Sábado, 27.02.16

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DEOLINDA

Novo disco aclamado pela crítica nacional



"Outras Histórias" é um dos melhores álbuns da música popular portuguesa da última década."

5***** Gonçalo Frota in Ípsilon, Público a 12 de fevereiro, 2016

"São um dos maiores fenómenos da música pop portuguesa, ao quarto álbum contam Outras Histórias, mas continuam a fundir ou confundir elementos da música tradicional portuguesa com outros do pop-rock."

Manuel Halpern in Jornal de Letras a 17 de fevereiro, 2016

"Outras Histórias", o quarto álbum do grupo, é o baile de sempre mas com novos passos, vindos de recantos distintos e sempre escolhidos a dedo. 

4**** Tiago Pereira in Observador a 19 de fevereiro, 2016

 "O quarto álbum da banda de Lisboa traz várias 'deolindas' dentro, da veraneante à que dança o funaná."

Lia Pereira in Revista E, Expresso a 20 de fevereiro, 2016

"Quarto álbum dos Deolinda, terceira reinvenção... E em várias direcções, todas certas. (…) As letras (mais crónicas de costumes ou mais colunas de opinião politica) continuam certeiras. E as músicas ainda mais."

5***** António Pires in Time Out a 24 de fevereiro, 2016

Editado há menos de uma semana, "Outras Histórias" tem recebido largos elogios dos meios de comunicação nacionais e tem sido amplamente divulgado, não como mais um disco dos Deolinda, mas como um dos melhores discos nacionais editados em Portugal na última década. Tudo graças à capacidade de se reinventarem de álbum para álbum, experimentando neste diferentes recursos musicais e parcerias, arriscando nos arranjos e interpretação, sempre sem perder de vista as histórias do quotidiano com que nos identificamos, crónicas de costumes narradas com fina ironia. 

O disco será apresentado ao vivo já este fim de semana semana em Famalicão, onde os Deolinda iniciam a nova digressão com dois concertos, dias 26 e 27. Muitas datas e cidades se seguem em Portugal e além-fronteiras, para consultar aqui. Em Lisboa, os Deolinda actuam no Teatro Tivoli BBVA, dia 22 de Abril, e no Porto, dia 6 de Maio, na Casa da Música. A primeira amostra do que serão estes concertos foi revelada no showcase que a banda fez, nos estúdios da TVI: aqui.


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Quarta-feira, 02.02.11

 

 

 

 

Letra

 

Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

 



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Segunda-feira, 31.01.11

Deolinda

 

Comecemos assim: Tão longe chegou a Deolinda. Escrevemos “a” Deolinda, e não “os” Deolinda, porque é ela a ideia que originou o grupo, porque foi precisamente essa personagem indefinida entre os tempos de ontem e a vida de hoje, ela que não sabe se há-de ser cosmopolita ou bairrista de espírito, a que esteve a ser celebrada ontem e anteontem num quase esgotado Coliseu dos Recreios (e há uma semana em duas datas no Coliseu do Porto). E começámos por dizer “tão longe chegou a Deolinda” porque nos lembramos do início, quando do grupo existia apenas um par de vídeos no YouTube e a memória de pequenos concertos publicitados de boca em boca, qual segredo mal guardado prestes a tornar-se conhecido de todos. A Deolinda, portanto.

Chegou tão longe que hoje tem os dois álbuns que constam do seu currículo, “Canção ao Lado” e o mais recente “Dois Selos e um Carimbo”, nos topes. Tão longe que em três anos já viajou mundo fora e anda agora por Portugal a apresentar-se nesses locais de habitual consagração que são os Coliseus. E eles, os Deolinda (passemos para o plural, que agora é da banda que falamos), merecem essa consagração e essa euforia.

Na sala nas Portas de Santo Antão, em Lisboa, vimo-los em fatiotas catitas (a vocalista Ana Bacalhau surgiu qual versão “haute couture” de rainha de marcha popular), com um apoio cénico simples e eficiente (“animaram-se” as ilustrações que João Fazenda lhes desenhou) e com a colaboração esporádica de convidados como o baterista Sérgio Nascimento, a pianista Joana Sá ou um quarteto de cordas (acrescentaram novas texturas a canções como “Passou por mim e sorriu” ou a célebre “Fon fon fon”). Nada disso, porém, maculou o que lhes é essencial.

A banda que, no seu início, ensaiava na Damaia, no restaurante dos pais de Pedro da Silva Martins, guitarrista e compositor, e Luís da Silva Martins, guitarrista, é exacta e precisamente aquela que, às 21h45, vimos ontem entrar no palco do Coliseu lisboeta. A Deolinda são as canções que os Deolinda compuseram para ela e tocam através dela: Retratos, construídos de dorida melancolia e de sorrisos traquinas, de aquilo que somos hoje aqui, Portugal 2011, e do que nos fez aqui chegar. Por aí se explica que cheguem a toda a gente: um pai com a filha à nossa frente, trintões a toda a volta e um grupo de miúdos ali ao lado, bem próximos do casal sexagenário impecável no fato (o dele) e penteado armado (o dela).

A intensa rodagem em palco do último par de anos transformou-os num grupo que domina na perfeição os ritmos e a dinâmica das melodias – as duas guitarras trocando dedilhados com intuição e sabedoria, o contrabaixo de José Pedro Leitão a dar peso ao conjunto e Ana Bacalhau impecável na forma como “gere” as variações de intensidade -, mas são as canções, como antes e como agora, que fazem deles um caso especial: percebem as contradições deste sítio que habitamos e constroem a partir delas pedaços de música popular tão empolgante quanto transversal.

Tudo explicado no país temente a Deus que ganha santinha acossada em procissão por sentimentos profanos - “Contado ninguém acredita”, uma das primeiras da noite -, nos fanfarrões fiéis ao clássico “segurem-me que eu vou-me a ele” que se mostram latagões de coração mole - “Fado Toninho”, a meio de concerto -, na melancolia que espreita a cada passo – a impecável “Clandestino” é um bom exemplo – e na auto-ironia utilizada como arma poderosa – disparam-na em “A problemática colocação de um mastro”, antes do encore, e na canção resumo de toda a postura, “Movimento perpétuo associativo”, cujo mote comunal, “vão andado que eu vou lá ter”, finalizou o concerto enquanto caíam confetis e a banda atravessava a plateia, cantando com o público.

 

Ler resto do artigo no  Público



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Segunda-feira, 12.07.10

 

Letra

 

Dizem que é mau, que faz e acontece 
arma confusão e o diabo a sete
agarrem-me que eu vou-me a ele
não sei o que lhe faço 
desgrenho os cabelos
esborrato os lábios
se não me seguram
dou-lhe forte e feio
beijinhos na boca
arrepios no peito
e pagas as favas
eu digo: - enfim,
ó meu rapazinho
és fraco para mim!


De peito feito ele ginga o passo
arregaça as mangas e escarra pró lado
anda lá, ó meu cobardolas
vem cá mano a mano
eu faço e aconteço
eu posso, eu mando 
se não me seguram
dou-lhe forte e feio
beijinhos na boca
arrepios no peito
e pagas as favas
eu digo: enfim,
ó meu rapazinho
sou tão má p´ra ti!

Ó meu rapazinho, ai 
eu digo assim:
"- Se não me seguram
dou cabo de ti!"



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Terça-feira, 27.04.10

Letra
A noite vinha fria
negras sombras a rondavam
era meia-noite
e o meu amor tardava

a nossa casa
a nossa vida 
foi de novo revirada
à meia noite
o meu amor não estava

ai eu não sei onde ele está
se à nossa casa voltará
foi esse o nosso compromisso

e acaso nos tocar o azar
o combinado é não esperar
que o nosso amor é clandestino

com um bebe escondida
quis la eu saber esperei
era meia-noite
e o meu amor tardava
e arranhada pelas silvas
sei lá eu que desejei
não voltar nunca
a mais outra casa
e quando ele por fim chegou,
trazia as flores que apanhou,
e um brinquedo pró menino

e quando a guarda apontou
fui eu quem o abraçou,
que o nosso amor é clandestino



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Segunda-feira, 26.04.10

 

Letra
Anda, desliga o cabo, 
que liga a vida, a esse jogo,
joga comigo, um jogo novo,
com duas vidas, um contra o outro.

Já não basta,
esta luta contra o tempo,
este tempo que perdemos,
a tentar vencer alguém.

Ao fim ao cabo,
o que é dado como um ganho,
vai-se a ver desperdiçamos, 
sem nada dar a ninguém.

Anda, faz uma pausa,
encosta o carro, 
sai da corrida,
larga essa guerra, 
que a tua meta,
está deste lado,
da tua vida. 

Muda de nível,
sai do estado invisível,
põe o modo compatível,
com a minha condição,
que a tua vida,
é real e repetida,
dá-te mais que o impossível,
se me deres a tua mão.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Anda, mostra o que vales,
tu nesse jogo, 
vales tão pouco,
troca de vício,
por outro novo, 
que o desafio,
é corpo a corpo.

Escolhe a arma, 
a estratégia que não falhe, 
o lado forte da batalha, 
põe no máximo o poder. 

Dou-te a vantagem, tu com tudo, eu sem nada,
que mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

 



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