Domingo, 25.03.12

A crise chegou ao sexo

 

Contas para pagar, desemprego, falta de clientes, filhos a pedir brinquedos... A crise instalou-se nos lares portugueses e chegou ao quarto - e à cama. Falámos com casais, consultámos sexólogos, terapeutas e médicos e tentámos traçar o diagnóstico: afinal, como é que a austeridade está a afetar a nossa vida sexual? E como é que estamos a lidar com isso?

 

Quando decidiu pedir alteração do horário, a enfermeira Sandra queria mais tempo para investir na relação com o namorado. Cansada de sair sempre às 23h00 do centro de saúde madeirense onde trabalha, farta de não ter vida social e de perder sucessivamente concertos e peças de teatro, colocou a vida pessoal acima das exigências profissionais e aceitou perder quase duzentos euros no fim do mês - garantidos pelas horas de trabalho noturno - para ter tempo para Pedro, professor do ensino primário, que entra às nove e sai às seis. Arrependeu-se. O corte nos subsídios, o aumento da taxa de IRS e a prestação do carro baralharam-lhe as contas do final do mês.

 

Passou a sair mais cedo mas está longe de andar feliz. E o objetivo não foi alcançado: planeia cada vez menos programas a dois e o desaire financeiro fá-la ter cada vez menos vontade de se entregar à intimidade com o namorado. Rondam ambos os 30 anos, são funcionários públicos, não correm o risco de perder os empregos repentinamente e têm a vida pela frente. Mas pensar no futuro tornou-se doloroso. Sobretudo quando o presente não facilita a vida a dois. Pedro tem a matemática em dia e os cálculos feitos: sem subsídios de férias e de Natal, este ano vai perder cerca de quatro mil euros, úteis para pagar o mestrado em que se tinha inscrito e de que entretanto já desistiu. A relação tem quase dois anos, mas tem ultrapassado obstáculos e provações. Resistirá também à crise? «Sem dúvida», diz ele. «Agora damos mais valor ao tempo que passamos juntos.»

 

No entanto, o sexo é mesmo menos frequente. «A Sandra levanta-se às oito da manhã e trabalha o dia inteiro. À meia-noite quer dormir», diz ele. Não se veem todos os dias, mas não desistiram das saídas mesmo que os programas sejam cada vez mais low cost: desde jantar no hipermercado com happy houra partir das 22h30 - «é a única hipótese de continuarmos a jantar fora» até aproveitar as promoções para comprar presentes um ao outro, tudo tem de ser orçamentado e esquematizado. Sandra deixou de viajar e Pedro, natural de Mirandela, pela primeira vez não passou o Natal com os pais e decidiu ficar na ilha. Uma avaria no carro levou-lhe o dinheiro dos bilhetes. As contrariedades da vida diária deixam-nos sem vontade para se entregarem ao prazer, um peso comum a tantos casais nacionais que, sem conseguirem fugir à crise, se deixam afetar e acabam por cortar numa das poucas atividades sem custos, que pode até diminuir níveis de stress e ajudar ao controlo da ansiedade: o sexo.

 

«Quando a vida funcional deixa de ser estável, obviamente vai atrapalhar a vida emocional», confirma a psicóloga e terapeuta de casais Celina Coelho de Almeida. «Quando os casais percebem que não têm dinheiro para pagar as despesas têm de cortar numa série de coisas importantes para a sua dinâmica. As pessoas podem ficar mais fechadas, mais pessimistas e, portanto, menos disponíveis para a relação. E isto provoca um choque e uma readaptação.» Ou seja: um casal com uma boa estrutura, feita de cumplicidade e intimidade, será capaz de resistir a esta turbulência, ainda que momentaneamente possa tirar menos prazer da relação. Se não houver suporte emocional de parte a parte, será difícil para a relação «aguentar estes impactes». «A crise não é motivadora da separação», diz Celina Coelho de Almeida, «mas pode ter um efeito catastrófico».

 

Mas nem todos os casais enfrentam a crise da mesma forma. E se, para uns, o momento económico parece ter erguido barreiras que ainda não se sabe quão intransponíveis se tornarão, para outros a ausência do stress do trabalho parece ter revitalizado a vida a dois. É esse o caso de Maria e de Francisco. Vivem em Lisboa, ela é Relações Públicas, ele piloto de aviação. Quando começaram a namorar, há dois anos e meio, Maria, 33 anos, tinha ficado desempregada há poucos dias. «O tempo foi aproveitado para o romance. Não faltaram dias de praia, jantares à luz de velas na varanda, conversas até às seis da manhã. Sentia-me de férias, não estava desesperada porque sempre juntei dinheiro e tinha noção que durante o verão era improvável arranjar trabalho. E não me enganei: aproveitei o verão todo e só encontrei emprego no outono.»

 

No seu caso, a atividade sexual até melhorou. «Sobretudo a frequência. Preciso de muitas horas de sono, detesto acordar cedo, e às oito da noite já me sinto estoirada, só quero jantar e ir para a cama. Ou seja, durante a semana, quando estava a trabalhar, o sexo não era inexistente, mas era raro. Às vezes parece que tínhamos de combinar quando íamos ter sexo: "No sábado, porque não há energia para mais". Eu pelo menos não aguento o cansaço.» Seis meses depois, Maria voltava ao desemprego. «Nesta época, a frequência sexual era capaz de ser maior. Mais do que o número de vezes que tínhamos sexo, a disponibilidade era outra por não me sentir cansada. Nestas épocas, era quase sempre à luz do dia, altura em que ainda não tínhamos as baterias gastas. Foi uma época ótima, porque passámos muito tempo juntos.»

 

Cada pessoa - e cada casal - encontra uma forma de lidar com a crise. Mas há outros fatores a interferir no estado de espírito. A sensação de projetos adiados, nomeadamente a maternidade, também pode influenciar o desmoronar da vida íntima: as mulheres têm mais dificuldade em lidar com a frustração do desejo de serem mães, ainda que neste campo o cérebro, mais do que a emoção, pareça ditar as escolhas das portuguesas. Já em tempo de crise - e muito associado ao adiamento do casamento e ao prolongamento dos estudos, que favorece uma entrada mais tardia na vida ativa - o declínio da fecundidade é a nota dominante nos estudos mais recentes sobre a situação demográfica em Portugal. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2009, a média de idades das portuguesas que tiveram o primeiro filho foi de 28,6 anos. E o nível da taxa de fecundidade entre os 35 e os 39 anos tem vindo a aproximar-se da do grupo dos 20 aos 24. Por outras palavras, os portugueses têm filhos cada vez mais tarde. E cada vez menos filhos.

 

Graças à contraceção, a redução do número de nascimentos pode não estar diretamente relacionada com a frequência sexual dos portugueses, mas não deixa de ser um barómetro a considerar. E se, em tempos antigos, a crise motivou um baby boom pela falta de distrações e ausência de tecnologias que hoje absorvem grande parte da nossa atenção, atualmente a situação é bem diferente: o risco calculado e o planeamento familiar impedem gravidezes que, em épocas de contenção forçada, podem ser fonte de despesas a evitar. Os únicos dados disponíveis até à data sobre 2011 referem-se aos testes de diagnóstico precoce de doenças metabólicas, o vulgar «teste do pezinho». Os números divulgados pelo INE confirmam as expetativas: apenas 97 112. Desde 1960, quando se iniciou a contabilização rigorosa de nados-vivos em Portugal, apenas dois anos tiveram menos de cem mil nascimentos: 2009 e 2011.

 

Ainda assim, o ideal é não desesperar e acreditar que a pirâmide etária nacional ainda tem salvação. Porque 2012 ainda tem uns quantos bebés para registar. Que o digam João e Teresa, empresários na casa dos 40, a viver em Cascais, que foram surpreendidos com mais uma gravidez. Teresa está à espera do terceiro filho do casal, numa altura em que o trabalho aumenta e a atividade sexual diminui. «Como empresários, e com um negócio e colaboradores para pagar, a dedicação é cada vez maior», diz João. «A crise tem-nos obrigado a trabalhar mais para manter os negócios em crescimento, o que não é fácil. A falta de tempo é o maior fator, mas também o cansaço. Logo, o clima de romance por vezes não é o mais propício e a atividade sexual diminui», lamenta, embora garanta que, apesar do cansaço, parte também do casal fazer um esforço adicional. «É obrigatório que o casal se reinvente, largue as crianças num fim de semana e passeie. As tarefas diárias dão cabo do estofo de qualquer um e o apetite sexual é obviamente afetado. Às vezes estamos os dois em casa, com os portáteis no colo, a trabalhar às 23h30 com os miúdos a dormir, em vez de nos deitarmos cedo, namorarmos e podermos dormir umas boas horas. O que nos safa é que temos consciência disso e combatemo-lo de uma forma positiva. Com umas aventuras esforçadas, umas saídas de fim de semana, um jantar romântico.» como o último que tiveram, que deu origem ao terceiro filho, que deverá nascer em abril.

 

Mas nem todos se podem dar ao luxo de ter três filhos. Ou dois, sequer. O dinheiro a menos obriga a muitas contenções de despesas. E quando os fundos faltam, dificilmente sobram recursos para consultar um especialista e iniciar a terapia de casal que pode dar uma ajuda. «Pontualmente, tenho um caso ou outro que acaba por não ter capacidade para levar até ao fim o processo terapêutico», diz Celina Coelho de Almeida. A sexóloga Marta Crawford sente o mesmo problema: «Muitos casais começam a espaçar as sessões, dizem que não têm capacidade para vir com tanta regularidade.» A preocupação sobre os problemas financeiros veio influenciar a disponibilidade para o sexo, e apesar de procurarem soluções para a quebra na intimidade, «há quem chegue e diga logo à partida que está desempregado, mas precisa imenso de vir», acrescenta Marta Crawford. «E perguntam se eu faço um desconto.»

 

Nem sempre a terapia acaba por salvar o casamento, porém. Possivelmente porque já não havia grande volta a dar. E a crise acaba por ser pretexto para pôr fim a uma relação que já não funcionava: as preocupações com o lado mais prosaico da vida servem muitas vezes de desculpa para o afastamento do casal. Mas, se não for esse o caso, «há sempre alternativas», diz Marta Crawford, mesmo que seja preciso inventar programas para substituir as escapadelas de fim de semana ou os jantares a dois no restaurante favorito. «Há pouco tempo um casal dizia-me: "Não temos dinheiro para viajar, para jantar fora, para ir ao cinema, estamos amorfos em casa a olhar para a televisão." É este espírito depressivo que temos de tentar combater.» Até porque o sexo pode ser terapêutico: «Durante a atividade sexual libertamos uma série de neurotransmissores que nos fazem sentir bem, que fazem que as pessoas se sintam mais próximas, logo, mais capazes de vencer os obstáculos», explica a especialista.

 

Isabel e Duarte, residentes em Almada, viveram alguns destes constrangimentos na pele. «Em sete anos o meu marido esteve cinco anos desempregado», diz Isabel, 45 anos. «O facto de não haver disponibilidade monetária para fazer coisas de que se gosta ou para nos cuidarmos faz que tenhamos menos vontade de socializar, seja a que nível for. Num primeiro momento, há tanta coisa que preocupa que nem nos lembramos que era bom ter vida sexual», admite. Ainda assim, Isabel acredita que é possível remar contra a maré, embora tenha noção da dificuldade de manter a libido a funcionar.

 

«A individualidade de cada um é muito importante porque, apesar de muito unidos, cada um tem as suas coisas e podemos partilhar o que vivemos em comum.» Ao fim de trinta anos de casamento, Isabel garante que «existem mil maneiras de reacender a paixão e colocar a libido a funcionar. Mas tem de ser a dois. «Temos um espírito aberto, mantemos as nossas amizades, saímos juntos e separados, não temos crianças, nunca dormimos separados. E além disso, gostamos de sexo...», diz a rir. «Amar não custa dinheiro, além de que podemos sempre receber muito em troca.»

 

O princípio faz sentido e as palavras são sábias, mas será que os dois elementos do casal pensam da mesma forma? E os homens, sentem isso de maneira diferente das mulheres? Marta Crawford acha que não. «O homem é mais pragmático na sexualidade e consegue pôr mais rapidamente os problemas de lado, mas nem sempre. As mulheres talvez sejam mais complicadas.». No entanto, segundo o sexólogo Júlio Machado Vaz, um despedimento ou despromoção normalmente faz que seja o homem o mais afetado na sua sexualidade. A razão? Os estereótipos clássicos. «Os homens, sobretudo os mais velhos, sentem a situação como uma ameaça à sua virilidade e estatuto de chefes de família. Acresce que costumam ter mais dificuldades em abrir-se sobre os seus problemas», explica o psiquiatra. «O número de queixas vem subindo e com elas os efeitos sexuais colaterais. Há pessoas que me referem, surpresas, que já não se lembram de pensar em sexo.»

 

A situação não se vive apenas em Portugal. Já em fevereiro de 2009 a revista brasileira Época dava conta de uma investigação realizada nos EUA, segundo a qual 62 por cento das mulheres norte-americanas apontava a crise como responsável por a vida sexual ter piorado. No ano anterior, no Canadá, 12 por cento dos inquiridos numa sondagem admitiam ter tido um casamento desfeito devido a «motivos financeiros» nos seis meses anteriores. Em Londres, uma pesquisa realizada com operadores e corretores da Bolsa de Valores mostrou que 79 por cento deles acredita que o risco de o seu casamento acabar aumenta durante períodos de recessão. E em Wall Street, o problema atingiu proporções tais que foi criado um Dating a Banker Anonymous - «Namoradas de Financeiros Anónimas», numa tradução literal. Segundo o The New York Times, o grupo pretende levar as chamadas «viúvas de Wall Street» a partilhar o abandono emocional e sexual que sentem.

 

Apesar de o stress ser mais frequente em pessoas que trabalham no mundo financeiro, devido ao desgaste psicológico, a verdade é que a sombra do desemprego e das reduções salariais tem sido um fator determinante nos últimos tempos, precisamente devido à ligação que muitos homens continuam a teimar fazer entre salário ganho e virilidade.

 

«As disfunções da libido têm muito que ver com o humor da pessoa», diz José Palma dos Reis, chefe de serviço de Urologia do Hospital Santa Maria. «Mas o conceito de "disfunção sexual" é muito lato e envolve várias situações: disfunção da libido, disfunção erétil e disfunção orgásmica.» No atual contexto de crise, em que o stress pessoal tende a atingir níveis elevados, «será de esperar uma disfunção da libido: «O stress, e sobretudo a depressão, manifestam-se por via desta disfunção.» Mas não é preciso fazer soar os alarmes. Geralmente esta disfunção e a erétil não têm de estar relacionadas - ao contrário do que muita gente pensa. Além disso, «a disfunção erétil pode ser tratada com medicamentos».

 

Nestes casos, no entanto, Palma dos Reis considera «normal e expetável que haja um agravamento dos casos existentes, porque muitas vezes os pacientes não têm capacidade de pagar os medicamentos». Quatro comprimidos custam cerca de quarenta euros, um valor proibitivo para muita gente nos tempos que correm.

 

Quintino Aires é sexólogo, leva 22 anos de consultas, e não tem dúvidas: «os homens são os mais afetados por estas preocupações. Numa mudança financeira, social e económica, as mulheres começam rapidamente a utilizar a lógica. Os homens sentem-se mais perdidos». Por isso, em terapia, são sobretudo as mulheres quem relata a procura de sexo - nem sempre com o companheiro - para aliviar e esquecer as preocupações. Curiosamente, apesar da crise, no último ano e meio o sexólogo registou um aumento das consultas com queixa de natureza sexual. «Num olhar rápido, o sexo serve para dar prazer, mas não só. Serve para criar intimidade naqueles dois adultos que são diferentes. Se ela existir, então uma despromoção, uma empresa a falir, os bancos que deixam de dar crédito... tudo isso faz o casal esforçar-se e inventar alternativas. Se não, a probabilidade de a relação quebrar é muito maior», explica.

 

A situação de Eduardo e Rita, com 48 e 39 anos, não é muito diferente. Vivem em Bragança e ainda não pensaram na terapia, talvez por estarem mais longe dos grandes centros urbanos. Mas vivem o dia a dia com a sensação de «quem anda a contar tostões», sobretudo desde que a empresa de venda de material informático de Eduardo desceu abruptamente na faturação. «Tínhamos uma vida sexual normal», diz Rita, administrativa numa instituição de ensino, «mas agora chega-se ao fim do dia e o sexo não apetece». Eduardo, cansado das deslocações entre clientes que as vendas lhe vão exigindo, preocupado com o futuro dos colaboradores da loja, confessa-se «cada vez mais descontente», mas reconhece que é necessário deixar os problemas à porta de casa «antes que a vida familiar desmorone».

 

Têm dois filhos, uma rapariga de 3 e um rapaz de 9 anos, que também não ajudam a aliviar as tensões. «Todas as tardes, quando vou buscá-la à escola, a conversa é sempre a mesma: "Mãe, compras-me uma coisa?" Já lhe disse que tem de cortar a palavra "compras" do dicionário.» Juntos há cerca de 15 anos, o casal ainda não perdeu a ligação forte que os une, mas o sexo é quase forçado, «como se decidíssemos que temos de sair um bocadinho deste mundo de problemas e de crise», diz Eduardo. Antes, quando levávamos as coisas de forma mais descontraída, não era assim.»

À noite, depois de deitarem as crianças, reconhecem que lhes sobra pouco tempo para porem a conversa em dia e os poucos minutos em que se sentam no sofá servem para ver o noticiário da noite ou a primeira parte de um filme que esteja a começar. Um erro grave que a sexóloga Marta Crawford aponta todos os dias aos casais que recebe: «É preciso desligar a televisão! Primeiro, porque se poupa na conta da eletricidade, e depois porque a TV ocupa demasiado espaço na vida das pessoas. Quem adormece no sofá a fazer zapping não vai dali para a cama ter um momento de intimidade.»

 

Pelo menos neste quesito, João e Teresa, o casal de Cascais, parece estarem no bom caminho. «Uma vez por semana, religiosamente, vemos um filme e vamos para a cama cedo», diz João. O resto acontece naturalmente.

 

*Todos os nomes de casais desta reportagem são fictícios, a pedido dos próprios

 

Via JN



publicado por olhar para o mundo às 22:58 | link do post | comentar

Quinta-feira, 12.01.12

"O economista Eduardo Catroga vai ganhar um salário de 45 mil euros/mês, ou seja mais de 639 mil euros anuais, enquanto presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, avança o "Correio da Manhã. Catroga acumulará este salário com uma pensão de 9.600 euros.In Expresso


Eu espero que isto seja uma brincadeira. Sinceramente, como cidadão deste pequeno país de valores invertidos, anseio que alguém desminta categoricamente esta informação. Não pode ser verdade. Andou esta alminha economista a negociar com a TROIKA aquilo que estamos a sofrer na pele, entre aumentos de impostos e corte de direitos sucessivos, chegando às privatizações que se julgavam necessárias para ir agora, despido do fato de TROIKISTA cobrador do fraque style, ir receber 45 mil euros, REPITO: 45 mil euros por mês! numa empresa que o mesmo ajudou a definir como um dos alvo a privatizar? Mas o que é isto?

 

Mas o mais grave vem a seguir, senão veja-se:

 

"Questionado pelo jornal, o ex-ministro social-democrata garantiu que metade do que ganha vai para impostos: "50% do que eu ganho vai para impostos. Quanto mais ganhar, maior é a receita do Estado com o pagamento dos meus impostos, e isso tem um efeito redistributivo para as políticas sociais", disse Catroga ao jornal."

 

Ora bem, quer que eu chore senhor Catroga? Diga-me, por favor, que não foi capaz de proferir tamanha alarvidade em forma de justificação que acabei de transcrever. Porque a ser verdade que o disse, não só é grave como é um total desrespeito por quem trabalha e paga impostos. Ou julgará o senhor que é o único que os paga? "Quanto mais ganhar mais vai para o ESTADO?" Mas será que estes senhores já nem se dão ao trabalho de parecer que têm um réstia de bom senso cada vez que abrem a boca?

 

Olhe senhor Catroga e se fizéssemos antes desta forma: guarde a sua reforma dourada de 9600 euros por mês, calce umas pantufas e remeta-se ao silêncio. Porque para mim é mais reconfortante saber que o Estado não lhe fica com 50% do vencimento se isto só por si me garantir que o senhor não está a auferir os outros 50%. Prefiro viver num país pobre do que num sem vergonha.


Via Expresso



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Segunda-feira, 28.03.11
Crónicas de uma Muçulmana - Crise política e crise de género. Onde estão as mulheres?

 

O poder político tem de ser verdadeiramente democrático, e as mulheres têm, por razões sociológicas e culturais, um campo de visão muito mais alargado, em virtude das suas inúmeras valências e potencialidadesIsto faria a diferença. E será que podemos? Eu digo: "YES, WE CAN". 

Já percebemos que vamos mesmo ter de pagar a crise e que vai sair de nossos bolsos. Erros cometidos desde o tempo de António Guterres, Ferro Rodrigues, Manuel Barroso, Santana Lopes, e finalmente, Sócrates.

Governos de maioria, governos de coligação, governos de pouca justiça, muita corrupção e gastos inadmissíveis. Auto-estradas e mais auto-estradas, rotundas a mais com esculturas de péssimo gosto, estádios de futebol de luxo, abandonados. Ah, e os amigos que acabam por ser colocados em lugares de topo de empresas a ganhar vergonhosas fortunas num país que corre com as cuecas na mão a pedir ajuda internacional.

Há descrédito sobre os políticos, na política; com efeito, no Estado Português. Novamente eleições. Que candidatos temos? Os mesmos de sempre. Os mesmos mentirosos, ladrões, corruptos, imorais, e com aspirações eminentemente napoleónicas. Paulo Portas preconiza bem essa imagem que deixou sair no seu discurso eloquentemente vazio de propostas para um Portugal renovado.

Não me importo de fazer mais sacrifícios. Sou até defensora de que nos piores momentos da vida, o ser humano tem uma capacidade de criatividade positiva tal, que dá a volta como nunca pensaria poder. Sou filha de diásporas de imigrações sucessivas e a comunidade e família de que faço parte tem tido sucesso, viveu inúmeras crises.

O problema é que não me revejo representada em nenhum dos potenciais candidatos a chefe de governo. Já todos mostraram ou que não prestam bem o serviço, ou que estão rodeados de abutres velhos da politica, ou são mentores de ideologias de regimes obsoletos e ultrapassados.

O mais grave disto tudo é que não vejo mulheres! Não há mulheres a dar a cara! Não aparecem como potenciais candidatas? Não há? Claro que há! E com muitas capacidades e competências de profissionalismo, carácter ético e sentido de moral social, do dever para a causa pública. Mais indiferentes aos jogos de poder e de favores a "amigos"; acima de tudo, preocupadas com o amanhã das novas gerações que elas mesmas reproduzem, cuidam e são, regra geral, por isso mesmo, as que mais se preocupam e sofrem as discriminações de inferioridade no papel e nas remunerações. Não é invenção. Inúmeros estudos já o provaram.

Numa verdadeira democracia, metade dessa demos está subalterna, detrás de "napoleões". Apagadas das luzes do mediatismo. Se me aparecesse uma Maria de Belém como candidata, entre mulheres de outras cores políticas, ou mesmo mulheres da sociedade civil, que soubessem escolher bem os seus consultores políticos e económicos, o nosso cenário de opções seria muito diferente. E tenho a certeza, o debate e a vontade de votar muito maior.

Porque o poder político tem de ser verdadeiramente democrático, e as mulheres têm, por razões sociológicas e culturais, um campo de visão muito mais alargado, em virtude das suas inúmeras valências e potencialidades. E isto faria a diferença. E será que podemos? Eu digo: "YES, WE CAN".

 

Via Crónicas de uma Muçulmana



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Quarta-feira, 26.01.11

Almoço bom e barato

 

Faça as contas. Quanto dinheiro gasta com os almoços à base de bitoque, massas com molho três queijos, hambúrgueres e, nos dias de extravagância, sushi? Se conseguir a proeza de pagar 7 euros por dia - esforço digno de um atleta de triatlo - são 140 euros por mês. Mas há mais um factor nesta equação alimentar: poder escolher o que come. A dietista Eduarda Alves, directora da Clínica dos Alimentos, defende que é uma escolha mais económica e mais saudável. "Podemos seleccionar o que comemos, fazemos combinados mais saudáveis, em vez de batatas fritas, levamos uma salada ou arroz. E sabemos como foram preparados os alimentos", diz ao i. Nós acrescentamos: até pode recordar os bons velhos tempos da infância quando levava um termo do Snoopy. 

Se passar no Parque das Nações, em Lisboa, na hora do almoço num dia de sol, vai reparar que há cada vez mais pessoas a almoçar na rua. De fazer inveja às senhoras nova-iorquinas que bebem café a escaldar enquanto comem e correm. Sinal dos tempos? "Vejo cada vez mais pessoas no Parque das Nações a comerem como eu. Almoço com duas colegas e trago comida de casa há um ano e meio", explica Susana Pinto, assessora de comunicação, de 28 anos. As vantagens são óbvias: "O facto de ter de pensar no que se vai comer dá outro nível de consciência. Quando comemos por impulso, cheios de fome, caímos nas escolhas menos saudáveis. Além disso, aqui não consigo comer por menos de nove euros." Susana já testou quase todos os restaurantes das redondezas e nada se compara à ementa caseira. Apesar de não ter microondas no trabalho, o termo resolve tudo. "Trago sopa, outras vezes saladas ricas, com ananás, camarão, rúcula, tomate." Susana Pinto reconhece que por vezes é chato andar com saco, talheres e comida, mas compensa. E há sempre um dia da semana para ir ao restaurante. 

Mafalda Afonso, de 27 anos, também faz parte do clube e diz que esta é a melhor forma de "nos safarmos da fast food". "É engraçado ver todo o tipo de marmita e há pessoas que as levam camufladas em sacos de lojas de roupa", diz a delegada comercial. O hábito ficou-lhe dos tempos de estudante e ainda hoje leva a comida que a mãe faz ao fim-de-semana. Quando não é possível, opta por saladas, massas ou peixe cozido com vegetais.

Ao contrário de Mafalda, que já fazia da marmita um hábito, Carla Carromeu, de 28 anos, começou a levar almoço apenas quando sobrava qualquer coisa do jantar. O cardápio parece ser unânime: saladas e sopas. Transportá-las é muito fácil, garante Carla, que trabalha no departamento de marketing de um banco. "Trago a comida em tupperwares e em sacos. Mas nas malas das mulheres cabe quase tudo." À laia de conselho, fica o recado: "Usem caixas quadradas ou rectangulares, são mais práticas." 

Marta Cristiano dá outro conselho: "Habituar-se a cozinhar a mais para ter restos para levar na marmita." A designer está habituada a almoçar em tupperwares e diz que todas as comidas servem. "Desde bacalhau à Brás ou com natas, empadão de carne, caril de frango, arroz de pato, todo o tipo de sopas, frango guisado com massa, ovo mexido com arroz..." Há seis anos que deixou de ser cliente de restaurantes à hora do almoço. "Comecei quando fui trabalhar para a Rua Garrett, a ganhar o ordenado mínimo nacional (na altura 374 euros) e ainda tinha de pagar transportes. Não era comportável comer em restaurantes." Mas Marta, 29 anos, abre-nos o apetite. "Saber a qualidade do que estou a comer é importante. Muitas vezes uso legumes do quintal dos meus pais e frango criado nos galinheiros da minha avó." Convencido? Ah! E não tema ser mal visto pelo seu chefe. Conhecemos relatos que provam que não será discriminado. Aqui fica um exemplo: chefe convida colaboradora jovem para almoçar fora. A profissional recusa o convite, pega na lancheira da Hello Kitty e dirige-se para a copa. Não foi despedida. Garantimos.

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 13.01.11

Infarmed cria aplicação para comparar preços de medicamentos

 

Pesquisar todos os medicamentos com a mesma substância activa, ver o resumo das suas características e comparar os preços entre as diferentes marcas tornou-se um processo simples. A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) criou uma nova aplicação denominada “Pesquisa Medicamento” que está disponível no site da autoridade e que permite consultar toda a informação sobre os medicamentos disponíveis em Portugal.

 

Segundo o Infarmed, o objectivo desta nova funcionalidade do site é “centralizar os conteúdos já existentes e permitir o acesso facilitado do cidadão à informação essencial sobre medicamentos, nomeadamente o seu preço”.

A aplicação permite fazer pesquisas pelo nome do medicamento, substância activa ou número de registo e conhecer todos os fármacos que existem com o mesmo princípio. Está também disponível o Folheto Informativo do mesmo e o Resumo das Características do Medicamento.

“Através da Pesquisa Medicamento é possível também conhecer os encargos para o utente de determinado medicamento e quais as alternativas mais baratas”, refere o Infarmed, que disponibiliza também a linha 800 222 444 para esclarecimento de dúvidas sobre este assunto e pedidos de informação sobre medicamentos e produtos de saúde.

 

Via Público



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Quarta-feira, 12.01.11

Salão erótico do porto

 

Os visitantes do Salão Erótico do Porto vão poder assistir à gravação de filmes para adultos "e, até, participar como figurantes", anunciou hoje a organização do evento, que decorre entre 3 e 6 de fevereiro, no pavilhão Multiusos de Gondomar. Para o efeito, o Salão Erótico do Porto abrirá o designado "Estúdio X", onde o cineasta Carlos Resa recriará todos os detalhes de um set de filmagens de uma fita de sexo explícito.

"Aquilo vai ter atores que fazem habitualmente filmes pornográficos e vai ser lançada uma campanha junto das universidades para se ver se alguém também quer fazer parte", explicou à Agência Lusa o relações públicas do evento, Francisco Freixinho.

Público pode participar

 

Do público em geral, quem quiser pode assistir ao vivo à gravação de um filme, "sem perder qualquer detalhe ou ângulo, e até participar como figurante", adiantou.

Este ano em 4ª edição, o Salão Erótico do Porto contará com sete áreas temáticas, sete palcos, mais de 80 artistas, centenas de espetáculos e dezenas de expositores "que apresentarão todo o tipo de artigos essenciais para um mais excitante dia de São Valentim" - Dia dos Namorados. "Vai ter mais palcos, animação mais constante, artistas que nunca cá vieram", sintetiza Francisco Freixinho.

No evento colaborarão estrelas porno portuguesas como Ana Monte-Real, Ângelo Ferro, Erica Fontes e Sylvie Castro e estrangeiras como Ginger Hell (Rússia), Ana Rock (Espanha), Romina (Brasil), Rafa Garcia (Cuba) e Rob Diesel (Suécia), assim como Claudia Claire, artista checa que tem desenvolvido a sua carreira em território espanhol.

Muita oferta para os visitantes

 

Os visitantes poderão participar em aulas de sedução, consultar uma sexóloga, relaxar com uma massagem tântrica, ousar conhecer o mundo swinger ou visitar a área fetiche.

"É uma edição que promete fazer esquecer qualquer crise", ironiza Francisco Freixinho, acrescentando que as pessoas "precisam deste tipo de situações para esquecer um bocado as coisas que já aí estão e as que aí vêm".

A organização estima que o certame seja visitado por 15 mil pessoas e, caso se repita o sucedido no festival similar de Lisboa, confirmar-se-á que "há cada vez mais mulheres a visitar os salões", conclui o relações pública do Salão Erótico do Porto.

 

Via Expresso



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Quarta-feira, 15.12.10

Como poupar na electricidade

 

Uma família portuguesa típica, com um consumo mensal de eletricidade de 3,45 kVA, pode poupar até 218 euros anuais passando a lavar roupa e louça depois das 22:00, desligando a TV e a box do cabo e usando lâmpadas economizadoras.

Os cálculos são da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), que define uma família típica como sendo um agregado familiar com um filho e um consumo de 3,45 kVA (Quilovoltamperes), o que se traduz em 37 euros (preços de 2011) quando esta se encontra na tarifa simples.

Caso opte pela tarifa bi-horária, estima a ERSE, a poupança traduz-se logo em cerca de 4 euros por mês. Se a mesma família passar três ciclos de lavagem de roupa e três de louça por semana para depois das 22:00, ou seja 10 por cento do seu consumo para o período noturno, a redução total por mês será de 6 euros.

O regulador especifica que passar cinco ciclos de secagem de roupa por semana para depois das 22:00 equivale a uma poupança anual de 45 euros, enquanto passar os mesmos cinco ciclos mas na lavagem da roupa equivale a uma poupança de 36 euros/ano.

Já lavar a louça sete dias por semana depois das 22:00 corresponde a um corte de 50 euros na fatura anual.

A maior poupança pode vir, no entanto, de desligar a televisão e a caixa associada aos canais por cabo. Evitar que estes dois aparelhos fiquem no stand-by resulta em 55 euros na fatura anual de eletricidade. Por outro lado, trocar cinco lâmpadas incandescentes de 60 watts por lâmpadas economizadoras resulta numa poupança de 32 euros.

A ERSE anunciou hoje um aumento de 3,8 por cento nas tarifas da eletricidade para os domésticos, que no caso desta família típica corresponde a um aumento anual de 18 euros.

Uma fatura mensal média de 36,66 euros inclui mais de 21 euros em custos associados aos custos de decisão política, especialmente as energias renováveis e a co-geração, bem como o custo das redes de transporte de energia.

O regulador também comparou os preços da eletricidade em Portugal com a média da União Europeia, com a média da Zona Euro e com Espanha.

No primeiro semestre de 2010, de acordo com dados do Eurostat, os clientes domésticos em Portugal pagavam 8,7 por cento abaixo do preço em Espanha, 2,6 por cento menos que a média europeia e 8,2 por cento menos que a média da zona euro.

Já a indústria portuguesa, refere a ERSE em relação ao mesmo período mas sem considerar o IVA, pagava 14,5 por cento abaixo do que pagam as indústrias espanholas, menos 7,4 por cento que a média da UE e menos 10,9 por cento que a média da zona euro.

 

Via Ionline



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Terça-feira, 07.12.10

Natal em tempo de crise

 

A família Matos começou a dar presentes só aos solteiros da família há cinco ou seis anos. "Não é nada contra o casamento. Mas o Natal é para eles, para os mais novos", explica Amílcar, o patriarca, acrescentando: "E assim sempre se poupa muito dinheiro. O Natal tornou-se uma época deconsumismo." 

Uma das forma de gastar menos dinheiro no Natal, e continuar a manter as tradições familiares, é optar por dar presentes até uma certa idade: nesta época o significado das ofertas é maior para as crianças do que para os adultos; estabelecer uma idade-limite evita que se troquem vários presentes de baixo valor que muitas vezes nem representam o espírito de Natal.

Desta maneira, este ano a família Matos não vai gastar mais nem menos do que em anos anteriores. Ao contrário da maioria dos portugueses, que prevêem gastar 575 euros em compras de Natal este ano - valor que reflecte uma descida de 6% em relação a 2009, de acordo com um estudo da consultoraDeloitte apresentado em Novembro. As medidas de austeridade adoptadas pelo governo e asdificuldades financeiras parecem ter sido o motivo para o orçamento de Natal diminuir em 2010. Apesar disso, a redução do orçamento familiar nacional é bastante inferior à média de outros países europeus também afectados por restrições orçamentais, nomeadamente a Grécia e a Irlanda. De acordo com o "Xmas Survey 2010", a diminuição das despesas com as festas natalícias é de 21% na Grécia e de 11% na Irlanda.

Margarida Lopes, 25 anos, há vários Natais que oferece saquinhos com biscoitos aos amigos. "Como sempre, haverá bolos feitos por mim para todos. Mas a lista de presentes de Natal vai ser mais curta: mais presentes partilhados e todos eles mais baratos", explica ao i

Procurar alternativas para reduzir a despesa em época de crise - e apesar do subsídio de Natal - parece ser imperativo. Na hora de comprar, é essencial já ter cumprido uma das tarefas mais importantes: organizar a lista de pessoas a quem comprar presente. Depois de saber a quem vai oferecer presente de Natal, é importante definir um preço máximo por cada prenda: estabeleça preços razoáveis e procure combinar com os outros membros da família valores-limite para que ninguém os ultrapasse.

Uma forma mais económica de fazer a festa é planear o acontecimento: com maior antecedência, é possível pensar em alternativas de presentes feitos em casa. Se souber costurar e fazer malha, pode oferecer camisolas, toalhas, colchas. Agendas e calendários são outra alternativa para quem tenha jeito para os trabalhos manuais.

VENDER PARA COMPRAR A sua lista de Natal parece não ter fim? Opte por dar lembranças - a preços mais baixos - em detrimento de presentes muito caros (e guarde-os para os aniversários). Se os seus filhos já forem crescidos, decerto há brinquedos que pode tentar vender online ou a amigos e familiares: com a venda dos presentes mais antigos vai conseguir poupar para os deste ano. 

Outra alternativa é o "familiar secreto", um sorteio com papelinhos em que cada membro da família tira um e oferece um presente apenas a essa pessoa. Se não tiver mesmo orçamento para este Natal, não desespere: troque prendas por promessas. Ofereça-se como babysitter enquanto os seus tios ou amigos vão ao cinema ou então encarregue-se de ir ao supermercado durante um mês para os seus pais ficarem livres da ida às compras. Se estas dicas não chegam para diminuir o suficiente os gastos deste ano, seja mais precavido em 2011. Depois deste Natal compre um mealheiro em saldos (as promoções começam imediatamente a seguir ao dia de Natal) e comece a poupar já para o Natal do próximo ano.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 17.11.10

A situação não é para brincadeiras. O Pai Natal também está falido e tornou-se mendigo.

Ainda assim o Natal não deixa de ser uma época especial em que nos lembramos de quem mais amamos e é por isso que, mesmo com as dificuldades que se avizinham, não podemos deixar de o passar em harmonia com todos aqueles que nos são mais queridos.

Nem o Pai Natal vai conseguir fugir à crise
Nem o Pai Natal vai conseguir fugir à crise

Se o Pai Natal está na miséria, vamos ajudá-lo.

Cinco sugestões para poupar (e muito) na quadra


1º Junte-se com os seus e peça a cada um que traga alguma coisa que se coma;

2º Não gaste um cêntimo com as decorações. Procure na arrecadação os enfeites de Natal dos outros anos e volte a utilizá-los;

3º Certamente que tem algumas velas novas nas gavetas. Ou então acenda as que já foram usadas. Não vai precisar de comprar mais apenas por uma noite;

4º Não vá para aquelas filas intermináveis dos hipermercados na época de Natal. Procure a mercearia lá do bairro ou da terra da sua mãe e compre exclusivamente o essencial;

5º PRENDAS? Poupar aqui é o mais fácil: Estabelece desde de logo um lema para toda a família respeitar. Por exemplo: "Dar as prendas mais originais sem gastar dinheiro";

Seis exemplos de prendas de borla...


1º Não tem lá para casa uma colecção de CDs que já não ouve? Então despache-os e ofereça-a ao primo, tio ou outro membro da família que sempre os cobiçou. Aproveite e junte esta mensagem original: "Disseste-me uma vez que adoravas esta colecção, é com todo o carinho que me lembrei de ti";

2º Porque não recorda o croché e o põe em prática umas semaninhas antes do Natal, fazendo uns cachecóis para as suas primas? E depois diga com aquele ar feliz e contente: "Fui eu que fiz";

3º Se houver crianças, porque é que não combina com as outras mães e fazem-nas trocar brinquedos entre si? O que era do outro, o seu filho ia adorar certamente. As crianças gostam e cobiçam sempre aquilo que é do outro e que não têm. (Os adultos também, mas isso é outra história);

 

4º Se há quem tenha cães, ofereçe um cartão, criado por si, com contactos úteis de hotéis e outros serviços de norte a sul do país para os amiguinhos de quatro patas;

 

5º Se for um cibernauta habitual, versátil a navegar e a descobrir coisas naInternet, pode sempre criar uma prenda muito especial: Dedicar umblogue a alguém muito querido. Com fotos, vídeos e mensagens únicas. Depois de o oferecer, pode sugerir que a pessoa continue a alimentar esse blogue;

 

6º Se for versátil com tecnologia e edição de imagem surpreenda toda a família com um vídeo feito por si. Uma produção que contenha fotos e vídeos antigos, que todos vão adorar recordar. Faça cópias em CD ou DVD e ofereça a todos os membros da família.

..mais um, mas imaterial


Você gostaria tanto de oferecer uns bilhetes para uma peça de teatro à sua mãe ou avó mas, infelizmente, o teatro nem sempre é acessível a todas as carteiras, principalmente no período de crise que atravessamos.

É por isso que aqui lhe deixo outra alternativa. Esta certamente que toda a família vai adorar ter na noite da consoada.

Junte alguns elementos da família e preparem vocês mesmo diversos números para apresentarem uns aos outros, como se de uma peça de teatro se tratasse. Vai ver que os vizinhos ainda lhe batem à porta para querer assistir.

Como fazer então esse show de variedades?

- Uns podem cantar;

- Outros podem dançar;

- Há sempre aqueles que sabem contar anedotas (atenção, só são válidas as de bom gosto e sem brejeirices);

- Outros pode muito bem declamar poemas ao som músicas bonitas que um outro elemento da família toque;

- Depois não se esqueça que há ainda a possibilidade de alguém poder preparar um número especial com o cão ou o gato da casa. Já pensou como era divertido?

Seria um espectáculo digno de uma noite em família em que você mesmo poderia brilhar, mostrando os seus dotes e incentivando os seus cunhados, irmãos, primos e tios a fazerem o mesmo. Pense nisso;

A melhor prendas de todas


Nos dias que correm há certamente uma prenda que todos nós gostaríamos de receber das pessoas que amamos:Um voucher de tempo. Sim, leu bem: o tempo é actualmente é um dos bens mais preciosos do mundo, já que praticamente ninguém o tem.

Faça da seguinte maneira: Escreva num cartão elaborado por si a frase:  "Voucher de 24 horas do meu tempo só para ti".  Com disponibilidade e marcação prévia. Verá que a pessoa que o receber vai ficar imensamente feliz. Mas lembre-se: essas 24 horas são para passar realmente dedicadas a quem as ofereceu, sem telemóveis, computadores ou o que quer que seja que roube um segundo dessa prenda que deu quem ama.

Recuperar o (verdadeiro) espírito natalício


Já viu agora quantas soluções existem para passar um Natal sem gastar praticamente um cêntimo?

Lembre-se que poupar dinheiro é a melhor atitude que podemos ter para este Natal, mesmo que estejamos bem empregados e tenhamos um bom subsídio de Natal.  Até porque 2011 vai ser bem penoso e convém começar já a poupar.

Posto isto, embora ainda seja um bocadinho cedo, resta-me deixar este vídeo e desejar a todos um FELIZ NATAL!

Santa Claus Singing Jingle Bells, His Favorite Christmas Song

 


 

Via A vida de saltos altos



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Terça-feira, 16.11.10

O Cavaco e a fraude do século

 

Cavaco Silva disse, na apresentação da sua recandidatura, que não vai haver um único cartaz/outdoor seu na próxima campanha.

Cartaz de Cavaco nas próximas eleições presidenciais:

Custou-nos 4 mil milhões....

 

Recebido por mail



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Terça-feira, 09.11.10

Como comprar melhor

 

Em tempos de crise, não há como contornar a questão: quanto mais barato comprar, melhor. Por isso, é preciso estar bem atento a todas as opções. No supermercado, nas lojas e na internet, não faltam opções para adquirir aquilo de que necessita a preços mais baixos, e com a mesma qualidade. Na maioria dos casos, os truques são simples e o seu orçamento familiar agradece. Tome nota das dicas.

Compre com lista O segredo para não gastar mais do que deve no supermercado é garantir que só compra aquilo de que realmente precisa. Faça uma lista das necessidades da sua casa e discipline-se: compre só o que determinou, fuja aos produtos em promoção, vá espreitando os preços nos panfletos na caixa do correio, use cesto em vez de carrinho e marque dias específicos para ir às compras, de maneira a gastar tudo o que tem em casa antes de comprar mais. Desta forma também conseguirá poupar nas deslocações ao supermercado. Outra regra a seguir passa por não ir às compras quando estiver com fome: isso vai condicionar as suas compras e fazê-lo comprar produtos de que não necessita. Tenha atenção ao prazo de validade dos produtos.

"Nuestros hermanos" Se vive perto da fronteira com Espanha, não hesite. Comprar produtos em supermercados espanhóis vai ajudá-lo poupar, sobretudo a partir de Janeiro. A maioria dos produtos à venda em Espanha deduzem 18% do IVA: em Portugal, o Orçamento do Estado para 2011 prevê um aumento deste imposto para os 23%, o que se vai reflectir no preço final dos produtos.

Outra opção é comprar produtos de marca branca: em alguns casos podem custar metade do preço dos de marcas de referência (como os supermercados gastam menos em marketing, conseguem produtos a preços mais baratos sem prejuízo da qualidade). Além das marcas próprias, opte também por comprar em quantidade sempre que possível, sobretudo produtos com prazos de duração mais alargados, e compare preços com quantidades.

Cozinhe em casa Aproveite para apostar numa alimentação mais saudável e habitue-se a confeccionar as suas refeições em casa. Mesmo que leve comida para o trabalho, o facto de a confeccionar em casa vai poupar-lhe algum dinheiro: não se esqueça de que pode fazer comida para duas ou três refeições, e fazê-la render mais. 

Cozinhar pode ser uma excelente forma de relaxar e de rentabilizar as sobras de comida. Fazer o próprio café, em vez de ir bebê-lo à pastelaria da esquina, pode garantir a poupança de alguns euros por semana. Por exemplo, num agregado familiar de quatro pessoas em que cada uma beba dois cafés por dia fora de casa (oito cafés por dia a 0,50 cêntimos), em 365 dias pode poupar até 1460 euros.

Invista online "Comecei por comprar banda desenhada pela internet há dois anos e meio, porque faço colecção. Na internet há muita oferta, mas na altura era difícil convencer o meu pai, que achava estranho por causa do cartão de crédito", conta Daniel de Sousa Rodrigues, 22 anos, ao i. "Agora compro roupa, jogos, livros, de tudo um pouco, e cerca de uma vez por semana", acrescenta Daniel, que usa sobretudo o eBay. 

Para compor o armário, Nádia Torquato, 23 anos, começou há um ano a comprar roupa no ASOS.com. "Tive vontade de procurar coisas diferentes e apercebi-me de que as coisas eram mais baratas e a oferta muito maior. Assim passei a andar com coisas diferentes das das outras pessoas. Procuro sempre as pechinchas. Os produtos normalmente chegam na mesma semana em que se encomendam", conta ao i.

As opções são mais que muitas: o Plubee - online desde Junho - tem todos os dias promoções, entre produtos de beleza, bem-estar, restaurantes e lazer. A ideia do site é facilitar a compra de bens não-essenciais, mesmo em tempo de crise. Na mesma linha destaca-se o Groupon, que conta com campanhas de curta duração, principalmente ofertas em restaurantes a menos de 70% do preço. Em matéria de roupa e acessórios, o Club Fashion é a opção portuguesa mais conhecida. Com descontos entre 30% e 80%, é possível comprar roupa, sapatos e acessórios de marcas conhecidas a preços mais baixos.

 

Comprar online: o que se poupa em taxas e nas alfândegas

 

Um dos pontos essenciais a ter em atenção quando compra algum produto pela internet é a cotação da moeda do país onde está a fazer compras. No caso, por exemplo, de comprar um produto no Reino Unido, tenha em consideração que a libra vale mais do que o euro e, por isso, é necessário converter o preço em euros para saber se a compra compensa realmente. As compras a partir dos Estados Unidos serão, neste momento, mais protegidas, já que o valor do dólar é inferior ao da moeda única europeia.
No entanto, no caso de encomendas vindas de espaço norte-americano, há que ter em conta as despesas de transporte e os valor de desalfandegamento (IVA e direitos aduaneiros) – o que, a somar ao valor do produto, o pode tornar mais caro do que se fosse comprado em alguma loja em Portugal. 
O valor pago na alfândega – em produtos encomendados fora do espaço europeu há grande probabilidade de por lá passarem – depende da categoria do produto, determinado na pauta aduaneira. Por isso é essencial calcular todas as despesas decorrentes da compra online  antes de efectuar o pagamento do produto em questão: no site da Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC) pode consultar a pauta aduaneira, de maneira a saber a que classe pertence o produto que deseja encomendar e que taxa terá de pagar. 
No caso do IVA, a quantia é calculada sobre o valor total da encomenda mais os direitos aduaneiros. Estas despesas aplicam-se apenas a compras online fora do espaço europeu: normalmente as encomendas dentro da Europa não exigem este tipo de pagamento.

 

Via ionline



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Terça-feira, 02.11.10

 

 

Como poupar

 

 

Poupar um euro por dia ou reduzir despesas diárias - como eliminar algumas refeições fora de casa - são alguns dos truques usados pelos consumidores quando a época é de cortes, pois há gastos desnecessários que somados podem fazem toda a diferença ao fim do mês. 

Pode parecer uma tarefa simples, mas nem sempre é fácil de executar, já que o orçamento familiar dos portugueses é cada vez mais apertado e dá pouca folga para pôr algum dinheiro de parte. Tanto que todos os anos se assinala o Dia Mundial da Poupança - dia 31 de Outubro -, que tem como objectivo lembrar os consumidores para a necessidade de guardar algum dinheiro extra para cobrir eventualidades. 

"A poupança deve ser vista como uma despesa que tem de ser paga logo no início do mês, dentro do princípio de pague a si próprio primeiro", refere ao i Susana Albuquerque, da Associação de Instituições de Crédito Especializado (Asfac). E, na realidade, a oferta de produtos do tipo "pague a si próprio primeiro" no mercado é variada, mas a rentabilidade oferecida é pequena, o que torna a escolha complicada. 

Mas, apesar das dificuldades, a opinião é unânime junto de vários responsáveis: é cada vez mais imperativo poupar e, acima de tudo, equilibrar as contas mensais. Elaborar um orçamento familiar poderá dar uma boa ajuda neste campo, já que fica a saber concretamente quanto dinheiro pode gastar e, ao mesmo tempo, quanto é que sobra para que consiga poupar. 

"Em primeiro lugar, deve-se poupar para um almofada financeira, a usar em situações inesperadas, e depois para atingir objectivos de médio ou longo prazo, como são exemplo a compra de um equipamento para o lar, de uma viagem, de um automóvel, etc.", diz Susana Albuquerque. Opinião partilhada pela Associação de Defesa do Consumidor (Deco), que defende que "se há lição que os portugueses devem aprender no actual cenário de crise económica, é a importância de criar uma base sólida de poupança como forma de acautelar dias difíceis. O desemprego e a incerteza geraram receios e alguma contenção, quer nas famílias, quer nas empresas". 

Evitar entrar em ruptura financeira deverá ser uma preocupação que domine o nosso dia-a-dia. Para isso, o ideal é que as famílias portuguesas vivam abaixo dos seus rendimentos. Aliás, esta é uma das máximas que já é aplicada pelos homens mais ricos do Mundo. "Não é aquilo que ganhamos que determina que as nossas finanças são melhores, mas aquilo que gastamos e poupamos", salienta Susana Albuquerque, acrescentando ainda que "tão importante quanto automatizar a poupança para que ela seja concretizada, é definirmos objectivos para a mesma, para a tornar ainda mais motivante".

Aposta

Para aproveitar a ocasião, os bancos multiplicaram-se em iniciativas, com a maioria das instituições financeiras a lançarem produtos específicos para este dia. 

O BCP lançou, na última sexta-feira, o depósito a prazo "Poupa Mais". A remuneração é atribuída de acordo com o saldo apurado a 31 de Dezembro, ou seja, quanto mais o cliente poupar até ao final do ano, maior será a taxa atribuída às suas poupanças. O prazo é de 90 ou 180 dias, não renovável, e exige um montante mínimo de investimento de 2 mil euros. 

O Santander Totta apostou na campanha "Soluções Integradas" que inclui um conjunto de soluções de poupança com remunerações de 4%. É o caso do "Depósito Triunfador" e do "SuperPoupança Ídolos", em que este último apresenta liquidez permanente e sem penalização de juros, com taxa garantida durante um ano e pagamento mensal de juros. 

Também o BPI tem uma oferta variada neste campo. Exemplo disso, são os Depósitos Especiais (entre um e oito anos), com capitalização automática dos juros, que beneficiam de uma fiscalidade mais favorável a partir do 5o ano (adiamento e redução da tributação de rendimentos). 

Já o Banif apresentou o "Depósito a Prazo Dia Mundial da Poupança". Um depósito a três anos que é valido até ao dia 2 de Novembro. O montante mínimo de constituição é de 500 euros e apresenta taxas crescentes até 5%.

Presença neste mercado tem também o Montepio, que comemorou o dia da poupança com o lançamento do "Montepio SuperPoupança". Trata-se de um depósito a prazo a 4 anos, com um mínimo de constituição de 5 mil euros e com taxas de juro crescentes e pagamento anual de juros.

 

Como Poupar

 

Depósitos a prazo

Capital garantido  Os depósitos a prazo foram perdendo cada vez mais terreno face a outros produtos alternativos de poupança. A fraca rentabilidade poderá justificar este comportamento. Mesmo assim, há produtos que apresentam rendimentos interessantes, com os juros a rondar os 4%. Na maioria dos casos, estes valores são praticados no final da aplicação. A explicação é simples: conseguem atrair  capitais e, ao mesmo tempo, fidelizar os clientes. A verdade é que, em Julho, as instituições financeiras captaram junto das famílias portuguesas 8,286 mil milhões de euros em novos depósitos, um aumento de 31% face ao mês anterior, ou seja, cresceram ao maior ritmo de sempre desde que o Banco de Portugal começou a compilar os dados, em 2003.

 

Fundos

Risco moderado Fundos imobiliários podem ser uma alternativa. Apresentam um rendimento potencial superior às taxas de curto prazo (Euribor) e é possível investir em imóveis com pequenos montantes. Por exemplo, 500 euros. Mas nem tudo são vantagens, pois não apresentam garantia de rendimento nem de capital. Os fundos de obrigações são outra opção para quem está a pensar em investir a médio e a longo prazo. Neste caso, beneficia de uma carteira de investimentos com alguma diversificação, o montante mínimo de investimento é reduzido e pode beneficiar com as taxas de longo prazo e os ganhos cambiais. No entanto, conte com algum risco (baixo a médio-baixo), não há garantia de rendimento e arrisca-se a  perder em caso de subida das taxas de juro de longo prazo.

 

Certificados do Tesouro

Investimentos a 10 anos Este produto foi lançado pelo Estado no mês de Julho e tem vindo a atrair cada vez mais investidores. Trata-se de uma aplicação de dívida pública mais vocacionada para o aforro de médio e longo prazo. Aliás, este produto de poupança não é compensador para períodos inferiores a 5 anos, para este caso há depósitos mais rentáveis. As taxas de juro aplicadas têm vindo, no entanto, a cair. Em Setembro os juros atingiram 5,15%, um valor inferior em relação a Agosto, altura em que atingiu 5,35%. O montante mínimo de subscrição é mil euros e o máximo é um milhão de euros. Permite resgate antecipado – total ou parcial – nas datas anuais de pagamento de juros. Caso ocorra fora dessas datas, perde direito a remuneração no período entre último pagamento de juros e o resgate.

 

Certificados de aforro

Taxas pouco atractivas Foram o produto de eleição dos portugueses a nível de poupança durante muitos anos, mas têm vindo a perder adeptos devido às fracas taxas de remuneração oferecidas. Quem subscrever este produto no próximo mês vai ser remunerado com uma taxa de 1,109%, valor superior ao de Outubro que era de 0,996%. A rentabilidade dos certificados de aforro depende, em larga medida, da Euribor a três meses, que tem estado em alta ao longo das últimas semanas. A verdade é que a actual taxa de remuneração de base é reduzida e há depósitos a prazo com taxas superiores. Convém não esquecer que o dinheiro não está disponível nos primeiros três meses. O montante mínimo exigido para investir é de 100 euros , já o máximo é 250 mil euros. Ganha prémios de permanência.

 

Plano Poupança Reforma (PPR)

Benefícios fiscais reduzidos Além de garantirem um complemento para uma reforma mais confortável, permitem deduzir o investimento no IRS. Este produto vai, no entanto. perder boa parte do seu interesse em 2011, com as alterações introduzidas pelo Orçamento do Estado. De acordo com a proposta, os PPR passam a ter um benefício máximo de 100 euros, mas, dependendo do escalão de rendimento, pode até ser inferior. Segundo a “Proteste”, quem já tem dinheiro em PPR deverá manter este investimento, para evitar penalizações pelo resgate antecipado, pois este ano ainda está garantido o benefício máximo, mas depois deverá avaliar se compensa. Deve também ter em conta as comissões, superiores a produtos financeiros semelhantes, nomeadamente na subscrição e entregas.

 

Acções

Risco elevado Investir em bolsa poderá representar um bom negócio, com elevado potencial de valorização, mas nem tudo são vantagens: o risco é elevado, não há garantia de rendimento, nem de capital. Para quem está a pensar em investir nos mercados bolsistas há sempre umas regras que deve seguir. Os 
especialistas aconselham os potenciais interessados a fazer este investimento a longo prazo (pelo menos cinco anos), para ultrapassar as flutuações regulares do mercado e para quem tem um pé-de-meia maior, de 20 mil euros ou mais. Deve também dividir para reinar: Ao escolher títulos de diferentes países e sectores, consegue reduzir as flutuações do seu investimento. Tenha em conta o intermediário financeiro que escolhe, saiba que uma escolha acertada pode representar uma poupança de centenas de euros.

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 25.10.10

sexo em tempo de crise

Segundo a sexóloga Marta Crawford, em momentos de maiores dificuldades, os casais tendem a praticar menos sexo.

 

Até o sexo sofre com a crise? A resposta é: "sim, sofre". Segundo a sexóloga Marta Crawford, "apesar da pessoa poder viver um momento de descontração que dá energia e bem estar e, além disso, sem custos, a verdade é que em momentos de grande preocupação, principalmente as mulheres rejeitam este tipo de intimidades".

Ou seja, em tempos de crise o desejo também fica em défice e os casais tendem a não o praticar, afirma a sexóloga, que no entanto ressalva que nem todos reagem da mesma maneira.

Marta Crawford explica ainda que a crise e a instabilidade provocada por sucessivas más notícias desencadeia nos homens e nas mulheres reações diferentes. Se elas perdem o desejo sexual, com eles isso pode acontecer, mas com mais frequência os homens têm a capacidade de  "usar o sexo para se sentir bem, ainda que por breves momentos".

No entanto, sublinhou a especialista, "também há muitos homens que vivem muito mal esta ansiedade e que ficam com problemas de disfunção erétil".

 

Via Expresso



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Segunda-feira, 04.10.10

Ontem, depois de ouvir o Primeiro-Ministro no debate quinzenal lembrei-me deste vídeo do youtube que por aí circulou. Já só falta vê-lo fazer esta acrobaciaHilariante. Veja.

O debate de ontem não acrescentou grande coisa. Corrijo: não acrescentou nada. Malabarismo atrás de malabarismo. A uma pergunta simples e directa reponde-se com três insinuações. Umas graçolas à moda do largo do Rato, uns submarinos para aqui, umas pensões da PT para ali e fica tudo baralhado.

Se entrasse um ministro nu a correr por uma ponta do hemiciclo e saísse enrolado num fardo de palha pela outra provavelmente ninguém acharia estranho no meio de tanto surrealimo e irrealismo. Mas pelo menos sempre se saía um bocadinho do registo habitual.

É que palha por palha, e para variar um pouco, preferia ver um destes senhores a ficar enrolado nela. E não sermos sempre nós os enrolados a carregar o fardo. Veja o vídeo. Imagine o resto.

Via 100 Reféns



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Quarta-feira, 29.09.10

Já conhecíamos o Senhor dos anéis. Agora, numa altura em que o Senhor deve andar a vender os anéis, ficámos a conhecer os Senhores das Águas de Portugal. E um estranho fetiche por popós topo de gama. Gastam que se fartam.

Este é um daqueles casos que só veio a público porque tudo o que é em demasia acaba por feder. E a água choca sente-se à distância. Resumindo: foi notícia porque apesar das muitas viaturas que as Águas de Portugal (AdP) já possuía para uso de quadros intermédios e gestores em 2010, e tendo em conta a conjuntura em que nos encontramos, estes senhores continuaram a renovar a frota como se fossem correr o Dakar.


E como água não lhes falta, preferiram gastar dinheiro em equipamento automóvel para enfrentar o deserto em que nos encontramos. Foram 34! Novos veículos topo de gama só este ano. BMW´s, Renault, Citroen, etc. À escolha do freguês que a "besta" do contribuinte paga, mesmo que não tenha dinheiro para trocar a sua própria viatura. São400 o número de automóveis em que os senhores das águas se passeiam. E este valor não inclui veículos de trabalho, piquete etc. Estamos a falar apenas dos veículos para os altos quadros usarem como entenderem. Não será um bocadito para o exagerado? Imoral? Absurdo? Vergonhoso?

 

O Ministério das Finanças e o do Ambiente acharam que sim (depois de ter ser noticiado, obviamente) e ordenaram a suspensão de "imediato, em todo o universo de empresas pertencentes ao Grupo Águas de Portugal, o plano de renovação da frota automóvel", abrindo, no entanto, uma porta para "situações excepcionais de carácter urgente e inadiável, susceptíveis de comprometer a eficácia do desempenho operacional da empresa". (fonte DN, citando a Lusa)

 

Mais hilariante é o gasto em gasolina e na manutenção de viaturas. Atente-se: segundo relatório de 2009 só com o popó do Presidente da AdP foi gasta a módica quantia de 12 734 euros, acrescem 2805 euros em combustível. Juntando os valores gastos pelos 5 vogais, dá um total de 71,5 mil euros. Segundo o Correio da manhã "só um dos vogais teve um gasto em combustível de 7186 euros". Que maravilha. Deve ter sido um grande Dakar. Provavelmente ainda fez uma perninha no Mundial de todo o terreno de Marrocos.

 

A AdP usou, só em 2009, 955 mil euros das garantias estatais de 1,47 milhões. Mostra bem a saúde financeira da Empresa. Mas para além deste tipo de regalias, popós, telemóveis, gasolinas, nunca esquecer que a maioria das chefias das empresas públicas tem um vencimento superior a 4 mil euros/mês. E são tantos os chefes. Milhares.Se virarmos uma empresa pública de pernas para o ar eles caem como os trocos do bolso de um arrumador. E normalmente aumentam órgãos sociais enquanto cortam nos trabalhadores (é ir ver ao relatório).

 

E com tudo isto o Ministro das Finanças ainda tem a lata de dizer no Parlamento que não sabe onde cortar? Olhe Sr. Ministro corte na "mama" instalada em tudo o que é empresa pública. Só aí tem muito que cortar.

Via 100 reféns



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Sexta-feira, 23.07.10

Os sapatos Prada do Papa

 

Se a proposta dos políticos entregarem vinte por cento dos seus salários (não pagam impostos como os outros?) aos pobres viesse de qualquer outra pessoa, ninguém com o mínimo de juízo hesitaria em denunciar o mais desbragado populismo. Porquê os políticos e não todos os outros? Em dizer que em tempo de crise cai sempre bem fazer este género de discurso. Mas como foi um bispo, tem tudo de fingir que estamos perante uma proposta digna de debate.

Uma proposta tão populista como a de, por exemplo, dizer à Igreja dos pobres deveria entregar as suas riquezas. Citando D. Carlos Azevedo, isso sim, “era um testemunho concreto”. Mais populista do que recordar que a preocupação com os pobres deveria ter feito o clero português nunca ter aceite estar isento do pagamento de impostos. E muito mais populista do que lamentar que tão severo rigor com os políticos cristãos lhe tenha faltado quando vivíamos numa ditadura e, com algumas excepções, a hierarquia da Igreja andava de braço dado com o poder não eleito e criminoso.

A justiça social faz-se com políticas fiscais redistributivas. Sim, os que ganham mais – todos – devem pagar mais. Contamos com a Igreja para essa luta? Faz-se com combate à corrupção. Faz-se com o reforço do Estado Social. Não se faz com demagogia barata que tenha a democracia como alvo.

Na imagem: os sapatos Prada do Papa. Todos sabemos ser demagogos.


Via Arrastão



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Quarta-feira, 26.05.10

Era para ser uma simples entrevista no programa televisivo “Desaynos de TVE”, mas as declarações de José Sócrates estão a espalhar-se pela internet. Não propriamente pelo conteúdo, mas sim pelo castelhano do primeiro-ministro que o próprio classifica de “portunhol”.
A entrevista de Sócrates anda a fazer furor sobretudo nas redes sociais. Durante o fim-de-semana, uma das brincadeiras do Twitter pôs vários utilizadores portugueses a tuitarem em portunhol. Dos “lienkes” aos “simelhanti”, as palavras foram sendo escritas numa mistura entre o português e o espanhol. Uma iniciativa que começou no Facebook, com o grupo Rosé Siocratiés.
No programa, a entrevistadora agradece a José Sócrates ter falado em espanhol. O primeiro-ministro lá diz que não, que o seu espanhol é muito pobre, mas remata com a frase: “É um prazer poder falar portunhol na televisão espanhola”.
Veja o vídeo.



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Sexta-feira, 21.05.10

Pega de caras

 

Via Henricartoon



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Quinta-feira, 20.05.10

Teixeira dos Santos fala das novas taxas do IRS

 

Todos os salários e subsídios (de férias, de Natal) recebidos desde o início deste ano vão pagar mais IRS. Na quarta-feira passada o i titulou, correctamente, que a nova taxa agravada do IRS vai afectar todo o rendimento de 2010.
Só que, nesse dia, e apesar das insistências, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e o gabinete do ministro, Teixeira dos Santos, não quiseram ou não tiveram capacidade para explicar o que realmente tinham em mente: diluir as taxas especiais do IRS (de 1% e 1,5% em sete meses do ano) pelo ano todo. Ontem, as Finanças até fizeram um comunicado, mas continuaram sem dar a explicação completa. Hoje, finalmente, o ministro das Finanças esclareceu como vai funcionar o novo esquema do IRS, na conferência de imprensa que se seguiu ao conselho de ministros.
Por esclarecer ainda fica a questão da retroactividade da nova taxa, problema que poderá ser facilmente levantado pois, na prática, o Estado vai cobrar mais impostos a rendimentos passados (auferidos de Janeiro a Maio).

As novas sobretaxas de IRS de 1% (para rendimentos superiores a esse valor) serão aplicadas de forma uniforme e equivalente ao rendimento do ano todo. Por exemplo: uma família com um rendimento de 12 mil euros brutos ano está hoje sujeita a uma taxa normal de 10,5% no IRS. A sobretaxa equivalente é 1% sobre sete meses ou 0,58% sobre 12 meses. Logo, a nova taxa agravada de IRS será 10,5% mais 0,58%, ou seja, 11,08%, explicou o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.



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Domingo, 09.05.10

Sócrates engolindo Sapos

 

Via Henricartoo



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Segunda-feira, 03.05.10

A palavra crise pouco dirá a quem vive em crise desde que vive? “Quem é muito pobre quer lá saber da crise!”, prega Esmeralda Mateus, presidente Associação de Moradores do Bairro de Aldoar, na zona ocidental do Porto. A reformada diz isto e logo o desdiz: “E se, com essa crise, acabam com o rendimento social de inserção [RSI]? De quê que esta gente vai viver?”

Há muito desocupado encostado às paredes limpas do bairro construído há 41 anos para alojar quem vivia nas barracas. “Não arranjam trabalho”, legenda Cecília Pinto, atrás do balcão do bar associativo, contas enegrecidas pelos fiados. A filha dela está com 20 anos e não vai além de umas horitas num infantário. “Tirou o 9.º ano. Fez um esforço, mas tirou-o, com a graça de Deus. Afinal, não sei para quê!”

Uma espécie de calvário é percorrido por quem não consegue entrar no mercado de trabalho ou dele sai e esgota subsídio de desemprego e subsídio social de desemprego sem conseguir reempregar-se. O RSI pode, então, surgir como única forma de atenuar a severidade da pobreza. Esmeralda Mateus não quer que se pense que a mais polémica prestação social é alguma fartuna: “Uma pessoa sozinha recebe 187 euros e isso para que dá? Onde estão as voltas de ouro que antes se viam ao pescoço? Foram vendidas ou estão no prego! Ainda bem que a canalha, agora, tem almocinho na escola! Todas as noites há gente a vasculhar os caixotes do lixo ao pé do supermercado!”

As notícias chegam pelo televisor incrustado na parede – sempre ligado na TVI: falam nas descidas do rating, nas turbulências na bolsa, nas pressões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Central Europeu, das medidas do Plano de Estabilidade Económica. Já nem as ouvem – é como se ali estivesse a professora do Charlie Brown a pronunciar frases incompreensíveis. Apesar de trazerem cortes no subsídio de desemprego, fiscalizações nas prestações sociais.

O tema deste momento é o tema de qualquer momento: sobreviver. E isso, agora, pode ser abalado com o aumento das rendas decretado pela câmara. Cecília pagava 32 euros por um T3 e passou a pagar 54. A crise dela é essa. Está nervosa, muito nervosa. Tem de pagar contas correntes de renda, luz, água e contas atrasadas de renda, luz, água. E, como ela, muitos vizinhos do bairro – alvo de recuperação no exterior e nas zonas comuns. Alegra-a o marido ter arranjado trabalho nas obras, em Espanha: “Uma pensão de invalidez de 200 euros que eu tenho! Ou pagava contas ou comprava comida! Não pagava, que os meus filhos têm de comer.” Mas não se sente segura: “Aquilo em Espanha também não está bom. A qualquer altura o podem mandar embora.”

Talvez a sua grande inquietação não seja, afinal, muito diferente da da classe média que com ela se cruza na freguesia. Diana Peres, engenheira civil de 25 anos, está preocupada com “a falta de emprego” e convencida de que “a verdade ainda não foi toda revelada”. José Fernando – fogueiro que a crise no têxtil atirou para a reforma antecipada – mata o tempo num minúsculo café comprado pelo filho, empregado no sector automóvel: “Se ele ficar desempregado, vem para aqui.”

Ana Cristina Pereira
Público
30/04/10

 

Via Meninos de ninguém



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Quarta-feira, 03.03.10

Carga laboral

 

Via HenriCartoon 



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Terça-feira, 29.12.09

Viagens de fim de ano esgotadas

 

 Funchal, Madrid, Roma, Paris, Marrocos. Os programas que estão em destaque nas montras de uma das lojas da Halcon Viagens, situada no centro de Lisboa, mostra que são já pouco variados os lugares disponíveis para quem deseja viajar para longe neste final de ano, quando faltam apenas três dias para entrar em 2010.


Mas mesmo que a data do reveillon não estivesse tão próxima, o sentimento geral é de que as principais operações já se esgotaram há várias semanas. Duarte Borges, do departamento de vendas da Halcon Viagens, confirma essa impressão, ao indicar que outras opções como o Brasil, Cabo Verde ou mesmo a grande maioria dos programas para a Madeira já ficaram sem vagas há muito tempo, mas todavia está longe de festejar essa notícia e aponta para um desequilíbrio no mercado. "Este ano tem havido alguma procura, mas a oferta tem sido menor, porque temos mais dificuldade em conseguir disponibilidade [de lugares de transporte aéreo]", indicou ontem este responsável ao PÚBLICO. 

Com efeito, José Manuel Ferraz, director das Viagens Abreu, confirma que nesta época de fim de ano "houve um ajustamento da oferta" relativamente aos últimos dias do ano passado, o que sucedeu "em função da crise" que já nessa altura se fazia sentir no sector. Não fica no entanto insatisfeito ao constatar que "uma grande parte da oferta se esgotou com mais de um mês de antecedência", até porque na Viagens Abreu sentiram que "a procura [neste final de 2009] foi ligeiramente melhor do que no ano passado". 

Os programas para Cabo Verde (com charters especiais para as ilhas do Sal e da Boavista), Tunísia e Turquia e a oferta de cruzeiros no rio Douro (dois barcos contratados em exclusivo) são dois exemplos apontados por José Manuel Ferraz. Já em relação ao Brasil - para onde a Viagens Abreu realizou também dois charters, com destino ao Natal e à Baía - a oferta de lugares se esgotou mais tarde, "apenas entre 15 dias a uma semana antes do final do ano". 

Quanto à Madeira, que já é uma tradição de reveillon para os portugueses, este ano se houve diferença foi para melhor. A contrariar a tendência geral da diminuição de lugares disponíveis, que se fez sentir para outros destinos, neste caso houve até um aumento de vagas. O resultado, no caso da Viagens Abreu, foi que a procura acompanhou e deu-se uma subida de cerca de 20 por cento nas vendas. "Excedeu um pouco as expectativas, mas teve muito que ver com o crescimento da oferta", sublinha o mesmo responsável. 

Este aumento da oferta reflecte-se na operação da TAP, por exemplo. Nestas três semanas de época de fim de ano (entre meados de Dezembro e a primeira semana de Janeiro), dentro do que já é hábito, a companhia aérea realiza para o Funchal mais 77 voos de ida e volta do que é habitual no resto da operação de Inverno, indicou o porta-voz da transportadora, António Monteiro.

 

Via Público



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Terça-feira, 16.06.09

 Mecado da vida

 

O SEF e a Autoridade para as Condições do Trabalho estão atentos ao mercado de homens, semelhante às praças da jorna dos anos 60. Mas têm actuado mais nas empresas de construção civil do que sobre os angariadores de ilegais.

Na última grande operação do SEF no Campo Grande, em Setembro de 2008, foram fiscalizados 38 carrinhas de transporte de trabalhadores de construção civil e instaurados processos de contra-ordenação a sete empresas.

O mercado de homens do Campo Grande surgiu há cerca de dez anos, no boom da construção civil. Mas nem a crise fez baixar a oferta e a procura de mão-de-obra para as obras.

Todas as madrugadas e manhãs, dezenas de imigrantes, legais e ilegais, esperam que uma carrinha os vá buscar perto do estádio do Sporting, no Campo Grande.

Há oito anos que Dimitri vem todos os dias à 'feira de homens'. "É a única forma de conseguir dinheiro", justifica o moldavo.

Desde as 5h30 que Dimitri aguarda por um lugar numa das dezenas de carrinhas que estacionam em segunda fila. "Nos últimos dois meses tem sido mais difícil. Não me dão trabalho", queixa-se.

O imigrante ficará por ali até às 11h00, ao lado de um grupo de ucranianos e africanos. Nenhum deles irá trabalhar naquele dia. "Somos os excluídos", vaticina.

Wagner tem mais sorte. Às 7h00, o jovem brasileiro entra numa Ford Transit que o levará para uma obra em Cascais. Foi escolhido há quinze dias para pintar as paredes de uma fábrica por cerca de €5 à hora.

Nenhum dos imigrantes que falou com o Expresso tem contrato de trabalho. A maioria irá receber, em dinheiro vivo, ao fim do dia. E os salários estão abaixo da média de um vulgar trabalhador de construção civil.

Via Expresso

Há vidas dificeis.... uma noticia que nos deve deixar a pensar.

 



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Domingo, 19.04.09

 



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