Terça-feira, 30 de Novembro de 2010

Eu traí a minha mulher

 

"Estava casado há sete anos quando aconteceu", conta Miguel O., 34 anos, professor universitário. "Envolvi-me com uma colega. Nem sequer estava apaixonado, mas também não estava apaixonado pela Lúcia, a minha mulher. Estava farto da monotonia em que o meu casamento se tornara."

Como era um principiante nas lides da traição, foi apanhado ao final de escassos dois meses. "A Lúcia reparou em algumas ‘confusões' nas minhas desculpas e, sim, fez a cena típica de ir ver as mensagens do meu telemóvel, os emails no computador e procurar facturas nos bolsos." O casamento acabou logo a seguir. "Ela confrontou-me, e eu assumi. Não tive outra hipótese."

O que se seguiu foi ainda pior de enfrentar: "Foi o escândalo total, porque ela não se limitou a confrontar-me, contou a toda a gente: à família dela, à minha família, aos amigos. Fui crucificado. A única pessoa que me ofereceu um sofá para dormir foi o meu irmão. Todos à volta faziam questão de lembrar como eu fora filho da p.... Foi a vingança da minha mulher."

Miguel sentia-se o último dos homens. "Todos olhavam para mim com desprezo: venho de uma família muito católica e fui educado a pensar que um homem adulto tem um bom casamento e é responsável por mantê-lo." A pressão familiar foi um inferno: "A minha mãe ia tendo um ataque quando percebeu que o filho mais velho, o mais responsável, tinha enganado a mulher. Mas a Lúcia - que sempre foi uma mulher doce e até um pouco apática - estava irredutível neste ponto."

Hoje, passado um ano, Miguel tem a certeza de que foi melhor assim: o casamento nunca teria dado certo. "Acho que os homens e as mulheres traem porque não estão bem na relação. Foi o que aconteceu comigo. A seguir, nem mantive aquela ‘aventura' ou como lhe queiram chamar. Não era nada de especial. Acho que gostava da atenção."

Os ‘traidores' são uma espécie pouco original: segundo um estudo recente da Universidade do Nevada, 40% dos homens já tiveram um caso fora do casamento. Os números não mudaram assim tanto desde o famoso Relatório Kinsey, em 1950, que apontava 50% de traidores entre os norte-americanos casados.

"Sentia-me um electrodoméstico..."

Miguel é o caso do ‘traidor' clássico que trai mais ou menos porque sim, por desfastio, e que é apanhado pela mulher com a maior das facilidades. Mas há quem veja um ‘caso' como um aviso de que é melhor mudar de vida.

Foi o caso de Luís S., gestor, 38 anos. "Fui casado durante quinze anos e nunca traí a minha mulher. Não me acho um traidor por natureza. Acho, sim, que preciso de atenção. E isso foi algo que perdi quando nasceram os meus filhos."

Estamos mesmo a ouvir a troça das mulheres: ‘Ai coitadinho!' Mas a falta de atenção é uma queixa que se repete no mundo masculino: "Senti-me como um electrodoméstico na minha própria casa. Servia para ir às compras, mudar lâmpadas, pagar compras e pouco mais. O mundo da minha mulher passou a girar em redor daquelas crianças."

As consequências foram previsíveis. " O sexo foi-se tornando cada vez mais raro. Não é algo que nos apercebamos logo de início. Mas há um dia em que pensamos ‘faz três semanas que não durmo com a minha mulher'. Sei que ela estava de facto cansada. Mas uma parte de mim não aceitava isso."

"Já não amava a minha mulher"

O que é que faz alguém que não tem atenção no casamento? As nossas avós não se cansaram de nos repetir: procura atenção lá fora! Luís pensou a mesma coisa. "Mas em momento algum considerei divorciar-me. A minha mulher e os meus dois filhos eram intocáveis. Os meus amigos juravam que umas ‘aventuras' fora do casamento não faziam mal algum. Um deles disse-me: ‘Como achas que sou casado há 30 anos?'"
Era inevitável: teve o seu primeiro caso. "Durou três meses, e era apenas sexual. Acabou porque ela teve que se ausentar do País e eu nem pensei mais nisso." O segundo caso foi semelhante. "Eu achava que conseguia manter tudo sob controlo, até porque o meu trabalho exigia que passasse muitas horas fora de casa."

Não há duas sem três, já sabemos. Mas o terceiro caso estragou tudo. "Porque me apaixonei. Tão simples e tão complicado como isso." Pois... é o que acontece aos homens que pensam ter tudo sob controlo... "Tomei consciência de que não podia viver sem ela. Logo, não amava a minha mulher. Tinha um profundo carinho por ela, mas já não podia continuar naquela relação."

Não adiou aquilo que precisava de ser feito. E pediu o divórcio. "A minha mulher desconfiou que havia outra pessoa, mas nunca teve a certeza. E eu achei que era desnecessário entrar em pormenores. Acima de tudo, preocupava-me que os meus filhos estivessem bem."

"Sou um admirador do vosso género"

Há quem traia por aborrecimento, por carência, porque o casamento acabou, e há quem seja... pois: um traidor em série. Sabem aqueles sedutores a que nenhuma mulher resiste, e que lhes pagam da mesma moeda? Também encontrámos um deles. "Bem, o anonimato conta para estas coisas, mas sei que, quando as vossas leitoras lerem o meu testemunho, vão pensar ‘aquele porco'!", afirma, convictamente, Pedro C., publicitário. "Depois, pensei: será que me sinto um porco? E se responder honestamente, vão pensar ‘lá está ele a limpar a imagem, o porco'! Não posso dizer que me sinta o melhor dos homens." Mas como isso não é desculpa, cá vai a história.

Tem 36 anos e é casado há oito. Antes de se casar, namorou dez anos, com muitos ‘intervalos' pelo meio, provocados - ele assim o admite - pela sua ‘dificuldade em repelir o sexo oposto'. "Sempre fui louco pela Mónica, mas gosto de mulheres. Sou um admirador sincero do vosso género. Gosto da forma como se mexem. Da forma como cheiram. Das formas do vosso corpo e dos pequenos detalhes, como o pulso ou o dedo pequeno do pé. E há tantas mulheres genuinamente interessantes e sedutoras que andar por cá é como estar sempre a ver montras cheias de doces e não lhes poder tocar."

Pronto, chega. A gente já percebeu por que é que ele não consegue ser fiel. "Durante os anos de juventude, diremos assim, tinha mais dificuldade em controlar os impulsos de entrar na loja de doces. Por isso, durante os dez anos de namoro com a Mónica, cometi muitos ‘deslizes'. Ela soube de muitos deles, o que era normal, andávamos na mesma escola e tínhamos amigos comuns. Ela descobria, acabávamos, e passados uns meses eu estava novamente a pedir-lhe que voltasse. Chegou uma altura em que disse a mim mesmo: ‘É tempo de parares com isto, estás a estragar a tua vida, porque a Mónica é mesmo a mulher que queres e com as outras já sabes que é muito bom aquele frisson inicial, mas depois acordas na manhã seguinte e só pensas como é que sais dali o mais depressa possível.'"

"A minha mulher nunca soube de nada"

Dessa vez, fez um esforço para atinar. E conseguiu. Entrou na linha. "Decidimos casar-nos. E eu sempre atinado. Nos primeiros dois anos as coisas correram bem. Eu resistia. Tentava não olhar para as montras."

Adivinhem lá: resistiu até que lhe apareceu à frente a Sónia. "Eu e a Mónica andávamos com problemas. Trabalhava que nem um louco e sempre que chegava a casa havia discussão por causa das horas. E eis que me apareceu a Sónia, sem stresses, superatraente, divertida e que me dava uma pica descomunal. E lá me deixei ir. O sexo era do melhor."

Aquilo durou uns nove meses. "Nunca enganei a Sónia, dizendo-lhe que ia ficar com ela, mas de repente já queria deixar o namorado! É pá, este filme é que não, pensei. Entretanto, a Mónica tinha engravidado, e acabei tudo com a Sónia. Hoje, a minha filha tem dois anos e desde então tenho-me mantido na linha. A Mónica nunca sonhou da minha aventura com a Sónia."

Como é que sabe que a Mónica nunca desconfiou? "Porque a conheço há dezoito anos e, se ela tivesse sequer sonhado, as minhas camisas tinham voado todas pela janela. Mas também era praticamente impossível. A Mónica não se dá com a malta do meu trabalho." Contar-lhe é que nunca lhe passou pela cabeça. "Em que é que ia ajudar? Ela tinha uma depressão, a minha filha sofria por arrasto e instalava-se o caos. Sei que não me portei bem, mas, bolas, não sou o super-homem. Agora, estou a fazer os possíveis por andar na linha. Não tenho é a ilusão de pensar que nunca vai voltar a acontecer. Como já disse, sou demasiado fã de mulheres."

Perdoamos aos homens, não às mulheres

Os homens traem por razões diferentes das mulheres? "As razões são as mesmas: encontrar alguém que corresponda à nossa necessidade de nos realizarmos emocionalmente", explica o psicólogo clínico Joaquim Quintino Aires. "Mas a forma é diferente: a mulher constrói uma relação, o homem requer apenas uma satisfação mais imediata. Detesto dizer o que lhe vou dizer: nós somos muito mais primários." [risos]

O mais estranho é que são eles próprios a apresentar isso como argumento: desculpem lá, somos mesmo assim, é a biologia... "Pois, mas a biologia na mulher actua da mesma maneira", nota o psicólogo. "A cultura é que ainda não está do lado delas. Apesar de estarmos no século XXI, ainda continua-
mos a desculpar e mesmo a apreciar as traições masculinas e a condenar as femininas."

Como vimos nos testemunhos, há casos e casos, e nem todas as traições são iguais... "Claro. Quando entramos num casamento e depois nos apaixonamos por outra pessoa, podemos antecipar o fim do casamento. Quando traímos como um complemento ao casamento, mas não queremos sair dele, então foi por imaturidade que entrámos naquele casamento."

Mas nem todos os homens são gulosos incapazes de resistir aos doces, como Pedro C.: há homens com uma competência relacional evoluída, caso do Luís S. "Já trabalhei em consulta com homens que me procuraram precisamente porque se sentiam atraídos por outra mulher, mas que ainda não tinham feito nada em relação a isso, porque estavam muito confusos", conta Quintino Aires. "Sentiam-se muito atraídos pela segunda, mas o compromisso com a primeira era tão forte que não conseguiam desfazer um casamento que muitas vezes já não fazia sentido algum."

Não é angustiante que as mulheres ainda vivam obcecadas com o fantasma da traição? "É verdade. E fazem um raciocínio perigosíssimo para a própria mulher: ‘Ai as outras mulheres é que se metem com ele!' Como se o homem não tivesse responsabilidade no assunto, quando ele é que é o responsável, porque ele é que assumiu um compromisso com ela!"

E, agora, a grande questão: imaginemos que apanho o meu marido num caso com outra. Perdoo-lhe? "As mulheres perdoam muito", nota Quintino Aires. "Aliás, perdoam de mais. Em 20 anos de prática clínica, trabalhei apenas em dois casos em que a mulher disse ‘vou fazer só mais uma tentativa, mas, se não der, ficamos por aqui'. Na esmagadora maioria dos casos, elas desculpam-no, dizem: ‘Ah, a outra meteu-se com ele, mas ele não resistiu, mas agora queremos voltar ao que era dantes...'"

Com os homens é exactamente ao contrário: "É muito difícil para um homem confrontado com uma traição querer retomar o casamento, porque vê isso como um ataque à sua masculinidade."

 

Via Activa



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Letra

 

Se esta rua, Se esta rua
Se esta rua fosse minha
Eu mandava-a, Eu mandava-a
Eu mandava-a ladrilhar

Com pedrinha de Rubi
Só Para o meu amor passar

Lá porque és feia tem calma
Nao te faltam seduções
Mais vale ser linda de alma
Do que linda de feições

Ai o amor, o amor
O amor é como a lua
Ora cresce
Ora mingua

Que bom ser pequenino
Ter pai ter mãe ter avós
Ter esperança no destino
E ter quem goste de nós

Ai é tao bom ser pequenino

 

 



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Cérebro feminino é mais activo que o masculino

 

Já se dizia que o cérebro dos homens entra em repouso com mais facilidade que o das mulheres, mas agora há uma explicação científica para isso: a actividade do cérebro é mais intensa nas mulheres do que nos homens. É por isso que eles conseguem ficar sem pensar durante um período maior de tempo.

A descoberta surgiu por acaso, quando Adriana Mendrek, investigadora canadiana do departamento de Psiquiatria da Universidade de Montreal e do Centro de Investigação Fernand-Seguin, estudava várias pessoas no âmbito de uma investigação sobre esquizofrenia, comparando a sua actividade cerebral. Na análise, foram estudadas 42 pessoas não afectadas por esta doença, dos 25 aos 45 anos, realizando uma tarefa com uma figura em 3D enquanto a sua actividade cerebral era medida por ressonância magnética. A medida desta actividade foi registada quando os sujeitos, de ambos os sexos, descansavam. A partir daí a equipa de Mendrek verificou que enquanto as mulheres reflectiam sobre aquilo que tinham acabado de fazer e pensavam naquilo que iriam realizar depois, os homens se limitavam a descansar. A investigadora defende que as mulheres gerem mais tarefas e têm mais preocupações, mesmo na sociedade actual, facto que pode estar ligado a uma actividade cerebral mais intensa. Resta saber quais são as medidas da actividade cerebral que definem uma ligação entre os papéis das hormonas e da pressão social nas mulheres, em comparação com os homens.



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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

 

Morreu Leslie nielsen

O ator canadiano Leslie Nielsen, protagonista da comédia Aeroplano, morreu domingo num hospital da Florida aos 84 anos, anunciou o seu sobrinho Doug Nielsen.

O estado de saúde de Leslie Nielsen, hospitalizado há 12 dias por problemas pulmonares, começou a agravar-se nas últimas 48 horas, indicou Doug Nielsen a uma rádio de Manitoba, CKNW.

Domingo à tarde, "com os seus amigos e a sua mulher Barbaree ao seu lado, ele adormeceu e morreu", disse.

Nielsen ficou conhecido pela sua participação em várias séries de televisão norte-americanas de sucesso como "Peyton Place", "Dr Kildare", "Le Fugitif", "Kojak" ou "M.A.S.H.".

 

Posteriormente tornou-se uma celebridade a nível mundial graças à sua participação em filmes de culto na área da comédia como Aeroplano (1980), Onde Pára a Polícia (1988), Onde Pára a Polícia 2 1/2: O Cheiro do Medo (1991) e Onde Pára a Polícia 33 1/3 (1994).

 

Via Ionline



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O amor e o sexo no tempo do Salazar

A resposta está em «Amor e Sexo no Tempo de Salazar», o último livro de Isabel Freire, que relata um tempo onde amar era diferente para homens e para mulheres

 

 

«Amor e Sexo no Tempo de Salazar» faz uma viagem à década de 50, onde os costumes e a ditadura se aliavam para condicionar a forma de encarar o amor e a sexualidade. No novo livro, a jornalista e escritora Isabel Freire traça o retrato de uma sociedade onde as diferenças entre homens e mulheres saíam ainda mais acentuadas.

«Não era a mesma coisa amar e ser amado para os homens e para as mulheres nos anos 50», adiantou a autora, em entrevista à jornalista Rita Rodrigues, no «Diário da Manhã» da TVI.

As mulheres eram educadas para se «manterem puras e castas até ao casamento», enquanto os homens eram iniciados na sexualidade por membros mais velhos da família, na maioria das vezes junto de prostitutas. As diferenças não «vitimavam» apenas o lado feminino da história. Também os homens acabavam por sofrer na alma esta descriminação. 

«Os homens foram vítimas no sentido de terem visto o desenvolvimento da sua afectividade relativamente castrado», explica Isabel Freire. 

Veja na íntegra a entrevista de Isabel Freire ao «Diário da Manhã»

 

Via TVI 24



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Letra

 

as notícias da manhã falavam de um furacão no méxico 
a imagem dos viajantes decepcionados esconde o fundo
do aeroporto, 
onde podes estar a chegar 
podes estar a chegar, estiveste tão longe e agora
deves estar a chegar 

deves estar a chegar, deves estar a chegar, deves
estar a chegar. 

não te vi, e tentei voltar a dormir, sabendo que a
Ásia ficava longe 
mas como não chegaste, fiquei preocupado; 
nada nas notícias, porque é que não estou a receber
uma chamada tua? 
devias estar a chegar, estiveste tão longe e agora
podes estar a chegar 

deves estar a chegar, deves estar a chegar, deves
estar a chegar.

 

 



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Sergio Godinho, Rascunhos

 

Aqui a lição é dada pelo mestre. Sérgio Godinho tem o génio de transformar palavras em canções e sobe amanhã ao palco da Culturgest, em Lisboa, para explicar como se faz. O cantautor apresenta "Final de Rascunho", uma série de concertos onde vai desvendar parte do seu universo criativo. As múltiplas facetas, como a poesia e a spoken word, estarão em evidência, num espectáculo que se quer intimista. E em boa companhia: a acompanhar a banda estará Bernardo Sassetti e o violoncelista António Serginho

O espectáculo surgiu de forma natural. Há muito que as datas dos concertos na Culturgest (sexta, sábado e domingo) estavam marcadas. "Mas ainda sem um programa definido", conta Sérgio Godinho ao i, a partir do estúdio onde está a preparar o concerto. Inicialmente previsto para o ano de 2010, o seu novo disco acabou por não sair. Mas foi dos seus preparativos que nasceu a ideia de levar para o palco "um espectáculo encenado e espontâneo, construído e imprevisível". Uma decisão inédita, quase uma introdução ao novo registo.

"Enquanto as canções foram surgindo, achei que seria interessante partilhá-las sem rede, com o público. No fundo é isso que este espectáculo representa: resulta de um work in progress e pretende ao mesmo tempo mostrar como se foram desenvolvendo as canções". Mas sempre "de modo muito informal", sem revelar grandes detalhes.

O autor é muito ciente desse trabalho solitário, dos primeiros esboços feitos em casa ou num "lugar qualquer", cuja natureza raramente se revela. "A primeira partilha é com nós mesmos e com interlocutores imaginários. Quando se compõe, projecta-se sempre para os outros. Pode ser muito romântico dizer que não, mas não faz sentido nenhum. Mesmo os que dizem furiosamente que escrevem para si, fazem-no sempre para alguém." 

Além de deambular por um conjunto de novas canções, "Final de Rascunho" inclui um alinhamento "mais vasto". "Vamos também tocar coisas mais antigas, todas elas cruzam esta mesma linguagem." Em palco, Sérgio Godinho promete ainda evidenciar uma das facetas mais apreciadas: a escrita. Serão lidos poemas do seu livro de poesia, "Sangue por Um Fio", em jeito de spoken word, acompanhados pela banda e pelos músicos convidados, que têm papel activo não só no concerto mas também no disco. 

"Sempre pensei que este próximo disco teria outras pessoas para além da nossa banda. Foi por isso que convidei o Bernardo Sassetti e o António Serginho. Entram na dupla condição de instrumentistas em palco, mas também para conceber arranjos." Sérgio Godinho confessa que há muito tempo queria trabalhar com Sassetti e o resultado desse desejo ganha agora forma num tema inédito. Chama-se "Dias Consecutivos" e é uma "espécie de valsa macabra."

 

Via Ionline



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Domingo, 28 de Novembro de 2010

Dama na sociedade, prostituta na cama

 

Depois de Julia Roberts, em "Uma Linda Mulher", Giovanna Antonelli, a Capitu de "Laços de Família", e Camila Pitanga - a ousada Bebel em "Paraíso Tropical", agora é a vez de Alinne Moraes retratar a vida de uma prostituta. A atriz estará na série "Amor em quatro atos", que entra no ar em janeiro de 2011, e vai deixar o seu cliente, interpretado por Vladmir Bricha, mais do que apaixonado.

 

Assim como na ficção, o final feliz também aconteceu com Bruna Surfistinha, que conheceu o seu atual marido, Pedro, justamente na noite.

 

Não é difícil encontrar homens por aí que se rendem aos encantos das prostitutas. O Vila Dois contou o caso de Estêvão Romane, que viveu um intenso amor em Nova York até descobrir que a namorada era uma garota de programa. A história foi até parar nas livrarias e recebeu o título "Eu amei Victoria Blue".

 

Muitos homens acreditam na máxima de que a mulher ideal é "princesa na vida social e prostituta na cama". Mas parece que esse conceito está caindo por terra. É o que explica Arlete Gavranic, psicóloga e sexóloga.

Durante os anos 30 e 40, a mulher não era só submissa, ela também concordava com a palavra do homem. E não conseguia expor a sua sexualidade com medo de ser recriminada pela sociedade preconceituosa. "Ela tinha medo de ser enxergada como uma mulher vulgar ou ser ‘taxada’ como uma mulher da vida e reprimia os seus desejos", diz.

Mas de lá até hoje muita coisa mudou. Parte dessas transformações se deve ao desenvolvimento da pílula. Segundo a sexóloga, o anticoncepcional oficializou não só a possibilidade do sexo sem riscos, também representou uma maneira de a mulher experimentar mais o sexo e conhecer o que realmente gosta na cama.

"Antes disso, elas usavam a tabelinha, e de forma errada, por sinal. O método foi inventado entre os judeus como uma forma de saber quando se está no período fértil para engravidar, e não o contrário. A tabelinha dá mais chances de erros do que acertos para evitar a contracepção, pois todas nós sabemos que ciclo e hormônios têm mudanças por conta de várias alterações, principalmente emocionais", detalha.

Ao mesmo tempo em que essa nova mulher descobre o prazer e permite ser mais "egoísta" na cama, ou seja, busca o prazer pessoal, ela também se preocupa como seu desempenho, e ainda em agradar ao parceiro. A sexóloga ressalta que a mulher de hoje não sofre com a repressão sexual, entretanto convive com alguns conflitos, um deles é atingir ao orgasmo.

"Quando chegam aos consultórios dos ginecologistas não tem as suas questões respondidas, porque grande parte desses profissionais não é capacitado para responder as suas dúvidas", aponta. Mesmo assim, por elas terem mais parceiros ao longo da vida - "ao invés de ser a escolhida, agora ela também escolhe" - e também por descobrir melhor o próprio corpo, a qualidade do sexo entre os casais melhorou, segundo a sexóloga.

 

Os homens, por sua vez, têm dificuldades em lidar com essas mulheres mais resolvidas e seguras sexualmente. E ainda convivem com as próprias questões sexuais que vão desde a disfunção erétilaté a ejaculação precoce, que, segundo a sexóloga, são cada vez mais freqüentes no mundinho masculino. "Hoje em dia, elas deixaram os pudores e tabus de lado, eles começam a lidar com essa nova mulher", que fala abertamente sobre sexo e não esconde mais o que quer.

Por Juliana Lopes

 

Via Vila dois



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Letra

 

Eu tentei, mas não deu pra ficar
Sem você enjoei de tentar
Me cansei de querer encontrar
Um amor pra assumir seu lugar

 

Eu tentei mas não deu pra ficar
Sem você enjoei de esperar
Me cansei de querer encontrar
Um amor pra assumir seu lugar

 

É muito pouco,
Venha alegrar o meu mundo que anda vazio, vazio
Me deixa louca
É só beijar tua boca que eu me arrepio,
Arrepio, arrepio

 

E o pior
É que você não sabe que eu
Sempre te amei
Pra falar a verdade eu também
Nem sei
Quantas vezes eu sonhei juntar
Teu corpo, meu corpo
Num corpo só

 

Vem!
Se tiver acompanhado, esquece e vem
Se tiver hora marcada, esquece e vem
Vem!
Venha ver a madrugada e o sol que vem
Que uma noite não é nada, meu bem

 

Eu tentei, mas não deu pra ficar
Sem você enjoei de esperar
Me cansei de querer encontrar
Um amor pra assumir seu lugar

 

É muito pouco,
Venha alegrar o meu mundo que anda vazio, vazio
Me deixa louca
É só beijar tua boca que eu me arrepio,
Arrepio, arrepio

 

E o pior
É que você não sabe que eu
Sempre te amei
Pra falar a verdade eu também
Nem sei
Quantas vezes eu sonhei juntar
Teu corpo, meu corpo
Num corpo só

 

Vem!
Se tiver acompanhado, esquece e vem
Se tiver hora marcada, esquece e vem
Vem!
Venha ver a madrugada e o sol que vem
Que uma noite não é nada, meu bem

 

Vem!
Se tiver acompanhado, esquece e vem
Se tiver hora marcada, esquece e vem
Vem!
Vamos ver a madrugada e o sol que vem
Que uma noite não é nada, meu bem

 

 



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A dieta perfeita

 

Uma pesquisa por "dieta" na secção de livros da Amazon dá 1668 resultados em português/espanhol e 58 920 se quiser inspirar-se na sabedoria inglesa. Se fizer uma ronda pelas pessoas mais próximas talvez ainda apareçam mais algumas dicas - ultimamente a "dieta dez" é das mais faladas, mas seja qual for a eleita a conversa tende a terminar com um "acredita, resulta". Investigadores da Universidade de Copenhaga põem esta semana um ponto final na corrida ao regime perfeito para perder peso. A recomendação tem muito pouco de esotérico e na ementa que dão como exemplo talvez só seja preciso substituir a "cavala em tomatada", decerto mais convidativa na Dinamarca de Thomas Larsen, especialista em nutrição e autor do estudo publicado no "New England Journal of Medicine". 

As chamadas "dietas hype", diz ao i o investigador, vão continuar a surgir todos os dias. "Umas vão ser boas, outras más." Mas os resultados obtidos com 772 famílias europeias, que participaram no estudo Diogenes, permitem um conselho robusto e intemporal. Muitas proteínas e alimentos com baixo índice glicémico contribuem para o peso certo, sem ter de passar fome ou contar calorias. O desafio é tão simples como deixar de comer pão branco e aderir à massa integral e, segundo os investigadores, poderá comer até lhe apetecer. Apesar de a amostra ser a maior de sempre, os resultados reflectem apenas seis meses. Era algo já relativamente consensual, explica Larsen, que as dietas que apostavam mais nas proteínas do que nos hidratos de carbono têm mais sucesso. A principal novidade é a importância de alimentos com baixo índice glicémico na fase da manutenção, para muitos a mais difícil.

O estudo O objectivo do estudo desenvolvido pelo grupo de Thomas Larsen era comparar as diferentes recomendações europeias no combate à obesidade com as novidades científicas na área da regulação do apetite. A ideia de envolver famílias tinha dois objectivos: perceber qual o regime que funciona melhor nos adultos (938 no total) e ver qual o impacto nas crianças (827). 

Aos adultos foi pedido que seguissem um regime de 800 calorias diárias (o valor normal está entre as 1000 e as 1500). Passadas oito semanas, tinham perdido em média 11 quilos e seguiu-se a fase mais importante: perceber que dieta prolongaria melhor os resultados, tendo pela frente um período de seis meses. O artigo na revista médica mostra que o regime rico em proteínas e baixo índice glicémico (um bom auxiliar pode ser adicionar nos favoritos a tabela de composição de alimentos do Instituto Nacional de Alimentos Dr. Ricardo Jorge) conseguiu não só ser mais eficaz como teve menos desistentes. No final dos seis meses, todos os participantes ganharam em média meio quilo, mas os que se mantiveram em regimes ricos em hidratos de carbono tiveram os piores resultados: recuperaram em média o triplo do peso. Nas crianças, os resultados foram ainda mais visíveis. No início do estudo, 45% tinha excesso de peso. Nas famílias em que se seguiu a dieta perfeita houve um decréscimo de 15% nos casos de excesso de peso.

 

Via Ionline



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Sábado, 27 de Novembro de 2010

Um em cada sete homens tem falta de apetite para os jogos de adultos. A culpa não é só da testosterona. Viagem a uma realidade camuflada, mas com janelas por onde espreitar. Confira o MANUAL DO DESEJO masculino e oiça o TESTEMUNHO de Bruno, 65 anos

 

 

Preliminar: este artigo é para homens. Deles se diz que só pensam em sexo. Dietas, dores de cabeça é mais com as mulheres, embora sejam elas - a amiga, a parceira, a médica - que os ouvem desinteressadamente e dão dicas. "Não me apetece. E depois?" é coisa que não se partilha nos balneários nem se confessa ao melhor amigo. Agora, o prato principal: a diminuição do desejo sexual (entusiasmo, ou tusa, na gíria), que incita um homem à exploração e à ação (a tal performance).

Na última década, a falta de desejo no masculino tem sido alvo de estudos, no mundo inteiro, e é ténue a fronteira que separa a normalidade da disfunção. Vozes sonantes da Sexologia, como a de Irwin Goldstein, editor do Journal of Sexual Medicine, advertem que a escassez de apetite não é doença. Aquele investigador americano lembra que, estatisticamente, há sempre homens nos dois extremos da curva normal: "A minoria que tem apetite a mais e a outra, que tem desejo a menos." Os homens que falaram para esta reportagem, a maioria sob anonimato, consideram-se "dentro da norma", e apenas num caso houve recurso a ajuda médica, a conselho da mulher. Mas todos admitiram que o tema ainda é tabu.

Agora, os indicadores científicos: inicialmente, as estimativas apontavam para 2% a 10% de homens com Perturbação do Desejo Sexual Hipo Ativo (PDSH). Só que, recentemente, a fasquia tem vindo a aumentar também em Portugal. Atestam-no os médicos, que recebem mais queixas. E os investigadores, cujos estudos revelam que a PDSH é a disfunção sexual mais prevalecente no masculino (15,5 por cento). A que se deve a perda de libido, ou apatia sexual, como lhe chamam os urologistas em Espanha (onde aquele valor é idêntico)? A palavra aos cavalheiros.

"O meu manifesto de não querer fazer é explícito mas discreto." António, 41 anos, um empresário casado e pai de dois filhos, com residência em Évora, conta pelos dedos as vezes que o "não me apetece" ganhou. Por estar cansado. Ou "chateado e distante", a seguir a uma discussão conjugal. "Se já estou na cama, simplesmente não alimento nem reajo a estímulos, deixo-me estar." Desculpas também se usam, e não são as dores de cabeça. Na versão masculina, o "já vou" é a solução mais à mão e António conhece-a: "Simplesmente não me deito logo, leio ou trabalho em qualquer coisa." Nada de anormal, pelo contrário: é um ato de gestão da vida conjugal. Quando o outro está sempre ao alcance, o desafio é maior. António confirma-o: "Para ter sentido, a relação sexual tem de ser desejada por ambos e espontânea. Só devem ser provocadas as condições que facilitem a proximidade [estar sem os filhos e outras interrupções, do trabalho ao telemóvel].

"ESTAR 'OFF'

Quem disse que um homem não finge? A arte da camuflagem também consta do universo de um macho. "Já me aconteceu resguardar-me ou defender-me para perceber em que filme ia entrar. É uma forma de averiguar até que ponto a parceira está mesmo disposta a entrar no elenco." Aos 49 anos, o escritor Fernando Esteves Pinto desmente o mito do "sexo não, somos casados". Admite que o desinteresse ou indisponibilidade sexual não é um drama, até porque a experiência lhe diz que "as desculpas só complicam e levantam suspeitas sobre o parceiro". O problema da iniciativa sexual no casal, assegura, tem muito a ver com o tédio e a preguiça. Mas não lhe ocorre declinar o convite da mulher: "Funciono sem grande expressão de desejo e contribuo com um desempenho maquinal."

Se dúvidas houvesse, não faltariam estudos para validar a regra: um homem está sempre pronto, é-lhe fisiológico. Cientistas alemães, da Universidade de Hamburg-Eppendorf, verificaram que, contrariamente às parceiras de longa data, os homens casados manifestavam-se predispostos ao sexo regular, em qualquer estágio do relacionamento. Mas uma sondagem do Instituto de Opinião Pública francês, com mais de mil adultos, revelou outra versão da verdade sobre os casais gauleses: um em cada seis homens (nas mulheres, mais de uma em cada três) usou desculpas para não picar o ponto. "Os homens nunca falam destas coisas entre si", avança Miguel, um gestor desportivo divorciado. Aos 47 anos, a sua dieta perfeita é "dia sim, dia não", e nem o cansaço extremo o inibe. "O sexo relaxa-me." Com a mesma precisão, menciona as perdas de apetite, possíveis em três situações: "Estar com o pensamento noutra pessoa, por falta de energia - que o meu tempo de recuperação já não é o que era - e ausência de química."

Química é um termo que simplifica muito, sobretudo quando há que dar tampa. "Já recusei envolver-me com uma pessoa por falta de química." Assim fala Paulo, um alfacinha solteiro com 30 anos, que trabalha em telecomunicações. E é neste terreno que a falta de vontade se sobrepõe, ocasionalmente, à lógica das hormonas: "Quando alguma coisa no relacionamento me deixa pensativo, ou se me sinto intimidado quando ela tem mais desejo e eu receio não conseguir satisfazê-la."

'TU QUERES? EU TAMBÉM NÃO

'Num livro publicado há seis anos, o psiquiatra Francisco Allen Gomes, 67 anos, dedicou um capítulo ao aborrecimento sexual, tendo-se ficado a saber que "não se faz quando se quer, mas quando se pode", o que legitima o sexo sem desejo e o seu contrário. Fundador da Sociedade Portuguesa de Sexologia (SPS), Allen Gomes vai mais longe, afirmando que a falta de desejo é a disfunção-metáfora de um mundo que banalizou o sexo. Menos radical, o psicólogo Nuno Amado, 32 anos, assegura tratar-se de um sintoma ocasional. A exceção aplica-se "quando há uma depressão não identificada ou uma relação decadente". Já o stresse é a "desculpa de banda larga" para adiar o contacto, tanto por falta de paciência para satisfazer o desejo, como para evitar entrar em competição com uma mulher emancipada - que já teve outros parceiros.Aqui, talvez seja o momento de desmontar a máxima "Eles só pensam com uma cabeça", fazendo referência aos resultados preliminares das pesquisas do português SexLab, a funcionar há ano e meio. "Em média, nos nossos estudos, as mulheres afirmaram ter mais prazer subjetivo [ou bem-estar] do que os homens, o que não deixa de ser um enigma", considera Pedro Nobre, presidente da SPS e coordenador daquelas pesquisas. Psicólogo da Universidade de Aveiro, o especialista avança uma hipótese: as mulheres da amostra podem talvez pertencer a "um nicho minoritário, sexualmente liberal, com exigências por vezes excessivas". Este e outros inibidores psicossociais do desejo masculino - como a falta de tempo, as responsabilidades laborais e familiares, e o ritmo exagerado da sociedade moderna - contribuem, segundo Pedro Nobre, para a diminuição da vontade deles. Tais oscilações existem, igualmente, nos homossexuais. Duarte, 42 anos, é casado com outro homem e reconhece o cenário: "Tenho falta de apetite sexual e isso prende-se com o facto de eu ser uma pessoa de fases e nem sempre conseguir satisfazer o desejo do meu marido, ou não ter vontade, apesar de estar com uma ereção."

'HOMENS-ILHAS'

O urologista Nuno Monteiro Pereira, 50 anos e diretor da iSEX, Associação para o Estudo Avançado da Sexualidade Humana, tem acompanhado um crescente número de queixas na sua clínica. Uma pesquisa nacional que coordenou, em 2006, designada Episex, indicou uma prevalência de 15,5% na falta de desejo masculino, semelhante à de Espanha, onde o número de consultas pelo mesmo motivo cresceu 23%, em apenas cinco anos. "Sabemos que existe, mas cientificamente não sabemos porquê", diz o especialista. Mas a experiência clínica leva-o a especular acerca das causas: "Se for antes dos 28 anos, deve-se ao abuso de drogas recreativas, como o ecstasy, que destrói o sistema límbico [ligado aos instintos]. Se ocorrer acima dos 40 anos, será pelos efeitos secundários de medicamentos [antidepressivos, por exemplo]."

A baixa de testosterona - a hormona do desejo - é normal a partir da meia-idade, mas pode acontecer também pelo que se designa, diz Nuno Monteiro Pereira, de Síndrome Robinson Crusoe: quanto mais tempo se estiver sem atividade sexual, mais diminui a testosterona. "Trata-se de um mecanismo adaptativo para não sofrer, como sucede aos que estão sem parceira durante um ou dois anos." No balanço de causas encontra-se, ainda, "a péssima maneira como o novo homem encara a postura da mulher", por não conseguir aceitar a liberdade e autonomia dela, e medo de ser comparado com outros.

Os que procuram ajuda, geralmente pela porta da Medicina Familiar, fazem-no, quase sempre, por insistência da companheira. José Murta Cadima, 55 anos, clínico geral especializado em Sexologia, em Leiria, destaca as doenças como a diabetes e a hipertensão enquanto inimigos do desejo, pelos efeitos secundários da medicação, que comprometem a libido. Quando não é este o motivo, o caso fia mais fino no lar: "Elas costumam esperar que eles as procurem, sobretudo fora do meio urbano, mas, quando aqui vêm, chegam a questionar a orientação sexual do marido, quando este se vê apenas como um viciado em trabalho." Não admitem que lhes falta a vontade nem as questões conjugais mal resolvidas. Mas o corpo nunca mente: "Os níveis de testosterona, serotonina e dopamina baixam e o desejo vai-se."

'TRAGÉDIA Y'

A crónica incapacidade de lidar com os progressos do sexo oposto parece estar a fazer mossa no mito do macho alfa. Murta Cadima, de novo: "Eles ainda estão muito atrasados. Acompanhei alguns jovens com falta de desejo e disfunção erétil, que se sentiam inibidos, sem domínio sobre as namoradas, que tiram melhores notas, fazem o Erasmus e escolhas várias." Os mais velhos não estão melhor: muitos não passam sem o comprimido (Viagra, Cialis...), a arma de eleição para enfrentar o ambiente de caça nos bares, porque um homem não falha. Em alternativa, fogem.

"Fazem-se desentendidos, não atendem chamadas, optam por gratificar-se sem tanto esforço com cibersexo, evitando os rituais de sedução com destino incerto." Quem o afirma é o psicólogo Nuno Nodin, 37 anos, a concluir um doutoramento sobre sexualidade masculina e uso da internet. Também ele se refere ao novo homem, com um toque de ironia: "O interesse sexual é, para ele, uma entre outras comodidades que dão prazer, como o ginásio, os jogos e as saídas com amigos. Mas não deixa de ser uma masculinidade mais frágil."

Por enquanto, uma larga maioria lida bem com as variações da libido, quase sempre pontuais. Afirma-o o urologista Manuel Ferreira Coelho, 42 anos: "Os homens só não estão sempre prontos porque não podem - por exemplo, após uma cirurgia da próstata ou devido a problemas orgânicos [depois dos 50 anos]." Foi o caso de Bruno, 65 anos, gestor industrial reformado, durante um período em que tomou medicação que comprometia a ereção e o desejo. Apesar de ter voltado ao que era, "foi um período frustrante, até parecia que não gostava da minha mulher". Com aliança no dedo há 42 anos, não se inibe de afirmar que, "jovem ou menos jovem, um homem não é uma máquina que se programa como o gravador de vídeo". Praticante regular, mas sem dias certos, Bruno prefere a espontaneidade das pausas ao caráter obrigatório: "Quando há vontade, completamos o ato. Quando não há, paciência."

ANTIAFRODISÍACOS

As leis do desejo são imprevisíveis. E quem melhor do que o pintor, compositor e músico Manuel João Vieira, 48 anos, para dissertar sobre fastio? O homem que encarnou a personagem Orgasmo Carlos, e criou o álbum Romance Hardcore, dispara: "Às vezes há coisas tão simples como mudar de parceira e volta-se logo à normalidade sexual, apesar das questões morais." Importante mesmo é ter cuidado com certas armadilhas que, contrariamente às maleitas físicas, não terão remédio: "Eu, quando bebia, sabia que, depois de duas garrafas de uísque e um bagaço, a cabeça de baixo não fazia o que a de cima achava que podia fazer." Adverte os mais jovens para se conterem nas drogas e nas pílulas milagrosas: é que "não há bela sem senão..."

Por fim, um recado às senhoras. Francisco, 38 anos, um alfacinha solteiro e descomprometido, mostra como se pode arruinar uma hora de ponta: "O meu desinteresse caiu por completo quando, num primeiro dating, ela me disse em plena discoteca que contava às amigas tudo o que fazia na cama." A nega valeu-lhe boatos sobre a sua orientação sexual - a rapariga não encontrava outro motivo para Francisco não querer estar com ela. Ele lança o repto: "Porque é que um homem tem de aceitar uma rejeição com um sorriso e, se for ao contrário, o mesmo não se passa?"

De volta a Manuel João Vieira, também fundador dos Ena Pá 2000 e eterno candidato à Presidência da República, para um conselho útil aos homens da nação: "Alimentem a bravata, não se deixem deprimir e, já agora, digam às vossas parceiras para não se rirem de vocês quando estiverem a pôr um preservativo."  Uma nota derradeira, para sobremesa ou digestivo. Perdoem, cavalheiros, o atrevimento de entrar em território só vosso. Mas alguma vez tinha de ser, e não há melhor propósito do que esta reportagem: "Primeiro, os senhores."

 

Via Visão



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O facebook e os virus

 

Bastaram três semanas para que a BitDefender, uma multinacional romena, tenha chegado à conclusão de que 20% dos utilizadores do Facebook, a maior rede social do mundo, partilham aplicações com conteúdo malicioso. A maioria das vezes sem o saberem. 

Desde o início do mês, foram passados a pente fino os perfis de 14 mil utilizadores e analisados mais de 20 milhões de objectos partilhados em murais - como links, imagens e vídeos. As conclusões mostram que o Facebook está longe de ser inofensivo, sobretudo porque os próprios utilizadores não estão atentos à segurança e, na maior parte dos casos, não sabem que estão a partilhar conteúdo malicioso com os seus amigos. 

Quase 60% desse conteúdo, revela a BitDefender, assume a forma de aplicações. As mais populares, identificadas em 21,5% dos casos, são as que encaminham para funcionalidades que o Facebook nem sequer permite - como a possibilidade de o utilizador saber quem visitou o seu perfil. Há as que oferecem falsos itens para jogos como o Farmville (15,4%) ou as que permitem alterar o fundo do perfil ou a colocação de botões como "não gosto", através de extensões (11,2%). Outras aplicações, aparentemente menos populares, fazem-se passar por novas versões de jogos famosos (7,1%), prometem prémios como telemóveis (5,4%) ou sugerem métodos idóneos para ver filmes, gratuitamente e online (1,3%).

Na maior parte dos casos, estas aplicações não são mais do que esquemas publicitários - em que são apresentados, por exemplo, questionários ao mesmo tempo em que são exibidos anúncios - etentam redireccionar para outros sites

Cinco por cento apanham vírus Além destes ataques, conseguidos através de falsas aplicações, a BitDefender diz que 16% do malware encontrado no Facebook atrai os utilizadores para a visualização de filmes considerados "chocantes". Além disso, concluiu a multinacional romena, 5% dos utilizadores do Facebook são infectados pelo vírus Koobface - um anagrama da palavra Facebook e um software malicioso que tenta detectar os nomes dos utilizadores e respectivas palavras-passe nos computadores que consegue infectar. 

"Muitos utilizadores não têm consciência de que os conteúdos que publicam no seu mural são muito perigosos para os seus contactos e para eles próprios, por estarem infectados", explicou ontem a directora de marketing da BitDefender para Portugal, Espanha e América Latina, Jocelyn Otero. 

A empresa recolheu, ao longo de três semanas, 20 milhões de itens partilhados por utilizadores de 20 países - uma amostra pequena para o universo de 500 milhões de utilizadores activos daquela que é a maior rede social do mundo. Os 14 mil utilizadores analisados usaram uma aplicação aplicação para o Facebook, a Safego - que permite analisar os níveis de segurança do utilizador e que consegue identificar a informação pessoal que é visível a estranhos.

 

Via Ionline



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Letra

 

Why do I do, just as you say
Why must I just, give you your way
Why do I sigh, why don't I try to forget

It must have been, 
That something lovers call fate
Kept me saying: "I have to wait"
I saw them all,
Just couldn't fall 'til we met

It had to be you, it had to be you
I wandered around, and finally found 
The somebody who
Could make me be true, 
And could make me be blue
And even be glad, just to be sad 
Thinking of you

Some others I've seen, 
Might never be mean
Might never be cross, 
Or try to be boss
But they wouldn't do
For nobody else, gave me a thrill 
With all your faults, I 
Love you still
It had to be you, wonderful you
It had to be you

 

 



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Bruce lee

 

Bruce Lee é como Elvis Presley: não é preciso ter vivido no tempo dele para saber quem é ou o que fez. Atravessa gerações sem T-shirt, de braços em posição de combate e abdominais definidos. Se hoje fosse vivo, o mestre das artes marciais completaria 70 anos e com certeza, continuaria a dar que falar. 

Lee Jun Fan, Sai Feng, Lee Siu Long ou Li Xiao Long, ou, simplesmente, Bruce Lee, nasceu em São Francisco, na Califórnia. O quarto filho de cinco irmãos regressou para Hong Kong com apenas 3 meses, onde passou a infância e a adolescência. 

As artes marciais fizeram desde logo parte da sua vida. Aprendeu várias modalidades como o Tai Chie, mais tarde, o Wing Chun. Em 1959 Lee envolveu-se num combate mítico com um filho dasTríades - uma temida organização criminosa. Foi aí que, Lee Hoi Chuen, o pai de Bruce, decidiu que o filho devia mudar de ambiente e rumar aos Estados Unidos.

Em 61 entrou na Universidade de Washington onde se formaria em filosofia. Durante a vida académica conheceu a mulher com quem se viria a casar e ter dois filhos, Linda Emery. 

Fundou uma modalidade e uma escola de artes marciais mas foi na televisão e no cinema que Lee ganhou visibilidade além-fronteiras. Tudo começou entre 1966 e 1967 quando interpretou "Kato", parceiro de um herói na série televisiva "O Besouro Verde". 

Foi em 1971, com "O Dragão Chinês" de Raymond Chow, que alcançou o sucesso no continente asiático. O mesmo aconteceu com a sequela "A Fúria do Dragão", que ultrapassou recordes de bilheteira do filme anterior. No ano seguinte saiu "O Voo do Dragão", fita escrita, dirigida e protagonizada por Lee. Neste filme o lutador fica frente a frente a Chuck Norris, num combate que ficou para a história.

"Operação Dragão" (1973) foi o último filme de Bruce que alargou a sua fama à Europa e aos Estados Unidos. O actor morreu pouco depois da estreia. Bruce Lee, 33 anos, terá sido vítima de um edema cerebral, apesar de nunca terem ficado esclarecidas as causas da sua morte. Um dos seus filhos, Brandon Lee teve um destino igualmente trágico. Com 28 anos o actor morreu em plena rodagem do filme "O Corvo", alvejado por um arma que estava carregada por engano.

Do famoso lutador fizeram-se documentários, entrevistas e escreveram-se livros. Bruce acreditava que a luta era uma forma do homem se entender e expressar através do corpo.

Se o lutador é amplamente conhecido pelos talentos físicos, poucos devem saber que também tinha um lado intelectual. Além de ser licenciado em filosofia, também estudou teatro e psicologia.


Possível filmografia que Bruce Lee não fez:

O Momento da Verdade (1984)

Na verdade o papel de Mr. Miyagi foi feito para Bruce Lee. Ele é o mestre ideal para dar os melhores ensinamentos. Desde apanhar moscas com pauzinhos a limpar vidros de carros com movimentos circulares. Sem esquecer: "Esfrega para a direita, esfrega para a esquerda"

Clube de Combate (1999)

Quem viu este filme sabe que Brad Pitt fica estupidamente fantástico entre gotas de suor e manchas de sangue. Mas o Bruce teria estado à altura do desafio. Num filme em que é necessário andar metade do tempo sem T-shirt, ele seria a primeiríssima escolha. Conhecido pelos seus abdominais de ferro, faria frente a qualquer Pitt.

O Tigre e o Dragão (2000)

Pontapés, golpes e saltos que desafiam a gravidade são para Bruce. Era só ensiná-lo a manusear objectos cortantes e tomaria o lugar de Chow Yun-fat enquanto um chinês pisca o olho.

O Último Samurai (2003)

Antes de tudo temos de admitir: o Tom Cruise não tem altura nem estofo para entrar na pele de um Samurai – não desprezando as aptidões de interpretação do senhor que nem são nada más. Quem, melhor que Bruce Lee poderia interpretar um homem em busca do seu herói interior? Uma história de luta, acção e honra de guerreiro, com certeza que teria contado com o grande Lee.

Million Dollar Baby – Sonhos Vencidos (2004)

Não fosse o Bruce ter morrido em tão tenra idade, teria tomado o papel de Eastwood neste filme. Tinha todos os requisitos: o mestre das artes marciais tem ar de durão mas, lá fundo, é um coração mole.

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010


Reparações caseiras pagas com sexo

Depois das universitárias que se prostituem para pagar os estudos, chegou agora a vez de brincar ao "Querido mudei a casa... E dei cabo do mestre de obras". Os anúncios de reparações pagascom sexo já chegaram a Portugal.

Sempre gostei de fazer trocadilhos de sentido duvidoso sobre os míticos "servicinhos" dos canalizadores, eletricistas, mecânicos e afins. Digamos que "desentupir os canos" ou "dar um jeitinho à bomba de óleo" são reparações que facilmente podem transportar as mentes mais brejeiras para a laracha em momentos de descompressão. A minha - e digo-o sem vergonha de admitir que de vez em quando gosto de uma boa piadola de baixo nível entre um prato de caracóis e umas imperiais - vai lá parar muitas vezes.

 

Mas do trocadilho à realidade, parece que afinal o caminho não é assim tão longo. Abro o jornal e sou surpreendida com o título: "Arranjos em casa pagos com sexo". Sem tirar, nem pôr (bom, neste caso talvez seja mesmo o contrário, mas isso fica ao cargo da imaginação de cada um...). "Homem faz pequenos trabalhos domésticos em troca de grandes mimos", lê-se num site de anúncios francês, ctiado pelo jornal "Le Parisien". Eu, que raramente me choco com estas coisas, não consigo deixar de pensar: "Ó cristo, o mundo está perdido".

 

Consta que "aproveitando o vazio legal, alguns homens propõem-se a realizar reparações ao domicílio a troco de sexo". Embora o meu primeiro pensamento tenha sido "os homens conseguem mesmo ser uns sabujos", percebi que afinal elas também não ficam atrás. Para haver negócio é preciso haver interssadas nos serviços e pelos visto há clientes... e não são poucas, garantem os entrevistados. Em Portugal, como nunca queremos ficar atrás, é óbvio que depois da notícia sair surgiram anúncios semelhantes em sites de classificados nacionais, com técnicos de manutenção dispostos a dar uso à ferramenta.

 

Haja imaginação, mas numa sociedade onde - convenhamos - o flirt e a abordagem sexual é cada vez mais liberal, serei só eu a achar que isto vai um bocadinho longe demais? Depois das meninas universitárias que se prostituem para pagar os estudos, parece que chegou agora a vez de brincar ao "Querido mudei a casa... e dei cabo do mestre de obras no fim para pagar a surpresa". Estaremos perante a prostituição dos tempos modernos? Haja dó...

 

Via A vida de saltos altos



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Sem Comentários... só gargalhadas mesmo

 

 



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Não ao pagamento de extras na factura de electricidade

 

A proposta de aumento médio de 3,8% na factura da energia eléctrica resulta de custos impostos ao sector que ganham uma dimensão insustentável. Exigimos cortes em várias áreas.

 

Em 2011, o custo da electricidade vai pesar mais no orçamento dos consumidores. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos propôs, em Outubro, uma média de 3,8% de aumento na tarifa da electricidade.

 

Opções políticas e medidas legislativas condicionam a fixação das tarifas e levam a que a parcela dos “Custos de Interesse Geral” continue com um crescimento imparável. Em 2011, prevê-se um total de 2,5 mil milhões de euros de custos, um aumento superior a 30%, face a 2010. Por exemplo, na factura, por cada € 100 pagos, € 42 referem-se a “Custos de Interesse Geral”, que podem e devem ser reduzidos. Alguns não têm relação directa com a produção e distribuição de energia eléctrica.

 

É indispensável e urgente repensar a política de taxas e sobrecustos que recai nas nossas facturas. Para 2011, a diminuição de 10% nestes custos levaria a uma redução de 5% na factura.

 

Há muito que a DECO alerta para a situação no sector e exige uma redução dos custos de interesse geral, para que o preço a pagar pelos consumidores seja mais justo.

 

assine a petição



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Letra

 

Dança dos vampiros

Ha ha ha ha ha ha ha haha ha

Quando hoje a noite cair
eu vou 
à procura desse olhar que é teu

e no silêncio vou seguir 
os teus passos
que estão dentro das ervas que o vento embala

se a dor que sentes faz-te dançar
vem dançar comigo
até o dia chegar

vem dançar comigo até o dia chegar

quando hoje a noite cair
seremos livres
e beberemos o vinho da juventude

viveremos para sempre 
como vampiros que quando dançam para a lua
fazem amor

se a dor que sentes faz-te dançar
vem dançar comigo
até o dia chegar

vem dançar comigo até o dia chegar
vem dançar comigo até o dia chegar
vem dançar comigo até o dia chegar


Voz.2 vozes. guit.acústica. – Jorge Vadio
guit.clássica-Musio
Guit.acústica.dobro slide - Rui Veloso
Contrabaixo – Pedro Gonçalves
Bateria- Alex Frazao
Percussão- Luís Jardim
Trompete-To Ze

 

 



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Senhor, porque me abandonaste?

 

Via Henricartoon



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A instituição nacional do "piquete de greve" é das figuras mais autoritárias que o democratizante Abril criou. Chamar-lhe vandalismo é simpatia.

 

Como o leitor deverá ter notado, mais não seja por, provavelmente, não ter conseguido chegar a horas ao trabalho ou, quem sabe, por ter realmente faltado voluntariamente ao trabalho, ontem houve greve. Daquelas em grande, pretensamente históricas, que reúnem, à mesma mesa, os já bafientos e empoeirados líderes das centrais sindicais.

 

Pessoalmente, tenho sérias dúvidas quanto à legitimidade de um "direito" à greve. Do que não tenho dúvidas absolutamente nenhumas é da legitimidade do direito, sem aspas, a não aderir à greve. Se toleramos que um conjunto de pessoas incumpra as suas responsabilidades contratuais como forma de manifestação política, tudo bem - a Nação lá sabe para onde caminha. O que não podemos, de todo em todo, tolerar é que as pessoas que não querem aderir ao protesto sejam a isso forçadas por intimidatórios e muitas vezes bárbaros piquetes de greve.

 

Sejamos objectivos: o piquete de greve é uma figura anti-democrática. Intimidar as pessoas para que adiram a um protesto é precisamente o mesmo que intimidar as pessoas para que não adiram, apenas varia o sinal. Mais, vandalizar propriedade alheia, como lojas, bancos, escolas, o que for, por forma a impedir os acessos é, mais do que anti-democrático, criminoso. Os senhores Silva e Proença estão muito satisfeitos consigo próprios. Deviam, no entanto, ter vergonha por liderarem organizações que dão cobro a este tipo de comportamentos.

 

Tiago Moreira Ramalho

 

Via Aparelho de estado



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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

Rapidinha nos lugares mais estranhos

 

Quem disse que sexo precisa ter hora e lugar marcados? A famosa rapidinha em lugares pra lá de diferentes, e a "pimenta" de ser visto por alguém, traz novas sensações e mais intimidade ao casal. Muita gente prova que a boa transa não precisa ser muito longa, tampouco pede uma cama de motel.

 

Casada há 17 anos, Celina Alves experimentou o sexo em lugares diferentes logo no início do namoro. Antes de viajar ao litoral, a aventura começou logo no elevador. Ela de vestido, e foi só apertar o 13 º andar. Os dois experimentaram o sexo em pé e o medo de serem vistos. Depois disso, a caminho do litoral e no meio da madrugada, ele parou o carro e os amassos começaram. Com a empolgação, o casal transou no capô do carro mesmo, na estrada.

"Acho que mais inusitado mesmo foi no elevador. Também fizemos amor na praia, num pequeno barco abandonado na margem, em um de nossos passeios ao litoral. O cheiro do mar, a lua que brilhava no céu, a brisa e o nosso amor. O clima era super propício! Mas o melhor de todos foi na montanha, porque o visual era incrível lá de cima e não havia a menor possibilidade de aparecer alguém, aí ficamos mais soltos, mais tranqüilos e à vontade. Além dosexo, o gostoso é a sensação de liberdade, de estar ao ar livre e em contato com a natureza. É o gostinho de aventura", conta.

Para a representante comercial, a transa na rua é uma forma de apimentar o relacionamento. Nas primeiras vezes, as ideias vinham do próprio marido, mas com o passar do tempo, a vontade acontecia naturalmente entre os dois. "A gente passou a se conhecer tão bem que se o lugar permitisse, bastava um olhar para o outro. Nada é marcado, a ideia não surge, apenas acontece". Até agora, eles nunca foram flagrados "nem é a nossa intenção, de modo algum", diz Celina. Por isso, eles costumam ter certos cuidados. "Quem gosta de aventuras dificilmente sente medo. Mas não é "qualquer" lugar, "qualquer" praia, "qualquer" montanha que escolhemos", ressalta.

A redatora Mariana*, de 21 anos, transou no banheiro do ônibus, por acaso, em uma viagem ao Rio de Janeiro. "Na volta da viagem conheci um cara muito legal. O ônibus era semi leito e a gente foi conversando sobre relacionamentos - contei que tinha ido ao Rio terminar o namoro -, até que ele me beijou". À noite, durante uma parada, ele teve a ideia de ir atrás dela. "Ele me seguiu e me empurrou para dentro do banheiro. Foi super rápido, coisa de cinco minutos. Confesso que senti medo depois de ter feito, mas essa coisa de não fazer barulho, de ficar quieto e sair de fininho, para ninguém perceber, foi muito legal", confessa.

Mariana* diz que nunca gostou de reprimir os seus desejos e por conta disso gostou da experiência. "Eu sempre fui livre em relação a sexo. A sociedade impõe que a mulher deve ser difícil, se valorizar e não transar no primeiro encontro. Eu prefiro me valorizar de outras maneiras e ser totalmente livre em relação ao sexo e aos relacionamentos", opina.

Mais inusitado ainda foi o que aconteceu com o publicitário Carlos*, de 25 anos, também no banheiro. "Eu tinha ido a uma entrevista de emprego junto com a minha namorada. Quando cheguei fomos avisados que o entrevistador demoraria mais uma hora, por conta de um imprevisto. Ela entrou no banheiro assim que eu fui e disse que eu estava muito tenso, precisava relaxar. E rolou lá mesmo".

Depois do acontecido, Carlos* ficou com receio que alguém percebesse algo. "E realmente aconteceu. Alguém bateu na porta e foi embora. Saiu um de cada vez, para disfarçar, mas mesmo assim um dos candidatos se tocou. Foi uma situação super chata, mas nada disso interferiu no resultado. Até passei na entrevista", diz.

O publicitário Anderson*, de 23 anos, gosta de experimentar lugares novos, para uma transa rápida. "Estacionamento de shopping, corredor, elevador ou a garagem do prédio. A sensação de ser visto é que apimenta. Não é que o sexo fica melhor em si, às vezes é até desconfortável, mas o tesão é muito grande. O perigo sempre gera um misto de medo e excitação e deixa a transa mais excitante", diz.

 

Com a ex-namorada, até rolou ser observado de fato por outros casais, em uma casa de swing. "É um lugar cheio de regras. Nenhum cara chega em uma mulher acompanhada, precisa de permissão. A gente não fez sexo com outras pessoas, só a gente mesmo. Era uma salinha com pequenos furos, mas que você tranca por dentro. Nós curtinhos muito, foi divertido!", finaliza.

*Nomes fictícios

Por Juliana Lopes

 

Via Vila dois



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A última foi Emília Valente. O companheiro ainda terá mandado uma mensagem ao filho a dizer que a matara e que se mataria antes de apontar a arma à cabeça. Os bombeiros encontraram-no inconsciente no sofá da sala do apartamento de Santa Maria da Feira. Ao seu lado estava ela – a 39.ª mulher a ser este ano notícia por ser vítima mortal de violência doméstica.

Os dados foram ontem apresentados pelo Observatório de Mulheres Assassinadas da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR). A par da Campanha Internacional “16 Dias de Activismo contra a Violência de Género”, que por esta altura se realiza em mais de 140 países.

Antes de se deparar com Emília, de 54 anos, a UMAR recortara a notícia sobre Vera Mendes, de 21, baleada em Setúbal. É através dessa recolha que, desde 2004, vai dando nota do número de vítimas mortais femininas de violência doméstica. E desde então já somou 247. Este ano ainda não chegou ao fim e já só fica atrás de 2004 (40) e de 2008 (46).

Maria José Magalhães, presidente daquela organização não governamental, sabe que podia ser pior: naqueles sete anos, registou 280 homicídios tentados – e alguns até podem ter resultado em homicídios consumados sem que tal informação tenha chegado aos jornais que lhe servem de fonte. Está convencida de que seria melhor “se o sistema judicial fosse mais eficaz”.

“Demasiada tolerância”

O país discute até amanhã o IV Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2011-2013, véspera do Dia Internacional para a Eliminação de Todas as Formas de Violência Contra as Mulheres. E, desde que tudo começou, muita coisa mudou na sociedade portuguesa, nota a professora da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto. “A sociedade está mais consciente do que nunca. O sistema [de segurança e justiça] tem de acompanhar.” Como? “É preciso reforçar a capacidade de avaliar o risco, fortalecer as medidas de polícia, responsabilizar os agressores.”

O país tem andado entretido a preparar mecanismos de protecção das vítimas, cuja pertinência não contesta. Parece-lhe que chegou a hora dos agressores. “Há demasiada tolerância. Ainda se fala em paixão. Que paixão? Isto é um crime de ódio. Trinta e tal facadas. A faca parte e ele vai buscar outra para acabar o serviço.”

Este ano, a UMAR ainda não fez essas contas, mas, no ano passado, um terço das mulheres assassinadas já apresentara queixa. Maria José Magalhães lembra-se de uma que já o fizera cinco vezes. “Temos de aplicar as medidas já previstas na lei – afastamento, pulseira electrónica, prisão preventiva.” A separação por si só está longe de garantir segurança às mulheres: 64 por cento das vítimas contadas até 15 de Novembro foram mortas por homens com quem mantinham uma relação íntima, mas 20 por cento sucumbiram às mãos de quem já se tinham separado ou até divorciado. As outras mulheres apanhadas no seio desta violência são descendentes directos ou outros familiares.

Ana Cristina Pereira

23/11/10

Público

 

Via Meninos de ninguém



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Digam o que digam, a Rita Pereira é uma artista portuguesa.... e um bom bom .. que o diga o senhor que passa por trás e mal consegue desviar o olhar

 

 



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Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010

Como se manifesta o desejo sexual?

 

Homens e mulheres são despertados de formas diferentes para o desejo sexual. No homem, o desejo vem automaticamente por meio de um olhar mais atento sobre a mulher que ele deseja. Na mulher, o desejo vem da necessidade de uma aproximação que a faça se sentir desejada, que a estimule, excite, para sentir segurança nas atividades sexuais. O desejo surge espontaneamente com o envolvimento entre duas pessoas, sendo que estas devem estar em sintonia e ter chances de criar situações agradáveis. 

Prazer é uma emoção e um sentimento que se expressa individualmente; para a mulher, há uma forma particular de sentir e manifestar o prazer. O desejo sexual é como um apetite. Uma experiência que impulsiona qualquer pessoa a buscar ou tornar-se receptiva ao encontro sexual. Contudo, nem sempre essa experiência faz parte da vida de homens e mulheres, pois é comum o interesse por sexo diminuir devido a certos fatores considerados inibidores. 

Alguns problemas orgânicos como anemia, deficiência cardíaca ou hipotiroidismo podem gerar uma baixa no desejo sexual, como também o uso de determinadas medicações: anti-hipertensivos, tranquilizantes, drogas à base de estrogênio (para os homens). Neste aspecto, envolve cerca de 15% das causas do desejo sexual hipoativo. 

Na maioria das vezes, fatores de ordem psicológica são os mais frequentes, tais como: dificuldades no relacionamento com o(a) parceiro(a), ansiedades de desempenho sexual, baixa auto-estima, ressentimentos e mágoas, frustrações profissionais, sentimentos de não realização pessoal, entre outros. Às vezes a diminuição ou mesmo a ausência de desejo pode ser um sintoma de depressão, ou pode estar associada a problemas de adaptação psicológica a alguma doença. 

Outra fonte de inibição diz respeito à dificuldade em concentrar-se nas sensações eróticas durante o ato sexual. A pessoa tende a se perder em pensamentos, divagando em outros assuntos. Assim, a atividade sexual tende a tornar-se sem graça e desagradável, podendo ser evitada; qualquer um perde o interesse por algo que não seja atraente. Isso também ocorre em situações em que o(a) parceiro(a) apresenta pouca habilidade no contato, tanto no sentido emocional quanto fisicamente. Por exemplo: achar que a penetração é a melhor parte do sexo, esquecendo-se de que a exploração das zonas erógenas é um importante ingrediente; ou ainda preocupar-se em ter uma performance exuberante a ponto de transformar o ato sexual em uma videocassetada, ou em um show. 

Seja qual for o fator inibidor, a primeira providência é abrir um espaço para discutir com o(a) parceiro(a) a respeito do problema. O diálogo é fundamental, pois auxiliará na compreensão dos fatores inibidores, além de favorecer a uma maior intimidade. Se não for suficiente, uma terapia sexual poderá ser a solução. 

Eliane Marçal, psicóloga clínica e hipnoterapeuta

 

Via Bonde



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População portuguesa cresce graças aos imigrantes

 

O número de nascimentos diminuiu em Portugal em 2009 e o de óbitos aumentou, mas verificou-se um acréscimo populacional de cerca de 10 500 pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao ano passado.

De acordo com as estatísticas demográficas de 2009, a população residente em Portugal a 31 de dezembro era de 10 677 713 pessoas, "valor que traduz um acréscimo populacional de 10 463 indivíduos".

Para este acréscimo contribuíram um saldo migratório positivo de 15 408 pessoas e um saldo natural negativo de 4 945.

Em 2009 nasceram 99 491 filhos de mães residentes em Portugal, menos 5 103 do que em 2008. No ano passado, registaram-se 104 434 óbitos de residentes em Portugal, mais 154 do que no ano anterior.

"A evolução da população residente em Portugal tem vindo a denotar um continuado envelhecimento demográfico, como resultado das tendências de aumento da longevidade e de declínio da fecundidade", refere o INE.

A 31 de dezembro do ano passado, a população residente em Portugal era constituída por 15,2 por cento de jovens, com menos de 15 anos, 17,9 por cento de idosos, pessoas com 65 e mais anos, e 66,9 por cento de população em idade ativa, entre os 15 e os 64 anos.

Em Portugal há 118 idosos para cada cem jovens.

Em 2009 realizaram-se 40 391 casamentos, menos 2837 do que no ano anterior, e foram decretados 26 464 divórcios, número até junho, mais 70 do que em 2008.

A idade média dos noivos continua a aumentar, situando-se em 2009 nos 33,4 anos para os homens e nos 30,8 anos para as mulheres. Em 2008 era de 32,6 anos e 30,1 anos, respetivamente.

 

Via Ionline



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Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

Um comprimido por dia para prevenir a Sida

 

Um comprimido que se toma uma vez por dia pode proteger da infecção por HIV homens que fazem sexo com outros homens. O primeiro estudo que demonstra a viabilidade desta estratégia foi publicado hoje online na revista “New England Journal of Medicine”.

 

O ensaio clínico verificou uma redução de 43,8 por cento de novas infecções pelo vírus da sida entre os homens que tomavam um comprimido que contém dois antirretrovirais no mercado (emtricitabina e tenofovir, vendidos sob o nome comercial Turvada). 

Quer isto dizer que, dos 1248 participantes que receberam um comprimido sem efeitos clínicos (um placebo), 64 ficaram infectados com HIV durante o estudo, enquanto apenas 36 dos que tomaram Truvada adquiriram a infecção. 

Mas a aderência ao regime médico é muito importante. As pessoas que tomaram o medicamento de forma regular e consistente (tomaram-no 90 por cento das vezes em que deviam fazê-lo) viram o risco de contrair a infecção reduzir-se em 72,8 por cento. 

O estudo forneceu “a primeira prova” de que os comprimidos usados para controlar o HIV nas pessoas infectadas podem também ajudar a evitar novas infecções, disse Robert Grant, da Universidade da Califórnia em São Francisco, o líder da equipa que publicou agora o trabalho.

A ideia por trás deste ensaio clínico é nova: até agora, só muito excepcionalmente se usam os medicamentos antirretrovirais antes de saber que se alguém é seropositivo. Se um profissional de saúde entra em contacto com seringas com sangue infectado, por exemplo. Ou, no caso dos bebés de mães seropositivas, os bebés são tratados logo após o parto, para evitar a transmissão do vírus. 

O que se pretende testar é a ideia de tomar um medicamento agora usado para controlar a doença de forma preventiva, para tentar evitar a transmissão do vírus, como mais uma barreira à entrada do vírus do organismo – juntando-se ao preservativo e a outros cuidados. Os Centros para o Controlo e Prevenção das Doenças dos Estados Unidos emitiram aconselharam a que a profilaxia de pré-exposição “nunca seja encarada como a primeira linha de defesa contra o HIV”. 

Participaram no estudo 2499 homens (e transexuais, que nasceram como homens mas hoje são mulheres) que fazem sexo com homens, provenientes do Peru, do Equador, do Brasil, dos Estados Unidos, da África do Sul e Tailândia. A todos foi aconselhado usar preservativos, reduzir o número de parceiros sexuais, fazer análises frequentemente e receber tratamento para outras doenças sexualmente transmissíveis que aumentam as possibilidades de contrair HIV:

Este ensaio, conhecido como iPrEx (Iniciativa de Profilaxia de Pré-Exposição) é apenas um de cinco grandes estudos que pretende apurar a eficácia do uso de medicamentos orais para limitar as infecções por HIV – que se estima serem 7000 em todo o mundo, todos os dias. 

Os activistas da luta contra a sida e da investigação de novas formas de tratar a sida e a infecção pelo HIV receberam a notícia destes resultados com entusiasmo – sugerindo mesmo que a demonstração de que esta abordagem da prevenção funciona pode vir a mudar a prevenção de novas infecções pelo vírus, pelo menos em alguns grupos de pessoas. 

Mas, como sublinha Nelson Michael, da Divisão de Retrovirulogia do Instituto de Investigação do Exército Walter Reed, que assina um comentário ao trabalho também divulgado online pela “New England Journal of Medicine”, estes resultados também nos colocam “verdadeiros desafios”. 

Antes de mais, resta saber se esta abordagem funcionará também noutros grupos de risco para a transmissão desta doença viral, como as mulheres da África subsariana, cujos maridos e parceiros sexuais não usam preservativos, e os utilizadores de drogas injectáveis – cuja via de infecção é diferente. Mas há outros estudos em curso para estas categorias.

 

Via Público



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Letra

 

Era a tarde mais longa de todas as tardes
Que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas
Tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca,
Tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste
Na tarde tal rosa tardia
Quando nós nos olhamos tardamos no beijo
Que a boca pedia
E na tarde ficamos unidos ardendo na luz
Que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto
Tardaste o sol amanhecia
Era tarde demais para haver outra noite,
Para haver outro dia. (Refrão)
Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde.
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza.
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza.

Foi a noite mais bela de todas as noites
Que me aconteceram
Dos noturnos silêncios que à noite
De aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois
Corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram.

 

 



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Livraria Lello do Porto

 

A Lello não é uma livraria qualquer. É "a" livraria do Porto. E do mundo. Tanto é, que foi considerada a terceira melhor do mundo pelo popular guia de viagens "Lonely Planet''s Best in Travel 2011". Quinze anos depois da mudança de gerência, a livraria continua a aproveitar a estrutura arquitectónica que atrai milhares de visitantes e reforça uma reputação que mantém há mais de cem anos.

Esta não é a primeira vez que a Lello é destacada por uma publicação internacional. Há dois anos, o jornal britânico "The Guardian" já a tinha homenageado com o terceiro lugar no ranking de melhores livrarias do mundo. 

Antero Braga, proprietário e actualmente o homem forte por detrás do nome Lello, explica que a receita para o sucesso passa por encontrar o equilíbrio interior entre o seu papel de amante de cultura e o outro, mais austero, o de gestor. 

Directo ao assunto, Antero Braga explica que esta não é a sua livraria ideal, uma vez que não abrange todas as áreas temáticas que desejava, mas o lado de gestor diz-lhe que só fazendo concessões é possível tornar a livraria num negócio viável. "Se não o fizeres estás condenado, quase como acontece com o país", confessa. 

Há 41 anos a trabalhar em livros, Antero não esconde o orgulho que sente com o seu espaço, a sua profissão e com a reputação de qualidade da sua livraria. Foi há 15 anos que assumiu a gerência da Lello, e quando a encontrou estava longe de ser o marco que é agora. "A Lello enquanto editora foi muito mais conhecida do que propriamente enquanto livraria", explica. 

Foi o seu percurso de gestor na Bertrand que o ajudou a recuperar o espaço. "Fui o gerente mais novo da Bertrand, o director comercial mais novo da Bertrand, o administrador mais novo da Bertrand e sou cá do Porto", contou.

A Lello é, aliás, um espaço tipicamente portuense, onde é cultivada e mostrada a essência da cidade. A máxima deste espaço passa por criar uma ligação "intensa de amizade"com os seus clientes. Antero Braga crê que é aqui que reside o espírito da Invicta. "No Porto é mais difícil por vezes penetrar no meio, mas depois tem-se amigos para a vida", diz.

O facto de ter preservado o ambiente íntimo e personalizado fez com que a livraria se tornasse um dos marcos de atracção da cidade, quer para o comum turista quer para figuras ilustres. Ao longo da sua vasta história, já por lá passaram nomes como Afonso Costa, Cavaco Silva (escolheu a Lello para lançar a sua autobiografia), Mário Vargas Llosa (ainda antes de receber o prémio Nobel), Alain Juppé, antigo primeiro-ministro francês, ou Marcelo Caetano, o último homem-forte do Estado Novo. 

"Cada um tem o seu feitio, e as pessoas gosta de ter um interlocutor, alguém que os aconselha", diz Antero Braga. Na Lello têm o tratamento personalizado que está a desaparecer do comércio contemporâneo. O gestor da livraria conta que várias personalidades, como Diogo Freitas do Amaral, usam o seu gabinete, onde guarda algumas raridades. 

Antero Braga orgulha-se das amizades que cultivou ao longo da sua carreira. Conta com carinho a o encontro que teve com José Saramago, em que lhe confessou que o seu livro preferido do autor era o "Levantado do Chão" e não o "Memorial do Convento". Ao que o Nobel português respondeu: "Também é o meu."

As distinções que a Lello vai acumulando fazem dela um ícone da cidade. Se cada visitante que se extasia com a sublime escadaria do espaço comprasse um livro, em termos comerciais era um êxito fenomenal. Assim, é uma livraria que resiste com o passar dos tempos e que o mundo reconhece. Mais do que os portugueses, diga-se.

Exclusivo i /Semanário Grande Porto

 

Via Ionline



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