Sábado, 29.01.11

Sexo e gravidez, a sexualidade

 

A barriga cresce, o desejo flutua e as dúvidas da mulher – e do seu parceiro – na cama começam a se multiplicar. Tudo absolutamente normal. O importante é saber que essa mudança radical não é um empecilho para o prazer debaixo dos lençóis. Veja como manter essa chama acesa ao longo da gestação.

 

Sexo na gravidez. Muita coisa muda. Não é só a mamãe que fica confusa com tanta sensação nova. O papai também tem dificuldade para lidar com essas novas informações que acontecem nessa etapa da vida do casal.

 

As transformações acontecem desde o início da gravidez, tanto no corpo como na mente. Os hormônios jogados no corpo da mulher a deixam com sensações que podem diminuir a libido e a vontade de fazer sexo. É comum ela sentir náuseas, vômitos, cansaço e seios doloridos. A mais nova mamãe pode achar que fazer sexo pode prejudicar o bebê ou mesmo ocasionar um aborto.

 

Já o papai pode ter a sensação de ser o "protetor", olhando a sua mulher como mãe e não mais como amante, se afastando sexualmente dela para protegê-la e não prejudicar o bebê. Agora, se com o papai está tudo bem em fazer sexo com sua mulher grávida, mas ela ainda não quer, saiba que carinho, atenção, paciência e diálogo são fundamentais nesse período.

 

Corpo em ebulição - Já no segundo trimestre da gestação, as sensações incômodas que aconteciam no início cessam e a libido da mulher volta ao normal ou mesmo pode aumentar ainda mais, como relatam algumas mulheres. A região da vagina está sensível por causa da maior vascularização da região e é um dos motivos do apetite sexual aumentar.

 

Se o papai ainda tem algumas dúvidas em relação ao sexo, a mamãe pode tentar aos poucos mostrar para ele que o sexo na gravidez é bom e não prejudica o bebê.

 

Se o papai não tinha "neuras" e agüentou pacientemente os enjôos e vômitos da mamãe passarem, a hora é agora para aproveitar o aumento da libido da mulher e ficar "nas nuvens" com os novos peitos da sua amada que estão maiores. Só cuidado com eles, pois a sensibilidade está maior e pode doer mais facilmente.

 

Gangorra - A libido pode voltar a diminuir no último trimestre da gravidez; a barriga já está grande e incômoda, o cansaço volta, as dores da coluna aumentam e a mulher pode não estar satisfeita com o seu corpo e peso, achando que seu companheiro não a acha mais atraente.

A preocupação em machucar o bebê na penetração volta e o medo do orgasmo em ocasionar um parto prematuro também são motivos para evitar o sexo. Sexo não prejudica o bebê e não acarreta parto prematuro.

 

Muitos homens acham que sua mulher grávida é uma das coisas mais atraentes que existe. Outros têm medo de que seu pênis machuque o bebê na penetração. Outros não sabem que posição fazer sexo com aquele barrigão da sua mulher.

 

Sexo é muito bom durante toda a gravidez. Fortalece os músculos do períneo que ajudam na hora do parto, deixa a mamãe feliz e relaxada, e o bebê sente tudo o que a mamãe sente. Se a mamãe está feliz, o bebê está bem. A cumplicidade do casal pode aumentar.

 

Dicas


Conversa é tudo. Homem e mulher devem colocar o que sentem para que tudo caminhe com cumplicidade e entendimento com os sentimentos do outro.

 

Sexo é bom desde que não seja uma obrigação. Às vezes, um beijo ou um simples carinho vale mais que tudo.

A penetração não prejudica o bebê que está protegido por uma bolsa de água que amortece qualquer contato.

 

 

Via Sexo More Info

 



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Terça-feira, 16.11.10

Uma em cada dez crianças que nasce nos Açores é filha de pais adolescentes, uma média que contribui para que Portugal ocupe o segundo lugar de gravidez na adolescência na Europa.

 

Para inverter este quadro, a câmara de Angra do Heroísmo, na Terceira, promoveu hoje uma acção de sensibilização sobre gravidez na adolescência, que reuniu cerca de meia centena de alunos do ensino secundário.

Na sessão, Irene Pires, enfermeira reformada do Hospital de Angra do Heroísmo, considerou "preocupante" o quadro de gravidezes precoces no arquipélago, que representam 10,2 por cento do total de crianças que nascem nos Açores, salientando que o número tende a aumentar.

"Cada vez mais [os jovens] têm experiências sexuais mais cedo e, por isso, também gravidezes indesejadas", afirmou, defendendo que "a gravidez na adolescência é um problema social que envolve os adolescentes, a família e a própria sociedade".

Para a antiga técnica de saúde, os jovens deviam requerer consultas de planeamento familiar nos centros de saúde da zona onde residem, recordando que "ainda são gratuitas", "tal como a pílula e os preservativos".

Irene Pires salientou que os jovens têm informação suficiente à sua disposição, mas "negligenciam os riscos", frisando, porém, que os pais são os "grandes responsáveis", porque "pensam que os adolescentes sabem tudo, mas não sabem".

"O sexo ainda é tabu em muitos casos e muitos pais também não têm conhecimento para falar nisso", acrescentou.

Nesta acção de sensibilização, a oradora convidada falou sobre as causas da gravidez na adolescência, os perigos, a prevenção e o papel dos pais na adolescência, alertando para a importância de um acompanhamento médico durante toda a gravidez, sobretudo na adolescência.

 

Via Público



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Segunda-feira, 20.09.10

Um professor de educação física colocado no Centro Educativo dos Olivais, em Coimbra, foi impedido de usar "piercings" nas aulas pela direção deste estabelecimento da Direcção-Geral de Reinserção Social, uma decisão que vai contestar em tribunal.

Uma fonte do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) disse hoje à agência Lusa que o docente visado "está a ser acompanhado pelos serviços jurídicos" da organização sindical com sede em Coimbra.

"Tudo indica que há aqui um ato de discriminação ilegal e absurda", adiantou o sindicalista João Louceiro, coordenador da direção distrital de Coimbra do SPRC.

O professor em causa, de 31 anos, usa diariamente numa orelha "uma pequena argola e mais dois adornos de tamanho reduzido", tendo sido intimado pela diretora do Centro Educativo, Ângela Portugal, para remover as peças durante as actividades escolares.

Docente alegou "promessa de ordem pessoal"

 

A Lusa apurou que a direção ter-se-á baseado no regulamento interno da instituição dos Olivais, que proíbe aos jovens ali acolhidos o uso de piercings, regra que entendeu dever aplicar também aos docentes, apoiada nas orientações da Direcção-Geral.

O professor visado, que se escusa a falar do assunto, comunicou inicialmente à diretora que não pretendia retirar ospiercings, justificando o seu uso com "uma promessa de ordem pessoal feita há dois anos".

Na segunda feira, ao apresentar-se no Centro Educativo para lecionar, foi-lhe reiterado na portaria que não poderia aceder às instalações escolares com os adornos, devendo ali aguardar por Ângela Portugal, que de imediato lhe confirmou a decisão tomada na semana passada.

O docente, após ter conversado com a direção do Agrupamento de Escolas Martins de Freitas, a que pertence, ainda faltou dois dias às aulas.

Sindicato considera "ilegal"

 

Aconselhado pelos serviços jurídicos do SPRC, acatou depois a ordem da superiora hierárquica, retirou os piercings e regressou esta quinta feira ao Centro Educativo, onde foi apresentado às turmas na companhia da diretora.

João Louceiro admitiu que a ordem da diretora para que o professor, ali colocado com outra colega de educação física, ambos adstritos ao Agrupamento Martins de Freitas, "até poderia ter justificação se fosse por motivos de segurança". "Mas tudo indica que não é isso que está em causa", sublinhou.

Um advogado do SPRC está a preparar uma contestação ao ato da instituição, que o sindicato considera ilegal.

Diretora recusa falar

 

A agência Lusa tentou obter desde sexta feira uma reação da diretora do Centro Educativo dos Olivais.

Ângela Portugal remeteu o assunto para o secretariado da Direcção-Geral de Reinserção Social, escusando-se a falar, mas todas as diligências se revelaram infrutíferas.

A Lusa insistiu também junto das relações públicas do Ministério da Justiça, mas igualmente sem resultado.

 

Via Expresso



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Sexta-feira, 10.09.10

Pais proíbem educação sexual

 

Via Henricartoon



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Terça-feira, 03.08.10

Cavaco chumbou no Liceu

 

É a um chumbo - e também a uma expulsão do liceu - que Portugal deve um dos seus mais extraordinários romances. Vitorino Nemésio foi expulso do Liceu de Angra, onde reprovou no antigo 5º ano. Aos 16 anos, Nemésio é enviado para a ilha do Faial, para se preparar para os exames do "Curso Geral dos Liceus" (equivalente ao actual 9º ano) e é nessa estada na Horta que começa a desenhar os elementos do "Mau Tempo no Canal". No dia 16 de Julho de 1918, com 16 anos, Nemésio termina o curso geral dos liceus, com a mortificadora média de "10 valores". O mau aluno virá a ser professor universitário e um dos melhores escritores portugueses.

Talvez o pior argumento antimudanças seja o chumbo "exemplar" de Cavaco Silva: o actual Presidente da República chumbou no 3º ano do liceu - actual 7º ano de escolaridade - e o pai obrigou-o a trabalhar na terra e ajudar no negócio da família. Na sua autobiografia, o Presidente da República considera esse chumbo - e a "lição" do pai - um marco na sua vida, que o tornaria depois um estudante aplicadíssimo. 

Nem à esquerda nem à direita, houve qualquer complacência para a pedrada no charco da ministra da Educação. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, admitiu que a ideia tivesse aparecido por causa do "calor". "Não sei se é do calor, pode-se considerar no mínimo um lapso", disse Jerónimo no Algarve. Uma reacção não muito diferente teve o CDS, que resumiu a proposta numa palavra: disparate. Em comunicado, os centristas afirmam que "um sistema educativo sem retenções é triplamente injusto". "É injusto porque não distingue o mérito e o esforço dos alunos que estudam (...), é injusto para os professores, cujo trabalho de avaliação de conhecimentos é em grande medida desfeito por uma norma administrativa (...) e injusto para os contribuintes, já que a promessa de uma escola fácil é um engodo e uma ilusão". 

Também para o PSD, "os ministros mudam, mas mantém-se o sinal de facilitismo". O vice-presidente Jorge Moreira da Silva considerou a proposta "grave", errada, "mas não surpreendente". O Bloco de Esquerda afirma que a questão não pode ser discutida "no sistema português como uma mera medida administrativa", contando que "a partir daqui serão tudo são maravilhas".

A "cultura nacional" Na entrevista ao Expresso, Isabel Alçada admitiu que, por uma questão de cultura nacional, este debate pode ser difícil. João Bénard da Costa, o maior dos cinéfilos, escreveu um dia que no liceu era bom a letras, mas "péssimo em ciências" e "uma coisa horrorosa" em desenho. "Até ao quinto ano foi uma desgraça e no quinto ano chumbei. Foi o pior ano de toda a minha vida. Passei em letras, tive que repetir ciências. E voltei a chumbar, com dois valores em Desenho. Foi o desespero total". Para Bénard, "foi um ano negro, sem sombra de dúvida o ano mais negro da minha existência. Se a palavra auto-estima já tivesse sido inventada, a minha andava muito por baixo, o que aos 16 anos não se recomenda", escreveu numa crónica em 2004 no Público.

Patrícia Vasconcelos aprendeu com o chumbo no 1º ano do ciclo (actual 5º ano de escolaridade). "Uma derrota que me serviu de emenda", diz ao i. "Deu-me muita vontade de me afirmar e mostrar que era capaz". No ano seguinte, vai viver para a Jugoslávia e, contra as previsões do director do Liceu Francês, conseguiu aprender francês em seis meses. 

Ricardo Costa, director-adjunto do "Expresso", chumbou por faltas no 12º ano, mal se apercebeu de que não iria conseguir média para entrar em comunicação social. "Não me orgulho, mas agi bem, porque entrei no ano seguinte", conclui.

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 19.07.10

Um movimento internacional – Across the Bible – tem actividade há 7 anos nas Escolas Públicas Portuguesas, com alunos da pre-primária ao secundário (ver blog: http://acrossthebibleportugal.blogspot.com/), para promover o ensino da Bíblia. A actividade inclui o uso da Bíblia como objecto do estudo nas aulas obrigatórias de Inglês. 

A Escola Pública e Democrática deve ser laica, mantendo uma equidistância perante todas as religiões, mesmo num país maioritariamente Católico Romano (e no qual não existem falta de igrejas). O ensino de uma religião em particular deve ter o seu lugar nas paróquias, mesquitas, templos etc. 

A Constituição da República Portuguesa (CRP) garante a liberdade de religião (Art 41) e estipula (no Art. 42) que o "O Estado não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas." (ponto 2) e que "O ensino público não será confessional." (ponto 3). 

É claro que o estudo da Bíblia e a realização de trabalhos sobre a mesma nas Escolas Públicas é contrário ao espírito da CRP e da Escola Pública laica. 

Não é inocente a escolha desta obra. O seu uso em aulas, obrigatórias, de Inglês evidencia uma estratégia clara de introdução do ensino da religião cristã. Não obstante o significado universal da Bíblia, existem certamente obras literárias em inglês no original, que melhor servem os objectivos pedagógicos dessa disciplina. 

Havendo vantagem, num mundo cada vez mais globalizado e num Portugal cada vez mais diverso, para uma disciplina na Escola Pública que inclua o ensino de várias religiões, sua história, seus fundamentos etc., não é aceitável o abuso das Escolas Públicas para promover uma religião em particular. 

Alertamos para a existência e propagação deste programa nas Escolas Públicas Portuguesas e exigimos que nelas seja interrompida a actividade deste programa.


Os signatários

 

Assinar a Peticção aqui :http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N2662



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Terça-feira, 08.06.10

Em Aveiro, crianças da escola pública vão, na véspera do dia de Portugal, vestir o traje da Mocidade Portuguesa. É reconfortante viver num País em que o desrespeito pela memória se aprende na escola. 

 

Num "belo momento de revisão da nossa história recente" (palavras do director do agrupamento de escolas), muitas crianças vão, amanhã, para comemorar os cem anos da República, vestir a farda da mocidade portuguesa e desfilar nas ruas de Aveiro. A professora responsável por esta bela ideia diz que "nada neste projecto leva para ideias de fascismo" . Nada. Tirando a farda, claro.

Os petizes vão cantar o hino nacional assim trajados, sendo certo que não serão obrigados a levantar o bracinho. Uma pena que a "revisão da história" não seja completa. Que bonito seria a cidade que assistiu ao congresso da oposição democrática ouvir os seus rebentos a cantar "Lá vamos cantando e rindo/Levados levados sim /Pela voz do som tremendo /Das tubas, clamor sem fim". Coisa que, ainda assim, se acontecesse, desde que fosse "trabalhado nas escolas com dignidade e muito sentido de responsabilidade" , não teria problema algum.

É natural que um País que deixa ao abandono o seu património e que despreza os direitos cívicos, trate mal a sua memória. É natural que um país que desrespeita os que lutaram pela liberdade - lembram-se da pensão oferecida a ex-pides mas recusada a Salgueiro Maia por aquele que veio a ser o nosso Presidente da República? - não leve a mal esta pornografia. Afinal de contas, nenhuma professora se fez fotografar nua na cidade de Aveiro.

Os saudosistas da velha e boa escola podem finalmente sentir o sabor do antigamente. Este País ainda vai entrar nos eixos.

 

 

Daniel Oliveira no Expresso



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Sexta-feira, 21.05.10

Porque são irrequietas as crianças na escola?

 

Em qualquer escola há sempre aqueles alunos que nunca estão quietos. Levantam-se da cadeira, empurram os colegas, respondem aos professores, rabiscam os cadernos em vez de estarem atentos. Será que perderam o interesse pela escola? Será que gostariam de estar a brincar no recreio em vez de ficarem encafuados numa sala? Será que não gostam da matemática nem gostam de aprender a ler? Não é nada disso. "Boa parte das crianças mostra esse tipo de comportamentos porque é a sua forma de reagir ao medo que sente perante o fracasso", conta Paula Espada, professora da Escola Básica nº 3, em Sacavém, no concelho de Loures.

Paula Espada quis perceber os motivos que levam os miúdos da sua escola a serem irrequietos. E tão teimosa foi essa dúvida que acabou em tese de mestrado sob o título "Diferentes modos de sentir e de agir em contextos divergentes: (re)acções das crianças perante o fracasso". Durante um ano lectivo inteiro, a professora primária andou de sala em sala de aula a observar de perto 16 alunos do 1º ano e ainda outros 20 do 4º ano. Conversou com eles, ouviu as suas confissões e esteve atenta a todos os comportamentos que tiveram nas aulas

No final do ano, descobriu que quando os miúdos estão desatentos, isso quer dizer, na maioria das vezes, que não perceberam a matéria e não conseguiram executar o exercício que a professora pediu. "Perante o medo de falhar, os alunos procuraram várias estratégias para evitar enfrentar aquilo que mais lhes custa: o fracasso." Nem todos reagiram da mesma maneira, diz a professora

Os alunos de seis e sete anos, por exemplo, fingem ter dores de barriga ou dores de cabeça, riscam as carteiras, rabiscam os livros ou rasgam as folhas dos cadernos só para adiar fazer a tarefa pedida na aula. Tanta irrequietude só porque não sabem como fazer a tarefa escolar nem conseguem pedir ajuda. Do outro lado estão os alunos do 4º ano que, em vez de danificar o material escolar para esconder o medo, recorrem aos colegas do lado para fugir aos trabalhos ou aos exercícios complicados: "Levantarem-se do seu lugar sem autorização do professor, implicar com o colega de lado, causar distúrbios ou fazer tudo para ser o centro das atenções foram os comportamentos mais frequentes nas turmas do 4º ano."

Motivados Um dos objectivos iniciais de Paula Espada passava por tentar perceber se a reacção ao medo de errar é diferente nas raparigas e nos rapazes e ainda avaliar se esse receio diverge consoante a etnia ou cultura familiar, uma vez que a esmagadora maioria da população da Escola Básica nº 3 deSacavém é filha da primeira ou segunda geração de imigrantes oriundos dos países de língua oficial portuguesa: "Não encontrei qualquer diferença. Qualquer um deles quando começa a frequentar a escola está bastante motivado."

O primeiro dia de aulas foi o momento mais marcante para os 36 alunos entrevistados. "Chegaram à escola cheios de expectativas e sentiram-se importantes por iniciar uma nova fase nas suas vidas", conta a professora. Ao longo dos anos, a motivação não desaparece, apenas se transforma, conta a professora: "Se no primeiro ano, a principal motivação passa por fazer bem todas as tarefas e agradar ao professor, no 4º, os alunos concentram todas as energias em passar de ano e transitar para o segundo ciclo. O medo de ficar para trás é o que prevalece entre os mais velhos."

Os truques E o medo de falhar entre as crianças do primeiro ciclo pode surgir todas as maneiras. Paula Espada dá aulas há 14 anos e já sabia que quando os alunos não estão atentos é porque não conseguem acompanhar a matéria. Só não desconfiava que os miúdos tinham tantos subterfúgios para evitar o fracasso. Ao longo do ano foi anotando todos os comportamentos e no fim contabilizou 43 truques que os alunos usaram para esconder a vergonha que sentem por não saberem executar um exercício: "Por vezes, as atitudes são tão imperceptíveis que perante uma turma de 19 ou 20 alunos é difícil conseguir detectar que a criança precisa de ajuda."

Esses episódios isolados não chegam para explicar o insucesso escolar, avisa a professora, mas "é da soma dos pequenos fracassos que deriva o insucesso escolar". Daí a razão para Paula Espada afastar do seu estudo o "insucesso quantitativo". A professora da escola básica de Sacavém não se interessou pelas notas dos alunos nos testes ou nas pautas do final de ano: "Optei por estudar aquilo que não se vê, que é silencioso e, por isso, pode escapar à nossa atenção."

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 17.05.10

Em Mirandela voltou a Inquisição

 

Via Henricartoon



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Sexta-feira, 12.03.10

 

Bullying, a morte não pdoe ser a solução

 

 

Noticia e imagem do Público

 

Na véspera das aulas com aquela turma, Luís ficava nervoso. Isolava-se no quarto e desejava que o amanhã não chegasse. Não queria voltar a ouvir que era um "careca", um "gordo" ou um "cão". Não queria que o burburinho constante do 9.º B e as atitudes provocatórias de alguns alunos continuassem a fazê-lo sentir aquela angústia. O peso no peito. O sufocante nó na garganta. Luís não era um aluno. Tinha 51 anos e era professor de Música na Escola Básica 2.3 de Fitares, em Rio de Mouro, Sintra. Era. Na semana antes do Carnaval, decidiu que não voltaria a ser enxovalhado. Pegou no carro e parou na Ponte 25 de Abril. Na manhã do dia 9 de Fevereiro, atirou-se ao rio.

 

Luís não avisou ninguém do acto radical. Mas radicalizou, segundo a família e os colegas, os apelos junto da direcção da escola para que resolvesse a indisciplina, em particular naquela turma. Fez várias participações que não terão tido seguimento. O PÚBLICO tentou ouvir a directora da escola, que justificou que só presta declarações mediante autorização da Direcção Regional de Educação de Lisboa. Fizemos o pedido e não recebemos resposta. Contudo, foi possível apurar que a Inspecção-Geral da Educação tem participações do alegado incumprimento da legislação sobre questões disciplinares por parte da direcção daquela escola.

Personalidade frágil
Na escola, impera o silêncio e os funcionários fazem um leve encolher de ombros. Alguns, sob anonimato, asseguram, tal como a família, que Luís era alvo de bullying e estava "profundamente desesperado e deprimido". A irmã de Luís, também professora, admite que o irmão era "uma pessoa complicada, frágil e reservada", mas assevera que era "um professor competente", cujos apelos "a escola ignorou". "Apenas lhe propuseram assistir a aulas de colegas para aprender a lidar com as provocações", diz.

A irmã descreve a profunda tristeza do professor nos últimos meses, ao longo dos quais "desabafou muito" com os pais, com quem ainda vivia. Nunca deu indícios do acto. Foram encontrados, depois da morte, no seu computador. "Se o meu destino é sofrer dando aulas a alunos que não me respeitam e me põem fora de mim - e não tendo eu outras fontes de rendimento -, a única solução apaziguadora será o suicídio." A frase encontrada não deixa dúvidas. Há vários desabafos escritos em alturas diferentes que convivem lado a lado com as participações sobre alguns alunos.

Luís somava à Música uma licenciatura em Sociologia e chegou a ser jornalista durante alguns anos. Era também cronista no Boletim Actual da Câmara de Oeiras, onde, no ano passado, dedicou algumas palavras aos problemas das escolas: "O clima de indisciplina nas escolas está a tornar-se insustentável. E ainda há quem culpe os professores, por falta de autoridade. Essas pessoas não fazem a mínima ideia do ambiente que se vive numa escola. Aconselho-as a verem o filme A Turma". No último boletim, o autarca Isaltino Morais dedicou-lhe um texto onde recorda a "perspicácia e apurado sentido crítico" de Luís.

Os alunos dividem-se sobre o professor, mas concordam que "era muito calado" e que "não convivia muito nem com alunos nem com professores". Uns recordam com saudade as aulas onde puderam tocar instrumentos e ver filmes relacionados com música e dança. Outros insistem que "ele era estranho" e que "não impunha respeito". Mas não negam que eram "mal comportados". "Portava-me sempre mal, mas não era por ser ele. Somos assim em todas as aulas, é da idade", reconheceu um dos alunos que tiveram mais participações por indisciplina.

Outra aluna, a única que, no fim das aulas, ficava para trás para conhecer melhor o silêncio de Luís, lamenta a partida "prematura" e arrepende-se de não ter ficado mais tempo a conversar com ele. "Tive medo do que as pessoas podiam dizer se me aproximasse. Sinto-me muito mal por não ter ajudado mais. Uma vez arrancámos-lhe um sorriso. Quando sorria era outra pessoa."



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Quarta-feira, 03.03.10

Tanto a associação de pais, como o conselho directivo da escola deveriam ter vergonha, como é possível que agora venham dizer que não sabiam de nada e que ninguém sabia de nada?

 

Vergonha.

 

Noticia do Público

 

O Ministério da Educação informou hoje que foi aberto um processo de averiguações ao caso da criança desaparecida no rio Tua em Mirandela para apurar o que "poderá ter ocorrido no recinto da escola antes do sucedido”.


O caso foi também remetido para as autoridades judiciais competentes para o efeito, segundo indicou à Lusa o gabinete de imprensa da ministra Isabel Alçada.

O Ministério da Educação refere que "é com consternação que recebe esta notícia" e avança que tem "no terreno meios para dar todo o apoio que, no âmbito da sua competência, a escola, a família, a comunidade educativa necessitem para ultrapassar esta situação".

O Ministério informa ainda que "no ano passado, a Escola Básica 2,3 Luciano Cordeiro, em Mirandela, registou apenas duas ocorrências, uma no primeiro período, outra no segundo, de injúrias a um funcionário".

A reacção do Ministério da Educação surge na sequência do desaparecimento, terça-feira, no rio Tua de uma criança de 12 anos que frequentava aquela escola de Mirandela.

O caso foi associado a uma alegada situação de "bullying" na escola não confirmada pelas autoridades que, que acreditam na possibilidade de acidente.

Nem a escola, nem a Comissão de Protecção de Menores e Jovens têm registo de casos de "bullying" (actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo ou grupo de indivíduos).

O presidente da Associação de Pais, António José Ferreira, corroborou hoje a mesma informação, afirmando que neste órgão não existe qualquer queixa em relação à criança em causa.

O Ministério da Educação referiu ainda à Lusa que tem um Gabinete Coordenador da Segurança Escolar que monitoriza, dia-a-dia, a situação de segurança/violência, em todas as escolas do País.

"Quando haja indícios ou se identifica uma situação, é activado um conjunto de mecanismos para, seja a nível preventivo, seja ao nível da sua resolução, dar resposta aos casos concretos", segundo o Ministério.



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Domingo, 14.02.10

As crianças não comem... a culpa é dos pais!

 

 Ao longo dos últimos três dias, Rafael, Miguel e Martim estiveram debaixo de olho dos nutricionistas. O que tomaram ao pequeno-almoço, o que comeram a meio da manhã e o que almoçaram nos refeitórios foi examinado à lupa por três especialistas, nas páginas do i, que descobriram refeições equilibradas na escola e pequenos erros em casa. Cereais açucarados, chocolate misturado no leite ou fritos a meio da manhã são algumas das tentações dos mais novos a que estes pais devem estar atentos.


O principal problema, portanto, não está na escola, mas em casa. "Tem existido um esforço por parte dos estabelecimentos de ensino em proporcionar aos alunos uma alimentação saudável, mas essa estratégia esbarra muitas vezes na dificuldade que é convencer as crianças a não rejeitarem a sopa, os legumes ou outros alimentos essenciais para o seu crescimento", explica Rodrigo Marrecas de Abreu, autor de "O Grande Livro da Alimentação Infantil".

As boas práticas começam em casa e se o objectivo é ter filhos bem comportados à mesa, os pais têm de dar o exemplo, avisam os especialistas. Adultos têm de comer a sopa até ao fim e não esquecer de incluir as saladas e os legumes nas suas refeições. De nada vale ralhar com as crianças se os crescidos cometerem os mesmos erros - é uma regra básica na educação. "Os hábitos alimentares dos filhos são reflexos daquilo que os pais comem", esclarece Nuno Nunes, nutricionista do Hospital São Bernardo, em Setúbal. O comodismo é um pecado tão grave como a gula: as refeições rápidas e ultracongeladas podem ser soluções fáceis, mas só servem para perpetuar os maus vícios. "Usar a comida como prémio ou punição é tudo o que não se deve fazer em qualquer circunstância", alerta o médico. Quem quer crianças saudáveis precisa de corrigir as rotinas: "Jantar em casa é sempre com todos à mesa e a televisão desligada." 

Birras para não comer são o pesadelo de uma boa parte dos pais, mas a principal estratégia passa por não entrar em guerras com os miúdos. "Muitas vezes, as crianças comem tudo na escola e é em casa que surgem as dificuldades", diz Rodrigo Marrecas de Abreu. É preciso então perceber quando é que os filhos estão a usar a comida como tentativa para se afirmarem perante os pais. Nestes casos, o importante é encontrar alternativas: "Se os espinafres são o problema, os agriões podem ser a solução; se a pescada é o que eles não gostam, a corvina ou outro peixe com características semelhantes pode substituir essa falha." 

E se a birra persistir, o último recurso é usar a firmeza e a autoridade dos adultos: "Pode custar a princípio, sobretudo porque ao fim de um dia de trabalho, os pais têm pouca resistência para contrariar os filhos." E é por isso que planear as refeições com alguma antecedência é o melhor caminho para não cair em tentação: "Estamos habituados a pensar na alimentação a curto prazo. Comemos o que é prático e rápido e esquecemos que as crianças são mais exigentes."

Ter refeições equilibradas na escola poderá ser um descanso para os pais, mas isso não implica que o trabalho de docentes, autarquias ou do Estado esteja concluído: "O ideal é criar uma estratégia alimentar de educação transversal a todas as disciplinas, tal como se quer fazer, por exemplo, com a educação sexual", defende Rodrigo Marrecas de Abreu. 

O Ministério da Educação introduziu novas regras em 2007, proibindo alimentos como os doces ou os fritos, mas isso, por si só, é insuficiente, diz o nutricionista: "Não basta proibir é preciso ensinar as crianças a fazer as suas escolhas e, por enquanto, as escolas não ensinam as crianças a comer."

Promover campanhas de educação dirigidas aos professores e a toda comunidade escolar teria de ser o "primeiro passo" para sensibilizar os educadores para a importância da alimentação no combate à obesidade infantil, diz Nuno Nunes: O apoio de nutricionistas nas escolas para apoiar a elaboração das ementas é outra sugestão do médico do Hospital de São Bernardo, que defende a articulação entre os estabelecimentos de ensino e centros de saúde: "Por vezes, bastam soluções simples e com poucos recursos para ser possível mudar as rotinas de forma radical."



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Sábado, 13.02.10

Vídeo de sexo oral entre adolescentes termina em tribunal

 

 António deve ter-se arrependido centenas de vezes de ter filmado no telemóvel a cena de sexo oral com Sofia. Eram colegas de liceu, e estavam exactamente na idade em que as hormonas muitas vezes vencem os neurónios. 


Sofia não sabia que António a filmara durante o acto. Quando lhe contaram sobre o clip no telemóvel, uma semana depois, confrontou o colega que, envergonhado, confessou ter partilhado o filme com os três melhores amigos. Sofia, que não fora forçada a nada e percebeu o embaraço de António, aceitou as desculpas, dando o caso por encerrado. O problema, todavia, ainda nem tinha começado.

O filme do fellatio foi parar ao telemóvel de outra colega, Dulce, que o mostrou ao presidente da associação académica. No meio disto tudo, uma gravação de uma cena que devia ser a dois mas que já estava na mão de quatro pessoas de repente espalhou-se pelos telemóveis de toda a comunidade educativa. 

Com a escola inteira a poder assistir quase ao vivo aos dotes de Sofia e ao prazer de António, a bronca era fatal. E, fatalmente, estalou. 

Os pais de António e de Sofia foram chamados à escola, os jovens foram ouvidos no meio de um drama que mais parecia dos adultos do que deles. E António começou a ver a vida a andar para trás. O director da escola não cedia. E os pais de Sofia, não podendo negar o consentimento para o acto sexual, que a própria filha afirmava, acabaram por apresentar queixa contra António por ter filmado o acto sexual e o ter defendido. Na lei chama-se ao crime pornografia de menores. António foi apanhado pelo seu péssimo gesto e por um inacreditável azar: fizera 16 anos dois dias (!) antes da cena com Sofia. 

A queixa-crime e a acusação. 

Depois da queixa, seguiu-se o inquérito policial, sempre desagradável, especialmente entre miúdos de 15 e 16 anos e pais envergonhados. A coisa mais notável, e notada por todos, era o extrordinário azar de António ter feito anos na ante-véspera. Na semana anterior não era imputável e tinha a mesma idade de Sofia: 15 anos. A acusação do Ministério Público, cega à vida real e à idade e vida dos protagonistas da história, era duríssima. António, que dias antes não seria sequer julgado, era tratado quase como um produtor de filmes pornográficos infantis. O acusado confessou os factos logo na primeira audiência, pelo que só foi ouvida Sofia, a queixosa, e as testemunhas abonatórias do menor. Os relatórios do Instituto de Reinserção Social juntos aos autos retratavam um rapaz educado, bom aluno, bem enquadrado na escola, na família e na comunidade. Nada que indiciasse um perfil criminoso. A própria procuradora da República considerou excessivo o julgamento deste menor, que acabara de fazer 16 anos na data dos factos, por um tribunal colectivo e o enquadramento dos seus actos num crime cuja pena pode ir até oito anos de prisão. Na sentença lida ontem o tribunal colectivo não foi muito meigo. Condenou António numa pena de multa de mil e duzentos euros. E ainda a pagar a Sofia a indemnização que esta pedira no processo: 4500 euros. Mas teve o bom senso de determinar que a sentença não fique no registo criminal de António. Na sua memória, ficará certamente.

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 21.01.10

Crianças vão ter multibnco nas escolas públicas

 

Ter dez anos já não é motivo para não andar com um cartão multibanco na carteira. É precisamente isso que vai acontecer no próximo ano lectivo, quando milhares de alunos do ensino básico vão ter acesso a um cartão pré-pago, que vai funcionar numa rede limitada. A novidade vem no cartão electrónico que será entregue aos alunos em Setembro e vai substituir os actuais cartões de identificação escolar, nas escolas com 2.o e 3.o ciclos do ensino básico e secundário. 


O projecto, que vai custar 18 milhões de euros aos cofres do Estado e foi adjudicado à tecnológica portuguesa Novabase em parceria com a Caixa Geral de Depósitos, já devia ter avançado no ano 2009/2010. No entanto, acabou por ser adiado e está previsto apenas para 2010/2011. 

A medida consta do Plano Tecnológico da Educação e visa a totalidade das 1200 escolas públicas com 2.o e 3.o ciclos, onde estão matriculados cerca de 750 mil alunos. Mais de metade destas escolas já tem um sistema de controlo de acessos e pagamentos, que poderá coexistir com a nova solução da Novabase. O Ministério da Educação contempla a possibilidade de escolha entre manter o sistema anterior e introduzir o novo. 

A ideia por trás destes cartões é controlar os acessos e eliminar a circulação de dinheiro nas escolas, aumentando a segurança. Numa primeira fase, o Ministério da Educação prevê que seja limitada "a utilização do cartão enquanto meio de pagamento aos postos de venda internos da escola". A seguir pretende "expandir esta utilização do cartão a pontos de venda externos às escolas, por exemplo museus, bibliotecas, livrarias, papelarias, transportes e pavilhões desportivos", explica o caderno de encargos do cartão. 

Nestes casos, a expansão "terá de considerar a limitação da utilização do cartão a determinados estabelecimentos e/ou sectores de actividade". O mais importante de tudo: apesar de ser um cartão multibanco, isto é, compatível com a norma EMV (Europay, Mastercard e Visa), não será possível levantar dinheiro com o mesmo. Desta forma garante-se o objectivo de eliminar o dinheiro nas escolas e promover a segurança dos alunos. 

Visto que abrange adolescentes desde o 5.o ano (com menos de 14 anos não se pode ter uma conta bancária), terão de ser os pais a autorizar o cartão, assim como a deter uma palavra-passe exclusiva para controlar o saldo, movimentos e limites do cartão. O mesmo poderá ser carregado através de transferência bancária, pagamento de serviços, homebanking, nas máquinas ATM da rede multibanco ou directamente na secretaria da escola. 

O que já existe Os cartões electrónicos que são actualmente usados em 772 escolas públicas do 5.o ao 12.o ano não têm componente EMV. São carregados como um porta-moedas electrónico, por exemplo na papelaria da escola, ou com um pagamento de serviços no multibanco. No entanto, só podem ser utilizados dentro do recinto escolar pelo proprietário, o que automaticamente diminui o risco de assaltos e até o tráfico de senhas de almoço - foram comunicados casos em que os beneficiários da acção escolar vendiam as senhas a outros alunos para obter dinheiro.

No caso do novo cartão, a ambição é muito maior: criar uma rede fechada, controlada pelos pais e pelo Ministério da Educação, onde estes cartões multibanco podem ser usados sem recurso a dinheiro. Mais, os pais terão acesso a um site na internet onde poderão visualizar todos os movimentos do cartão, bem como os horários de entrada e saída dos filhos. Este site estará integrado no Portal da Escola. 

problemas O projecto prevê que seja criada "uma única conta bancária 'mãe', pertencente ao Ministério da Educação, que agregará o valor global dos carregamentos realizados e respectivos saldos de cartões". Embora seja enquadrada uma conta bancária por escola, "vinculada aos terminais de pagamento automático a instalar", alguns responsáveis indicaram ao o receio de que as escolas venham a ter problemas de tesouraria. É que a centralização implica que todos os pagamentos sejam transferidos da conta do ministério para a das escolas. Contudo, não clarifica com que prazos, ficando o receio de que a escola tenha de antecipar os pagamentos aos fornecedores (cantina, papelaria e outros serviços). 

polémicas O concurso para o cartão gerou protestos por parte das empresas que já estão no mercado dos cartões de aluno. É que a componente financeira acabou por levar a Novabase e a Caixa Geral de Depósitos a concorrerem sozinhas e a ganharem a adjudicação, em Julho de 2009. Tanto a Micro I/O, que tinha ganho os projectos-piloto, como a JPM & Abreu, que detém cerca de 35% do mercado de cartões electrónicos, desistiram de entregar propostas ao concurso. 

"A JPM & Abreu consultou o caderno de encargos relativo ao concurso do cartão electrónico e decidiu não concorrer", explica ao i Marco Trindade, director do departamento de serviços administrativos e financeiros da empresa. O responsável afirma que "cerca de 90% é dirigido a entidades bancárias em articulação com a SIBS e que o concurso se resume ao fornecimento de um cartão com funções bancárias, não contemplando o software de gestão em uso nas escolas", que a empresa produz. 

Pedro Fonseca, director-geral da Micro I/O, partilha da opinião. "Sempre recusámos parcerias quando implicavam a utilização do cartão fora da escola", sublinha, manifestando "surpresa" pela divergência entre os concursos para as escolas-piloto, que a Micro I/O ganhou, e o caderno de encargos final. Por outro lado, a empresa abordou algumas instituições bancárias para saber se havia disponibilidade para avançar com uma proposta e foi recusada. O problema estaria nos montantes elevados das penalizações que o caderno de encargos prevê para várias situações. Por exemplo, os erros na personalização dos cartões podem dar origem a uma penalização que pode ir até 4500 euros. O incumprimento do prazo máximo para entrega de novo cartão (em caso de extravio ou modificação) é de dois dias. A partir daí, a empresa pagará 450 euros por cartão, por dia. 

Ambas as empresas esperam uma clarificação para perceber até que ponto o seu negócio será afectado. A Quinta Sinfonia, também especialista neste sector, não comentou o projecto.



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Quarta-feira, 14.10.09

 Mãe má

 

MÃE MÁ


O texto abaixo foi entregue pelo professor de Ética e Cidadania da escola Objectivo/Americana, Sr. Roberto Candelori, a todos os alunos da sala de aula, para que entregassem a seus pais.A única condição solicitada pelo mesmo foi de que cada aluno ficasse ao lado dos pais até que terminassem a leitura.

“Um dia quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:
- Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
- Eu amei-vos o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu amei-vos o suficiente para vos fazer pagar os rebuçados que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e vos fazer dizer ao dono: “Nós tirámos isto ontem e queríamos pagar”.
- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).
Estas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! 
E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má, os meus filhos vão lhes dizer:“Sim, a nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...
As outras crianças comiam doces no café e nós só tinhamos que comer cereais, ovos, torradas. 
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes ao almoço e nós tinhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. 
Tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.Insistia que lhe disséssemos com quem iamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
 Ela insistia sempre connosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. 
A nossa vida era mesmo chata!Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos menos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência.- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em actos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA!”Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o melhor para sermos “PAIS MAUS”, como a minha mãe foi.

EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

 

Recebido por mail



publicado por olhar para o mundo às 15:07 | link do post | comentar

Quarta-feira, 23.09.09

Olha para a minha pulseira, saberás se quero sexo

 

 Uma escola secundária do Colorado está a pedir aos pais dos alunos que não os deixem usar um determinado tipo de pulseiras coloridas, por pensarem que estas têm conotações sexuais.


Na última quinta-feira, Mike Medina, presidente da Angevine Middle School, de Lafayette, perto de Boulder, enviou uma mensagem de correio electrónico aos pais, alertando-os para as pulseiras "de gelatina", cujas cores se diz indicarem o nível de actividade sexual que um estudante já atingiu ou pretende atingir, diz Briggs Gamblin, porta-voz da região escolar de Boulder Valley.

Gamblin diz que funcionários da escola tinham ouvido alguns estudantes a falarem sobre as pulseiras, que se tornaram cada vez mais populares este ano, e comunicaram o teor das conversas a Medina. O responsável da escola encontrou-se então com alguns estudantes e concluiu que as pulseiras se tinham tornado fonte de distracção suficientemente repetida, nas salas de aula e em conversas de corredor, para merecerem uma mensagem de correio electrónico.

"Parece que muitos alunos, sobretudo as raparigas, as usam como acessório de moda", diz Gamblin, "e alguns afirmaram enfaticamente que as pulseiras não tinham qualquer conotação".

Contudo, acrescenta, outros estudantes tinham descoberto na internet um jogo chamado snap, no qual a cor da pulseira indica uma disposição para praticar uma determinada actividade sexual. Quando um rapaz arranca a pulseira a uma rapariga, indica ostensivamente que essa actividade irá eventualmente ter lugar.

As pulseiras de material borrachoso parecem-se com umas que se tornaram populares nos anos 80. Mas, ao longo dos últimos anos, algumas escolas do país têm-nas proibido por temerem que se tenham tornado símbolos de actividade sexual. Com efeito, inúmeros websites sobre pulseiras de gelatina, ou pulseiras do sexo, fazem referência ao jogo snap, e alguns dos sites contêm mesmo a descodificação das cores.

Gamblin afirma que não houve até ao momento qualquer indicação de que o jogo tenha sido jogado em Angevine e que a medida era, por enquanto, apenas preventiva.

"Tudo se resume a rumores e boatos", diz. "Não há qualquer indicação de que este tipo de coisa esteja a acontecer."

Acrescenta que os estudantes vistos a usarem as pulseiras na escola não serão castigados, mas ser-lhes-á pedido que as tirem.

 

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 15:36 | link do post | comentar

Segunda-feira, 20.07.09

Questão d eperspectiva 

 

Via Anterozoide



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Quarta-feira, 20.05.09

Estalou a polémica no PS por causa do projecto socialista para a educação sexual nas escolas. São bastantes os deputados socialistas que contestam um aspecto em particular da iniciativa: a distribuição gratuita de preservativos nas escolas secundárias (e alguns com peso interno, como Maria de Belém ou o vice-presidente da bancada, José Junqueiro). Pedro Nuno Santos, principal responsável pela proposta do PS, chegou a admitir que estava "tudo em aberto". "Estamos a consensualizar posições".

 

O certo é que muitos no PS admitem votar contra, caso não seja alterada a alínea sobre distribuição de contraceptivos. "A minha preocupação é a mensagem que se transmite. Tem que ser de responsabilidade e não de facilitismo. A distribuição de contraconceptivos nas escolas não me parece adequado. Haver preservativos à disposição dos jovens é como ter uma máquina de distribuição de água. Mas ter uma relação sexual não é o mesmo que beber um copo de água", diz Maria de Belém.

A ex-ministra da Saúde foi uma das vozes que, na reunião da bancada, contestou a iniciativa, lembrando que estão em causa alunos muito jovens e que a facilidade de acesso aos preservativos pode induzir comportamentos. E defendeu que o aconselhamento aos jovens deve ser feito por técnicos do Ministério da Saúde, com privacidade.

"A iniciativa é boa, mas distribuir preservativos dá o sinal errado do que deve ser a educação sexual. Isto não é o Carnaval do Rio de Janeiro", diz, por seu lado, José Junqueiro.

Na semana passada, em duas horas de discussão, a comissão parlamentar só conseguiu aprovar três artigos, sem que tivessem chegado às questões mais polémicas. Em cima da mesa está o projecto do PS e dezenas de alterações apresentadas por todos os partidos. No caso dos estudantes a partir do 10º ano, estabelece-se a possibilidade de distribuição gratuita de preservativos. Só o CDS-PP propôs alterações a este ponto, eliminando-o.

Também o carácter obrigatório da disciplina levanta reservas - mas disso o PS não abdica, garante Pedro Nuno. A maioria já cedeu nos conteúdos curriculares. Vinham detalhados no projecto de lei, mas o PS concordou que é matéria regulamentar, da competência do Ministério da Educação

 

Via Expresso

Não, não é....  mas ter uma garrafinha por perto para beber no fim.... pode ser considerada uma boa ideia



publicado por olhar para o mundo às 22:10 | link do post | comentar

Quinta-feira, 30.04.09

propósito deste post, lembrei-me de um mail que recebi hà dias.

 

Vejamos como mudaram os tempos.

 

Situação: O fim das férias.

 

Ano 1979:

Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.

 

Ano 2009:

Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.

 

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

 

Ano 1979:

Não se passa nada.

 

Ano 2009:

As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.

 

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.

 

Ano 1979:

O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

 

Ano 2009:

A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

 

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

 

Ano 1979:

Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.

 

Ano 2009:

A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

 

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

 

Ano 1979:

Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

 

Ano 2009:

Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

 

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.

 

Ano 1979:

Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.

 

Ano 2009:

A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

 

Situação: O Luís parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.

 

Ano 1979:

O Luís tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

 

Ano 2009:

Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

 

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.

 

Ano 1979:

Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.

 

Ano 2009:

A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.

Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

 

Situação: Três meninos de 7 anos tiram a camisola e correm à volta de uma menina da mesma sala.

 

Ano 1979:

A menina diz-lhe que são uns parvos. Eles, que estavam tão divertidos, olham uns para os outros e sem que o consigam expressar por palavras concordam que é dificil entender as raparigas. Voltam a vestir-se e vão jogar à bola.

 

Ano 2009:

Já leram o primeiro episódio. 

 

Via Vila Forte



publicado por olhar para o mundo às 14:49 | link do post | comentar

Segunda-feira, 16.03.09

 

Via http://antero.wordpress.com/



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