Quarta-feira, 23.03.11

 

consumo de droga alterou-lhes não só o rosto mas também a vida. Muitos acabaram por morrer. Conheça aqui algumas das caras levadas às escolas norte-americanas num programa de prevenção à toxicodependência.

Às vezes, é uma questão de anos. Noutros casos, acontece em poucos meses. Rostos comuns transformam-se totalmente, num sinal demasiado visível da destruição levada a cabo pela entrada no mundo da toxicodependência.

Estas profundas alterações corporais não passaram despercebidas a King Bret, oficial da polícia do condado de Multnomah, no estado norte-americano de Oregon. Depois de anos a entrevistar toxicodependentes acabados de ser detidos, o agente foi arquivando as suas fotos e observando as drásticas transformações na sua aparência.

Há seis anos criou o projeto "Faces of Meth ", baseado em fotografias de dependentes de metanfetaminas, para alertar os adolescentes de mais de 500 escolas sobre os perigos do consumo de droga. O "programa educacional" ganhou forma e o impacto gerado levou à criação do projeto "From Drugs to Mugs ", um documentário agora com imagens de consumidores das mais diversas drogas, desde a heroína, à marijuana, cocaína e álcool 

"Não se trata de usar o medo como ferramenta educacional. Todos sabemos que os adolescentes ligam muito à sua aparência e estas imagens são uma forma positiva de os chocar", explicou Bret King ao Expresso. "Muitos ficam em silêncio, introspetivos. Outros dizem-me: 'Nunca mais volto a usar drogas. Não quero acabar assim'".

Impacto que as pessoas retratadas não têm capacidade para sentir: "Quando lhes mostro as fotos eles não estão a ver nada de novo. Sabem perfeitamente o que a droga lhes faz, mas estão num estado tão alterado que o que menos lhes interessa é a sua imagem corporal".

Muitos dos rostos destas fotos "acabaram por morrer", conta Bret King. Os que sobreviveram, ou estão presos ou em recuperação. "Recuperação essa que é um processo para toda a vida", remata Bret King. 

 

Via Expresso



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Quarta-feira, 17.11.10

Drogas, quem nunca pecou....

 

Se é daqueles que acha que a sociedade dos nossos dias se resume a uma cambada de viciados em tabaco, álcool e drogas, temos uma boa notícia: o mal não é desta geração, nem da anterior. Mesmo longínquos anos A.C. toda a gente recorria a inebriantes. Fosse por razões sociais, medicinais ou rituais, os nossos antepassados usavam-nas sem vergonhas nem reservas. As drogas não nasceram emWoodstock e têm muito que se lhe diga.

"High Society" - que traduzido para português seria qualquer coisa como sociedade pedrada - é a exposição que reúne quadros, imagens, objectos e artefactos relacionados com o consumo de droga. O trabalho, disponível na Welcome Collection faz-se acompanhar pelo livro "High Society: Mind-Altering Drugs in History and Culture"do escritor e historiador Mike Jay. Interessado em temas relacionados com a sociedade, a ciência e as drogas, Jay afirma que "todas as sociedades são ''pedradas'', todas têm os seus tóxicos, vícios e hábitos. O que aconteceu com a globalização é que cada sociedade descobriu os tóxicos das outras". 

Tabacoópio ou canábis: todas têm uma história. Quando Colombo descobriu a América, procurava especiarias mas encontrou uma planta diferente: a do tabaco. Foi ele que o trouxe para a Europa. O ópio, por sua vez, começou por ser utilizado pelos ingleses que descobriram a droga nas suas colónias, na Índia. Este produto retirado das papoilas tornou-se um verdadeiro vício para os chineses. Foi por causa desta comercialização de droga que se deram as "Guerras do Ópio", dois grandes conflitos entre britânicos e chineses. Quanto à canábis está ligada a Napoleão e à chegada ao Egipto.

O objecto mais antigo desta exposição é um cachimbo que data de 1500 A.C.. Além disso, contam-se cerca de 200 artefactos, entre desenhos ou quadros inspirados no tema, documentários ou até um gráfico gigante que apresenta o percurso do tráfico de drogas. Uma secção especial está reservada a confissões de pessoas que pretendam partilhar as suas experiências.

"As opiniões das pessoas sobre as drogas são muito polarizadas, queremos mostrar que nem tudo é bom ou mau. As drogas abrangem uma série de substâncias que têm histórias fascinantes e contextos culturais" explica Caroline Fisher, uma das curadoras da exposição.

Um caleidoscópio dá vida a este frente-a-frente. Seguem-se várias imagens rotuladas pela sociedade como boas ou más. Um cachimbo de tabaco, um kit para injectar drogas, uma cerveja chinesa ou um vinho do Marks & Spencer convivem lado a lado.

A exposição apresenta ainda várias personalidades do passado que estiveram ligadas às drogas. Por exemplo, há quem diga que para escrever "Alice no País das Maravilhas" Lewis Carroll teve uma ajudinha do ópio, droga também apreciada pelo nosso conterrâneo Fernando Pessoa.

"É provável que não haja um início para esta história", explica Mike Jay. "Todos os animais gostam de comer fruta fermentada e ficam embriagados. É provável que tenhamos começado a consumir mesmo antes de sermos humanos."

 

Via Ionline



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Terça-feira, 27.07.10

Como responder aos filhos?

 

Há anos, quando era médica residente em pediatria, um adolescente perguntou-me se já tinha fumado erva. Não era uma pergunta amigável, mas antes uma reacção do tipo "ah, sim, isso é o que tu dizes" às minhas questões, como que a avisar-me.

Nenhum doente me perguntou tal coisa em décadas. Mas, recentemente, dei por mim no meio de várias conversas entre pediatras sobre como os pais devem lidar com as perguntas sobre o assunto.Médicos e pais precisam de uma forma de integrar os seus padrões de honestidade com o que sabemos sobre o abuso de drogas - e com investigações que tornam claro que sabemos hoje mais sobre o assunto.

Em particular, os cientistas compreendem melhor a neurobiologia do cérebro adolescente e os riscos de experimentar drogas e álcool na adolescência. Embora pensássemos que o cérebro era relativamente maduro aos 16/18 anos, na realidade continua a desenvolver-se até aos 25. O que se desenvolve cedo é a área de procura do prazer, o núcleo acumbente. As regiões que auxiliam o raciocínio abstracto, a tomada de decisões e a capacidade de julgamento estão ainda a amadurecer e, logo, com menos inclinação para inibir a procura de prazer. Pelo que as drogas e o álcool podem, de facto, levar a alterações permanentes no cérebro - em particular, dizem especialistas, uma maior propensão para a dependência em adulto. No entanto, dar conselhos a jovens nunca foi fácil, e quando a história dos pais vem à baila, fica ainda mais complicado.

Há uma questão moral para os adultos que se orgulham da honestidade e abertura. Há o medo de que, mesmo se explicarmos cuidadosamente a lição da nossa história, possamos estar a oferecer ao nosso filho uma lição implícita acerca da falta de consequências, uma espécie de parábola de eu fiz isso e estou bem. "O problema vem sempre à baila quando dou conselhos aos pais", diz Sharon Levy, directora do programa de abuso adolescente de substâncias no Children's Hospital Boston. "Eles dizem 'bem, o que lhe devo dizer - ou não?'" A investigação é limitada. Mas há provas que sugerem que quando os pais prestam mais informação e dão melhores conselhos desde cedo, o risco de abuso é menor. E um estudo de 2009 do centro Hazelden para o tratamento da dependência, concluiu que muitos adolescentes apontavam a honestidade dos pais acerca do álcool como influência positiva.

É claro que todos os pais, crianças e todas as situações são diferentes, e não existe uma regra que diz que pais e médicos devem revelar qualquer informação particular sobre o seu consumo de álcool e drogas, passadas ou actuais. Em vez disso, é importante perceber "porque é que perguntas? O que se passa contigo?", diz Janet F. Williams, professora de pediatria no Health Center da Universidade do Texas, e directora do comité para o abuso de substâncias da Academia de Pediatria. "O que nós pensamos que eles querem saber pode não ser aquilo que eles estão a perguntar", afirma. E, tal como sucede com outras conversas, tenha em conta o estado de desenvolvimento da criança; a resposta a uma criança de 12 anos ou a quem tem 22 anos é dada em termos e detalhes diferentes.

Porém, a maioria dos especialistas concorda que quando uma criança faz uma pergunta, o melhor é não mentir. "Diga sem glorificar", aconselha Levy, "e se acha que cometeu um erro, diga isso." Na realidade, uma criança que faz esta pergunta pode ter pensado muito em como e quando puxar do assunto. Trate a questão com respeito, utilize-a para fazer a conversa fluir. Pode não ser uma questão que queira ver levantada mas é uma conversa que, como pai, deve encorajar. (Sites úteis:teens.drugabuse.gov - informação para adolescentes; eteen-safe.org - conselhos sobre como falar com adolescentes.)

Então e o pesadelo familiar de todos os pais: o adolescente zangado que reage à disciplina ou à reprovação virando a conversa com uma acusação sobre as transgressões dos pais? Deborah Simkin, psiquiatra que faz a ligação ao comité Williams da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente, faz a analogia com um alcoólico que resiste ao tratamento tentando trazer à baila os problemas dos outros. "O miúdo está a tentar desviar a atenção da intervenção oportuna por parte dos pais", diz. Em tais casos, a resposta dos pais deve ser clara: "Vamos discutir o que tu fizeste." 

O que queremos fazer como pais é transmitir sabedoria - mesmo que a tenhamos adquirido da maneira mais dura - sem que os filhos tenham de correr riscos. "Conduziu sem cinto de segurança e não morreu num acidente. Isso significa que quer que o seu filho conduza sem cinto?", pergunta Levy. Ou como diz Williams: "Se a forma como a questão é apresentada é 'Isto é arriscado e espero que não tenhas de colocar a mão no lume para descobrir que te podes queimar', eles não têm de tomar o mesmo risco." Por fim, depois de todos os cuidados e ansiedades, é essencial voltar ao lado positivo - "lembre-se sempre de reparar no que há de bom no seu filho", aconselha Williams. 

Afinal de contas, a mensagem mais importante não é sobre os erros que podem fazer descarrilar mas sim sobre o prazer de encontrar o próprio caminho. Diga ao seu filho, nas palavras de Simkin, que "preferiria que te dedicasses a descobrir a tua paixão, descobrir o que queres fazer na vida" - e celebrar esse potencial. E, por isso, diz Williams, "gostaria que tivessem todas as células cerebrais a que têm direito."

 

Via Ionline



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