Sábado, 12.03.11

 

O alerta soou um minuto antes do sismo, porque só depois dos primeiros sismogramas detectarem o epicentro. O sismo que ontem abalou o Japão era "previsível", mas não foi possível prevê-lo. O paradoxo continua a dar luta aos cientistas, concordam os sismólogos contactados pelo i. Depois de tentativas de previsão e evacuação nos anos 1970, a opção apoiada pela ciência foi evitar alarmes falsos. Susana Custódio, sismóloga da estação do Instituto Geofísico da Universidade de Coimbra, nomeia três problemas: os métodos não precisos o suficiente, evacuar uma determinada região em falso pode ter efeitos tão dramáticos - em termos de perda económica e de vidas - como o próprio desastre e corre-se o risco de "descredibilizar" as autoridades.

Vários trabalhos têm reforçado a tese de que é possível prever um sismo, sobretudo os de grande dimensão. A dificuldade está em perceber os sinais exactos que indicam um sismo iminente. "Neste caso do Japão houve mais de 15 sismos com magnitude superior a 5 nos últimos dias, entre eles um de magnitude 7,2. A forma como definimos sismo precursor, sismo principal e réplica ainda é empírica", diz ao i Susana Custódio. "Só o conseguimos fazer a posteriori." A ideia de que os grandes sismos se repetem em intervalos regulares também tem lacunas, como a ausência de medições precisas até há 50 anos. Onno Oncken, especialista do Centro de Investigação em Geociências da Alemanha, revelou ao i a última tese na área, ainda sem grande fundamentação: clusters de sismos violentos, que sugerem uma correlação entre placas. "Sismos como este, o do ano passado no Chile ou o de Samatra há sete anos parecem cair neste intervalo de uma a duas décadas. Já foi possível identificar outro cluster nos anos 50 e 60 (o do Chile ou o do Alasca) e outro no início do século passado (o terramoto de São Francisco, entre outros)." Danijel Schorlemmer, geocientista da Universidade da Califórnia do Sul, é mais pragmático. "A melhor coisa a fazer é estar preparado, ter mantimentos e água para vários dias." Construir tendo em conta o risco sísmico e usar alertas precoces, mal se detectam os primeiros abalos, para desactivar infra-estruturas sensíveis como centrais nucleares são outras recomendações. Susana Custódio também aposta no lado pedagógico: pequenos e grandes sismos servem para alertar a população que tende a esquecer-se das regras básicas. "Se este sismo fosse em Portugal as consequências seriam muito maiores." E o risco existe: "Em Portugal temos falhas de todos os tipos", diz a sismóloga. Schorlemmer resume: "Não conseguimos medir quando uma falha está ''pronta''. Ainda assim, em todos os sítios onde este tipo de eventos já foram observados, é de esperar que voltem a acontecer. Só não sabemos quando." M. F. R.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 02.02.11

Contra a iliteracia cientifica

 

Consumidores em Portugal vão tomar uma “overdose” de “medicamentos” homeopáticos em público

"Ativistas de direitos do consumidor em Portugal anunciaram hoje a sua intenção de tomar uma “overdose” homeopática no próximo mês em parceria com um protesto global contra estes remédios alternativos.

Os manifestantes vão consumir dezenas de comprimidos homeopáticos na manhã de 5 de Fevereiro de 2011, às 10:23, no Jardim do Príncipe Real em Lisboa, com o objetivo de sensibilizar o público para a ineficácia dos “remédios” homeopáticos. Pretendemos também questionar a opção do Infarmed de permitir que estes produtos sejam classificados como medicamentos nas farmácias, o que os legitima aos olhos dos clientes."

 

 

Via Dias que voam



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Sábado, 15.01.11

Estudos sobre o leite materno

 

Quase dez anos depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter declarado que a amamentação em exclusivo até aos seis meses beneficia os bebés, um estudo publicado no British Medical Journal vem dizer o contrário. O grupo de investigadores reconhece os benefícios do leite materno, mas defende que este deve ser completado com outros alimentos.

 

No estudo, a que o PÚBLICO teve acesso, investigadores do Reino Unido, conduzidos por Mary Fewtrell, do Instituto de Saúde Infantil da University College London, fizeram uma revisão da evidência científica que suporta as actuais orientações sobre aleitamento e consideraram que é altura de ponderar os pressupostos. De acordo com as conclusões do grupo, apesar dos benefícios da amamentação, o facto de o bebé só mamar durante seis meses pode não ser do seu pleno interesse no que diz respeito, por exemplo, a introduzir outro tipo de alimentos ou a desenvolver algumas patologias e alergias.

Em 2002, a OMS estabeleceu recomendações mundiais no sentido de os bebés serem exclusivamente alimentados com leite materno durante os seis primeiros meses de vida, podendo a amamentação prolongar-se como complemento até aos dois anos. Muitos países ocidentais não seguiram estas recomendações mas, em 2003, o Reino Unido, de onde são os autores do estudo, adoptou as guidelines da OMS, à semelhança de Portugal. Contudo, Fewtrell e os colegas defendem que a amamentação exclusiva deve ser sim recomendada nos países menos desenvolvidos, onde o acesso a água potável e a alimentos seguros é limitado, representando um risco superior para o bebé de morte ou doença.

A situação portuguesa

Em Portugal, nos últimos anos, a tendência tem sido a de incentivar o aleitamento materno exclusivo. O próprio Plano Nacional de Saúde 2004-2010, que agora termina, definia um período de duração do aleitamento materno como meta prioritária. Também a Direcção-Geral da Saúde (DGS) refere que, “de acordo com as estatísticas disponíveis, à data da alta hospitalar a larga maioria das puérperas e seus recém-nascidos terão como plano alimentar esperado o aleitamento materno exclusivo, o que permite falar numa taxa de 90 por cento de iniciação”. No entanto, a DGS reconhece que “a elevada taxa de aleitamento materno exclusivo à alta parece ter um acentuado declínio logo no primeiro mês de vida para ser inferior a 50 por cento aos três/quatro meses”.

Contactada pelo PÚBLICO, a secretária da mesa do Colégio de Especialidade de Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia da Ordem dos Enfermeiros, Teresa Félix, ressalvou que não conhece o estudo por completo, mas lembra que um único documento não é suficiente para alterar toda a prática que tem sido desenvolvida. Para as mães que estão neste momento a amamentar ou para as futuras mães, refere que “o mais importante é manter a amamentação mesmo que se introduza outro alimento”. De todas as formas, Teresa Félix lembra que “o leite materno é fundamental em termos nutricionais e um alimento que é impossível igualar. É um alimento vivo que muda ao longo do dia e que responde às necessidades do bebé”, pelo que é importante que a mãe tente continuar a extrair o leite mesmo quando regressa ao trabalho.

Também a presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, em reacção ao estudo, defende que “é muito difícil deixar de ter por base uma recomendação que vem da OMS”. Sobre o facto de introduzir alimentos mais cedo, Alexandra Bento entende que é necessária mais evidência científica, mas também recorda que “a OMS faz recomendações globais e universais que se aplicam a todos os países” – em referência ao facto de a realidade dos países em desenvolvimento poder estar a influenciar as recomendações, já que nos países desenvolvidos até pela entrada da mulher no mundo do trabalho a amamentação exclusiva é abandonada mais cedo. A nutricionista explica, no entanto, que “o mais importante é impulsionar o aleitamento materno independentemente da altura em que se introduzem alimentos” e pugnar por “uma alimentação diversificada” para toda a família.

Alimentos e não complementos

Sobre os países europeus, os investigadores também salientam que a recomendação da OMS lhes suscita algumas dúvidas, mas sublinham que são a favor da amamentação exclusiva até aos quatro meses e que defendem que deve ser prolongada depois deste período, desde que associada a outros alimentos. E reforçam a palavra alimentos, dizendo que não estão a defender outro tipo de suplementos ou complementos disponibilizados pela indústria do sector. Três dos investigadores fazem mesmo uma declaração de interesses no estudo onde dizem que nos últimos três anos fizeram trabalhos de consultoria ou receberam fundos para trabalhos de empresas ligadas a suplementos alimentares e alimentos para crianças.De acordo com os cientistas, a documentação que suporta a decisão da OMS é anterior a 2000 e diz que os bebés que durante os primeiros seis meses só mamaram tiveram menos infecções e problemas associados ao crescimento. Conclusões que Fewtrell coloca em causa, dizendo que quando o bebé só recebe leite materno apresenta mais riscos de anemia, de doença celíaca, e de alguns tipos de alergia, nomeadamente alimentar. Na Suécia, por exemplo, o adiar da introdução de alimentos sólidos, como glúten, coincidiu com o aumento de casos de doença celíaca e baixou quando a amamentação exclusiva passou a ser recomendada só até aos quatro meses, dizem os cientistas.

Os investigadores temem, ainda, que o uso prolongado do aleitamento exclusivo reduza a janela de oportunidade de introdução de novos sabores da dieta da criança, nomeadamente a adaptação a vegetais – o que pode aumentar o risco de uma dieta desadequada que conduza à obesidade. O grupo recomenda, por isso, ao Reino Unido que reveja as suas orientações sobre esta temática, com base na informação científica que foi produzida ao longo dos últimos dez anos. Mary Fewtrell acredita, contudo, que os efeitos para os bebés no Reino Unido tenham sido residuais, já que a amamentação em exclusivo até esta idade é muito pouco comum no país (um por cento, segundo dados de 2005).

 

Via Público



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Sábado, 08.01.11

Fungo Afrodisíaco dos Himalaias

 

Um fungo encontrado nos Himalaias, numa altitude superior a 3500 metros, está a gerar disputas violentas devido ao seu elevado valor económico, tendo já provocado a morte a sete pessoas, escreve o jornal Folha.

O fungo chama-se yarsagumba é conhecido como o viagra do Himalaia , usado há séculos e muito valorizado pelos chineses pelas qualidades afrodisíacas. Os chineses também acreditam que a droga medicinal tem outras qualidades, como longevidade e cura de algumas doenças.

É muito difícil ter acesso ao fungo devido à resistência dos homens que residem na região. Em Junho de 2009, 36 homens de uma vila da zona foram detidos depois de matar sete estrangeiros que chegaram ao local em busca do yarsagumba. Os acusados ainda aguardam julgamento.

Várias empresas farmacêuticas norte-americanas começaram a investigar o uso do produto para o tratamento de cancro. Actualmente, um quilo do fungo pode custar dez mil dólares.

 

Via SOL



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Domingo, 02.01.11

Ciência e tecnologia, o que será 2011

 

Para quem se lembra de ver, numa TV a preto e branco, o homem chegar à Lua, pode parecer loucura o que aí vem. Ver uma T-shirt transformada num ecrã de imagens ou assistir à descoberta de um planeta semelhante à Terra já não são só hipóteses. Estão mesmo para acontecer. Já este ano

 

TECNOLOGIA

01 iPad 2, PlayBook e PalmPad 
A segunda geração do iPad será anunciada já no início de 2011 e deverá estar nas lojas no final do primeiro trimestre. Os rumores apontam para que já inclua duas câmaras, porta USB e um novo processador. Depois do sucesso estrondoso da primeira versão, contra as expectativas iniciais dos analistas, também a Research in Motion (BlackBerry) e a HP irão lançar-se neste mercado. ARIM vai começar a vender o PlayBook, que terá nas empresas o grande alvo, e a HP prepara-se para anunciar o primeiro tablet – a que o mercado chama PalmPad – com o sistema operativo webOS, proveniente da compra da Palm. O Goldman Sachs espera que só em 2011 sejam vendidos perto de 55 milhões de tablets.

 

02 iPhone 5 e dual-core
iPhone 5 já está a ser testado e se for mantida a tradição está cá fora entre Junho e Julho. O telemóvel da Apple terá uma nova arquitectura de antena, para resolver os problemas do iPhone 4, com um processador mais rápido (1,2 GHz) mais memória e armazenamento e um ecrã ligeiramente maior. Uma vez que continua a ser a referência da nova geração de smartphones, o lançamento será muito aguardado. Além disso, espera-se para este ano um surto de smartphones com processador dual-core, depois de a LG ter lançado o primeiro do género há poucas semanas. Os chips com dois "cérebros" vão abrir caminho a telemóveis com mais poder do que alguns PC.

 

03 Portáteis com dois ecrãs
Fala-se disto há anos, mas nunca pegou verdadeiramente. No entanto, 2011 é o ano em que os portáteis com dois ecrãs podem ter sucesso. A Toshiba experimentou o conceito com o Libretto W105 e esperam-se mais lançamentos no Consumer Electronics Show, que arranca na próxima semana em Las Vegas.

 

04 Portáteis com Chrome OS

Este ano poderá marcar o início do fim do domínio mundial do Windows. Até agora, nem os sistemas operativos open-source (tipo Linux) nem o da Apple (Mac OS) fizeram estragos no reinado do Windows. No entanto, o novo sistema Chrome, que está em beta e a ser testado no portátil-pilotoCr-48, é a terceira via mais credível das última décadas. Os primeiros portáteis com Chrome começam a ser vendidos no segundo trimestre e serão fabricados pela Acer e pela Samsung. AGoogle espera que o destino seja o mesmo do Android, que relegou o Windows Mobile para o fundo da tabela. 

05 HTML5
A guerra entre a Apple e a Adobe por causa do Flash (plataforma mais usada para as animações nos sites) criou espaço para que se discutisse à séria o HTML5 – que muitos acreditam poder substituir o Flash na próxima geração de conteúdos web. Em 2011 estão criadas as condições para que os programadores se virem para esta linguagem, alegadamente mais fiável e menos problemática do que o Flash.

 

06 Loja de aplicações para MAC
A próxima quarta-feira é o dia marcado para o arranque da primeira loja de aplicações para computadores, no sentido mais clássico do aparelho. A Mac App Store da Apple representa o arranque de uma nova forma de distribuição de software para computadores, da mesma forma que a loja de aplicações para o iPhone mudou totalmente o tipo de software que se pode instalar num telemóvel e inaugurou um novo e lucrativo mercado para programadores. Ainda não se sabe quantas aplicações ou de que tipo estarão presentes, mas é muito provável que este seja o fim da instalação de software com recurso a suportes físicos, tipo CD ou USB. Vai haver uma aplicação para tudo.

 

07 Superfícies interactivas
É uma tecnologia revolucionária e tem assinatura portuguesa: a YDreams lança em Maio a sua spinoff Interactive Surfaces, com sede na Alemanha, e promete transformar qualquer superfície – sim, qualquer uma, de T-shirts e mesas a papel de jornal – em ecrãs com imagens. Segundo António Câmara, CEO da YDreams, é tudo baseado em química e demorou quase três anos a desenvolver e a patentear.

 

08 Quarta geração móvel
Vodafone já anunciou que vai começar a implementar o 4G na Alemanha e que todo o país estará coberto no final do ano, com base no LTE (long term evolution). Apesar de ainda não haver telemóveis compatíveis, o início dos investimentos deverá impulsionar os fabricantes – mesmo que a comissária europeia com a tutela da agenda digital, Neelie Kroes, já tenha admitido que o 4G só se vai massificar na Europa em 2013. Por outro lado, também os Estados Unidos têm já vários projectos a decorrer com 4G, da Sprint e agora da Verizon.

 

09 Televisões com internet
As televisões com ligação web já andam por aí, mas agora é que vão chegar os serviços e os conteúdos adequados para justificar o investimento. Com ou sem o lançamento oficial da plataforma Google TV, que é basicamente transportar o melhor da Google para a televisão, espera-se já para os próximos meses uma avalancha de novos serviços e conteúdos exclusivos para as televisões com internet. Talvez seja desta que a tão falada convergência entre a televisão e o computador se concretize.

 

10 Near-field communications
Ok, a Nokia brincou a isto nos últimos anos mas ninguém lhe ligou nenhuma. A NFC é uma tecnologia sem fios de alcance curto que permite trocar informações entre aparelhos. Por exemplo, um telemóvel com chip NFC pode aceder ao menu de um restaurante passando com o visor em cima do nome; basta que este esteja codificado. O NFC tem condições para rebentar agora porque a nova versão do Android suporta chips NFC e os fabricantes já estão a preparar a novidade.

 

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CIÊNCIA

01 Descobrir uma irmã Terra
À hora destas previsões já foram descobertos 515 planetas fora do sistema solar. Nos cálculos do investigador Samuel Arbesman, de Harvard, dado o ritmo das descobertas, há uma probabilidade de 82% de se encontrar um planeta como a Terra no final deste ano. Até ao momento, o candidato mais promissor foi anunciado em Setembro. O Gliese 581 g está na chamada "zona habitável" da sua estrela – no limite de distância para poder ter água líquida – mas terá temperaturas negativas e o triplo da massa da Terra. Mais do que encontrar planetas no espaço – afinal eles abundam e existirá no universo o triplo das estrelas que se pensava – é preciso ter a sorte de apontar na direcção certa para achar a equivalência perfeita.

 

02 Turistas espaciais
Basta recordar a saga que está a ser enviar o Discovery pela última vez ao espaço (e o vaivém já voou 38 vezes) para justificar a introdução que se segue. Se tudo correr bem, a primeira nave espacialcomercial deverá cruzar o espaço este ano. A garantia é do presidente da agência de viagens espacialVirgin GalacticWill Whitehorn. Já há 390 turistas com lugar reservado e os bilhetes custam 200 mil dólares. Entretanto, e reparadas todas as avarias, o Discovery só deverá partir depois de Fevereiro.

 

03 Epidemias resistentes
Os casos de tuberculose em Londres aumentaram 50% na última década. O alerta foi lançado na "Lancet" e dá conta de novas estirpes entre a população prisional e sem-abrigo com hiper-resistência às terapêuticas. Em 2010, o isolamento de superbactérias provocadas por uma mutação no geneNDM-1, que as torna resistentes à maioria dos antibióticos, voltou a alertar para os riscos do seu consumo excessivo e para a rápida circulação das epidemias deste século.

 

04 Genoma para que te quero
Acredita-se que 85% das doenças genéticas podem ser determinadas por uma pequena porção do genoma, o exoma, responsável por codificar proteínas. Se sequenciar todo um genoma continua a custar mais de 5 mil euros e ainda demora quatro meses, restringir a procura a apenas 2% fica mais barato e produz resultados mais rápidos que possibilitarão desenvolver diagnósticos e tratamentos para doenças raras, menos escrutinadas pela indústria. Em 2011 está também previsto que termine oProjecto 1000 Genomas: a maior base de variações genéticas humanas, feita a partir de 2500 amostras de diferentes populações, incluindo a ibérica.

 

05 Telescópio grande e gelado
Chama-se Cubo de Gelo e está sediado no Pólo Sul. A construção do maior telescópio de neutrinos do mundo, na estação norte-americana de Amundsen-Scott, ficou concluída a 18 de Dezembro e promete em 2011 as primeiras observações. Custou mais de 200 milhões de euros e tem um detector de partículas a 1400 metros de profundidade. Explicar a matéria negra é uma das ambições dos investigadores.

 

06 Dilemas matemáticos
Dos problemas teóricos em aberto, o mítico (se for dado às coisas da computação) P=NP tem o desfecho profetizado para 2011. Nas lides computacionais há problemas fáceis e outros que aparentam ser mais difíceis (são precisas mais operações para os resolver). O que os investigadores não sabem é se os problemas que aparentam ser difíceis o são mesmo, e assim N seria diferente de NP... ou o contrário. Implicações: reboliço informático e pano para mangas para os teóricos. Confuso? Então, profetizamos nós: não vencerá o prémio de um milhão de dólares que o Clay Mathematics Institute promete à mente mais iluminada.

 

07 Células de embriões
A medicina regenerativa está a ganhar um novo fôlego. Depois de oito anos de entraves nos meandros da política norte-americana, o primeiro ensaio clínico com células estaminais derivadas de embriões foi para a frente em 2010. A biotecnológica Geron, sediada na Califórnia, iniciou um plano de tratamentos para validar o tratamento de lesões da coluna. Um segundo ensaio para testar um tratamento a uma doença hereditária que provoca cegueira durante a infância também já foi aprovado pela FDA.

 

08 Controlar o vírus da sida
O caso do paciente de Berlim – o homem a quem foi possível reverter uma infecção com VIH depois de transplantes de medula – poderá não passar de uma prova de conceito. Mas cada vez há mais boas notícias entre os investigadores que combatem a sida. O uso de medicamentos anti-retrovirais como profilaxia mostrou resultados positivos em diferentes ensaios clínicos, do gel vaginal aos comprimidos. Revelou-se eficaz em mais de metade dos casos.

 

09 Vacina contra a malária
A primeira vacina contra a malária, destinada a crianças, poderá chegar no final do ano. Apesar de ainda não ser perfeita, os anticorpos que têm vindo a ser de-senvolvidos pela GlaxoSmithKlineprevinem metade das infecções. A farmacêutica ainda não fixou o preço da vacina mas diz que os lucros não excederão os 5%. Em África, a doença ainda mata uma criança a cada 45 segundos. Um dos objectivos do milénio é reduzir a mortalidade infantil dois terços até 2015.

 

10 Compre já um carro voador
Se é adepto dos avanços mais futuristas, vá a Terrafugia.com. A star-up fundada por dois engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts promete entregar os primeiros carros voadores em 2011. Para guiar/pilotar um Transition terá de ter carta/licença para pilotar ultraleves. A vantagem, dizem eles, é que abastece numa bomba normal e dá para estacionar na garagem. O preço ainda não está fechado: paga 10 mil dólares de sinal e a factura final deverá estar entre os 200 mil e os 250 mil dólares.

 

Via ionline



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Sexta-feira, 24.12.10

O ipad, uma das descobertas da década

 

Novos planetas: Um sistema solar muito parecido com o nosso

Uma equipa internacional de caçadores de planetas extra-solares (entre os quais os portugueses Alexandre Correia, da Universidade de Aveiro, e Nuno Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto) descobriu este ano, a 127 anos-luz de nós, um sistema solar composto por sete planetas que é o mais parecido com o nosso sistema solar descoberto até agora. Um dos seus planetas é provavelmente rochoso e pouco maior do que a Terra; um outro, também rochoso, será semelhante a Saturno. Os outros cinco são gasosos como Neptuno. Todos eles giram em torno de uma estrela chamada HD 10180, na constelação da Hidra. Desde 1995 já foram detectadas centenas de planetas extra-solares e 15 sistemas solares com pelo menos três planetas. 

O primeiro planeta extra-solar de sempre foi descoberto por Michel Mayor e Didier Queloz, do Observatório de Genebra, na Suíça (que também integram esta equipa). Os resultados foram anunciados em Agosto e publicados a seguir na revista Astronomy and Astrophysics. É, porém, quase certo que o planeta mais semelhante ao nosso não alberga vida (nem passada, nem presente), uma vez que se encontra demasiado perto da sua estrela para isso ser possível. Por Ana Gerschenfeld (AG)

Vida artificial: Fabricar uma bactéria em laboratório

Este ano, Craig Venter e a sua equipa, do J. Craig Venter Institute, nos EUA, publicaram um resultado que vinham anunciando há bastante tempo: tinham conseguido criar, em pratinhos de laboratório, a primeira forma de vida artificial.

Antes disso já tinham fabricado cópias do genoma de uma bactéria natural, Mycoplasma micoides, utilizando versões sintéticas dos componentes de base do ADN, disponíveis no comércio. E também já tinham mostrado que as células de uma outra espécie bacteriana, Mycoplasma capricolum, parecida mas diferente, eram capazes, se fossem previamente privadas do seu próprio genoma, de "adoptar" e portanto de reproduzir o genoma natural de Mycoplasma micoides. Agora, os cientistas conseguiam realizar a terceira etapa do seu programa: fazer com que as células de Mycoplasma capricolum adoptassem o ADN artificial de Mycoplasma micoides, criando assim microrganismos com um património genético totalmente artificial. 

O trabalho não foi fácil: na primeira tentativa, não aconteceu nada. E, ao longo de meses, a equipa teve de eliminar os erros de código que impediam que o genoma artificial funcionasse, corrigindo literalmente letra a letra o ADN (que continha um milhão de "letras"). Exactamente como os autores de software que, para fazer funcionar um programa de computador, precisam de fazer o debugging do código informático.

Quando os resultados foram publicados, em Maio, na revista Science, houve quem dissesse que isto equivalia a fazer de Deus. Mas não é bem assim. Venter e os seus colegas não criaram vida de raiz - o que continua a ser impossível de fazer. Para reproduzirem o ADN artificial que tinham construído, recorreram à maquinaria celular, extremamente complexa, de uma bactéria já existente. 

Claro que isso não significa que não se deva reflectir sobre as implicações éticas e de segurança que as criações deste tipo podem vir a colocar. Aliás, os cientistas congratularam-se por esse aspecto do problema ter sido sempre uma das suas grandes preocupações em todo este processo.

Quanto a aplicações futuras do resultado, elas podem ir desde a invenção de algas produtoras de biocombustíveis inéditos à geração de bactérias capazes de fabricar novas vacinas e medicamentos. E talvez outras coisas que ainda ninguém imaginou. A.G.

Nova forma de vida: A bactéria que gosta de arsénio

 

Via Público



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Quinta-feira, 02.12.10

E A NASA pariu uma bactéria da California

 

A janela com que procuramos vida no Universo acabou de aumentar depois de uma equipa de cientistas encontrar pela primeira vez uma bactéria que se alimenta de arsénio. A descoberta é publicada hoje na edição online da revista Science e amanhã na edição impressa, e é o mistério que a NASA revela na sua conferência de imprensa.

 

Toda a vida que se conhece é construída com base em seis elementos: o carbono, o oxigénio, o hidrogénio, o azoto, o enxofre e o fósforo. São estes átomos que fazem as moléculas de ADN, as proteínas, as gorduras que compõem as células dos animais, das plantas, dos fungos e das bactérias. 

Quando se olha para fora do planeta Terra para encontrar vida, os cientistas têm o hábito de procurar por ambientes que podem disponibilizar estes elementos. “A vida como a conhecemos necessita de alguns elementos e exclui outros”, disse Arial Anbar, um dos autores do artigo, da NASA. “Mas serão estas as únicas opções? Quão diferente é que a vida pode ser?”, questionou o cientista, citado num comunicado de imprensa. 

A descoberta feita por Felisa Wolfe-Simon, primeira autora do artigo, que trabalha no Instituto de Astrobiologia da NASA, responde esta pergunta. O artigo começa por explicar que existem seres vivos que conseguem substituir átomos específicos de moléculas raras por outros que têm propriedades semelhantes. Como por exemplo, alguns artrópodes que têm cobre em vez de ferro no seu sangue.

A cientista tentou verificar esta possibilidade com um dos seis elementos principais – o fósforo. Este átomo, que compõe a estrutura do ADN e é importantíssimo para a composição de proteínas e gorduras, poderia ser substituído pelo arsénio, um átomo maior, altamente venenoso, mas que está exactamente abaixo do fósforo na coluna da Tabela Periódica, o que indica que tem muitas propriedades semelhantes.

“Nós pusemos não só a hipótese que sistemas bioquímicos análogos aos que conhecemos hoje poderiam utilizar arsénio com a função biológica equivalente ao fosfato”, explicou em comunicado Wolfe-Simon, “mas também que estes organismo tivessem evoluído no início da Terra e pudessem persistir até hoje em ambientes invulgares.”

Para isso, a astrobióloga foi até ao lago Mono na Califórnia, rico em arsénio, para retirar amostras de sedimentos com populações de bactérias. No laboratório, colocou estas amostras numa cultura rica em arsénio e sem nenhum fósforo. Ao final de algum tempo verificou que tinha bactérias a crescer.

A estirpe que cresceu chama-se GFAJ-1 e pertence à família das bactérias Halomonadaceae. Apesar de crescer melhor em ambientes com fósforo, a equipa fez vários testes e encontrou provas que o arsénio foi incorporado no ADN e nas proteínas.

“Este organismo tem uma capacidade dupla. Pode crescer tanto com fósforo como com arsénio. Isso torna-o muito peculiar; no entanto [esta bactéria] está longe de ser uma verdadeira forma de vida alienígena que deriva de uma árvore diferente da vida”, explicou Paul Davies, um dos autores do artigo e físico teórico, grande interessado em astrobiologia, director do BEYOND Centro para os Conceitos Fundamentais de Ciência, da Universidade do Arizona, acrescentando que esta descoberta pode ser a ponta de um iceberg de diferentes tipos de vida que até agora a comunidade científica não prestou atenção.

Segundo Felisa Wolfe-Simon, o mais importante é que estes resultados voltam a lembrar a flexibilidade da vida. “Esta história não é sobre o arsénio ou sobre o lago Mono”, explicou. “Se existem seres aqui na Terra que podem fazer algo tão surpreendente, o que é que a vida ainda pode mostrar que nós não vimos?”

 

Via Público



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Quarta-feira, 01.12.10

A nasa descobriu vida extraterrestre?

 

NASA agendou para dia 2, quinta-feira, uma conferência de imprensa sobre Astrobiologia
Na palestra, vão discursar nomes ligados à evolução das espécies ou à possibilidade de vida em Marte, o que lança a especulação sobre que descoberta ligada à astrobiologia terá sido feita. 
Na sexta-feira, a NASA divulgou a descoberta de vestígios de oxigéniodióxido de carbono emReia, a maior das luas de Saturno, pela sonda Cassini.
A conferência vai ser transmitida em directo através do site da NASA.



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Terça-feira, 30.11.10

Cérebro feminino é mais activo que o masculino

 

Já se dizia que o cérebro dos homens entra em repouso com mais facilidade que o das mulheres, mas agora há uma explicação científica para isso: a actividade do cérebro é mais intensa nas mulheres do que nos homens. É por isso que eles conseguem ficar sem pensar durante um período maior de tempo.

A descoberta surgiu por acaso, quando Adriana Mendrek, investigadora canadiana do departamento de Psiquiatria da Universidade de Montreal e do Centro de Investigação Fernand-Seguin, estudava várias pessoas no âmbito de uma investigação sobre esquizofrenia, comparando a sua actividade cerebral. Na análise, foram estudadas 42 pessoas não afectadas por esta doença, dos 25 aos 45 anos, realizando uma tarefa com uma figura em 3D enquanto a sua actividade cerebral era medida por ressonância magnética. A medida desta actividade foi registada quando os sujeitos, de ambos os sexos, descansavam. A partir daí a equipa de Mendrek verificou que enquanto as mulheres reflectiam sobre aquilo que tinham acabado de fazer e pensavam naquilo que iriam realizar depois, os homens se limitavam a descansar. A investigadora defende que as mulheres gerem mais tarefas e têm mais preocupações, mesmo na sociedade actual, facto que pode estar ligado a uma actividade cerebral mais intensa. Resta saber quais são as medidas da actividade cerebral que definem uma ligação entre os papéis das hormonas e da pressão social nas mulheres, em comparação com os homens.



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Terça-feira, 23.11.10

Um comprimido por dia para prevenir a Sida

 

Um comprimido que se toma uma vez por dia pode proteger da infecção por HIV homens que fazem sexo com outros homens. O primeiro estudo que demonstra a viabilidade desta estratégia foi publicado hoje online na revista “New England Journal of Medicine”.

 

O ensaio clínico verificou uma redução de 43,8 por cento de novas infecções pelo vírus da sida entre os homens que tomavam um comprimido que contém dois antirretrovirais no mercado (emtricitabina e tenofovir, vendidos sob o nome comercial Turvada). 

Quer isto dizer que, dos 1248 participantes que receberam um comprimido sem efeitos clínicos (um placebo), 64 ficaram infectados com HIV durante o estudo, enquanto apenas 36 dos que tomaram Truvada adquiriram a infecção. 

Mas a aderência ao regime médico é muito importante. As pessoas que tomaram o medicamento de forma regular e consistente (tomaram-no 90 por cento das vezes em que deviam fazê-lo) viram o risco de contrair a infecção reduzir-se em 72,8 por cento. 

O estudo forneceu “a primeira prova” de que os comprimidos usados para controlar o HIV nas pessoas infectadas podem também ajudar a evitar novas infecções, disse Robert Grant, da Universidade da Califórnia em São Francisco, o líder da equipa que publicou agora o trabalho.

A ideia por trás deste ensaio clínico é nova: até agora, só muito excepcionalmente se usam os medicamentos antirretrovirais antes de saber que se alguém é seropositivo. Se um profissional de saúde entra em contacto com seringas com sangue infectado, por exemplo. Ou, no caso dos bebés de mães seropositivas, os bebés são tratados logo após o parto, para evitar a transmissão do vírus. 

O que se pretende testar é a ideia de tomar um medicamento agora usado para controlar a doença de forma preventiva, para tentar evitar a transmissão do vírus, como mais uma barreira à entrada do vírus do organismo – juntando-se ao preservativo e a outros cuidados. Os Centros para o Controlo e Prevenção das Doenças dos Estados Unidos emitiram aconselharam a que a profilaxia de pré-exposição “nunca seja encarada como a primeira linha de defesa contra o HIV”. 

Participaram no estudo 2499 homens (e transexuais, que nasceram como homens mas hoje são mulheres) que fazem sexo com homens, provenientes do Peru, do Equador, do Brasil, dos Estados Unidos, da África do Sul e Tailândia. A todos foi aconselhado usar preservativos, reduzir o número de parceiros sexuais, fazer análises frequentemente e receber tratamento para outras doenças sexualmente transmissíveis que aumentam as possibilidades de contrair HIV:

Este ensaio, conhecido como iPrEx (Iniciativa de Profilaxia de Pré-Exposição) é apenas um de cinco grandes estudos que pretende apurar a eficácia do uso de medicamentos orais para limitar as infecções por HIV – que se estima serem 7000 em todo o mundo, todos os dias. 

Os activistas da luta contra a sida e da investigação de novas formas de tratar a sida e a infecção pelo HIV receberam a notícia destes resultados com entusiasmo – sugerindo mesmo que a demonstração de que esta abordagem da prevenção funciona pode vir a mudar a prevenção de novas infecções pelo vírus, pelo menos em alguns grupos de pessoas. 

Mas, como sublinha Nelson Michael, da Divisão de Retrovirulogia do Instituto de Investigação do Exército Walter Reed, que assina um comentário ao trabalho também divulgado online pela “New England Journal of Medicine”, estes resultados também nos colocam “verdadeiros desafios”. 

Antes de mais, resta saber se esta abordagem funcionará também noutros grupos de risco para a transmissão desta doença viral, como as mulheres da África subsariana, cujos maridos e parceiros sexuais não usam preservativos, e os utilizadores de drogas injectáveis – cuja via de infecção é diferente. Mas há outros estudos em curso para estas categorias.

 

Via Público



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Sexta-feira, 05.11.10

Cientistas mais perto de perceber a resistência natural ao VIH

 

O que faz com que em cada mil pessoas infectadas pelo VIH, três a quatro nunca venham a ter sida, mesmo sem tratamento? A chave do mistério pode ser uma pequena proteína do sistema imunitário humano.

 

A maioria das pessoas infectadas pelo vírus da sida, se não for devidamente tratada, desenvolve sida. Mas sabe-se há quase duas décadas que em cerca de um caso em 300, isso não acontece. Mesmo sem tratamento, o sistema imunitário desses “controladores do VIH”(em inglês, HIV controllers) consegue de alguma maneira vencer o vírus, controlando espontaneamente a sua replicação descontrolada nas células do seu corpo.

O que é que distingue os “controladores” da generalidade dos outros seropositivos – dos HIV progressors, cuja infecção pelo VIH leva inexoravelmente, na ausência de medicamentos, à sida declarada? Um artigo hoje publicado no site da revista Science levanta uma ponta do véu , fornecendo talvez um elemento essencial para se conseguir um dia imunizar todos os seres humanos contra a sida.

Reunidos no projecto International HIV Controller Study e liderados por Florencia Pereyra, do Instituto Ragon, nos EUA, mais de 300 cientistas, a trabalhar em mais de 200 instituições no mundo (entre as quais o Hospital de Santa Maria em Lisboa e o Hospital de São João no Porto) compararam os genomas de quase 1000 “controladores” com os de 2600 pessoas sem resistência natural face ao VIH. Estavam à procura de pequenas variações genéticas susceptíveis de explicar a desigualdade dos dois grupos perante a sida.

Para isso, analisaram um milhão de pontos no genoma de cada um e descobriram cerca de 300 locais cujas diferenças pareciam estar estatisticamente associadas à capacidade de controlo do VIH pelo organismo. Todas essas variações encontram-se no cromossoma humano 6, em regiões responsáveis pelo fabrico de proteínas do chamado sistema HLA, fundamental para a luta do organismo contra as doenças. 

A seguir, graças a um processo desenvolvido por dois dos autores, foi possível concluir que as variações em causa afectam cinco componentes de base (ou aminoácidos) de uma proteína chamada HLA-B, essencial à eliminação pelo sistema imuntário das células infectadas por vírus.

Mas precisamente, a HLA-B agarra-se aos fragmentos de proteínas virais presentes nas células infectadas, leva-os até a membrana celular, e deixa-os ali “espetados”, bem visíveis do exterior da célula, como pequenas bandeiras. Assim marcadas, as células infectadas podem ser reconhecidas e atacadas pelas células “assassinas” do sistema imunitário. De facto, todas as variações agora identificadas influem sobre a eficácia com que a HLA-B se liga ao VIH.

“O VIH vai lentamente revelando os seus segredos e este é mais um deles”, diz em comunicado Bruce Walker, do Ragon Institute, co-autor dos resultados. “O facto de sabermos como é gerada uma resposta imunitária eficaz contra o VIH é um passo importante no sentido de conseguirmos induzir essa resposta com uma vacina. Ainda temos um longo caminho pela frente até conseguirmos traduzir este resultado num tratamento para os doentes infectados e numa vacina para impedir a infecção, mas acabámos de dar um importante passo nessa direcção.”

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 13.10.10

Raymond Murray, no CSI tudo é falso

 

Qual foi o caso mais complicado que já resolveu? Raymond Murray endireita-se na cadeira do hotel em Lisboa e começa a contar: "Um homem entra na cave e desliga a luz. Sobe as escadas, viola e agride a vítima. Na luta, três vasos caem ao chão. O suspeito tinha terra dos vasos nos sapatos, mas havia outro pormenor interessante: três pedaços de linha azul (talvez ela estivesse a costurar e tivesse deixado restos de linha no vaso)" Apesar de tudo bater certo, o caso não terminou bem. Houve um pedido do tribunal para reexaminar provas, e não chegou para fazer a diferença. "Às vezes estas coisas acontecem: os advogados de defesa argumentaram que a vítima tinha encorajado a agressão e o suspeito foi ilibado." O pioneiro da geologia forense nos EUA, hoje com 81 anos, arrepende-se de repente de ter escolhido um caso em que a ciência não foi útil. "Já vi isto acontecer muitas vezes, mas é o nosso sistema de justiça e funciona bem." 

Murray está em Portugal para uma conferência na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Gosta sobretudo de contar as histórias do crime, desabafa, um talento que lhe valeu uma colaboração televisiva na série "Forensic Files". "Eram casos reais, enquanto no ''CSI'' é tudo falso", resume. Mas a principal crítica à série que deu fama às ciências forenses nem é essa: "O ''CSI'' incomoda-me. Vemo-los a trabalhar no laboratório, e depois a pegar numa arma e a ir à procura do criminoso. Os investigadores têm de ser independentes, trata-se de garantir a integridade das provas com a ajuda da ciência."

A Portugal vem sobretudo para conhecer a professora Ana Guedes. "Lá fora é muito conhecida pelo trabalho que tem feito sobre a análise da cor do solo." Comparar a cor dos minerais é o primeiro passo na análise de provas. "Quando a cor é diferente, a probabilidade de as amostras virem do mesmo sítio é muito reduzida." 

Reformado da Universidade de Montana, Murray passou 35 anos a aprofundar a geologia forense, que fundamenta teorias de crime apenas com a análise de minerais. "Na verdade o pioneiro foi o Sherlock Holmes. Conseguia dizer se alguém tinha estado em Londres pela sujidade nas calças e sapatos", brinca o geólogo. Depois da muito avançada ficção de Arthur Conan Doyle, o primeiro caso de polícia foi assinado pelo químico alemão Georg Popp, em 1904. Mais uma vez Murray arregala os olhos para contar a história. O suspeito tinha terra nos sapatos, três camadas. A camada superior tinha gotas de cola e minerais, que coincidiam com o passeio perto da casa do suspeito. A segunda camada tinha minerais que coincidam com a cena onde o corpo foi encontrado. A terceira camada tinha tijolo e pó de carvão de um castelo onde foi encontrada a arma do crime, o cachecol da vítima. "O suspeito dizia que só tinha andado no campo nesse dia, mas não tinha nenhuns minerais compatíveis com o álibi. Foi preso." 

Depois do primeiro caso em 1973, a pedido de um agente federal que lhe entrou pelo gabinete com dois sacos de terra para análise, Murray tem-se dedicado a palestras e a casos especiais do ponto de vista científico. Em 2004 publicou a bíblia da geologia forense, "Evidence From The Earth", e está a ultimar a segunda edição.

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 08.10.10


Spray para aumentar os seios

Surpreendido? Nós também. Mas, segundo o jornal Daily Mail, chegou ao mercado um produto que promete revolucionar o mercado da estética feminina... um spray que aumenta o volume dos seios.

 

O Boob Job é apresentado como um spray inovador, que promete revolucionar o mercado da estética feminina. De acordo com o fabricante, as mulheres já não têm de se expor a cirurgias dolorosas e, por vezes, ineficazes para aumentarem os seios. A marca garante que, com o seu mais recente produto, as mulheres podem aumentar os seios até 118 milímetros.

No entanto, a notícia está envolta numa enorme polémica. Segundo um cirurgião consultado pelo Daily Mail , é altamente improvável que o produto funcione. "Os fabricantes não dizem os ingredientes exatos do produto nem os testes que fizeram. É preciso uma análise completa, pois pode acabar por prejudicar a pele e os seios".

Já um representante do fabricante disse: "Nós queríamos oferecer uma alternativa mais barata e menos dolorosa para substituir a cirurgia plástica". Segundo o jornal britânico, o produto contém substâncias naturais que aumentam o número de células de gordura nos seios, pelo que não é prejudicial à saúde das mulheres.

Prejudicial ou não, o Boob Job já terá conquistado várias mulheres britânicas, entre elas as celebridades Scarlett Johansson, Victoria Beckham e Kelly Brook.

 

Via Expresso



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Quinta-feira, 07.10.10

 

O sexo rola dos morcegos.. prémio Ignobil
Tudo o que você queria saber sobre o sexo dos morcegos, como recolher o muco das baleias, ou, ainda, uma maneira invulgar de aliviar a dor humana, constam dos estudos distinguidos na edição 2010 do prémio IgNobel , uma paródia ao Nobel. Dez investigadores foram apresentados como vencedores numa cerimónia realizada no Sanders Theatre da Universidade de Harvard, EUA.

 

Sabia, por exemplo, que os morcegos fazem sexo oral? Pois fazem. Assim o provou a equipa de cientistas chineses liderados por Min Tan, do Instituto Entomológico de Guandong - com a participação de Gareth Jones da Universidade de Bristol, Grã-Bretanha -, que acaba de receber o prémio IgNobel na categoria de Biologia, com o primeiro caso documentado de felação praticada pelos morcegos.

Segundo os autores deste estudo pioneiro, que observaram 60 morcegos da espécie Cynoptrus sphinx(30 fêmas e 30 machos), "as nossas observações demonstram que as felações são frequentes em animais adultos não humanos".

 

Palavrão aplaca a dor

 

O galardão permite divulgar trabalhos de investigação curiosos. Como o realizado por pesquisadores da Universidade de Otago, Nova Zelândia, que demonstra que usar meias fora dos sapatos ajuda a reduzir as quedas no gelo. O estudo obteve o prémio de Física.

O prémio de Medicina foi para uma dupla de cientistas alemães, pela descoberta de que um passeio numa montanha-russa pode tratar os sintomas da asma.

Três pesquisadores britânicos, da Keele University, liderados por Richard Stephens, foram laureados com o IgNobel da Paz, por provarem que dizer palavrões ajuda a aliviar a dor.

A escolha dos premiados foi feita por Marc Abrahamns, editor da "Annals of Improbable Research" ("Anais da Investigação Improvável").

Promoções aleatórias favorecem empresas

 

 

Já o IgNobel de Engenharia distinguiu investigadores britânicos e mexicanos. Karina Acevedo-Whitehouse e Agnes Rocha-Gosselin, da Sociedade de Zoologia da Grã-Bretanha, e Diane Gendron, do Instituto Politécnico Nacional do México, ganharam o prémio por terem encontrado uma nova forma para estudar os problemas respiratórios das baleias, através da criação de um helicóptero de controlo remoto destinado a recolher o muco dos cetáceos.

 

O prémio de Gestão foi entregue a investigadores da Universidade de Catania, Itália, "por demonstrar, matematicamente, que as empresas podem ter melhores resultados se promoverem aleatoriamente os seus funcionários".

O IgNobel de Economia coube aos executivos da Goldman Sachs, AIG, Lehman Brothers e outras figuras centrais da crise financeira nos EUA, por "novas maneiras de investir dinheiro, que maximizam os lucros financeiros e  minizam os riscos para o mundo económico".

Nobel de Física 2010 venceu IgNobel 2000

 

O fundador do prémio IgNobel deu os parabéns ao físico russo Andre Geim, distinguido com o Prémio Nobel de Física 2010, junto com o também russo Konstantin Novoselov, pelas experiências com a substância grafeno. Segundo Marc Abrahams, Andre Geim é o "primeiro indivíduo a ganhar o prémio Nobel e a sua antítese bem-humorada".

Andre Geim recebeu o seu IgNobel em 2000, por fazer levitar sapos usando semicondutores. Recorde-se que na cerimónia do IgNobel, há dez anos, o físico russo foi interrompido por uma menina de oito anos, que fiscaliza a duração dos discursos dos laureados, por considerar o seu discurso "muito chato".

Outro laureado com o IgNobel de Entomologia, em 2006,  foi Bart Knols, por ter demonstrado que a fêmea do mosquito da malária é igualmente atraída pelo cheiro do queijo limperger e do chulé. Knols estava entre as centenas de funcionários da Agência Internacional de Energia Atómica que receberam, em grupo, o Prémio Nobel da Paz em 2005.

Já o Nobel de Física de 2005, Roy Glauber, também participou do IgNobel 2000, mas como varredor oficial de aviõezinhos de papel.

 

 

 

Via Expresso

 

 

 



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Sexta-feira, 01.10.10

Encontrado planeta com “100% de hipóteses de ter vida”

 

Chama-se  Gliese 581g, está a 20 anos-luz da Terra na constelação de Balança e, de acordo com uma publicação do Astrophysical Journal, apresenta todas as características básicas para ser habitável.

O planeta foi descoberto por um grupo de astrónomos da Universidade da Califórnia emSanta Cruz (UCSC) e do Instituto Carnegie de Washington. “Acredito que existe 100% de probabilidade de vida neste planeta, já que, apresenta as condições ideias para isso”, disse oastrónomo responsável pela investigação, Steven Vogt.

Uma das razões pela qual os astrónomos se mostram tão seguros, é a distância a que o Gliese 581gestá da estrela mais próxima, a ideal para que haja água no estado líquido à superfície. Outra das características é a temperatura media, que oscila entre os -31 e os -12 graus célsius.

A distribuição da temperatura não será homogénea, já que uma das metades está sempre iluminada, enquanto a outra se mantém na obscuridade – esta distribuição gera uma grande estabilidade térmica – “A vida neste planeta seria muito agradável,” disse Vogt.

O optimismo não se fica por aqui. Os astrónomos também descobriram que a força de atracção do planeta é similar à da Terra, entre 1,1 e 1,7 vezes superior. Esta gravidade confere a capacidade de manter uma atmosfera estável.

A orbita do Gliese 581g em relação à sua estrela é de apenas 36,6 dias.

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 13.09.10

Telepatia, o cérebro pode enviar mensagens

 

Uma equipa de cientistas conseguiu traduzir sinais cerebrais em palavras. O método, testado com sucesso na Universidade de Utah, consiste na ligação de uma grelha de microeléctrodos à superfície cerebral de um voluntário, utilizando um software especial para traduzir os sinais emitidos pelo cérebro em palavras. 

Foi pedido ao paciente, epiléptico crónico e que já tinha aplicado eléctrodos comuns para tratamento, que lesse repetidamente dez palavras consideradas úteis para uma pessoa paralisada: sim, não, quente, frio, fome, sede, olá, adeus, mais e menos. Cada sessão durou uma hora, durante quatro dias, com cada um dos termos repetidos entre 31 e 96 vezes. Com o software, os cientistas tentaram descobrir qual dos sinais cerebrais representava cada palavra. Ao examinar os dez padrões em seguimento, a precisão era de 28% a 48%, mas comparando padrões distintos, como "sim" e "não", a precisão subia para 76% a 90%. 

Embora a tecnologia consiga provar o conceito do projecto, é ainda insuficiente para traduzir com precisão os pensamentos. Ainda assim, o bioengenheiro que lidera a equipa, Bradley Greger, acredita que "em dois ou três anos seja de uso comum entre doentes paralisados". Até agora o sistema foi testado apenas num voluntário, mas os cientistas acreditam que será importantíssimo na melhoria das condições de vida de pacientes com esclerose lateral amiotrófica avançada, paralisia cerebral adquirida ou síndrome do encarceramento - onde todos os movimentos do corpo se perdem, excepto os dos olhos, mas todas as faculdades mentais se mantêm. Sara Pereira

 

Via ionline



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Quinta-feira, 09.09.10

Passos de dança

 

Investigadores da Universidade Northumbria, no Reino Unido, dizem ter descoberto ospassos de dança mais atractivos para as mulheres. O trabalho insólito foi publicado hoje na revista científica "Biology Letters", e dá direito a vídeos que servem de guia para os homens que queiram ser bem sucedidos junto do público feminino.

Os investigadores dizem ter identificado pela primeira vez as diferenças biomecânicas entre um bom e um mau bailarino. Nick Neave, um dos autores do trabalho, explica que os movimentos positivos transmitem sinais honestos da saúde, vigor e força dos homens.

O trabalho teve por base 19 voluntários, entre os 18 e 35 anos, transformados em avatares com recurso a tecnologia 3D. O seu desempenho foi avaliado por 35 mulheres heterossexuais. Conclui por exemplo que a percepção feminina de um bom ou mau dançarino visa sobretudo os movimentos do pescoço e tronco.

"Os homens de todo o mundo vão querer saber que movimentos podem usar para atrair as mulheres", disse Neave, num comunicado da universidade. "Sabemos agora para que zona do corpo as mulheres estão a olhar quando fazem o julgamento da atractividade da sua dança. Se um homem souber quais são os movimentos chave, pode treinar, e melhorar as hipóteses de atrair uma mulher com base no seu estilo de dança."

 

Via ionline



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Terça-feira, 22.06.10

O preservativo anti violação

 

Uma médica sul-africana apresentou ao mundo a sua mais recente invenção: um preservativo com dentes, para evitar violações.
Sonnet Ehlers foi iluminada com a ideia quando, há cerca de quatro décadas, teve de atender uma vítima de abuso sexual que, entre queixas, comentou: “se apelo menos eu tivesse dentes lá em baixo…”. E então Ehlers, pôs mãos à obra e nasceu o Rape-aXe. Um preservativo feminino munido de uma espécie de ganchos parecidos com dentes que se prendem ao órgão sexual masculino durante a penetração. Segundo descreveu a cientista à CNN: “Magoa e impede o homem de andar e urinar. Uma tentativa de retirá-lo só vai fazer com que aperte e arranhe mais”. Assim, só uma intervenção cirúrgica será capaz de removê-lo por completo. 
Depois de ter vendido grande parte dos seus bens para financiar o projecto, a médica está agora a distribuir gratuitamente o novo preservativo em diversas cidades da África do Sul - um dos países com a taxa de violação mais elevada do mundo - durante o mundial de Futebol .

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 02.06.10

Sharon Stone também teve uma experiência de quase morte

 

N. tinha 45 anos quando teve um enfarte do miocárdio - "um caso sério", garante. Sentiu-se mal no escritório e foi parar ao Hospital de S. José em menos de nada. Quase 30 anos depois, N. jura a pés juntos que, ainda nessa noite, ligado às máquinas, se sentiu a cair "num poço escuro". E lembra-se de não oferecer resistência depois de ter pensado: "Não importa, já vivi tanto." Até que se lembrou da mulher, que estava grávida - era Maio e o parto estava previsto para Setembro. "Nesse momento tive a certeza de que não me podia deixar ir, porque tinha de ajudar a criar o meu filho", conta. E foi então que ganhou coragem para fazer o percurso inverso, no meio da escuridão: "Comecei a trepar o poço, lentamente." N. sobreviveu

A ciência nunca encontrou uma explicação para os relatos frequentes de experiências de quase-morte. Mas um médico americano dos Cuidados Intensivos do Hospital da Universidade George Washington, Lakhmir Chawla, garante ter descoberto uma explicação para os misteriosos fenómenos médicos em que os pacientes garantem ter estado perto da morte e relatam sensações como caminhar de encontro a luzes brilhantescair em túneis ou flutuar sobre o próprio corpo

A maioria acredita tratar-se de visões religiosas ou transcendentais que confirmam a existência da vida depois da morte. Errado, garante o estudo do médico, publicado recentemente no "Journal of Palliative Medicine". Afinal, as experiência de quase-morte devem-se a um aumento da energia eléctrica libertada quando o cérebro vai ficando sem oxigénio. "À medida que o fluxo sanguíneo abranda e os níveis de oxigénio diminuem, as células cerebrais disparam um último impulso eléctrico. O fenómeno começa numa parte do cérebro e espalha-se. Isso pode dar às pessoas sensações mentais vívidas", garante o investigador. Se a teoria estiver certa, as experiências de quase-morte terão uma explicação biológica e não metafísica

O último impulso Para chegar a estas conclusões, Lakhmir Chawla recorreu a electroencefalogramas - que permitem medir a actividade do cérebro - para monitorizar sete doentes terminais. No momento antes da morte, concluiu o estudo, os doentes experimentaram umaumento brusco da actividade cerebral - que dura entre 30 segundos e três minutos. Esta actividade é semelhante à que se verifica em pessoas totalmente conscientes, mesmo que os doentes pareçam estar a dormir e sem pressão sanguínea. Em todos os casos, logo a seguir a morte foi declarada. 

Apesar da amostra do estudo parecer reduzida, o médico assegura que já assistiu ao mesmo fenómeno "pelo menos 50 vezes". 

Quem volta é mais feliz Outros estudos científicos - como o de um grupo de investigadores holandeses publicado em 2001 na revista de medicina "The Lancet" - mostram que entre 15% a 25% das pessoas que passaram por paragens cardíacas e morte clínica fazem relatos lúcidos, com processos de pensamento bem estruturados, raciocínios claros, memórias e muitas vezes uma reconstrução detalhada dos acontecimentos durante o encontro com a morte. 

No Reino Unido, vários médicos e cientistas juntaram-se para formar o projecto "Consciência durante a ressuscitação", comandado por Sam Parnia, médico e investigador da Faculdade de Medicina da Universidade de Southampton. O estudo de Lakmir Chawla, dizem, é "interessante". Mas, mesmo assim, o grupo inglês acolhe as conclusões com reservas, com o argumento de que não há nenhuma prova de que a actividade eléctrica a que o médico americano se refere esteja ligada às experiências de proximidade com a morte. "Uma vez que todos os pacientes morreram, não podemos dizer o que experimentaram", defendeu Sam Parnia, em declarações ao jornal "The Times". 

Já o estudo holandês de 2001 chegou a outro dado específico. Os investigadores garantem que quem passa por experiências de quase-morte vê a sua vida transformada "para sempre". Quem as relata, descrevem, torna-se mais feliz, mais altruísta, menos receoso em relação à morte e menos materialista.

 

Via ionline



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Terça-feira, 01.06.10

Descoberta vacina que pode prevenir o cancro de mama

 

Cientistas norte-americanos podem ter descoberto uma vacina com capacidade de prevenção do cancro da mama
A equipa que realizou o estudo publicado no jornal britânico “Nature Medicine” baseou-se em ratos com tendência genética para o desenvolvimento de cancro. Aplicaram a vacina com a proteína “a-lactoalbumina” numa metade da amostra, deixando a restante sem qualquer vacinação. Os cientistas concluiram que o grupo de ratos que foi vacinado não desenvolveu qualquer tipo de cancro, ao contrário da metade não vacinada.
“Acreditamos que esta vacina uma dia venha a ser utilizada para prevenir o cancro da mama em mulheres adultas da mesma maneira que as vacinas venham prevenir muitas doenças da juventude”, prevê Vincent Tuohy, do Instituto de Investigação Clínica de Cleveland. ,
“Se funcionar em humanos, da mesma forma que funciona em ratinhos, esta é uma oportunidade monumental. Poderíamos eliminar o cancro da mama”, reforça o investigador. 
Calcula-se, no entanto, que sejam necessários ainda alguns anos até que a vacina esteja preparada para ser utilizada em humanos. 
Este facto poderá ajudar cerca de 45 500 mulheres por ano que sofrem esta doença.

 

Via ionline



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Sexta-feira, 02.04.10

os sapos podem prever terremotos

 

Os sapos são sensíveis à ameaça de terramotos cinco dias antes de estes ocorrerem, conclui um estudo feito por cientistas da Open University, em Milton Keynes (Reino Unido).

O estudo, divulgado no "Journal of Zoology", uma revista científica de referência mundial, foi noticiado na imprensa britânica e abrangeu uma população de sapos em fase de acasalamento no Lago de San Ruffino, no centro de Itália.

O comportamento dessa população foi analisado antes, durante e depois do terramoto de magnitude 6,3 na escala de Richter que abalou a cidade de Áquila a 6 de Abril de 2009, matando uma centena de pessoas e deixando mais de 50 mil desalojadas.

Fuga em massa

 

Apesar de o lago se localizar a 74 km do epicentro deste sismo, cerca de 96% dos machos da colónia de sapos abandonaram o lago cinco dias antes de ele ocorrer, tal como a maioria dos casais, e procuraram locais mais elevados, onde o risco de derrocadas e inundações é mais reduzido.

Os cientistas da Open University não conseguem explicar o fenómeno, que não se deve a outras causas como, por exemplo, uma mudança repentina do estado do tempo. Mas confirmam que a alteração de comportamento dos sapos coincidiu com movimentações na ionosfera, a camada electromagnética superior da atmosfera terrestre.

E alguns investigadores admitem que estas movimentações podem estar ligadas à libertação do solo de radão, um gás radioactivo (comum nas regiões graníticas do Norte de Portugal), ou a ondas gravitacionais entre as várias camadas da atmosfera, tudo isto pouco antes de ocorrer um sismo.

Libertação de radão e de partículas carregadas são um aviso?

 

Rachel Grant, bióloga da Open University, explicou ao diário britânico "The Guardian" que "os sapos e os anfíbios em geral são muito sensíveis a alterações na química do ambiente", e admite que a libertação de gases e partículas subatómicas com carga eléctrica "pode ter sido detectada pelos sapos". Embora não se saiba ainda como.

Em 2003, um cientista japonês divulgou um estudo que concluía que o número de cães que ladrava muito aumentava cerca de 18% em média nos meses que precediam um terramoto.

No dia 17 de Março, a Universidade de Lisboa organizou uma conferência no Museu Nacional de História Natural sobre o tema "Afinal os sismos podem ou não prever-se?", que contou com a intervenção de alguns dos mais destacados especialistas portugueses nesta área.

Na altura estava ainda bem presente na memória das centenas de pessoas que encheram o anfiteatro do museu os sismos devastadores do Chile e do Haiti, mas os cientistas foram claros: podem determinar-se as zonas de risco e conhecem-se sinais precursores, desde alterações dos níveis dos poços até à libertação de radão.

Mas não é possível prever a magnitude, a localização e a data de um sismo, com os instrumentos, as tecnologias e o nível de conhecimento que temos hoje.

 

Via Expresso



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Domingo, 28.03.10

Orgasmos, de 3 a 7 minutos

 

Em média, um homem com ejaculação precoce atinge o orgasmo no máximo em três minutos, quando a mulher precisa de sete. Uma solução é trabalhar o 'pára-arranca'.

Há muito mais de instinto de sobrevivência no homem do que se pensa. No que diz respeito ao acto sexual, os homens mais "apressados" não conseguem evitar a ejaculação após três minutos de penetração. E isso separa-os da mulher, que precisa de uma média de sete para ter satisfação. "Nunca se encontram", refere o urologista Vaz Santos. O médico descarta, no entanto, que este intervalo seja uma doença e aconselha a trabalhar o que separa o homem do animal: o erotismo. Simplificando, o pára- -arranca durante o acto sexual.

A ejaculação precoce afecta um em cada cinco homens dos 18 aos 64 anos. O urologista do Hospital de São José e da Pelviclinic, em Lisboa, é taxativo: "Não é uma doença. O homem está apenas mais próximo da escala animal, porque este é um momento em que pode ser atacado e morrer", refere. Actualmente, já existem drogas para atrasar este processo. Mas "apenas o fazem por dois minutos, o que significa que há sempre incompatibilidade com a mulher", refere.

Este é um dos vários problemas que afectam o "diálogo sexual", um idioma que só as duas pessoas envolvidas entendem. "Nem todos os casais estão vocacionados para fazerem sexo. Pode não funcionar e faltar a tal química. Há algo mais do que a parte psicológica. Há uma parte orgânica."

Esta constatação diz tudo sobre a postura do médico. A sua visão é fisiológica, orgânica e contraria o que é um atraso no País: "Uma visão demasiado centrada na abordagem psicológica." A mesma que tem atrasado o conhecimento da mulher e dos seus problemas.

Vaz Santos refere que o pénis é "o termómetro da saúde. Quando falha é porque geralmente está doente. Muitas mulheres dizem que se ele não consegue é porque tem outra. Mas isto é mentira em 80% dos casos. Se estiver saudável e mesmo que não goste da mulher cumpre o dever, porque o período refractário (período entre a ejaculação e a capacidade de ter uma nova relação sexual) oscila entre uma e cinco horas aos 30 anos, até 24 horas se o homem for muito mais velho", refere.

A produção de óxido nítrico, que propicia o relaxamento muscular e a libertação de sangue para os corpos cavernosos, é essencial à erecção. Há substâncias conhecidas que propiciam essa libertação. "Quando isso não acontece, pode haver doenças cardiovasculares. A erecção deixa de ser o problema, mas a sobrevivência." Ao que tudo indica, o uso de medicamentos como o Viagra "podem ajudar a resolver muitos problemas associados à rigidez das artérias. Em muitos casos, não só tratam o problema da erecção como reduzem os riscos cardiovasculares dos doentes", afirma.

Fazer a mulher 'salivar'

O médico refere que 30% das mulheres sentem desejo sexual, mas são incapazes de sentir um estímulo mental para iniciar a actividade sexual. O universo é demasiado grande. Mas o urologista acredita que também não é uma doença. "São as mulheres que não estão para aí viradas na cama. No caso, não sentem o estímulo propiciatório, seja ele visual ou acústico. E compara o sexo a uma refeição: "A mulher pode ter fome, mas olha para os pratos e não tem vontade de comer. Se isso não causa sofrimento, não é doença", refere.

O problema é resolvido "dando a provar o prato. Começa a comer e até se torna agradável. Sente a estimulação local e começa a salivar". Se a mulher não se excitar, aí sim, estamos perante doença, que afecta 5% a 10% das mulheres e tem de ser tratada. "Algumas têm dor antes da relação, só de pensar", adianta Vaz Santos, que enumera os casos de vaginoses e outras infecções que também causam dor e têm de ser tratados (ver caixa).

 

Via DN



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Sexta-feira, 29.01.10

O ponto g

 

 Um grupo de ginecologistas tentam provar a existência do ponto G, reagindo assim aos estudos recentes do King’s College e que confirmavam que a suposta zona erógena feminina, que provocaria elevados níveis de excitação sexual e orgasmos quando estimulada não existe.

O estudo britânico, que analisou mais 1,8 mil mulheres sexualmente activas, concluiu que o tal ponto G era fruto da imaginação colectiva das mulheres. Os franceses, por outro lado, consideram a investigação “uma abordagem totalitária da sexualidade feminina”.
"O estudo do King's College mostra falta de respeito em relação ao que as mulheres dizem", afirma o cirurgião francês Pierre Foldès, co-autor de uma técnica para reparar os danos causados por excisões do clítoris.

"As conclusões estão completamente erradas porque foram baseadas somente em observações de ordem genética. É evidente que existem variabilidades na sexualidade feminina", confirma Foldès. Isto é, para o médico francês, os britânicos partiram do pressuposto (errado) de que todos os pontos G seriam semelhantes.  Explica: “Existem três ideias falsas sobre o ponto G: pensar que ele está situado na mesma área em cada mulher, que ele teria o tamanho de uma moeda de 50 cêntimos e que ele permite ter sempre um orgasmo", diz o ginecologista. Afinal parece que não. O ponto G “é uma área que  cada mulher aprende a conhecer no decorrer das suas experiências sexuais. É provável que todas tenham um, mas apenas um terço delas conhece a sua existência”, diz ainda Foldès.
A teoria do ponto G foi apresentada ao mundo em 1950 pelo médico alemão Ernst Gräfenberg.

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 21:12 | link do post | comentar

Domingo, 13.12.09

A verdadeira guera dos sexos é nos ovários

 

Se um bebé é menino ou menina, depende do cromossoma Y, que transportava o espermatozóide do pai que fertilizou o óvulo da mãe. Mas a resposta completa é um bocadinho mais complicada. Já se sabia que o embrião tinha de desencadear uma guerra hormonal para se tornar macho; agora, uma equipa de cientistas europeus descobriu que mesmo nos ovários de fêmeas adultas decorre uma guerra para que estes não se transformem em testículos.

 

 Nos humanos, o sexo é determinado pelos cromossomas: as mulheres têm dois X, e os homens têm um X e um Y. Enquanto o X é enorme, o Y é pequenino, com poucos genes – mas com um fundamental, chamado SRY. É responsável por desencadear o desenvolvimento dos testículos, activando outro gene, chamado SOX9, que faz com que se desenvolvam testículos no embrião em vez dos ovários que seriam o seu destino, se o SRY não entrasse em acção. Por isso, existia a ideia de que o embrião era feminino por defeito.


O trabalho publicado na revista Cell esta semana, coordenado por Mathias Treier, do Laboratório Europeu de Biologia Molecular, mostra que, nos adultos, é o caminho para se transformar num macho que tem de ser constantemente contrariado pelas fêmeas.

Via Público
Esta descoberta pode ter importantes implicações para compreender desordens do foro sexual em crianças e casos de menopausa prematura, sublinham os investigadores, citados num comunicado da Cell.

Mas em termos de ciência básica, além de descobrir os mistérios fundamentais da vida, há ainda outro ponto muito interessante nesta descoberta: o gene que mantém o SOX9 inactivo, para que os ovários continuem a funcionar, não fica no cromossoma X e muito menos no Y: fica no cromossoma três, chama-se FOXL2 e não está activo apenas durante o desenvolvimento embrionário. É também produzido em grande quantidade durante a idade adulta e actua com receptores de estrogénio à superfície das células do ovário para reprimir a acção do SOX9.

Em experiências feitas em ratinhos, se a acção do FOXL2 for inibida, os ovários começam a produzir linhagens celulares típicas dos testículos, como as de Sertoli e de Leydig, e a produzir testosterona. “Como o yin e o yang, o FOXL2 e o SOX9 opõem-se à acção um do outro para garantir o estabelecimento e manutenção dos diferentes tipos celulares femininos e masculinos”, diz Treier, citado pela Cell.

 

Via Publico



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Quinta-feira, 12.11.09

Enlarge Your penis vai deixar de ser spam..graças aos coelhos

 

Um biólogo da universidade de Wake Forest, na Carolina do Norte, acaba de descobrir como produzir artificialmente os tecidos que permitem a erecção.

O método revolucionário está descrito na PNAS (Academia Nacional de Procedimentos Científicos dos Estados Unidos) e consiste numa cultura de corpos cavernosos dispostos à volta de um molde de colagénio.

O biólogo Kuo-Liang Chende testou a experiência num coelho, devido à conhecida reputação reprodutiva do animal. Tudo correu como esperado: um mês após o enxerto, o coelho cobriu uma fêmea que ficou imediatamente grávida.

Para o cientista, segue-se agora a reconstrução de um pénis humano para ser implantado em pacientes que sofrem de deformações congénitas ou que perderam o órgão devido a alguma doença ou remoção acidental. De seguida, será possível trabalhar com aqueles que, tendo o órgão funcional, não estão satisfeitos com o seu tamanho.

A equipa da universidade de Wake Forest foi pioneira na descoberta de como se fabrica um órgão. Trinta crianças e adultos já recuperaram o normal funcionamento do seu sistema urinário devido às bexigas que estes cientistas criaram em laboratório.

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 30.10.09

Antes de casar com a filha, olhe para a mãe e saberá o que o espera.

 

 O sucesso, a longo prazo, de uma relação pode depender da forma como um homem olha para a sogra. O casamento está marcado e a noiva é atraente. Pelo menos por enquanto. Antes de dar o grande passo, observar com atenção os olhos da sua sogra pode dar-lhe pistas sobre aquilo que o espera daqui a uns anos. 


A Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos publicou no último fim-de-semana um estudo que confirma aquilo que o senso comum e a sabedoria popular há muito reivindicavam. A ciência comprova agora que afinal o ditado "tal mãe, tal filha" se aplica na perfeição quando o assunto é o envelhecimento das mulheres. 

O estudo, realizado por uma equipa do Centro Médico da Loma Linda University (Califórnia), foi apresentado em Seatlle e resultou da análise ao rosto de vinte mulheres - dez mães e dez filhas -, com idades compreendidas entre os 15 e os 90 anos.

Os investigadores concluíram que as filhas tendem a envelhecer da mesma forma que as mães e ficam com rugas nos mesmos sítios da cara que as suas progenitoras. As conclusões são particularmente evidentes na zona de contorno dos olhos e nas pálpebras, onde verificaram também a mesma perda de volume e o mesmo nível de flacidez.

Para chegar a esta conclusão, os cirurgiões plásticos usaram fotografias do rosto de 20 mulheres ao longo das várias fases da vida e construíram no computador imagens a três dimensões, que permitiram analisar passo a passo o processo de envelhecimento de mães e filhas. "Até agora os estudos ligados ao envelhecimento do rosto eram, em grande parte, subjectivos e meramente de observação", defendeu a equipa do Centro da Loma Linda University durante a apresentação das conclusões do estudo. "Esta investigação permitiu aplicar imagens faciais a modelos tridimensionais de computador para medir, passo a passo, as mudanças no envelhecimento do rosto feminino", explicaram.

O facto de mães e filhas terem estruturas ósseas muito semelhantes e a mesma formação celular parece ser a principal razão para que o processo de envelhecimento seja parecido.

Os investigadores - Matthew Camp, Zachary Filip, Wendy Wong e Subhas Gupta - todos cirurgiões plásticos na Califórnia, confirmaram que a perda de volume nas pálpebras começou, na esmagadora maioria dos casos, quando as mulheres analisadas passaram dos 30 anos e foi sempre progredindo à medida que a idade avançou. Consegue-se perceber que existe um padrão comum a mães e filhas no que diz respeito ao aparecimento de rugas no contorno dos olhos: as rugas surgem mais ou menos na mesma idade e têm o mesmo desenho. 

A descoberta, acreditam os investigadores, pode ter outra utilidade que não apenas confirmar o senso comum e ajudar noivos desconfiados. O estudo, explicaram os promotores em Seatlle, pretende servir de guia para a indústria de cosméticos - que todos os anos promete novas receitas milagrosas para o rejuvenescimento da zona dos olhos. 

O ano passado, de acordo com dados apresentados pela Sociedade Americana de Cirurgiões, citados pela agência noticiosa Reuters, as cirurgias de olhos - ligadas à beleza e à cosmética - foram as mais requisitadas nos Estados Unidos. Outra das conclusões apresentadas pelo mesmo grupo de investigadores - numa altura em que o Botox faz 20 anos - revela que as caras das mulheres são mais ovais na juventude e tendem a ficar quadradas com o avançar dos anos. Já os homens têm mais tendência a ter rostos quadrados e a mantê-los intactos ao longo da vida.

 

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 14:08 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Quinta-feira, 29.10.09

A agua afinal veio do espaço?

 

 A água dos oceanos foi trazida à Terra por asteróides cobertos de gelo dezenas de milhões de anos depois da formação dos planetas do Sistema Solar, indica um estudo hoje publicado na revista Nature.

O resultado desta investigação contraria a ideia geralmente aceite de que os oceanos e a atmosfera se formaram a partir de gases vulcânicos.

Segundo o principal autor do estudo, o geoquímico francês Francis Albarède, da Escola Normal Superior de Lyon, "asteróides gigantes cobertos de gelo" chocaram com a Terra entre 80 e 130 milhões de anos depois da formação do planeta, trazendo-lhes as suas reservas de água.

Ao introduzir-se no manto terrestre, essa água permitiu o aparecimento da "tectónica das placas, que poderá ter sido crucial para o aparecimento da vida", sublinha o investigador.

O fenómeno seria também responsável pela formação da atmosfera, até agora atribuída a "vapores emitidos durante o dealbar do nosso planeta", afirma o investigador num comunicado divulgado pelo Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) de França.

"A Lua e a Terra eram basicamente secos logo após a formação da Lua, na sequência de um impacto gigante na proto-Terra” (primeiro estado geológico da Terra), lê-se no comunicado.

Tendo em conta cálculos recentes, as temperaturas eram demasiado elevadas entre o Sol nos seus inícios e a órbita de Júpiter para que elementos voláteis, como vapor de água, pudessem condensar-se nos "embriões planetários".

Comparando Marte, Vénus e a Terra, três planetas com histórias diferentes, o que distingue a Terra é a existência de placas tectónicas, de oceanos líquidos e de vida.

Num momento em que se procuram planetas extra-solares, deveria tentar saber-se por que razão estes três planetas do Sistema Solar são tão diferentes, sugere o cientista francês.

 

Via ionline

 



publicado por olhar para o mundo às 14:15 | link do post | comentar

Sexta-feira, 02.10.09

Vacas com nome... dão mais leite

 

 E o IgNobel da Economia vai para a... Islândia. "Demonstrou como é que um banco pequeno depressa se torna num banco grande e vice-versa. E como o fenómeno se aplica a toda a economia." A cerimónia dos prémios menos ortodoxos da ciência aconteceu ontem em Harvard. Dez trabalhos foram reconhecidos com IgNobel da "ciência que faz rir e depois pensar". Por detrás da maioria dos vencedores estão cientistas seniores, com argumentos válidos para temas tão insólitos como "o impacto da relação entre humanos e animais na produção de leite".

Catherine Douglas, 37 anos, IgNobel de Medicina Veterinária: "A nossa investigação descobriu um aumento de 258 litros na produção quando se chama as vacas pelo nome; 609 litros quando são visitadas mais do que é costume e 556 litros quando recebem festinhas ou se fala com elas de forma ternurenta", explica ao i. Miguel Apátiga, 51 anos, leva o IgNobel da Química: transformou tequila em diamantes. Antes já tinha tentado com acetona e etanol. "A bebida mexicana não só se transforma em diamante como tem aplicações mecânicas, ópticas e electrónicas", diz o ajudante Javier Castillo. Daniel Lierbaman, 45 anos, quer dedicar o seu IgNobel da Física a todas as mães, porque descobriu por que razão estas não tombam para a frente quando estão grávidas. "Os hominídeos fêmea desenvolveram mecanismos especiais para estabilizar a coluna durante a gravidez", adianta.

"Na realidade, o nosso trabalho não é divertido." Certo, mas a maioria acredita que rir é uma boa forma de aproximar a ciência das pessoas. Talvez não seja a "melhor", hesita Javier. Mas funciona. A comunidade científica concorda: os prémios são entregues por verdadeiros Nobel.

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 08:55 | link do post | comentar

Quarta-feira, 06.05.09

Qual é a probabilidade de encontrar um dador de medula óssea 100% compatível com o seu bebé de dez meses, a quem foi diagnosticada uma leucemia linfoblástica aguda de tipo B com apenas seis semanas de vida? Baixa mas não impossível.

Este é o caso de Rodrigo, um bebé madeirense que encontrou numa cidadã alemã uma medula 100% compatível, através do banco internacional de dadores. Agora o bebé e os pais, Pedro e Orvídia Sousa, preparam-se para mais um desafio: o transplante marcado para o dia 29 de Maio.

"O transplante será uma nova batalha, com todos os riscos que acarreta em termos de recuperação, pois os valores imunitários vão estar baixos. Basicamente a medula do Rodrigo vai ser destruída e será substituída por células sãs que irão comandar o sistema imunológico, e que esperamos consigam eliminar qualquer célula cancerígena que ainda haja no seu corpo", explicou Pedro Sousa.

A luta de Rodrigo começou em Agosto de 2008 quando, após diagnosticada a doença, viajou da Madeira até Lisboa para dar entrada no Instituto de Oncologia Português (IPO). Não havia histórico em Portugal de um caso de leucemia linfoblástica num bebé tão pequeno - um mês e meio - e os técnicos de saúde do IPO tiveram que recorrer a ajuda internacional. A resposta veio de especialistas da Holanda, e o tratamento que Rodrigo fez foi igual ao tratamento que outro menino com as mesmas características faria noutro lugar do mundo.

Depois de vários ciclos de quimioterapia e algumas complicações, os pais decidiram lançar um repto à população madeirense para que o maior número de pessoas possível se inscrevesse no centro de dadores, já que a semelhança genética entre ilhéus poderia aumentar as probabilidades de Rodrigo encontrar alguém compatível.

Finalmente veio o "abençoado telefonema" por que tanto os pais ansiavam e a dadora, encontrada não na Madeira mas na Alemanha. Descobrir um dador não parente 100% compatível com o Rodrigo foi "o óptimo", e a esperança "fortaleceu-se", porque na maioria das vezes as compatibilidades conseguidas são de 90%, ou 95%, sendo que até mesmo os irmãos podem não ser compatíveis.

"O transplante será um passo importante para o Rodrigo ficar bem e para podermos regressar à Madeira", disse o pai do bebé, que, depois de nove meses em Lisboa com o filho e a esposa, já chama a esta cidade 'casa'.

"Neste momento, o Rodrigo está em casa, em Lisboa, faz um ano a sete de Julho. Tem sido um 'fortalhão' e todos os dias o demonstra. Apesar de estar a fazer medicação, que é um ciclo de quimioterapia de manutenção para o transplante, tem se aguentado bem".

A campanha para encontrar um dador de medula para o Rodrigo já deixou um legado "precioso": quatro mil novos potenciais dadores inscritos na Madeira, onde este número não ultrapassava a centena e meia; a alteração de procedimentos no Centro Hospitalar do Funchal para acelerar o processo de doações; o aceleramento no processo de verificação de compatibilidade; e uma mensagem de esperança para todos aqueles que estão a passar por este processo.

Via Expresso

 

 

Longa vida para o Rodrigo



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