Segunda-feira, 10.01.11

Guimarães destino turístico de eleição

 

O jornal norte-americano New York Times elegeu Guimarães como um dos 41 destinos a visitar este ano, considerando a cidade minhota "um dos pontos culturais emergentes da Península Ibérica".

O jornal publicou uma reportagem sobre locais passíveis de levar turistas ao "fim do mundo", selecionando 41 locais, desde praias no México às montanhas do Kosovo, passando por Londres, Singapura, Milão e Guimarães, entre outras cidades e locais de todo o mundo.

No artigo, o jornalista refere que Guimarães, cidade berço da nação, é Património Mundial da Humanidade e foi escolhida para Capital Europeia da Cultura em 2012.

Adianta que metade dos habitantes de Guimarães é constituída por jovens e considera que a abertura do Centro Cultural Vila Flor, em 2005, foi fundamental para lançar a música e a arte na cidade.

O artigo destaca ainda a realização, em março, do primeiro Festival Internacional de Dança Contemporânea, "trazendo uma seleção impressionante de companhias de dança de todo o mundo".

A edição online do New York Times recomenda locais para ficar, restaurantes e pontos de interesse em Guimarães.

As pousadas Santa Marinha da Costa e Nossa Senhora da Oliveira, os restaurantes Solar do Arco e El Rei Dom Afonso, bem como a Igreja de S. Francisco, o Museu de Alberto Sampaio e o Paço dos Duques de Bragança são locais a visitar.

 

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Terça-feira, 23.11.10

Livraria Lello do Porto

 

A Lello não é uma livraria qualquer. É "a" livraria do Porto. E do mundo. Tanto é, que foi considerada a terceira melhor do mundo pelo popular guia de viagens "Lonely Planet''s Best in Travel 2011". Quinze anos depois da mudança de gerência, a livraria continua a aproveitar a estrutura arquitectónica que atrai milhares de visitantes e reforça uma reputação que mantém há mais de cem anos.

Esta não é a primeira vez que a Lello é destacada por uma publicação internacional. Há dois anos, o jornal britânico "The Guardian" já a tinha homenageado com o terceiro lugar no ranking de melhores livrarias do mundo. 

Antero Braga, proprietário e actualmente o homem forte por detrás do nome Lello, explica que a receita para o sucesso passa por encontrar o equilíbrio interior entre o seu papel de amante de cultura e o outro, mais austero, o de gestor. 

Directo ao assunto, Antero Braga explica que esta não é a sua livraria ideal, uma vez que não abrange todas as áreas temáticas que desejava, mas o lado de gestor diz-lhe que só fazendo concessões é possível tornar a livraria num negócio viável. "Se não o fizeres estás condenado, quase como acontece com o país", confessa. 

Há 41 anos a trabalhar em livros, Antero não esconde o orgulho que sente com o seu espaço, a sua profissão e com a reputação de qualidade da sua livraria. Foi há 15 anos que assumiu a gerência da Lello, e quando a encontrou estava longe de ser o marco que é agora. "A Lello enquanto editora foi muito mais conhecida do que propriamente enquanto livraria", explica. 

Foi o seu percurso de gestor na Bertrand que o ajudou a recuperar o espaço. "Fui o gerente mais novo da Bertrand, o director comercial mais novo da Bertrand, o administrador mais novo da Bertrand e sou cá do Porto", contou.

A Lello é, aliás, um espaço tipicamente portuense, onde é cultivada e mostrada a essência da cidade. A máxima deste espaço passa por criar uma ligação "intensa de amizade"com os seus clientes. Antero Braga crê que é aqui que reside o espírito da Invicta. "No Porto é mais difícil por vezes penetrar no meio, mas depois tem-se amigos para a vida", diz.

O facto de ter preservado o ambiente íntimo e personalizado fez com que a livraria se tornasse um dos marcos de atracção da cidade, quer para o comum turista quer para figuras ilustres. Ao longo da sua vasta história, já por lá passaram nomes como Afonso Costa, Cavaco Silva (escolheu a Lello para lançar a sua autobiografia), Mário Vargas Llosa (ainda antes de receber o prémio Nobel), Alain Juppé, antigo primeiro-ministro francês, ou Marcelo Caetano, o último homem-forte do Estado Novo. 

"Cada um tem o seu feitio, e as pessoas gosta de ter um interlocutor, alguém que os aconselha", diz Antero Braga. Na Lello têm o tratamento personalizado que está a desaparecer do comércio contemporâneo. O gestor da livraria conta que várias personalidades, como Diogo Freitas do Amaral, usam o seu gabinete, onde guarda algumas raridades. 

Antero Braga orgulha-se das amizades que cultivou ao longo da sua carreira. Conta com carinho a o encontro que teve com José Saramago, em que lhe confessou que o seu livro preferido do autor era o "Levantado do Chão" e não o "Memorial do Convento". Ao que o Nobel português respondeu: "Também é o meu."

As distinções que a Lello vai acumulando fazem dela um ícone da cidade. Se cada visitante que se extasia com a sublime escadaria do espaço comprasse um livro, em termos comerciais era um êxito fenomenal. Assim, é uma livraria que resiste com o passar dos tempos e que o mundo reconhece. Mais do que os portugueses, diga-se.

Exclusivo i /Semanário Grande Porto

 

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Segunda-feira, 22.11.10

Ópera:

 

O compositor Alexandre Delgado criou uma "versão completamente fiel à original" da ópera “Hansel e Gretel”, que estreia na terça-feira no Teatro Camões, em Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, o compositor disse ser apenas o responsável pelos textos que são cantados e que estes “mantêm a estrutura e a rima do princípio ao fim”.

Autor de óperas como “A Rainha Louca” e “O Doido e a Morte”, esta não é a primeira vez que Alexandre Delgado faz uma versão para a ópera de Engelbert Humperdinck baseada na obra dos irmãos Grimm.

Em 2003 foi o responsável pela versão portuguesa de “A Casinha de Chocolate”, que estreou no Teatro da Trindade, em Lisboa, numa encenação de Paulo Duarte que contou com interpretação de Catarina Molder.

Fazer uma versão de ópera “é como fazer uma obra de relojoeiro”, disse Alexandre Delgado, sublinhando tratar-se de um trabalho que requer “uma aprendizagem na forma como se lida com a rima da língua portuguesa”.

E ainda que esse trabalho seja facilitado com os dicionários de rimas, a tarefa “exige saber e muito cuidado para que não haja erros de prosódia [estes ocorrem quando há uma transposição do acento tónico de uma sílaba para outra]”, sublinhou.

Para Alexandre Delgado, “Hansel e Gretel” - que sobe agora ao palco do Teatro Camões numa nova produção do Teatro Nacional de São Carlos - é uma “obra-prima de Humperdinck que possibilitou às pessoas regressarem aos contos de fadas, ainda que com uma linguagem wagneriana e adaptada ao conto dos irmãos Grimm".

“Era uma falha enorme não termos ‘Hansel e Gretel’ cantada em português, porque esta é uma ópera que ganha muita força quando cantada em português”, frisou.

O compositor defende a necessidade de se encenar mais óperas em português, considerando que só há a ganhar com isso.

“Dantes eu era muito refratário em relação a isso, mas depois de ter assistido na Komische Oper de Berlim a tudo quando era repertório de ópera cantado em alemã apercebi-me do quanto tínhamos a ganhar com óperas cantadas em português”, disse.

É o caso de “A Flauta Mágica”, “O Morcego” ou operetas de outros compositores como Offenbach.

Com direção musical de Moritz Gnann, encenação e cenografia de André Heller-Lopes, figurinos de Bernardo Monteiro, vídeo de André Godinho, coreografia de Diniz Sanchez, “Hansel e Gretel” tem desenho de luz de José Álvaro Campos e Rita Álvares Pereira como cenógrafa executiva.

Raquel Luís interpretará Hansel, Ana Franco será Gretel, João Oliveira fará de pai e Marco Alves dos Santos de bruxa. O espetáculo conta com a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro Jovens Vozes de Lisboa.

Além das récitas dos dias 23, 24, 26 e 30 de novembro e 02 de dezembro, às 15:00, “Hansel e Gretel” subirá também ao palco do Teatro Camões nos dias 27 de novembro, às 21:00, e nos dias 28 de novembro, 04 e 05 de dezembro, às 16:00.

 

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Sábado, 20.11.10

Mickey. Um lado mais negro do rato mais famoso do mundo

 

Os olhos de Warren Spector iluminam--se quando lhe é passado para as mãos o comando da Wii. Vai apresentar o jogo que esteve a criar nos últimos anos. Fã do universo Disney desde criança, Spector foi o escolhido para pensar a remodelação de um dos ícones mais conhecidos do planeta: o Rato Mickey. "A primeira coisa que pensei depois de me convidarem foi ''tenho de manter a calma, tenho de manter a calma'', mas na verdade era apenas um fã", contou ao i, no final de Outubro, aquando da apresentação do jogo, em Paris.

Depois de décadas com a imagem cristalizada, a Walt Disney decidiu finalmente mexer no maior símbolo da empresa. A decisão é arriscada. É que, apesar do ar inocente, o Mickey e os amigos representam uma receita anual de mais de 5 mil milhões de euros. Qualquer pequena alteração pode afectar esta fonte de rendimento e destruir o património histórico de uma personagem já com 82 anos.

O meio escolhido para dar nova vida à personagem foi um jogo para a consola da Nintendo intitulado Epic Mickey. A intenção inicial era que o Mickey pudesse ser verdadeiramente mau se o jogador escolhesse, mas depois de alguns focus groups, Spector chegou à conclusão que era demasiado radical. No entanto, permaneceu a ideia de fazer um Mickey com mais malícia, mostrando um lado mais malcomportado. "A intenção era ter a certeza de que respeitávamos o Mickey", esclarece Andrea Tartaglia, vice-presidente da Disney para o marketing na Europa. "O resultado final é muito bom. O Mickey está como deve estar."

Em Epic Mickey, o rato mais famoso do mundo tem de explorar um mundo negro alternativo, para onde são enviadas personagens e diversões da Disney que foram substituídas ou esquecidas. E aí inicia um caminho de escolhas, em que pode transformar inimigos em amigos ou fazê-los desaparecer. "Quis que ele fosse capaz de ser malandro - quando estão a jogar com o Mickey podem portar-se mal ou ser um pouco egoístas", explica. "Adoro-o. Acho que é o melhor Mickey de sempre."

Spector é uma personalidade conhecida no mundo dos videojogos, responsável por títulos de sucesso como Deus Ex e System Shock. No entanto, Epic Mickey é um jogo especial para ele. "Quase chorei", admitiu depois de ter apresentado um vídeo sobre a história do Mickey. Tal como em jogos anteriores de Spector, o conceito de escolha é absolutamente central. O jogador pode decidir que tipo de herói quer ser e que Mickey quer criar. As escolhas têm efeitos directos no jogo, incluindo o final e os extras.

Apesar de a Disney e a Nintendo garantirem que é um jogo para todas as idades, não há como fugir ao carácter infantil da personagem. Ainda assim, o ambiente negro e melancólico dos cenários, bem como a constante possibilidade de escolha, pode apelar a um target mais adulto. Além disso, a Wii é bastante mais direccionada à família do que outras consolas. "Porque não pode ser para toda a gente?", questiona Spector. "Ninguém olha para UP, Incredibles ou Ratatouille e diz que são para crianças." 

Deixar uma personagem congelada é o caminho mais rápido para a tornar irrelevante. E, se é verdade que deverá haver pouca gente que não conheça o Mickey, ele tornou-se mais o símbolo de uma empresa do que propriamente uma personagem apelativa aos novos públicos mais exigentes. A escolha sobre as atitudes a tomar por Mickey ao longo do jogo é a forma de a Disney perguntar aos jogadores que tipo de herói querem que o rato seja.

"Penso muito sobre o que [Walt Disney] pensaria", afirma Spector. "Pôr coisas na cabeça do Walt é sempre perigoso, mas acho que ele ficaria contente por mantermos as suas personagens vivas e relevantes numa nova era." 

Epic Mickey estará à venda na Europa a partir da próxima quinta-feira, dia 25.

 

 

 

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Sexta-feira, 19.11.10

Francesinha, a verdadeira história

 

Há uma história da francesinha que ninguém conhece, mas que esta sexta feira vai ser revelada no primeiro percurso pedonal de reconstituição do percurso do prato, no Porto: a sua relação próxima com a figura feminina.

O percurso, orientado por Graça Lacerda, irá conduzir os curiosos pela história deste petisco portuense, porque “Comer uma francesinha” é mais do que saborear um prato, é “um convívio à moda do Porto”.

A guia do original roteiro contou hoje à Lusa quais são as origens da francesinha.

De acordo com mentora do percurso, o criador do prato, Daniel David Silva, era “bastante mulherengo”. Depois de um périplo internacional, aterrou no Porto e descobriu que as mulheres eram demasiado discretas para o que estava habituado, andando muito tapadas e sendo muito reservadas.

A desilusão com as mulheres portuenses levou-o, segundo Graça Lacerda, a querer criar um prato “apurado”.

“Ele dizia que a mulher mais picante que conhecia era a francesa. Quis dar um toque picante ao prato e chamou-lhe francesinha”, disse.

O petisco, que nos anos 50 era uma comida fora de horas - um lanche reforçado ou uma merenda depois de uma sessão de cinema tardia - estava conotado com o universo masculino.

“Ainda sou do tempo em que a francesinha era vista como um prato para rapazes solteiros. As raparigas que comiam francesinha eram mal vistas”, recordou.

Os tempos mudaram e com ele os preconceitos relativos à francesinha e até a sua própria “fisionomia”: um petisco que era pouco mais do que uma tosta mista com molho tornou-se num parto mais do que sustentado, para responder à evolução da sociedade.

“Hoje em dia, já não temos tempo para o lanche e as sessões de cinema proliferam. A francesinha passou a ser um prato de almoço ou jantar, ao qual se juntou a batata frita”, explicou Graça Lacerda, que se tornou especialista na matéria depois de longas pesquisas.

Documentação, imagem, cartazes, livros de receitas, entrevistas a pessoas, entre as quais o atual dono do restaurante “A Regaleira” - que conheceu pessoalmente o inventor do prato que é o rosto do Porto - tudo serviu para reconstruir os passos da francesinha.

“Não temos bibliografia, mas temos testemunhos vivos”, disse, reconhecendo que há vantagens e desvantagens derivadas da subjetividade dos relatos e das opiniões diferentes.

Esta sexta feira, 60 pessoas vão percorrer um percurso que tem seis etapas: “Receita típica do Porto no Século XX”, “E tudo começou na Rua do Bonjardim…”, “Onde comer as melhores francesinhas?”, “Pão, queijo, recheio e molho”, “Para si, uma boa francesinha é…” e “Qual será o segredo da francesinha?”.

O passeio gastronómico tem início perto das 15:00 na Biblioteca de Assuntos Portuenses e termina no Restaurante “Jardim da Irene” e no Café “Universidade”, cerca das 17:00.

 

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Quarta-feira, 17.11.10

Drogas, quem nunca pecou....

 

Se é daqueles que acha que a sociedade dos nossos dias se resume a uma cambada de viciados em tabaco, álcool e drogas, temos uma boa notícia: o mal não é desta geração, nem da anterior. Mesmo longínquos anos A.C. toda a gente recorria a inebriantes. Fosse por razões sociais, medicinais ou rituais, os nossos antepassados usavam-nas sem vergonhas nem reservas. As drogas não nasceram emWoodstock e têm muito que se lhe diga.

"High Society" - que traduzido para português seria qualquer coisa como sociedade pedrada - é a exposição que reúne quadros, imagens, objectos e artefactos relacionados com o consumo de droga. O trabalho, disponível na Welcome Collection faz-se acompanhar pelo livro "High Society: Mind-Altering Drugs in History and Culture"do escritor e historiador Mike Jay. Interessado em temas relacionados com a sociedade, a ciência e as drogas, Jay afirma que "todas as sociedades são ''pedradas'', todas têm os seus tóxicos, vícios e hábitos. O que aconteceu com a globalização é que cada sociedade descobriu os tóxicos das outras". 

Tabacoópio ou canábis: todas têm uma história. Quando Colombo descobriu a América, procurava especiarias mas encontrou uma planta diferente: a do tabaco. Foi ele que o trouxe para a Europa. O ópio, por sua vez, começou por ser utilizado pelos ingleses que descobriram a droga nas suas colónias, na Índia. Este produto retirado das papoilas tornou-se um verdadeiro vício para os chineses. Foi por causa desta comercialização de droga que se deram as "Guerras do Ópio", dois grandes conflitos entre britânicos e chineses. Quanto à canábis está ligada a Napoleão e à chegada ao Egipto.

O objecto mais antigo desta exposição é um cachimbo que data de 1500 A.C.. Além disso, contam-se cerca de 200 artefactos, entre desenhos ou quadros inspirados no tema, documentários ou até um gráfico gigante que apresenta o percurso do tráfico de drogas. Uma secção especial está reservada a confissões de pessoas que pretendam partilhar as suas experiências.

"As opiniões das pessoas sobre as drogas são muito polarizadas, queremos mostrar que nem tudo é bom ou mau. As drogas abrangem uma série de substâncias que têm histórias fascinantes e contextos culturais" explica Caroline Fisher, uma das curadoras da exposição.

Um caleidoscópio dá vida a este frente-a-frente. Seguem-se várias imagens rotuladas pela sociedade como boas ou más. Um cachimbo de tabaco, um kit para injectar drogas, uma cerveja chinesa ou um vinho do Marks & Spencer convivem lado a lado.

A exposição apresenta ainda várias personalidades do passado que estiveram ligadas às drogas. Por exemplo, há quem diga que para escrever "Alice no País das Maravilhas" Lewis Carroll teve uma ajudinha do ópio, droga também apreciada pelo nosso conterrâneo Fernando Pessoa.

"É provável que não haja um início para esta história", explica Mike Jay. "Todos os animais gostam de comer fruta fermentada e ficam embriagados. É provável que tenhamos começado a consumir mesmo antes de sermos humanos."

 

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Segunda-feira, 15.11.10

Conhecer a Batalha de Aljubarrota

 

É possível visitar o campo onde há 625 anos se travou a Batalha de Aljubarrota: no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota conhecemos o terreno onde se deu a vitória que consolidou a independência de Portugal e impulsionou o país para os Descobrimentos.

Estávamos feitos. Eram 40 mil homens contra sete mil nossos. O poderoso exército castelhano preparava-se para pôr os pontos nos ii depois de termos violado o Tratado de Salvaterra de Magos.

Segundo este acordo, com a morte do rei D. Fernando em 1383, a Coroa de Portugal deveria passar para o espanhol D. Juan I, já que este casara com a única filha legítima do 'Inconsciente' rei português.

 

Mas para a patriótica população lisboeta, que por nada aceitaria que a capital passasse para Toledo, as coisas não podiam ficar assim e proclamaram D. João, Mestre de Avis, meio-irmão do falecido D. Fernando, «regedor, governador e defensor do reino», como atestam documentos da época. Título a que as Cortes de Coimbra retiraram os eufemismos ao elegerem-no, em 1385, como Rei de Portugal.

 

À rebeldia lusa, o rei de Castela e Leão respondeu com uma invasão a partir da vila de Almeida, na Guarda, chegando com o seu batalhão até Leiria. O que aí sucedeu ficou conhecido como um dos momentos mais decisivos da História de Portugal: a Batalha de Aljubarrota.

A imprevisível vitória da humilde milícia portuguesa sobre a superior (numérica e militarmente) cavalariça castelhana foi de tal modo sublime e inspiradora que a vemos ganhar contornos épicos numa curta-metragem com a participação de Ana Padrão e Gonçalo Waddington, a que assistimos.

Estamos no auditório do Centro de Interpretação de Aljubarrota (CIBA), em Porto de Mós, criado há dois anos pela Fundação Aljubarrota. Iniciativa de António Champalimaud, esta instituição permitiu a valorização de seis campos de batalhas ocorridas durante a Guerra da Independência (1383 a 1432) e a Guerra da Restauração (1640 a 1668). Entre eles encontra-se o Campo Militar de S. Jorge, correspondente à Batalha de Aljubarrota, possível de visitar através do CIBA.

Testemunha viva de uma das mais impressionantes batalhas campais da Idade Média, é no próprio campo que encontramos a resposta para a curiosa vitória portuguesa. Foram as características naturais da paisagem que permitiram que D. Nuno Álvares Pereira aplicasse a 'táctica do quadrado', não só encurralando os castelhanos como fazendo-os tropeçar em fossos camuflados.

Para explicar a vitória em detalhe, o CIBA tem um núcleo onde vemos documentadas as campanhas arqueológicas que colocaram a descoberto o sistema defensivo de inspiração anglo-saxónica, ossos de alguns combatentes, as principais fontes iconográficas e documentais e réplicas do armamento utilizado.

Para os mais novos há ainda o Exploratorium, um laboratório de brincadeiras para pais e filhos descobrirem a Idade Média e, junto ao Parque das Merendas, um parque com jogos e engenhos em madeira prontos a serem accionados. Do escolar ao científico, o serviço educativo organiza visitas guiadas para todos os tipos de público.

aisha.rahim@sol.pt

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA BATALHA DE ALJUBARROTA

AV. D. NUNO ÁLVARES PEREIRA, 45
CALVARIA DE CIMA - PORTO DE MÓS

TEL. 244 482 087

WWW.FUNDACAO-ALJUBARROTA.PT

 

Via Sol

 



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Sábado, 13.11.10

Guimarães Jazz

 

Entre 11 e 20 de Novembro, o Centro Cultural Vila Flor volta a ser palco de mais uma edição do Guimarães Jazz.

Naquela que é a 19ª edição do festival, o Guimarães Jazz inscreve-se numa linha de continuidade do formato que se foi consolidando nos anos anteriores. As opções tomadas ao nível da programação tiveram, portanto, em consideração a grande afluência de público registada em 2009 e a adesão emocional dos espectadores aos concertos apresentados, um facto que revela a existência de uma relação de cumplicidade e de compreensão e abertura mútuas entre todos os intervenientes do festival (músicos, organizadores e público). A experiência muito positiva dos anos anteriores colocou-nos, assim, perante o desafio de, mantendo a mesma estrutura no alinhamento, tentar desenvolver ideias de programação já presentes em edições passadas e gerar novos processos de interacção entre o público e a música.

 

O concerto inaugural, agendado para o dia 11 de Novembro, constitui um momento de celebração da memória do vibrafonista Lionel Hampton, uma das grandes figuras da história do jazz. Propõe-se, assim, revisitar a atmosfera e a ambiência da sua música através da reconstituição de uma orquestra, formato em que ele mais se notabilizou, reunindo um conjunto alargado de músicos, entre os quais se incluem nomes importantes do jazz actual como Jason Marsalis (vibrafone), Red Holloway (saxofone) e Roberta Gambarini (voz), entre outros.

 

No dia 12 de Novembro, apresenta-se o Quarteto de Kenny Garrett, um músico relevante no contexto do jazz que se distingue por uma sonoridade muito própria. Estamos perante um saxofonista alto com um percurso singular e de grande notoriedade, tendo sido inclusivamente um dos músicos que acompanhou com maior proximidade Miles Davis, que por ele tinha grande consideração com quem partilhava a condução das formações, nos últimos anos da sua vida.

 

No primeiro sábado do festival (13 de Novembro) propõe-se a reunião em palco de três dos grandes saxofonistas vivos numa formação denominada “Saxophone Summit”: Dave Liebman, Joe Lovano e Ravi Coltrane. Estamos perante músicos representativos de, simultaneamente, três gerações e três diferentes escolas e formas de abordagem do saxofone, algo que permite a exploração de contrastes e diferenças de sonoridade que coexistem num mesmo instrumento.

 

No dia seguinte (14 de Novembro) apresenta-se, numa linha de continuidade em relação às edições anteriores e pelo quinto ano consecutivo, o Projecto Guimarães Jazz/TOAP 2010, que desta vez é constituído por Julian Argüelles (saxofone), Mário Laginha (piano), André Fernandes (guitarra), Nelson Cascais (contrabaixo) e Marco Cavaleiro (bateria). Seguindo o modelo adoptado, esta formação preparará um concerto com composições originais que será gravado e posteriormente registado numa edição discográfica, estando previsto, como habitualmente, o seu lançamento na edição do Guimarães Jazz de 2011.

 

As jam sessions e a semana de workshops serão dirigidas pelo importante grupo “The Story”, que se apresentarão também em concerto do dia 17 de Novembro. Este é um quinteto formado por jovens músicos em ascensão de Nova Iorque (Samir Zarif e Lars Dietrich no saxofone, John Escreet no piano, Zack Lober no contrabaixo e Greg Ritchie na bateria) com carreiras individuais relevantes acompanhando músicos reconhecidos e que mantém este colectivo no qual desenvolvem um jazz muito actual com influências muito diversificadas, desde as correntes mais tradicionais do jazz ao minimalismo e à música erudita contemporânea.

 

Para o dia 18 de Novembro está reservado um dos momentos mais intensos deste festival, com a apresentação do “New Quartet” do saxofonista Charles Lloyd, um músico que dispensa qualquer apresentação e cuja obra e percurso se afirmam e distinguem por si próprios. Neste concerto faz-se acompanhar de uma formação que o acompanha há já algum tempo, destacando-se pela suprema qualidade dos seus intervenientes: Jason Moran (piano), Reuben Rogers (contrabaixo) e Eric Harland (bateria).

 

No dia seguinte (19 de Novembro) está previsto um concerto com o sexteto de Gonzalo Rubalcaba, pianista que repete a sua presença no Guimarães Jazz depois de ter estado na quinta edição do festival, em 1996. Este é um músico que desenvolve uma linguagem musical com uma componente fortemente rítmica e influenciada pelas sonoridades da América Latina, assumindo o piano na sua dimensão quase percussiva uma influência na criação de uma dinâmica que sobrevive através de um conhecimento aprofundado das potencialidades do instrumento. Será também interessante sentir as diferenças entre este concerto e aquele a que pudemos assistir há catorze anos atrás, percebendo que a evolução deste músico é de certa forma também uma manifestação visível da evolução do próprio festival.

 

O dia de encerramento (20 de Novembro) será marcado por dois concertos distintos. O primeiro, ao final da tarde, terá a presença da Big Band da ESMAE dirigida pelos músicos do grupo “The Story”, a que já nos referimos acima, resultado de uma colaboração com esta escola que se tem mantido ao longo dos anos e tem dinamizado actividades paralelas ao festival pela cidade de Guimarães.

 

O concerto final será da responsabilidade da “New York Composers Orchestra”, um importante conjunto que reúne alguns dos músicos mais representativos do movimento da “downtown” dos anos 90. Destacam-se as presenças neste ensemble de Wayne Horvitz (piano e direcção), Robin Holcomb (piano e direcção), Marty Ehrlich (saxofone), Doug Wieselman (saxofone), Lindsey Horner (contrabaixo) e Bobby Previte (bateria). Será importante referir que esta orquestra se reunirá propositadamente para participar nesta edição do festival, o que confere a este acontecimento um significado acrescido pela oportunidade, rara, de voltarmos a ver este conjunto a tocar, algo que é extremamente gratificante para aqueles que organizam o Guimarães Jazz e para todos aqueles que terão o privilégio de assistir a um momento musical desta envergadura.

 

Os bilhetes para o Guimarães Jazz já se encontram à venda no Centro Cultural Vila Flor, em www.ccvf.pt e em todas as lojas Fnac. Clique aqui para adquirir os bilhetes online.

 

Retirado de Centro Cultural de Vila Flor



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Quinta-feira, 11.11.10

 

Belle Chase Hotel

"Saber que temos casa cheia é uma satisfação enorme", confessa Raquel Ralha. Os Belle Chase Hotel (BCH) sobem amanhã ao palco do Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, num regresso inesperado (e muito aguardado), que promete reviver o rock dos dois álbuns editados pela banda: "Fossanova" e "La Toilette Des Etóiles".
Foi há 15 anos que o país ficou a saber do novo MacDonald''s na Sunset Boulevard, a história cantada por JP Simões e Raquel Ralha no single do álbum de estreia. Com um nome e identidade inspirados na personagem de Jim Jarmush no filme "Down by Law", os BCH acabariam por abandonar os palcos em 2003, depois do espectáculo "Mondego Chase".
Amanhã, é no mesmo palco conimbricense que a formação original de nove elementos dos Belle Chase Hotel regressa ao activo. "Quando estávamos juntos foi tudo muito intenso. Tocámos imenso. Somos nove pessoas com personalidades diferentes e tanto tempo juntos acabou por nos desgastar. Daí a necessidade de seguirmos, cada um, outros caminhos", disse Raquel Ralha ao i, explicando a separação do grupo. Mas porque parar é morrer, ainda durante os anos áureos do BCH, Raquel deu voz a outros projectos. "Em 2000 entrei para os Wraygunn [com Paulo Furtado] e em 2002 integrei os Azembla''s Quartet - que se formaram na altura para fazer a banda sonora do filme ''Esquece tudo o que te disse'', de António Ferreira." Em 2005, foi a vez de homenagear as divas do século XX, no projecto ELLAS.
Feitas as contas, são mais de dez anos ao serviço do Rock ''n'' Roll. Mas Raquel, nascida e criada no seio da boémia coimbrã, passou por outros cenários alheios à música. "Licenciei-me em inglês /alemão e o meu primeiro emprego foi como secretária administrativa de uma empresa, mas achei que aquilo não era para mim." A uma experiência menos boa, seguiram-se três anos a leccionar no ensino secundário, que foram deixados para trás, pela impossibilidade de conciliar as aulas com a música. "Pelo meio entrei nos Belle Chase e tive de optar pela banda." O público agradece.

revival "Desde ontem que estou a ficar com borboletas na barriga. Não é nervosismo, é vontade de subir a palco", confessou Raquel.
A ideia de se voltarem a juntar "nasceu há pouco mais de um mês". O concerto era o culminar inevitável de um percurso de muitos anos. Prova disso é o sucesso dos ensaios. "É como andar de bicicleta [risos]. Assim que nos juntámos as músicas saíram muito facilmente. Os ensaios têm corrido muito bem. Percebemos que estávamos todos com saudades uns dos outros." Mas Raquel avisa (em tom de brincadeira): "Surpresas não vão haver, a não ser os cabelos brancos dos meninos da banda." Isso e "estarmos todos mais calmos, mais maduros e mais inconformados. Mas também, quem é que não está inconformado?".
Quanto ao destino dos Belle Chase Hotel, Raquel não faz previsões: "Depende de como correr o concerto." Apesar de já se perguntar sobre o lançamento de um eventual terceiro álbum, ela não adianta nada, preferindo dizer que "para já ainda está tudo em aberto".
Fica, no entanto, a garantia de os BCH passarem por outros palcos. Coimbra abre as hostes, "o resto logo se vê".

 

Via Ionline



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Domingo, 07.11.10

 

 

 

Organizado pela Região de Turismo da Serra da Estrela, em localidades como a Guarda, Trancoso, Belmonte e Lisboa, este festival pretende perpetuar a memória dos judeus sefarditas, expulsos e perseguidos em Espanha e Portugal nos finais do século XV, mas culturalmente marcantes em comunidades na zona da Serra da Estrela. Destaque para a homenagem a Aristides de Sousa Mendes, ex-cônsul em França que, em 1940, salvou 30 000 pessoas do tenebroso Holocausto, com um memorial na praça principal da Guarda. O programa inclui ainda actividades ligadas à música e cultura judaica.

 



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Segunda-feira, 11.10.10

As caves do Vinho  do Porto

Está lá a Calém, a Ferreira ou a Sandeman, mas na zona ribeirinha de Gaia também estão alguns dos melhores restaurantes e bares da região

 

É o produto mais famoso do país além-fronteiras e a Região Demarcada mais antiga do mundo. Falamos, obviamente, do Vinho do Porto. Visitar as caves na margem esquerda do Douro, em Vila Nova de Gaia, é às vezes como entrar numa máquina do tempo. Os barris ali continuam perfeitamente alinhados, desenhados para o correcto envelhecimento do néctar, com as teias de aranha, como canta Rui Reininho na "Pronúncia do Norte", a vidrarem na janela. A modernidade também já chegou a estes espaços. Festas, almoços, jantares ou reuniões, são alguns dos eventos que as caves podem albergar, a par, claro está, da degustação de variados vinhos do Porto. Mas nem só de vinho vive a zona ribeirinha de Gaia. Por entre uma visita às caves (seja a Calém, a Ferreira, a Sandeman, a Taylor''s ou a Offley), há muito por onde se entreter. E comer.


Restaurante Moscovo Logo depois de passar o tabuleiro inferior da Ponte Luiz I e se começar a descer para a zona ribeirinha de Gaia, está o Restaurante Moscovo com uma decoração temática, a que se juntam vários apontamentos sobre a história dos czares e a antiga União Soviética. O Salmão à Vladivostok é uma das especialidades, numa casa onde não podia faltar, claro está, o vodka. Só fecha à segunda-feira. 

A Cozinha do D.Tonho Para muita gente este é um dos mais emblemáticos restaurantes do Porto. Para muitos outros é o restaurante do Rui Veloso. De facto, o músico portuense é um dos sócios desta casa. Aliás, se for ao site é recebido pela música "Porto Sentido". Mas o D. Tonho também cruzou o rio e instalou-se mesmo em cima do Douro, na margem esquerda. Todo envidraçado, permite uma vista deslumbrante sobre a cidade do Porto, mantendo o mesmo requinte no serviço. Depois de uma caminhada pelas caves, pode optar por umas Tripas à Moda do Porto ou um Bacalhau à Zé do Pipo para recuperar energia.

Corpus Christi Se boa parte da história do Vinho do Porto lhe pode ser contada pelas milhares de barricas das caves, outra parte da história da zona ribeirinha de Gaia é revelada pelo convento Corpus Christi. Após anos de abandono, a autarquia reabilitou o espaço e devolveu-o à cidade. Fundado em 1345, foi decaindo quase até à decrepitude. Agora, é possível ver as peças de arte sacra de grande valor ou o extraordinário coro-alto da capela. A título de curiosidade refira-se que está no Corpus Christi a arca tumular de Álvaro de Cernache, alferes da bandeira da Ala dos Namorados, na Batalha de Aljubarrota. 

Teleférico Pode parecer estranho que apareça neste roteiro uma obra que ainda não está finalizada. O teleférico de Gaia só começa a rolar em meados do próximo mês de Novembro, mas já é possível admirar a estação na zona ribeirinha, com as cabines que irão transportar os clientes todas alinhadas. É a primeira infra-estrutura do género em ambiente urbano e vai ligar o Jardim do Morro ao Cais de Gaia. Quando estiver a funcionar a sério, vai permitir uma vista única sobre o Porto e sobre as caves do Vinho do Porto.

Cais de Gaia No fim do seu périplo por barricas e cálices de Porto, pode terminar a sua visita no Cais de Gaia. O que tem lá à sua disposição? O Bogani Café, o Irish Pub, a República da Cerveja, o Real Thai, o Pedra Alta, uma pequena loja de vinhos do Porto, artesanato, enfim, o final ideal para a viagem que lhe propomos. Para todas as carteiras - pormenor importante em tempos de austeridade.

 

Via ionline



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Sexta-feira, 01.10.10

Charlie Brown e Snoopy já têm 60 anos

 

Charlie Brown e Snoopy partilharam com várias gerações de crianças as dores de crescimento, os dilemas filosóficos de ser pequeno e incompreendido, na série de banda desenhada "Peanuts", que Charles Schulz criou há 60 anos.

A primeira tira, que apresentava um rapaz - Charlie Brown - a caminhar apressado, sorridente, mas calado, foi publicada a 02 de outubro de 1950 e era assinada por um jovem artista norte-americano, de 28 anos, Charles Schulz.

Dois dias depois, a 04 de outubro de 1950, entrava em cena, numa nova tira, o mais filosófico e pensativo dos cães da banda desenhada, Snoopy, infeliz por lhe terem regado a cabeça onde transportava uma pequena flor.

 

Estas são apenas duas das 17 897 tiras de banda desenhada que Charles Schulz publicou ao longo da vida, até morrer em 2000.

 

Schulz começou por publicar, em 1949, numa série intitulada "Li´l Folks", mas foi-lhe sugerida uma mudança do nome para Peanuts (amendoins).

 

É "o pior título jamais imaginado para uma tira de banda desenhada. É completamente ridículo, não tem qualquer significado, é confuso e não tem dignidade - e eu considero que o meu humor tem dignidade", disse numa entrevista em 1987.

 

Schulz tinha passado a infância e adolescência a ler Popeye e Krazy Kat e canalizou as suas próprias dores de crescimento para o desenho, para a caracterização de algumas das personagens que criou, em particular Charlie Brown.

 

"Demorei muito a transformar-me num ser humano", admitiu Schulz.

"Os ‘Peanuts’ tiveram uma influência profunda e duradoura em todas as camadas da sociedade, sobre a forma como a pessoas se viam a si mesmas e o mundo", escreveu David Michaelis, autor de uma biografia de Charles Schulz, no primeiro volume das edições completas de "Peanuts".

 

Estima-se que a série e as personagens tenham sido lidas por mais de 300 milhões de pessoas, tornando Charles Schulz, e agora os herdeiros, entre os mais ricos da nona arte.

 

Charles Schulz morreu a 12 de fevereiro de 2000, aos 77 anos, horas antes da publicação nos jornais da sua última tira dominical dos Peanuts. Sempre disse que tudo tinha um fim e que não queria que a banda desenhada tivesse continuação.

 

Jill Schulz, filha do autor, atribui o sucesso da série aos temas universais que são abordados e com os quais diferentes gerações se identificaram ao longo de seis décadas.

 

A editora norte-americana Fantagraphics Books tem estado a editar, desde 2004, todas as tiras de “Peanuts”, numa série cronológica de 25 volumes que só estará concluída em 2016.

 

A coleção está a ser publicada em Portugal pela Afrontamento.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 22.09.10

Imagem: Lyle Ashton Harris


O projecto Africa.cont e a Câmara Municipal de Lisboa apresentam a exposição de fotografia «AFRICA: SEE YOU, SEE ME!», a partir de 1 de Outubro no Museu da Cidade, em Lisboa.

 

O Africa.cont apresenta a exposição que retrata a história da fotografia africana. A mostra aborda a influência da auto-representação dos africanos e da diáspora nas formas contemporâneas de fotografar África.

De acordo com o curador da exposição, Awam Amkpa, o nome da exposição «AFRICA: SEE YOU, SEE ME!» «foi retirado de um trabalho artístico de um ‘Mammy Wagon’ que vi numa estrada nigeriana há muitos anos atrás». «O camião pretendia que todos os que viajávamos nas perigosas estradas nigerianas tivéssemos consciência da presença uns dos outros, e brindássemos à audácia mútua de seguir em frente», acrescentou Awam Amkpa.

A exposição, que vai abrir no dia 1 de Outubro (com entrada gratuita) e poderá ser visitada até 28 de Novembro, no Pavilhão Preto do Museu da Cidade, em Lisboa, está organizada em três partes distintas. A primeira secção é composta por retratos de africanos que procuram inscrever-se nas paisagens urbanas para as quais migraram.

A segunda secção é uma mostra dos primeiros retratos etnográficos que imaginavam África como terra bravia povoada pelos primeiros «outros» dos europeus. Por fim, a terceira secção, realça fotografias contemporâneas de África, por fotógrafos não-africanos que partilham uma relação de diálogo com os artistas africanos.

O Africa.cont pretende ser uma plataforma privilegiada de visibilidade e lançamento de diversas manifestações culturais (teatro, dança, música ou artes plásticas) com ligações ao continente africano, entenda-se não exclusivamente lusófono. Será instalado numa zona privilegiada da cidade de Lisboa entre a Rua das Janelas Verdes e a Avenida 24 de Julho.

 

Via Disto e daquilo



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Sábado, 18.09.10

Hard Club agora no porto

 

Habituado nos últimos tempos a ver fugir para a outra margem do Douro algumas referências da cultura da região, o Porto conquistou a Gaia uma das melhores salas de concertos do país. Após avanços e recuos, que alimentaram atrasos, atravessou o rio e abriu as portas no coração do centro histórico portuense. No Ferreira Borges, o mercado que nunca o chegou a ser efectivamente, (re)nasce um novo Hard Club.

É uma nova casa que traz consigo um novo conceito. A música que lhe deu o nome aqui e lá fora, por onde passaram milhares de nomes da música nacional e internacional, continua lá, intacta, e até com sons mais variados. O rock, o hip hop, o heavy metal, o trash metal, o drum''n''bass, o house, o pop, continuam todos lá e alguns já se apresentam nos quatro dias de inauguração que se prolongam até domingo e que tem nos portugueses Moonspell o grande cabeça de cartaz. Essa é a matriz do Hard Club e vai continuar a ser, explica ao i Paulo Ponte, um dos promotores do projecto. Mas não será a única a partir de hoje.

Sem esquecer a sua missão e sem perder a sua identidade, o Hard Club deixou de ser apenas uma sala de espectáculos para passar a ser uma sala para toda a cidade, com as portas do Ferreira Borges abertas todos os dias às nove da manhã, ao contrário do que acontecia em Gaia. Não fazia por isso sentido que "não houvesse uma programação mais diversificada virada para vários tipos de público".

No novo Hard Club, onde foram investidos 2 milhões de euros, já não entram só os adultos. As crianças também têm via verde. "Queremos que os pais venham cá tomar um café ou o pequeno-almoço e que tragam os filhos, que podem ser ocupados com programas infantis ligados ao cinema, ao teatro, à música e à arte digital."

A enorme sala de concertos será também uma sala de recepção da cidade, o ponto de partida e o porto de chegada de uma viagem dos milhares de turistas que todos os anos enchem o Porto. Ali poderão começar por ver um filme sobre o Porto, partir à descoberta da cidade e depois regressar para almoçar no varandim exterior com vista privilegiada para a Praça do Infante ou jantar no restaurante no piso superior, terminando ali o dia com um concerto, um ciclo de cinema ou uma peça de teatro.

Comparar o velho com o novo Hard é mesmo como comparar um vinil com um CD. Se em Gaia cabia nuns parcos 600 metros quadrados distribuídos por duas salas, no Porto a área total atinge mais do dobro: uma sala com capacidade para acolher mil pessoas e um auditório capaz de receber 120 pessoas sentadas (ou 300 de pé), divididos por um enorme corredor, onde se pode beber um copo, conversar ou ocupar os olhos com uma exposição. E ainda há salas de ensaio e de estúdio, com condições raras, que se encontram em poucos lados.

"Aqui uma banda vai poder ensaiar, gravar a sua actuação, fazer o trabalho de pós-produção e sair com uma ''master'' pronta a ser editada", explica Paulo Ponte.

No entanto, os espectáculos musicais continuarão a ser a imagem de marca do Hard Club. Foi ela, a música, que levou a Gaia entre 1997 e 2006 mais de 500 mil espectadores em 1300 espectáculos, num total de mais de 5 mil artistas vindos de 34 países, e cuja tradição, no Porto, quer manter. Com novos horizontes, novos públicos e uma ambição renovada.

 

Via ionline



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Sexta-feira, 10.09.10

O Mosteiro de Leça do Balio volta a ser o cenário para mais uma edição de “Os Hospitalários no Caminho de Santiago”, uma iniciativa que atrai mais de 200 mil visitantes em apenas quatro dias. A 5ª edição coincide com o Ano Xacobeo (Ano Santo Compostelano).

Este evento consiste numa recriação histórica que pretende transportar todos os que a visitam para a época medieval através da recriação de costumes, hábitos e tradições. Os objectivos são: promover o Mosteiro de Leça do Balio, profundamente associado à ordem religiosa/militar dos Cavaleiros de S. João de Jerusalém, conhecida também por Ordem do Hospital, que aqui se fixou no século XII e escolheu o mosteiro como a sua primeira sede em Portugal,  destacando-se pelo apoio e assistência aos peregrinos rumo a Compostela; dinamizar e reavivar o troço de Matosinhos nos Caminhos de Santiago, Património da Humanidade; e recuperar a posição de relevo de Matosinhos nestas peregrinações. Um dos momentos mais importantes do programa é a recriação histórica do casamento de D. Fernando com D. Leonor Teles. Nas quatro edições anteriores, “Os Hospitalários no Caminho de Santiago” alcançaram o reconhecimento nacional, tendo obtido o 3º lugar no ranking de iniciativas desta categoria. O programa inclui torneios a cavalo, justas de armas, combates medievais, ceias medievais, concertos de música medieval, acampamento militar, treinos com arcos, exibições de falcoaria, passeios de burro, dança, prática de armas, tabernas medievais, artesãos, mercadores, malabaristas, saltimbancos, etc. Animação Composta por: - mais de 100 artesãos; - 14 associações locais; - 8 recriações; - 240 acções de animação; - 14 tabernas; - 164 animadores - 5 concertos. Para além da vertente de lazer, o programa desta recriação possui, também, uma vertente lúdica e científica, através da realização de uma conferência, dedicada à temática dos Caminhos de Santiago, exposições e visitas guiadas ao Mosteiro.

 

http://hospitalarios2010.com/index.phpoption=com_content&view=article&id=9&Itemid=10

 

Via About Portugal



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Quinta-feira, 02.09.10

O mistério dos nomes portugueses dos filmes

 

A canção "Ponha aqui o seu pezinho, devagar, devagarinho" pode servir de inspiração para um filme de vampiros? A Castello Lopes acha que sim. Não sabemos se a ideia terá nascido de um trautear em desespero de causa numa sala cheia. O certo é que o filme "Vampire Sucks" - que estreia a 30 de Setembro - foi traduzido para "Ponha Aqui o seu Dentinho". 

Este é um sério candidato a título mais original do ano e foi com isso em mente que nos propusemos a resolver um mistério que atormenta os cinéfilos: quem é que traduz os títulos dos filmes para português e como funciona este processo? 

Regras a cumprir Primeiro, é preciso saber que os títulos que vê nos cinemas têm de ser aprovados pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC), que tem como regra número um: tudo em português. Mas há excepções. "Podem ser utilizados títulos em inglês ou outra língua estrangeira, desde que se refiram a nomes de personagens, localidades, temas musicais ou bandas, ou de difícil tradução ou atribuição de título em português", esclarece-nos por email Eliana Pereira, assistente técnica do IGAC. Ao que nós acrescentamos, depois de falarmos com várias distribuidoras, de muito, muito difícil tradução. 

André Taxa, director de marketing da Columbia TriStar Warner, simplifica a questão. "Existem duas condicionantes impostas pela IGAC: ao contrário de outros países da Europa, em Portugal não são aceites títulos exclusivamente em língua original, salvo casos em que estes sejam nomes próprios das personagens (como o ''Salt''), marcas, locais, etc. Não são aceites ainda títulos repetidos de filmes já existentes (excepto remakes)."

Segundo ponto importante para entender a escolha de um título português é que os tradutores não são para aqui chamados. "A questão dos títulos locais não é um problema de competências de tradução, é de capacidade de escolher um título forte e apelativo, e que posicione o filme com o tom certo para o público a que se dirige", explica ao i Pedro Espadinha, do departamento de marketing da Columbia TriStar Warner. Por essa razão, nenhum tradutor levantou o braço e disse: a tradução de ''The Expendables" é dispensáveis e não "Os Mercenários", como está nas salas. São decisões dos departamentos comerciais e de marketing que normalmente englobam cerca de 4 a 10 pessoas. 

Mas muitas vezes, as distribuidoras vêem-se a braços com verdadeiros dilemas de tradução. "A expressão ''Vampire Sucks'' tem uma piada que não é possível traduzir. Por um lado sucks significa ''chupar'', mas também ''não presta''. Optamos por manter o espírito do filme de comédia", diz Sandra de Almeida, do departamento de marketing da Castello Lopes Multimedia. 

A escolha da linguagem é uma das formas de situar o filme correctamente para o seu target, como nos explica Nuno Gonçalves, administrador da ZON Lusomundo Audiovisuais. "''Na Senda dos Condenados'' é direccionado para um público mais velho, não é para jovens. Optamos por não traduzir literalmente ''Fifty Dead Men Walking'' (Cinquenta homens mortos a caminhar) porque seria comprido de mais." Outro título que iria fazer história era "''Tá bem, Abelha!". "No caso do filme ''Bee Movie'', que era uma abelhinha chata, achamos um nome engraçado e tipicamente português, o ''Tá bem, abelha''. Mas a produtora norte-americana não concordou. Internacionalmente era ''A História de Uma Abelha'' e assim ficou. Era um título ao estilo National Geographic, mas são eles que têm a palavra final." 

Nas traduções dos títulos há até liberdade para dar mais informação do que o original, como no caso "The Back-up Plan", "Plano B... ebé" ou "The Box" para "Presente de Morte". "Damos mais informação para ir buscar o público deste filme. No caso ''The Box'', não vale a pena os fãs das comédias românticas da Cameron Diaz irem ao cinema à espera de vê-la alegre e divertida, porque é completamente diferente", diz Nuno Gonçalves. 

Outro recurso utilizado é manter o título original e acrescentar um subtítulo em português. A Ecofilmes recorre a esta estratégia várias vezes. "Normalmente o título em inglês já é reconhecido e as produtoras preferem que se mantenha o original, como é o caso de ''Thirst - Este é o Meu Sangue...''", diz o director comercial da Ecofilmes, Jorge Dias. Um dos títulos mais falados da distribuidora não foi um destes casos. Os críticos cairam em cima de "Um Homem Singular" porque não concordavam com a tradução de "A Single Man". "Tentamos ser fiéis ao original, a intenção de escolher singular em vez de sozinho é para dar mais informações sobre a personagem."

Os departamentos estão habituados a críticas, mas como nos respondeu Pedro Espadinha acerca do título "Miúdos e Graúdos", original "Grown Ups": "Nestes casos em que há críticas aos títulos de filmes, gostamos também de devolver a sugestão de novo título a quem critica. Que título daria ao ''Grown Ups''? ''Crescidos'' acha que é um bom título, com apelo comercial e que reflecte que se trata de uma comédia familiar? É uma área que gera discussão naturalmente, o que para nós até é positivo, porque mostra também a importância e interesse que os filmes têm para as pessoas."

 

Via ionline



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Quarta-feira, 04.08.10

Andanças

 

Está a decorrer em Carvalhais, São Pedro do Sul [onde tenho uma árvore]. Falo do Andanças, o festival das danças populares. O ambiente é único. A programação diversificada. O que o ano passado girava à volta do SILÊNCIO, este ano gira à volta da COMUNIDADE. Só termina a 8 de Agosto. Ainda vai a tempo de um pé de dança.
A programação está toda aqui.

«O Andanças junta vários estilos de dança: kizomba, valsas mandadas, tango, forró, tarentelas, polskas, funk, fandango ou hip hop. Acreditamos que todas as danças citadas, e muitas outras, têm lugar no Festival.

Porque falamos em Danças Populares Internacionais no Festival Andanças e não danças tradicionais, urbanas, folclóricas, folk, ou somente danças do Mundo? Cada conceito refere-se a uma categorização cujo significado difere em função da pessoa que o usa, do contexto, do país.

Danças tradicionais reporta-se geralmente às danças transmitidas de geração em geração, dançadas num espaço delimitado, com características singelas, repetitivas e colectivas. Danças urbanas e danças do mundo? Hoje em dia, qualquer dança pode ser ensinada ou praticada em qualquer parte do país ou do mundo? O Kizomba está tão presente em Angola, como em Portugal ou na na Suíça.... Mas será a mesma dança? Kizomba é somente Angolana, por ter aí nascido? A dança, como qualquer arte, tem uma tendência para integrar novos elementos de acordo com a influência do tempo e do lugar onde é executada. Esta dinâmica é inerente à dança: umas perduram no tempo, outras desaparecem, outras alteram-se, novas aparecem e exportam-se para o mundo inteiro. O importante é identificar-se com a dança: sua gestualidade, expressividade, a música que lhe é associada...».

 

Via Há vida em Marta



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Domingo, 01.08.10

O auditório do Casino Estoril recebe a partir de 8 de Setembro o espectáculo «Sexo? Sim, mas com Orgasmo», com Guida Maria, que aborda diversos temas da sexualidade.

 

Assinam o texto os italianos Franca Rame, «uma das principais figuras femininas do teatro italiano», e Dario Fo, Prémio Nobel da Literatura, segundo o casino.

Composta por vários monólogos, a peça passeia-se entre temas como «Adão e Eva», «a primeira relação sexual na Terra», «O Aborto», «A Menstruação», «A Virgindade», «Lição de Orgasmo», entre outros problemas reais.

Os bilhetes podem ser adquiridos na bilheteira do Casino Estoril, FNAC, Worten, El Corte Inglès, C.C Dolce Vita, Megarede e Agência Abreu.

O preço às quartas-feiras, quintas e domingos é de 18 euros (10 euros para cadeiras palco). Às sextas-feiras e sábados é de 20 euros (15 euros para cadeiras palco).

 

 

 

 

Via Diário Digital



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Terça-feira, 27.07.10

Festival de músicas do Mundo em Sines

 

Entre 28 e 31 de Julho, a música com espírito de aventura está de volta a Sines. Falta pouco para começar a viagem.

 

 

O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo prepara-se para voltar a surpreender os espectadores com os 26 espectáculos da sua 12.ª edição, marcada para quatro intensos dias de música – 28, 29, 30 e 31 de Julho de 2010– nos palcos do Castelo medieval e da Praia Vasco da Gama, em pleno coração do centro histórico de Sines.

Os congoleses Staff Benda Bilili, o mais premiado grupo do ano, a lenda do reggae U-RoyThe Mekons, banda britânica que partiu do pós-punk para a fundação do movimento alt-country, e Tinariwen, expoente contemporâneo dos blues do deserto, são alguns destaques da programação.

Menção especial ainda às norte-americanasLas Rubias del Norte e aos timorensesGalaxy, que fazem em Sines a sua estreia europeia, e aos vários projectos em estreia nacional, conjunto em que se incluem o fenómeno brasileiro Forro in the Dark, uma das maiores “cantaoras” do flamenco, Lole Montoya, os peruanos Novalima, o “joiker” finlandês Wimme e a mais subversiva orquestra latina da actualidade, Grupo Fantasma.

Vitorino e Janita Salomé com o Grupo de Cantadores de Redondo abrem o festival no dia 28 de Julho, às 18h30, com um espectáculo de entrada livre em estreia absoluta. Cacique’97Nat King Cole en Espagnol, um projecto de David Murray com Daniel Melingo como voz convidada em três canções, Las Rubias del NorteCéu Novalima completam o cardápio do primeiro dia do FMM, já esta quarta-feira.



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Quinta-feira, 22.07.10

 

Viagem medieval, Santa Maria da feira

 

Santa Maria da Feira, Aveiro

 

Mais Informação em http://www.viagemmedieval.com

 



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Terça-feira, 20.07.10

 

O Mundo da fantasia Óbidos

 

O mundo encantado da fantasia em Óbidos também se constitui como um mundo criativo. Criativo para quem deu alma a alguns trapos coloridos. Julieta Franco tem recriado as personagens da nossa história, da nossa imaginação e das nossas memórias através de figuras minuciosamente vestidas, a quem dá vida e que nos distribuem sorrisos.

A imaginação que transporta para o seu trabalho decorre da capacidade de interpretar a personagem e de escrever histórias, estas histórias podem ser lidas ou apenas imaginadas através dos bonecos criados. Em Óbidos podemos ainda ver as nossas rainhas, reis, aias e muitas outras personagens a que Julieta deu forma e beleza.

Mas a paixão desta artista por Óbidos teve um passo de “gigante” quando decidiu, faz 2 anos, residir na Vila de Óbidos.

Sobre a exposição: Num mundo distante do outro lado do Arco-Íris, existe um reino feito de trapos e de sonhos: O Mundo da Fantasia.

Era uma vez um sonho... o mundo encantado criado por Julieta Franco, onde os trapos se transformam em princesas, fadas, bruxas, duendes, dragões e outros seres. Povoado de histórias que através dos tempos permanecem comuns no imaginário das crianças da idade média, moderna e contemporânea.

Brinquedos que pintam de cor o seu imaginário e fazem perdurar brincadeiras como a cabra-cega, rodas, escondidas, mímica, batalhas de soldadinhos e cavaleiros, arco e flecha, andas, espada de madeira e boneca de trapos.

A imaginação que estes brinquedos proporcionam…O FAZ DE CONTA.

A exposição tem como componente pedagógica a realização de Ateliês para os miúdos construírem um faz de conta
Ateliê: O Mundo da Fantasia - Faz de Conta

  • Programa: confecção de várias peças (bola de trapos, cabeça de cavalo, boneca de trapos, fantoches)
  • Aprendizes: crianças dos 6 aos 12 anos (mínimo 6 crianças para a realização do atelier)
  • Duração: 90m
  • Material: meias e roupas velhas (meias e camisolas trazidas pelas crianças)
  • A realizar nos dias 17 e 24 de Julho de 2010, das 10h00 as 13h00, no Centro de Design de Interiores, na Rua do Facho – 5 - Óbidos


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Quinta-feira, 24.06.10

"Festival ao Largo" anima Verão em Lisboa

Previstos 18 espectáculos de entrada livre dedicados à música sinfónica, bailado e teatro.

O Teatro Nacional de São Carlos vai realizar o "Festival ao Largo", que decorrerá em Lisboa de 26 de Junho a 19 de Julho, numa das épocas de maior afluência turística à capital.

Este evento engloba a realização de 18 espectáculos dedicados à música sinfónica e coral-sinfónica, ao bailado e ao teatro.

O Festival – uma organização do OPART, empresa pública que gere, além do Teatro Nacional de São Carlos, a Companhia Nacional de Bailado –, é de entrada livre, realiza-se no Largo do Teatro Nacional de São Carlos e é capaz de receber mais de mil pessoas por dia (acima de 20 mil no total).

Durante aquele período, ao final da noite, será possível assistir ao ar livre a actuações da Orquestra Sinfónica Portuguesa, do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, da Companhia Nacional de Bailado, do Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Oficina de Guimarães, Academia de Amadores de Música, Escola de Música do Conservatório Nacional, Orquestra de Bandolins da Madeira, Gruppo Musicale Assurd, Grupo de Bailados Canora Turba e Orquestra Sinfónica Juvenil.

«Desta forma pretende-se proporcionar experiências diferenciadoras e surpreendentes a quem visita a cidade, permitindo-lhes desfrutar da cultura em espaços públicos abertos», refere um comunicado do Turismo de Portugal.

Nesse sentido, esta entidade está também a estimular a realização de eventos de animação em zonas de Lisboa, como Belém, Baixa ou o Parque nas Nações, apoiando a programação cultural nos espaços exteriores do Centro Cultural de Belém ou os concertos de música clássica que vão decorrer no Arco da Rua Augusta, promovidos pela Direcção Regional de Cultura de Lisboa.

26 de Junho de 2009

 

 

 

 

Via  Sapo Mulher

 

Pode ver o Programa aqui



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Terça-feira, 22.06.10

 

informações e reservas > 21 233 68 50

 Para activar a visualização de imagens nesta mensagem, utilize a opção disponibilizada pelo seu programa de email


 

 

Teatro bando, em parceria com Platform11+Câmara Municipal de Palmela, acolhe mega evento internacional ao Ar Livre!

 

Jun 24, 19:30
EXPOSIÇÃO AO AR LIVRE // PLEIN AIR EXHIBITION
13 Artistas europeus na paisagem
13 European artists in the landscape


Debaixo das oliveiras, 13 artistas plásticos trabalharam durante 3 semanas em Vale dos Barris. Inspiraram-se no encanto da natureza e produziram trabalhos artísticos únicos - todos eles influenciados pela sua própria cultura. Sigam o trilho da diversidade europeia, do poder inovador da arte, do excitante encontro da criatividade com a natureza.

Blog dos artistas plásticos.

Acompanhe o work-in-progress platform11plus.posterous.com



Jun 26, 21:00
TEATRO NUMA NOITE DE VERÃO / MIDSUMMER NIGHT’S THEATRE

Um evento Europeu de Teatro
A European event


Um evento único em Vale dos Barris: 13 Companhias europeias de teatro apresentam, em 13 palcos ao ar livre, histórias dos recreios, o que vos dará uma visão sobre a diversidade do trabalho realizado nos diferentes países. A variedade das culturas europeias soprará como a brisa através do vale – e mais de 100 artistas europeus celebrarão um solstício de Verão inesquecível. Deixem-se levar...

 

Canal Youtube P11+

Acompanhe o dia-a-dia da preparação www.youtube.com/user/Platform11plus

 

Para mais informações consulte a nossa página. Clique aqui



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Sábado, 22.05.10

Petição online para salvar museu da marinha

 

Depois de anunciada a proposta de transferência do espólio do centenário Museu de Marinha para o novo Museu da Viagem que, segundo apurou o i, ficará sob a tutela do Ministério da Cultura, nasceu um movimento online pela salvação do património da Marinha.´

petição, que pode ser aqui assinada, defende a manutenção de um dos museus mais visitados do país, recusando o “roubo” do seu património - considerado um dos mais ricos do mundo.

 

Via ionline



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Sábado, 15.05.10

O triunfo dos pasteis de nata na China

 

A cafetaria-restaurante do pavilhão de Portugal na Expo 2010 vende diariamente mais de 2000 pastéis de nata, confirmando aquele doce como um dos ex-líbris da gastronomia portuguesana China.

“O pão de ló também sai bem, mas não se compara ao pastel de nata. Desde a abertura da Expo (dia 01 de maio) já vendemos mais de 25 000”, disse hoje à agência Lusa o chefe do restaurante, Bruno Magro.

Cada pastel custa 5 yuan (60 cêntimos).

Introduzido no continente chinês há cerca de uma década, o pastel de nata (“pu shi dan ta”, expressão que significa, literalmente, “tarte de ovo de estilo português”) é também uma das especialidades da “Júlia Food Co”, a empresa de Xangai concessionária da cafetaria-restaurante do pavilhão português.

A Júlia Food Co tem mais de 30 lojas em Xangai, com cozinheiros de Macau, mas para a Expo 2010 contratou o “chefe” Bruno Magro, que trabalhava num dos raros restaurantes de cozinha portuguesa em Pequim.

É a maior exposição universal de sempre, com cerca de 240 países e organizações internacionais, e espera atrair 70 milhões de visitantes.

“O movimento tem sido bom desde o primeiro dia”, diz Bruno Magro.

A cafetaria-restaurante serve também caldo verde, bifanas, moelas, frango e outros pratos típicos, alem de bicas, cerveja e vinho.

“Os vinhos estão igualmente a sair bastante bem e algumas pessoas até compram para levar para casa”, referiu ainda Bruno Magro.

A Expo 2010, dedicada ao tema “Better City, Better Life” (Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida), decorre de 01 de maio a 31 de outubro numa área de 528 hectares (dez vezes a Expo 98, em Lisboa) ao longo das duas margens do rio que atravessa Xangai.

O pavilhão de Portugal, situado à entrada de Praça Europa, é um edifício de 2000 metros quadrados, revestido de cortiça, que evidencia os 500 anos de relações com a China e a atual aposta portuguesa nas energias renováveis.

Mais de cem mil pessoas visitaram o pavilhão durante a primeira semana do certame, correspondendo a cerca de 10 por cento da afluência global.

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 29.04.10

O autor de "A vida amorosa no Antigo Egipto. Sexo, matrimónio e erotismo", título editado pela Esfera dos Livros, afirmou que a vida sexual não era um tabu para os antigos egípcios que "não gostavam de a expressar publicamente", nomeadamente em pinturas.

foto MIKE NELSON/LUSA
Sexo sem tabus no antigo Egipto
Cerimónia do "Dia da Herança Mundial" do Egipto, frente à Esfinge, erguida há cinco mil anos

Em declarações à Lusa, o historiador espanhol esclareceu: "Estavam tão interessados em sexo como qualquer outro povo, mas seguiam um pouco o modelo vitoriano, em que em público nada transparecia, e era tudo calmo, e dentro de portas imperava a imaginação".

"Tinham todos os tipos de perversão, e tanto quanto se conhece até hoje, não havia qualquer tabu", disse. Os antigos egípcios, referiu, "fechavam os olhos a certas práticas desde que houvesse filhos".

O essencial desta civilização marcada pelo ciclo das cheias do rio Nilo que fecundava as terras, era "ter filhos, ter herdeiros, garantir uma continuidade era essencial".

"A homossexualidade - exemplificou - não era explicitamente condenada pelo acto em si, mas por dessa relação não surgirem filhos. Se um dos intervenientes já tivesse herdeiros, mesmo que adoptados, fechavam os olhos".

foto MIKE NELSON/LUSA
Sexo sem tabus no antigo Egipto
"Dia da Herança Mundial" do Egipto

O erotismo e a vida sexual são duas áreas pouco estudadas, "quer pela falta de fontes, quer pelo puritanismo de alguns arqueólogos".

O historiador citou casos de investigadores que retiraram referências fálicas encontradas em estatuetas, ou até documentos que foram escondidos.

O papiro erótico de Turim, conhecido desde o início do século XIX, só foi publicado em 1973, por exemplo. Outro caso é a censura feita pelo Metropolitan Museum de Nova Iorque a uma cena erótica desenhada num couro.

Os egípcios deixaram também poucos testemunhos sobre estas matérias, constituindo o "papiro de Turim" sobre o qual há várias interpretações, um dos documentos mais completos.

Há também objectos, "algumas oferendas de cariz erótico deixadas junto dos cadáveres mumificados que se acreditava que ressuscitavam no outro mundo, e também falos que eram colocados junto do altar da deusa Hator".

"Dado o tamanho adequado de determinados falos feitos em madeira e pedra, que foram encontrados, subsiste a hipótese de que se masturbavam com os objectos, e os entregavam posteriormente aos deuses, como forma de alcançar uma maior carga mágica, garantir a fertilidade ou recuperar a potência sexual".

"Há documentos que referenciam actos que identificaríamos hoje como de sadismo e masoquismo, e relatos literários que referem a existência de sexo antes do matrimónio".

A virgindade não era uma preocupação, segundo o egiptólogo: "As mulheres egípcias eram mais apreciadas depois de terem dado à luz, a questão da virgindade não era de todo a mais importante, e mais uma vez prevalece a procriação que vai ao encontro da ideologia oficial do amor: 'sexo apenas com o sentido de procriar'", disse.

"Encontrámos também relatos de relações extra-conjugais, sem que tal fosse condenado, e até narrativas da participação de um terceiro elemento na relação conjugal", disse.

 

Via JN



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Quarta-feira, 28.04.10

"Foder e Ir às Compras" dia 15 de Maio

 

"Foder e Ir às Compras" estará em cena no São Luiz até 15 de Maio, de quarta-feira a sábado às 21:00 e ao domingo às 17:30.

 

Quantos níveis de leitura pode uma peça de teatro ter? "Foder e Ir às Compras", de Mark Ravenhill, não se esgota na intenção de chocar, traçando um retrato da sociedade de consumo através da dinâmica das relações.

 

Para maiores de 18 anos, esta peça em que a violência sexual explora o que acontece se o consumismo se sobrepuser a todos os códigos morais, feita pelos Primeiros Sintomas, estará a partir de quinta-feira em reposição no Teatro Municipal de São Luiz, depois do êxito obtido em 2007, quando se estreou no Centro Cultural de Belém e conquistou o Prémio da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.

 

"É um espetáculo escrito por uma das figuras mais importantes de um movimento chamado 'In-yer-face Theatre', que surgiu em Inglaterra na época pós-Thatcher, uma época de grande crise económica", explicou à Lusa o encenador, Gonçalo Amorim.

 

Em Portugal - prosseguiu - "tínhamos um atraso de 30 anos e, de repente, a seguir ao 25 de abril [de 1974], começámos a ter uma 'décalage' de mais ou menos 10 anos. Este é um texto de 1996 e quando o fizemos, em 2007, a sua atualidade era bastante forte, para nós, principalmente porque a geração que o faz já não se identifica totalmente com uma espécie de memória nacional ou memória coletiva, mas identifica-se, sim, com símbolos mais globalizados".

 

Uma reflexão sobre a globalização, a violência e o corpo, este espetáculo inclui referências a "uma data de figuras iconográficas e pop", como o "Rei Leão" (filme de animação da Disney), a doença das vacas loucas, a Lady Di, entre outras, indicou o encenador.

 

A história "parte de um mecanismo insólito": Mark (Pedro Carmo), um toxicodependente em recuperação, compra um homem e uma mulher, Robbie (Romeu Costa) e Lulu (Carla Maciel), no supermercado e leva-os para casa, para os engordar, e eles passam a viver com ele, ajudando-o no seu tratamento.

 

Um dia, ele decide sair de casa - porque a sua dependência é também uma dependência de pessoas - e, para lhe pôr fim, procura relações que não signifiquem nada, que sejam como "transações", e é assim que conhece Gary (Carloto Cotta).

 

Sem Mark, Lulu e Robbie ficam desamparados e vêem-se obrigados a ganhar dinheiro para sobreviver. Ela vai fazer um casting para televisão e depara-se com um entrevistador (Pedro Gil) que a obriga a despir-se em troca de trabalho e que depois a leva a vender drogas.

 

São personagens que utilizam o dinheiro como anestesia, num universo em que vale tudo - desde drogas a furtos em lojas, sexo por telefone, prostituição, cenas de sexo oral e anal - e tudo é reduzido a uma mera transação, numa era em que os centros comerciais ascenderam à categoria de novas catedrais do consumismo ocidental. Para retratar esta sociedade contemporânea, Rita Abreu concebeu um espaço cénico de cartão, uma espécie de embalagem com aberturas e rasgos, instalado no palco e que contrasta com o que se vê por trás - as cadeiras de veludo, a talha dourada e o lustre no teto da sala do teatro municipal.

 

No domingo 2 de maio, haverá uma sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

 

Via DN



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Quinta-feira, 10.09.09

 

 

Peça com vibrador censurada

A designer Catarina Pestana não vai alterar a peça que criou para uma das exposiçõesda bienal ExperimentaDesign 2009 e que foi retirada por imposição da Coca-Cola por incluir um vibrador. “Não vou destruir a minha peça”, disse ontem ao P2. Guta Moura Guedes, directora da bienal, explicou por seu lado que “a peça que Catarina propôs não correspondia ao briefing”, e que “isso só foi verificado no dia em que a exposição abriu”, quarta-feira à noite.


No centro da polémica está um manequim feminino dourado, com um vibrador, que deveria fazer parte de uma exposição, organizada com a Coca-Cola, no Lounging Space da bienal, no Palácio Braamcamp, em Lisboa.

O que, segundo Guta, ficou acordado entre a Experimenta e a designer foi que “a peça não poderia integrar a exposição” e que os dois lados iriam “discutir em conjunto o briefing – como é hábito num processo criativo entre um designer ou arquitecto e o cliente ou, neste caso, o curador – e rever o trabalho proposto”. Existe “uma diferença substantiva entre design, arquitectura e artes plásticas”, sublinha Guta, e o que era proposto no âmbito deste projecto Coca-Cola Light era um trabalho de design.

Catarina Pestana garante que no briefing não lhe foi dito que teria que fazer um objecto funcional e “não existia qualquer regra de conduta”. O que fez foi “uma peça de comunicação”, num exemplo daquilo a que chama “design emocional”. Para a directora do estúdio DASEIN o que aconteceu é a que o seu trabalho foi censurado pela Coca-Cola, o que “acontece pela primeira vez na Experimenta”.

A peça, disse, será transportada para o Museu do Design e da Moda (MUDE), em Lisboa, em frente ao qual se realiza hoje à noite um leilão da DASEIN. “Há já pessoas interessadas nela.” 

Bárbara Coutinho, directora do MUDE, confirma que o trabalho ficará guardado no museu, com outras peças da DASEIN, que aí organizou a instalação Waste of Time, mas diz que a decisão sobre o que acontecerá à peça cabe à autora.

 

Via Publico



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Quinta-feira, 19.03.09

SABER NUNCA É DEMAIS Você sabia que antigamente, na Inglaterra, as pessoas que não fossem da família real tinham que pedir autorização ao Rei para terem relações sexuais?

 

Por exemplo: quando as pessoas queriam ter filhos, tinham que pedir consentimento ao Rei, que, então, ao permitir o coito, mandava entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada na porta de casa com a frase 'Fornication Under Consent of the king' (fornicação sob consentimento do rei) = sigla F.U.C.K., daí a origem da palavra chula FUCK.

 

Já em Portugal, devido à baixa taxa de natalidade, as pessoas eram obrigadas a ter relações: 'Fornicação Obrigatória por Despacho Administrativo' = sigla F.O.D.A., daí a origem da palavra FODA. Por sua vez, quem fosse solteiro ou viúvo, tinha que ter na porta a frase: 'Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Temporária Auto-induzida', sigla P.U.N.H.E.T.A. Vivendo e aprendendo...

 

A gente até pode dizer palavrões, mas com conhecimento e cultura…. é outra coisa...!!

 

Via Anovis Anophelis



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