Segunda-feira, 20.12.10

 

A equipa "Coração na Guiné" está a levar a cabo mais uma feliz campanha para ajudar os meninos e meninas da Guiné-Bissau!

Desta vez, a ideia é juntar o máximo de livros, gramáticas, prontuários e dicionários de língua portuguesa possíveis, novos ou usados, para ajudar a equipar 15 oficinas de língua portuguesa e reabilitar 2 bibliotecas de uma escola primária.

Apesar do Português ser a língua oficial da Guiné-Bissau, o Crioulo é ainda maioritariamente falado assim como os dialectos regionais tais como o Mandinga e o Mandjaco.

Na Guiné, as condições de ensino são ainda muito precárias e o acesso a livros, dicionários e manuais escolares em português é muito limitado.

À semelhança da maioria dos países africanos, o ensino público na Guiné-Bissau é marcado por grandes carências a vários níveis. O parque escolar encontra-se muito degradado, a maioria das escolas não tem água nem luz e escasseia material de trabalho tão elementar como livros, quadros escolares ou giz...

Uma triste realidade que podemos ajudar a modificar, contribuindo para esta campanha!

 

Via  SORRISOS SEM COR

 

Para mais informação ir aqui: http://www.coracaonaguine.com/



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Quarta-feira, 03.11.10

Criança de 10 anos dá à luz

 

Uma criança com 10 anos de origem romena deu à luz um bebé no hospital de Gerez (Cádis) em Espanha – avança o jornal espanhol “El País”.

Segundo a conselheira do departamento para a igualdade da AndaluziaMicaela Navarro, o bebé ficará com a família. A técnica mostrou-se  surpreendida e confirmou que a mãe e o recém-nascido se encontram em “perfeitas condições de saúde.”

Entretanto o jornal “Diario de Jerez” já informou que o bebé nasceu com 2,9 quilos no hospital de Gerez na quarta-feira passada.

Em 2008 – o último ano para o qual o Instituto Nacional de Estatísticas espanhol disponibiliza dados - 48 menores de 15 anos deram à luz. Nesse mesmo ano, em Espanha, outras 177 menores deram à luz.

Em Portugal, mais de 10% das interrupções voluntárias de gravidez ocorrem emadolescentes com idades até aos 19 anos. Em 2009, 4347 jovens, entre os 12 e os 19 decidiram levar a gravidez até ao final, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

 

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 20.10.10

Enfermeira diagnostica cancro através do Facebook

 

O Facebook é, sem dúvida, uma das maiores redes sociais do mundo, com milhões de utilizadores em todo o mundo, e já foi responsável por várias histórias curiosas que se tornaram notícia.

Desta vez, o "Daily Mail " publicou a história de Grace, uma menina de dois anos a quem foi diagnosticado um cancro raro através de uma fotografia publicada no perfil da mãe.

Nicola Sharp é enfermeira pediátrica há 20 anos. Enquanto visitava as fotografias da sua amiga Michele Freeman no Facebook detetou algo estranho numa delas, em que Michelle aparecia com Grace, a sua filha de dois anos.

É que a menina tinha o olho direito com um reflexo vermelho, mas o outro estava branco. "Normalmente os olhos ganham um tom avermelhado nas fotografias, mas quando o olho está branco, pode significar que algo está errado", explicou a enfermeira ao jornal. Nicola alertou de imediato a amiga, para que Grace fizesse exames médicos.

Diagnóstico confirmou cancro na retina

 

Acabou por se descobrir que a criança tinha um retinoblastoma, um cancro na retina, bastante raro. Dois tumores estavam alojados no olho esquerdo, do qual Grace já tinha perdido totalmente a visão.

A cegueira não tinha sido detetada uma vez que a criança tem apenas dois anos, e se não fosse o alerta de Nicola, provavelmente a doença não teria sido diagnosticada a tempo.

A mãe, Michelle, afirmou em declarações ao "Daily Mail", que acredita que Nicola terá salvo a vida da sua filha. "Não há dúvidas para mim de que Nicola salvou a vida a Grace. Não havia quaisquer indícios de que Grace tinha um problema nos olhos e nunca teríamos sabido sem a ajuda de Nicola."

A menina de dois anos tem agora que viajar de Heywood, onde habita, para Birmingham, de quatro em quatro semanas, para fazer um tratamento com laser. Terá sempre de fazer exames para monitorizar o seu estado de saúde, mas deverá sobreviver.

Este tipo de cancro apenas afeta crianças mais pequenas, adianta a notícia do jornal britânico, e quando diagnosticado cedo, como aconteceu com Grace, há uma grande probabilidade de cura.

 

Via Expresso



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Domingo, 25.07.10

Por vezes há pessoas más.. porque sim!

 

"Não sei o que fizemos de errado", disse-me a doente no meu gabinete de psiquiatria. Era uma mulher inteligente e que sabia expressar-se, com pouco mais de 40 anos, que me procurou com queixas de depressão e ansiedade. Ao discutir as pressões que enfrentava tornou-se claro que o filho adolescente era, há muitos anos, a mais importante.

Em miúdo, explicou, lutava muitas vezes com outras crianças, tinha poucos amigos íntimos e a reputação de mau. Ela esperara sempre que ele mudasse, mas na altura ele estava quase com 17 anos e ela sentia-se cada vez mais abatida. 

Perguntei-lhe o que queria dizer com "mau". "Detesto admiti-lo, mas ele é cruel e não tem compaixão pelos outros", respondeu. Em casa era provocador e mal-educado, muitas vezes insultava os familiares. 

Entretanto mandara avaliá-lo por vários pedopsiquiatras, que o submeteram a testes neuropsicológicos exaustivos. Os resultados eram sempre os mesmos: estava no escalão superior da inteligência, sem vestígios de dificuldades de aprendizagem ou doença mental. A mãe perguntava a si mesma se ela ou o pai teriam sido de alguma forma negligentes. 

Nem um nem o outro, ao que parecia, se tinham saído tão bem nas avaliações psiquiátricas como o jovem. Um terapeuta notara que não eram inteiramente coerentes no que dizia respeito ao filho, especialmente em termos de disciplina: ela era mais permissiva que o marido. Outro terapeuta sugeriu que o pai não estava suficientemente presente e insinuou que não era um modelo forte para o filho. 

Porém, havia um inconveniente com as explicações: este casal em teoria com dificuldades conseguira educar dois outros rapazes bons e adaptados. Como teriam conseguido, se eram tão maus pais?

A verdade é que tinham uma relação diferente com o filho difícil. A minha doente foi a primeira a admitir que se zangava muitas vezes com ele, algo que quase nunca acontecia com os irmãos. 

Havia outra questão fundamental em aberto: se o rapaz não sofria de nenhuma problema psiquiátrico demonstrável, o que se passava? 

heresia? A minha resposta pode parecer herética, vinda de um psiquiatra. Afinal tendemos a ver o mau comportamento como uma psicopatologia a exigir tratamento: não existem pessoas más, apenas doentes. Mas talvez este jovem não passasse de uma pessoa má. 

Durante anos, os profissionais de saúde mental foram treinados para ver as crianças como meros produtos do seu ambiente, intrinsecamente boas até serem influenciadas no sentido contrário. Por trás de um mau comportamento crónico estava um pai ou uma mãe. 

Contudo, embora não pretenda deixar os maus pais fora do assunto - infelizmente são demasiados, dos malignos aos apáticos -, permanece o facto de pais decentes poderem criar filhos malvados. 

Quando digo "malvados" não quero dizer psicopatas. A literatura científica é abundante em escritos sobre psicopatas, incluindo as histórias de abuso na infância, a tendência precoce para violar as regras e a crueldade com colegas e animais. Alguns estudos sugerem que este comportamento anti-social pode ser modificado com ajuda dos pais. 

No entanto, não se tem escrito muito acerca de pais bons com filhos doentios. 

resistir aos filhos Outro doente falou--me do filho, então com 35 anos, que, apesar dos muitos privilégios, tinha mau génio e era mal-educado com os pais - recusava-se a devolver telefonemas e emails, mesmo quando a mãe esteve muito doente. "Temos dado voltas à cabeça para perceber por que razão o nosso filho nos trata assim", contou-me. "Não sabemos o que fizemos para merecer isto." Aparentemente, muito pouco. 

Admiramos a criança resistente que sobrevive aos pais mais doentios e ao pior ambiente em casa e consegue ter êxito na vida. Contudo, o contrário - a noção de que algumas crianças podem ser as sementes más de pais decentes - é difícil de aceitar.

Vai contra a ordem normal, não apenas por parecer uma avaliação triste e pessimista, mas por violar a crença social de que as pessoas têm um potencial praticamente ilimitado para a mudança e para o auto-aperfeiçoamento. 

Nem toda a gente se revela brilhante - tal como nem todos se revelam simpáticos e amorosos. E isso não será necessariamente devido ao fracasso dos pais ou ao mau ambiente doméstico. Acontece porque os traços de carácter que revelamos no dia-a-dia, como todo o comportamento humano, têm componentes genéticas, que não podem ser inteiramente modeladas pelo melhor dos ambientes, e menos ainda pelos melhores psiquiatras.

"Os pedopsiquiatras, hoje, acreditam que a doença está muitas vezes na criança e que as reacções da família podem agravar o cenário, mas não criá-lo por completo", diz o meu colega Theodore Shapiro, pedopsiquiatra do Weill Cornell Medical College. "A era do 'não há crianças más, apenas pais maus', passou." 

Lembro-me de uma doente me confessar ter desistido de manter um relacionamento com a filha de 24 anos. Já não suportava as críticas contínuas. "Ainda a amo e tenho saudades dela", disse, com tristeza. "Mas na verdade não gosto dela." Para o melhor ou para o pior, os pais têm pouco poder para influenciar os seus filhos. Por isso não devem precipitar-se a assumir todas as culpas - ou créditos - por tudo aquilo em que os filhos se transformam.



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Segunda-feira, 28.06.10

O Drama das crianças com Sida na África do Sul

 

Tem 18 meses mas mal sabe andar. Tem movimentos lentos quando gatinha. Senta-se, serena, e olha-me inclinando a cabeça. Olhos semicerrados e sem sorrisos. Olha-me.

É pequena. Muito pequena. E noto-lhe a fragilidade quando chega à minha beira. Acabei de chegar e estende-me os dois braços. Não é um pedido... é uma urgência. Não é um capricho. É uma necessidade. Nunca me viu mas precisa que lhe dê o que não tem. Estende-me os braços e pego-a ao colo.

É excessivamente leve. Mantém os movimentos lentos quando encosta a sua cabeça à minha. Meto-lhe a mão debaixo da camisola. Faço festas por cima de pequenas feridas. Dezenas delas, espalhadas pelo corpo. Não sei o seu nome para a confortar mas falo com ela inglês. Seguro-lhe a mão gelada enquanto a deito no meu colo. Seguro-a como se fosse minha. Aconchega-se e agarra, com força, o meu dedo. Larga-o para conhecer o botão do meu casaco ou para me tocar no rosto.

Chamam-na por um nome zulu. Lamento a minha dificuldade em pronunciá-lo. Todos os seus gestos transportam uma lentidão assustadora. Olha-me reflexiva. Intensa. Por pouco adormece. Ficava ali uma vida. Eu dar-lhe-ia uma, se tivesse.

Seguro-a com a ferocidade de quem a disputa com o tempo e com a doença. Tem 18 meses e não chegará aos 20 anos. É seropositiva.

Sento-me no chão do refeitório e correm três, desengonçados, para o meu colo. Um em cada perna, enfiados no ângulo do ombro e do braço. O da direita adormeceu ali... sujo de arroz e carne, tombou nos meus braços de sono. O outro mexe-me nos óculos, curioso. Ao fundo, Amigo arrasta-se de quatro com os seus 6 ou 8 meses. Ninguém sabe muito bem... A mãe deu-lhe o nome de Amigo e deixou o Amigo na maternidade. Pequeno, sozinho e infectado com HIV. Amigo saiu da sala de partos... para aqui.

Falta-lhes tudo. Saúde e mimo. E aqui, fazem o que podem.

Sedentos de ternura, partem para a sesta. Já fizeram a medicação da manhã. Partem para a sesta e não me vêem partir. Melhor assim... Não os quero ver partir. Ninguém os quer ver partir... Hoje adormeço com um coração geneticamente dorido.

Via Mundial à parte



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Segunda-feira, 10.05.10

Afonso encontrou dador de medula

 

A criança portuguesa natural de Macau que está em tratamento a uma leucemia no IPO do Porto encontrou um dador compatível, anunciou a família aos amigos que nos últimos meses se multiplicaram em acções de sensibilização para a doação de medula óssea

 

Afonso Couto, seis anos, filho do piloto português André Couto, que corre no Grand Turismo japonês, e da jurista Graça Saraiva, foi diagnosticado com leucemia em Outubro de 2009 depois de testes feitos na Tailândia e em Hong Kong.

Feito o diagnostico, Graça Saraiva rumou a Portugal onde tem permanecido com Afonso e com a irmã, Catarina, de apenas dois anos. No Porto, a criança tem sido submetida a tratamento de quimioterapia.

A campanha pela doação de medula óssea em nome de Afonso tem decorrido um pouco por todo o mundo, com desportistas como Nuno Gomes, Pedro Lamy ou Cristiano Ronaldo a darem a cara pela causa.

Dezenas de pessoas em Macau deslocaram-se a Hong Kong para se registarem como dadores.

Encontrado um dador para Afonso Couto, o transplante está agendado para dia 20 de Maio e agora a criança está «em mais uma etapa» para o que todos esperam sejam a sua cura.

Num email enviado aos amigos, Carlos Couto, arquiteto responsável pelo pavilhão de Portugal na Exposição de Xangai e avô de Afonso Couto, explica que a «luta continua».

«A todos, e foram mesmo muitos, um profundo obrigado pela ajuda, solidariedade, empenhamento e participação na grande campanha de doação de medula óssea. Vocês foram fantásticos e estão todos de parabéns», diz Carlos Couto.

O arquiteto recorda, no entanto, que a luta não acaba agora, até porque, como a própria família prometeu, nunca vão deixar a promoção da doação de medula óssea.

«Não se esqueçam que esta campanha não acaba aqui. Há muitas outras crianças e adultos ainda a precisar de todos nós. Vejam este resultado apenas como um incentivo e continuem a divulgar e a participar ativamente em todas as campanhas de registo de dador de medula óssea com a mesma força e com o mesmo empenhamento com que o fizeram até hoje», concluiu.

 

Via Sol



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Segunda-feira, 26.04.10

Chamam-lhe “SS”. Chamam-lhe “SS” ou “Sempre Só” ou “Serralheiro Solitário” e riem-se. Riem-se como se o isolamento não doesse. Quando o souberam desaparecido, alguns colegas da cooperativa de ensino que frequenta em Riba de Ave julgaram que se atirara ao rio. Não imaginaram que tivesse caído numa suposta rede de tráfico humano.

Fora “referenciado” na escola. Quão difícil seria chegar ao coração de um solitário rapaz de 15 anos, oriundo de uma família numerosa, carenciada, com um pai ausente, a trabalhar em Barcelona, e uma mãe um tanto alienada por algum consumo de bebidas alcoólicas? Uma mulher ter-se-á feito passar por uma miúda da sua idade. Paulo (nome fictício) “encontrava-se” com ela na Net. Primeiro, no seu INSYS, oferta do e.escola, programa pensado para facilitar o acesso dos alunos do 5.º ao 12.º ano à sociedade de informação. Depois, num dos dois computadores do Café Triângulo, a uns 50 metros de casa, mesmo à entrada da zona urbana de Vizela.

Algo não batia certo. Amiúde, livrava-se das irmãs que com ele vivem – uma mais nova e outra mais velha – antes de descer o asfalto até ao café. Não gostava de usar o computador na presença se outros. Se alguém estivesse a usar um, abstinha-se de usar o outro. As más-línguas já se acotovelavam frente ao rapaz baixo, moreno. Pelos gestos delicados, julgavam-no a falar com alguém do mesmo sexo.

Naquela segunda-feira, 12 de Abril, saiu de casa cedo, como é seu costume em dias de aulas. Está a tirar um curso de educação e formação, que lhe dará equivalência ao 9.º ano e que poderá fazer dele um serralheiro mecânico. Não seguiu até à Didáxis, cooperativa de ensino. Em vez de ir às aulas, apanhou o comboio para o Porto, na ânsia de ver a amada. Na estação de comboios, olhou para um lado, olhou para outro: ninguém com um rosto igual ao que aparecia nas fotografias que ele tantas vezes contemplara. De repente, aproximam-se uma mulher e três homens. Conduziram-no, sob ameaça, a Santa Mariña do Monte, na zona rural de Orense, já do outro lado da fronteira.

Isto mesmo contou, primeiro, à Polícia Nacional (Espanha), depois, à Polícia Judiciária (PJ) e, entretanto, a alguns vizinhos baralhados com as versões contraditórias que circulavam de boca em boca. Parte do jogo de sedução há-de estar no telemóvel e no portátil que esta quarta-feira, na GNR, mostrou à PJ.

Sai das aulas às 17h30 ou às 18h30 e apanha o autocarro perto das 19h. Naquela segunda-feira, a noite caiu e não entrou na casa de pedra caiada e pintada de amarelo. Preocupada, a mãe cruzou o portão verde e virou à direita, em busca de um rapaz que também frequenta a Didáxis. O vizinho já chegara. Passavam uns minutos das 20h. O tio do rapaz, dono de um armazém situado na rua atrás, aconselhou-a a esperar mais um pouco. Por volta das 22h, levou-a à GNR. Escaldados com histórias de adolescentes que se atrasam ou escapam, os militares mandaram esperar. À meia-noite, a mãe e o vizinho tornaram ao posto – a tentar forçar diligências.

No dia seguinte, a notícia correu veloz. Um tanto conscientes da crueldade que reservam a Paulo, alguns colegas emudeceram. Teria posto fim à vida, como o miúdo de 12 anos que se atirara ao Tua? Naquele mesmo dia, telefonou à mãe a dizer que estava bem, que estava no Porto, que estava a trabalhar. A mãe tentou saber mais. A chamada foi cortada de forma abrupta.

Alguns vizinhos encontraram sentido: a família era apoiada, tivera sete filhos e perdera um; os três mais novos estariam ou já teriam estado debaixo de olho da protecção de menores. A PJ do Norte, porém, não se fiou na teoria da partida por vontade própria em busca de ganha-pão. A chamada ter-lhe-á, de resto, permitido perceber que estava em Orense. Impunha-se pedir colaboração a Espanha.

Os espanhóis resgataram-no na quinta-feira, 15 de Abril. Dormia num colchão esfarrapado, fechado numa cave, rodeado de sujidade, de desperdícios, de sucata. Terá sido forçado a trabalho árduo. Quem vivia perto nem desconfiava e tê-lo-á visto embrenhado em tarefas diversas.

Aquela era a casa de um casal metido consigo próprio. Empenhado na recolha de sucata, faria algum trabalho no campo, em Monterrei, outro município da província. E, numa quinta, ali mesmo, em Santa Mariña do Monte, teriam coelhos, galinhas e outros animais domésticos.

Naquele dia, as autoridades detiveram o casal e um homem que terá colaborado no alegado sequestro – os três aguardam, agora, julgamento no Estabelecimento Prisional de Pereiro de Aguiar, em Orense. Volvidos três dias, detiveram um irmão de um deles, em Madrid. A PJ e a PN investigam eventuais ligações entre este caso e casos de tráfico de pessoas para exploração laboral ou mesmo escravatura protagonizados por indivíduos que se movem entre Portugal e Espanha e que tanto usam documentação portuguesa como espanhola.

À entrada de Vizela, já não há pachorra para jornalistas. Familiares e pessoas próximas – como a vizinha que faz as vezes de encarregada de educação de Paulo e auxilia a família conforme pode – têm indicações da PJ para não falar. E acusam desgaste com o tratamento que o caso mereceu. Na escola, continuam a chamar-lhe “SS” ou “Sempre Só” ou “Serralheiro Solitário”. Às vezes, no recreio, as raparigas rodeiam-no, agarram-no, acompanham-no. Só para rir.

Ana Cristina Pereira

Público

24 de Abril de 2010

 

Via Meninos de ninguém



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Sábado, 24.04.10

Aliciamento de menores pela net está a aumentar

 

Entra-se num site de conversação para falar com os amigos. Um desconhecido mete conversa. Acha-se graça. Responde-se. Aos poucos a relação vai crescendo e, em pouco tempo, partilham-se histórias e fotos. Mas do outro lado da linha pode nem sempre estar alguém com boas intenções. Um abusador ardiloso, um assaltante interessado em informações da casa de família ou um traficante que alimenta uma rede de exploração laboral. Tudo casos reais.

A maioria dos aliciamentos através da Internet são de cariz sexual e vários inspectores da PJ ouvidos pelo PÚBLICO acreditam que estão a aumentar. Como tem aumentado o acesso dos mais novos a este meio de pesquisa e conversação. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, os menores entre os 10 e os 15 anos são os que mais utilizam a Internet. Em 2008, neste grupo etário eram 92,7 por cento os que indicavam utilizar a Net, contra 87,4 na classe dos 16 aos 24 e 69,5 na dos 25 aos 34. O número desce para 5,2 por cento no último grupo etário dos 65 aos 74 anos. 

Em 2005, apenas um terço dos menores entre os 10 e os 15 anos afirmava utilizar a Internet "todos ou quase todos os dias", uma percentagem que subiu para 55 por cento em 2008. 

Aumento de participações

O aumento de participações, acreditam os investigadores, é sinal de uma maior consciencialização de todos, sobretudo dos pais, que na maior parte das vezes denunciam os casos. "Muitas vezes os menores nem se apercebem que estão a ser vítimas de um abuso", explica o inspector-chefe da Directoria do Centro da PJ, Camilo Oliveira, coordenador do departamento que investiga os abusos sexuais. É que quando se fala de abusos não está implícito necessariamente o contacto físico. "Podem ser exibições através da câmara web, a entrega de fotografias íntimas ou a pura existência de conversas de cariz sexual entre um adulto e um menor de 14 anos", exemplifica. 

Para sensibilizar os menores para os riscos da Internet, especialmente para os aliciamentos sexuais, a Directoria do Centro da PJ assinou em Maio de 2007 um protocolo com a Direcção-Regional de Ensino do Centro. "Vamos às escolas explicar os riscos da Internet aos menores, aos professores e aos pais", concretiza Camilo Oliveira, que contabiliza 40 acções por ano. No Porto também foi feito um protocolo com a Direcção-Regional de Ensino do Norte, mas o objecto é a sensibilização para os crimes informáticos, desfiando fenómenos como o pishing (técnicas de acesso ilegítimo a contas bancárias movimentadas por Net) ou as burlas através da Net. 

Falta de dados

Em 2007, a PJ registou 67 casos de pornografia infantil via Net e das mais de 500 participações de abusos sexuais feitas nesse ano, 12 por cento eram relativos a crimes praticados através da Net. Camilo Oliveira não quer avançar um número mas garante que "uma boa parte" dos abusos sexuais que entram na sua directoria, já decorre de aliciamentos feitos através da Internet. Outros inspectores dão o mesmo testemunho e um até revela que o ano passado foi detido um pedófilo que abusou de uma menor logo no primeiro encontro, combinado através de um site de conversação. A PJ dispõe de dados, mas estes não foram disponibilizados em tempo útil. Já a Procuradoria-Geral da República diz que não dispõe de elementos "por ausência de um sistema informático capaz, já prometido mas ainda não criado".

Helena Sampaio, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, mostra-se preocupada com este fenómeno e aconselha os pais a acompanharem mais os filhos na utilização das novas tecnologias. "Não vale a pena proibi-los de ter acesso à ferramenta, mas alertá-los para os perigos que eles correm com determinado tipo de utilização", afirma a psicóloga. Crianças isoladas, com problemas de socialização e de auto-estima estarão mais vulneráveis a este tipo de aliciamento. Aos pais, Helena Sampaio sugere que façam algumas simulações de algumas situações de risco, para perceber se os filhos respondem da forma adequada e aconselhá-los se necessário.

 

Via Público



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Sexta-feira, 26.03.10

Onde deixar os miúdos nas férias

 

Se os miúdos mandassem, os programas de férias não tinham actividades pedagógicas. Prefiriam ir a Los Angeles conhecer a Miley Cyrus, à Disney Paris, a Londres, ou simplesmente ao espaço. Como isso não é assim tão simples e não queremos provocar um ataque de nervos aos pais, escolhemos 15 actividades para ocupar as duas semanas de férias dos mais pequenos. De norte a sul do país ainda é possível encontrar vagas. Mas apresse-se a marcar.

Apesar de serem miúdos, já sabem bem o que querem. Assim, há férias para todos os gostos, até para quem gosta de tudo um pouco. Há aulas de surf e de caiaque para os mais audazes. Mas os pais não precisam de se preocupar, porque há sempre monitores atentos para amparar as quedas. Para acabar de vez com a ideia de que os vegetais nascem nas prateleiras dos supermercados, inscreva-os nos ateliers de jardinagem e horticultura. E se o seu filho tiver queda para salvar o ambiente e os animais, pode sempre levá-lo para a colónia de férias do Monte Selvagem, no Alentejo ou até ao Jardim Zoológico, para darem uma mãozinha aos tratadores. Quem tiver veia artística, não faltam opções por todo o país.

 

Indecisos

 

Fundação Serralves, Porto


Há brincadeiras para todos os gostos e idades. Dos 4 aos 12 anos, os miúdos podem ser protagonistas de umas férias criativas e diferentes, em Serralves. Desde oficinas de construção, de pintura e ciência, ao maravilhoso mundo dos insectos, passando pela decoração de T-shirts e confecção de guloseimas da Páscoa (quem é que nunca quis ter uns bigodes de chocolate?) e exercícios de expressão corporal, cheios de luzes, cores e ritmos, tal e qual como nos sonhos. 
Preço: entre €40 e €50 
Quando: 29 Março a 09 Abril
Contactos: 226156587

 

Oceanário de Lisboa


No maior aquário da capital, a Páscoa é feita de cinco dias temáticos: são quatro a descobrir os oceanos e um a fabricar super-heróis. Os miúdos dos 4 aos 12 anos vão explorar o Atlântico, Pacífico, Índico e os oceanos gelados, e todos os bichos que por lá habitam. Há pinguins, peixes de todas as cores, ursos polares e, cuidado, tubarões. Com viagens fantásticas entre submarinos e viagens de algas, qualquer um pode proteger o ambiente, basta pôr uma capa, reciclar e poupar água.
Preço: €40 por dia 
Quando: 29 Março a 09 Abril
Contactos: 218917002/06

 

Associação Académica da Universidade do Algarve


Em Faro a brincadeira fica por conta do “Campus em Férias”.
Basta ter entre 7 e 11 anos para poder passar uma Páscoa em grande. Para os mais intelectuais há a ciência, para os mais irrequietos há hipismo e todo o tipo de desporto. Para quem gosta de aprender, pode fazê-lo através dos vários workshops pensados especialmente para os mais novos. Os lanches e os almoços também não estão esquecidos, assim como um CD de fotografias, para mais tarde recordar.
Preço: €80 
Quando: 5 a 9 de Abril
Contactos:  289818606


Miúdos Radicais

Surf Camp de Matosinhos

Quem nunca se imaginou em cima de uma prancha de surf, é um ovo podre. Melhor do que imaginar, é fazer-se às ondas. Com a escola Onda Pura, na praia do Titan, os miúdos dos 7 aos 15 anos, podem tornar-se surfistas a sério e praticar toda a espécie de desportos: futvolei,  basquetebol, andar de patins em linha e de caiaque. 
Preço: entre €20 e €120 
Quando: 29 Março a 09 Abril
Contactos:  9121000 47

 

Campo de Férias Castor, Landeira

O nome do local já promete: Quinta Contente. Aqui, os miúdos dos 6 aos 17 anos podem ser verdadeiros heróis. Só precisam de coragem e determinação para o kartcross, canoagem, slide, tiro com arco e ponte de cordas que o campo oferece.
Preço: €197,05 
Quando: 5 a 11 de Abril
Contactos: 265913324

 

Ginásio C. Português, Lisboa


Depois destas férias os miúdos (dos 4 aos 12 anos) vão dormir que nem anjinhos. Durante duas semanas há um mundo de actividades para explorar, que vai desde a capoeira, ao jogo do pau, passando pelos trampolins.  
Preço: €180 
Quando: 29 Março a 09 Abril
Contactos: 213841580

 

Eco-Kids

Jardim Botânico da Ajuda
Aqui, os verdadeiros amantes da natureza, dos 4 aos 12 anos, podem aprender jardinagem, como funciona uma estufa, a fazer uma horta,  expressão plástica e jogos tradicionais, ao ar livre e rodeados de árvores e ar puro. Vão esquecer-se que estão em Lisboa.
Preço: varia entre €50 e €270  
Quando: 29 Março a 09 Abril
Contactos: 213622503

 

Parque Monte Selvagem

Para esta aventura em Montemor-o-Novo é preciso saco-cama, lanterna, chapéu, repelente e protector solar. Só com estas armas será possível sobreviver às maravilhas do mundo selvagem e da conservação do ambiente. Para miúdos dos 6 aos 12 anos. Cuidado, há crocodilos.  
Preço: €70
Quando: 5 a 11 de Abril
Contactos: 265894377

 

Jardim Zoológico, Lisboa


É uma espécie de safari sem sair da cidade e com animais mais dóceis. No Zoo, os miúdos podem fazer peddy-pappers e ajudar os tratadores e treinadores. Há percursos temáticos para saberem tudo sobre répteis e mamíferos. 
Preço: €40 (1 dia); €144 (4 dias) 
Quando: De 29 de Março a 4 de Abril
Contactos: 217 232 910

 

Putos Einstein

 

Museu de Ciência, Coimbra


Como é que uma espécie desaparece do planeta?_Evapora-se? Vai para a lua? O programa Férias no Chimico, em Coimbra, é dedicado à biodiversidade e vai encontrar resposta a esta e muitas outras perguntas. Os pequenos cientistas vão aprender o que é isso da extinção e que animais estão em risco. 
Preço: €25 (3 dias); 
€8,5 (1 dia)
Quando: De 30 de Março a 1 de Abril ou 6 a 8 de Abril
Contactos:  239 854 350

 

Visionarium, Sta. M. da Feira


É melhor que um teste psicotécnico. Nas oficinas de Páscoa, do Visionarium, em Santa Maria da Feira, os miúdos vão experimentar uma profissão por dia: geólogo, químico, matemático, biólogo e astrónomo. São cinco dias repletos de actividades, para crianças dos 6 aos 12.
Preço: € 25 (1 dia), €110 (4 dias) 
Quando: De 5 a 9 de Abril
Contactos: 256 370 607

 

Ciência Viva, Bragança


Plasticina caseira, batatas espumantes e balões aerostáticos. Estes são alguns dos novos brinquedos dos miúdos que se aventurem no Centro de Ciência Viva de Bragança. Nas oficinas de Páscoa vão ainda a observar ao microscópio a água do rio e analisar impressões digitais.
Preço: € 40 
Quando: De 29 de Março a 1 de Abril; 5 a 9 de Abril
Contactos: 273 313 169


Mini Picassos

Teatro Maria Matos, Lisboa
Se os adultos utilizam as revistas para ler, as crianças podem transformá-las em arte. A proposta da oficina de Páscoa do Maria Matos, para miúdos, entre os 6 e 8 anos, é criar um mapa com recortes de revistas, lápis de cera pastel. Para os mais velhos, recomenda-se uma actividade que mexe com todos os músculos: dança.  
Preço: € 20 
Quando: De 29 de Março 1 de Abril
Contactos: 218 438 800

 

CCB, Lisboa


Há estudos que garantem que a fofoca faz bem à saúde. Nada melhor do aprender desde cedo. Descanse. Do CCB_não vão sair paparazzis. A oficina é dedicada à representação e o tema é a bisbilhotice, cusquice, como lhe quiser chamar. “Há boas e más bisbilhotices?”
Preço: €115 
Quando: De 29 Março e 1 Abril ou 5 a 9 de Abril
Contactos: 213 612 400

Museu do Traje, Viana do Castelo


Não há Páscoa sem ovos pintalgados de cores. Se tem em casa um mini Picasso, inscreva-o no atelier de artes plásticas do Museu do Traje, onde há espaço para fazer ovos da Páscoa cubistas e ainda podem fazer os ramos da madrinha, com flores de papel.
Preço: €5 (por dia) 
Quando: De 29 de Março a 4 de Abril
Contactos: 258 809 300

 

Via Ionline



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Domingo, 14.02.10

As crianças não comem... a culpa é dos pais!

 

 Ao longo dos últimos três dias, Rafael, Miguel e Martim estiveram debaixo de olho dos nutricionistas. O que tomaram ao pequeno-almoço, o que comeram a meio da manhã e o que almoçaram nos refeitórios foi examinado à lupa por três especialistas, nas páginas do i, que descobriram refeições equilibradas na escola e pequenos erros em casa. Cereais açucarados, chocolate misturado no leite ou fritos a meio da manhã são algumas das tentações dos mais novos a que estes pais devem estar atentos.


O principal problema, portanto, não está na escola, mas em casa. "Tem existido um esforço por parte dos estabelecimentos de ensino em proporcionar aos alunos uma alimentação saudável, mas essa estratégia esbarra muitas vezes na dificuldade que é convencer as crianças a não rejeitarem a sopa, os legumes ou outros alimentos essenciais para o seu crescimento", explica Rodrigo Marrecas de Abreu, autor de "O Grande Livro da Alimentação Infantil".

As boas práticas começam em casa e se o objectivo é ter filhos bem comportados à mesa, os pais têm de dar o exemplo, avisam os especialistas. Adultos têm de comer a sopa até ao fim e não esquecer de incluir as saladas e os legumes nas suas refeições. De nada vale ralhar com as crianças se os crescidos cometerem os mesmos erros - é uma regra básica na educação. "Os hábitos alimentares dos filhos são reflexos daquilo que os pais comem", esclarece Nuno Nunes, nutricionista do Hospital São Bernardo, em Setúbal. O comodismo é um pecado tão grave como a gula: as refeições rápidas e ultracongeladas podem ser soluções fáceis, mas só servem para perpetuar os maus vícios. "Usar a comida como prémio ou punição é tudo o que não se deve fazer em qualquer circunstância", alerta o médico. Quem quer crianças saudáveis precisa de corrigir as rotinas: "Jantar em casa é sempre com todos à mesa e a televisão desligada." 

Birras para não comer são o pesadelo de uma boa parte dos pais, mas a principal estratégia passa por não entrar em guerras com os miúdos. "Muitas vezes, as crianças comem tudo na escola e é em casa que surgem as dificuldades", diz Rodrigo Marrecas de Abreu. É preciso então perceber quando é que os filhos estão a usar a comida como tentativa para se afirmarem perante os pais. Nestes casos, o importante é encontrar alternativas: "Se os espinafres são o problema, os agriões podem ser a solução; se a pescada é o que eles não gostam, a corvina ou outro peixe com características semelhantes pode substituir essa falha." 

E se a birra persistir, o último recurso é usar a firmeza e a autoridade dos adultos: "Pode custar a princípio, sobretudo porque ao fim de um dia de trabalho, os pais têm pouca resistência para contrariar os filhos." E é por isso que planear as refeições com alguma antecedência é o melhor caminho para não cair em tentação: "Estamos habituados a pensar na alimentação a curto prazo. Comemos o que é prático e rápido e esquecemos que as crianças são mais exigentes."

Ter refeições equilibradas na escola poderá ser um descanso para os pais, mas isso não implica que o trabalho de docentes, autarquias ou do Estado esteja concluído: "O ideal é criar uma estratégia alimentar de educação transversal a todas as disciplinas, tal como se quer fazer, por exemplo, com a educação sexual", defende Rodrigo Marrecas de Abreu. 

O Ministério da Educação introduziu novas regras em 2007, proibindo alimentos como os doces ou os fritos, mas isso, por si só, é insuficiente, diz o nutricionista: "Não basta proibir é preciso ensinar as crianças a fazer as suas escolhas e, por enquanto, as escolas não ensinam as crianças a comer."

Promover campanhas de educação dirigidas aos professores e a toda comunidade escolar teria de ser o "primeiro passo" para sensibilizar os educadores para a importância da alimentação no combate à obesidade infantil, diz Nuno Nunes: O apoio de nutricionistas nas escolas para apoiar a elaboração das ementas é outra sugestão do médico do Hospital de São Bernardo, que defende a articulação entre os estabelecimentos de ensino e centros de saúde: "Por vezes, bastam soluções simples e com poucos recursos para ser possível mudar as rotinas de forma radical."



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Domingo, 31.01.10

Design pode ajudar crianças disléxicas

 

Conciliar a visão, o som e o movimento pode ser uma ajuda para as crianças disléxicas. A dificuldade em aprender a ler pode ser simplificada. Um recente projecto electrónico, que será apresentado nos Estados Unidos só em Fevereiro, promete ser uma ajuda para educadores e professores.

A investigação na área da Arte e do Design resultou num método, desenvolvido pela Universidade de Cincinnati, nos EUA, aplicado à língua inglesa. O objectivo é melhorar as capacidades de leitura de crianças entre os 9 e 11 anos.

O projecto consiste em associar o desenho da letra a algum objecto com esse som. "A criança com dislexia consegue ler a letra 'b'. Mas não consegue rapidamente lembrar-se que, a esse símbolo, associamos o som 'bê'", explica Renee Seward, ligada ao projecto.

A investigadora refere ainda que é essencial saber que a dislexia não se deve a problemas de percepção visual. Está enraizada na memória. Os indivíduos com dislexia têm dificuldade em fazer uma ligação rápida entre um som e a letra que representa esse som. O projecto, com o título Reading by Design: Visualizing Phonemic Sound for Dyslexic Readers 9-11 Years Old, será apresentado nos EUA e em Espanha nos próximos meses.

Via Expresso



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Terça-feira, 19.01.10

Casos há em que, indiscutivelmente, o "superior interesse da criança" dita que os casais homossexuais devem poder adoptar.

 

Dois grupos com posições irredutíveis polarizam a discussão sobre o direito de casais homossexuais serem candidatos à adopção. Os que são contra, invocando o derradeiro argumento do "superior interesse da criança", recusam alargar a receptividade que eventualmente mostram quanto à extensão dos demais direitos aos casais homossexuais. Também os que são a favor não esquecem o "interesse superior da criança", mas desvalorizam a necessidade de uma figura paterna e outra materna. A discussão é complexa e sempre surgem outras alegadas justificações para os casais homossexuais não poderem adoptar (associação entre a homossexualidade e o abuso sexual de menores, transmissão da orientação sexual dos pais aos filhos e discriminação pela sociedade das crianças de pais homossexuais), mas que são rebatíveis pelos factos - as duas primeiras - ou reaccionárias - a terceira. A derradeira barreira será sempre a necessidade de um pai e uma mãe, pois a generalidade da população aceita mal que se possa definir uma infância feliz de outro modo - posição que não pode ser descrita como "homófoba". Devemos porém distinguir duas situações. No caso da adopção de crianças que não são filhos biológicos de nenhum dos membros do casal, faz sentido discutir a importância da figura materna e paterna. Mas no caso da adopção de filhos biológicos de um dos elementos do casal, esta discussão perde importância, ao ponto de se tornar irrelevante. Isto, claro, se o "superior interesse da criança" for para levar a sério. Não se trata de uma excentricidade ou de uma questão de pormenor. Na Alemanha, Dinamarca, Islândia e Noruega , de momento, a adopção por casais homossexuais aplica-se apenas aos filhos biológicos de um dos membros do casal.

O "superior interesse da criança" é uma fórmula muito curiosa e pergunto-me se os que a usam para criticar a adopção por casais homossexuais mediram já as implicações do seu argumento. Quando uma pessoa com um filho biológico enviúva e depois assume uma relação homossexual, como invocar esse "superior interesse" para negar ao parceiro o direito a adoptar o filho do companheiro, se essa for a vontade deste, sendo certo que o grau de protecção da criança só poderia aumentar? Se este cenário parecer demasiado improvável, consideremos outro, mais recorrente: como justificar que não se dê a protecção legal devida ao filho biológico de um dos membros do casal homossexual gerado já no contexto de uma relação homossexual (por exemplo, com recurso a esperma de um dador)? Convém recordar que só uma sociedade distópica teria meios para impedir esta forma de gerar vida, embora não se imagine sequer como. Pois bem, se estamos perante uma inevitabilidade, não decorre daqui que o "superior interesse da criança" nos obriga a ceder o direito à adopção a casais homossexuais? Independentemente do que se possa pensar sobre estes modos de gerar vida, nenhum de nós tem o direito de impedir um progenitor que cumpra os seus deveres fundamentais de querer partilhar a responsabilidade na educação do seu filho com quem bem entender, se essa pessoa for também capaz de assegurar os seus deveres fundamentais (o que é avaliado em qualquer candidatura). Assim sendo, numa sociedade que preze a liberdade e o bem-estar das crianças, "debater" a adopção por casais homossexuais quando estão envolvidos filhos biológicos de um dos elementos pode dar uma boa e longa conversa de café mas o debate político só será bom se for curto.

Numa entrada futura escreverei sobre a adopção por casais homossexuais de crianças que estão em centros de acolhimento ou em instituições da Segurança Social.

Via Expresso



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Quarta-feira, 02.12.09

Striptease para todas as idades... com crianças a ver

 

"Um dia recheado de presentes e surpresas a que não faltou a animação musical, vários sorteios e a esperada actuação de 'go-go dancers'". Foi desta forma que a Câmara Municipal de Alicante descreveu no site oficial a animada festa de motards celebrada no passado 15 de Novembro emPilar de la Horadada. Mas a "animação musical" deu tanto que falar que acabou em tribunal. O motivo? A festa terminou com um espectáculo erótico, com direito a striptease, na presença de vários menores.

O evento foi organizado pelo Moto Clube 12 1 e contou com a supervisão da Câmara, que cedeu o espaço, mas o tribunal investiga agora a ocorrência de um possível crime de atentado ao pudorou provocação sexual.

Criticada pela oposição, a câmara está a ponderar retirar os apoios financeiros para as próximas edições, mas os organizadores argumentam que não receberam queixas e que as crianças estavam acompanhadas pelos pais.

Via Ionline



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Tiana, a princesa negra da disney

 

 O primeiro presidente dos EUA afro-americano foi eleito em Novembro de 2008. Passados 12 meses, surge a primeira princesa negra da Disney. A Tiana é uma jovem princesa de origem africana que tem o sonho de abrir um restaurante em New Orleans, a capital do Jazz. Trata-se da primeira princesa negra criada pela Disney e surge no novo filme de animação “The Princess and the Frog” (A Princesa e o Sapo), que se estreia este mês.

 

Depois de Ariel, Jasmine ou Cinderella, eis que surge Tiana. Desenhada à mão pelos criativos da Disney, esta nova princesa já causou alguma polémica nos EUA. Em Abril deste ano, o filme foi acusado de ser preconceituoso porque a protagonista começou por se chamar Maddy, nome parecido com Mammy, com que os americanos se dirigiam às escravas. A Disney também foi acusada de se ter aproveitado da obamania, apesar de o projecto ter sido iniciado muito antes da eleição de Barack Obama.
A famosa apresentadora Oprah Winfrey dá voz a uma das personagens secundárias do filme, mas Tiana é interpretada por Anika Noni Rose. Já o príncipe por quem Tiana se apaixona é interpretado pelo brasileiro Bruno Campos.  
Ouça aqui a banda sonora do filme criada por Randy Newman, já nomeado para Óscares por filmes como "Toy Story".

O filme chega dia 4 de Fevereiro às salas de cinema portuguesas.

Veja o vídeo de apresentação

Via Ionline

 



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Quarta-feira, 15.07.09

Vi a reportagem da Rita Marrafa de Carvalho antes de ir para o “ar” no Telejornal. Não me contive.

 

Ao fim de 19 guerras já pouco me impressiona., apenas o sofrimento de uma criança me solta as lágrimas.

Vejam o sorriso desta mãe e ajudem, se vos for possível.

Obrigado.

 

O sorriso da Carolina

Reportagem do Telejornal:

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Carolina-precisa-de-ajuda-para-aprender-a-andar.rtp&headline=20&visual=9&tm=8&article=232745

 

Site da Carolina:

http://www.carolinalucas.com/cuba.asp

 

 

Via Cheiro a Polvora 

 

 



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Quinta-feira, 09.07.09

Gripe A, como proteger as crianças

 

O alarmismo em torno de uma eventual epidemia de Gripe A pode gerar muitas dúvidas e ansiedade nas crianças. E nos pais também.

A melhor técnica para lidar com o assunto é responder às perguntas de forma simples, se possível exemplificando. " As crianças entendem perfeitamente, especialmente se os pais derem o exemplo", sustenta o pediatra Mário Cordeiro. Por isso, o melhor é deixá-las expressar-se sobre o assunto, levando--as a sentir que estão seguras.

Além disso, há que transmitir as regras de higiene necessárias para evitar o contágio. Lavar muitas vezes as mãos e evitar levá-las aos olhos, à boca e ao nariz devem ser princípios incutidos na rotina. Dormir bem e reforçar os cuidados na alimentação também pode fazer a diferença.

No caso de existir suspeita de gripe, "a criança deve sempre ficar em casa e ser observada por um pediatra", recomenda o especialista Paulo Oom. "Ir para a escola não é boa ideia para não haver o perigo de contagiar outras crianças e adultos", acrescenta. A febre deve ser atenuada com o uso de medicamentos contendo paracetamol ou ibuprofeno, porque "às crianças não devem ser dados medicamentos à base de ácido acetilsalicilico (aspirina)". A ingestão de líquidos "deve ser reforçada para evitar a desidratação e o apetite da criança deve ser respeitado".

Outra das dúvidas dos pais diz respeito à vacinação. "As crianças que normalmente tomam a vacina contra a gripe sazonal também devem ser vacinadas contra a Gripe A em Dezembro", defende a pediatra Arlete Crisóstomo. "É importante perceber que uma vacina não substitui a outra, já que são estirpes de gripe diferentes", justifica.

As crianças que tenham nascido prematuras ou que sejam portadoras de doenças crónicas apresentam maior risco e, por isso, devem merecer uma atenção especial.

 

Escolas: Isolamento aos primeiros sintomas

Todas as atenções estão viradas para Setembro, altura mais previsível para o vírus atingir em força o hemisfério norte. As previsões apontam para um contágio de 10% a 25% da população portuguesa, mas continua a haver grande incerteza quanto ao comportamento do vírus daqui a dois meses. Setembro é também o início do ano lectivo. As escolas e outros estabelecimentos de ensino assumem um papel importante na prevenção de uma pandemia. Devido à possibilidade de contágio e rápida propagação da doença entre alunos, tem de estar preparadas. Aos docentes cabe a tarefa de explicar às crianças as regras que devem ter em conta para evitar o contágio. A Direcção-Geral de Saúde emitiu uma série de recomendações específicas para estabelecimentos de ensino: sempre que um aluno apresente febre durante a permanência na escola, “deve promover-se o seu afastamento das restantes crianças e deve contactar-se os pais”, para que a criança seja observada por um profissional de saúde. Contudo, antes deve sempre ligar--se para a Linha Saúde 24.
 

 

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Quarta-feira, 01.07.09

Acolhimento infantil

 

 Crianças

Todos os lares de acolhimento vão ter equipas técnicas até ao final do ano 
30.06.2009 - 19h03 Lusa
A secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação garantiu hoje que o plano de qualificação da rede de lares de infância e juventude já aplicado em 111 instituições vai ser alargado às restantes 104 até ao final do ano. Este plano, que reforça as instituições com equipas técnicas, visa incentivar a desinstitucionalização, em tempo útil, de crianças e jovens em risco.

O Plano Dom - Desafios, Oportunidades e Mudanças - lançado em 2007 em seis instituições, e entretanto alargado a 111 das 215 existentes, prevê o reforço das equipas técnicas existentes em lares onde o seu dimensionamento se revele insuficiente face ao número e problemática das crianças e jovens acolhidas, assim como o desenvolvimento de acções de formação. Nos 111 lares foram colocados 286 técnicos.

Idália Moniz, que falava na Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura numa audição sobre o relatório de caracterização das crianças e jovens em situação de acolhimento em 2008, garantiu que a continuação do Plano Dom está prevista no Orçamento de Estado e que chegará a todos os 215 lares.

O relatório hoje discutido no Parlamento dá conta que cerca de dez mil crianças e jovens em risco estão em instituições de acolhimento, um número ainda considerado elevado, mas que, segundo o documento, revela uma tendência para diminuir de ano para ano.

Plano de Intervenção Imediata

O Plano de Intervenção Imediata é um documento elaborado anualmente pela Segurança Social e entregue à Assembleia da República, dando conta da situação das crianças e jovens em acolhimento. Segundo os dados relativos a 2008, mantém-se elevado o número de crianças e jovens em situação de acolhimento (9956 no total), mas há um decréscimo de 1406 face a 2007. 

A maioria das crianças e jovens continua a permanecer em instituições por períodos superiores a um ano (7801, ou seja, quase 80 por cento). Deste grupo de quase dez mil crianças e jovens, 2155 iniciaram o acolhimento em 2008, valor muito aproximado ao registado em anos anteriores, o que, segundo o relatório, indicia uma tendência de estabilização ao nível do número de novas entradas no sistema de acolhimento.

Idália Moniz defendeu hoje que, embora não tenha sido atingida a situação ideal - "não existir crianças institucionalizadas" -, o relatório aponta para melhorias significativas, como o aumento da desinstitucionalização na ordem dos 27 por cento, acima da meta estabelecida pelo Governo. O relatório, adiantou a secretária de Estado, permite um retrato da realidade, identificando as fragilidades e apontando caminhos para outras intervenções.

A título de exemplo, Idália Moniz referiu a aposta numa especialização do atendimento com base em quatro eixos: regresso à família de origem, autonomização dos jovens, acompanhamento especializado de jovens com problemas comportamentais e ainda resposta adequada às crianças e jovens deficientes que se encontram em acolhimento.

 



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Segunda-feira, 22.06.09

Os sonhos infantis

 

No fundo de uma casa lilás há uma porta azul que, ao abrir-se, mostra lá fora um corredor de nuvens alinhadas em montinhos de algodão. É o caminho que se percorre até chegar à outra ponta de um céu carregado de tons laranja. A viagem termina assim que os olhos abrem e, ainda antes de chegar à escola, a recordação desaparece para sempre. Em menos de nada, os sonhos fogem da memória dos miúdos. Agarrá-los antes de se perderem é uma oportunidade que os adultos têm para entender as emoções das crianças. "Os sonhos infantis são alertas para os pais, pois podem ser expressões de preocupações, de necessidades e de desejos dos filhos", garante a psicoterapeuta Natacha Rodrigues.


Mas descodificar as aventuras vividas pelos mais novos durante a noite não é tarefa instantânea. "Não existe uma correlação directa com o estado emocional da criança", avisa o pediatra Mário Cordeiro. A sua interpretação é sempre individual e varia de caso para caso. Depende, portanto, do momento, da história de vida e do contexto pessoal de cada criança. Mas, a vantagem é que são fáceis de entender. Nos sonhos infantis não há leituras nas entrelinhas, interpretações freudianas ou mergulhos nas profundezas do subconsciente. 

"Os sonhos das crianças são simples, breves e sem ambiguidades", explica Cristina Nunes, psicoterapeuta e directora associada da CliniPinel, clínica vocacionada para as as áreas de Psiquiatria, Psicoterapia e Psicanálise. São rastos de desejos por realizar, inquietações com algo que ficou pendente na véspera. "Retratam sobretudo aspectos pontuais mal resolvidos durante o dia e raros são os casos em que é possível interpretar o lado emocional mais profundo da criança", esclarece Cristina Nunes. 

Mas há sonhos que são recorrentes. Que fazem parte do imaginário colectivo de quase todos os miúdos. São símbolos universais, combinados com ingredientes culturais e individuais, explica Natacha Rodrigues: "Sonhar com monstros é muito mais comum em crianças do que em adultos, mas no Japão, por exemplo, o monstro pode adoptar a forma de um godzilla, enquanto que, em Portugal, cabe ao bicho-papão simbolizar o medo."

Medos Fugir sem hipóteses de fuga, ser perseguido por serpentes ou por feras, atormentado por bruxas e outras figuras fantásticas são alguns dos padrões infantis identificados pelo pediatra Mário Cordeiro. São vários os feitios que o medo assume para uma criança e poderão querer dizer que estão frustrados, se sentem culpados, frágeis, revoltados, com remorsos ou raiva: "Os sonhos agradáveis, por outro lado, poderão estar relacionados com a sexualidade ou erotismo, com a mãe, o nascimento, etc." 

As fantasias agradáveis são as mais facilmente partilhadas com os pais, ainda que por vezes possam ser embaraçosos para as crianças, adverte a psicanalista Luísa Branco Vicente. "Quando se está no período classicamente conhecido como edipiano, uma menina pode sonhar que casou com o pai e um menino com a mãe, e desta forma conseguir eliminar um rival." 

Outros sonhos são transversais a todas as idades, quase próprios da espécie humana. "Voar ou andar no céu, perder peças de roupa ou cair de um comboio são padrões recorrentes que, ainda assim, devem ser pensados em função do aqui e agora do sonhador", diz Cristina Nunes.

Pesadelos Acordar ao meio da noite com os pesadelos dos filhos já aconteceu à maioria dos pais. Em regra, não é motivo de preocupação: "Boa parte das vezes é apenas resultado do imaginário infantil que vai sendo construído a partir de experiências, jogos, filmes ou histórias que ouviram contar e que interpretam à sua maneira", defende a directora da CliniPinel. 

 

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Via ionline



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Quarta-feira, 03.06.09

A martinha encontrou um dador


 

A família de Marta, a menina de cinco anos que tem leucemia, anunciou esta terça-feira que foi encontrado um dador da medula óssea para a menina, cuja história desencadeou uma onda de solidariedade no Facebook.

 

O dador é um cidadão de nacionalidade espanhola. A informação foi dada ao médico de Marta, de acordo com o que revela Maria João Dray, tia da menina, ao tvi24.pt.

A campanha de sensibilização visa «desmistificar o que é ser dador», revela a familiar e estende-se desde Abril para fazer com que as pessoas se inscrevam como doadores. «Mais de 10 mil pessoas tornaram-se doadores nesta campanha», revela Maria João Dray, destacando a importância da internet neste tipo de acções. «O objectivo é que isto não pare», acrescenta.

Maria João Dray destaca também que existem outros casos como o de Marta, que podem não ser tão divulgados. Para se inscrever como doador, cada cidadão pode dirigir-se a centros fixos de recolha de sangue para medula espalhados por todo o país, como por exemplo, o Centro de Histocompatibilidade do Norte, no Porto e o mesmo centro sediado em Lisboa.

A família de Marta divulgou por vários meios e à escala mundial a história da menina, conseguindo contactar empresas que realizaram brigadas para a recolha de sangue de modo a encontrar um dador. As informações da história da menina e actualização dos locais onde se podiam inscrever encontram-se na campanha no Facebook campanha no Facebook 
e no blog 
também criado para o efeito.

O transplante ainda não tem data marcada, mas «será para breve», garante Maria João Dray.

 

Via IOL diario

 

Hoje precisava mesmo de ler uma boa noticia...e esta é a melhor que podia ter.. obrigado Mundo



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Terça-feira, 02.06.09

Um site para bebes

 

 Os pais criam um perfil, agrupam fotografias e vídeos sobre o bebé, registam a primeira palavra, os primeiros passos, as mães trocam experiências da gravidez, e assim vão também criando uma rede de contactos de futuros amigos para os filhos. No fundo, é uma espécie de Facebook dedicado a crianças. Contudo, há uma grande diferença entre o Totspot e a maior rede social da internet: a segurança na partilha de informação. "Era importante assegurar que apenas os contactos adicionados à rede de amigos teriam acesso à informação do bebé. A privacidade é completamente garantida", diz Tiago Pinto, programador. Ou seja, ao contrário do que acontece no Facebook, os utilizadores não podem consultar perfis e fotografias alheios.


Desafio de Harvard Tudo começou no Verão de 2005, num campo de férias do Google, uma feira para jovens talentos da informática que decorre todos os anos na sede da empresa, em Silicon Valley (Califórnia). Frederico Oliveira, estudante de Engenharia Informática na altura com 22 anos, deu nas vistas e foi convidado para colaborar no lançamento do Techcrunch (www.techcrunch.com), site de tecnologia que hoje tem três milhões de leitores diários. 

Frederico formou então uma empresa - a Webreakstuff - com Pedro Freitas, Tiago Pinto e outro amigo, Tiago Macedo, que abandonou mais cedo o projecto. Em 2007 chegou-lhes o primeiro grande desafio: dois recém-licenciados em Harvard pediam-lhes que desenvolvessem uma ferramenta que permitisse que os pais partilhassem informações dos seus bebés de forma segura. Assim nasceu, em Novembro de 2008, o Totspot (www.totspot.com).

"A ideia foi deles, mas todo o brainstorming foi feito em conjunto", conta Frederico. "Nenhum de nós tem filhos", acrescenta Pedro Freitas, 27 anos, programador, que contou com ajudas preciosas para criar o site: "Duas mães foram-nos aconselhando e direccionando no processo criativo."

 

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Via Ionline



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Quarta-feira, 20.05.09

É um miúdo de seis anos. Foi abandonado no centro de Córdova, uma das principais cidades espanholas, e aparentemente os pais não querem saber nada dele. Passaram duas semanas e ninguém procurou o miúdo, que foi aparentemente abandonado no domicílio familiar, o que preocupa as autoridades da Junta da Andaluzia. O caso chegou à imprensa espanhola, que cita a delegada governamental do Bem-Estar Social de Córdova, Silvia Cañero, garantindo que a criança - cuja identidade não foi divulgada - se encontra em "perfeitas condições de saúde".

É uma situação inédita, de resolução difícil: os pais do rapaz terão fugido de casa, situada na Calle Fernando IV, deixando-o para trás. Não deram qualquer sinal desde então nem nenhum outro familiar, directo ou indirecto, se lembrou até agora de procurar a criança, que deve ser entregue à Comissão de Menores. A partir do momento em que ingressar nesta instituição oficial, será aberto um prazo de três meses durante o qual os pais podem reclamar a criança. Se isso não suceder, o rapaz permanecerá sob a tutela da Comissão de Menores assim que um juiz decretar o "desamparo provisório".

 

O caso foi denunciado às autoridades de Córdova por um vizinho que se apercebeu do insólito abandono da criança.

 

Via DN

 

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Quarta-feira, 06.05.09

Qual é a probabilidade de encontrar um dador de medula óssea 100% compatível com o seu bebé de dez meses, a quem foi diagnosticada uma leucemia linfoblástica aguda de tipo B com apenas seis semanas de vida? Baixa mas não impossível.

Este é o caso de Rodrigo, um bebé madeirense que encontrou numa cidadã alemã uma medula 100% compatível, através do banco internacional de dadores. Agora o bebé e os pais, Pedro e Orvídia Sousa, preparam-se para mais um desafio: o transplante marcado para o dia 29 de Maio.

"O transplante será uma nova batalha, com todos os riscos que acarreta em termos de recuperação, pois os valores imunitários vão estar baixos. Basicamente a medula do Rodrigo vai ser destruída e será substituída por células sãs que irão comandar o sistema imunológico, e que esperamos consigam eliminar qualquer célula cancerígena que ainda haja no seu corpo", explicou Pedro Sousa.

A luta de Rodrigo começou em Agosto de 2008 quando, após diagnosticada a doença, viajou da Madeira até Lisboa para dar entrada no Instituto de Oncologia Português (IPO). Não havia histórico em Portugal de um caso de leucemia linfoblástica num bebé tão pequeno - um mês e meio - e os técnicos de saúde do IPO tiveram que recorrer a ajuda internacional. A resposta veio de especialistas da Holanda, e o tratamento que Rodrigo fez foi igual ao tratamento que outro menino com as mesmas características faria noutro lugar do mundo.

Depois de vários ciclos de quimioterapia e algumas complicações, os pais decidiram lançar um repto à população madeirense para que o maior número de pessoas possível se inscrevesse no centro de dadores, já que a semelhança genética entre ilhéus poderia aumentar as probabilidades de Rodrigo encontrar alguém compatível.

Finalmente veio o "abençoado telefonema" por que tanto os pais ansiavam e a dadora, encontrada não na Madeira mas na Alemanha. Descobrir um dador não parente 100% compatível com o Rodrigo foi "o óptimo", e a esperança "fortaleceu-se", porque na maioria das vezes as compatibilidades conseguidas são de 90%, ou 95%, sendo que até mesmo os irmãos podem não ser compatíveis.

"O transplante será um passo importante para o Rodrigo ficar bem e para podermos regressar à Madeira", disse o pai do bebé, que, depois de nove meses em Lisboa com o filho e a esposa, já chama a esta cidade 'casa'.

"Neste momento, o Rodrigo está em casa, em Lisboa, faz um ano a sete de Julho. Tem sido um 'fortalhão' e todos os dias o demonstra. Apesar de estar a fazer medicação, que é um ciclo de quimioterapia de manutenção para o transplante, tem se aguentado bem".

A campanha para encontrar um dador de medula para o Rodrigo já deixou um legado "precioso": quatro mil novos potenciais dadores inscritos na Madeira, onde este número não ultrapassava a centena e meia; a alteração de procedimentos no Centro Hospitalar do Funchal para acelerar o processo de doações; o aceleramento no processo de verificação de compatibilidade; e uma mensagem de esperança para todos aqueles que estão a passar por este processo.

Via Expresso

 

 

Longa vida para o Rodrigo



publicado por olhar para o mundo às 08:45 | link do post | comentar

Quinta-feira, 30.04.09

propósito deste post, lembrei-me de um mail que recebi hà dias.

 

Vejamos como mudaram os tempos.

 

Situação: O fim das férias.

 

Ano 1979:

Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.

 

Ano 2009:

Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia e caganeira.

 

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

 

Ano 1979:

Não se passa nada.

 

Ano 2009:

As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.

 

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga.

 

Ano 1979:

O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

 

Ano 2009:

A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

 

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

 

Ano 1979:

Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.

 

Ano 2009:

A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

 

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

 

Ano 1979:

Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

 

Ano 2009:

Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

 

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro.

 

Ano 1979:

Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.

 

Ano 2009:

A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

 

Situação: O Luís parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este.

 

Ano 1979:

O Luís tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

 

Ano 2009:

Prendem o pai do Luís por maus-tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

 

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.

 

Ano 1979:

Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.

 

Ano 2009:

A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego.

Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

 

Situação: Três meninos de 7 anos tiram a camisola e correm à volta de uma menina da mesma sala.

 

Ano 1979:

A menina diz-lhe que são uns parvos. Eles, que estavam tão divertidos, olham uns para os outros e sem que o consigam expressar por palavras concordam que é dificil entender as raparigas. Voltam a vestir-se e vão jogar à bola.

 

Ano 2009:

Já leram o primeiro episódio. 

 

Via Vila Forte



publicado por olhar para o mundo às 14:49 | link do post | comentar



publicado por olhar para o mundo às 10:41 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 20.04.09

Pai de actriz de "Slumdog" quis vendê-la por 310 mil euros 

 

O pai de uma menina de nove anos actriz de “Quem Quer ser Bilionário?” ("Slumdog Billionaire"), um filme gravado num bairro de lata de Bombaim, tentou vendê-la por 310 mil euros. Rubina Ali protagonizou a pequena Latika no filme que venceu oito prémios em Hollywood. “Ela agora é especial. É uma criança que ganhou um óscar”, justificou um membro da família para aumentar o preço da “adopção”.

Uma equipa do tablóide britânico “News of The World” fez-se passar por um xeque milionário do Dubai para entrar em contacto com a família de Rubina. O jornal tinha recebido a informação de que o pai da criança, Rafiq Qureshi, começou a pôr a hipótese de a vender depois de ter sido abordado por um casal do Médio Oriente que ficou comovido ao ver a pobreza em que vive Rubina, numa reportagem transmitida pela Al-Jazeera.

“Tenho que ter em consideração o que é melhor para mim, para a minha família e para o futuro de Rubina”, justificou Qureshi ao jornalista-xeque. “Não recebemos nada com este filme”. E foi quase num murmúrio que fez saber o preço que queria por ela, durante um encontro num hotel da grande metrópole indiana: “Vinte milhões de rupias”. Sensivelmente 310 mil euros.

O informador da equipa do “News” tinha afirmado antes que “a família de Rubina está furiosa porque, apesar de o filme estar a correr bem [tornou-se num sucesso de bilheteira em todo o mundo] e de a sua filha ter ficado tão famosa, ainda vivem em condições muito precárias”. Quando perguntou a Rafiq se ele estava a considerar dar a filha para adopção, o pai da rapariga respondeu: “Sim, estamos a ponderar o futuro dela”.

O “negócio” foi avançando com o cunhado de Rafiq, Rajan, como intermediário também. Não foram feitas perguntas sobre antecedentes, intenções ou sequer nomes dos pais adoptivos, escreve o jornal.

Quando o diário “The Times” foi visitar a família, na semana passada (sem nenhuma relação com as notícias de adopção), perguntou a Rafiq se achava que a filha tinha recebido um pagamento justo pela sua participação no filme de Danny Boyle. “Na altura achei que sim. Agora que vimos que está a correr tão bem já não tenho a certeza”, disse.

Rafiq revelou então estar desapontado por viver ainda num bairro de lata – igual ao que é retratado no filme – sem mais do que uma divisão para toda a família, que dorme no chão. Mas adiantou que o conselho local lhe prometeu uma casa depois das eleições legislativas, que estão a decorrer no país.


Rubina frequenta a escola, mas tem ainda assim continuado a trabalhar, tendo recentemente gravado um anúncio publicitário com a actriz Nicole Kidman, referiu Rafiq. Segundo o pai, esse trabalho foi mais bem pago do que um mês de filmagens para “Slumdog”, que lhe valeu 150 mil rupias (cerca de 2300 euros).

A equipa do filme diz que não quis inundar as crianças de dinheiro, e que em vez disso criou um fundo para garantir a sua educação. Também foi criado um plano de mais de meio milhão de euros para melhorar a vida de crianças indianas que vivem em bairros de lata, como Rubina.

O tráfico de raparigas para o Médio Oriente é um problema grave na Índia. Muitas são transformadas em escravas sexuais ou criadas domésticas. O “News” adianta que todos os anos, 11 milhões de crianças são abandonadas no país, tornando-se vítimas fáceis. 

 

Via Publico

 

Há coisas que me deixam sem palavras!



publicado por olhar para o mundo às 09:17 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Segunda-feira, 16.03.09



E assim 4 crianças ganharam uma família....há sonhos que se realizam...ainda bem.



publicado por olhar para o mundo às 00:08 | link do post | comentar

Domingo, 08.03.09

 

O tráfico de crianças é ainda uma realidade dos dias em que vivemos.... é este o mundo em que (ainda) vivemos.

 

 



publicado por olhar para o mundo às 19:49 | link do post | comentar

Quinta-feira, 05.03.09

Há sempre algo que podemos fazer, mais não seja, gritar ao mundo para que isto pare.


publicado por olhar para o mundo às 21:10 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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