Domingo, 09.01.11

Por que continuamos casadas?

 

Vocês fazem amor duas vezes por mês. Não acredite que o sexo é o elemento de sustensação de uma relação. Esse discurso é falido e ultrapassado. A boa convivência se baseia na reeducação alimentar, pilates e voluntariado social.

 

Dificilmente chegam a um consenso sobre  o argumento mais pífio sem antes passar por uma discussão azucrinante. As discussões são saudáveis e levam ao desenvolvimento do senso crítico e fuga do lugar do comum. Não tema, está no caminho certo.

 

Há uma antipatia mútua e pouco coibida entre ele e seus parentes. Espressar a opinião sobre uma tia inconveniente diante da mesma é demonstração de personalidade sincera e audaciosa. Ninguém quer um bananão do lado.

 

Excesso de trabalho, horas no computador, insistentes ligações ao celular não são álibis de uma traição. Se o seu marido não encontra tempo para a família é culpa das novas tecnologias que o transformou num escravo do mundo moderno.

 

Converter-se em uma mulher desleixada. Usar caçolão da vovó, deixar a perna cabeluda (pra não falar de outras partes) e o  cabelo seboso. É um protesto contra a ditadura da beleza. O homem deveria se orgulhar daquela que transgride a futilidade, supera a pressão de ser gostosa e e se liberta dos grilhões da vaidade.

 

Adoção de um programa de tolerância zero aos clichês domésticos como toalha molhada em cima da cama, cabelo no ralo e zapear freneticamente. É um controle de qualidade que se faz em qualquer empresa seja ela comercial ou matrimonial. Não confundir com falta de paciência.

 

Ler blogs sobre casamentos naufragados. Aqui há uma infinidade de razões para justificar essa atitude, menos a de que você está insatisfeita e infeliz. Vejamos algumas:

 

É uma maneira de se sentir bem com você mesma ao ver a desgraça alheia.

Engrossa a fila dos iconoclastas.

Casar é bom, mas rir dele é melhor ainda.

 

Via Porque continuamos casadas



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Sexta-feira, 07.01.11

Abstinência sexual antes do casamento traz felicidade

Especialistas garantem que os casais que só têm sexo depois do casamento têm posteriormente relações mais felizes. Serei só eu a achar isto uma bela treta?

Correm rumores de que casais sem relações sexuais antes do casamento têm posteriormente relacionamentos mais felizes... Sirenes vermelhas, som de alarme no máximo: estarei eu, afinal, fadada a uma vida a dois infeliz para todo o sempre porque achei que devia apalpar literalmente terreno antes de dar o nó?

A tal conclusão foi publicada na edição de dezembro do "Journal of Family and Psichology". Garantem os especialistas que entre os casais avaliados, aqueles que se abstiveram de sexo até à noite núpcias tiveram notas mais altas na estabilidade posterior do seu casamento, com maior qualidade da vida sexual e uma comunicação mais forte.

Custa-me ser sempre do contra, mas curiosamente este estudo foi feito pela Universidade de Brigham Young, que assim, só por acaso, é financiada por uma igreja. "Não há envolvimento religioso nos resultados", garantem. "Será mesmo assim?", pergunto eu. Tenho dúvidas, meus amigos: neste caso sou uma mulher de pouca fé.

 

"Ah e tal, o sexo não é o mais importante"

 

Cada um é livre das suas opções, mas sempre me irritaram os falsos pudores em relação ao sexo. Algum dia eu me casava com alguém sem saber se algo tão fundamental como a vida sexual resulta? Certamente que não. Não sou a maior adepta do sexo ocasional só porque não há mais nada engraçado para fazer, mas convenhamos: o prazer deve fazer parte da nossa vida e, inclusive, da nossa realização emocional.

Se até mesmo um casal com muita química sexual enfrenta invariavelmente problemas de monotonia, o que será daqueles que nunca se entenderam debaixo dos lençóis? Todos sabemos que raramente uma primeira vez corre a 100% e que o conhecimento mútuo pode operar evoluções milagrosas na hora H. Mas também há verdadeiros casos de falta de química, em que aquelas duas pessoas simplesmente não encaixam bem. Nunca vos aconteceu? Ninguém gosta de admitir, é certo. Mas sem vergonhas: a mim já. E escusado será dizer que não acabou em casamento...

A eterna ideia do "ah e tal o sexo não é o mais importante" é uma frase batida que me tira do sério. Claro que uma relação se deve basear em muitas outras coisas - diria eu que, acima de tudo, no respeito, cumplicidade e compreensão - mas não será a satisfação sexual também algo fundamental entre duas pessoas que embarcam numa vida a dois?

Via A Vida de Saltos Altos



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Terça-feira, 30.11.10

Eu traí a minha mulher

 

"Estava casado há sete anos quando aconteceu", conta Miguel O., 34 anos, professor universitário. "Envolvi-me com uma colega. Nem sequer estava apaixonado, mas também não estava apaixonado pela Lúcia, a minha mulher. Estava farto da monotonia em que o meu casamento se tornara."

Como era um principiante nas lides da traição, foi apanhado ao final de escassos dois meses. "A Lúcia reparou em algumas ‘confusões' nas minhas desculpas e, sim, fez a cena típica de ir ver as mensagens do meu telemóvel, os emails no computador e procurar facturas nos bolsos." O casamento acabou logo a seguir. "Ela confrontou-me, e eu assumi. Não tive outra hipótese."

O que se seguiu foi ainda pior de enfrentar: "Foi o escândalo total, porque ela não se limitou a confrontar-me, contou a toda a gente: à família dela, à minha família, aos amigos. Fui crucificado. A única pessoa que me ofereceu um sofá para dormir foi o meu irmão. Todos à volta faziam questão de lembrar como eu fora filho da p.... Foi a vingança da minha mulher."

Miguel sentia-se o último dos homens. "Todos olhavam para mim com desprezo: venho de uma família muito católica e fui educado a pensar que um homem adulto tem um bom casamento e é responsável por mantê-lo." A pressão familiar foi um inferno: "A minha mãe ia tendo um ataque quando percebeu que o filho mais velho, o mais responsável, tinha enganado a mulher. Mas a Lúcia - que sempre foi uma mulher doce e até um pouco apática - estava irredutível neste ponto."

Hoje, passado um ano, Miguel tem a certeza de que foi melhor assim: o casamento nunca teria dado certo. "Acho que os homens e as mulheres traem porque não estão bem na relação. Foi o que aconteceu comigo. A seguir, nem mantive aquela ‘aventura' ou como lhe queiram chamar. Não era nada de especial. Acho que gostava da atenção."

Os ‘traidores' são uma espécie pouco original: segundo um estudo recente da Universidade do Nevada, 40% dos homens já tiveram um caso fora do casamento. Os números não mudaram assim tanto desde o famoso Relatório Kinsey, em 1950, que apontava 50% de traidores entre os norte-americanos casados.

"Sentia-me um electrodoméstico..."

Miguel é o caso do ‘traidor' clássico que trai mais ou menos porque sim, por desfastio, e que é apanhado pela mulher com a maior das facilidades. Mas há quem veja um ‘caso' como um aviso de que é melhor mudar de vida.

Foi o caso de Luís S., gestor, 38 anos. "Fui casado durante quinze anos e nunca traí a minha mulher. Não me acho um traidor por natureza. Acho, sim, que preciso de atenção. E isso foi algo que perdi quando nasceram os meus filhos."

Estamos mesmo a ouvir a troça das mulheres: ‘Ai coitadinho!' Mas a falta de atenção é uma queixa que se repete no mundo masculino: "Senti-me como um electrodoméstico na minha própria casa. Servia para ir às compras, mudar lâmpadas, pagar compras e pouco mais. O mundo da minha mulher passou a girar em redor daquelas crianças."

As consequências foram previsíveis. " O sexo foi-se tornando cada vez mais raro. Não é algo que nos apercebamos logo de início. Mas há um dia em que pensamos ‘faz três semanas que não durmo com a minha mulher'. Sei que ela estava de facto cansada. Mas uma parte de mim não aceitava isso."

"Já não amava a minha mulher"

O que é que faz alguém que não tem atenção no casamento? As nossas avós não se cansaram de nos repetir: procura atenção lá fora! Luís pensou a mesma coisa. "Mas em momento algum considerei divorciar-me. A minha mulher e os meus dois filhos eram intocáveis. Os meus amigos juravam que umas ‘aventuras' fora do casamento não faziam mal algum. Um deles disse-me: ‘Como achas que sou casado há 30 anos?'"
Era inevitável: teve o seu primeiro caso. "Durou três meses, e era apenas sexual. Acabou porque ela teve que se ausentar do País e eu nem pensei mais nisso." O segundo caso foi semelhante. "Eu achava que conseguia manter tudo sob controlo, até porque o meu trabalho exigia que passasse muitas horas fora de casa."

Não há duas sem três, já sabemos. Mas o terceiro caso estragou tudo. "Porque me apaixonei. Tão simples e tão complicado como isso." Pois... é o que acontece aos homens que pensam ter tudo sob controlo... "Tomei consciência de que não podia viver sem ela. Logo, não amava a minha mulher. Tinha um profundo carinho por ela, mas já não podia continuar naquela relação."

Não adiou aquilo que precisava de ser feito. E pediu o divórcio. "A minha mulher desconfiou que havia outra pessoa, mas nunca teve a certeza. E eu achei que era desnecessário entrar em pormenores. Acima de tudo, preocupava-me que os meus filhos estivessem bem."

"Sou um admirador do vosso género"

Há quem traia por aborrecimento, por carência, porque o casamento acabou, e há quem seja... pois: um traidor em série. Sabem aqueles sedutores a que nenhuma mulher resiste, e que lhes pagam da mesma moeda? Também encontrámos um deles. "Bem, o anonimato conta para estas coisas, mas sei que, quando as vossas leitoras lerem o meu testemunho, vão pensar ‘aquele porco'!", afirma, convictamente, Pedro C., publicitário. "Depois, pensei: será que me sinto um porco? E se responder honestamente, vão pensar ‘lá está ele a limpar a imagem, o porco'! Não posso dizer que me sinta o melhor dos homens." Mas como isso não é desculpa, cá vai a história.

Tem 36 anos e é casado há oito. Antes de se casar, namorou dez anos, com muitos ‘intervalos' pelo meio, provocados - ele assim o admite - pela sua ‘dificuldade em repelir o sexo oposto'. "Sempre fui louco pela Mónica, mas gosto de mulheres. Sou um admirador sincero do vosso género. Gosto da forma como se mexem. Da forma como cheiram. Das formas do vosso corpo e dos pequenos detalhes, como o pulso ou o dedo pequeno do pé. E há tantas mulheres genuinamente interessantes e sedutoras que andar por cá é como estar sempre a ver montras cheias de doces e não lhes poder tocar."

Pronto, chega. A gente já percebeu por que é que ele não consegue ser fiel. "Durante os anos de juventude, diremos assim, tinha mais dificuldade em controlar os impulsos de entrar na loja de doces. Por isso, durante os dez anos de namoro com a Mónica, cometi muitos ‘deslizes'. Ela soube de muitos deles, o que era normal, andávamos na mesma escola e tínhamos amigos comuns. Ela descobria, acabávamos, e passados uns meses eu estava novamente a pedir-lhe que voltasse. Chegou uma altura em que disse a mim mesmo: ‘É tempo de parares com isto, estás a estragar a tua vida, porque a Mónica é mesmo a mulher que queres e com as outras já sabes que é muito bom aquele frisson inicial, mas depois acordas na manhã seguinte e só pensas como é que sais dali o mais depressa possível.'"

"A minha mulher nunca soube de nada"

Dessa vez, fez um esforço para atinar. E conseguiu. Entrou na linha. "Decidimos casar-nos. E eu sempre atinado. Nos primeiros dois anos as coisas correram bem. Eu resistia. Tentava não olhar para as montras."

Adivinhem lá: resistiu até que lhe apareceu à frente a Sónia. "Eu e a Mónica andávamos com problemas. Trabalhava que nem um louco e sempre que chegava a casa havia discussão por causa das horas. E eis que me apareceu a Sónia, sem stresses, superatraente, divertida e que me dava uma pica descomunal. E lá me deixei ir. O sexo era do melhor."

Aquilo durou uns nove meses. "Nunca enganei a Sónia, dizendo-lhe que ia ficar com ela, mas de repente já queria deixar o namorado! É pá, este filme é que não, pensei. Entretanto, a Mónica tinha engravidado, e acabei tudo com a Sónia. Hoje, a minha filha tem dois anos e desde então tenho-me mantido na linha. A Mónica nunca sonhou da minha aventura com a Sónia."

Como é que sabe que a Mónica nunca desconfiou? "Porque a conheço há dezoito anos e, se ela tivesse sequer sonhado, as minhas camisas tinham voado todas pela janela. Mas também era praticamente impossível. A Mónica não se dá com a malta do meu trabalho." Contar-lhe é que nunca lhe passou pela cabeça. "Em que é que ia ajudar? Ela tinha uma depressão, a minha filha sofria por arrasto e instalava-se o caos. Sei que não me portei bem, mas, bolas, não sou o super-homem. Agora, estou a fazer os possíveis por andar na linha. Não tenho é a ilusão de pensar que nunca vai voltar a acontecer. Como já disse, sou demasiado fã de mulheres."

Perdoamos aos homens, não às mulheres

Os homens traem por razões diferentes das mulheres? "As razões são as mesmas: encontrar alguém que corresponda à nossa necessidade de nos realizarmos emocionalmente", explica o psicólogo clínico Joaquim Quintino Aires. "Mas a forma é diferente: a mulher constrói uma relação, o homem requer apenas uma satisfação mais imediata. Detesto dizer o que lhe vou dizer: nós somos muito mais primários." [risos]

O mais estranho é que são eles próprios a apresentar isso como argumento: desculpem lá, somos mesmo assim, é a biologia... "Pois, mas a biologia na mulher actua da mesma maneira", nota o psicólogo. "A cultura é que ainda não está do lado delas. Apesar de estarmos no século XXI, ainda continua-
mos a desculpar e mesmo a apreciar as traições masculinas e a condenar as femininas."

Como vimos nos testemunhos, há casos e casos, e nem todas as traições são iguais... "Claro. Quando entramos num casamento e depois nos apaixonamos por outra pessoa, podemos antecipar o fim do casamento. Quando traímos como um complemento ao casamento, mas não queremos sair dele, então foi por imaturidade que entrámos naquele casamento."

Mas nem todos os homens são gulosos incapazes de resistir aos doces, como Pedro C.: há homens com uma competência relacional evoluída, caso do Luís S. "Já trabalhei em consulta com homens que me procuraram precisamente porque se sentiam atraídos por outra mulher, mas que ainda não tinham feito nada em relação a isso, porque estavam muito confusos", conta Quintino Aires. "Sentiam-se muito atraídos pela segunda, mas o compromisso com a primeira era tão forte que não conseguiam desfazer um casamento que muitas vezes já não fazia sentido algum."

Não é angustiante que as mulheres ainda vivam obcecadas com o fantasma da traição? "É verdade. E fazem um raciocínio perigosíssimo para a própria mulher: ‘Ai as outras mulheres é que se metem com ele!' Como se o homem não tivesse responsabilidade no assunto, quando ele é que é o responsável, porque ele é que assumiu um compromisso com ela!"

E, agora, a grande questão: imaginemos que apanho o meu marido num caso com outra. Perdoo-lhe? "As mulheres perdoam muito", nota Quintino Aires. "Aliás, perdoam de mais. Em 20 anos de prática clínica, trabalhei apenas em dois casos em que a mulher disse ‘vou fazer só mais uma tentativa, mas, se não der, ficamos por aqui'. Na esmagadora maioria dos casos, elas desculpam-no, dizem: ‘Ah, a outra meteu-se com ele, mas ele não resistiu, mas agora queremos voltar ao que era dantes...'"

Com os homens é exactamente ao contrário: "É muito difícil para um homem confrontado com uma traição querer retomar o casamento, porque vê isso como um ataque à sua masculinidade."

 

Via Activa



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Quarta-feira, 24.11.10

População portuguesa cresce graças aos imigrantes

 

O número de nascimentos diminuiu em Portugal em 2009 e o de óbitos aumentou, mas verificou-se um acréscimo populacional de cerca de 10 500 pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao ano passado.

De acordo com as estatísticas demográficas de 2009, a população residente em Portugal a 31 de dezembro era de 10 677 713 pessoas, "valor que traduz um acréscimo populacional de 10 463 indivíduos".

Para este acréscimo contribuíram um saldo migratório positivo de 15 408 pessoas e um saldo natural negativo de 4 945.

Em 2009 nasceram 99 491 filhos de mães residentes em Portugal, menos 5 103 do que em 2008. No ano passado, registaram-se 104 434 óbitos de residentes em Portugal, mais 154 do que no ano anterior.

"A evolução da população residente em Portugal tem vindo a denotar um continuado envelhecimento demográfico, como resultado das tendências de aumento da longevidade e de declínio da fecundidade", refere o INE.

A 31 de dezembro do ano passado, a população residente em Portugal era constituída por 15,2 por cento de jovens, com menos de 15 anos, 17,9 por cento de idosos, pessoas com 65 e mais anos, e 66,9 por cento de população em idade ativa, entre os 15 e os 64 anos.

Em Portugal há 118 idosos para cada cem jovens.

Em 2009 realizaram-se 40 391 casamentos, menos 2837 do que no ano anterior, e foram decretados 26 464 divórcios, número até junho, mais 70 do que em 2008.

A idade média dos noivos continua a aumentar, situando-se em 2009 nos 33,4 anos para os homens e nos 30,8 anos para as mulheres. Em 2008 era de 32,6 anos e 30,1 anos, respetivamente.

 

Via Ionline



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Sábado, 30.10.10

por Miguel Esteves Cardoso


Confesso que a minha ambição era a mais louca de todas: revelar os segredos de um casamento feliz. Tendo descoberto que são desaconselháveis os conselhos que ia dar, sou forçado a avisar que, quase de certeza, só funcionam no nosso casamento.

Mas vou dá-los à mesma, porque nunca se sabe e porque todos nós somos muito mais parecidos do que gostamos de pensar.

O casamento feliz não é nem um contrato nem uma relação. Relações temos nós com toda a gente. É uma criação. É criado por duas pessoas que se amam.

O nosso casamento é um filho. É um filho inteiramente dependente de nós. Se nós nos separarmos, ele morre. Mas não deixa de ser uma terceira entidade.

Quando esse filho é amado por ambos os casados - que cuidam dele como se cuida de um filho que vai crescendo -, o casamento é feliz. Não basta que os casados se amem um ao outro. Têm também de amar o casamento que criaram.

O nosso casamento é uma cultura secreta de hábitos, métodos e sistemas de comunicação. Todos foram criados do zero, a partir do material do eu e do tu originais.

Foram concordados, são desenvolvidos, são revistos, são alterados, esquecidos e discutidos. Mas um casamento feliz com dez anos, tal como um filho de dez anos, tem uma personalidade mais rica e mais bem sustentada, expressa e divertida do que um bebé com um ano de idade.

Eu só vivo desta maneira - que é o nosso casamento - vivendo com a Maria João, da maneira como estamos um com o outro, casados. Nada é exportável. Não há bocados do nosso casamento que eu possa levar comigo, caso ele acabe.

O casamento é um filho carente que dá mais prazer do que trabalho. Dá-se de comer ao bebé mas, felizmente, o organismo do bebé é que faz o trabalho dificílimo, embora automático, de converter essa comida em saúde e crescimento.

Também o casamento precisa de ser alimentado mas faz sozinho o aproveitamento do que lhe damos. Às vezes adoece e tem de ser tratado com cuidados especiais. Às vezes os casamentos têm de ir às urgências. Mas quanto mais crescem, menos emergências há e melhor sabemos lidar com elas.

Se calhar, os casais apaixonados que têm filhos também ganhariam em pensar no primeiro filho que têm como sendo o segundo. O filho mais velho é o casamento deles. É irmão mais velho do que nasce e ajuda a tratar dele. O bebé idealmente é amado e cuidado pela mãe, pelo pai e pelo casamento feliz dos pais.

Se o primeiro filho que nasce é considerado o primeiro, pode apagar o casamento ou substitui-lo. Os pais jovens - os homens e as mulheres - têm de tomar conta de ambos os filhos. Se a mãe está a tratar do filho em carne e osso, o pai, em vez de queixar-se da falta de atenção, deve tratar do mais velho: do casamento deles, mantendo-o romântico e atencioso.

Ao contrário dos outros filhos, o primeiro nunca sai de casa, está sempre lá. Vale a pena tratar dele. Em contrapartida, ao contrário dos outros filhos, desaparece para sempre com a maior das facilidades e as mais pequenas desatenções. O casamento feliz faz parte da família e faz bem a todos os que também fazem parte dela.

Os livros que li dão a ideia de que os casamentos felizes dão muito trabalho. Mas se dão muito trabalho como é que podem ser felizes? Os livros que li vêem o casamento como uma relação entre duas pessoas em que ambas transigem e transaccionam para continuarem juntas sem serem infelizes. Que grande chatice!

Quando vemos o trabalho que os filhos pequenos dão aos pais, parece-nos muito e mal pago, porque não estamos a receber nada em troca. Só vemos a despesa: o miúdo aos berros e a mãe aflita, a desfazer-se em mimos.

É a mesma coisa com os casamentos felizes. Os pais felizes reconhecem o trabalho que os filhos dão mas, regra geral, acham que vale a pena. Isto é, que ficaram a ganhar, por muito que tenham perdido. O que recebem do filho compensa o que lhe deram. E mais: também pensam que fizeram bem ao filho. Sacrificam-se mas sentem-se recompensados.Num casamento feliz, cada um pensa que tem mais a perder do que o outro, caso o casamento desapareça. Sente que, se isso acontecer, fica sem nada. É do amor. Só perdeu o casamento deles, que eles criaram, mas sente que perdeu tudo: ela, o casamento deles e ele próprio, por já não se reconhecer sozinho, por já não saber quem é - ou querer estar com essa pessoa que ele é.

Se o casamento for pensado e vivido como uma troca vantajosa - tu dás-me isto e eu dou-te aquilo e ambos ficamos melhores do que se estivéssemos sozinhos -, até pode ser feliz, mas não é um casamento de amor.

Quando se ama, não se consegue pensar assim. E agora vem a parte em que se percebe que estes conselhos de nada valem - porque quando se ama e se é amado, é fácil ser-se feliz. É uma sorte estar-se casado com a pessoa que se ama, mesmo que ela não nos ame.

Ouvir um casado feliz a falar dos segredos de um casamento feliz é como ouvir um bilionário a explicar como é que se deve tomar conta de uma frota de aviões particulares - quantos e quais se devem comprar e quais as garrafas que se deve ter no bar, para agradar aos convidados.

Dirijo-me então às únicas pessoas que poderão aproveitar os meus conselhos: homens apaixonados pelas mulheres com quem estão casados.

E às mulheres apaixonadas pelos homens com quem estão casadas? Não tenho nada a dizer. Até porque a minha mulher continua a ser um mistério para mim. É um mistério que adoro, mas constitui uma ignorância especulativa quase total.

Assim chego ao primeiro conselho: os homens são homens e as mulheres são mulheres. A mulher pode ser muito amiga, mas não é um gajo. O marido pode ser muito amigo, mas não é uma amiga.

Nos livros profissionais, dizem que a única grande diferença entre homens e mulheres é a maneira como "lidam com o conflito": os homens evitam mais do que as mulheres. Fogem. Recolhem-se, preferem ficar calados.

Por acaso é verdade. Os livros podem ser da treta mas os homens são mais fugidios.

Em vez de lutar contra isso, o marido deve ceder a essa cobardia e recolher-se sempre que a discussão der para o torto. Não pode ser é de repente. Tem de discutir (dizê-las e ouvi-las) um bocadinho antes de fugir.

Não pode é sair de casa ou ir ter com outra pessoa. Deve ficar sozinho, calado, a fumegar e a sofrer. Ele prende-se ali para não dizer coisas más.

As más coisas ditas não se podem desdizer. Ficam ditas. São inesquecíveis. Ou, pior ainda, de se repetirem tanto, banalizam-se. Perdem força e, com essa força, perde-se muito mais.

As zangas passam porque são substituídas pela saudade. No momento da zanga, a solidão protege-nos de nós mesmos e das nossas mulheres. Mas pouco - ou muito - depois, a saudade e a solidão tornam-se insuportáveis e zangamo-nos com a própria zanga. Dantes estávamos apenas magoados. Agora continuamos magoados mas também estamos um bocadinho arrependidos e esperamos que ela também esteja um bocadinho.

Nunca podemos esconder os nossos sentimentos mas podemos esconder-nos até poder mostrá-los com gentileza e mágoa que queira mimo e não proclamação.

Consiste este segredo em esperar que o nosso amor por ela nos puxe e nos conduza. A tempestade passa, fica o orgulho mas, mesmo com o orgulho, lá aparece a saudade e a vontade de estar com ela e, sobretudo, empurrador, o tamanho do amor que lhe temos comparado com as dimensões tacanhas daquela raivinha ou mágoa. Ou comparando o que ganhamos em permanecer ali sozinhos com o que perdemos por não estar com ela.

Mas não se pode condescender ou disfarçar. Para haver respeito, temos de nos fazer respeitar. Tem de ficar tudo dito, exprimido com o devido amuo de parte a parte, até se tornar na conversa abençoada acerca de quem é que gosta menos do outro.Há conflitos irresolúveis que chegam para ginasticar qualquer casal apaixonado sem ter de inventar outros. Assim como o primeiro dever do médico é não fazer mal ao doente, o primeiro cuidado de um casamento feliz é não inventar e acrescentar conflitos desnecessários.

No dia-a-dia, é preciso haver arenas designadas onde possamos marrar uns com os outros à vontade. No nosso caso, é a cozinha. Discutimos cada garfo, cada pitada de sal, cada lugar no frigorífico com desabrida selvajaria.

Carregamos a cozinha de significados substituídos - violentos mas saudáveis e, com um bocadinho de boa vontade, irreconhecíveis. Não sabemos o que representam as cores dos pratos nas discussões que desencadeiam. Alguma coisa má - competitiva, agressiva - há-de ser. Poderíamos saber, se nos déssemos ao trabalho, mas preferimos assim.

A cozinha está encarregada de representar os nossos conflitos profundos, permanentes e, se calhar, irresolúveis. Não interessa. Ela fornece-nos uma solução superficial e temporária - mas altamente satisfatória e renovável. Passando a porta da cozinha para irmos jantar, é como se o diabo tivesse ficado lá dentro.

Outro coliseu de carnificina autorizada, que mesmo os casais que não podem um com o outro têm prazer em frequentar, é o automóvel. Aí representamos, através da comodidade dos mapas e das estradas mesmo ali aos nossos pés, as nossas brigas primais acerca das nossas autonomias, direcções e autoridades para tomar decisões que nos afectam aos dois, blá blá blá.

Vendo bem, os casamentos felizes são muito mais dramáticos, violentos, divertidos e surpreendentes do que os infelizes. Nos casamentos infelizes é que pode haver, mantidas inteligentemente as distâncias, paz e sossego no lar.


Via Citrag



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Quarta-feira, 30.06.10

Eles passaram pela Sé de Lisboa para as fotografias

 

Fernando Correia, 54 anos, travesti de profissão, sempre sonhou casar vestido de noiva. Hoje concretizou parte da fantasia ao chegar à Sé de Lisboa num vestido branco marfim, mas casamento só na próxima semana e no civil.

“O meu sonho sempre foi casar vestida de noiva e até à data não tinha encontrado a pessoa certa”, confessou à chegada ao largo da Sé, onde reuniu 20 amigos para as fotografias e a festa que se seguiu num restaurante.

Apesar de não ter conseguido formalizar hoje a união, fez questão de reunir os amigos naquele local por fazer um ano que conheceu o companheiro e se tratar do lugar onde casaram as noivas de Santo António, explicou.

Fernando Correia conheceu Fernando Fonseca, 32 anos, em Santa Apolónia. Trocaram olhares, tomaram um café e combinaram um jantar, que os juntou até hoje.

“Foi um jantar maravilhoso e vivemos juntos desde esse dia”, conta 'a noiva', garantindo ter encontrado o homem da sua vida.

“É um homem a sério, não fuma, não bebe, é trabalhador”, diz.

Neste 'enlace', a 'noiva' chegou primeiro, de táxi, e acompanhada pela madrinha, que apresentou como fadista.

Habituado ao mundo do espetáculo, não se esquivou às objetivas e às perguntas dos jornalistas, com quem partilhou pormenores da relação com aquele a que já chama “marido”.

“Tive o prazer de trabalhar sempre como travesti profissional. Tenho um guarda-roupa que é a inveja de todas as bichas de Lisboa”, afirma, enquanto mostra, orgulhoso, o vestido cai-cai e se equilibra nas sandálias douradas de salto alto no irregular piso de paralelepípedos às portas da catedral de Lisboa.

Fernando aguarda ainda pela confirmação do dia em que poderá casar com Fernando no 7.º Cartório: “Espero que seja esta semana. Tenho muitos espetáculos marcados para o estrangeiro”.

Embora mais reservado, o companheiro também não hesita em dizer que este é o seu dia. “Conheci bem a pessoa. Gosto muito de estar com ela”, afirma, lamentando que os pais não aceitem a relação.

“Eu vivo para ela e ela vive para mim”, afiança Fernando, empregado numa empresa de limpezas.

Entre os convidados, apenas os amigos aceitaram partilhar com eles este dia, que quiseram registar em fotografias também no Parque Eduardo VII.

Antes, a 'noiva' foi ainda à Igreja de Santo António, por entre os olhares de quem passava e a curiosidade dos turistas, que levaram para casa mais uma inesperada recordação da visita à velha capital.

 

Via Ionline



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Terça-feira, 29.06.10

Quando o príncipe se torna uma cinderela

 

Antes que comece já a fazer contas à vida, as autoras avisam: "As excepções existem. Cada uma, usando bom senso, é que tem de realmente saber se está ou não ao lado de um gay." 

"Cuidado! Seu Príncipe pode ser uma Cinderela: guia prático para identificar um gay no armário", foi escrito por Ticiana Azevedo e Consuelo Dieguez, jornalistas há 25 anos. A ideia é simples: abrir os olhos a mulheres distraídas, evitando que se apaixonem ou até casem com homens que, por uma razão ou outra, não se assumem como gays. E se os há.

A ideia para o livro nasceu depois de ouvirem a história de Sofia, uma mulher bonita, profissional de sucesso, casada durante sete anos... com um gay. "Edu era bem alto e sarado, usava fatos bem cortados de marcas famosas, camisas engomadas. Ele nunca parecia amarrotar. O problema maior era o cabelo: como ela, também parecia mantê-lo escovado, como se tivesse acabado de sair do salão", explicam as autoras no início do livro. Ora sete anos depois de um casamento infeliz, Edu ganhou coragem e confessou a sua homossexualidade.

"O Brasil é considerado superliberal e, no entanto, para muitos homens, ainda é muito difícil assumir a sua homossexualidade. Principalmente a geração acima dos 30 anos", contou ao i Consuelo Dieguez. "Quando o homem é um executivo, um profissional com uma carreira mais formal, tem medo de se assumir e ser rejeitado por isso", continua. "Nós falamos com psicanalistas que nos contaram que têm pacientes que entram em pânico ao pensar que podem ser descobertos. Essas pessoas levam uma vida dupla, de muito sofrimento e ansiedade." E pelo caminho fazem baixas: mulheres apaixonadas que não imaginam que o homem que têm a seu lado joga na sua equipa. "Não é que eles não gostem de suas mulheres. Eles gostam delas como amigas. Mas desejo eles sentem por outros homens. O resultado são relações insatisfatórias para os dois lados."

O livro, com dez capítulos, ou melhor, "peneiradas" levanta questões que estão para lá das marcas de roupa (Prada, muita Prada), cremes ou perfumes. Baseado em testemunhos reais de mulheres enganadas por "gays enrustidos", como as autoras apelidam os homossexuais que não saem do armário mesmo que a porta esteja escancarada, denuncia comportamentos suspeitos e desculpas esfarrapadas. As autoras não fazem consultoria, apenas dão dicas e criaram uma fórmula: "Um indício é apenas um indício. Dois indícios, uma evidência, mas nada de ficar paranóica. Três indícios, uma evidência forte, acenda a luz vermelha. Quatro indícios, uma comprovação." E apesar de "um homem excessivamente vaidoso poder ser apenas narcisista", atenção aos detalhes: "Ele sai com você e nunca acontece nada; quando acontece, o sexo é gelado; ele troca você pelos amigos o tempo todo e não desgruda da mamãe, aí, amiga, é bom ficar muito atenta porque, o seu príncipe, pode mesmo ser uma Cinderela!"

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 14.06.10

O facebook e as provas para o divórcio

 

“O facebook é uma grande fonte de provas”, afirmou Ken Altshuler, advogado especializado em divórcios e que utiliza a rede social para descobrir provas sobre traições entre casais.
Uma mulher contratou o célebre advogado para que tomasse conta do seu processo de divórcio. A razão para se querer divorciar relacionava-se com o problema de alcoolismo do marido, problema esse que era negado pelo próprio.

Era a palavra de um contra o outro, até o Ken Altshuler intervir no caso e descobrir fotografias do marido, no facebook, a beber cerveja. Foi a prova suficiente para que ganhasse o caso em tribunal.
Lee Rosen é também advogado e defende que é cada vez mais difícil resguardar a informação pessoal e que cerca de um quarto dos seus casos de divórcio baseiam-se em dados disponíveis em redes sociais.
Os especialistas em divórcios alertam as pessoas que estão em situação de separação, para que tenham mais atenção com as informações que publicam na rede.



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Terça-feira, 08.06.10

Casamento gay

 

Via Henricartoon



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Segunda-feira, 07.06.10

O primeiro casamento homossexual em Portugal, Teresa e Helena

 

Helena Pires e Teresa Paixão tornaram-se esta manhã o primeiro par homossexual a casar-se em Portugal. Às nove horas em ponto bateram na porta da conservatória do registo civil da Avenida Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, e oficializaram a relação.

É hoje que entra em vigor a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo e faz todo o sentido que as duas alentejanas queiram ser as primeiras, já que estão desde 2006 a tentar celebrar o seu casamento. Dia 7 de Junho será mais uma data histórica para a comunidade gay e lésbica, mas há outras datas que se vão tornar igualmente importantes a partir de hoje. 

Agosto será o mês de Abel Mota e do seu companheiro; Setembro o mês de João Paulo e do seu futuro marido. Os dois casais já estão em preparativos para a grande festa. Festa de arromba para João Paulo, que se vai casar numa quinta do Douro com fogo-de-artifício e espectáculo de transformismo; festa sem grandes alaridos para Abel Mota, que vai juntar os amigos e a família na sua casa de Gaia. Cerimónia, copo-de-água, lua-de- -mel e tudo mais a que têm agora direito. "Casamento por puro romantismo", explica Abel, professor do ensino secundário e "casamento por razões puramente práticas", esclarece João Paulo, editor do site Portugalgay.

Qualquer que seja o motivo estava mais do que na hora, avisam os dois casais. João Paulo e José Pedro (nome fictício) estão juntos há 15 anos. Abel Mota e Francisco (nome fictício) vivem em união de facto desde 2004. "Não nasci para viver sozinho e sempre quis casar-me", confidencia Abel. E, porque já perderam "demasiado tempo", começaram a preparar a cerimónia logo após a aprovação da Lei n.o 9/2010 no Parlamento, a 8 de Janeiro. Os fatos estão comprados, as alianças também, só resta mesmo ir à conservatória de Gaia para marcar o dia: "Entre a segunda e terceira semana de Agosto são as datas mais prováveis."

João Paulo e José Pedro têm muito mais em que pensar. A lista de convidados ultrapassa a centena e o casal quer uma festa com "mesa farta, música, espectáculo de transformismo e ainda fogo-de-artifício" ao cair da noite. "Visitei três quintas na zona do Douro, só nos falta tomar uma decisão", conta João Paulo. 

Em todas as quintas, o portuense perguntou pelos preços de aluguer, inspeccionou o salão de festas e avaliou todos os espaços exteriores sem nunca revelar que o seu casamento será pouco convencional: "Já me perguntaram pela minha noiva, mas preferi não dizer nada." Dirá que a sua noiva é afinal um noivo no dia em que decidir qual o melhor lugar para fazer a festa. "E, nessa altura, logo se vê. Se os proprietários quiserem fazer negócio irão aceitar; se não estiverem interessados, logo se vê."

Nada impede que o casal do Porto possa ter uma boa surpresa com os empresários do Norte. Pois se até a mãe de João Paulo está "entusiasmadíssima" com o casamento do filho e já comprou o vestido para a cerimónia, tudo o resto é possível: "Estamos a falar de uma mulher que demorou dez anos a aceitar a minha homossexualidade", conta o editor do site Portugalgay.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 02.06.10

sexo é mais que coito

 

Crenças erradas e mitos ainda impedem muitos casais de ter uma vida sexual plenamente satisfatória. "Tanto as mulheres como os homens continuam a achar que o coito é a forma mais correcta para se atingir o orgasmo", diz Pedro Nobre, presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. "Infelizmente, ainda muitos casais limitam a sua vida sexual ao coito." A saúde sexual é um dos temas a debater durante o Congresso Europeu de Sexologia, que começa hoje, no Porto.

É que, apesar de 30% a 45% das mulheres terem problemas sexuais, só uma minoria não é capaz de atingir o orgasmo. "Se excluirmos os casos em que há alguma disfunção, a maior parte das mulheres consegue atingir o orgasmo. Só não consegue em caso de desconhecimento ou inadequada estimulação sexual", refere o psicólogo clínico. A penetração não é, por isso, a melhor forma de a mulher atingir o orgasmo.

"Muitas mulheres não recorrem à estimulação do clitóris e nunca se masturbam. Nem as mulheres conhecem o seu corpo nem os homens, muitas vezes, sabem onde fica o clitóris."

O maior dos problemas nas mulheres, que atinge 20% a 30%, é a ausência de desejo sexual, um problema que é ainda muito reduzido nos homens, mas que tem tendência para aumentar.

"Apenas 5% dos homens referem ter falta de desejo, embora esta esteja muito ligada a outros problemas como a disfunção eréctil." Se o homem não resolver este problema, acaba por ir perdendo o desejo e evitar a relação sexual. O especialista refere, porém, que "este problema tem tendência a aumentar nos homens, sobretudo devido ao estilo de vida, rotinas diárias de trabalho. Os homens admitem mais que têm menos desejo do que gostariam, mas queixam-se sobretudo quando há problemas de ordem funcional.

Numa altura em que as pessoas procuram mais ajuda quando têm problemas sexuais, a resposta no sector público tem vindo a diminuir. "Há um desinvestimento nesta área. Verifica-se sobretudo que nos últimos cinco ou seis anos o número de terapeutas sexuais caiu muito nas consultas públicas", avança.

Se hoje há dez consultas de sexologia, oito delas em hospitais (ver caixa), "há ao todo cerca de 20 a 30 especialistas no País, o que significa que houve uma redução superior a um terço nos últimos anos". Um exemplo é o hospital Júlio de Matos, onde havia 10 a 20 técnicos a dar resposta e hoje dois ou três. "Esta consulta está em risco de desaparecer", lamenta. Outro caso referido por Pedro Nobre é o dos Hospitais Universitários de Coimbra, que passaram a ter três ou quatro quando tinha 10 ou 12 pessoas.

Além do desinvestimento dos hospitais, relacionadas com a sua reorganização, há um problema de distribuição geográfica das consultas. Apesar de haver consulta em Guimarães, as restantes "estão no Porto, Lisboa e Coimbra. E as pessoas procuram. Acontecia- -me receber pessoas do Alentejo e de Trás-os-Montes quando fazia consulta em Coimbra".

 

Via DN



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O mariquinhas pé de salsa

 

Via henricartoon



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Terça-feira, 25.05.10

Mulheres casadas preferem dormir a fazer sexo

 

Mulheres casadas preferem dormir a fazer sexo, diz pesquisa

Nos Estados Unidos, 63% delas preferem dormir, ver filmes ou ler a transar com o marido

 

 

Se você é daqueles (ou daquelas) que não pensam em se casar porque acham que a vida sexual vai acabar, parabéns, você está totalmente certo. Pelo menos é o que ocorre nos Estados Unidos, onde uma pesquisa do site iVillage, envolvendo duas mil mulheres casadas entre 18 e 49 anos, detectou que 63% delas preferem dormir, ver filmes ou ler a transar com o marido.

Quer mais? E ainda por cima 77% das entrevistadas disseram estar de razoavelmente a muito satisfeita com sua vida sexual (os homens não foram consultados, mas a comparação teria sido muito interessante). O estudo, disponível no site, mostrou alguns outros pontos interessantes:

- 23% das mulheres declararam fazer sexo de uma a três vezes ao mês. 21% fazem mais de 10 vezes, sendo que a faixa entre 18 e 29 anos supera é a que mais pratica o divertido suadouro.

- 47% disse que sua vida sexual é previsível, enquanto somente 19% afirmou que é bem surpreendente.

- Ainda em matéria de variar ou não o coito (e essa é ótima para se aprender alguma coisa), a previsibilidade está no local da transa para 70%, nas posições praticadas para 67%, na hora do dia para 58%, na duração para 52%, nas preliminares para 46% e, pasme, no dia da semana para 23% das moças. Como era múltipla resposta, dá para se ter pena daquela que se só faz às quintas-feiras, às 22:15, com duração de 23 minutos, no quarto e só com "papai e mamãe".

- Apesar de tudo isso, 51% tentou algo novo e aventureiro na cama no último ano, sendo que a faixa etária mais nova é a que mais vai até onde nenhum homem jamais esteve.

- 45% das meninas de 18 a 29 anos de idades estão muito felizes com sua vida sexual, já as mulheres entre 40 e 49 são as que estão mais insatisfeitas. O interessante é que aquelas que têm filhos estão mais felizes que as que ainda não são mães.

- Enquanto no Brasil os gels comestíveis são os top de vendas das sex shops, lá o lubrificante entra como parte integrante da transa para 41% das mulheres, com o vibrador em segundo lugar (25%).

- Amor, companheirismo, respeito, amizade, tudo é muito importante em uma relação, mas a pesquisa mostrou que 47% das entrevistadas se casou com o cara que lhe proporcionou o melhor sexo da sua vida e 18% com o único cara que transou, mas...

- ... 53% fantasia com outros homens quando estão transando com o marido (e 10 % já pulou a cerca). Viu o que dá fazer sempre a mesma coisa?.

 

Via Gazetaweb



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Sexta-feira, 14.05.10

 

Casar com homens mais novos pode ser um risco para a saúde das mulheres. Um estudo do Max Planck Institute for Demografic Research, na Alemanha, mostra que a taxa de mortalidade das mulheres aumenta 20% quando se casam com homens entre sete a nove anos mais jovens.
O casamento faz bem à longevidade, garantem os investigadores, mas convém que o homem tenha a mesma idade. Curioso é que o estudo revela diferenças importantes entre os dois sexos. É que enquanto a taxa de mortalidade de um homem sete a nove anos mais velho do que a sua mulher cai 11%, a de uma mulher nas mesmas condições sobe 20%.
Os investigadores não sabem explicar estas diferenças. Desconfiam, ainda assim, que a justificação possa estar no facto de as mulheres terem mais relações de amizade fora do casamento. “Um marido mais jovem não irá ajudar a sua mulher a ter uma vida mais longa ao cuidar dela, ao passear com ela. Ela já tem amigos com quem fazer isso. O homem mais velho não tem”, afirma Sven Drefahl, um dos investigadores.
O estudo analisou dois milhões de casais dinamarqueses.

 

Via Ionline



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Domingo, 18.04.10

Date Nights

 

Os pássaros fazem-no, as abelhas fazem-no, os protagonistas de "Uma Noite Atribulada", Tina Fey e Steve Carell, fazem-no. Mas para a maior parte dos casais com filhos o namoro à antiga - com jantares a dois e conversas sobre tudo (menos fraldas e sopas de cenoura) - parece ser um luxo raro. É por isso que Maria e João Pais, de 37 e 38 anos, sabem que são a inveja dos vizinhos. "Quando passam por nós estão sempre com os filhos e ficam impressionados por nos verem sempre sozinhos", contam entre gargalhadas.

Antes de casarem, há 12 anos, a editora numa empresa de produção artística e o engenheiro de máquinas marítimas tiveram sete anos de namoro sem horas marcadas. Mas os dois filhos, um de sete e outro de dois anos, obrigaram-nos a reorganizar o tempo. "Quando o Guilherme nasceu, sabíamos que era importante continuar a poder desligar a ficha para manter o casamento saudável", explica Maria. Tem a sorte de contar com a ajuda incondicional da mãe. "O Guilherme começou a ir para casa da avó com um mês. O Gonçalo já foi logo na segunda semana de vida", ri. Dependendo da vontade, optam pela sexta ou pelo sábado e não deixam a coisa por meias medidas. "Vão para casa da minha mãe em regime de pensão completa!" , brinca, enquanto explica que "não há nada melhor que acordar no dia a seguir e não ter de ouvir 'mãe, pai, fazem--me o pequeno-almoço?'".

Cada casal tem as suas rotinas e é importante criar momentos de excepção à rotina "mais exaltantes que o dia-a-dia" para manter a chama, explica o terapeuta de casais José Gameiro. Quando as pessoas lhe chegam a tempo de salvar a relação, as saídas a dois são um instrumento incontornável. "Não aconselho actividades nem locais. E nem tem de ser uma saída. Pode ser em casa, na mesa da cozinha, no corredor", brinca. "Mas obviamente que gostaria de ter uns vouchers para oferecer uma noite no Ritz a alguns casais."

Ficar em casa acaba por ser a opção de muitos casais. "Às vezes é bom gozar o silêncio, gozar o sofá, sem barulho", explica Maria Pais. Sara Oliveira e Vítor Silva, casados há dez anos, concordam. "Costumamos ir passear de mota, jantar fora ou ir ao cinema, mas às vezes ficamos simplesmente a desfrutar do sofá e do comando", adianta a marketeer. Ao contrário de Maria e de João, Sara e Vítor têm apenas as sextas-feiras para o namoro longe dos dois filhos. "É uma mera questão logística. É nesse dia que os avós podem ficar com eles", explica Sara. Mas a previsibilidade dos encontros acaba aí. "A única rotina que temos é decidir o que vamos aproveitar para fazer." 

É essa a chave do sucesso das date nights, adianta o terapeuta de casais Pedro Frazão. "Este tempo a dois é fundamental, mas é importante que surja espontaneamente", defende. "A prescrição de date nights não é benéfica, porque se criam expectativas que depois podem sair defraudadas. O ideal é que a ideia parta do casal." E, sobretudo, acrescenta Maria Pais, que se deixem as preocupações com os filhos. "Há pessoas que têm mais capacidade para isto que outras, mas temos de relaxar. Se não for coisa grave, se só estão febris, manda-se uma embalagem de Brufen na mala da roupa."

 

Via ionline



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Sábado, 10.04.10

Sou gay e católico, e acredito que jesus estaria ao meu lado

 

José Ribeiro recebeu-nos no seu gabinete na Universidade em Évora, deixou--se fotografar e conversou abertamente. José L. marcou encontro na Praça do Giraldo, mas acabamos a conversar num jardim sem ninguém. Preferiu não revelar o nome completo nem ser fotografado. Sempre que se ouviam passos, olhava para o lado. José Ribeiro e José L. são ambos professores e membros da Associação Rumos Novos, que congrega homossexuais católicos. Concordam com a aprovação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. E não vêem incompatibilidade entre a sua orientação sexual e a Igreja Católica - melhor, e os ensinamentos de Cristo.

José Ribeiro 

59 anos, professor Universitário

"Sou cristão e homossexual. Tornei-me cristão quando já tinha a minha identidade sexual mais que aceite. Não tive problema nenhum quanto a isso. Tive a sorte de ter uma educação absolutamente solta. Nunca passei pelas agruras de muitos amigos, que tiveram uma educação tradicional católica. Fiz tatuagens com os peixinhos cristãos há seis anos, quando me tornei cristão. Vim para o cristianismo porque procurava um sentido para a vida. Ser homossexual e católico faz muita confusão às pessoas. As pessoas têm uma concepção da Igreja como de um partido, com um comité central que estabelece uma doutrina. Mas não é isso. A Igreja é um conjunto de pessoas ligadas a Jesus. O que o conselho de administração reflecte são apenas as convicções desse conselho. Os católicos socorrem-se dos escritos de Paulo, que estão muito ligados à sociedade em que ele viveu. À luz da época em que viveu, a homossexualidade era uma prática desviante, mas hoje já sabemos que não é assim. A actividade principal da Igreja parece ser determinar as condições em que é lícito que duas pessoas dêem uma queca. No site do Vaticano, 80% dos documentos da Congregação para a Doutrina da Fé ocupam-se disso. Em Jesus não encontra nada assim. No fundo, a Igreja olha os seres humanos como um engenheiro zootécnico olha, em termos de reprodução, o gado - vacas parideiras e bois de cobrição. Ora os homossexuais não podem ter filhos, logo não fazem parte dos planos de Deus. Assim, a única maneira de sermos agradáveis a Deus é não exercermos a nossa sexualidade. Não conheço nenhum homossexual católico que não seja praticante. E olhe que conheço muitos. Não faz sentido essa distinção. Mas como Igreja arranjou uma tabela de pecados, uma espécie de "jogo da salvação", tipo Monopólio, e as pessoas sentem-se culpadas. Tu fazes uma boa acção e andas não sei quantas casinhas, fazes uma má acção e andas para trás. Depois há absolvições... O católico tem tendência a fazer as suas relações com Deus na base no jogo da salvação. Depois as pessoas dão uma queca porque não resistem e vão-se confessar. Depois volta a acontecer. É jogo muito destrutivo psicologicamente. Quem tem culpa é facilmente controlável. Fui para a Rumos Novos para ajudar estas pessoas. Vamos à missa juntos, fazemos encontros onde lemos a Bíblia e apoiamos quem mais precisa." 

José L.

40 anos, professor do secundário

"Vou à missa todos os domingos, mas nunca disse que era homossexual na minha paróquia. Estou naquela situação de 'todos sabem e todos calam'. Nunca me senti discriminado. Sempre fui católico e sou baptizado. Mas quando tive uma relação mais estável, que durou dez anos, estava afastado da Igreja. Não sei bem porquê... Depois senti necessidade de voltar. Estou noutra relação e agora não me imagino a não ir à Igreja. A comunhão em fé é uma parte importante da nossa personalidade. Confesso-me, mas só nas épocas litúrgicas. Sou mais favorável a falar directamente com Deus. Em Maio de 2008 arrancámos formalmente com a Associação Rumos Novos porque acreditamos na Igreja criada por todos os fiéis e na palavra que Cristo nos deixou: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei." Ele não disse "se fores amarelo podes vir a mim, se fores verde também, mas se fores encarnado não podes". Somos católicos, estamos relacionados com a Igreja Católica e uma parte importante dos padres não segue as noções da hierarquia nesta área. Temos irmãos no grupo que são catequistas, os párocos sabem que eles são homossexuais e eles continuam a ser catequistas. Muitas pessoas não se sentem à vontade, porque estão a ir contra o que lhes diz a fé, a mentir e esconder. Há jovens de 16 e 17 anos a viver verdadeiros dramas porque na Igreja dizem que são pecadores, que vão para o Inferno e andam a autoflagelar-se para se redimir. A hierarquia da Igreja diz que acolhe os homossexuais, mas devia completar a frase. Acolhe-os, mas exige-lhes uma vida de castidade e exige-lhes que "juntem o seu sofrimento às chagas do Cristo sofredor na cruz" - uma imagem um bocado tétrica. A nossa filosofia não é, em muitos pontos, diferente da da Igreja Católica. Defendemos casais homossexuais estáveis, duradouros, castos (no sentido da fidelidade). É o mesmo princípio, só o tornamos mais abrangente. Dizemos que, se estas duas pessoas vivem um amor puro, se se amam, se são fiéis, onde está o pecado?"

 

Via ionline



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Quarta-feira, 10.03.10

Viver juntos antes do casamento encurta o tempo de casados

 

 As pessoas que vivem juntas antes de se casarem têm menos probabilidades de permanecerem casadas, concluiu um novo estudo. Mas as suas hipóteses melhoram se já estiverem noivas quando forem viver juntas.


A probabilidade de um casamento durar uma década ou mais diminui seis pontos percentuais se o casal tiver coabitado primeiro, assegura a investigação.

O estudo que incluiu homens e mulheres dos 15 aos 44 anos foi feito pelo Centro Nacional de Estatísticas da Saúde, utilizando dados do Censo da Família conduzido em 2002. Os autores consideram coabitação como pessoas que vivem com um parceiro sexual do sexo oposto.

"Na perspectiva de muitos jovens adultos, casarem sem antes terem vivido juntos é insensato", diz Pamela J. Smock, investigadora do Centro de Estudos Populacionais da Universidade de Michigan, em Ann Arbor. "Só porque alguns estudos académicos mostraram que viver junto pode, de certa forma, aumentar as hipóteses de divórcio não quer dizer que os jovens adultos acreditem nisso."

Os autores descobriram que a proporção de mulheres com trinta e muitos anos que nunca coabitaram duplicou em 15 anos, para 61%.

Metade das pessoas que coabitam casam-se no espaço de três anos, concluiu o estudo. Se ambos os parceiros são licenciados, as hipóteses de virem a casar-se aumentam e a união pode durar pelo menos dez anos.

"Os números sugerem que a coabitação ainda é um caminho na direcção do casamento para muitos licenciados, embora possa ser um fim em si mesmo para muitas mulheres com menos habilitações", afirma Kelly A. Musick, professora de Análise Política e Gestão da Universidade de Cornell.

As pessoas que se casam depois dos 26 anos ou têm um filho oito ou mais meses depois do casamento têm mais probabilidades de permanecerem casadas por mais de uma década.

"Como resultado da crescente prevalência da coabitação, o número de filhos nascidos de pais não casados que coabitam também aumentou."

No início da última década, a grande maioria de nascimentos de mães solteiras era de mulheres que viviam com o pai da criança. Apenas duas décadas antes, somente um terço dos bebés eram de casais a viver juntos.

O estudo concluiu que globalmente 62% das mulheres dos 25 aos 44 anos eram casadas e 8% viviam com o companheiro. Entre os homens, os números eram de 59% de casados e 10% daqueles que viviam com as companheiras.

Em média, um em cada cinco casamentos dissolver-se-á no espaço de cinco anos. Um em três durará pelo menos dez anos. Estes números variam de acordo com a raça, a etnia e o sexo. A probabilidade de homens e mulheres negros permanecerem casados durante dez anos ou mais é de 50%. A probabilidade entre os homens hispânicos é mais alta, 75%. Entre as mulheres hispânicas, as probabilidades de que o seu casamento dure pelo menos 20 anos são de 50%.

O estudo concluiu que cerca de 28% dos homens e das mulheres coabitam antes do seu primeiro casamento e que cerca de 7% vivem juntos sem nunca se casarem. Cerca de 23% das mulheres e 18% dos homens casados contraem matrimónio sem nunca terem vivido juntos anteriormente.

As mulheres que não viviam com ambos os pais biológicos ou adoptivos aos 14 anos têm menos probabilidades de se casarem e mais hipóteses de viverem em coabitação do que aquelas que crescem com ambos os pais.

A percentagem das pessoas que nunca se casam varia notoriamente conforme a raça ou a etnia: 63% das mulheres brancas, 39% das mulheres negras e 58% das mulheres hispânicas. Entre os homens no mesmo grupo etário, as diferenças são menos acentuadas. Cinquenta e três por cento dos homens brancos, 42% dos homens negros e 50% dos homens hispânicos são casados ou eram casados na altura do estudo.

Quando chegam aos 40 anos, a maioria dos homens e das mulheres brancos e hispânicos continua casada, mas apenas 44% das mulheres negras se encontram na mesma situação.
 
Via ionline

 



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Quarta-feira, 03.02.10

Casas de banho separadas, o segredo de um casamento feliz

 

 Um dos segredos para um casamento feliz? Casas-de-banho separadas. Segundo o britânico The Times, o número de casais à procura de casa e que estabelece como prioridade máxima o mínimo de dois WC, tem aumentando consideravelmente nos últimos anos. A tendência é confirmada por algumas celebridades de Holywood: Catherine Zeta-Jones e Michael Douglas, por exemplo, defendem que “casas-de-banho separadas são a chave para um casamento feliz”.

Outros casais há que não receiam a partilha da intimidade (e higiene) e, por isso, dividem o espaço de banho sem nenhum tipo de preocupação.

 

Via Ionline



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Terça-feira, 12.01.10

Faltam mulheres na China

 

 Não, não é um prenúncio do aumento do número de divórcios. O governo chinês apresentou hoje um estudo da Academia Chinesa de Ciências Sociais que alerta para que mais de 24 milhões de chineses em idade reprodutiva possam não ter mulher dentro de dez anos.

desequilíbrio de género entre recém-nascidos é considerado um grave problema demográfico no país que tem mais de 1,3 mil milhões de pessoas.

De acordo com o estudo, o aborto de bebés do sexo feminino é apontado como um dos principais responsáveis pela preocupante conclusão, na sequência de uma política rígida de planeamento familiar e das rigorosas tradições de uma manifesta preferência das famílias pelo sexo masculino. Segundo os investigadores, os abortos de bebés do sexo feminino são "extremamente comuns", sobretudo nas regiões rurais e desde que, nos anos 80, começaram a realizar-se ecografias nesses locais.

Na China, os mas recentes estudos indicam que por cada 100 raparigas nascem 119 rapazes o que faz com que, nas regiões mais pobres do país, existam homens que ficam solteiros toda a vida.

Via ionline



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Segunda-feira, 11.01.10

Os gays já podem casar? 

Via Henricartoon



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Domingo, 10.01.10

Casadas engordam mais .....

 

 No dia em que ganhou coragem para terminar uma relação de quatro anos por se ter apaixonado por outra pessoa, A. olhou-se ao espelho e não se reconheceu: as bochechas tinham dado lugar a covas, os ossos da linha dos ombros estavam mais salientes, as pernas e o rabo já não enchiam as calças número 38. Ao confrontar a balança, A. descobriu que, em três meses, perdera oito quilos - cinco deles ganhos quando a relação estava no ponto mais estável quando partilhavam casa. 


A. procurou explicações e só encontrou duas: o desgaste emocional de uma relação que se arrastava sem amor e a paixão "esmagadora" que sentia por outro homem. "Perdi o apetite, deixei de dormir, dupliquei os cigarros, estava sempre a tremer", conta. A angústia fazia frente à excitação. "Sentia-me uma adolescente cheia de desejos e nervos miudinhos. Mas as dúvidas e a culpa roíam-me por dentro. Era uma tortura: questionava-me se era justo terminar com o meu namorado, se me iria arrepender e não sabia como fazê-lo sem magoar." 

O caso de A. serve de exemplo à conclusão de um estudo publicado este mês no "The American Journal of Preventive Medicine": mulheres comprometidas engordam mais do que as solteiras. Já se sabia que as mulheres tendem a ganhar peso depois de ter filhos. A teoria é velha e corriqueira. Contudo, o novo estudo demonstra que mesmo entre as mulheres que não têm filhos, as que vivem com um parceiro ganham mais quilos do que as que vivem sozinhas. O estudo, liderado por Annete J.Dobson, professora de Bioestatística na Universidade de Queensland, Austrália, abrangeu mais de seis mil mulheres australianas durante um período de dez anos.

Depois de os resultados serem ajustados a outras variáveis, verificou-se qual o aumento de peso nesse espaço de tempo entre mulheres com um peso médio de 63,5 quilos: as que tinham um filho e um marido engordaram nove quilos, as que tinham um parceiro mas não eram mães engordaram sete quilos, e quem não tinha filhos, nem companheiro engordou apenas cinco quilos. 

Essas mulheres - que iniciaram o estudo com idades compreendidas entre os 18 e os 23 anos - tinham como missão responder periodicamente a um inquérito com mais de 300 questões sobre o seu peso e altura, idade, escolaridade, actividades físicas, consumo de álcool e tabaco, medicamentos tomados e outros cuidados de saúde. No final do estudo, mesmo depois de ajustada a relação aos hábitos de vida, as diferenças no aumento de peso entre casadas e solteiras eram evidentes.

Apesar das limitações da investigação - eram as próprias mulheres que controlavam o peso, por exemplo - especialistas consideram os resultados válidos. Alexandra Bento, da Associação Portuguesa de Nutricionistas, admite que "seis mil mulheres compõem uma amostra significativa, que já dá que pensar" e elege o estilo de vida como a principal razão que determina as diferenças na balança de solteiras e casadas. "Mulheres casadas entram noutra dimensão de organização familiar. Têm de aprender a gerir a vida familiar e profissional, e o tempo que antes investiam na imagem corporal passam a investir na família." Além da falta de tempo e de um certo descuido na imagem por sentir que "já não tem de seduzir", "uma vida mais sedentária e o controlo dos horários das refeições", podem ajudar a explicar o aumento de peso nas mulheres casadas ou em união de facto, de acordo com o sexólogo Bruno Inglês. E até a "própria estabilidade e conforto emocional", reforça o sexólogo, lembrando um estudo sobre saúde cardiovascular que concluiu que um casamento feliz melhora a tensão arterial. 

Por outro lado, mulheres que saltam novamente para o estado civil "solteira" tendem a vivenciar o fenómeno contrário: perda de peso. "Sem dados científicos, a verdade é que todos conhecemos alguns casos", lembra Alexandra Bento. Uma separação é, por norma, um despertar. Nos momentos de ruptura, dá-se o clique: as pessoas descobrem o que há de errado ou negativo e o que devem melhorar e tendem a assumir compromissos de mudança. "Muitas mulheres assumem nessa altura uma missão em relação ao peso, com a determinação do 'eu vou mudar a minha vida'." Uma vida a sós traz ainda de volta o tempo para a actividade física e para "uma maior preocupação com a ingestão alimentar", reforça a nutricionista. 

Cada caso será sempre um caso. E a conjuntura do fim da relação terá sempre o papel principal na explicação das alterações da imagem corporal da mulher. Um fim de relação conturbado traduz-se, por norma, num desgaste emocional que pode conduzir a um estado de depressão e, por sua vez, à perda de apetite e de peso. Em casos mais excepcionais, quilos a menos podem até "estar ligados a preocupações económicas, quando as mulheres têm de cuidar dos filhos sozinhas, por exemplo", frisa o sexólogo Bruno Inglês. 

Se o final da relação até foi pacífico e a mulher não se sente deprimida, é provável que até se sinta a "renascer" e aja como quem se sente de volta ao "mercado dos solteiros". "Hoje em dia, para manter um padrão estético é preciso uma grande motivação e restrição. É razoável admitir que, fora de uma relação, a mulher se sente mais competitiva", justifica Francisco Allen Gomes, especialista em sexologia.

A procura da auto-estima e de um novo parceiro explicam que a mulher volte a olhar-se mais ao espelho, se preocupe mais com a imagem e programe dietas e rotinas de ginásio. 

E se à separação associarmos uma nova paixão, mais facilmente o ponteiro da balança desce. Está comprovado que a paixão tem uma relação directa com a perda de apetite e sono. "A excitação e a adrenalina disparam. E se a paixão for correspondida, é normal que se faça mais sexo e mais sexo é igual a perda de calorias", explica Allen Gomes, citando o livro da antropóloga Helen Fisher: "Porque amamos". A autora trabalhou com uma equipa de cientistas que examinou os cérebros de pessoas que tinham acabado de se apaixonar e concluiu que a paixão aumenta o fluxo sanguíneo e acende áreas específicas do cérebro. "Por isso Fisher diz que um estado de paixão nunca dura mais de dois anos. Nem aguentaríamos! Há estados de magreza que não enganam", brinca Allen Gomes.

 

Via Ionline



publicado por olhar para o mundo às 09:43 | link do post | comentar

Sábado, 09.01.10

Casamento Gay

 

Via expresso 



publicado por olhar para o mundo às 15:01 | link do post | comentar

Sexta-feira, 08.01.10

  “A adopção é uma questão totalmente diferente do casamento. Na adopção não está em causa realizar um direito de pessoas livres e adultas”, disse, considerando que o Governo apenas tem mandato para legislar sobre o casamento homossexual. 

 

Retirado do Público

 

Sócrates na assembleia da república.

 

Então e adoptar não é um direito das pessoas livres e adultas?.... não há pior cego que quem não quer ver!!!!

 



publicado por olhar para o mundo às 12:11 | link do post | comentar

Terça-feira, 05.01.10

A petição com mais de 90 mil assinaturas a exigir um referendo sobre o casamento homossexual, que será entregue na terça-feira no Parlamento, será chumbada pelos partidos da esquerda, enquanto PSD e CDS-PP deverão votar favoravelmente.

 

 A iniciativa popular foi promovida por um grupo de cidadãos reunido na Plataforma Cidadania e Casamento Homossexual, que recolheu 90.785 assinaturas, que propõe se faça aos portugueses a seguinte pergunta, em referendo: “Concorda que o casamento possa ser celebrado entre pessoas do mesmo sexo?”.


O movimento pretende que sejam debatidas as “implicações reais na história, na cultura e nas relações sociais do país” da consagração do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Na prática, a petição só deverá ser discutida no Parlamento após a votação dos diplomas do Governo e do PSD, Bloco de Esquerda e Verdes sobre o casamento homossexual, agendada para esta sexta-feira.

Segundo a lei orgânica do Regime do Referendo, após a entrada da petição no Parlamento, o presidente da Assembleia da República deve, no prazo de dois dias, pedir um parecer à comissão parlamentar competente (neste caso, a primeira comissão, de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias) sobre a iniciativa de referendo.

Após o parecer, Jaime Gama deverá decidir se admite a iniciativa ou se manda notificar o movimento solicitando o aperfeiçoamento do texto, dentro de 20 dias.

A comissão deverá depois ouvir o representante do grupo de cidadãos e terá de elaborar, no prazo de 20 dias, um projecto de resolução que incorpore o texto da iniciativa de referendo, cabendo depois a Jaime Gama agendar a sua discussão para uma das dez sessões plenárias seguintes.

Pelos partidos da esquerda, o “chumbo” da proposta popular está garantido.

O líder da bancada socialista, Francisco Assis, afirmou à Lusa que a consagração do casamento entre pessoas do mesmo sexo é “um compromisso eleitoral do PS, de forma clara e sem equívoco”, pelo que levar esta questão a referendo seria “fugir a um compromisso”.

Pelo Bloco de Esquerda, a deputada Helena Pinto considera que esta é uma matéria que “não necessita de ser referendada” e que já foi “amplamente debatida na sociedade portuguesa”, defendendo que a Assembleia da República tem “toda a legitimidade para legislar sobre esta matéria”.

O mesmo argumento é indicado pelo deputado comunista António Filipe, que referiu também que o assunto não exige mais debate, alegando que “as posições dos vários partidos já eram conhecidas antes das eleições”.

Heloísa Apolónia (Partido Ecologista “Os Verdes”) sustenta que o alargamento do casamento aos homossexuais é uma questão constitucional, porque implica a “construção da igualdade” e, como tal, é matéria “não referendável”, assinalando ainda que esta iniciativa popular “só surge porque há uma clara maioria política que é a favor da eliminação da discriminação actualmente existente”.

PSD e CDS-PP já manifestaram posições opostas.

Segundo o presidente do grupo parlamentar social-democrata, Aguiar Branco, o PSD viabilizará a iniciativa popular, considerando que “não colide” com a proposta da sua bancada, que sugere em alternativa ao casamento uma união civil registada para as pessoas do mesmo sexo.

O grupo parlamentar do CDS-PP vai discutir nesta semana a iniciativa popular – que integra elementos do partido entre os mandatários. O deputado João Almeida disse que a sua bancada deverá concordar com a realização do referendo, destacando a “muita representatividade” da iniciativa.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 08:00 | link do post | comentar

Quarta-feira, 16.12.09

A igreja e as suas parvoices!

 

 Um casamento entre alguém baptizado pela Igreja Católica e outra que não o seja é inválido, revelou hoje o Vaticano, depois de o Papa Bento XVI ter aprovado duas alterações ao Código de Direito Canónico.

O artigo 1986 do Código de Direito Canónico estabelece a partir de agora que "é inválido o matrimónio entre duas pessoas, uma das quais baptizada pela Igreja Católica ou nela integrada e outra que não seja baptizada."
Foi ainda modificado o artigo 1124: "o matrimónio entre duas pessoas baptizadas, uma das quais baptizada pela Igreja Católica e nela acolhida através do baptismo, e a outra integrada numa comunidade eclesiástica que não está em plena comunhão com a Igreja Católica não pode celebrar-sesem a autorização expressa de uma autoridade competente".

 

Via ionline

 

Quando é que esta gente aprende que assim não vai lá?



publicado por olhar para o mundo às 15:17 | link do post | comentar

 O casamento entre pessoas do mesmo sexo vai amanhã a Conselho de Ministros. O tema consta da agenda ministerial e o objectivo passa por aprovar desde já a proposta de lei. O que só não sucederá se forem levantadas dúvidas quanto ao articulado proposto.

Ao que o DN apurou, o Governo prepara-se para viabilizar a união entre pessoas do mesmo sexo através da alteração a três artigos do Código Civil. A começar pelo inevitável 1577, que actualmente estabelece que o "casamento é um contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendam constituir família mediante uma plena comunhão de vida". Além deste ponto, de onde desaparecerá a expressão "de sexo diferente", deverá ser revogada uma das alíneas do artigo 1628. Este ponto do Código Civil define várias situações em que um casamento é considerado "juridicamente inexistente", sendo que uma delas é precisamente a união "contraída por duas pessoas do mesmo sexo".

O articulado que irá amanhã a Conselho de Ministros deverá também propor alterações ao artigo 1979 do Código. Que, no número um da versão actual, estabelece que "podem adoptar plenamente duas pessoas casadas há mais de quatro anos e não separadas judicialmente de pessoas e bens ou de facto, se ambas tiverem mais de 25 anos".

Com a alteração a esta formulação, o Executivo pretende deixar expresso o impedimento de um casal do mesmo sexo poder adoptar uma criança. O primeiro-ministro, José Sócrates, já deixou claro que o compromisso eleitoral do PS se reporta apenas à legalização do casamento e não à possibilidade de adopção por casais do mesmo sexo.

Com a aprovação em Conselho de Ministros, a proposta de lei que acabará com a interdição ao casamento homossexual dará entrada na Assembleia da República a tempo de ser debatida antes da discussão do Orçamento do Estado, que entrará no Parlamento em meados de Janeiro.

A iniciativa do Governo tem aprovação garantida pelas bancadas à esquerda do hemiciclo. Já a direita promete contrapor à iniciativa do Executivo uma proposta para a criação da união civil registada, uma nova figura legal específica para as uniões homossexuais. Um cenário que já foi admitido pelo líder parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar-Branco, mas também pela bancada dos democratas-cristãos, mas que contará com a oposição de socialistas, comunistas, bloquistas, e do PEV.

Recorde-se que estes dois últimos partidos avançaram na última legislatura com projectos de lei para a legalização do casamento homossexual, que foram então chumbados pelo PS, com o argumento de que o partido não tinha apresentado esse compromisso aos eleitores.

Mesmo com aprovação garantida no Parlamento, o diploma do Governo terá ainda de passar pela promulgação do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Mas, mesmo em caso de eventual veto, os deputados poderão reaprovar o diploma por maioria simples, após o que o Presidente da República terá de aprovar a proposta.

Via DN



publicado por olhar para o mundo às 08:00 | link do post | comentar

Sexta-feira, 11.12.09

Casamento Gay

 

 O governo deverá aprovar a proposta para instituir o casamento entre homossexuais no próximo conselho de ministros.

O líder parlamentar do PS confirmou ao i estar à espera de poder agendar a discussão da proposta de lei para o princípio de 2010. “Será discutida em Janeiro, ficará marcada na primeira conferência de líderes a seguir à sua chegada”, disse Assis.

PSD e CDS prometem chumbar o projecto de lei e já admitiram avançar com a proposta de uma união civil para homossexuais como alternativa ao texto do governo.

Via ionline



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Quinta-feira, 03.12.09

Ricardo Araujo Pereira na Visão

 

O casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser referendado caso a caso. Se o objectivo é metermo-nos na vida dos outros, façamo-lo com o brio que essa nobre tarefa merece.

 

5:33 Quinta-feira, 3 de Dez de 2009

 

Confesso que não sei se as pessoas nascem com essa característica ou se optam por adoptar o comportamento desviante que a Bíblia, aliás, condena - mas, na minha opinião, os canhotos não deveriam poder casar. Nem adoptar crianças. Um casal de pessoas, digamos, normais, acaricia a cabeça dos filhos como deve ser, da esquerda para a direita. Os canhotos acariciam da direita para a esquerda, o que pode ter efeitos perversos na estrutura emocional das crianças. Na verdade, sou contra a adopção por casais heterossexuais em geral, sejam ou não canhotos. Atenção: não tenho nada contra os heterossexuais. Tenho muitos amigos heterossexuais e eu próprio sou um. Mas não concordo que possam adoptar crianças. Em primeiro lugar, porque é contranatura. Quando olhamos para a natureza, não vemos casais de pardais ou de coelhos a adoptarem crias de outros. Pelo contrário, esforçam-se por colocar as suas crias fora do ninho ou da toca o mais rapidamente possível. Ou usam as suas próprias crias para produzir novas crias. Mas não adoptam. Provavelmente, porque sabem que é contranatura. Por outro lado, a adopção por casais heterossexuais pode condicionar a sexualidade das crianças. Todos os homossexuais que conheço são filhos de casais heterossexuais. A influência de heterossexuais tem, por isso, aspectos nefastos que merecem estudo cuidadoso. Por fim, há a questão do estigma social. Suponhamos que uma criança adoptada por um casal heterossexual é convidada para ir a casa de um colega adoptado por um casal de homens. Como é que o miúdo que foi adoptado por heterossexuais se vai sentir quando perceber que a casa do colega está muito mais bem decorada do que a dele?

 

Quanto ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mais do que ser a favor de um referendo, sou a favor de vários. Creio que o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser referendado caso a caso. O Fernando e o Mário querem casar? Pois promova-se uma grande discussão nacional sobre o assunto. A RTP que produza um Prós e Contras com cidadãos de vários quadrantes que se posicionem contra e a favor da união do Fernando e do Mário. Organizem-se debates entre o Mário e os antigos namorados do Fernando, para que o povo português possa ter a certeza de que o Fernando está a fazer a escolha certa. E depois, então sim, que Portugal vá às urnas decidir democraticamente se concede ao Mário a mão do Fernando em casamento. E assim para todos os matrimónios. Se o objectivo é metermo-nos na vida dos outros, façamo-lo com o brio que essa nobre tarefa merece.

 

Defendo, portanto, uma abordagem especialmente cautelosa desta questão. Sou muito sensível ao argumento segundo o qual, se permitirmos o casamento entre pessoas do mesmo sexo, teremos de legalizar também as uniões dos polígamos. E sou sensível porque, como é evidente, não posso negar que me vou apercebendo da grande movimentação social de reivindicação do direito dos polígamos ao casamento. Parece que já temos entre nós vários muçulmanos, grandes apreciadores da poligamia. E eu não tenho homossexuais na família, nem entre os meus amigos, mas polígamos, muçulmanos ou não, conheço umas boas dezenas. Se toda esta massa poligâmica desata a querer casar, receio que os notários fiquem com as falangetas em carne viva, de tanto redigirem contratos de união civil. Mas, felizmente, confio que os polígamos sejam, também eles, sensíveis à mais elementar lógica: a poligamia é uma relação entre uma pessoa e várias outras de sexo diferente. A reivindicarem a legalização das suas uniões, fá-lo-iam a propósito do casamento entre pessoas de sexo diferente, com o qual têm mais afinidades. A menos que se trate de poligamia entre pessoas do mesmo sexo. Mas, segundo o Presidente do Irão, parece que entre os muçulmanos não há disso.

 

 Via Visão



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Domingo, 22.11.09

O arcebispo que é a favor do casamento gay

 

 D. Manuel Monteiro de Castro poderá ser uma lufada de ar fresco na cúria romana. O arcebispo português foi notícia por ser o "enviado do Papa" que "quebra a fileira sobre os casais gay". Ontem viu reforçada a confiança de Bento XVI, que o nomeou consultor da Congregação para a Doutrina da Fé. Após 40 anos ao serviço da diplomacia do Vaticano, tem nova missão: promover e defender a doutrina da fé cristã e a moral no mundo católico.


Em 2004, numa conferência de bispos espanhóis, Monteiro de Castro falou de "novos desafios" nos tempos actuais e defendeu direitos civis para casais homossexuais, relatou o "The Guardian". "Embora a lei em Espanha, e noutros países, defina o casamento como união de um homem e de uma mulher, há outras formas de coabitação e é bom que sejam reconhecidas", notou o prelado, que em Outubro foi nomeado secretário do Colégio dos Cardeais. 

A posição da Congregação para a Doutrina da Fé, de 2003, é mais intransigente. Conclui que "a Igreja ensina que o respeito pelos homossexuais não pode levar, de modo algum, à aprovação do comportamento homossexual ou ao reconhecimento legal destas uniões". Para D. Eurico Dias Nogueira, bispo emérito da diocese de Braga - onde Monteiro de Castro é padre -, a postura aberta do português não vai influenciar a posição da doutrina cristã, e contrapõe que a Igreja aceita "pessoas com essa identidade" e "não condena uniões de facto". 

"Todo o respeito é devido aos casais homossexuais, mas não ao ponto de arranjar uma instituição equiparada ao casamento e à família", esclarece Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa.

 

Via Ionline



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Sábado, 31.10.09

Homem de 112 casa com mulher de 17

 

 Ahmed Muhamed Dhore, 112 anos, e Safiya Abdulle, 17, casaram-se esta semana na sua aldeia natal na Somália. O noivo não é marinheiro de primeira viagem. Ahmed Muhamed Dhor tem actualmente duas esposas, mas já foi viúvo três vezes. O seu filho mais velho tem 80 anos. Para o noivo este matrimónio é a "realização de um sonho".

A família de Safiya Abdulle diz também estar muito feliz com o enlace. O noivo já há algum tempo teria demonstrado a sua vontade de casar com Safiya, mas teve de esperar que a menina crescesse para pedir a sua mão em casamento. "Nunca a forcei, apenas usei a minha experiência para a convencer do meu amor", revela Ahmed.

Ahmed Muhamed Dhor diz que espera ainda ter mais filhos com a sua mais recente esposa.

Via Expresso



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