro homossexual assumido a entrar no Parlamento português - pela mão do PS e não do Bloco de Esquerda, apesar de o mesmo Miguel Vale de Almeida, fundador e antigo dirigente do Bloco, de onde saiu em 2006, ter pedido sempre para não ser posto em lugar elegível. Aliás, o Bloco nunca fez eleger, nem isso vai acontecer nas listas deste ano, nenhum deputado activista gay.

Integrado no mais moderado dos movimentos que fundaram o Bloco de Esquerda (Política XXI, de Miguel Portas), Vale de Almeida afastou-se em 2006 por se sentir "saturado de uma organização partidária". Agora confessa que "estava em afastamento ideológico". "Sempre tive uma grande dificuldade em lidar com aqueles aspectos da esquerda radical. E vivia num impasse: ou ficava a bater-me para fazer vingar as minhas ideias ou saía." 

Concorre como independente nas listas do PS - "não tenho nenhum interesse em juntar- -me a um partido e em fazer carreira política". "Continuo a achar que estas pessoas todas que estão entre o Bloco de Esquerda e o PS gostavam de ver um BE mais moderado e um PS mais à esquerda", diz.

Quando chegar ao Parlamento, a primeira das suas tarefas será protagonizar o combate pelo casamento entre homossexuais, caso o PS tenha maioria.

"É natural que o PS espere que eu tenha um papel nisso. É uma luta importantíssima, para arregaçar as mangas", diz Vale de Almeida, que, no entanto, não quer ser acantonado exclusivamente a essa questão. "Gostava de me dedicar às questões de direitos, liberdades e garantias, da discriminação em geral." 

Inês de Medeiros foi a outra surpresa das listas do PS, indicada para terceira em Lisboa, uma lista encabeçada por Jaime Gama e Vera Jardim.

Os nomes foram ontem aprovados pela comissão política, que só começou depois de fechada esta edição. Havia conflitos no Porto - onde Pedro Baptista, representante da minoria derrotada, ameaçava interpor uma providência cautelar contra a lista aprovada na distrital - e em Coimbra, onde a insistência de Sócrates em colocar Paulo Campos, secretário de Estado adjunto e das Obras Públicas, no terceiro lugar, estava a incendiar os ânimos. A distrital queixa-se de que, se Paulo Campos ficar com o terceiro lugar, os três primeiros candidatos não são de Coimbra, o que se torna aborrecido para combater o PSD liderado por um Paulo Mota Pinto nascido e criado na cidade. A número 1 da lista do PS de Coimbra é Ana Jorge e a número 2 é a actual deputada Antónia Almeida Santos.

No Porto ficou Alberto Martins, o líder parlamentar, em primeiro lugar, com Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças, em segundo. Foi o caso mais polémico da feitura das listas, porque a distrital pretendia que Teixeira dos Santos fosse o número 1. A hipótese de o ministro liderar Aveiro também ficou afastada: será Maria de Belém Roseira a número 1 por Aveiro.

Em Setúbal, para um distrito mais obreirista, foi o ministro do Trabalho e da Solidariedade. Em Beja previa-se que repetisse Pita Ameixa, o líder distrital que já tinha sido cabeça em 2005. O mesmo em Bragança, onde Mota Andrade deverá ser novamente o número 1. Em Vila Real é Pedro Silva Pereira a liderar e em Santarém Jorge Lacão. Para Leiria foi enviado Luís Amado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, que foi rejeitado pela anterior distrital pela qual se candidatou, Viana do Castelo. Em Viana, os dirigentes locais exigiram ser eles a indicar o número 1 - que será a actual deputada Rosalina Martins. 

António José Seguro deverá repetir a eleição pelo distrito de Braga. Na Guarda é o presidente da federação local, José Albano. Em Évora e Portalegre estava previsto que repetissem Carlos Zorrinho e Miranda Calha, assim como José Junqueiro em Viseu. Nos Açores lidera Ricardo Rodrigues e na Madeira Bernardo Trindade. Mas Sócrates ainda pode mudar de ideias.

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 01.06.09

Casamentos gay.

 

Vêm das artes, ensino, justiça, política. A lista do Movimento Pela Igualdade (MPI), que defende a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, tem figuras de praticamente todos os quadrantes. Entre elas estão José Saramago, Daniel Sampaio, António Costa, Ricardo Araújo Pereira ou Miguel Sousa Tavares. 


O número de subscritores já quase ultrapassou o milhar e alguns estarão presentes amanhã, pelas 16h00, no Cinema São Jorge, onde decorrerá a apresentação oficial do MPI.

"É um assunto que interessa a toda a sociedade civil", justifica Paulo Vieira, activista da Não Te Prives, uma associação de defesa dos direitos dos homossexuais, sedeada em Coimbra. O MPI "nasceu da vontade das 11 associações que organizam as marchas gay de Lisboa e Porto, sem uma estrutura muito concreta". E se, nos finais de Abril, reunia sobretudo pessoas ligadas à causa, um mês depois inclui centenas de figuras públicas e anónimos. 

"Começámos por contactar pessoas que foram recolhendo assinaturas. É um trabalho com uma dinâmica de rede não hierarquizada, que vai muito além dos activistas LGBT", explica Vieira, para quem "o tipo de pessoas que aderiu" demonstra a urgência do debate. "A abrangência na defesa da igualdade mostra que a sociedade portuguesa quer esta mudança". 

O MPI assume-se como um movimento de pressão da sociedade civil sobre o poder político, também ele representado na lista através de Ana Drago, Edite Estrela, Ana Gomes, entre muitos outros. 

Questionado sobre a inexistência de políticos com uma orientação sexual gay - pelo menos de forma assumida -, Paulo Vieira refere que tal se deve "ao facto de a homofobia ainda ser um elemento muito importante na cultura portuguesa". "Ser homossexual ainda é mal visto e as estruturas partidárias não estão isentas dessa discriminação. São um reflexo da sociedade", lamenta o activista.

Portugal é um dos 14 países que ponderam regular o casamento entre pessoas do mesmo sexo (ver caixa). Em Janeiro, perante os militantes socialistas, José Sócrates deixou claro que chegou a altura de promover a discussão sobre os casamentos homossexuais. Trata-se, disse, de "eliminar uma discriminação histórica que não honra nenhuma sociedade aberta". 

 

Via ionline



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Domingo, 17.05.09

 Filmes gay

 

"Se há um cinéfilo em cada um de nós, pode ser que também haja um cinéfilo dentro do armário em cada um de nós. Hoje arranca o 6.o Ciclo de Cinema LGBT, promovido pela Rede Ex Aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes - que propõe três dias (15, 16 e 17) de cinema à margem. Antes das projecções, ficam as sugestões de dez filmes gay obrigatórios para minorias informadas ou maiorias curiosas.


Fogo, de Deepa Mehta Duas mulheres indianas com casamentos infelizes tornam-se amigas - e dessa amizade nasce uma relação homossexual. Foi o primeiro filme indiano gay e gerou uma série de protestos. Bárbara Pires, presidente da Rede Ex Aequo, destaca em "Fogo" a "sexualidade numa cultura com regras sociais e religiosas muito severas".

A Minha mãe gosta de mulheres, de Inés París Três irmãs descobrem que a mãe voltou a apaixonar-se. Convidadas para conhecer o seu novo amor, ficam em choque ao saber que o namorado é afinal uma mulher mais nova. Bárbara escolheu o filme pelo tema: "Coming out após a meia-idade e reacção de amigos e familiares."

Assunto de Meninas, de Léa Pool Mary, Tori e Pauline partilham um dormitório num colégio interno. Juntas vão enfrentar dúvidas quanto à orientação sexual. "Amor na adolescência de duas raparigas vivido num ambiente repressivo, o que tem consequências trágicas", comenta a presidente da Ex Aequo.

Milk, de Gus Van Sant Biografia do activista dos direitos homossexuais Harvey Milk. Realizado por Gus Van Sant, valeu a Sean Penn o segundo Óscar da carreira. Retrato fiel de "um período de repressão e de tentativa de supressão de direitos gay", acrescenta Bárbara Pires. 

Tempestade de Verão, de Marco Kreuzpaintner Dois jovens num campo de férias preparam--se para uma prova de remo. Entre dúvidas sobre o seu grau da sua amizade, chega uma equipa de remo gay e a confusão instala-se na cabeça dos protagonistas. Escolhido pela "história de coming out na adolescência".

O segredo de Brockeback Mountain, de Ang Lee Polémico drama vencedor de três Óscares, conta a história de dois cowboys apaixonados. Bárbara Pires assinala "as consequências da homofobia e da repressão social que cria vidas duplas, não vividas na plenitude".

A minha vida em cor-de-rosa, de Alain Berliner Uma tragicomédia sobre Ludovic, uma criança do sexo masculino que acredita ter nascido no corpo errado. Destacada pela "reacção dos pais e pelo ambiente social".

Transamerica, de Duncan Tucker Um road movie de pai e filho, mas onde o pai é transsexual. Obrigatória pela forma como são mostradas "as discriminações e restrições vividas pelos transexuais no seu processo de reatribuição de sexo", aponta Bárbara Pires.

Os rapazes não choram, de Kimberly Peirce Filme que valeu um óscar a Hillary Swank e onde "a homofobia e a transfobia se confudem", assinala Bárbara.

But I'm a Cheerleader, de Jamie Babbit Comédia que satiriza estereótipos e indecisões de adolescência. "As reacções dos pais e as tentativas de cura ou conversão à heterossexualidade tornam este filme essencial", do ponto de vista da presidente da Ex Aequo."

 

Via ionline



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