Quarta-feira, 16.01.13
Fanny Ardant filma em Lisboa com actores portugueses e Gérard Depardieu

Realizadora não revelou quando Depardieu vai estar em Lisboa.

 

A actriz e realizadora francesa Fanny Ardant iniciou esta semana a rodagem em Lisboa do filme Cadências Obstinadas, que conta com actores como Nuno Lopes e Ricardo Pereira, Asia Argento e Gérard Depardieu.

 

Num encontro na quarta-feira com jornalistas, antes de iniciar o terceiro dia de rodagem, a realizadora explicou que Cadências Obstinadas cruza duas histórias num velho hotel em ruínas, uma delas o fim de uma história de amor que tenta ser reconstruída através da arte.

A rodagem prolongar-se-á por seis semanas em Lisboa, tem produção de Paulo Branco e, embora o fio condutor do filme seja em francês, a história será falada em português e italiano, por via do elenco internacional.
 
Além de Nuno Lopes e Ricardo Pereira, o filme contará com o actor francês Gérard Depardieu, a actriz italiana Asia Argento, o italiano Franco Nero e o belga Johan Leysen. Laura Soveral, André Gomes, Maria João Pinho ou Marcello Urgeghe são outros actores portugueses do elenco.
 
Escusando-se a revelar quando é que Gérard Depardieu estará em Lisboa para participar no filme, Fanny Ardant disse que o actor francês já tinha pedido para entrar na longa-metragem anterior, Cinzas e Sangue, mas que só agora conseguiram trabalhar juntos. Sobre as recentes notícias da nova nacionalidade – russa – de Depardieu, por questões fiscais em França, Fanny Ardant disse que isso é assunto para os jornalistas e elogiou-o como um dos melhores actores da atualidade.
 
Cadências Obstinadas é a segunda longa-metragem realizada por Fanny Ardant, depois de Cinzas e Sangue (2009), também produzida por Paulo Branco. A realizadora desvalorizou a diversidade de nacionalidades do elenco, sublinhando que “o cinema é internacional” e que o que lhe interessa mais é o que diz o olhar dos actores.
 
Fanny Ardant, de 63 anos, disse adorar Lisboa, uma cidade onde encontra muita diversidade, mas a história de Cadências Obstinadas “não pertence a lado nenhum”: “O filme não tem um ponto de vista turístico. Podia filmar em Paris sem aparecer a Torre Eiffel.”
 
Grande parte da equipa de rodagem do filme é a mesma que fez Os Mistérios de Lisboa, de Raul Ruiz, e Linhas de Wellington, de Valeria Sarmiento, ambos produzidos por Paulo Branco.    

 

Noticia do Público



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Sábado, 26.03.11
Filme de Manoel de Oliveira no primeiro Festival Internacional de Pequim
 
O último filme de Manoel de Oliveira, O Estranho Caso de Angélica será exibido na China em Abril, durante o primeiro Festival Internacional de Cinema de Pequim, disse hoje fonte da organização do certame. 

Co-produção envolvendo quatro países (Portugal, Brasil, França e Espanha), O Estranho Caso de Angélica, realizado em 2010, é também o único filme de um autor português incluído na programação do festival de Pequim, indicou a mesma fonte.

Cerca de 100 filmes estrangeiros - cinco vezes mais do que a quota anual de importação em vigor na China - vão ser exibidos no certame, entre 23 e 28 de Abril.

É «um festival sem prémios» e, alem de exibir filmes que provavelmente não chegarão às salas chinesas, pretende servir como «plataforma de cooperação» entre produtores, académicos e animadores de certames idênticos.

Entre os filmes já anunciados, e por ora só disponíveis em DVD piratas, figuram Cisne NegroA Rede Social127 Horas e O Indomável.

O Festival, organizado pela Administração Estatal da Rádio, Cinema e Televisão e o governo municipal de Pequim, assume-se como uma iniciativa «inovadora, aberta e orientada para o mercado».

Desde 2003, as receitas de bilheteira dos cinemas chineses subiram em média 35 por cento ao ano e em 2010 ultrapassaram os 1.086 milhões de euros, mais de 10 por cento dos quais facturados pelo filme de James Cameron, Avatar.

 

Via Sol



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Quinta-feira, 03.03.11
 
Os actores Javier Bardem e Josh Brolin trocaram um beijo rápido durante a cerimónia dos Óscares do passado domingo, escreve a Veja.

O beijo aconteceu segundos antes de serem entregues os Óscares das categorias de Melhor Argumento e Melhor Argumento Adaptado, mas a cadeia de televisão norte-americana ABC optou no momento por filmar a actriz Penélope Cruz, mulher de Bardem.

Vários sites da comunidade homossexual americana mostraram-se indignados pela opção do canal televisivo, que ainda não se pronunciou sobre o episódio.

 

Via SOL



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Sexta-feira, 04.02.11

 

Morreu Maria Schneider

 

A história de um affaire sexual entre dois desconhecidos num apartamento parisiense, com momentos de nudez frontal e várias cenas de sexo explícito (entre as quais a célebre "cena da manteiga", alegadamente improvisada durante a rodagem por iniciativa de Brando), causou escândalo e foi vista por não pouca gente como um filme "pornográfico". Em Portugal, o filme foi proibido pela censura e apenas se estreou após o 25 de Abril, criando longas filas à porta do cinema São Jorge. 

Não por acaso, Último Tango em Paris data do mesmo ano do fenómeno Garganta Funda, que parecia reflectir a nova liberdade artística e social que pontuava a década. No entanto, tal como Linda Lovelace, a vedeta de Garganta Funda, Maria Schneider, que se assumiria bissexual em 1974, foi tanto emblema como vítima dessa década de excessos, incapaz de construir uma carreira para lá do papel-charneira que a lançara. 

Apesar de ter já participado em alguns filmes, estreando-se em 1970 em Madly, de Roger Kahane, ao lado de Alain Delon e Mireille Darc, Schneider (que assumiu o apelido da mãe, Marie-Christine Schneider, e não do pai, o actor Daniel Gélin) trabalhara essencialmente como modelo. Tinha apenas 19 anos quando rodou Último Tango em Paris, substituindo Dominique Sanda, para quem Bertolucci concebera o filme mas que engravidara entretanto. 

Mais tarde, a actriz renegaria o filme, considerando-o o grande erro da sua vida. Em várias entrevistas, afirmaria que Bertolucci, "um bandido e um chulo", se aproveitara dela e de Brando. O jornal The Guardian cita-a dizendo que "nunca se deve tirar a rou- pa para um homem de meia-idade que diz que está a filmar arte"; o realizador italiano responderia que ela era demasiado jovem para ter a noção do que realmente se passara no plateau. Daí para a frente, Schneider recusar-se-ia a filmar cenas de nu, perturbada por não ser vista como uma actriz séria, mas apenas como um símbolo sexual. 

Na sequência do seu abandono das rodagens de Calígula, de Tinto Brass, em 1976, para dar entrada num hospital psiquiátrico, por problemas com droga e uma tentativa de suicídio, qualquer embalo que a sua carreira tivesse ganho com a sua participação em Profissão: Repórter (1975), de Michelangelo Antonioni, foi totalmente perdido. Ao longo dos anos seguintes, Maria Schneider continuou a trabalhar irregularmente em papéis pequenos e produções maioritariamente europeias, a mais notória das quais Noites Bravas (1992) de Cyril Collard. O seu último filme foi Cliente (2008), de Josiane Balasko.


Via Público



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Quinta-feira, 27.01.11

Candidatos aos oscares

 

Foram hoje anunciadas as nomeações para os Óscares de 2010 e “O Discurso do Rei”, de Tom Hooper, e “Indomável”, dos irmãos Coen, partem à cabeça, respectivamente com doze e dez nomeações.

 

“Cisne Negro”, “Último Round”, “A Origem”, “Os Miúdos Estão Bem”, “O Discurso do Rei”, “127 Horas”, “A Rede Social”, “Toy Story 3”, “Indomável” e “Despojos de Inverno” são os dez candidatos à estatueta de Melhor Filme de 2010, segundo os membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

As cinco indigitadas para Melhor Actriz são Annette Bening (por “Os Miúdos Estão Bem”), Nicole Kidman (“Rabbit Hole”), Jennifer Lawrence (“Despojos de Inverno”), Natalie Portman (“Cisne Negro”) e Michelle Williams (“Blue Valentine – Só Tu e Eu”).

Para Melhor Actor, os cinco nomeados são Javier Bardem (por “Biutiful”), Jeff Bridges (“Indomável”), Jesse Eisenberg (“A Rede Social”), Colin Firth (“O Discurso do Rei”) e James Franco (“127 Horas”).

Na corrida de Melhor Realizador estão nomeados Darren Aronofsky (“Cisne Negro”), David O. Russell (“Último Round”), Tom Hooper (“O Discurso do Rei”), David Fincher (“A Rede Social”) e os irmãos Joel e Ethan Coen (“Indomável”).

“O Discurso do Rei”, que ficcionaliza a história verdadeira da ascensão ao poder do rei Jorge VI de Inglaterra e chega às salas portuguesas no próximo dia 10 de Fevereiro, recebeu um total de doze nomeações, entre as quais ainda Melhor Actor Secundário para Geoffrey Rush, Melhor Actriz Secundária para Helena Bonham Carter, e ainda Melhor Realização e Melhor Argumento Original.

“Indomável”, “remake” do “western” de Henry Hathaway “A Velha Raposa” com estreia marcada entre nós para 17 de Fevereiro, foi citado para dez prémios, entre os quais Melhor Realização e Melhor Argumento Adaptado.

Seguem-se na lista dos nomeados, ex-aequo com oito nomeações cada, “A Rede Social”, de David Fincher (actualmente em sala), e “A Origem”, de Christopher Nolan. O primeiro recebeu quatro das suas referências em categorias artísticas (Filme, Realização, Argumento Original e Actor); o segundo foi nomeado maioritariamente para categorias técnicas, com excepção de duas artísticas, Filme e Argumento Original.

Seguem-se “Último Round”, de David O. Russell (sete nomeações, incluindo três nas categorias de representação secundárias: Christian Bale, Amy Adams e Melissa Leo; estreia a 10 de Fevereiro), “127 Horas” de Danny Boyle (seis nomeações; estreia a 24 de Fevereiro); ex-aequo com cinco nomeações cada, “Cisne Negro”, de Darren Aronofsky (estreia a 3 de Fevereiro), e “Toy Story 3” de Lee Unkrich; e, ex-aequo com quatro nomeações, “Despojos de Inverno”, de Debra Granik (estreia a 24 de Fevereiro) e “Os Miúdos Estão Bem”, de Lisa Cholodenko.

Na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, os cinco nomeados são “Biutiful”, do mexicano Alejandro González Iñárritu (estreia na próxima quinta-feira); “Canino”, do grego Yorgos Lanthimos; “Fora da Lei”, do franco-argelino Rachid Bouchareb (actualmente em sala); “Havenen”, da dinamarquesa Susanne Bier; e “Incendies”, do canadiano Denis Villeneuve.

Os cinco documentários de longa-metragem nomeados, por seu lado, são “Exit Through the Gift Shop”, de Banksy, “Gasland”, de Josh Fox, “Inside Job – A Verdade da Crise”, de Charles Ferguson (actualmente em sala), “Restrepo”, de Tim Hetherington e Sebastian Junger, e “Waste Land”, de Lucy Walker. 

A cerimónia de entrega dos Óscares terá lugar em Los Angeles, a 27 de Fevereiro próximo.

Lista completa das momeações:
Melhor Filme: "Black Swan," "The Fighter," "Inception," "The Kids Are All Right," "The King's Speech," "127 Hours," "The Social Network," "Toy Story 3," "True Grit," "Winter's Bone".
Melhor Actor: Javier Bardem, por "Biutiful", Jeff Bridges, por "True Grit", Jesse Eisenberg, por "The Social Network", Colin Firth, por "The King's Speech", James Franco, por "127 Hours".
Melhor Actriz: Annette Bening, por "The Kids Are All Right", Nicole Kidman, por "Rabbit Hole", Jennifer Lawrence, por "Winter's Bone", Natalie Portman, por "Black Swan", Michelle Williams, por "Blue Valentine. 
Melhor Actor Secundário: Christian Bale, por "The Fighter", John Hawkes, por "Winter's Bone", Jeremy Renner, por "The Town", Mark Ruffalo, por "The Kids Are All Right", Geoffrey Rush, por "The King's Speech".
Melhor Actriz Secundária: Amy Adams, por "The Fighter", Helena Bonham Carter, por "The King's Speech", Melissa Leo, por "The Fighter", Hailee Steinfeld, por "True Grit", Jacki Weaver, por "Animal Kingdom".
Melhor Realizador: Darren Aronofsky, "Black Swan", David O. Russell, "The Fighter", Tom Hooper, "The King's Speech", David Fincher, "The Social Network", Joel Coen and Ethan Coen, "True Grit".
Melhor Filme em Língua Estrangeira: "Biutiful" Mexico, "Dogtooth" Grécia; "In a Better World" Dinamarca; "Incendies" Canada, "Outside the Law (Hors-la-loi)" Algéria.
Melhor Argumento Adaptado: Danny Boyle and Simon Beaufoy, em "127 Hours", Aaron Sorkin, em "The Social Network", Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton e Lee Unkrich, em "Toy Story 3", Joel Coen e Ethan Coen, em "True Grit", Debra Granik e Anne Rosellini, em "Winter's Bone"
Melhor Argumento Original: Mike Leigh, em "Another Year", Scott Silver, Paul Tamasy, Eric Johnson e Keith Dorrington, em "The Fighter", Christopher Nolan, em "Inception", Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg, em "The Kids Are All Right", David Seidler, em "The King's Speech".
Melhor Filme de Animação: "How to Train Your Dragon", "The Illusionist", "Toy Story 3".
Melhor Direcção de Arte: "Alice in Wonderland", "Harry Potter and the Deathly Hallows Part 1", "Inception", "The King's Speech", "True Grit".
Melhor Fotografia: "Black Swan", "Inception", "The King's Speech", "The Social Network", "True Grit".
Melhor Mistura de Som: "Inception", "The King's Speech", "Salt", "The Social Network", "True Grit".
Melhor Edição de Som: "Inception", "Toy Story 3", "Tron: Legacy", "True Grit", "Unstoppable".
Melhor Banda Sonora: "How to Train Your Dragon" de John Powell, "Inception" de Hans Zimmer, "The King's Speech" de Alexandre Desplat, "127 Hours" de A.R. Rahman, "The Social Network" de Trent Reznor e Atticus Ross.
Melhor Canção Original: "Coming Home" de "Country Strong," por Tom Douglas, Troy Verges e Hillary Lindsey, "I See the Light" de "Tangled," por Alan Menken e Glenn Slater, "If I Rise" de "127 Hours", por A.R. Rahman, Dido e Rollo Armstrong, "We Belong Together" de "Toy Story 3", por Randy Newman.
Melhor Guarda-Roupa: "Alice in Wonderland", "I Am Love", "The King's Speech", "The Tempest", "True Grit".
Melhor Documentário: "Exit through the Gift Shop", "Gasland", "Inside Job", "Restrepo", "Waste Land".
Melhor Documentário (curta-metragem): "Killing in the Name", "Poster Girl", "Strangers No More", "Sun Come Up", "The Warriors of Qiugang".
Melhor Edição: "Black Swan", "The Fighter", "The King's Speech", "127 Hours", "The Social Network".
Melhor Maquilhagem: "Barney's Version", "The Way Back", "The Wolfman".
Melhor Curta-metragem de Animação: "Day and Night", "The Gruffalo", "Let's Pollute", "The Lost Thing", "Madagascar, carnet de voyage (Madagascar, a Journey Diary)".
Melhor Curta-metragem: "The Confession", "The Crush", "God of Love", "Na Wewe", "Wish 143".
Melhores Efeitos Especiais: "Alice in Wonderland", "Harry Potter and the Deathly Hallows Part 1", "Hereafter", "Inception", "Iron Man 2".

 

Via Público



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Terça-feira, 25.01.11

Belas, sedutoras e vilãs, eis as Bond Girls. Os Saltos Altos não podiam deixar de recordar as mulheres que, por tantos momentos no grande ecrã, arrebataram o coração de 007.Pensar no charmoso, inteligente, atraente e poderoso James Bond, é também pensar nas belas atrizes que contracenaram com 007: asBond Girls.

Elas, nos seus mais diversos papéis (o espião apanhou de interesseiras, a vítimas, passando por aliadas de equipa e vilãs), são e sempre foram as personagens chave dos filmes de Bond. São as mulheres que marcaram de uma forma ou de outra as missões de James Bond.

As atrizes escolhidas eram normalmente as mais belas e as mais cobiçadas do momento, ou até mesmo as que estavam em ascensão no cinema.

E por todas elas terem ficado na história do famoso agente 007 é que eu decidi dedicar-lhes este post. Recordar as belas Bond Girls nos seus respetivos filmes, com alguns dos seus diálogos mais famosos com James é verdadeiramente extraordinário, por isso me deu tanto gosto fazer a seleção das imagens e informação contidas na fotogaleria.

Sinta o mesmo visitando as Bond... Bond Girls.

 

 

Via A Vida de Saltos Altos



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Domingo, 02.01.11

Filmes eróticos de todos os tempos

 

Lo mismo la ministra González Sinde se disgusta conmigo. Bueno, con la que tiene liada no creo que tenga demasiado tiempo para perderlo miserablemente uniéndose a esta cama redonda virtual. Pero vete tú a saber. Esta gente tiene muchos asesores y ayudantes y lo mismo alguno le va con el cuento. En fin, ahí va. He encontrado un blog en el que pueden descargarse películas eróticas de todos los tiempos. Antes de que los geos irrumpan en mi casa o el ministerio decida cerrarme el chiringuito de manera abrupta, una aclaración: para ver una película, hay que pagar. Además, si uno lee los términos y condiciones de la página en la que los usuarios comparten archivos (vamos, las películas), podrá comprobar que tiene más entradas que el código de Hammurabi y sus responsables juran y perjuran respetar la ley de propiedad intelectual (al menos, la norteamericana). Sin ánimo de fomentar el delito de índole cultural, me gustaría recordar que en los grandes (y pequeños) supermercados del ocio es posible adquirir algunas de las películas del listado del blog, en ocasiones en llamativos cofres de colores, con escenas suprimidas en el montaje y otros alicientes audiovisuales. Que es Navidad y hay que fomentar el Bien. Sin embargo, hay que aclarar que no todos los archivos son fáciles de encontrar de la manera habitual. Vamos, comprándo las películas, como Dios manda, más que nada porque están descatalogadas o incluso inéditas en nuestro país.

 

Yendo a lo que nos ocupa. ¿De qué películas estamos hablando? Pues la verdad es que el blog sorprende por su variedad y minuciosidad a la hora de recopilar películas eróticas de cualquier época.Realmente resulta encomiable cómo algunos saben canalizar sus hobbies o aficiones a la hora de compartirlos con el resto de la humanidad. El cinéfilo responsable de la página, llamada ‘Erotica Films’, se ha dado una paliza de órdago ordenando por año, país o director más de 300 películas del género. La verdad es que es posible encontrar películas de directores como Russ Meyer, Marco Ferreri, Tinto Brass o Pier Paolo Pasolini, aunque llama la atención del listado es la inclusión de películas de filmografías exóticas como la filipina, la polaca o la yugoslava (en paz descanse). Siempre resultan llamativos algunos experimentos cinematográficos, especialmente de los años 70, realizados en plena época de furor erótico.Sexualmente, a años vista, nos pueden resultar cándidos e inocentes y difícilmente pueden levantar algo más que una simple risotada, pero son un estupendo testimonio de un subgénero cinematográfico que tuvo unos años de esplendor.

 

En el listado también es posible encontrar algunos documentos fílmicos únicos, como la recopilación de películas eróticas que se proyectaban en algunos burdeles de París de los años 20 para calentar a la clientela. Auténtica arqueología, sin ningún tipo de pretensión artística o estética, que simplemente reproducían un catálogo de posturas sexuales sobre un catre, pero que goza de muchos seguidores amantes del sexo ‘vintage’. Contra gustos…

 

En definitiva, el número de películas que ofrece el blog es abrumador y una verdadera obra enciclopédica del erotismo en el séptimo arte. Está llena de curiosidades, pero también de muchas películas que marcaron toda una época. Vale la pena, aunque sea para comprobar que algunas eran un verdadero tostón... Os lo dice uno que se durmió viendo ‘Querelle’ de Fassbinder. Igual es que era muy joven…

 

 

 

Via Cama redonda



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Segunda-feira, 29.11.10

 

Morreu Leslie nielsen

O ator canadiano Leslie Nielsen, protagonista da comédia Aeroplano, morreu domingo num hospital da Florida aos 84 anos, anunciou o seu sobrinho Doug Nielsen.

O estado de saúde de Leslie Nielsen, hospitalizado há 12 dias por problemas pulmonares, começou a agravar-se nas últimas 48 horas, indicou Doug Nielsen a uma rádio de Manitoba, CKNW.

Domingo à tarde, "com os seus amigos e a sua mulher Barbaree ao seu lado, ele adormeceu e morreu", disse.

Nielsen ficou conhecido pela sua participação em várias séries de televisão norte-americanas de sucesso como "Peyton Place", "Dr Kildare", "Le Fugitif", "Kojak" ou "M.A.S.H.".

 

Posteriormente tornou-se uma celebridade a nível mundial graças à sua participação em filmes de culto na área da comédia como Aeroplano (1980), Onde Pára a Polícia (1988), Onde Pára a Polícia 2 1/2: O Cheiro do Medo (1991) e Onde Pára a Polícia 33 1/3 (1994).

 

Via Ionline



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Sábado, 27.11.10

Bruce lee

 

Bruce Lee é como Elvis Presley: não é preciso ter vivido no tempo dele para saber quem é ou o que fez. Atravessa gerações sem T-shirt, de braços em posição de combate e abdominais definidos. Se hoje fosse vivo, o mestre das artes marciais completaria 70 anos e com certeza, continuaria a dar que falar. 

Lee Jun Fan, Sai Feng, Lee Siu Long ou Li Xiao Long, ou, simplesmente, Bruce Lee, nasceu em São Francisco, na Califórnia. O quarto filho de cinco irmãos regressou para Hong Kong com apenas 3 meses, onde passou a infância e a adolescência. 

As artes marciais fizeram desde logo parte da sua vida. Aprendeu várias modalidades como o Tai Chie, mais tarde, o Wing Chun. Em 1959 Lee envolveu-se num combate mítico com um filho dasTríades - uma temida organização criminosa. Foi aí que, Lee Hoi Chuen, o pai de Bruce, decidiu que o filho devia mudar de ambiente e rumar aos Estados Unidos.

Em 61 entrou na Universidade de Washington onde se formaria em filosofia. Durante a vida académica conheceu a mulher com quem se viria a casar e ter dois filhos, Linda Emery. 

Fundou uma modalidade e uma escola de artes marciais mas foi na televisão e no cinema que Lee ganhou visibilidade além-fronteiras. Tudo começou entre 1966 e 1967 quando interpretou "Kato", parceiro de um herói na série televisiva "O Besouro Verde". 

Foi em 1971, com "O Dragão Chinês" de Raymond Chow, que alcançou o sucesso no continente asiático. O mesmo aconteceu com a sequela "A Fúria do Dragão", que ultrapassou recordes de bilheteira do filme anterior. No ano seguinte saiu "O Voo do Dragão", fita escrita, dirigida e protagonizada por Lee. Neste filme o lutador fica frente a frente a Chuck Norris, num combate que ficou para a história.

"Operação Dragão" (1973) foi o último filme de Bruce que alargou a sua fama à Europa e aos Estados Unidos. O actor morreu pouco depois da estreia. Bruce Lee, 33 anos, terá sido vítima de um edema cerebral, apesar de nunca terem ficado esclarecidas as causas da sua morte. Um dos seus filhos, Brandon Lee teve um destino igualmente trágico. Com 28 anos o actor morreu em plena rodagem do filme "O Corvo", alvejado por um arma que estava carregada por engano.

Do famoso lutador fizeram-se documentários, entrevistas e escreveram-se livros. Bruce acreditava que a luta era uma forma do homem se entender e expressar através do corpo.

Se o lutador é amplamente conhecido pelos talentos físicos, poucos devem saber que também tinha um lado intelectual. Além de ser licenciado em filosofia, também estudou teatro e psicologia.


Possível filmografia que Bruce Lee não fez:

O Momento da Verdade (1984)

Na verdade o papel de Mr. Miyagi foi feito para Bruce Lee. Ele é o mestre ideal para dar os melhores ensinamentos. Desde apanhar moscas com pauzinhos a limpar vidros de carros com movimentos circulares. Sem esquecer: "Esfrega para a direita, esfrega para a esquerda"

Clube de Combate (1999)

Quem viu este filme sabe que Brad Pitt fica estupidamente fantástico entre gotas de suor e manchas de sangue. Mas o Bruce teria estado à altura do desafio. Num filme em que é necessário andar metade do tempo sem T-shirt, ele seria a primeiríssima escolha. Conhecido pelos seus abdominais de ferro, faria frente a qualquer Pitt.

O Tigre e o Dragão (2000)

Pontapés, golpes e saltos que desafiam a gravidade são para Bruce. Era só ensiná-lo a manusear objectos cortantes e tomaria o lugar de Chow Yun-fat enquanto um chinês pisca o olho.

O Último Samurai (2003)

Antes de tudo temos de admitir: o Tom Cruise não tem altura nem estofo para entrar na pele de um Samurai – não desprezando as aptidões de interpretação do senhor que nem são nada más. Quem, melhor que Bruce Lee poderia interpretar um homem em busca do seu herói interior? Uma história de luta, acção e honra de guerreiro, com certeza que teria contado com o grande Lee.

Million Dollar Baby – Sonhos Vencidos (2004)

Não fosse o Bruce ter morrido em tão tenra idade, teria tomado o papel de Eastwood neste filme. Tinha todos os requisitos: o mestre das artes marciais tem ar de durão mas, lá fundo, é um coração mole.

 

Via Ionline



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Sábado, 06.11.10

Lou reed, fotografar é como fazer música

 

Uma nova faceta de Lou Reed foi revelada hoje na abertura do Estoril Film Festival: a fotografia.
No Centro de Congressos do Estoril, o cantor apresentou “Romanticism”, uma exposição 23 fotografias, a maioria paisagens naturais, nas quais surge apenas uma figura humana - Laurie Anderson, mulher do cantor. “Preciso sempre de uma deusa, ela é a minha”, confessou o cantor às dezenas de jornalistas presentes.


“Adoro Lisboa e gosto muito das minhas fotografias. Poder tê-las juntas é a minha ideia do que é o céu, sinto-me um felizardo", salientou Reed.
A quarta edição do Estoril Film Festival começou esta sexta-feira e termina no dia 14. 
Questionado sobre a sua nova opção artística, a fotografia, Lou Reed garante que "fotografar é exactamente o mesmo que fazer música", preferindo não avançar pormenores sobre projectos futuros.

Esta edição conta com sessões de cinema, concertos, masterclasses, exposições e um desfile de moda, espalhados pelo Casino, Centro de Congressos, Museu Paula Rego ou Museu Condes Castro Guimarães.

 

 

Via ionline



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Sábado, 23.10.10

Mineiros, do Underground para a ribalta

 

"O que aconteceu na mina, fica na mina", Foram estas as palavras de Dário Segovia, o 20º mineiro a chegar à superfície de óculos escuros e sorriso nos lábios. Mas, definitivamente, esta premissa não foi cumprida. A trágica derrocada da mina de San José, no deserto de Atacama, espalhou-se pelo mundo. De repente toda a gente queria saber tudo sobre os mineiros: se estavam a salvo, quando sairiam, o que faziam lá em baixo, o que comiam, em que pensavam, quem eram os seus familiares.

As luzes incidiram sobre o Chile, o seu presidente e os incríveis esforços para resgatar os mineiros. A identidade dos homens foi conhecida assim como as suas histórias pessoais. Um pôde ver pela primeira vez a filha por videoconferência outro pediu a namorada em casamento e outro, afinal, não queria sair da mina, porque tinha mulher e amante à espera. Sabe-se que o líder do grupo foi "Don Lucho" que manteve a ordem e estabeleceu a calma. Impunha regras para não deixar os companheiros irem abaixo: havia horas para levantar, racionamento de comida e água. Muitos rumores surgiram 700 metros debaixo de terra: que pairou um medo de canibalismo e até que houve confrontos físicos entres alguns mineiros. 

"A vida imita a arte" dizia o dramaturgo e escritor Oscar Wilde. O salvamento dos mineiros é um exemplo prático de como a vida pode ganhar contornos de guião. O episódio tem todos os ingredientes dignos de uma película de sucesso. Um acidente inesperado, uma situação insuportável, a luta pela sobrevivência, o final heróico e feliz. "Se as grandes personagens de ficção se revelam pelas suas escolhas, o drama e as opções vividas pelos mineiros da mina chilena teriam tudo para resultar num filme intenso" explica Nuno Duarte, escritor e argumentista. 

Já surgiram uma série de reacções ao salvamento dos mineiros chilenos. Apareceram em capas de jornais, abriram noticiários de todo o mundo, foram ouvidos nas rádios. O seu salvamento foi transmitido minuto a minuto por todo o globo. Foi criado um jogo inspirado na situação e até já se fala de um filme com Javier Bardem como protagonista. 

Apanhado por esta onda de mediatismo, o i ficou curioso por saber como seria ver a história dos 33 mineiros transformada num filme. Assim, desafiámos quatro argumentistas e um realizador a fazer a adaptação. Surgiram histórias diferentes: do irónico, passando pelo dramático até ao romanceado, muitas perspectivas foram abordadas. 

Pode ser que ache piada ou pode ser que não. Mas que esta história dava um filme, ai isso dava.

 

Alexandre Borges:

Versão blockbuster

“33 Homens e um destino”

Chile, 2010. O Presidente está em queda nas sondagens. De repente, uma tábua de salvação: 33 homens ficam soterrados numa mina. Poderiam ser retirados em poucos dias, mas o pérfido Presidente mantém-nos soterrados. Finge desdobrar-se em esforços enquanto os alimenta por uma palhinha. 69 dias depois, vai salvá-los pessoalmente. O povo ajoelha-se a seus pés. No último momento, o derradeiro mineiro topa as intenções do Presidente, traça-lhe a perna e manda-o lá para baixo. Urra. Vitória. O mineiro é eleito Presidente.

 

Versão romance

“A Vida, o amor e as minas”

Chile, 2010. 35 homens ficam soterrados numa mina. Enquanto estão lá em baixo, sem luz nem mantimentos, Ortega e Octávio descobrem o amor. Os outros 33 não suportam tanta pieguice e imploram para que alguém os tire de lá. Após 69 dias, são salvos. Octávio e Ortega optam por ficar porque acham que o mundo não compreenderá o seu amor. Pedem aos 33 que não contem a ninguém e estes respondem, antes de se meterem na cápsula, que não falariam sobre isso nem que lhes pagassem.

 

Versão intelectual

“A Mina”

Chile, 2010. 33 homens ficam soterrados numa mina. 69 dias depois, são resgatados. Cada um vai à sua vida. Todos pensam muito nos dias que passaram lá em baixo. Vão trabalhar e pensam nisso. Vão ao supermercado e pensam nisso. Fazem amor com a mulher e pensam nisso. Fazem amor com a amante e pensam nisso. Um dia, um deles repara que ontem não pensou nisso. No fim, há um plano muito bonito da antiga mina e dos hotéis e lojas de souvenirs que, entretanto, cresceram em volta.

 

Alexandre Borges é guionista, trabalhou na TV em projectos como“Equador” e “Grandes Livros”. É crítico de cinema do i.

 

Nuno Duarte:

“Paralelismos”

Se as grandes personagens de ficção se revelam pelas suas escolhas, o drama e as opções vividas pelos mineiros de cobre da mina Chilena de El Teniente teriam tudo para resultar num filme intenso. Todavia, o que seria destes homens se o soterramento não tivesse acontecido? Esta seria a premissa de um filme com duas linhas narrativas paralelas tendo pontos de partida divergentes. 
De um lado a dura realidade dos momentos vividos após o soterramento, com as discussões, o medo, a claustrofobia e a discussão por meras gotas de água e bolachas. Noutro mundo porém, 33 mineiros são informados atempadamente do fecho da mina e partem para um mundo solarengo, onde as famílias, a sociedade e a realidade de uma crise económica se apodera deles.
Se para os homens enterrados vivos a 700 metros de profundidade o contacto com as autoridades e a descoberta de meios para lhes fazer chegar mantimentos se revela como um facho de esperança, para os seus alter egos em liberdade, o desespero da falta de oportunidades e de um sentido para a vida começa a levar muitos para soluções de ruptura.
No fundo da mina surge uma luz e uma cápsula que a todos levará para um mundo mais atento aos seus problemas, enquanto que na corriqueira vida de uma realidade alternativa um grupo de homens cai vítima de alcoolismo, crime e falta de esperança.
Branco e negro, yin e yang, dois mundos, duas formas de perceber que, se calhar, bater literalmente no fundo pode nem ser assim tão mau.

Nuno Duarte é argumentista associado das Produções Fictícias, tendo trabalhado em séries como “Liberdade 21”, “República” ou “Conta-me como foi”, encontrando-se este fim de semana a promover a sua novela gráfica “A Fórmula da Felicidade” no Festival Amadora BD 2010.

Nuno Duarte é argumentista associado das Produções Fictícias, tendo trabalhado em séries como “Liberdade 21”, “República” ou “Conta-me como foi”, encontrando-se este fim de semana a promover a sua novela gráfica “A Fórmula da Felicidade” no Festival Amadora BD 2010.

Tiago R. Santos

"70 Dias"

Sebastián Piñera, presidente do Chile, está fechado num gabinete com um Homem e a discussão decorre há horas. “Há que fazer alguma coisa”, diz o Homem que lê o jornal. “Já ninguém se lembra que chegámos aos oitavos no campeonato do Mundo. Se tivéssemos ganho ao Brasil, ainda hoje se falava disso”. O Presidente rói as unhas “Temos que colocar o Chile no mapa. Tirar a crise da cabeça das pessoas”.
Dois dias depois, 33 mineiros ficam soterrados a 700 metros de profundidade. Há quem descubra que o acidente foi, na verdade, provocado por um dos colegas. Os trabalhadores viram-se uns contra os outros. Até que um admite ser o culpado. “Ouçam. Sim, vamos ficar isolados durante duas semanas, é preciso drama nesta história. Mas depois temos comida e música do Elvis Presley, vemos futebol, há jogos de vídeo e MP3 e até livros. E, quando sairmos, somos heróis, vendemos entrevistas e fotografias com as nossas famílias.’ Os mineiros acalmaram e continuaram a ouvir. “E, aqui, somos quem nós quisermos. Tu, José, o que é que querias ser?’. ‘Padre’. ‘Então és Padre. E tu, Ávalos, qual é o teu sonho?’ ‘Ser Realizador de Cinema’. ‘Vou já pedir uma câmara’. ‘Quero ser escritor’, disse Victor, embalado pelo momento. ‘Vou dizer aos advogados para redigirem os contratos.”
Sessenta e nove dias depois, os mineiros são resgatados numa cerimónia transmitida em directo para todo o mundo. Nesse momento, não há um único chileno que esteja a pensar na crise. Jornais e revistas, editoras de livros e produtoras cinematográficas abrem os livros de cheques. 
No dia 70, Roberto Fernandez, 26 anos, é esmagado por uma pedra enquanto trabalhava a mil metros de profundidade. Não há luzes apontadas a esta história. “Pois, é preciso estar no sítio certo, na hora certa, para sermos heróis”, diz o Homem que lê o jornal.


Tiago R. Santos escreveu o argumento de grandes produções portuguesas como “Call Girl” ou o mais recente “A Bella e o Paparazzo”.

Luís Filipe Borges

"Dust to Dust"

STORYLINE: O mundo acompanha em suspense a odisseia de 33 homens há mais de dois meses presos no interior da terra. Todos querem vê-los salvos. Um quer continuar lá.

Género: thriller inspirado numa história verídica

Quando Cuautehmoc Isla ficou soterrado, reagiu como os 32 companheiros. Houve pânico e desespero. Quando um líder se afirmou entre o grupo não respirou de alívio, fez como os outros e resignou-se. Contentaram-se com a ideia de haver nobreza numa morte digna. A luz, por uma vez literalmente ao fundo do túnel, era uma esperança para quase todos vã. Mas habituaram-se a comer e beber racionadamente, a contar histórias à volta da fogueira como os homens primitivos do início dos tempos. Quando as comunicações foram reestabelecidas, exultou como todos, mas rapidamente se tornou o único a remar contra a maré, roído pelo remorso e pela culpa. O seu motivo permaneceu misterioso e originou discussões que levaram a vias de facto, em particular quando Cuautehmoc tenta corromper as coordenadas, de modo a deslocar a cápsula Fénix para outro lugar. Terá cometido um crime, como desconfia o líder? Será o responsável pela situação dramática em que se encontra o grupo, como pensa a esmagadora maioria dos colegas? Ou terá duas mulheres à espera quando a terra der finalmente à luz? 
Comediante e guionista, Luís Filipe Borges também é apresentador de televisão. “A Revolta dos Pastéis de Nata” e o “Cinco para a Meia-Noite” são, talvez, os seus trabalhos mais conhecidos.

 

Ivo M. Ferreira

"O Penúlltimo Homem"

Os três homens acabam de receber por uma mangueira uma série de comprimidos: “Carne...Vegetais... Peixe... Batata... Galinha...” Um deles atira os comprimidos para o chão e afasta-se, nervoso e choroso (Manolo). Outro, riposta: “Eu cá não como mais disso. Prefiro esperar por um bife de chouriço, acompanhado do sauvignon blanc da aldeia.” Paco, que mal vemos no escuro, apanha os comprimidos do chão. Um som de motor eléctrico chama a atenção dos homens. “Vem aí!” “Manolo, és o tu próximo!” 
Uma cápsula pintada de vermelho, branco e azul chega à galeria subterrânea. Manolo, antes de entrar na cápsula, vira-se para Paco: “Paco, queres que diga alguma coisa à família?” “Até já, Manolo!”A cápsula volta a descer e entra para lá o mineiro. Fica assim Paco e o Último.
A cápsula sobe. O Último aproxima-se de Paco. “Tenho medo. E tu?” “De quê? De ser o último” “Dou-te a minha vez.” A cápsula volta a descer. O Último entra. “Não tens medo, Paco?” “Até já.”
A cápsula sobe e Paco baixa-se a um canto. Debaixo de um cobertor, retira uma lata. Abre-a para guardar os comprimidos e vemos que dentro há dezenas de outros. Guarda a lata e vemos que há várias garrafas de plástico cheias de água. Um walkman de cassetes está em cima de um pedaço de cartão rasgado. Paco arrasta uns ferros para o pé da zona onde chega a cápsula. Carrega um outro ferro. A cápsula chega.
Paco, está no canto, coloca o seu walkman e carrega em play. Ouvimos alto “La Concentida” (Cueca Chilena).
Fora da mina, no exterior, todos aguardam a subida da última cápsula. Quando ligam a máquina, a torre que puxa a cápsula sede, rebenta, e causa o desabamento de terras e guindastes.


Ivo Ferreira é realizador português. Já realizou longas-metragens, curtas e documentários. “Vai com o Vento” é o seu último trabalho que está nos cinemas.

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 09.09.10

Sim, ainda é possivel fazer um filme sobre a chegada à idade adulta que evite os lugares-comuns todos (e mais alguns de que não nos lembrávamos). Não é obrigatório que seja grego, mas visto o tom seco, directo e desconcertante que o cinema helénico tem revelado recentemente, a nacionalidade ajuda muito. Basta ver como “Attenberg” (competição) começa com uma lição de beijo falsamente lésbico, dá a lugar a imitações de animais inspiradas pelos documentários de vida selvagem da BBC de Sir Richard Attenborough, e é interrompido a espaços por coreografias rigorosas e rígidas ao ar livre.

 

Tudo isto, contudo, são pistas falsas. O que interessa a Athina Rachel Tsangari é outra coisa: desenhar o confronto de Marina, 23 anos, com a idade adulta à beira de arrombar a porta da sua vida. Marina nunca beijou, nunca fez sexo, o desejo mete-lhe nojo, não quer ter namorado porque tem medo que a sua melhor amiga lho roube; tem um emprego sem futuro como motorista numa fábrica local, da mãe nunca saberemos se partiu se morreu, o pai arquitecto está doente em estado terminal. 

Ao som dos Suicide e de Françoise Hardy, filmando com um formalismo geométrico, rígido, para melhor desenhar o estado de alma desta rapariga aprisionada num mundo que ainda não compreende, Tsangari assina um filme controladíssimo e desarmante. Uma boa surpresa, confirmando que há alguma coisa a mexer no cinema grego, depois do divisivo “Canino” (cujo realizador, Yorgos Lanthimos, é aqui actor e produtor).

 

Via Público



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Quinta-feira, 02.09.10

O mistério dos nomes portugueses dos filmes

 

A canção "Ponha aqui o seu pezinho, devagar, devagarinho" pode servir de inspiração para um filme de vampiros? A Castello Lopes acha que sim. Não sabemos se a ideia terá nascido de um trautear em desespero de causa numa sala cheia. O certo é que o filme "Vampire Sucks" - que estreia a 30 de Setembro - foi traduzido para "Ponha Aqui o seu Dentinho". 

Este é um sério candidato a título mais original do ano e foi com isso em mente que nos propusemos a resolver um mistério que atormenta os cinéfilos: quem é que traduz os títulos dos filmes para português e como funciona este processo? 

Regras a cumprir Primeiro, é preciso saber que os títulos que vê nos cinemas têm de ser aprovados pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC), que tem como regra número um: tudo em português. Mas há excepções. "Podem ser utilizados títulos em inglês ou outra língua estrangeira, desde que se refiram a nomes de personagens, localidades, temas musicais ou bandas, ou de difícil tradução ou atribuição de título em português", esclarece-nos por email Eliana Pereira, assistente técnica do IGAC. Ao que nós acrescentamos, depois de falarmos com várias distribuidoras, de muito, muito difícil tradução. 

André Taxa, director de marketing da Columbia TriStar Warner, simplifica a questão. "Existem duas condicionantes impostas pela IGAC: ao contrário de outros países da Europa, em Portugal não são aceites títulos exclusivamente em língua original, salvo casos em que estes sejam nomes próprios das personagens (como o ''Salt''), marcas, locais, etc. Não são aceites ainda títulos repetidos de filmes já existentes (excepto remakes)."

Segundo ponto importante para entender a escolha de um título português é que os tradutores não são para aqui chamados. "A questão dos títulos locais não é um problema de competências de tradução, é de capacidade de escolher um título forte e apelativo, e que posicione o filme com o tom certo para o público a que se dirige", explica ao i Pedro Espadinha, do departamento de marketing da Columbia TriStar Warner. Por essa razão, nenhum tradutor levantou o braço e disse: a tradução de ''The Expendables" é dispensáveis e não "Os Mercenários", como está nas salas. São decisões dos departamentos comerciais e de marketing que normalmente englobam cerca de 4 a 10 pessoas. 

Mas muitas vezes, as distribuidoras vêem-se a braços com verdadeiros dilemas de tradução. "A expressão ''Vampire Sucks'' tem uma piada que não é possível traduzir. Por um lado sucks significa ''chupar'', mas também ''não presta''. Optamos por manter o espírito do filme de comédia", diz Sandra de Almeida, do departamento de marketing da Castello Lopes Multimedia. 

A escolha da linguagem é uma das formas de situar o filme correctamente para o seu target, como nos explica Nuno Gonçalves, administrador da ZON Lusomundo Audiovisuais. "''Na Senda dos Condenados'' é direccionado para um público mais velho, não é para jovens. Optamos por não traduzir literalmente ''Fifty Dead Men Walking'' (Cinquenta homens mortos a caminhar) porque seria comprido de mais." Outro título que iria fazer história era "''Tá bem, Abelha!". "No caso do filme ''Bee Movie'', que era uma abelhinha chata, achamos um nome engraçado e tipicamente português, o ''Tá bem, abelha''. Mas a produtora norte-americana não concordou. Internacionalmente era ''A História de Uma Abelha'' e assim ficou. Era um título ao estilo National Geographic, mas são eles que têm a palavra final." 

Nas traduções dos títulos há até liberdade para dar mais informação do que o original, como no caso "The Back-up Plan", "Plano B... ebé" ou "The Box" para "Presente de Morte". "Damos mais informação para ir buscar o público deste filme. No caso ''The Box'', não vale a pena os fãs das comédias românticas da Cameron Diaz irem ao cinema à espera de vê-la alegre e divertida, porque é completamente diferente", diz Nuno Gonçalves. 

Outro recurso utilizado é manter o título original e acrescentar um subtítulo em português. A Ecofilmes recorre a esta estratégia várias vezes. "Normalmente o título em inglês já é reconhecido e as produtoras preferem que se mantenha o original, como é o caso de ''Thirst - Este é o Meu Sangue...''", diz o director comercial da Ecofilmes, Jorge Dias. Um dos títulos mais falados da distribuidora não foi um destes casos. Os críticos cairam em cima de "Um Homem Singular" porque não concordavam com a tradução de "A Single Man". "Tentamos ser fiéis ao original, a intenção de escolher singular em vez de sozinho é para dar mais informações sobre a personagem."

Os departamentos estão habituados a críticas, mas como nos respondeu Pedro Espadinha acerca do título "Miúdos e Graúdos", original "Grown Ups": "Nestes casos em que há críticas aos títulos de filmes, gostamos também de devolver a sugestão de novo título a quem critica. Que título daria ao ''Grown Ups''? ''Crescidos'' acha que é um bom título, com apelo comercial e que reflecte que se trata de uma comédia familiar? É uma área que gera discussão naturalmente, o que para nós até é positivo, porque mostra também a importância e interesse que os filmes têm para as pessoas."

 

Via ionline



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Segunda-feira, 31.05.10

"Já devia ter morrido dez vezes. Reflecti muito sobre isto. É um milagre ainda estar vivo." A frase é de Dennis Hopper e foi dita numa das suas últimas entrevistas. No entanto, o actor não se referia ao cancro na próstata que lhe foi diagnosticado em Setembro de 2009 (a causa da sua morte, na manhã de sábado, há dois dias). Hopper falava da vida de excessos do "guru da contracultura enlouquecido pela droga", como lhe chamou o escritor Peter Biskind no livro "Easy Riders, Raging Bulls: How the Sex-Drugs-and-Rock 'n' Roll Generation Saved Hollywood", que revela os hábitos pouco saudáveis do actor nos anos 60 e 70: três gramas de cocaína por dia, 30 cervejas, alguma marijuana e muitas cubas libres. Vida e obra andaram quase sempre lado a lado nas quase seis décadas que Hopper dedicou ao cinema. A linha que separa as suas interpretações da realidade fora do ecrã parece por vezes demasiado ténue. Recordamos seis momentos marcantes da sua carreira. E vida.

Anos 50: "Rebel Without a Cause" Um papel menor, em 1955, que marcou a estreia de Dennis Hopper no cinema, ao lado de James Dean, o ídolo de quem se tornaria amigo. Nas filmagens, o jovem actor foi fotografado a ler o escritor russo Constatin Stanislavski. Uma reportagem de 1959 refere Hopper como um miúdo de 23 anos em início de carreira que se "levanta às dez da manhã, lê Nietzsche, visita galerias de arte, frequenta livrarias e vê filmes estrangeiros". 

Anos 60: "Easy Rider" O seu maior legado para o cinema americano. Dennis Hopper é a personagem central da lenda "Easy Rider": realizou, montou e interpretou. Nessa época já de consumo de drogas, o seu temperamento irascível fazia estragos e houve vários choques com o co-autor Peter Fonda. O filme custou 335 mil euros e rendeu 17 milhões de euros. 

Anos 70: "Apocalypse Now" Dennis Hopper é um inesquecível repórter fotográfico que enrola a língua a falar, sujo, despenteado e totalmente louco. Qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidência. Nessa fase Hopper estava completamente afundado em drogas e álcool. Um programa de reabilitação em 1983 terá curado o actor. 

Anos 80: "Veludo Azul - Blue Velvet" O filme-referência nos papéis de vilão que se seguiram. Mais uma vez, não há coincidências. Quem o garantiu foi o próprio Hopper, numa entrevista que deu posteriormente confessando o pedido ao realizador David Lynch: "Tens de me deixar fazer de Frank Booth [vilão do filme] porque eu sou Frank Booth."

Anos 90: "Speed - Alta Velocidade" Ao lado de Sandra Bullock e Keanu Reeves, é um Dennis Hopper reabilitado e rendido à era dos blockbusters que aparece nos cinemas em 1994. Mesmo assim, a imagem de marca persiste : é o vilão, desta vez um bombista louco e ressentido.

Anos 00: "Elegia" Baseado num romance de Philip Roth, é um dos últimos filmes em que participa. O actor interpreta o papel de um artista nova-iorquino, remetendo-nos para a faceta artística de Hopper, que foi pintor, escultor e um visionário coleccionador de arte que no início de carreira de Andy Warhol lhe comprou dois quadros por 60 euros.

 


Via Ionline



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Domingo, 25.04.10

Lindsay Lohan vai ser

 

Regressamos a 1974, ano em que Linda Lovelace se tornou uma das mulheres mais famosas (e repudiadas) do mundo pela sua garganta abençoada. Um clítoris abaixo da epiglote não é para qualquer uma. Para nenhuma, aliás, já que a localização do ponto g de Lovelace foi fruto da invenção de Gerard Damiano. Nascia, assim, o polémico “Garganta Funda”. Na altura, nos EUA, Nixon ignorou os 60milhões de lucro que o filme gerou – ainda hoje é um dos filmes mais rentáveis da história do cinema - e deu início a uma caça às bruxas, no que a pornografia ou erotismo tocasse. Imperava o conservadorismo e o sexo (embora todos o praticassem e comprassem), tinha carimbo de “tabu”.
Mudam-se os tempos… e “Garganta Funda” volta a fazer história, desta vez numa versão biopic que conta a história da protagonista de 1974. “Inferno”, que começa a ser rodado este Verão, terá como actriz principal a não menos polémica Lindsay Lohan, de 23 anos, e será apresentado ao público na próxima edição do Festival de Cannes.
A escolha da menina- que-afinal-já-não-o-é não foi aleatória. Nos anos verdes do Clube Disney a ruiva de sardas encantou meio mundo com papéis em tudo adoráveis. Entretanto cresceu e transformou-se no típico produto Hollywodiano. Foi – diversas vezes – manchete pelos motivos errados e a sua presença (nem que fosse numa festa infantil) passou a ser imediatamente associada e uma coisa e uma coisa só: sarilhos. A fama valeu-lhe o proveito e agora, depois de aparições desastrosas em produções menos felizes, Lohan recebe, em bandeja de prata, a oportunidade de regressar à ribalta. De Lindsay para Linda de Lohan para Lovelace.

 

Via ionline



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Segunda-feira, 19.04.10

Veja este impressionante vídeo de Philip Scott Johnson que reúne as mulheres mais belas dahistória do cinema, em apenas dois minutos e meio.

 

Num vídeo fantástico, que apresenta uma metamorfose da beleza do primeiro ao último segundo, Philip Scott Johnson juntou os rostos de mulheres que marcaram (e marcam) o grande ecrã.

Nomes como Brigitte Bardot, Grace Kelly, Sofia Loren, Michelle Pfeiffer são algumas das minhas favoritas.

E a sua favorita qual é?

 

 

 

Via A Vida de saltos altos



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Quinta-feira, 04.03.10

Megan Fox não gosta de ser vista como uma bomba sexual

 

 Megan Fox não gosta da imagem de bomba sexual que tem em Hollywood. A actriz de "Transformers" garante que está longe da realidade e confessa mesmo que seria incapaz de ter um caso de apenas uma noite.

"Só estive com dois homens em toda a minha vida", garantiu em entrevista à revista britânica Harper's Bazaar. "Só [estive] com o meu namorado da adolescência e com o Brian [Austin Green]. Jamais faria sexo com alguém que não amo, jamais. Só a ideia já me põe doente. Nem sequer estive próxima de ter um caso de apenas uma noite."

Megan Fox, de 23 anos, é apontada como uma das actrizes mais sexy de Hollywood.



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Quarta-feira, 17.02.10

400 pessoas num super beijo

 

O realizador Claude Lelouch juntou 200 casais na praia de Deauville, no noroeste de França, lembrando a cena do filme "Um Homem e uma Mulher".

Aos jornalistas Lelouch disse que ver os beijos e abraços daquelas quatrocentas pessoas num dia de S.Valentim com sol "foi magnífico".
O realizador revelou ainda que poderá usar algumas das imagens captadas no seu próximo filme "Ces amours-là" que deverá estrear este ano.

 

Via ionline



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Quarta-feira, 06.01.10

As cenas de sexo do filme avatar.. só em DVD

 

 No filme, Jake Sully (Sam Worthington) "acasala" com Neytiri (Zoe Saldana) debaixo da árvore mágica. Os dois partilham um profundo e significativo olhar amarelo e dão um longo beijo . Acha estranho que espécies extra-terrestres se beijem como os terráqueos? Pois. Adiante. Depois do beijo o filme avança rapidamente para a manhã seguinte deixando a pertinente dúvida "mas afinal como é que eles fazem?". Numa entrevista de grupo, a actriz Zoe Saldana explicou o que ficou por ver e parece que a cauda que os Na'vi, usam para quase tudo, também serve para o fantástico mundo do sexo alienígena.

Para saber (e ver) tudo ao pormenor, terá de esperar pelo lançamento do filme em DVD, já que o próprio James Cameron prometeu a inclusão da cena cortada da versão lançada nos cinemas.

Leia a notícia original aqui.



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Sexta-feira, 25.12.09

 



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Segunda-feira, 14.12.09

Ideias para se divertir até ao natal

 

 Dia 15, Música

Dodos não é só o nome de pássaros não voadores que habitaram as ilhas Maurícias antes de serem exterminados. The Dodos é também uma banda norte-americana de rock a atirar para o psicadélico ou experimental, que é como quem diz indie ou alternativo. No Santiago Alquimista, a partir das 21h30 (os portugueses Doismileoito fazem a primeira parte). Bilhetes a €20. 

Dia 16, Workshop

Descubra o artista que há em si e faça um brilharete na altura de distribuir os presentes. No Workshop de Presentes de Natal (na Projectarte - Galeria e Oficina de Joalharia, Rua das Flores, n.º 57, 3.º Andar, Porto) vai aprender a personalizar molduras, caixas de madeira, tabuleiros e outras peças de decoração. O curso custa € 34,90, com materiais e peças incluídos.

Dia 17, Cinema

 Estreia "Avatar", que marca o regresso de James Cameron à realização depois de "Titanic". No filme, o ex-marine Jake Sully envolve-se numa expedição à lua Pandora, onde se irão encontrar humanos, Na'vi (indígenas de Pandora) e híbridos humano/Na'Vi (os avatares). Com Sam Worthington, Sigourney Weaver, Michelle Rodriguez, Zoe Saldana, Giovanni Ribisi. 

Dia 18, Consumo

As compras de Natal ainda não estão despachadas, já não consegue pensar em presentes originais e se continuar assim corre tudo a chocolates? Não desespere. O Plano B, no Porto, abre as portas a criadores portugueses para "Natal feito à Mão". Lá descobrirá o presente que fará de si o membro mais popular da família. Já imaginou o orgulho? Rua Cândido dos Reis, 30, Porto.

Dia 19, Música

Os O'QueStrada são uma banda de som atlético e popular. O que quer isto dizer? São um grupo de sonhadores com o beat no coração, o fado na mão e um conjunto de instrumentos caseiros capazes de conquistar os maiores pés de chumbo. Dance ao som de "Tasca Beat: o Sonho Português" no Teatro Viriato, em Viseu, às 21h30. Bilhetes €5- €10. Largo Mouzinho de Albuquerque, Viseu

Dia 20, Futebol

Hoje é dia de ficar em casa. Sente-se no sofá, se possível rodeado de toda a espécie de comida e aperitivos e assista ao Benfica-FC Porto, às 20h10. Certifique-se que tem Sport Tv1, caso contrário terá de se convidar para casa de um amigo ou assentar arraiais no café mais próximo. Também pode ir ao Estádio da Luz ver o jogo ao vivo. Bilhetes entre €22 e €65. Se for sócio paga entre €15 e €50.

Dia 21, Boa acção

Seja solidário e ajude a Comunidade Vida e Paz na Festa de Natal dos Sem-Abrigo, na Cantina 1 da Universidade de Lisboa. Por outro lado, também pode participar da campanha Presentes Solidários, da Agência Ecclesia. Os lucros revertem a favor de associações e missões em locais carenciados dos PALOP. Em www.presentessolidarios.pt descubra como ajudar. 

Dia 22, Cooperativa Cultural

No "Natal Social" da CrewHassan há concertos, performances, exposições, DJ's e mercado alternativo, mas o que importa é a solidariedade. Por isso, se quiser que o deixem entrar, vá prevenido com um quilo de comida, roupas ou brinquedos, que depois serão distribuídos por instituições carenciadas. Das 16h às 3h na Rua das Portas de Sto Antão, 159-1º, Lisboa

Dia 23, Exposição

Dê um salto à loja Arte da Terra, em Lisboa, para ver a exposição "O País... em presépios", de 80 artistas. O espaço, as antigas cavalariças da Sé, vale bem a viagem. Pode também aproveitar para comprar os últimos presentes de Natal. Há artesanato português para todos os gostos, desde lenços dos namorados, a compotas tradicionais. Rua Augusto Rosa, 40, Lisboa.

Dia 24, Culinária

Partindo do princípio que os presentes estão comprados (se não estão é bom que se apresse, hoje é dia 24), chega a altura de preparar o repasto. Com a ajuda do livro "Festas e Comeres do Povo Português" (dois volumes, cada um €24,99), de Maria de Lourdes Modesto, vai convencer a família que é um guru das cozinhas. Pode voltar a usá-lo na Páscoa, o livro tem receitas para todas as épocas.

Dia 25, Música

Se a páginas tantas já não pode comer mais um sonho que seja, uma filhós, uma fatia de bolo rei e já não aguenta os beijinhos das tias, rume - sem dar nas vistas e prometendo que vai só ali ao café comprar tabaco - à galeria ZDB, no Bairro Alto, e passe o fim da noite ao som de The Legendary Tigerman. Começa às 23h e só custa €10. Galeria Zé dos Bois, Rua da Barroca 59 - Lisboa

 

Via ionline

 



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Quarta-feira, 02.12.09

Tiana, a princesa negra da disney

 

 O primeiro presidente dos EUA afro-americano foi eleito em Novembro de 2008. Passados 12 meses, surge a primeira princesa negra da Disney. A Tiana é uma jovem princesa de origem africana que tem o sonho de abrir um restaurante em New Orleans, a capital do Jazz. Trata-se da primeira princesa negra criada pela Disney e surge no novo filme de animação “The Princess and the Frog” (A Princesa e o Sapo), que se estreia este mês.

 

Depois de Ariel, Jasmine ou Cinderella, eis que surge Tiana. Desenhada à mão pelos criativos da Disney, esta nova princesa já causou alguma polémica nos EUA. Em Abril deste ano, o filme foi acusado de ser preconceituoso porque a protagonista começou por se chamar Maddy, nome parecido com Mammy, com que os americanos se dirigiam às escravas. A Disney também foi acusada de se ter aproveitado da obamania, apesar de o projecto ter sido iniciado muito antes da eleição de Barack Obama.
A famosa apresentadora Oprah Winfrey dá voz a uma das personagens secundárias do filme, mas Tiana é interpretada por Anika Noni Rose. Já o príncipe por quem Tiana se apaixona é interpretado pelo brasileiro Bruno Campos.  
Ouça aqui a banda sonora do filme criada por Randy Newman, já nomeado para Óscares por filmes como "Toy Story".

O filme chega dia 4 de Fevereiro às salas de cinema portuguesas.

Veja o vídeo de apresentação

Via Ionline

 



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Domingo, 29.11.09

Angelina Jolie em cenas escaldantes com Johnny depp

 

Acalmem-se os fãs dos casais Jolie-Pitt e Depp-Paradis.  As cenas de que falamos ainda não aconteceram e será tudo ficção: a actriz Angelina Jolie e o actor Johnny Depp vão contracenar no filme “The Tourist” e o buzz à volta do filme já promete cenas quentes entre os dois.

A informação é avançada pela revista Life & Style. O argumento do filme, que ainda não tem data de estreia marcada, prevê cenas dignas de bolinha vermelha entre os dois, considerados várias vezes como o homem e a mulher mais bonitos do mundo.
A cena entre Casa Manson (a personagem de Jolie) e Frank Taylor (Depp) – que a revista garante que não será curta – vai acontecer no duche e termina com um beijo intenso. Detalhes já avançados referem mesmo que Depp aparecerá em posições que vão deixar as fãs mais resistentes à beira do colapso.

Leia a notícia original aqui

Via Ionline



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Domingo, 22.11.09

 

Nos bastidores da pornografia, Viagra e gel....

 

9h30 da manhã. Pelos caminhos da Serra de Sintra, perdidos entre o nevoeiro que naquela sexta-feira cobriu praticamente toda a encosta, conseguimos finalmente encontrar a moradia. O portão está entreaberto, mas por pouco tempo. "Temos de ser discretos", avisa-nos um elemento da produção que nos aguardava, apesar de não haver praticamente vizinhança e da estrada estar deserta. Cá fora, no parque de estacionamento, vislumbramos alguns elementos da equipa, que preparam o pequeno-almoço na cozinha. Livrámo-nos do primeiro mito: não é com torradas, tostas-mistas e café que os actores garantem a performance, mas graças aos famosos comprimidos azuis e gel de potência masculina, cujas embalagens convivem harmoniosamente na banca da cozinha entre sacos de compras, paletes de leite e detergentes da loiça. O dia está a começar e adivinha-se longo. "Rápido, temos uma agenda a cumprir", grita o realizador Max Cortez. "Onde andam as mulheres?"


A esta hora, Carla Cox e Daria Glower, duas celebridades porno da República Checa, ainda estão no andar de cima. Dão os últimos retoques na maquilhagem, uma na casa de banho, outra no quarto. Facilmente se percebe que estamos numa casa habitualmente desabitada. As paredes estão despidas, os móveis também, e no chão acumulam-se peças de roupa e sapatos - de saltos vertiginosos, claro. Embora ali o sexo seja sobretudo um negócio, três das seis suites da casa estão ocupadas por outros tantos actores (três mulheres e três homens), divididos por casais. Essa parte da casa, no entanto, não é permitida fotografar: "é a nossa vida privada", dizem. 

Cá em baixo, na sala onde vão decorrer as filmagens, as duas actrizes checas são aguardadas pelo realizador, um produtor e dois assistentes, que vão deitando o olho ao plano de trabalhos. O cenário da produção é uma moradia de luxo em Sintra, arrendada à semana por mais de mil euros. Tem piscina, campo de vólei e uma vista privilegiada sobre a serra. É ali que a equipa vive durante o tempo de rodagem daquele que será um dos primeiros filmes pornográficos não amadores feito em Portugal. Durante o dia, o ritmo de trabalho é alucinante: ao todo, a película inclui 35 cenas, feitas em dez dias. À noite, o merecido descanso: enquanto uns se divertem a jogar cartas Uno, outros vêem televisão - e há quem se distraia com uma revista cor-de-rosa ou com um livro. 

Entre cenas O frio da rua contrasta com o ar abafado que se respira na sala do piso térreo da casa, onde é filmada a primeira cena do dia. Que o diga Carla Cox e a sua compatriota Daria Glower, expostas ao calor dos dois projectores que incidem directamente sobre elas. Sempre que o realizador corta a cena, as duas apressam-se a sair do set e a sacar de lenços de papel para limpar o suor e engolir uma bebida energética de cor azul. Mais tarde, os lenços seriam utilizados para eliminar os vestígios deixados por Marcel, o protagonista da primeira cena com as duas mulheres. 

Não há qualquer guião ou diálogo. A velha fórmula retro-porno do canalizador que visita a senhora em apuros domésticos já só entra no imaginário dos tempos da revista "Gina" e da era pré-internet. Hoje, explica Max Cortez, "as cenas são feitas para a internet. E não passa disso, de uma cena de sexo. Acho que o filme com principio meio e fim, com argumento, teve o seu momento. Actualmente, não faz sentido fazer uma aproximação ao cinema convencional, nem é viável". É por isso que o realizador recusa chamar 'cinema' a um filme porno. "Porno é porno, nada mais." 

Antes da cena começar, Max dá breves indicações às duas actrizes. Nada que ambas não dispensassem: Carla tem 25 anos e mais de cinquenta filmes no currículo, Daria é mais velha e experiente: 28 anos e quase 100 películas. São elas que abrem o plano e fazem uma espécie de introdução, enquanto Marcel aguarda num canto a sua entrada em cena. Só o fará quando o realizador ordenar, mas até lá convém manter a "postura".

Enquanto isso, sentados numa mesa fora do enquadramento, o produtor e dois assistentes vão trabalhando ao computador. Trocam mails, vêem cenas gravadas nos dias anteriores, actualizam páginas da net, praticamente indiferentes ao que se desenrola a menos de cinco metros de distância. Apesar do calor da cena e da banda sonora de gemidos que a acompanha, facilmente se percebe que se trata de encenação. "É tudo fingido", explica o produtor Carlos Ferreira. "Quando o realizador manda cortar, fica tudo quieto, como se nada fosse." Mas sempre que a luz vermelha da câmara está acesa, Carla e Daria fazem permanentes investidas de sedução à objectiva, orientadas pelos sinais do realizador para mudarem de posição. A entrada em cena de Marcel não carece de qualquer tipo de introdução ou diálogo: pura e simplesmente aparece. Primeiro vestido, três minutos depois apenas de gravata agarrada ao pescoço. 

A cena é olhada de perto pelos outros actores que se vão acotovelando à porta da sala e trocando segredos. Há quem tenha acabado de saltar da cama, olheiras imponentes nos olhos e fato de treino vestido. Um dos actores, Steve, olha-nos de soslaio na cozinha e confessa-se "cansado". Está ali enfiado há cinco dias, a viver uma espécie de Big Brother pornográfico. Pouco depois daquela curta conversa, preparar-se-ia para filmar mais uma cena - e perceberíamos finalmente o que ele queria dizer com o sentir-se "cansado". Nada que não se resolvesse. 

Quando a cena do trio chega finalmente ao fim, passa-se à fase das fotografias. O DVD, explica Carlos Ferreira, "inclui imagens de cada um dos shots". Daí que seja necessário recuperar as posições filmadas. "Ou então estamos sempre a interromper", atalha Max Cortez. Não foi o caso: a cena foi feita ao primeiro take e sem cortes. O momento alto, comenta um dos assistentes de realização, é o "cum shot". Ou seja, quando o actor atinge o clímax. E é aqui que a rodagem de um filme pornográfico assume contornos surreais: à ordem para cortar, segue-se a intervenção imediata do fotógrafo de serviço, que desata a disparar flashadas sobre o trio. Depois, encenam cada uma das posições para a fotografia, entre os risos delas e a evidente dificuldade e inibição do actor em dar seguimento ao trabalho.

Filme interactivo Em menos de um mês, parte desta equipa veio a Portugal duas vezes. Primeiro para o Salão Erótico de Lisboa, agora para realizarem esta produção portuguesa, que de português tem apenas a empresa que a patrocina. A Hotgold é a proprietária do primeiro canal nacional para adultos (disponível para assinatura mensal numa das operadoras de televisão por cabo). O facto de o elenco ser todo estrangeiro - duas mulheres e dois homens da República Checa, um alemão, um espanhol e uma colombiana - tem a ver com questões orçamentais. "Fica mais barato", garante o produtor português, Carlos Ferreira. Além disso, "é bastante mais complicado contratar actrizes portuguesas".

A equipa técnica incluiu, no entanto, dois elementos portugueses, responsáveis pela filmagem. "Temos uma equipa portuguesa, que está aqui a fazer uma espécie de estágio para as nossas produções futuras." O resultado dos dez dias em Sintra será um filme "interactivo" que chega às sex-shops em Janeiro de 2010. Interactivo? "Sim, será possível escolher os intervenientes e os cenários".



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Terça-feira, 03.11.09

Alice no país das maravilhas, no cinema em 2010

 

Uma sensação de “eu conheço isto de algum lado” percorre-nos ao estudar as listas de filmes prontos a estrear em 2010. Hollywood parece ter encontrado uma fórmula para o sucesso e perdeu a vergonha de a usar. Temos remakes de filmes e séries dos anos 80, há adaptações de videojogos ao cinema e mais um ou outro herói da Marvel que passa dos quadradinhos para a fita de celulóide. As maiores surpresas vêm de realizadores que decidiram pegar em clássicos infantis e transformá-los em clássicos do cinema. Porque na infância ainda não há lugar para a nostalgia, filmes como “Alice no País das Maravilhas” de Tim Burton, ou “Sítio das Coisas Selvagens”, de Spike Jonze, podem ser as coisas mais originais do ano que vem.

“O Fantástico Senhor Raposo”, de Wes Anderson

Wes Anderson pegou num clássico da literatura infantil e deu-lhe vida com miniaturas que contam a história, um original de Roald Dahl, o mesmo autor de “Charlie e a Fábrica de Chocolate”,  através da técnica de stop motion. Conta com um elenco de luxo, do qual apenas vamos escutar as vozes: os destacáveis George Clooney e Meryl Streep partilham os créditos finais com os repetentes Bill Murray e Jason Schwartzman na história de uma raposa (a bem dizer, um raposo) a quem a vida dá uma volta depois do nascimento do primeiro filho. É o filme que abre o Estoril Film Festival, na próxima quinta-feira, dia 5 de Novembro. Estreia prevista para Portugal: 28 de Janeiro

“Anticristo”, de Lars von Trier

Lars von Trier continua empenhado em escarafunchar o lado mais sombrio da espécie humana. Em “Anticristo”, filme com reacções muito divididas em Cannes, conta a história de um casal que se refugia numa cabana nos bosques para tentar esquecer a morte do filho. Com um elenco de apenas dois actores, Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg, von Trier explora o luto e a dor de um casal num drama psicológico que acaba por se transformar num filme de terror. Estreia prevista para Portugal: 21 de Janeiro

“Clash of The Titans”, de Louis Leterrier

Quem já fez zapping pelos canais de cinema a um domingo à tarde, deve ter reparado num filme antigo, nuns efeitos especiais medonhos e um lote de actores que parecíamos reconhecer de algum lado. “Clash of The Titans”, o original de 1981, foi um êxito de bilheteira que triunfou graças aos defeitos – que então eram qualidades – anunciados antes. O remake, que estreia em 2010, pretende dar uma cara nova a este clássico que não sobreviveu ao teste do tempo. Liam Neeson e Ralph Fiennes lideram o elenco de um filme baseado na mitologia grega. Sem data de estreia para Portugal

“Tron Legacy”, de Joseph Kosinski

Quando “Tron” estreou, em 1982, os computadores eram ainda máquinas exóticas que existiam sobretudo nos laboratórios das universidades. Talvez por isso fosse tão verosímil escrever um filme sobre gente que vive dentro dessas máquinas. “Tron Legacy”, uma das grandes apostas da Disney para o ano que vem, pode impressionar pelos efeitos especiais, mas vai encontrar do lado de cá um público mais céptico. O filme pega no filho do protagonista da fita original e mete-o ao volante de veículos futuristas no ciberespaço. Uma sequela a piscar o olho aos saudosistas do ZX Spectrum. Sem data de estreia para Portugal

“Eclipse”, de David Slade
Estamos a viver uma moda dos vampiros, e a notícia de que está prevista uma estreia em 2010 de um novo filme da saga Twilight prova de que esta moda vai demorar a passar. “Eclipse” é a terceira versão cinematográfica do terceiro volume da saga de vampiros adolescentes criada pela escritora Stephenie Meyer. Desta feita, a protagonista tem de escolher entre um vampiro e um lobisomem, naquele que é asseguradamente um dos grandes êxitos de bilheteira do ano que aí vem. Com Robert Pattinson, Kristen Stewart e Taylor Nautler. Sem data de estreia para Portugal

“Robin dos Bosques”, de Ridley Scott

Robin dos Bosques é um herói dos contos tradicionais ingleses. Tão popular que já se fizeram sobre ele canções, séries, canecas e um filme com Kevin Costner e banda sonora de Bryan Adams.O realizador Ridley Scott (“Blade Runner”, “Gladiador”) achou que o que faltava mesmo era mais um filme sobre o melhor arqueiro de Nottinghamshire. Juntou-se novamente a Russel Crowe e reabilitou Robin dos Bosques para mais uma aventura em que os ricos são roubados para benefício dos mais desfavorecidos. Sem data de estreia para Portugal

“Um Caso Sério”, de Joel e Ethan Coen

Um novo filme dos irmãos Coen (“Fargo”, “Este País Não é Para Velhos”) é sempre notícia. Uma boa notícia, sobretudo, se for mais uma comédia ao seu estilo – humor negro ou cinzento escuro, personagens memoráveis e diálogos preciosos, como vimos em “O Grande Lebowski” e, mais recentemente, “Destruir Depois de Ler”. “Um Caso Sério” é um remake de uma comédia de 1967, com um elenco de quase-anónimos: Larry Gopnik (o homem sério que dá nome ao filme) vê a vida dar uma volta depois de a mulher o deixar por este não se conseguir livrar do irmão que foi viver lá para casa. Estreia prevista para Portugal: 4 de Fevereiro

“Alice  no País das Maravilhas”, de Tim Burton

Toda a gente quer ver o clássico conto de Lewis Carroll contado pelo olhar de Tim Burton. O realizador de “Eduardo Mãos de Tesoura” e “Charlie e a Fábrica de Chocolate” atirou-se a um marco da literatura infantil, “Alice no País das Maravilhas”, história que já sofreu todas as adaptações possíveis – cinema, teatro, desenhos animados, musicais, etc. Esta nova versão promete ser mais adulta (Alice tem 19 anos) e conta com os desempenhos de Johnny Depp e Helena Bonham Carter, parceiros de Burton nesta coisa de pintar de negro as histórias de encantar. Estreia prevista em Portugal para 4 de Março de 2010.

“The Imaginarium of Doctor Parnassus”, de Terry Gilliam

A história de uma companhia de teatro itinerante que fez um pacto com o Diabo tinha como protagonista o actor Heath Ledger. Por altura da sua morte, em Janeiro de 2008, um terço das cenas tinham sido rodadas. Depois de interrompidas as gravações, foram encontrados não um, mas três substitutos para o malogrado actor: Jude Law, Johnny Depp e Colin Farrell chegaram-se à frente para fazer de Tony um homem que viaja por um mundo de sonhos depois de passar por um espelho. Esta ficção fantástica é dirigida pelo Monty Python Terry Gilliam e foi um dos filmes mais aplaudidos do último Festival de Cannes.

Estreia prevista para Portugal: 4 de Fevereiro

“O Sítio das Coisas Selvagens”, de Spike Jonze

Mais uma estreia na animação de uma realizador reputado, mais uma adaptação ao cinema de um livro para crianças. “O Sítio das Coisas Selvagens” foi um conto infantil de Maurice Sendak antes de ser um dos filmes mais aguardados de 2009 – a estreia acabou por ser atirada para 2010, o que justifica a inclusão nesta lista. Numa mistura de animação com imagens reais, o novo filme do realizador de “Inadaptado” e “Queres Ser John Malkovich?” narra as desventuras de Max, um garoto que foge de casa e encontra uma ilha habitada por criaturas fantásticas. Sem data de estreia para Portugal



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Domingo, 27.09.09

 cenas sensuais .. tudo a fingir

 

"Mexe-te mais!", "Não gemas tanto", "Agora mais devagar", "Um bocadinho mais depressa". A sucessão de indicações quase milimétricas do realizador José Fonseca e Costa, levaram Rogério Samora à beira de um ataque de riso. O actor estava a fazer uma cena de sexo com Filomena Cautela num celeiro e, como o som não estava a ser gravado, o realizador quis deixar bem claro como queria a cena de "Viúva Rica Solteira Não Fica". "Estava mortinho por me rir e com vontade de dizer: 'Cala-te Zé'", conta o actor para quem este tipo de cenas não é das mais difíceis. "Quando aceitamos um trabalho já sabemos ao que vamos. É tudo ensaiado e debatido. Mas para ficarem perfeitas, as cenas demoram muito tempo."

O sexo no cinema é o momento alto do voyeurismo dos espectadores e um sucesso de bilheteira. Parece o culminar perfeito daquela história de amor ou traição. Mas toda a sensualidade que transparece esconde os constrangimentos dos actores.
Que o diga a actriz São José Correia, que chorou na primeira cena de sexo que fez, em 2004, na curta-metragem de Adelino Tavares "I'll See You in My Dreams". "Estava muito envergonhada. Nua, a simular sexo, tinha frio e o cobertor onde estava deitada era daqueles da tropa, que picam. À medida que a câmara se ia aproximando do meu rosto, os gemidos tinham de ir aumentando. Ao fim do segundo take, estava a chorar. Foi a primeira vez que desisti de uma cena", confessa. Desde então, a actriz nunca mais chorou, mas nem por isso se sente mais confortável. "A única maneira é pensar que não sou eu." 

É TUDO A FINGIR
Podemos ficar ruídos de inveja quando vemos cenas perfeitas de amor e prazer, ou sonhar com aqueles momentos escaldantes dos nossos actores preferidos, mas se estivéssemos no plateau, mudávamos de opinião. 
O momento privado a dois é, na realidade, acompanhado por várias pessoas, que, ao contrário dos actores estão vestidos e carregam uma parafernália de tecnologia. Apesar de ser tudo ensaiado antes de gravarem as cenas, podem demorar horas para conseguirem todos os ângulos. Quanto à nudez, ela não é assim tão real. Cuecas cor de pele, toalhas para evitar o contacto e o famoso tapa sexo, inventado pelos brasileiros. "É uma coisa muito simples. Uns colãs de nylon, cortados em forma de cuecas. Depois deixa-se um triângulo e cola-se, com aquela cola de bigodes, à frente e atrás no meio do rabinho. Assim se estiveres em cima de alguém, os órgãos não estão em contacto directo", explica São José Correia. Até para ter uma respiração ofegante os actores recorrem a outros meios: correr e pular antes de ouvir acção. 
Só os beijos parecem não ter técnica. Pelo menos segundo os actores portugueses, o beijo técnico é um mito. Inventado por Hollywood, consistia em nunca introduzir a língua na boca do colega, o que nem assim evitava embaraços. Um dos beijos mais memoráveis da história foi na realidade um fiasco. Em "Tudo o Vento Levou", quando a apaixonada Scarlett (Vivien Leigh) beija finalmente Rhett descobre que Clark Gable, o da vida real, tinha mau hálito. 
Para evitar este tipo de contratempos, Rogério Samora faz questão de lavar os dentes sempre antes dessas cenas. "São cuidados higiénicos muito simples, que todas as pessoas com quem trabalhei fazem."


O PAPEL DO REALIZADOR
 "O Crime do Padre Amaro" ficou no imaginário português pelas cenas de sexo, bastante convincentes, entre Jorge Corrula e Soraia Chaves. A estreia de Carlos Coelho da Silva no cinema ficou marcada pela cena de sexo na sacristia. Foram poucos takes, com cerca de dez minutos cada, e o mínimo de pessoas no plateau. "É uma coreografia bem ensaiada, decidida por mim, mas depois era com os actores. Não os interrompia a meio. Esperava pelo corta, para dar indicações." O papel do realizador é tornar a cena mais real possível, diz Carlos Coelho da Silva, por isso a transpiração tem que lá estar, nem que seja com a ajuda de óleos, e as peças de roupa a proteger são normalmente erros a evitar.



publicado por olhar para o mundo às 14:10 | link do post | comentar

Quinta-feira, 23.07.09

 Um jantar e um filme. Quantos primeiros encontros não terão sido assim? Pertence ao senso comum: uma fita bem escolhida faz milagres. Ou, pelo menos, dá um empurrãozinho. O contrário também é válido. Ou seja, se conta beijar na sala escura do cinema, e de acordo com a Empire, é melhor esquecer:

 


Casino - O beijo de Joe Pesci e de Sharon Stone confunde-se facilmente com uma luta de hipopótamos, diz a revista britânica. "Faz o especial de Natal de Mr. Bean parecer o filme 'Casablanca'".

Doidos à Solta - Jim Carrey e Lauren Holly ensinam "como mastigar o rosto de outro ser humano sem causar cicatrizes permanentes".

Ghost, o Espírito do Amor - À partida, pode parecer uma boa ideia. Patrick Swayze mais Demi Moore mais uma história a saber a água com açúcar. Mas só à partida. Numa palavra: "ridículo", diz a Empire.

Senhor dos Anéis: o Regresso do Rei - Não é a Empire que pergunta, mas o i: quem é que leva alguém que queira impressionar a ver O Senhor dos Anéis? A Empire diz que o pior é mesmo a forma como Viggo Mortensen salta para cima de Liv Tyler.

Guerra das Estrelas: O Império contra Ataca - "Han está com ciúmes, Chewie está confuso e Luke está... excitado? Errado a todos os níveis."

Para saber quais são os restantes beijos mais constrangedores do cinema, clique aqui


 
Via ionline

 

 



publicado por olhar para o mundo às 10:14 | link do post | comentar

Quarta-feira, 20.05.09

 Cenas de strip do cinema

 

A Premiere elegeu as oito melhores cenas de striptease feminino do cinema. Mas calma, o nu não é integral.

 

1. Rose McGowan, Planeta Terror

 

2. Salma Hayek, Aberto Até de Madrugada

3. Natalie Portman, Closer- Perto Demais

4. Jessica Alba, Sin City- A Cidade do Pecado

5. Elizabeth Berkley, Showgirls

6. Daryl Hannah, Iguana Azul

7. Demi Moore, Striptease (veja o vídeo em baixo)

8. Jamie Lee Curtis, A Verdade da Mentira

Via ionline

 

 



publicado por olhar para o mundo às 01:47 | link do post | comentar

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