Quarta-feira, 13.06.12
Varela marcou o golo da vitória contra a Dinamarca

Portugal venceu (3-2) a Dinamarca em Lviv, na Ucrânia, em jogo da segunda jornada do Grupo B do Euro 2012.


A selecção portuguesa chegou à vantagem aos 24 minutos, com o defesa-central Pepe – mais tarde considerado o melhor jogador em campo – a marcar de cabeça ao primeiro poste, na sequência da marcação de um pontapé de canto apontado pelo médio João Moutinho.

O 2-0 surgiu aos 36 minutos: o extremo Nani centrou da direita e o avançado Hélder Postiga, à entrada da pequena área, entre o guarda-redes dinamarquês e um defesa, marcou com o pé direito.

Mas, cinco minutos depois, a Dinamarca reduziu a desvantagem por intermédio do avançado Nicklas Bendtner, que fez o 2-1 de cabeça. A dez minutos dos 90, os dinamarqueses chegaram à igualdade, novamente através de um cabeceamento de Bendtner.

Aos 87 minutos, o extremo Silvestre Varela, que tinha entrado três minutos antes para substituir o médio Raul Meireles, marcou o terceiro golo da selecção portuguesa, após cruzamento da esquerda do lateral Fábio Coentrão.

O golo de Varela deu a primeira vitória a Portugal no Euro 2012, depois da derrota (0-1) frente à Alemanha na ronda inaugural do Grupo B. A selecção lusa volta a jogar no próximo domingo (19h45, TVI) com a Holanda, em encontro da terceira e última jornada da fase de grupos.

Ficha de jogo

Arena de Lviv, na Ucrânia
Assistência: 30 mil espectadores

Dinamarca - Portugal, 2-3
Ao intervalo: 1-2
Marcadores: 
0-1, Pepe, 24 minutos
0-2, Hélder Postiga, 36' 
1-2, Nicklas Bendtner, 41' 
2-2, Nicklas Bendtner, 80' 
2-3, Varela, 87'

Dinamarca Stephan Andersen, Lars Jacobsen, Simon Kjaer, Daniel Agger, Simon Poulsen, William Kvist, Niki Zimling (Jakob Poulsen, 16'), Dennis Rommedahl (Tobias Mikkelsen, 60'), Christian Eriksen, Michael Krohn-Dehli (Lasse Schone, 90') e Nicklas Bendtner

Portugal Rui Patrício, João Pereira, Pepe, Bruno Alves, Fábio Coentrão, Miguel Veloso, Raul Meireles (Varela, 84'), João Moutinho, Nani (Rolando, 89'), Hélder Postiga (Nelson Oliveira, 64') e Cristiano Ronaldo

Árbitro: Craig Thomson (Escócia)
Acção disciplinar: cartão amarelo para Raul Meireles (29'), Jakob Poulsen (56') e Cristiano Ronaldo (90'+2')

 

Noticia do Público



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Terça-feira, 10.04.12

Karanka: “Ninguém duvida de Mourinho”


O treinador adjunto do Real Madrid negou que a equipa esteja ansiosa por ver o rival Barcelona aproximar-se na classificação.


Aitor Karanka voltou a render José Mourinho na função de responder às perguntas dos jornalistas. Esta terça-feira, na antevisão da partida contra o Atlético de Madrid, o treinador adjunto dos “merengues” reforçou a confiança da equipa no trabalho que tem vindo a desenvolver, negando qualquer ansiedade relacionada com a aproximação do Barcelona na tabela.

Quatro pontos separam agora os dois rivais, mas Karanka reiterou a concentração da equipa no objectivo de conquistar o título: “Não sei onde está a ansiedade. Vendo como trabalha a equipa, não há nenhuma intranquilidade nem ansiedade. Estamos muito tranquilos”.

“A equipa técnica está satisfeita com a atitude da equipa, não temos nenhum medo, nem ansiedade nem nada, porque vemos a vontade de ganhar que os jogadores têm”, acrescentou o técnico. “Ninguém duvida de Mourinho”, reforçou.

“Cada vez falta menos [para o final do campeonato] e os pontos são mais importantes”, prosseguiu Karanka, relativamente à vantagem de quatro pontos que o Real Madrid tem agora para o Barcelona. Na última jornada, os “merengues” não foram além do empate (0-0) em casa diante do Valência.

O próximo adversário é o Atlético de Madrid, no “derby” da capital espanhola. “O Atlético está a lutar pelos lugares europeus. Vai ser complicado, mas nós estamos bem, com vontade e são três pontos muito importantes”, concluiu Karanka.

 

Via Público

 



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Domingo, 25.03.12

Porto empata e abre caminho para o título ao Braga

Tal como o Benfica na sexta-feira em Olhão, o FC Porto também não conseguiu melhor que um empate (1-1) na sua visita ao terreno do Paços de Ferreira, um resultado que permite, ainda assim, aos "dragões" adiantarem-se no comando do campeonato.


Com este empate, os portistas recuperaram o comando isolado, com 57 pontos, mais um que o Benfica, mas o grande beneficiado desta jornada pode ser o Sp. Braga (55 pontos), que pode isolar-se no comando caso consiga vencer nesta segunda-feira em casa a Académica de Coimbra.

Após uma primeira parte sem golos, foi apenas com um autogolo de Ricardo aos 47' que se desfez o nulo na Mata Real. Hulk conduziu o ataque pelo flanco direito e acaba por ser o defesa do Paços a tocar a bola para a baliza após o cruzamento do brasileiro do FC Porto.

Mas a formação orientada por Henrique Calisto não desistiu do jogo e, aos 79', fez o golo do empate, por intermédio de Melgarejo. Josué marca o canto e o avançado paraguaio emprestado pelo Benfica, sem qualquer marcação, cabeceia para a baliza de Helton. 

 

Via Público



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Domingo, 26.02.12

Sporting venceu e desta vez já convenceu

O clube leonino bateu o Rio Ave por 1-0 e voltou a apanhar o Marítimo na classificação. Um golo de Marat Izmailov resolveu o jogo para os “leões”.


O Sporting continua sem conhecer o sabor da derrota, desde que Sá Pinto assumiu o cargo de treinador do Sporting. Neste domingo, frente ao Rio Ave, no segundo jogo consecutivo dos verde-e-brancos em Alvalade para a Liga, a vitória voltou a sorrir aos “leões”.

Um golo solitário de Marat Izmailov bastou para garantir os três pontos à formação da casa. Novamente um triunfo curto mas, desta vez, com uma exibição bem mais conseguida, especialmente no primeiro tempo.

 

Via Público



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Quinta-feira, 24.03.11

Uma pessoa que é capaz de lançar de um viaduto em plena auto-estrada um saco cheio de pedras para atingir veículos em movimento não vale muito mais dos que as próprias pedras que atira. O QI de um espécime deste calibre será semelhante, ou inferior, ao material rochoso que lança sem ter a consciência que a morte poderá ir dentro do saco a acompanhar as pedras. Não há nada mais perigoso que um calhau com uma pedra na mão.


O que se passou com a comitiva do Benfica no regresso a Lisboa após o jogo com o Paços de Ferreira é a todos os títulos lamentável. Mas não me fico por aqui. Um bicho cretino, sim porque alguém capaz de ter uma atitude destas não poderá ser racional nem tratado como tal, que é capaz de cometer algo deste género não é adepto de um clube, não é anti ou pró seja o que for, não tem sequer provavelmente capacidade de raciocínio que vá para além da capacidade de apertar os próprios sapatos, abrir uma lata de cerveja ou arremessar seja o que for sem pensar nas consequências. É no fundo uma besta. E as bestas não têm cor. São de todas as cores e feitios. Têm apenas a imbecilidade, ignorância e estupidez em comum.


O cérebro de uma pessoa assim é pouco mais do que um bocado de pedra-pomes que normalmente se usa para esfregar as plantas dos pés. Cavalgaduras que deveriam ser apanhadas pelas autoridades e imediatamente julgadas sem contemplações por tentativa de homicídio. Sim, quem lança uma pedra nestas condições não pode prever o efeito de tal acto cobarde. E nada de soltar os energúmenos depois de irem ao juiz e comerem uma refeição quente, porque meia hora depois vão andar a recolher pedras à beira da estrada.

 

Mas não se pense que este tipo de ataques criminosos é exclusivo às viaturas dos Presidentes de clubes e autocarros das equipas de futebol. No ano passado o meu próprio pai seguia na A1 sentido Sul-Norte, entre Leiria e Pombal, quando uma pedra do tamanho de uma bola de andebol entrou pelo vidro da frente do carro. A pedra, lançada de uma das pontes, entrou com tal violência no automóvel que partiu completamente os apoios do banco do passageiro, que por um mero e feliz acaso ia desocupado.

 

As autoridades disseram na altura, e passo a citar: "já é a décima vez só este mês". Conclusão: há gente que não merece o ar que respira.

 

Via 100 Reféns



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Quinta-feira, 10.03.11

 

Nua contra as arbitragens do Futebol

 

Uma actriz porno argentina fartou-se de ver a sua equipa ser prejudicada pelas más arbitragens e decidiu protestar de forma incomum. Milena Hot irá despir-se em frente à sede da Associação de Futebol Argentina, na próxima terça-feira.

  

Adepta ferrenha do All Boys, equipa recém-promovida ao primeiro escalão do futebol argentino, Milena está indignada com a prestação dos árbitros nos jogos dos "Albos", alcunha do modesto clube de Buenos Aires.

Segundo a actriz, o All Boys está a ser "injustiçado" desde que Hugo Barrientos, um médio da equipa, foi responsabilizado pela grave lesão de Giovanni Moreno, jogador do Racing, um dos clubes mais populares da Argentina.

Nas últimas quatro jornadas da "Liga Argentina", o All Boys teve três jogadores expulsos, a mesma quantidade do "Torneo Apertura" passado.

"Sou adepta ferrenha do All Boys, vou a todos os jogos desde miúda. Como considero que estão a cometer muitas injustiças contra o meu clube, pensei em protestar despida", disse Milena à rádio argentina "La Red".

"Depois da expulsão de Hugo Barrientos e da lesão grave de Giovanni Moreno, passaram a prejudicar-nos em todos os jogo", acrescentou a actriz porno.

 

No protesto marcado para terça-feira, em frente à sede da AFA, Milena espera obter uma resposta positiva da Associação de Futebol sobre as últimas más arbitragens e pressionar o Comité Disciplinar da Liga, que julgará Hugo Barrientos pela entrada violenta sobre o jogador do Racing.

Este não será o primeiro "protesto despido" da actriz porno, muito famosa no seu país. Milena já tirou a roupa durante uma manifestação contra a pedofilia e quando o All Boys foi promovido à primeira divisão.

Milena Hot é conhecida na Argentina como "La Cicciolina", pela atitude ousada dos seus filmes, à semelhança das películas protagonizadas pela famosa actriz porno italiana.

A argentina detém o recorde latino-americano de parceiros numa só relação. No filme "Gang Bang", de 2005, Milena manteve relações com 25 homens.

A actriz espera bater o recorde mundial no seu próximo filme, marcado para este ano. Para isso, Milena terá que relacionar-se com mais de cem homens de uma só vez.

 

Via JN

 



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Quinta-feira, 27.01.11

Quando ouvi pela primeira vez que Luciana Abreu e o jogador Yannick djaló tinham tido umaLyonce Viikctória pensei tratar-se do último modelo da Skoda. Afinal era uma menina. Parabéns ao casal.

 

Na paragem de autocarro dizia uma velhota para o marido, pouco interessado no assunto, "aqui na Revista dizem que a menina se vai chamar lyonce viitórya - "Lyonce da fusão de Luciana e Yannick e Viiktórya pelo nosso amor ter triunfado e vencido todos os obstáculos e a má-língua de tanta gente" "estás a ver Armando- dando-lhe uma ligeira cotovelada- isto sim é amor verdadeiro". Armando de mãos nos bolsos encolheu os ombros e resmungou "o meu primo Rui também teve um Lyonce, era um perdigueiro lindo que costumávamos levar para a caça e passear no Cabo Espichel".

Pessoalmente gosto do nome e principalmente do processo usado para a escolha. Acho inovador, bonito e fica no ouvido: Lyonce, Lyonce... filha sai de cima da avó que ela já tem a dentadura pendurada no queixo. Maria vitória ou Leonor Vitória seria vulgar, agora uma Lyonce Viikctória não vai passar despercebida em nenhuma creche ou colégio deste país, e parece-me ser mesmo essa a intenção.

Mas no meio disto tudo acho estranho terem permitido o registo da pequena com este nome, porque normalmente são bastante rígidos na aceitação de nomes pouco comuns, daí ter associado logo o nome a um modelo de um automóvel de leste e não a uma bebé, porque o registo automóvel costuma ser bem mais ágil e menos conservador nestas situações. Diga o ano, matricula, cor, marca, modelo, peso, cavalos, cilindrada e já está. Pega-se na Fábia, na Felícia ou no Murano e prego a fundo.

Se a moda pega vai ser engraçado assistir ao aparecimento frequente de nomes formados pela junção do nome dos progenitores e associados ao sentimento que nutrem um pelo outro ou aquilo que os aproximou.

Imaginem que em vez de uma Luciana e um Yannick temos uma Rafaela e um Alberto cuja relação é amargurada. Desta união pode vir nascer um menino chamado Felato Amargus. Ou da conflituosa relação entre Ana e Paulo gerar-se uma Paulana Porradis. E se tiver sido o mar a unir um casal - a mãe Vanessa, peixeira de profissão e o pai Chico, pescador - o fruto podia ser uma Chanessa da Caparica ou um Chissa Espadarte. Um casal que se conheceu no estádio do dragão poderia ter a caminho uma Zelmira Topo Norte. Por fim uma filha nascida de uma relação de 20 minutos entre Silvana e um desconhecido poderia nascer uma Ruvana vinte euros.

No fundo Luciana e Djaló iniciaram uma verdadeira revolução na tradicional forma de escolher o nome de bebés neste país. Estão de parabéns.

 

Via 100 reféns



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Quarta-feira, 19.01.11

A seguir a Mourinho e a Cristiano Ronaldo, o "emplastro" é provavelmente um dos portugueses com maior destaque a nível internacional neste preciso momento. Não acreditam? Hilariante o vídeo

A carreira de "emplastro" já vai longa dentro de portas mas só agora chegou a internacionalização. Depois de anos a aquecer a nuca de variadíssimos repórteres de exteriores portugueses alguém dos media britânicos reparou nesta caricata figura e na forma abnegada como se dedica à profissão: massacrar jornalistas até à exaustão.

Não é fácil estar em todo o lado ao mesmo tempo. E provavelmente a seguir a Deus Nosso Senhor o "emplastro" português será a figura com maior capacidade a este nível. Um verdadeiro dom da ubiquidade permite-lhe andar à solta nos Aliados, em Lisboa junto ao Cais do Sodré e em Madrid a lamber o pescoço ao Nuno Luz, tudo isto enquanto derrete uma sandes de leitão com os Superdragões na área de serviço da Mealhada. Acho que já cheguei a ver emissões em direto de diferentes estações de televisão a mostrarem em grande plano o "emplastro" em locais distanciados por centenas de quilómetros.

Sempre que há algo que seja digno de reportagem futebolística, seja onde e a que horas for, ele está presente. Podem não estar jornalistas, mas o "emplastro"está de pedra e cal em cima do acontecimento. Neste aspecto podemos dizer que o "emplastro" está para o futebol como o primeiro-ministro José Sócrates está para as energias renováveis. Sempre a querer aparecer.

Até já deve haver estações de televisão que optam por telefonar ao "emplastro" diariamente, porque onde ele estiver há certamente maior probabilidade de estar a notícia do dia. Parabéns ao "emplastro". Fica o vídeo.

 

 

 

Via 100 Reféns

 



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Segunda-feira, 10.01.11

Mourinho é o melhor do mundo

 

A FIFA confirmou oficialmente a atribuição do prémio de melhor treinador de 2010 ao português José Mourinho.

Mourinho bateu a os espanhóis Vicente del Bosque (seleccionador de Espanha) e Pep Guardiola (treinador do Barcelona), sendo premiado pelo seu trabalho no Inter de Milão.

Emocionado, José Mourinho levantou-se quando foi anunciado o seu nome. Antes de receber o prémio, cumprimentou os jogadores do Inter de Milão que estavam presentes na sala, Maicon, Lúcio e Sneijder.

Foi com estes atletas do Inter que o agora técnico do Real Madrid fechou a época 2009/2010 em grande, com a conquista do campeonato italiano, a Taça de Itália e a Liga dos Campeões pelo emblema italiano.

No palco do centro de congressos em Zurique, falou em português, depois de ter recebido o galardão das mãos de Silvia Neid, ex-futebolista alemã e actual treinadora da selecção alemã de futebol feminino. “Peço desculpa por falar em português, mas sou um orgulhoso português”, disse. E continuou, emocionado.

“Trabalhei muito para chegar aqui. Não cheguei sozinho”, lembrou. “Cheguei graças a alguns jogadores que estão aqui”, referindo-se aos futebolistas do Inter de Milão. E não só. “Também agradeço aos colaboradores e à força daqueles que me amam e que esperam para festejar este momento fantástico”.

José Mourinho, de 47 anos, é o primeiro treinador a receber este galardão, criado neste ano pela FIFA e pela revista "France Football". O júri foi formado pelos seleccionadores e capitães de equipas de todas as selecções, bem como por um painel de jornalistas de todo o mundo.

 

Via Público



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Sexta-feira, 26.11.10

Senhor, porque me abandonaste?

 

Via Henricartoon



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Quarta-feira, 10.11.10

Benfica, Todos ralham e ninguém tem razão

 

O filme está desfocado para os lados de Jorge Jesus. A paixão dos adeptos definha a cada derrota e há quem o confronte cara a cara pelas suas opções: a lua-de-mel parece que afinal não é eterna e os primeiros arrufos do matrimónio começam a vir à tona. Na madrugada que se seguiu à humilhação no Dragão, dois adeptos criticaram o treinador pelas suas opções e a resposta dele foi esta: "Coragem tiveram os que foram ao Dragão!" Tudo bem. Só que esses sócios tinham ido ao estádio do FC Porto e mostraram-lhe o ingresso como comprovativo - Jesus engoliu em seco e pediu desculpa. Ontem, no aeroporto, o técnico foi interpelado pelos mesmos benfiquistas quando a equipa seguia para as portas de embarque: "Mister, os que foram ao Dragão estão aqui a dar a cara outra vez. E achamos vergonhoso ir a Angola durante a semana numa altura destas." Ao ouvir isto, Jesus encolheu os ombros, pediu calma por lá estarem "jornalistas" e acabou por ser um responsável do clube a encerrar o assunto, explicando-se ao par de sócios: "Há aqui jogadores que não sabem o que é o Benfica e quando se apercebem da dimensão não conseguem lidar com a pressão." De Luís Filipe Vieira, nem um palavra.

Não são só os adeptos a torcer o nariz ao raid encarnado a Angola por ocasião das comemorações do 35.º aniversário da independência do país - aos jogadores e equipa técnica também não caiu bem a decisão presidencial de forçar a equipa a um desgaste suplementar e desnecessário. A viagem relâmpago a África está contextualizada numa suposta despedida oficial de Mantorras (no jogo Angola-Benfica, hoje às 19h) aos relvados e num encaixe chorudo para os cofres da Luz - 1,4 milhões de euros, pouco menos do que duas vitórias na Liga dos Campeões. Que é o que se pede a Jesus neste momento crítico: ganhar ao Schalke 04 (na Luz) e ao Hapoel (em Telavive) garante a passagem aos oitavos-de-final da Champions, um dos objectivos mínimos para quem até falou em conquistar a competição em Wembley. Se a meta não for alcançada, a contestação interna aumentará e Jesus ficará em palpos de aranha, agarrado à cláusula de rescisão astronómica (5 milhões de euros, pelo menos) que acordou com o clube. E é por isto e pelo capital de confiança que (ainda) tem junto de Vieira, que o despedimento de Jesus é cenário distante. Mas caso o Benfica decida prescindir do treinador, a solução passa pela entrada em cena do agente Jorge Mendes que procurará colocar Jesus no estrangeiro, satisfazendo ambas as partes.

ENTRE MUROS Jesus tem um estilo e o estilo é este: aperta com os jogadores até mais não, grita com eles em alta voz e muitas vezes insulta-os. Os jogadores que treinou no passado já se queixaram das "orelhas a ferver no treino" mas sempre lhe elogiaram a capacidade táctica; os futebolistas que dirige no Benfica dizem o mesmo dele. Ou diziam. 

Este ano, já se viu Luisão, de braçadeira, a discutir com Jesus em pleno relvado; já se viu Cardozo desagradado por não sair de campo quando se encontra esgotado e o resultado construído ("O descanso só faz é mal", diz Jesus); e Saviola com ar de poucos amigos sempre que é substituído. No futebol, como na vida, quando se ganha, tudo se suporta mas o inverso também é verdade. Nesses momentos questionam-se as opções tácticas, os métodos, os tiques e a cabeça começa a pesar mais do que as pernas. O Benfica é a formação mais indisciplinada da Liga, com 37 amarelos e dois vermelhos directos - contas feitas, as águias não podem contar com Luisão, Maxi Pereira e Carlos Martins para o encontro com a Naval (domingo). 

MEDO DO LOBO MAU Na preparação para o jogo do FC Porto, ficou evidente a preocupação de Jesus em montar um esquema que anulasse Hulk, como se o Incrível fosse lobo mau. Em 2009/10, foi Peixoto quem o defendeu na vitória caseira com o golo de Saviola - nem um nem outro jogaram no passado domingo mas um e outro tinham sido titulares nos últimos encontros. Como escreve o "Record", a coisa não caiu bem a Peixoto, a Saviola e nem aos restantes elementos do balneário que viram um Jesus medroso em vésperas de clássico.

 

Via Ionline



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Sábado, 06.11.10

Onde ver o Benfica Porto?

 

Esta lista só existe porque um dia alguém decidiu que era boa ideia ter um canal que só passasse bola - e que uma assinatura desse canal custaria quase o mesmo que os outros 40 todos juntos. Começou a ser difícil ver um jogo em casa, com uma cerveja na mão e a família a pedir para mudar de canal.

Assistir ao jogo na televisão deixou de ser uma coisa que qualquer pessoa com uma antena no telhado pode fazer. Os jogos estão agora ao nível do chão, em salas de luzes brancas decoradas com aquários cheios de sapateiras com tenazes presas por elásticos: as cervejarias. Elencámos dez, entre Lisboa e Porto, para ajudar o leitor a decidir o melhor lugar para ver o Benfica-Porto e para utilizar o verbo "elencar" na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito. 

Uns mais caros que outros, mais confortáveis que outros. Apenas uma garantia: não vai faltar cerveja de pressão, tirada com aquela precisão de um samurai - dois dedos de espuma - e salgados para fintar a fome. Nenhum dos lugares é directamente conotado com nenhum clube, mas a distinção geográfica Lisboa-Porto deve ser suficiente para saber onde vão estar benfiquistas e portistas.

 

1. British Bar

As histórias deste bar no Cais do Sodré, Lisboa, são suficientes para encher esta página ? e o que fica de fora pode vir a dar um livro ou documentário. Um dos mais antigos e emblemáticos bares de Lisboa, o British Bar, tem a maior carta de cervejas da capital (loiras, pretas ou ruivas, sobretudo belgas) e uma televisão discreta sempre sintonizada nos canais que interessam. Há salgados e o mítico ovo cozido em cima de um monte de sal. Rua Bernardino Costa, 52, Cais do Sodré, Lisboa. Tel. 213 422 367

 

2. Grupo Excursionista "Vai Tu"

Na sala de convívio deste grupo excursionista a intensidade com que se vive o futebol é inversamente proporcional ao preço da cerveja. Tem uma televisão grande, área de fumadores (é mesmo uma área, expressa em metros quadrados, sem separação física) e um benfiquista lendário que, quando a sua equipa ganha e o árbitro faz ?bem? o seu trabalho, ofende o realizador da transmissão televisiva: ?Este plano é uma merda, não se vê nada.? Rua da Bica de Duarte Belo, 6 - 8, Lisboa. Tel. 213 460 848

 

3. Barraquinha da Praia da Granja

A Barraquinha da Praia da Granja, em Vila Nova de Gaia, tem uma vantagem óbvia. Como fica em cima do areal, o derrotado da noite pode sempre dar um passeio a pé junto ao mar para afogar (apenas) as mágoas. Dispõe de um ecrã gigante e serviço de snack bar. A paisagem é excelente, o estacionamento é abundante e fica longe dos tradicionais aglomerados de adeptos. Esplanada Fernando Ermida, Granja, Vila Nova de Gaia

 

4. Maracanã

Um clássico das cervejarias lisboetas, o Maracanã é célebre pelos mariscos, petiscos e uma esplanada à beira da Avenida Fontes Pereira de Melo na qual beber um café à tarde é quase um desporto radical. Lá dentro há uma televisão grande que, aos dias de semana, serve para passar as letras do menos concorrido karaoke da capital. Felizmente, a comida e bebida estão vários furos acima dos cantores amadores que insistem em guinchar o reportório de Céline Dion. Rua Pinheiro Chagas, 1, Saldanha, Lisboa. Tel. 213 526 934

 

5. República da Cerveja

Diz-se, e com toda a propriedade, que a melhor vista do Porto se tem a partir de Gaia. Daí que a República da Cerveja, no Cais de Gaia, seja um regalo para a vista. Não faltam televisores para dar uma espreitadela ao clássico. Para os mais nervosos é sempre possível vir cá fora fumar um cigarro e deliciar-se com o postal ao vivo que constitui o centro histórico do Porto. Bifes, francesinhas e muita cerveja são presença obrigatória em qualquer menu. Avenida Ramos Pinto Loja 170, Cais de Gaia, Vila Nova de Gaia Tel. 223 747 400

 

6. Tonga- Restaurante Tasca

Pode uma tasca ser moderna? À partida, não. Mas nos últimos anos o nome tornou-se cool e pode ir-se jantar a uma tasca, como o Tonga, sem pensar em salgados ensopados em óleo e o mata-mosca Cri-Cri a servir de iluminação estroboscópica de cada vez que cai um insecto. Situado em Benfica, o Tonga tem ecrãs de plasma grandes, comida tradicional portuguesa em versões modernizadas (petiscos chamam-se agora tapas) e uma considerável reserva de cerveja. Avenida do Uruguai, 26A, Benfica, Lisboa. Tel. 214 051 351

7. Lizarran

O ambiente é assim como que a atirar para o espanhol. Tapas, cañas ou cidra são algumas especialidades da casa, que tem como originalidade fazer a conta final pelo número de palitos deixados num recipiente na mesa. Para ver o clássico sem perder pitada, uma tela enorme não deixa escapar nenhuma incidência da partida. Ideal para os benfiquistas que esperam ver o espanhol Javi Garcia parar o meio-campo do FC Porto. Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, 508, 4450 Leça da Palmeira Tel. 224 026 537

8. Shakesbeer

A Rua do Campo Alegre é a artéria por excelência das cervejarias no Porto. Às históricas Galiza e Capa Negra, junta-se agora a Shakesbeer, mesmo junto ao túnel de acesso à auto-estrada. Não falta a televisão de dimensões generosas (plasmas), assim como todo um arsenal gastronómico que não permite sair de lá com a barriga a dar horas. A cerveja é de excelente qualidade, como atestam as cubas mesmo à vista dos clientes. Rua do Campo Alegre 359/365, 4150-178 Porto Tel. 912 175 353

 

9. Cufra

É uma das mais antigas cervejarias do Porto. Em plena Avenida da Boavista, e com parque de estacionamento, dispõe de uma tela onde, religiosamente, são projectados os jogos que apenas podem ser vistos na SportTV. Por entre uma francesinha, um prego ou um prato de marisco, o clássico terá uma cor mais azul-e-branca, não sendo mesmo difícil  encontrar por lá alguns portistas famosos.Avenida da Boavista 2504, 4100 Porto
Tel. 226 172 715


10. Café Império

Ele está no meio de nós ? nós, os lisboetas. No centro geométrico de Lisboa, mais coisa menos coisa, paredes meias com o grande templo da Igreja Universal do Reino de Deus, o centro de outra coisa qualquer. A cozinha funciona até tarde e é de lá que sai o célebre bife à Império, um dos melhores da capital. No piso inferior há um projector e televisões grandes em vários ângulos, para que não se perca pitada do jogo quando se tem de virar para chamar o empregado. Avenida Almirante Reis, 205, Lisboa. Tel. 212 471 765

 

 

Via Ionline

 



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Quarta-feira, 03.11.10

Pedroto e Pinto da Costa... o inicio da História de sucesso

 

É normal que associemos o ano de 1982 ao Mundial de Espanha. Ao espantoso Brasil de Telé Santana. À inacreditável Itália de Rossi. À crueldade do alemão Schumacher numa entrada duríssima sobre o francês Battiston. À estreia do já veterano camaronês Roger Milla. Mas 1982 é também o início de uma era do FC Porto, com o primeiro mandato de Pinto da Costa como presidente. E o primeiro campeonato realizado nestas circunstâncias é marcado pelas polémicas. Que, verdade seja dita, sempre existiram. O problema agora é que a contestação sobe de tom, o FC Porto intromete-se contra o poder da capital exercido por Benfica e Sporting e a RTP começa a transmitir os resumos todos, com golos, penáltis e lances duvidosos.

Em tempo recorde, a dupla Pinto da Costa-Pedroto alimenta ódios ou paixões. E divide o país ao meio. A bronca estala definitivamente num FC Porto-Benfica, a sete jornadas do fim. Na semana anterior, o FC Porto empatara no Estoril (1-1). A 12'' do fim, penálti contra o Estoril e expulsão de Vítor Madeira. Durante 11 minutos, protestos contra o árbitro Graça Oliva e empurrões para lá e para cá. Com os ânimos mais serenos, Gomes atira... e Manuel Abrantes defende. Só que Vítor Madeira ainda estava em campo. O FC Porto pede repetição do penálti, o árbitro resolve com uma bola ao solo! Pedroto está irado. E lamenta: "Este Estoril correu mais que sei lá o quê. Não compreendo como não houve controlo anti-doping. Na Amora (1-2) e em Setúbal (1-3) foi a mesma coisa."

É neste clima de suspeição que se chega ao clássico decisivo para o título. A 27 de Março de 1983, FC Porto e Benfica estão separados por quatro pontos. E assim continuam depois de 90 minutos sem golos, apesar de Gomes falhar (novamente) um penálti. Fora do relvado, a bronca do costume com algumas nuances. Eriksson, primeiro, manteve a sua pose de gentleman. "Tivemos sorte, sobretudo no penálti, mas lutámos pelo 0-0." Depois o sueco foi aos arames quando Pedroto voltou a destapar o assunto doping. "Sem querer insinuar o que quer que seja, fomos descriminados mais uma vez. Houve controlo na Luz [3-1 para o Benfica]. Aqui já não houve. Nós pedimos, mas alguém recusou..." Sven-Goran reagiu. Com diplomacia mas ligeiramente incomodado. "Doping no Benfica só por cima do meu cadáver. Se alguma vez um jogador for dopado, aqui, no Benfica, ou sairá ele ou sairei eu." 

Também sem perder a pose, Pedroto contra-atacou. "O Benfica vai ser campeão? Sim, já o era antes de começar o campeonato. Na semana em que perdia pontos, os árbitros erravam contra nós. Num sábado, empataram no Bessa [2-2]. No dia seguinte, o Sporting-FC Porto acabou cirurgicamente 3-3, com dois penáltis para o Sporting. Sem esquecer que o Benfica veio jogar aqui às Antas como o Alcobaça [último classificado da liga]." Fim. Antes fosse. A confusão continua. Próximo capítulo: hoje, amanhã, depois, sábado, domingo...

 

Via Ionline



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Sábado, 09.10.10

José Mourinho

 

Sou português há 47 anos e treinador de futebol há dez. Sendo assim, sou mais português do que treinador. Posto isto, para que não restassem dúvidas, vamos ao que importa...

 

As Selecções Nacionais não são espaços de afirmação pessoal, mas sim de afirmação de um País e, por isso, devem ser um espaço de profunda emoção colectiva, de empatia, de união. Aqui, nas selecções, os jogadores não são apenas profissionais de futebol, os jogadores são além disso portugueses comuns que, por jogarem melhor que os portugueses empregados bancários, taxistas, políticos, professores, pescadores ou agricultores, foram escolhidos para lutarem por Portugal. E quando estes eleitos a quem Deus deu um talento se juntam para jogar por Portugal, devem faze-lo a pensar naquilo que são - não simplesmente profissionais de futebol (esses são os que jogam nos clubes), mas, além disso, portugueses comuns que vão fazer aquilo que outros não podem fazer, isto é, defender Portugal, a sua auto estima, a sua alegria.

 

Obviamente há coisas na sociedade portuguesa incomparavelmente muito mais importantes que o futebol, que uma vitória ou uma derrota, que uma qualificação ou não para um Europeu ou um Mundial. Mas os portugueses que vão jogar por Portugal - repito, não gosto de lhes chamar jogadores - têm de saber para onde vão, ao que vão, porque vão e o que se espera deles.

 

Por isso, quando a Federação Portuguesa de Futebol me contactou para ser treinador nacional, aquilo que senti em minha casa foi orgulho; do que me lembrei foi das centenas e centenas de pessoas que, no período de férias, me abordam para me dizerem quanto desejam que eu assuma este cargo. Isto levou-me, pela primeira vez na minha vida profissional, a decidir de uma forma emocional e não racional, abandonando, ainda que temporariamente, um projecto de carreira que me levou até onde me levou.

 

Desculpem a linguagem, mas a verdade é que pensei: Que se lixem as consequências negativas e as críticas se não ganhar; que se lixe o facto de não ter tempo para treinar e implementar o futebol que me tem levado ao sucesso; por Portugal, eu vou!

 

E é isto que eu quero dizer aos eleitos para jogar por Portugal: aí, não se passeia prestigio; aí, não se vai para levar ou retirar dividendos; aí, quem vai, vai para dar; aí, há que ir de alma e coração; aí, não há individualidades nem individualismos; aí, há portugueses que ou vencem ou perdem, mas de pé; aí, não há azias por jogar ou por ir para o banco; aí, só há espaço para se sentir orgulho e se ter atitude positiva.

 

Por um par de dias senti-me e pensei como treinador de Portugal. E gostei. Mas tenho que reconhecer que o Real Madrid é uma instituição gigante, que me «comprou» ao Inter, que me paga, e que não pode correr riscos perante os seus sócios e adeptos. Permitir que o seu treinador, ainda que por uns dias, saísse do seu habitat de trabalho e dividisse a sua concentração e as suas capacidades era impensável.

 

Creio, por conseguinte, que o feedback que saiu de Madrid e chegou à Federação levou a que se anulasse a reunião e não se formalizasse o pedido da minha colaboração.

 

Para tristeza minha e frustração do presidente Gilberto Madail.

 

Mas, sublinho, agora já a frio: foi e é uma decisão fácil de entender. Estou ao leme de uma nau gigantesca, que não se pode nem se deve abandonar por um minuto. O Real decidiu bem.

 

Fiquei com o travo amargo de não ter podido ajudar a Selecção, mas fico com a tranquilidade óbvia de quem percebe que tem nas suas mãos um dos trabalhos mais prestigiados no mundo do futebol. 

 

Agora, Portugal tem um treinador e ele deve ser olhado por todos como «o nosso treinador» e «o melhor» até ao dia em que deixar de ser «o nosso treinador». Esta parece-me uma máxima exemplar: o meu é o melhor! Pois bem, se o nosso é Paulo Bento, Paulo Bento é o melhor.

 

Como português, do Paulo espero independência, capacidade de decisão, organização, modelagem das estruturas de apoio, mobilização forte, fonte de motivação e, naturalmente, coerência na construção de um modelo de equipa adaptada as características dos portugueses que estão à sua disposição. Sinceramente, acho que o Paulo tem condições para desenvolver tudo isso e para tal terá sempre o meu apoio. Se ele ganhar, eu, português, ganho; se ele perder, eu, português, perderei. Mas eu também quero ganhar.

 

No ultimo encontro de treinadores que disputam a Champions League, quando questionado sobre o poder dos treinadores nos clubes, ou a perda de poder dos treinadores face ao novo mundo do futebol, sir Alex Fergusson disse (e não havia ninguém com mais autoridade do que ele para o dizer!) que o poder e a liderança dos treinadores depende da personalidade dos mesmos, mas que depende muitíssimo das estruturas que os rodeiam. Clubes e dirigentes fragilizam ou solidificam treinadores.

 

Eu transponho estas sábias palavras para a selecção nacional: todos, mas todos, neste país devem fazer do treinador da selecção um homem forte e protegido. E quando digo todos, refiro-me a dirigentes associativos, federativos e de clubes, passando pelos jogadores convocados e pelos não convocados, continuando pelos que trabalham na comunicação social e terminando nos taxistas, políticos, pescadores, policias, metalúrgicos, etc. Todos temos de estar unidos e ganhar. E se perdermos, que seja de pé.

 

Mas, repito, há coisas incomparavelmente mais importantes neste país que o futebol. Incomparavelmente mais importantes¿ Infelizmente!

 

Aproveito esta oportunidade para desejar a todos os treinadores portugueses, aos que estão em Portugal e aos muitos que já trabalham em tantos países de diferentes continentes, uma época com poucas tristezas e muitas alegrias.

 

 

Ao Xico Silveira Ramos, manifesto-lhe a minha confiança no seu cargo de Presidente da ANTF.

 

Um abraço a todos.

 

José Mourinho



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Terça-feira, 28.09.10

As inúmeras perguntas sobre a ausência do futebolista Pedro León da convocatória do Real Madrid irritaram hoje o treinador José Mourinho a ponto do português abandonar a conferência de imprensa de antevisão do desafio com o Auxerre.

"Não é Zidane, nem Maradona, nem Di Stefano", vincou, irritado, Mourinho, na véspera de novo jogo na Liga dos Campeões, lembrando que o médio "há um ano jogava no Getafe".

José Mourinho disse não entender todo o interesse à volta da ausência de Pedro León, garantiu que não tem de justificar-se à imprensa - "ao presidente, sim" - e foi bem claro: "Não foi convocado porque o treinador não quis".

 

 

Demorou... mas o verdadeiro Mourinho chegou finalmente a Madrid

 



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Terça-feira, 14.09.10

Berrem bem alto, estrebuchem com muita espuma, façam voodoo ao Laurentino, boicotem os jogos fora, desistam da taça da liga, matem os árbitros, incendeiem autocarros, soltem os cães, batam em pessoas nos aeroportos, cuspam na olivedesportos, rezem a Jesus, façam peregrinações, convoquem os seis milhões, mas, por favor:NÃO TIREM O ROBERTO DA BALIZA.

 

Via Pobo do Norte



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Sábado, 04.09.10

O adeus de Torres, o Bom Gigante

 

Da cabeça do 'bom gigante' saíram muitas bolas, às quais Eusébio respondia com golos doBenfica. E o altruísmo de José Torres no relvado tinha correspondência na boa disposição fora dele. (Veja vídeo SIC no final do texto)

 

 

Estádio de Wembley, 27 de junho de 1966. De cabeça, o 'bom gigante' desfeiteou o mítico guardião soviético Lev Yashin, e deu a Portugal o 3.º lugar no Mundial de futebol. Longe dos tempos de glória, José Torres morreu hoje, aos 71 anos.

O seu 1,91 metros de altura e a bondade, reconhecida pelos companheiros, valeram-lhe a alcunha de 'bom gigante', numa carreira que durou 23 anos, que o tornou uma figura incontornável do "glorioso" Benfica da década de 60 e dos 'magriços' do Mundial de 1966.

Gorada a hipótese da presença na final, em Wembley, José Torres marcou o golo que consolou Portugal quando o encontro estava empatado 1-1, ainda com as lágrimas de Eusébio bem presentes na memória, após o afastamento da final, às mãos da anfitriã Inglaterra.

Melhor marcador em 1962/63

 

José Torres chegou ao Benfica com 20 anos, depois de se ter iniciado no futebol no clube da cidade onde nasceu, Torres Novas, a 8 de setembro de 1938. Na Luz, enfrentou a forte concorrência de José Águas, titular indiscutível do ataque 'encarnado', mas acabou por conseguir "saltar mais alto" e foi o melhor marcador da época de 1962/63, com 26 golos.

Da cabeça do 'bom gigante' saíram muitas bolas, às quais Eusébio respondia com remates para o fundo das redes. E o seu altruísmo no relvado tinha correspondência na boa disposição fora dele.

"Sonhava de noite para fazer dia", lembra José Augusto, seu habitual companheiro de quarto, cúmplice nas partidas arquitetadas para pregar aos colegas de equipa.

Fora dos títulos europeus

 

Apesar de já integrar o plantel do Benfica, José Torres não jogou nas competições europeias nas épocas de 1960/61 e 1961/1962, nas quais o Benfica se sagrou campeão europeu. Nas épocas de 1963, 1965 e 1968 teve um papel importante na presença dos 'encarnados' nas finais europeias, mas não conseguiu fazer a festa.

Para a história, fica também uma frase. "Deixem-me sonhar", disse José Torres quando poucos acreditavam no apuramento para o Mundial de 1986. Carlos Manuel fez a vontade ao então selecionador, com o famoso pontapé de Estugarda, que colocou Portugal no Mundial do México.

Ironia, ou não, o sonho acabou por se transformar no pesadelo de Saltillo, devido às convulsões no seio da equipa nacional que marcaram a presença lusa.

14 golos por Portugal

 

José Torres estreou-se na seleção portuguesa em 1963, numa derrota frente à Bulgária (0-1), e despediu-se 10 anos depois, precisamente frente à mesma equipa, que marcou também a despedida de Eusébio e Simões.

Ao serviço da equipa nacional apontou 14 golos, três dos quais na fase final do Mundial de Inglaterra em 1966, onde alinhou nos seis jogos da competição, na qual a seleção conseguiu a sua melhor classificação de sempre, o 3.º lugar.

O 'bom gigante' deixou o Benfica em 1971, rumo ao Vitória de Setúbal, onde esteve até 1975, ano em que rumou ao Estoril-Praia, clube no qual terminou a carreira, em 1980, então com 42 anos, com um saldo total de 217 golos em 384 jogos.

Fim de vida atribulado

 

Como treinador, função que chegou a acumular com a de jogador ainda no Estoril, orientou o Estrela da Amadora, o Varzim e o Boavista.

Apaixonado pela columbofilia (nos últimos tempos era Chalana quem ajudava a cuidar dos seus pombos), José Torres enfrentou um drama pessoal nos últimos anos de vida devido à doença de Alzheimer, à qual se juntaram problemas financeiros. Alvo de homenagens e festas de angariação de fundos, o 'bom gigante' viveu o fim de vida praticamente na miséria.

 

Via Expresso



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Quarta-feira, 11.08.10

castigo que pode determinar a suspensão e o despedimento do seleccionador pode estarpreso por uma "vagina". Ou melhor, pela análise da forma como este usou a palavra para insultar Luís Horta.

 

 

O Professor Carlos Queiroz terá aconselhado, na manhã de 16 de Maio, durante o estágio pré Mundial de Futebol realizado na Covilhã, o Director da Autoridade antidopagem Luís Horta a "ir fazer análises à c... da mãe dele". Sendo que a tal c... de que o Professor falava não consta que fosse uma bicicleta de marca Kona ou mesmo um Opel modelo Ascona que precisassem eventualmente de um qualquer tipo de revisão, afinação ou análise. Falava sim Queiroz do pipi da senhora.

Ao que parece nem todos os presentes terão apreciado a sugestão técnico-táctica e ginecológica do Professor, o que se entende. Um dos clínicos destacados para fazer o controlo anti-doping ter-se-á mesmo sentido mal com os impropérios do Professor, acabando por ficar o PH e a densidade da urina de um dos jogadores por determinar. Xixi baralhado que está agora a pôr o técnico do ADoP muito provavelmente com um processo às costas por incumprimento de funções. Tudo por causa de uma "vagina" descontrolada em forma de "C..." que saiu da boca nervosa de Queiroz

1 - Por alma de quem, e que conhecimentos detém o Seleccionador Nacional para poder afirmar tão peremptoriamente que o pipi da mãe de alguém precisa efectivamente de ser sujeito a analise?

2- Se estes factos se passaram antes do Mundial, e a serem verdadeiros, porque razão é que o Seleccionador não foi demitido naquele preciso momento? Ou pode agora um seleccionador, porque acordou maldisposto ou comichoso, sugerir a técnicos que apenas cumprem as suas obrigações profissionais recolhendo amostras, que fossem antes analisar a vagina da mãe do patrão deles? Um seleccionador não é propriamente um taberneiro, ou não deveria ser, para andar à pancada em aeroportos com jornalistas e mandar este e aquele analisar a passarinha seja de quem for.

3 - Porque é que só agora, finalizado o Mundial, se fala com tanta insistência no assunto, com processos e inquéritos? Terá alguma coisa a ver com o facto da FPF querer mandar também o Prof. Queiroz analisar coisas cabeludas bem longe daqui e, não tendo qualquer argumento legal ou desportivo para o fazer sem terem de lhe pagar uma indemnização milionária, usarem este expediente como forma de se livrarem do empecilho?

4 - Queiroz "lamenta a expressão utilizada". Expressão? Mas isto agora é só uma questão de léxico? Se em vez de c... tivesse sido um sinónimo qualquer ou a ideia fosse a mesma mas dita de forma mais delicada estaria portanto tudo dentro da normalidade? E educação, civismo, correcção, nada? Queiroz tem razão. Querem tramá-lo, mas é só para não lhe pagarem, porque de facto já devia ter sido feita uma análise ao seu trabalho com consequências reais há muito tempo.

 

Via 100 Reféns



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Segunda-feira, 12.07.10
O amor é lindo.... até no futebol!


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Sábado, 10.07.10

Cromos, como acabar a caderneta do mundial

 

Na porta da papelaria Riscos e Rabiscos, no centro comercial do Campo Pequeno, em Lisboa, letras azuis rabiscadas numa folha A4 avisam: "A partir de 1 de Julho não haverá mais troca de cromos." Mas isso não parece desencorajar quem procura o jogador que lhe falta para acabar a caderneta do Mundial-2010. Os bancos do corredor em frente nunca estiveram tão cheios como nos últimos dois meses - nem mesmo quando toda a gente queria provar os cupcakes do centro comercial. "Quando acabámos com os cromos, as pessoas continuaram a encontrar-se aqui em frente para fazer trocas", explica Ricardo, responsável pela papelaria. "À hora de almoço, o corredor fica cheio." 

Enquanto dois miúdos jogam futebol com um chinelo a fazer de bola, as suas mães, sentadas num banco, trocam cromos dos verdadeiros craques. Estão demasiado concentradas na lista dos autocolantes em falta para conversarem com o i. Ao lado, Gonçalo Santos, de 30 anos, espera pela sua vez para tentar arranjar os seis cromos que lhe faltam. "Só hoje já troquei aqui cem", conta. "Quem me falou disto foi um senhor que conheci numa troca de cromos no Colombo." Pedro Rodrigues, de 45 anos, também teve sorte na colheita: "Só me falta o 100 [o francês Ribéry]. Costumo trocar numa papelaria em Queijas, mas hoje vim aqui." 

Depois do anúncio na porta, Ricardo, da papelaria do Campo Pequeno, suspirou de alívio. "Antes as pessoas deixavam aqui as listas e os cromos repetidos. Era troca por troca e um bocado à confiança", explica. No início eram só dez coleccionadores, os clientes da casa, mas depressa começaram a aparecer centenas de pessoas de todas as partes da cidade. "Era uma grande confusão."

Manuel dos Cromos

Aos domingos, no Mercado da Ribeira, em Lisboa, Manuel Santos, de 58 anos - ou "Manuel dos Cromos", como é conhecido - tem as suas manhãs de trabalho mais calmas. Desde 1974 que troca e vende cromos junto à Estação do Rossio, depois de ter ficado desempregado. Ao fim-de-semana tem uma banca na feira de coleccionismo do Mercado da Ribeira, ao lado de uma compilação de pacotes de açúcar e de outras raridades. "No Rossio tenho o dobro da afluência que tenho aqui", diz logo a seguir a vender perto de 20 cromos, a 30 cêntimos cada. Quem não quiser gastar dinheiro pode trocar um cromo de Manuel - que este ano nem teve tempo para fazer a caderneta - por quatro repetidos. "É por isso que fico com muitos", explica Manuel. "Só comprei duas caixas no início e ainda tenho o dobro disto em casa", diz, enquanto pega num paralelepípedo de madeira repleto de cromos. "Em casa tenho também prateleiras cheias só com cromos de outras colecções."

Novato dos cromos

Na banca ao lado está um vendedor mais novo que prefere não se identificar. "É a primeira vez que vendo cromos", confessa. Também ele foi levado pela febre da caderneta do Mundial, "um fenómeno que não tem explicação lógica". Nem mesmo o facto de a empresa italiana Panini ter distribuído gratuitamente as cadernetas. O mesmo já tinha acontecido com a colecção do Europeu de 2008. 

"No trabalho toda a gente troca cromos, desde o patrão ao contínuo", diz o vendedor. "Há pessoas de 40 anos que vêm ter comigo para acabar a caderneta e nunca na vida tinham comprado cromos, embora esta seja a caderneta mais cara de sempre." Com 640 cromos, a 60 cêntimos cada carteirinha, se nunca lhe calhasse nenhum repetido gastaria 76,8 euros para acabar a colecção do Mundial. 

Recentemente, a Panini pôs à venda um pack que custa 5 euros, com 80 cromos para colar em cima dos originais na caderneta. A lista de cromos é decidida em Fevereiro e, nessa altura, a convocatória de jogadores ainda não foi feita e por isso há cromos de jogadores que nem participaram no Mundial - como é o caso de João Moutinho.

Cromos virtuais

Há dois anos, Américo Almeida, desenhador técnico de arquitectura de 45 anos, criou o site www.trocacromos.com. "Antes do site, só havia alguns fóruns dispersos para coleccionadores", diz. Para participar nos tópicos de conversa do fórum (como "Troca urgente... centenas de repetidos") é preciso estar registado. "Nesta semana vamos atingir os 3 mil utilizadores activos", revela Américo que já colecciona cromos desde miúdo. "Os utilizadores combinam as trocas em mensagens e depois encontram-se", explica.

No site fala-se de outros temas, como por exemplo qual o cromo mais difícil de encontrar. "Comprei mais de 200 carteiras e nunca me saiu o Cardozo e o Ronaldo", diz um utilizador. Outro responde: "O Ronaldo [tal como o Messi] só foi lixado para si e para mim também, porque o pessoal não o põe na lista de trocas." Manuel dos Cromos já não consegue dizer quais os mais difíceis. "Mas no início eram o Cardozo e o Di María."

 

Via ionline



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Segunda-feira, 05.07.10

Amor À camisola

 

Via Henricartoon



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Quinta-feira, 01.07.10

 

Este senhor não pode ser  capitão da selecção nacional nunca mais.


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Já fomos. Os Navegadores foram de vela. A esta hora a única hipótese de continuar no Mundial é numa Playstation perto de si. Mas evitaram-se grandes males. Quer saber quais?

 

 

1 - Quase toda a gente tem um familiar, amigo ou vizinho que adorava andar agarrado à Vuvuzela em dias de jogo. Alguns punham-na a carregar ao lado do telemóvel durante a noite não fosse faltar a bateria a meio do dia. Quando ouviam falar em Selecção metiam a dita na boca e sopravam como se tocassem as velas da Nau rumo ao Cabo das tormentas. Agora alegrem-se porque em princípio isso acabou. Não as tormentas mas o barulho. Tem vizinhos brasileiros? Lamento. Aguente só mais um bocadinho.

2 - Muitas pessoas levavam bastante a sério a coreografia inventada pelo Macdonalds e promovida pelo jogador Simão Sabrosa. No jogo com a Coreia do Norte houve quem derretesse sete menus de bacon em quarenta minutos. No fim do jogo havia pessoas a deitar ketchup por tudo o que era cavidade corporal. Também isso acabou. Os médicos de família e a saúde dos portugueses agradecem. Os nutricionistas nem por isso.

3 - Acabaram os dias inteiros de televisão dedicados à selecção. Desde as 5 da manhã até as 4:59 do dia seguinte tudo girava em torno das peúgas do Cristiano, das extensões do Danny, das palmilhas do Deco e do amaciador de cabelo do Miguel Veloso.

4 - Como se sabe os jogadores estão a ser pagos diariamente. Isto para além dos prémios de jogo que recebem. Se passassem aos quartos-de-final imaginem o rombo. A Federação era menina para pagar uns 30€ ou mais a cada um só pelo feito (50 mil euros na verdade). Assim, e como isto não anda nada famoso poupa-se algum. Dá para os navegadores comerem qualquer coisita e atestarem a traineira no aeroporto. Uma sandes mista e um galão. Nada de croissants para não se apresentarem nos respectivos clubes com porte de leão-marinho.

5 - Confesso que estou farto de escrever sobre a Selecção. E provavelmente estarão alguns fartos de ler o que escrevo sobre a selecção. Eu compreendo. Aliás toda a gente escreve sobre a selecção. Admira-me o Padre Frederico não ter uma coluna sobre a Selecção num diário desportivo. Também isto acabou. Falo por mim claro que amanhã se Deus me der saúde estarei a falar de Queiroz e Ronaldo e a contar porque tudo isto aconteceu. O Padre Frederico que faça lá o que entender que já não é nenhum garoto.

6 - Agora que a nossa rapaziada já fez aquilo a que nos habitou, ou seja, nada, está na altura de escolher uma Selecção daquelas a sério para apoiar no Mundial e, quem sabe, sentir o sabor da vitória. Eu cá já escolhi: sou argentino desde pequenito.

 

Via 100 Reféns



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Quarta-feira, 23.06.10

Cristiano Ronaldo

 

Não houve remontada como em 1966 nem um goleador como Eusébio, sobrou a atitude de 11 jogadores ao nível dos Magriços. No Cabo, onde ninguém tinha passado do empate em partidas do Mundial, Portugal cilindrou a Coreia do Norte (7-0) com uma segunda parte de sonho e quase conseguiu dobrar a maior diferença de golos de sempre em fases finais (4-0 à Polónia, em 2002). Meireles pintou um aviso na muralha asiática, Simão abriu um túnel e depois foi marcar, marcar, marcar, marcar e marcar. Até Ronaldo quebrou o jejum. Agora só uma catástrofe (Costa do Marfim recuperar nove golos) impedirá a passagem aos oitavos-de-final. Mas há esperança de passar em primeiro, caso se consiga vencer o Brasil. 

Os jogadores nacionais ouviram o hino com fumos negros em homenagem a Saramago e, desde cedo, foram tentando encontrar versões para escrever a primeira vitória no Mundial. Com o passar dos minutos e das oportunidades, até podia chegar ao número de cantos de "Os Lusíadas", a obra de Camões que recorda a passagem portuguesa aqui pelo Cabo. A Coreia do Norte não jogou tão fechada como era expectável e, após uma bola ao poste de Ricardo Carvalho - o central de 32 anos que tem fama de vaidoso mas parece um miúdo só de 20 -, tentou esticar-se no campo como uma equipa grande. E Eduardo, enquanto Portugal ia criando (e falhando) várias bolas de golo, teve de fazer intervenções com alguma dificuldade. Sentia-se o choque entre razão e emoção, entre pragmatismo e tecnicismo, entre futebol asiático e latino. Até que Meireles, qual profeta, pintou o primeiro de muitos graffiti na tal muralha norte-coreana. "Não sei o que me deu mas eu nem sou de aparecer na zona do ponta-de-lança. Senti alguma coisa que me dizia para subir e fiz golo", diz o médio portista no anúncio. Foi assim na Bósnia, foi assim no Cabo. E estava dobrado o maior dos trabalhos portugueses.

Os norte-coreanos, uma formação de homens esforçados e orientados por uma disciplina quase doentia (nunca fazem faltas e marcam-nas sem excepção no local exacto onde foi a infracção), sentiram o peso da desvantagem e começaram a abrir brechas. Chovia no estádio e notavam-se as primeiras gotas de desilusão a transbordar para lá da muralha.

Veio o descanso. Quinze minutos de intervalo. Portugal recarregou as baterias, a Coreia do Norte perdeu-as. E os 11 que entraram em campo pareciam uns meros actores dos artistas da primeira parte, à semelhança dos que apoiavam a equipa na bancada (pagos, claro). Tiago assustou, Miguel complicou (pisão desnecessário em Tae Se), Simão marcou - depois da pintura na muralha, um túnel para o caminho dos golos. O barulho dos espectadores a bater com os pés nos degraus em plena euforia mais parecia o último canto de um adversário a desfazer-se em erros próprios. Portugal jogava a dois ou três toques, os centrais deixaram de existir, Coentrão transformou-se num extremo. Avalanche completa - Hugo Almeida aproveitou mais uma grande arrancada do lateral benfiquista para aumentar a vantagem, Tiago fez o 4-0. A única Guerra Fria possível de imaginar era mesmo a do tempo. Os holofotes ligaram-se mas o sol apareceu. E faltava meia hora...

Faltava o golo de Cristiano Ronaldo e, de quando em vez, notava-se a intenção dos outros dez marinheiros ajudarem o maior navegador de todos. O barco nacional, que pareceu um cargueiro frente à Costa do Marfim mas tornou-se num iate de luxo com os asiáticos, seguia de vento em popa mas o penúltimo disparo do canhão CR7 bateu na trave. E o craque suspirou, suspirou... Liedson, que tinha entrado, cumpriu a tradição de marcar no estádio talismã (o da Luz, que se não fosse a cor das cadeiras era bem parecido com o... Green Point) e meteu-se ainda na luta por uma bola perdida a três minutos do fim, ganhou o ressalto e deixou Ronaldo brilhar - a bola quase prendeu na cabeça do madeirense, desceu e, enquanto pontapeava para uma baliza deserta, ainda houve tempo para soltar um desabafo (impronunciável) e sorrir. Foram os dois segundos mais importantes para acabar com uma seca de quase dois anos. Tudo acabado. Ou não: Tiago quis ser diferente e, quando já havia pessoas a saírem do estádio com os abdominais doridos de tanto levanta-senta- -levanta, o médio fez o bis. O 7-0 quase dobra o anterior recorde (4-0 com a Polónia, em 2002). E agora é escolher a cidade dos oitavos: Joanesburgo ou... Cabo.

 

Via Ionline



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Terça-feira, 22.06.10

Futebol estilo canarinho

 

Via Henricartoon



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Domingo, 20.06.10

Freira doida pela bola

 

Uma freira “doida pela bola” promete transformar o convento onde vive, em Viana do Castelo, num mini-estádio de futebol, com vuvuzelas e tudo, para “dar força” à Selecção Nacional noMundial da África do Sul.

Adepta ferrenha do Futebol Clube do Porto e antiga praticante de futebol federado, Maria de Lurdes Araújo, 44 anos de idade e freira há 20, admite mesmo “fintar” as horas de oração do convento para não perder os principais momentos do Campeonato do Mundo.

“Às tantas, se os jogos coincidirem com a hora da oração, ainda peço à Irmã Teresa [a irmã superiora do convento] para não ir rezar. Não é todos os dias que temos um Mundial de Futebol”, disse, à Lusa, Maria de Lurdes, uma das três “inquilinas” do convento de Viana do Castelo das Irmãs Reparadoras Missionárias da Santa Face.

Sempre de ténis calçados, esta freira vibra autenticamente com os jogos de futebol, sendo muitas vezes “apanhada” a tentar meter um golo com a cabeça ou a cortar vigorosamente uma bola que ronda a baliza do seu clube.

As outras duas freiras que ali vivem não ligam nenhuma à bola, mas não será por elas que Maria de Lurdes se verá privada de viver - e de vibrar - com as defesas de Eduardo, a autoridade de Bruno Alves e a magia de Deco.

Estes são, precisamente, por ordem inversa, os jogadores da Selecção Nacional mais apreciados por Maria de Lurdes, que, sem papas na língua, diz ainda que “Cristiano Ronaldo está ali a mais”.

“Nos clubes joga que se farta, na seleção não dá uma para a caixa. Não se adapta. E se não se adapta, não devia lá estar. É como se me mandassem para uma missão para a Índia e eu chegasse lá e não me adaptasse. Estava lá a fazer o quê?”, atira.

Não acredita que Portugal seja campeão do Mundo e nem sequer vai rezar para que os “tugas” ganhem, já que, como refere, “isso é com eles, é para isso que eles estão lá, é para isso que são pagos”.

“Vou rezar para que não tenham lesões e corra tudo bem, isso sim. Agora para ganhar é que não. Essas coisas das vitórias não vão lá com orações”, refere.

Quando jogou futebol federado, durante quatro anos, no clube da Correlhã, Ponte de Lima, Maria de Lurdes atuava a defesa central, tendo, na altura, como ídolo Lima Pereira, que jogava na mesma posição no Futebol Clube do Porto.

O “portismo” de Maria de Lurdes está ainda bem patente na caneca, com o símbolo do clube das Antas, pela qual toma todos os dias o pequeno almoço.

“É doida pela bola e pelo Porto”, refere a irmã superiora, confessando que não percebe nada de futebol e que não tem clube, mas que às vezes diz que é benfiquista “só para se meter” com Maria de Lurdes.

A outra freira do convento, Madalena Pereira, diz que só foi uma vez ao futebol, ver um Porto-Belenenses, mas chegou para ficar “escaldada”.

“Nunca mais. Era só ‘carvalhos e mais carvalhos’, era só gente a chamar nomes à mãe do árbitro”, recorda.

 

Via ionline



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Quarta-feira, 16.06.10

 existe um filtro para eliminar o som da vuvuzela na televisão

 

Sound designer alemão criou filtro que neutraliza barulho das vuvuzelas durante astransmissões televisivas do Mundial-2010

 

 

Clemence Schlieweis desenvolveu um filtro áudio para neutralizar obarulho das vuvuzelas durante as transmissões dos jogos do Mundial 2010.

sound designer tirou um sample (amostra) do barulho das vuvuzelas e criou um ficheiro de som inverso com a mesma amplitude do som original. Schlieweis conta que utilizou o filtro durante "o jogo entre a Alemanha e a Austrália, no domingo à noite, e funcionou perfeitamente".

Para funcionar correctamente, o ficheiro mp3 do filtro deve serreproduzido perto das colunas do televisor, que levará a que os dois sonsse cancelem mutuamente.

O filtro está disponível para download no site de Clemence Schlieweis, por €3.

 

 

FIFA recusa proibir vuvuzelas nos estádios

 

vuvuzela tem sido alvo de críticas da parte de treinadores, jogadores, árbitros e jornalistas, dado que o barulhodificulta o seu trabalho.

Joseph Blatter, presidente da FIFA, já veio a público afirmar que não vai proibir as vuvuzelas nos estádios, porque reflectem o "ritmo e o som" de África.



publicado por olhar para o mundo às 00:21 | link do post | comentar

Terça-feira, 15.06.10

Cristiano Ronaldo e o Ketchup

 

Via Henricartoon



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Quarta-feira, 09.06.10

Já tem 40 concorrentes o concurso de apostas do Arrastão para o Mundial da África do Sul. Para ler as regras e apostar vá a este post. A loja encerra no dia 11 às 16.00.

No dia 11 será deixado aqui um link para um documento excel onde os concorrentes podem confirmar as suas previsões e corrigir se tiver existido algum erro. O comentador bico de lacre teve a simpatia de elaborar um outro documento excel onde os concorrentes podem ir anotando as suas previsões, os resultados e os pontos. Recorda-se: vinte por acertar na vitória/derrota/empate, dez por acertar no número de golos marcados por uma equipa e cinco por ficar a um golo do número de golos marcados por uma equipa. A pontuação máxima em cada jogo é de 40 (20+10+10).

 

Via Arrastão



publicado por olhar para o mundo às 15:59 | link do post | comentar

Os treinadores queixam-se que não conseguem dar indicações aos jogadores. Os jogadores queixam-se que não conseguem ouvir os treinadores. Os árbitros queixam-se que não se conseguem ouvir uns aos outros. Os jornalistas queixam-se que não conseguem falar para as redacções. Há mesmo quem se queixe que a coisa pode provocar ataques de elefantes. Os médicos dizem que pode causar surdez. E agora chegou a vez do público se queixar: é insuportável ter a sensação de estar durante duas horas num engarrafamento. O som contínuo de vespeiro das malditas vuvuzelas não é apenas massacrante. Torna imperceptível as reacções do público a cada remate, golo, falhanço. Quem teve a ideia de tornar isto no “som de marca” deste Mundial não destesta apenas futebol. Odeia a humanidade. Se isto continua corremos o risco de assistir à primeira enxaqueca à escala global da história deste planeta. É com todo o respeito pelas tradições locais que deixo aqui um apelo: calem essas vuvuzelas! Aquilo só pode fazer mal ao ambiente.

 

 

Via Arrastão



publicado por olhar para o mundo às 10:04 | link do post | comentar

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