Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Múltiplos orgasmos ou orgasmos múltiplos?

 

A sensação de orgasmo é subjetiva. Popularmente, existe uma confusão entre orgasmos múltiplos e múltiplos orgasmos. Os múltiplos orgasmos podem acontecer durante a relação sexual, com ou sem penetração, sempre associados a uma grande sensação de prazer. Já os orgasmos múltiplos, quando são relatados, ainda que com baixíssima frequência, acontecem como se fossem pequenas ondas de prazer de forma sucessiva. 

No entanto, nessa busca por orgasmos múltiplos, tenho uma coisa a dizer: não se preocupem com eles, meninas. Preocupem-se, sim, em ter prazer de maneira consciente e quantas vezes quiserem. Tomem cuidado com as fórmulas mágicas que indicam como devemos ou não viver nossa sexualidade. Devemos procurar cada vez mais nossa autonomia, e não regrinhas.

 

 

Via Marie Claire



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Letra
Estava difícil combinar um café, mas desta vez lá foi
Talvez possamos falar do que já lá vai que as vezes ainda dói
Da coragem esquecida que já se perdeu
quem deixou por dizer foste tu ou fui eu
da lembrança guardada num canto qualquer
da palavra apagada por não se entender
e dizer-te num gesto mais enternecido
Sabes, eu também ando um bocado perdido.

Vou preparar-te um jantar, concerteza vou ser original
E vou escolher-te um bom vinho. Tu sabes, nunca me saí mal
Vou falar-te das voltas que a vida trocou
Das verdades que o tempo já entrelaçou
Entre sonhos queimados lançados ao vento
Entre a cor de um sorriso e o tom de um lamento
E dizer-te de um sopro empurrado pela sorte
Sabes, eu também ando um bocado sem norte

Olha, não fiz sobremesa. Deixa lá, fica para a outra vez
Vamos deixar mais um copo a falar dos quês e dos porquês
Uma historia que nos apeteça lembrar
Um episódio que nunca nos deu para contar
Um segredo guardado p’lo cair do pano
Um encontro marcado no cais do engano
E dizer-te na hora em que a voz fraquejar
Sabes, eu também me apetece chorar

E vou chamar um táxi. É hora p’ra te levar a casa
Era suposto um de nos nesta altura ficar com a alma em brasa
Mas a vida é assim, não aconteceu
Pouco importa dizer, foste tu ou fui eu
O que importa é o abraço que estava por dar
Há-de haver uma próxima e mais um jantar e
E dizer-te a sorrir já passa das três
Dorme bem, quem sabe … um dia talvez.



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Eles passaram pela Sé de Lisboa para as fotografias

 

Fernando Correia, 54 anos, travesti de profissão, sempre sonhou casar vestido de noiva. Hoje concretizou parte da fantasia ao chegar à Sé de Lisboa num vestido branco marfim, mas casamento só na próxima semana e no civil.

“O meu sonho sempre foi casar vestida de noiva e até à data não tinha encontrado a pessoa certa”, confessou à chegada ao largo da Sé, onde reuniu 20 amigos para as fotografias e a festa que se seguiu num restaurante.

Apesar de não ter conseguido formalizar hoje a união, fez questão de reunir os amigos naquele local por fazer um ano que conheceu o companheiro e se tratar do lugar onde casaram as noivas de Santo António, explicou.

Fernando Correia conheceu Fernando Fonseca, 32 anos, em Santa Apolónia. Trocaram olhares, tomaram um café e combinaram um jantar, que os juntou até hoje.

“Foi um jantar maravilhoso e vivemos juntos desde esse dia”, conta 'a noiva', garantindo ter encontrado o homem da sua vida.

“É um homem a sério, não fuma, não bebe, é trabalhador”, diz.

Neste 'enlace', a 'noiva' chegou primeiro, de táxi, e acompanhada pela madrinha, que apresentou como fadista.

Habituado ao mundo do espetáculo, não se esquivou às objetivas e às perguntas dos jornalistas, com quem partilhou pormenores da relação com aquele a que já chama “marido”.

“Tive o prazer de trabalhar sempre como travesti profissional. Tenho um guarda-roupa que é a inveja de todas as bichas de Lisboa”, afirma, enquanto mostra, orgulhoso, o vestido cai-cai e se equilibra nas sandálias douradas de salto alto no irregular piso de paralelepípedos às portas da catedral de Lisboa.

Fernando aguarda ainda pela confirmação do dia em que poderá casar com Fernando no 7.º Cartório: “Espero que seja esta semana. Tenho muitos espetáculos marcados para o estrangeiro”.

Embora mais reservado, o companheiro também não hesita em dizer que este é o seu dia. “Conheci bem a pessoa. Gosto muito de estar com ela”, afirma, lamentando que os pais não aceitem a relação.

“Eu vivo para ela e ela vive para mim”, afiança Fernando, empregado numa empresa de limpezas.

Entre os convidados, apenas os amigos aceitaram partilhar com eles este dia, que quiseram registar em fotografias também no Parque Eduardo VII.

Antes, a 'noiva' foi ainda à Igreja de Santo António, por entre os olhares de quem passava e a curiosidade dos turistas, que levaram para casa mais uma inesperada recordação da visita à velha capital.

 

Via Ionline



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Terça-feira, 29 de Junho de 2010

Quando o príncipe se torna uma cinderela

 

Antes que comece já a fazer contas à vida, as autoras avisam: "As excepções existem. Cada uma, usando bom senso, é que tem de realmente saber se está ou não ao lado de um gay." 

"Cuidado! Seu Príncipe pode ser uma Cinderela: guia prático para identificar um gay no armário", foi escrito por Ticiana Azevedo e Consuelo Dieguez, jornalistas há 25 anos. A ideia é simples: abrir os olhos a mulheres distraídas, evitando que se apaixonem ou até casem com homens que, por uma razão ou outra, não se assumem como gays. E se os há.

A ideia para o livro nasceu depois de ouvirem a história de Sofia, uma mulher bonita, profissional de sucesso, casada durante sete anos... com um gay. "Edu era bem alto e sarado, usava fatos bem cortados de marcas famosas, camisas engomadas. Ele nunca parecia amarrotar. O problema maior era o cabelo: como ela, também parecia mantê-lo escovado, como se tivesse acabado de sair do salão", explicam as autoras no início do livro. Ora sete anos depois de um casamento infeliz, Edu ganhou coragem e confessou a sua homossexualidade.

"O Brasil é considerado superliberal e, no entanto, para muitos homens, ainda é muito difícil assumir a sua homossexualidade. Principalmente a geração acima dos 30 anos", contou ao i Consuelo Dieguez. "Quando o homem é um executivo, um profissional com uma carreira mais formal, tem medo de se assumir e ser rejeitado por isso", continua. "Nós falamos com psicanalistas que nos contaram que têm pacientes que entram em pânico ao pensar que podem ser descobertos. Essas pessoas levam uma vida dupla, de muito sofrimento e ansiedade." E pelo caminho fazem baixas: mulheres apaixonadas que não imaginam que o homem que têm a seu lado joga na sua equipa. "Não é que eles não gostem de suas mulheres. Eles gostam delas como amigas. Mas desejo eles sentem por outros homens. O resultado são relações insatisfatórias para os dois lados."

O livro, com dez capítulos, ou melhor, "peneiradas" levanta questões que estão para lá das marcas de roupa (Prada, muita Prada), cremes ou perfumes. Baseado em testemunhos reais de mulheres enganadas por "gays enrustidos", como as autoras apelidam os homossexuais que não saem do armário mesmo que a porta esteja escancarada, denuncia comportamentos suspeitos e desculpas esfarrapadas. As autoras não fazem consultoria, apenas dão dicas e criaram uma fórmula: "Um indício é apenas um indício. Dois indícios, uma evidência, mas nada de ficar paranóica. Três indícios, uma evidência forte, acenda a luz vermelha. Quatro indícios, uma comprovação." E apesar de "um homem excessivamente vaidoso poder ser apenas narcisista", atenção aos detalhes: "Ele sai com você e nunca acontece nada; quando acontece, o sexo é gelado; ele troca você pelos amigos o tempo todo e não desgruda da mamãe, aí, amiga, é bom ficar muito atenta porque, o seu príncipe, pode mesmo ser uma Cinderela!"

 

Via Ionline



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Letra
Sei de alguém
Por demais envergonhado
Que por ser tão desajeitado
Nunca foi capaz de falar

Só que hoje
Viu o tempo que perdeu
Sabes esse alguém sou eu
E agora eu vou-te contar

Sabes lá
O que é que eu tenho passado
Estou sempre a fazer-te sinais
E tu não me tens ligado

E aqui estou eu
A ver o tempo a passar
A ver se chega o tempo
De haver tempo para te falar

Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei 
Inventar frases bonitas

Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti

Podes crer
Que à noite o sono é ligeiro
Fico á espera o dia inteiro
Para poder desabafar

Mas como sempre
Chega a hora da verdade
E falta-me o á vontade
Acabo por me calar

Falta-me jeito
Ponho-me a escrever e rasgo
Cada vez a tremer mais
E ás vezes até me engasgo

Nada a fazer
É por isso que eu te conto
É tarde para não dizer
Digo como sei e pronto

Eu não sei
O que é que te hei-de dar
Nem te sei 
Inventar frases bonitas


Mas aprendi uma ontem
Só que já me esqueci
Então olha gosto muito de ti



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Portagens das scuts adiadas

 

A aplicação de portagens nas Scut (vias sem custos para o utilizador) da Costa de Prata, Norte Litoral e Grande Porto foi adiada por 30 dias, até 01 de agosto, informou hoje o Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas, adiantou ao i que esta decisão foi tomada depois do PSD se ter mostrado indisponível para prosseguir negociações sobre esta matéria.

A decisão "tem em conta a votação recentemente ocorrida na Assembleia da República e a vontade do Governo de continuar a desenvolver todos os esforços para obter um acordo políticoque permita, com justiça e equidade, executar esta medida que consta do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) com o qual Portugal se comprometeu", lê-se num comunicado do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

Estava previsto que portagens nas Scut entrassem em vigor na próxima quinta-feira.

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

Azul. Profundamente azul. Daquele que voa. Rosa. Femininamente rosa. Daquele que choca. Negro. Lusitanamente negro. Daquele que oculta. Creme. Serenamente creme. Daquele que ora. São as cores dos véus das portuguesas que se tapam pelo Islão.

Convertidas ou já nascidas no seio desta religião, elas decidiram a certa altura que só mostrariam os seus corpos a quem quisessem. Acusadas pela sociedade ocidental de se terem convertido em símbolos da submissão, batalham diariamente para professar a sua fé. Escondem-se nos quartos, enfiam os lenços para o fundo das malas. Ousam-se nos transportes públicos. Sem um fio de cabelo à mostra. Mas dando a cara pela fé que abraçaram.

Karimah, a generosa

 

Se olhar pela janela, vejo o cemitério do Alto de São João. Mas se olhar para dentro daquela casa em Lisboa, descubro o sol de Marrocos. As paredes estão pintadas com cores quentes, o chão coberto com pequenos tapetes também coloridos. Lá reina a suave Karimah, que atende por Vera Soares quando quem chama são não-islâmicos.

O véu de Karimah é azul, fino e transparente. Por baixo, tem uma fita que disciplina qualquer fio de cabelo mais impertinente. No quarto, ao lado da cama e em baixo do espelho, tem um cesto de vime, cheio de véus e lenços, de várias cores. Compra-os em lojas de pronto-a-vestir, são feitos por uma amiga da mãe, são comprados às "irmãs" ou oferecidos e, neste caso, vieram de Marrocos, do Dubai e da Tunísia.

Varia tons e texturas. Só não prescinde daquilo que já não é um adereço, é parte dela. "O lenço é a minha roupa. Sem ele, sinto-me despida! Em relação à minha personalidade, fico mais confiante e, em relação ao meu comportamento, com maior responsabilidade. Porque, ao sair de lenço, não estou a dar a cara só por mim, mas por uma comunidade. Sei que tudo o que faço é controlado e, à pequena falha, as pessoas aproveitam logo. Não vão apontar o dedo e dizer 'aquela mulher, isso ou aquilo', mas sim 'aquela gente, assim ou assado'...", afirma.

Artista plástica, é ela que decora os cantinhos daquele ninho. Aos 30 anos, as mãos redondinhas afagam repetidamente a barriga de cinco meses de gravidez. Quando o bebé nascer, Karimah descobrirá o sexo da criança. Não tem pressa nem curiosidade. Deus já sabe, e é quanto basta. Mais importante será soprar-lhe a oração corânica, ainda na sala de partos. Assim manda a tradição de uma religião que permite o aborto até que a gravidez complete 120 dias. Depois não, que a alma já foi soprada para aquele novo corpo. Mas esta questão não se coloca para Karimah. O bebé é desejado por ela e pelo marido, um músico marroquino.

Naquele dia, em que conta baixinho a sua história, temperada pela timidez de quem se abre, Karimah explica que nasceu numa família católica não praticante. Foi baptizada e fez a primeira comunhão. Mas foi perdendo o gosto pelas idas à igreja, porque se cansou de ouvir "as conversas maledicentes" dos crentes da Foz do Arelho, onde vivia na altura. A sua ligação à transcendência passava por outros caminhos. "Tinha muito preconceito em usar a palavra Deus", explica. Gostava de olhar o céu, ouvir os pássaros. Não precisava de um templo.

Passou por uma adolescência difícil, desintegrada. Preferia ficar em casa. "Sempre achei muito bonito o papel da mulher como alicerce da família", sussurra, enquanto lembra um tempo em que era "completamente ignorante do Islão". Veio para Lisboa com a ideia de abrir uma loja de artesanato. Não era fácil e, para juntar dinheiro, começou a trabalhar numa cooperativa cultural. Lavava a loiça, apanhava os copos sobre a mesa.

O lugar era frequentado por alguns muçulmanos que tocavam num grupo musical marroquino. Fez um amigo que lhe foi explicando os nós que compõem o tecido da fé islâmica. Dali foi um passo até começar a ter aulas de árabe na mesquita central de Lisboa. Deram-lhe um Alcorão em português. Foi-se deixando fascinar e começou a estudar: "Percebi que aquela religião ia ao encontro do que eu sou. Lia o Livro Sagrado e chorava, sem saber porquê."

Este amigo disse-lhe, e ela nunca esqueceu: "Segue o Islão, não os muçulmanos." Assim tem sido e há-de ser. Tanto que, depois de convertida, se casou com um dos músicos marroquinos. Não aquele que a apresentou ao Islão. "Sempre tive muita vontade de ir a Marrocos. Nunca fui até lá, mas Marrocos veio até mim, mas de maneira nenhuma me converti por causa dele!", garante.

A conversão de Karimah aconteceu em Julho de 2008. O casamento veio mais tarde. "Pedi ao xeque: quero ser muçulmana! Arrepia-me ver a fé daquelas pessoas. Que força as move a rezar?", pergunta, como quem ainda constrói a sua própria identidade religiosa. "Dias antes da conversão, já saía de véu e ia toda feliz pela rua", diz Karimah, ainda a sorrir. Mas não foi fácil. Como no dia em que um homem entra no metro e, ao vê-la toda coberta, beija ostensivamente uma medalha de Fátima, a mãe do Deus cristão, que tem o mesmo nome da filha do Profeta. Ou como no dia em que, também no metro, uma mulher, já com alguma idade, lhe pergunta: "É católica?" Perante a resposta afirmativa de Karimah, explode em resposta: "Então, há-de morrer católica!"

"As mulheres não-muçulmanas são piores para as convertidas que se cobrem com o véu. Nós fazemos-lhes muita comichão. Acham que somos submissas, não conseguem compreender que optámos", ri-se Karimah, com o à-vontade de quem já não se deixa magoar.

Hanifa, a monoteísta mais jovem

 

Não pode usar o seu nome cristão porque ainda não se assumiu perante a família. Aqui será apenas Hanifa Ruqayya, a monoteísta, filha do Profeta. Uma talibã para o xeque Munir, imã da mesquita central de Lisboa, que assim a trata num encontro de corredor. Perante o frisson que causa a palavra maldita entre os presentes, o xeque explica e tranquiliza: "Talibã é apenas estudante." E ela é uma estudiosa.

Converteu-se em Dezembro de 2009. Cresceu Testemunha de Jeová, mas aos 18 anos começou a ser assaltada por dúvidas. "Sentia que havia incoerência entre as normas e os comportamentos dos crentes", explica. A insatisfação cresceu: "Sentia que não podia pensar pela minha cabeça." Foi o início de um processo solitário. Hanifa deixou de acreditar em religiões, embora "sempre tenha acreditado em Deus". Começou a estudar todas as crenças. Foram três anos de duro questionamento. E então chegou ao Islão.

A certa altura, saiu de Portugal para se aperfeiçoar profissionalmente e, num país europeu que pede para não identificar, para que não a possam reconhecer, encontra uma vasta comunidade muçulmana. "Fui bem acolhida e fiquei muito impressionada com a modéstia das mulheres e com a religiosidade dos homens. Senti paz, nunca submissão, e aquela era uma imagem desejável para mim", explica.

O YouTube abriu-lhe a porta do Islão. Entrou para um fórum da comunidade islâmica na Internet, contou a sua história e recebeu um convite para assistir às aulas do xeque Zabir. Um fórum de discussão do Islão, aberto a quem quiser participar, aos sábados à tarde, na mesquita central da capital.

Hanifa não se assume porque diz que, se o fizesse, "sofreria represálias". Mas nada a impede de orar, à porta fechada, no quarto da casa dos pais, onde ainda vive aos 22 anos. O véu traz-lhe "segurança". Sem ele, sente "falta de poder, vergonha". "Sou eu que quero decidir que exposição dou à minha imagem", explica. Afinal, a falta do véu é "um incómodo", conclui. Na mesquita, sente-se em casa. Usa o véu. E questiona: "Uma freira usa o véu por opção religiosa, porque é que com as muçulmanas não pode ser o mesmo?"

"Ao usar o véu tenho descoberto que sou muito mais forte do que pensava ser. O conceito de hijab é mais do que um lenço na cabeça, é uma atitude. É um lembrete físico e uma grande ajuda para cultivar a modéstia e a paciência", afirma. Os seus véus são escolhidos "de acordo com necessidades práticas de cada estação, de tecidos respiráveis, confortáveis". Prefere as cores neutras, "como creme, preto ou branco, conjugados com toucas e fitas de cores diferentes".

E Hanifa levanta a ponta da tradição que abraçou: "O hijab esconde a awrah feminina, sendo este termo o conceito islâmico de áreas privadas a serem protegidas dos olhares dos homens que não são da família e que compreendem todo o corpo, excepto mãos, cara e porventura pés." Esta regra deve ser seguida - "sem imposição, porque na fé islâmica não há compulsão" - a partir da puberdade. "Ao não mostrar os seus atributos físicos em público e deixar à mostra apenas o necessário para actividades práticas, a mulher evidencia a sua recusa em obter reconhecimento através do seu sex-appeal, deixa mais explicitamente à vista os seus tributos pessoais, ideias e capacidades, porque o véu tapa o cabelo, mas não o cérebro", defende.

Quando pensa no futuro, explica que gostava de ir viver para Inglaterra, país onde, afirma, não se sentem os olhares "de pena, gozo, curiosidade, raiva, medo ou crítica", que, diz, ainda se sentem em Portugal. "O meu maior desejo é ter liberdade para praticar a minha religião", afirma, convicta.

Maryam, apenas Maria

 

 

Maryam assume que a utilização permanente do véu em público é a sua jihab pessoal (luta interna)
Maryam assume que a utilização permanente do véu em público é a sua jihab pessoal (luta interna)

Nasceu em Vila Real, mas foi em Lisboa que se fez muçulmana. Aos 26 anos, a Maria ex-cristã, ex-surfista, licenciada em Engenharia do Ambiente, com os pés tatuados com algo que não me revela, escolheu seguir o Alcorão e tapar-se por ele. Abandonou o mar, adoptou o jejum de alimentos sólidos e líquidos durante o Ramadão. Estudou e vai partir em Agosto, por sete ou oito meses, para a Indonésia, onde pretende estudar a religião que abraçou e o idioma do país. Uma mulher de fé.

 

Foi há quatro anos que contactou com o Islão, através de um amigo que a apresentou à religião "de forma inspiradora". Cozinhou aquela fé durante dois anos. Depois foi para Inglaterra e lá os horizontes abriram-se de forma irreversível. "Conheci uma comunidade com práticas estabelecidas, e o Islão surgiu-me como uma resposta", explica. Não desembarcou em Lisboa usando o hijab, mas, antes do Ramadão de 2007, já o usava. "Quando se aceita uma religião, aceita-se as suas práticas", prostra-se. Mas a adaptação vai sendo gradual. Todos os dias, são mais uns minutos que se vai cobrindo: "É um processo contínuo, que não acaba."

A mãe era catequista. Custou-lhe ver a filha partir para outra doutrina. Mas soube aceitar. "Tenho a sorte de ter bons pais, nunca tive de esconder a minha fé da família", afirma Maria, tranquila, como só ela parece conseguir ser. Já saiu de véu, acompanhada pelos pais. Diz que não se sente nem discriminada nem objecto de atenção especial. No início, os olhares incomodavam-na mais. O certo é que "cada vez faz mais sentido usar o véu". Diz ainda que "as pessoas têm de ser educadas. Esta nunca será uma situação normal, porque não somos tantas, mas há que banalizar o uso do hijab".

Para Maryam, o véu é sinónimo de modéstia e da necessidade de dizer: "Sou muçulmana e este é o sinal." Diz que sempre lhe fez confusão "como alguém se sente na liberdade de invadir a liberdade dos outros com o olhar." Rejeita qualquer sugestão de que o uso do lenço implique alguma submissão da sua parte: "Vejo a religião de forma libertadora e, se a mulher é obrigada e não se sente bem, mais vale não usar." Sabe que essa é uma "jihad pessoal", a sua luta interna: "Está sempre presente."

Não se maquilha, não usa verniz - cria uma capa sobre as unhas, o que impediria a sua limpeza total, obrigatória para as orações diárias e para poder tocar no Livro Sagrado -, procura a modéstia e a discrição. Só tem três ou quatro véus. Não os muda todos os dias, trouxe-os todos de Inglaterra. "Para quem crê, o véu é a nossa casa. Somos o Islão", resume. E não aceita proibições: "Estamos a falar de liberdade religiosa, algo tão básico como os direitos humanos."

Aminah, a confiável e segura

 

Magra e muito alta, inquieta, será apenas Aminah, mais uma das que não se sente ainda confortável para assumir a sua conversão perante a família. Foi sozinha à mesquita pela primeira vez há três anos. Ninguém a levou. Nenhum marido impositor, nenhum familiar opressor. Foi em busca da libertação de uma fé protestante que não a preenchia.

"Queria algo que realmente me levasse à salvação", afirma, com as mãos inquietas no colo. Toda coberta de negro, com o véu muito bem atado sob o queixo. Diz que sempre foi recatada, não se revia nos comportamentos dos jovens com a sua idade, 23 anos. Começou por fazer amizade com muçulmanos na Internet, através das redes sociais: "Sempre achei que havia algo de especial no Islão."

Os conceitos de decência e modéstia atraíam-na, porque, acredita, "para adorar Deus, a pessoa deve estar despojada de vaidade". E o véu foi a "parte fácil" da conversão. Mais difícil foi separar-se dos amigos da sua crença anterior: "Éramos como uma família."

Aminah só usa o hijab na mesquita. "Não estou preparada para ter mais conflitos", afirma. Afectuosa, abraça e beija as "irmãs" carinhosamente quando as encontra. E diz que, quando se cobre, sente-se "protegida, em paz". Porque, garante, "ama o Islão de todo o coração".

Gostava de casar com um convertido e sonha ir viver para Inglaterra. É que, embora saiba que "não é por usar o véu que uma pessoa deixa de ser ocidental", gostaria de viver num país que não se assustasse tanto com a comunidade muçulmana. "A Europa é tão democrática que devia aceitar o Islão como uma religião - e não como uma cultura invasora", defende. Talvez por isso seja contra o uso da burqua ou do niqab nos países ocidentais: "Tem de haver equilíbrio, e o isolamento excessivo dá má imagem da religião. Não posso falar à sociedade de dentro de uma caixa."

Hanifa, a monoteísta mais velha

 

 

Hanifa. É com a cabeça e o colo cobertos que se sente mais confortável
Hanifa. É com a cabeça e o colo cobertos que se sente mais confortável

Não acredita no acaso. Para tudo haverá uma razão de ser, mesmo que incompreensível à partida. Tem 43 anos e sente que descobriu o seu caminho. Esta Hanifa é Cristina Almeida de baptismo. Solteira, mãe de uma rapariga de 21 anos que, uma vez por outra, já a acompanha à mesquita. Nasceu católica e foi Testemunha de Jeová. Hoje abraçou a fé islâmica e diz que já não muda.

 

As viagens a Marrocos e ao Egipto fazem parte deste percurso de revelação. A chamada para a oração marcou-a. "Mudou algo quando ouvi aquele som", afirma. Sente o véu como uma escolha íntima da mulher. Explica que "ser muçulmano significa submeter-se à vontade de Deus, aceitar o Bem e o Mal que Ele determina e saber que Ele quer o Bem, mesmo que na altura pareça ser o Mal". Começou a estudar o Islão durante o Ramadão de 2009. Achou o Alcorão "complicado" e começou a estudar a língua árabe. A 30 de Outubro do ano passado tinha-se convertido. "Fiz a minha escolha", afirma.

Só usa o véu para ir à mesquita: "Na nossa cultura, é complicado." Está desempregada. É técnica de cartografia e sabe que "usar o hijab era meio caminho para um despedimento". Por isso, aguarda. Mas diz que tem "muita vontade de usar o lenço na rua". A família sabe da sua conversão, mas tem a "certeza de que, se usasse o véu com eles, eles se ririam". E conclui de forma simples: "Não tenho estofo para usar o véu a tempo inteiro."

Reconhece que a sua vontade acaba por resultar numa contradição. Quer usar o véu para ser discreta, mas ao fazê-lo num país ocidental sabe que chama ainda mais atenção sobre si. Nunca se sentiu feia com o hijab, mas diz que os homens ocidentais não olham para uma mulher coberta. Isso, garante, não a incomoda. Dividida entre a sua vontade e a sua circunstância, Hanifa chora quando confrontada com a possibilidade de um dia ver o uso do véu proibido. "Se tal acontecesse, sairia de Portugal. Estariam a privar-me da minha liberdade." Isto porque diz ter chegado ao seu "porto de abrigo". "E daqui já não saio", conclui.

Bibi Fátima, a que se abstém do mal

 

 

Bibi Fátima será a primeira licenciada em Portugal a usar o véu a tempo inteirio
Bibi Fátima será a primeira licenciada em Portugal a usar o véu a tempo inteirio

Serena e determinada, não fala à toa. Tem os seus limites. Evita os excessos de linguagem e de revelações. É especial: foi a única muçulmana de nascença que aceitou falar sobre o uso do hijab. Especial será também, em breve, a primeira licenciada portuguesa que usa o véu em permanência. Não abre mão do que a identifica, mas recusa a exposição excessiva. É Bibi, nome que sinaliza a sua origem indiana, mas é, sobretudo, Fátima, a que leva o nome da filha de Maomé.

 

Nasceu em Moçambique há 27 anos e foi há dez que decidiu cobrir os cabelos. A mãe, também muçulmana, não o faz como ela. Cumpre apenas a tradição nas cerimónias, nos locais sagrados e durante as orações. Mas não usa o véu diariamente. Este é o caminho de Bibi Fátima.

"Comecei a sentir que fazia sentido. Comecei a usá-lo no Ramadão e, depois, já não o consegui tirar", recorda. Diz que esta decisão faz parte da liberdade individual. E afirma, olhar certeiro no interlocutor: "Sou a prova de que não somos oprimidas." Quer ser conhecida pelas suas "capacidades intelectuais, pela moralidade e não pelo aspecto físico". Ela que provavelmente não teria qualquer problema em ser aceite pela parte estética de uma mulher. Tem olhos tão especiais quanto a sua história, que vai contando de forma parcimoniosa. Há pormenores que prefere deixar para trás.

Gosta de cores escuras, véus opacos. Prefere os negros, azuis-escuros, castanhos ou grenás. Com uma fita grossa por baixo. Esconde os cabelos longos. Quem já viu diz que são bonitos os cabelos de Bibi Fátima. Estuda no Instituto Superior de Educação e Ciências, onde diz que nunca foi discriminada. Nem por colegas nem por professores. Nem pelas crianças do primeiro ano no estágio, que frequenta actualmente no Colégio Paula Frassinetti. Também já estagiou, com crianças dos 6 aos 10 anos, no ensino público e, garante, nunca foi molestada. E, avisa, não irá trabalhar para um local onde não possa usar o seu lenço: "Vai contra os meus princípios."

"Sou muçulmana e sou portuguesa e estou apenas a exteriorizar a minha devoção", afirma. Bibi Fátima não acredita na separação entre vida pessoal e profissional. É por isso que se realiza a dar aulas, mas não abre mão de querer constituir a sua família, seguindo os preceitos do Islão. Às sete da manhã, quando esta futura professora do Ensino Básico sai de casa, cobre os cabelos e só voltará a soltá-los à noite, quando voltar.

São as mulheres do Islão que falam português e vivem em Portugal. São jovens, estudam, trabalham. São devotas e fizeram a sua opção. Tapam-se e é assim que gostam de viver, garantem. Antes de se deitarem, rezam: "Deus! Não há mais divindade além d'Ele, Vivente, Subsistente, a Quem jamais alcança a inactividade ou o sono; d'Ele é quanto existe nos céus e na terra. Quem poderá interceder junto d'Ele, sem a Sua anuência? Ele conhece tanto o passado como o futuro. E eles (humanos) nada conhecem da Sua ciência senão o que Ele permite. O seu trono abrange os céus e a terra, cuja preservação não O abate, porque é o Ingente, o Altíssimo" (Alcorão, 2:255).

 

Via Expresso



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Letra
Voltarei à minha terra
quando já estiver cansada
do destino que me leva
a andar de estrada em estrada

por enquanto eu adivinho:
este destino que pra mim escolhi
vai chegando de mansinho
quando eu descubro o caminho
que me vai levar a ti

minha terra é a distãncia
minha casa é o segundo
em que eu lembro aquela ânsia
que me chega da infância
e me leva pelo mundo

por isso é que sou menina
e não vou mudar de idade
chamo terra à minha sina
e chamo casa à saudade

se o relógio se adianta
prende-me o fado à garganta
e obriga-me a cantar
como se a qualquer momento
se escutasse a voz do vento
nas profundezas do mar

mas se o ponteiro se atrasa
chamo terra e chamo casa
ao antes e ao depois,
quando seguimos sozinhos
vamos abrindo caminhos
onde às vezes cabem dois



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O Drama das crianças com Sida na África do Sul

 

Tem 18 meses mas mal sabe andar. Tem movimentos lentos quando gatinha. Senta-se, serena, e olha-me inclinando a cabeça. Olhos semicerrados e sem sorrisos. Olha-me.

É pequena. Muito pequena. E noto-lhe a fragilidade quando chega à minha beira. Acabei de chegar e estende-me os dois braços. Não é um pedido... é uma urgência. Não é um capricho. É uma necessidade. Nunca me viu mas precisa que lhe dê o que não tem. Estende-me os braços e pego-a ao colo.

É excessivamente leve. Mantém os movimentos lentos quando encosta a sua cabeça à minha. Meto-lhe a mão debaixo da camisola. Faço festas por cima de pequenas feridas. Dezenas delas, espalhadas pelo corpo. Não sei o seu nome para a confortar mas falo com ela inglês. Seguro-lhe a mão gelada enquanto a deito no meu colo. Seguro-a como se fosse minha. Aconchega-se e agarra, com força, o meu dedo. Larga-o para conhecer o botão do meu casaco ou para me tocar no rosto.

Chamam-na por um nome zulu. Lamento a minha dificuldade em pronunciá-lo. Todos os seus gestos transportam uma lentidão assustadora. Olha-me reflexiva. Intensa. Por pouco adormece. Ficava ali uma vida. Eu dar-lhe-ia uma, se tivesse.

Seguro-a com a ferocidade de quem a disputa com o tempo e com a doença. Tem 18 meses e não chegará aos 20 anos. É seropositiva.

Sento-me no chão do refeitório e correm três, desengonçados, para o meu colo. Um em cada perna, enfiados no ângulo do ombro e do braço. O da direita adormeceu ali... sujo de arroz e carne, tombou nos meus braços de sono. O outro mexe-me nos óculos, curioso. Ao fundo, Amigo arrasta-se de quatro com os seus 6 ou 8 meses. Ninguém sabe muito bem... A mãe deu-lhe o nome de Amigo e deixou o Amigo na maternidade. Pequeno, sozinho e infectado com HIV. Amigo saiu da sala de partos... para aqui.

Falta-lhes tudo. Saúde e mimo. E aqui, fazem o que podem.

Sedentos de ternura, partem para a sesta. Já fizeram a medicação da manhã. Partem para a sesta e não me vêem partir. Melhor assim... Não os quero ver partir. Ninguém os quer ver partir... Hoje adormeço com um coração geneticamente dorido.

Via Mundial à parte



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Domingo, 27 de Junho de 2010

Cameron dias e o sexo com mulheres

 

Cameron Diaz acredita que a sexualidade e o amor são muito diferentes e admitiu que podem se sentir atraída por as mulheres. 

A atriz, que já namorou os cantores Justin Timberlake e John Mayer, acredita que a sexualidade é difícil de definir. "A sexualidade e o amor podem ser coisas diferentes. Posso estar atraída sexualmente por uma mulher, mas isso não significa que eu queira fazer amor com ela. E, se eu tiver uma relação sexual com uma mulher, não significa que sou lésbica. Colocamos estas restrições e definições nas pessoas, mas é difícil de definir estas coisas", disse ela. 

Cameron também negou os rumores de que esteja namorando o jgador de beisebol Alex Rodriguez e afirmou que está feliz por ficarsolteira, pela primeira vez em sua vida. "Não, não, não. Eu namorei desde que eu tinha 16 anos. Nos últimos três anos, tomei uma decisão consciente de não me relacionar durante muito tempo. Tenho ficado longe de todas as armadilhas que possam me levar para o mesmo caminho. Eu quero ter um relacionamento comigo mesma agora" afirmou.

 

Via Gazeta Web



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Letra
Maria, Maria 
É um dom, uma certa magia, 
Uma força que nos alerta 
Uma mulher que merece viver e amar 
Como outra qualquer do planeta 

Maria, Maria 
É o som, é a cor, é o suor 
É a dose mais forte e lenta 
De uma gente que ri quando deve chorar 
E não vive, apenas aguenta
Lêre,lare,lêre,lare.lêre,larê 

Mas é preciso ter força 
É preciso ter raça 
É preciso ter gana sempre 
Quem traz no corpo uma marca

Maria, Maria 
Mistura a dor e a alegria 
Mas é preciso ter manha 
É preciso ter graça 
É preciso ter sonho sempre 
Quem traz na pele essa marca 
Possui a estranha mania 
De ter fé na vida



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A música do sol

 

Para além de luz e calor, o sol também produz som. Esta descoberta, feita por cientistas de Sheffield, Reino Unido, foi possível depois de analisar os movimentos na camada exterior do sol.

Em análise estavam os loops coronais - arcos que se movimentam na atmosfera da estrela e que chegam a medir 100 mil km de comprimento. Estes arcos funcionam como as cordas de uma guitarra que, com as explosões na superfície do sol, vibram, o que produz som.

Para Robertus von Fáy-Siebenburgen, chefe da equipa de investigação, esta descoberta pode vir a ser útil no estudo da física solar.

Os cientistas analisaram imagens satélites para captar o som que já está disponível no you tube .

 

Via Expresso



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Sábado, 26 de Junho de 2010

Agora, é mais um escândalo político-sexual. A candidata a Governadora do Estado norte-americano nega tudo. “Nunca aconteceu. Nunca. Em 13 anos de casamento, sempre fui fiel ao meu marido”.

Reage com acutilância: “Há três meses, eu era a Nikki quem? Mas agora que vou à frente nas sondagens, já estou rodeada de lixo. É o lado repugnante da política. Estão a procurar protagonismo à minha custa”. Nikki Haley foi, entretanto, uma das vencedoras da primeira volta das eleições, na passada terça-feira.

Ora tudo começou quando Will Folks, ex-conselheiro político do Governador demissionário, divulgou que manteve uma relação extraconjugal com Haley “há alguns anos”, através do seu blogue. Para fundamentar a revelação, Folks disponibilizou uma lista de alegadas 700 chamadas telefónicas trocadas entre ambos.

Nikki Haley nega tudo. “Foram contactos estritamente profissionais”, disse.

A trama complicou-se mais ainda quando, na véspera do último debate eleitoral, Larry Marchant, conhecido membro do “lobby” do Estado, decidiu também tornar pública uma “relação física” de uma única noite com a candidata a Governadora.

Nikki Haley nega tudo, uma vez mais. “Os consultores políticos trabalham para quem lhes paga”, disse.

Contando com o apoio do Tea Party de Sarah Palin, na noite eleitoral, Halley ficou a um ponto percentual de evitar a segunda volta, que acontece no final do mês. Reuniu 49% dos votos.

Ironia (ou talvez não), Will Folks e Nikki Haley eram fortes aliados políticos de Mark Sanford, que chorou na televisão nacional ao confessar o adultério.

Caso nenhum dos casos de adultério venha a comprovar-se, Nikki Haley será uma Governadora, de 38 anos, filha de imigrantes indianos, que foram para os EUA à procura do sonho americano.

Na realidade, a candidata chama-se Nimrata Randhawa, nome difícil para vingar numa campanha da Carolina do Sul, onde a campanha política é já agressiva quanto baste por si só.

Colaborou com a mãe numa cadeia de lojas de roupa até envolver-se na política, desde há seis anos. Pelo caminho, casou com um metodista norte-americano, Michael Haley, com quem teve dois filhos, Rena e Nalin.

E agora?

 

Via Jornal de Noticias



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Letra
Ho Maria Maria
She reminds me of a west side story
Growing up in Spanish Harlem
She's living the life just like a movie star

Ho Maria Maria
She fell in love in East L.A.
To the sounds of the guitar, yeah, yeah
Played by Carlos Santana

Stop the looting, stop the shooting
Pick pocking on the corner
See as the rich is getting richer
The poor is getting poorer

Se mira Maria on the corner
Thinking of ways to make it better
In my mailbox there's an eviction letter
Somebody just said see you later

Ahora vengo mama chola mama chola
Ahora vengo mama chola

Ahora vengo mama chola mama chola
Ahora vengo mama chola

Ho Maria Maria
She reminds me of a west side story
Growing up in Spanish Harlem
She's living the life just like a movie star

Ho Maria Maria
She fell in love in East L.A.
To the sounds of the guitar, yeah, yeah
Played by Carlos Santana

I said a la favella los colores
The streets are getting hotter
There is no water to put out the fire
Mi corta la esperanza

Se mira Maria on the corner
Thinking of ways to make it better
Then I looked up in the sky
Hoping of days of paradise

Ahora vengo mama chola mama chola
Ahora vengo mama chola(3x)

Maria you know you're my lover
When the wind blows I can feel you
Through the weather and even when we're apart
It feels like we're together

Ho Maria Maria
She reminds me of a west side story
Growing up in Spanish Harlem
She's living the life just like a movie star

Ho Maria Maria
She fell in love in East L.A.
To the sounds of the guitar, yeah, yeah
Played by Carlos Santana



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Ao faltar ao funeral de José Saramago, o Presidente da República mostrou que põe o cidadão Aníbal e o político Cavaco acima do cargo que ocupa. Mostrou ser demasiado pequeno para representar o País.

 

José Saramago e Cavaco Silva nunca se admiraram um ao outro. Por causa de um obscuro subsecretário de Estado de Cavaco o escritor terá mesmo abandonado o País. Por isso, se Aníbal Cavaco Silva tivesse comparecido no funeral de José Saramago muitos diriam que se tratava de hipocrisia. Mas, ainda assim, o Presidente da República tinha de ir e aguentar com dignidade essa acusação. Porque as críticas que lhe fariam, pondo em causa o homem, deixariam intacta a instituição que ele representa. Porque quem lá estaria não seria Cavaco SilvaSeria o Presidente da República portuguesa.

A justificação que Cavaco Silva apresentou - não era amigo ou conhecido do escritor - e a verdadeira razão porque esteve ausente - não suporta prestar homenagem a alguém que o enfrentou - são absurdas mas reveladoras. Absurdas porque as funções de representação de um Presidente não são para os amigos. Reveladoras porque mostram que temos como Presidente da República alguém que não consegue ser maior do que o cidadão Aníbal e do que o político Cavaco.

É indiferente se o cidadão Aníbal alguma vez conheceu ou foi amigo de José Saramago. É irrelevante o que o político Cavaco sente em relação ao escritor Saramago. Sendo um momento importante para o Estado português, ninguém faria questão que lá estivessem o Aníbal ou o Cavaco. Mas o Presidente da República, esse, nunca poderia faltar à última homenagem ao único prémio Nobel da Literatura de língua portuguesa. A um dos mais importantes escritores do século XX. Àquele que, com Fernando Pessoa, atingiu maior notoriedade internacional. É incoerente decretar dois dias de luto nacional e depois estar ausente da cerimónia oficial.

Cavaco Silva mostrou este fim-de-semana que, mesmo no cargo que ocupa, não consegue ser mais do que ele próprio. Não consegue representar o País. E um Presidente que não está acima da sua pequenez, que não percebe a grandeza de um cargo que o transcende, é e será sempre um mau Presidente.

Dito tudo isto, este episódio infeliz com Cavaco Silva, a ignorância de Sousa Lara, a triste reacção do jornal oficial do Vaticano à morte de um grande escritor e outras tantas irrelevâncias não merecerão uma nota de rodapé na História. Já o "Memorial do Convento", o "Levantados do Chão", o "Ano da Morte de Ricardo Reis" ou a "História do Cerco de Lisboa" ninguém tira à nossa literatura. E isso é que conta.

 

Via Expresso



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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

 

Ponto G

 

A prostituição tem vindo gradualmente a deslocar-se das ruas e vielas para um contexto do interior, em apartamentos, bares ou clubes. No âmbito de uma aproximação dos trabalhadores do sexo e dos seus clientes, o Porto G vai ao encontro das casas onde esta actividade é exercida, no Grande Porto.

 

 

Prevenir e sensibilizar é o objectivo desta equipa, projecto integrado em actividades da Agência Piaget para o Desenvolvimento (APDES).

Marina Garcia, uma das psicólogas, enviou um relatório ao tvi24.pt onde refere que, inicialmente, contactavam por telefone os trabalhadores do sexo que tinham colocado anúncios no jornal e apresentavam o projecto e serviços que ofereciam. Fizeram também um cartão-de-visita que distribuíam pelos utentes para que estes o pudessem divulgar entre si.

«Depois de algum tempo de intervenção no terreno, começámos por receber pedidos de visitas domiciliárias. Podemos afirmar, pelos pedidos quase diários de visitas aos apartamentos, que esta é a principal forma de divulgação do projecto, por trabalhadores do sexo que já usufruíram dos nossos serviços e que os recomendam a outros», explica.

Distribuição de preservativos, informação sobre práticas sexuais de menor risco, cuidados de enfermagem como vacinação e rastreio da tuberculose, apoio psicossocial e encaminhamento para serviços de comunidade são algumas das acções desenvolvidas pelo Porto G.

As visitas são sempre cuidadosamente programadas e agendadas, de modo a não interferir com o horário de trabalho e normalmente duram cerca de hora e meia. «As visitas domiciliárias são momentos fulcrais da intervenção do Porto G, em que a equipa procura criar um espaço educativo e momentos de reflexão», refere a psicóloga.

As doenças sexualmente transmissíveis são sempre um tema central e a equipa lança alertas para os riscos de práticas sexuais sem uso de preservativo, utilização de lubrificantes inadequados, prática de higiene inadequada, entre outros.

O Porto G participa activamente na luta pela legalização do trabalho sexual, como «uma actividade profissional digna e uma opção totalmente legítima».

«Mais do que julgar e oprimir, importa aceitar, informar e facilitar às pessoas recursos para que tomem decisões informadas».

 

Via IOL Diário



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15 sugestões para se divertir com os seus pequenotes

 

Sugestão 1: toca a pedalar

Ande de bicicleta juntos em locais saudáveis e lindos que o nosso país tem. Alguns exemplos: Monsanto, Sintra ou o Guincho (Lisboa); Foz ou Matosinhos (Porto); Gerês (Braga). Aproveite e leve o bebé num atrelado próprio para bicicletas, não é caro e dura uma vida, além disso, pode sempre ficar para transportar os vossos netos daqui a uns anos. Se estiver a chuviscar, acondicione-se e feche o atrelado. O bebé vai adorar ver as pingas da chuva a cair ou ver a paisagem à sua volta. Quanto ao pai e à mãe, até fazem exercício e ficam mais saudáveis.

Sugestão 2: toca a adivinhar

Brinquem ao adivinha com as crianças. Tentem adivinhar o que o outro está a pensar. O tema pode ser sobre música, animais, comida, etc. É divertido. Podem ser feito em qualquer lado e, mais importante, exercita o cérebro.

 

Sugestão 3: toca a lançar os dados

Joguem um jogo de tabuleiro juntos. Há imensos jogos para pais e filhos, certamente que os seus miúdos já receberam no Natal ou nos anos jogos de tabuleiro como, por exemplo, o jogo da Glória. As crianças adoram esses jogos, mas só se jogar com elas. Por isso, toca a lançarem os dados. Aproveite e recorde a infância, quando o fazia com amigos ou com os seus próprios pais. Conte às crianças enquanto joga e elas vão adorar, pois os mais novos adoram histórias.

Sugestão 4: toca a construir

Ajude o seu filho a construir com legos . Misturem as peças todas em cima de uma manta macia ou de um lençol, deitem fora as instruções de cada colecção. Agora inventem veículos, casas, naves, etc. A criança ficará em delírio se a desafiar (e ajudar) a tentar reproduzir coisas do quotidiano que lhe são familiares, tão simples como o vosso carro, a mesa onde come. Experimente e verá. Os legos são talvez dos brinquedos mais didácticos que existem. Ajudam a exercitar a criatividade e o génio.

Sugestão 5: toca a fazer de focas

Aproveite um dia de domingo à tarde em que esteja frio, ou a chover, e vá para uma piscina municipal coberta ebrinque com os seus filhos dentro de água . Em seguida, depois do banho do balneário, vá para casa e mostre-lhes curiosidades (em livro ou recorrendo à Internet) sobre a relação do Homem com a água, por exemplo, no desporto: nomes e recordes de campeões de natação, fatos próprios para nadar, mergulhos para a água, etc.

 

Sugestão 6: toca a cozinhar

Faça uma sessão de culinária com as crianças. Elas adoram. Cozinhe brigadeiros, bolos , ou mesmo legumes. Ponha os meninos a mexer na massa de bolos ou a lavar os legumes ao mesmo tempo que lhes explica que legumes são. Esta brincadeira pode tornar-se altamente pedagógica, basta que aproveite para lhes explicar, por exemplo, os perigos que existem quando se cozinha e como fazê-lo com segurança; a importância dos alimentos; a necessidade de saberem cozinhar para não dependerem de ninguém quando adultos; a alegria de cozinhar para receber amigos e família.

Sugestão 7: toca a caçar o tesouro

Organize uma caça ao tesouro . Pode ser mesmo no seu quintal, num parque público, ou até numa praia. Prepare um tesouro com coisas que eles adorem. Esconda-o muito bem e faça um mapa com pistas indicadoras. Acompanhe-os nesta caça. Quanto mais criativo for, mais todos se divertirão. Seja o orientador do jogo. Faça como se estivesse a contar uma história. Enfatize ao máximo. Crie um ambiente de aventura e fantástico só com o que vai dizendo. Se fizer o jogo com mais de uma criança, do início ao fim do jogo, não se esqueça de dizer que foi um trabalho de equipa e não apenas de um jogador.

Sugestão 8: toca a mudar os móveis

Troquem de lugar alguns móveis do quarto deles. Renovem a decoração com imaginação. Podem mesmo pintar juntos um quadro novo ou encaixilhar alguns desenhos feitos por eles e pendurá-los.

Sugestão 9: toca a ser botânicos

Visite com os seus filhos uma horta ou uma estufa de flores e plantas. Há algumas lojas de plantas que têm um espaço ao ar livre com flora riquíssima. Ensine-os o nome de muitas dessas flores e plantas . Escusado será dizer a importância do conhecimento que se pode retirar desta brincadeira, bem como da sensibilização para o ambiente.

 

Sugestão 10: toca a ir à biblioteca

Visite uma biblioteca com as crianças. Elas vão adorar. Esolham juntos alguns livros. Leiam ali mesmo na biblioteca ou tragam para casa. Não esqueça que também existe a bedeteca , como a de Lisbo, onde as prateleiras estão repletas de livros de banda desenhada para todas as idades e o ambiente é menos formal do que o de uma biblioteca convencional. Aí, pode encontrar os livros com os heróis favoritos dos seus filhos (estão lá todos) e lê-los ali mesmo, confortavelmente sentados.

Sugestão 11: toca a ir a passear pelo pinhal

Dê um passeio por um pinhal. Mostre-lhes cogumelos, caruma, musgo, bolotas, pinhas, folhas diferentes das árvores, etc. Um passeio ecológico destes é muito rico culturalmente .

Sugestão 12: toca a pintar um lençol

Pintem um lençol velho branco no chão com guache . Introduza você um tema. Eles pintam e vão adorar. Pode pendurar a "obra-prima" algures durante uns dias, ou colocá-la num sítio visível. Aumenta a auto-estima das crianças, dá-lhes uma boa memória para referência no futuro e cria-lhes vontade de voltar às actividades simples, mas divertidas.

Sugestão 13: toca a saber quem é quem na família

Façam uma árvore geneológica . Assim eles começam a perceber as gerações passadas e as suas origens. Esta diversão pode durar um fim-de-semana. Arranje tantas fotos quanto consiga dos avós, tios, primos, etc. Tudo serve para escolher uma e recortar. Deixe-os fazer a árvore, começando por uma foto deles próprios, de cima para baixo. Escolha uma superfície grande. No final, se conseguir e puder, emoldure, nem que seja numa moldura de um quadro que já não use. Eles vão gostar de pendurar na parede um quadro com todos os membros da família e vão querer mostrar às visitas.

Sugestão 14: toca a montar o pónei

Andar de pónei ou mesmo cuidar de ponéis é outra actividade muito apreciada pelas crianças. Vá à poneilândia e divirta-se com eles. Sim, eu sei que esta actividade não é de borla, mas tem preços para várias carteiras e pode sempre pô-la na lista de actividades com custos.

Sugestão 15: toca a cantar

Karaoke com pontuação. É muito divertido e não é preciso ter uma consola tipo playstation ou uma wii. Basta ligar-se à Internet . Cantar sempre fez bem à alma, se o fizer com os miúdos eles vão adorar e você também vai sentir a diversão.

 

 

Via A Vida de Saltos Altos



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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

Sexo, lugares com historia, o roteiro do pecado

 

No Verão de 1963, a Inglaterra viveu um dos escândalos sexuais mais marcantes da sua história. Em plena Guerra Fria, o caso Profumo fez cair um primeiro-ministro e um ministro da Guerra, levou um proxeneta a cometer suicídio e elevou uma prostituta a figura pública. Cliveden, a mansão de estilo italiano em Taplow, onde decorreram os encontros sexuais, foi depois transformada num campus universitário e hoje é um hotel de luxo que prepara com ousadia a sua época alta. A promoção? Um fim-de-semana com direito a experimentar as divisões onde John Profumo e a call-girl Christine Keeler tiveram os seus momentos mais quentes. Se a moda pegar, os operadores turísticos terão muito por onde escolher. Incluindo em Portugal.

 

Caso Paula

Hoje é um dos hotéis de referência da cidade de Cascais. Já o era em 1997, ano em que o então Atlantic Garden ficou para sempre ligado ao “Caso Paula”. Na altura, a selecção portuguesa preparava o jogo decisivo com a República da Irlanda, na fase de qualificação para o euro 1996. Numa das noites de estágio, uma orgia com prostitutas brasileiras terminou em pancadaria e escândalo na televisão. A questão é: será que alguém quer dormir no mesmo quarto de Secretário?

 

Beckham em Madrid

Se a ideia é fazer um roteiro de férias inspirado nos lugares onde o sexo foi sinónimo de escândalo, ninguém melhor do que os jogadores de futebol para ajudar as operadoras turísticas. David Beckham, por exemplo, poderia muito bem fazer de guia em Madrid. Em 2003, o inglês jantou no restaurante Thai Garden, bebeu um copo no clube nocturno Ananda e acabou a noite no hotel de luxo Santa Mauro. A única diferença é que o seu companheiro(a) não vai sair de lá famoso, tal como aconteceu com a anfitriã do jogador, Rebecca Loos.

 

Presidente em apuros

Em 2004, o candidato presidencial americano John Edwards conheceu a realizadora Rielle Hunter no bar do Hotel Regency. E quase sem saber estava escrever uma página da história dos EUA: do encontro resultou um filho fora do casamento e um escândalo, que rebentou em 2010. Não só porque Edwards era casado, mas também porque, na altura, a sua mulher lutava contra um cancro da mama. O bar ainda lá está, é chegar e pedir.

 

Via Ionline



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"Festival ao Largo" anima Verão em Lisboa

Previstos 18 espectáculos de entrada livre dedicados à música sinfónica, bailado e teatro.

O Teatro Nacional de São Carlos vai realizar o "Festival ao Largo", que decorrerá em Lisboa de 26 de Junho a 19 de Julho, numa das épocas de maior afluência turística à capital.

Este evento engloba a realização de 18 espectáculos dedicados à música sinfónica e coral-sinfónica, ao bailado e ao teatro.

O Festival – uma organização do OPART, empresa pública que gere, além do Teatro Nacional de São Carlos, a Companhia Nacional de Bailado –, é de entrada livre, realiza-se no Largo do Teatro Nacional de São Carlos e é capaz de receber mais de mil pessoas por dia (acima de 20 mil no total).

Durante aquele período, ao final da noite, será possível assistir ao ar livre a actuações da Orquestra Sinfónica Portuguesa, do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, da Companhia Nacional de Bailado, do Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Oficina de Guimarães, Academia de Amadores de Música, Escola de Música do Conservatório Nacional, Orquestra de Bandolins da Madeira, Gruppo Musicale Assurd, Grupo de Bailados Canora Turba e Orquestra Sinfónica Juvenil.

«Desta forma pretende-se proporcionar experiências diferenciadoras e surpreendentes a quem visita a cidade, permitindo-lhes desfrutar da cultura em espaços públicos abertos», refere um comunicado do Turismo de Portugal.

Nesse sentido, esta entidade está também a estimular a realização de eventos de animação em zonas de Lisboa, como Belém, Baixa ou o Parque nas Nações, apoiando a programação cultural nos espaços exteriores do Centro Cultural de Belém ou os concertos de música clássica que vão decorrer no Arco da Rua Augusta, promovidos pela Direcção Regional de Cultura de Lisboa.

26 de Junho de 2009

 

 

 

 

Via  Sapo Mulher

 

Pode ver o Programa aqui



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Letra

 

Nunca perdi, nem aqui, nem ali,
Um amor assim, não, não...

Nunca senti, nem aqui, nem ali,
Um amor assim...

Nunca vivi, nem aqui, nem ali,
Um amor assim, não, não...

Nunca perdi, nem senti, nem vivi, um amor assim...

E a partir daí, o que será, não sei...
Aí eu já não sei... Será amor também...

O que eu perdi, por aqui, por ali,
O que foi, foi tempo...

O que eu senti, por aqui, por ali,
O que foi , foi dôr...

O que eu vivi, por aqui, por ali,
O que foi , foi pouco...

Nunca perdi, nem senti, nem vivi, um amor assim...

E a partir daí, o que será, não sei...
Aí eu já não sei... Será amor também...

 

 



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Novo ordenamento do territorio

 

Via HenriCartoon



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Bilhetes esgotados, não há festinhas de anos, está a chover. Cenários de pânico para quem faltam ideias para entreter os filhos num dia de folga. Siga as minhas 15 sugestões e passehoras divertidas com a criançada, sem sequer gastar dinheiro.

 

 

Muitos pais nem sempre sabem o que fazer para entreter os filhos, sobretudo quando as alternativas mais comuns falham (cinema, espectáculos, etc) ou quando os programas já se repetiram tantas vezes que deixaram de ter piada (zoológico, oceanário, etc).

A ideia de que é preciso gastar dinheiro, enfrentar trânsito e stress para as crianças se divertirem não podia estar mais errada. Tudo o que pequenotes querem é passar umas horas divertidas, especialmente com os pais, em jogos e gargalhadas que, se forem bem programadas, normalmente não custam um cêntimo e dão prazer a toda a família.

Portugal no seu melhor

 

Não vale a pena apontar muito o dedo a quem escolhe salas de cinema em shoppings apinhados de gente para enfiar os miúdos. Simplesmente porque o nosso país também não ajuda nada no que toca ao funcionamento de espaços como museus, bibliotecas ou locais onde se realizem workshops para as crianças. Escandalosamente, aos fins de semana muitos dos locais onde seria interessante levar as crianças encontram-se enecerrados. O melhor exemplo destas medidas perfeitamente descabidas são os museus: encerram aos domingos e feriados. Palavras para quê? Esta é de facto uma das principais queixas de muitos pais. Têm parte da razão, mas não toda. Mas sobre isso, já falamos mais à frente.

Os restaurantes são mais um local onde não existe tradição de pensar nas crianças. Não têm nem horários livres nem um cantinho próprio para os mais pequenos se entreterem enquanto os pais almoçam ou jantam calmamente. O único local que ainda pensa nas crianças, e sem aplicar os tradicionais horários rígidos das cozinhas, é o McDonalds.

Os miúdos divertem-se com actividades simples, desde que sintam o envolvimento genuíno dos pais
Os miúdos divertem-se com actividades simples, desde que sintam o envolvimento genuíno dos pais

Mas será que estaremos condenados a comer fast food quando queremos começar um programa de uma tarde bem passada com uma refeição calma, onde as crianças estejam entretidas? Infelizmente, acho que em Portugal ainda não é possível.

Embora não seja o tema principal deste texto, o exemplo das salas de espera nos consultórios médicos também vem ajudar a este cenário pouco favorável ao entretenimento que qualquer criança precisa e merece. Refiro-me ao facto de ainda serem poucos os  consultórios médicos que têm imaginação para receber os seus pacientes mais novos.

Em países mais evoluídos, as crianças são as primeiras a quererem voltar ao consultório médico onde levaram uma "pica" qua até doeu. É que em troca receberam uma surpresa ou, enquanto esperavam não ficaram ansiososos, pois puderam usufruir de brinquedos divertidos e diferentes.

Mas tudo isto parece ainda não ter chegado a Portugal. Pelo menos por enquanto, a mentalidade neste aspecto tem muito que evoluir.

A chuva e frio não atrapalham nada

 

Esqueça o shopping num domingo à tarde só porque está a chover. Aliás,esqueça o shopping de todo. Deve haver poucos sítios além das grandes superfícies comerciais que consigam provocar com tanto sucesso uma tamanha carga de stress numa família inteira.

teatro ou o cinema são de facto boas alternativas, mas não é para todos os bolsos - sobretudo em crise - e nem sempre há bilhetes ou sessões interessantes.

Procure soluões ao ar livre. Mesmo que esteja a chover (aguaceiros, naturalmente, não em caso de trombas de água), sair com um traje acondicionado é muito saudável para todos, acredite. Lembre-se que começa logo pelo facto de os miúdos adorarem chapinhar com galochas em poças de água.

Eu passei a infância na Alemanha e recordo-me que além de chover e nevar imenso, fazendo sempre muito frio, passava a vida na rua a brincar. Sempre agasalhadíssima, tal como os muitos outros meninos com quem brincava e com os pais a acompanharem-nos. O resultado destes passeios "frescos" eram: um regresso a casa com asbochechas rosadas e geladas, mas com serenidade, satisfação e felicidade. No final destes dias, o resultado era favorável para toda a família: um sono tranquilo e relaxado.

 

Uma ajudinha para pais com menos imaginação

Não acha que cinco idas ao zoo por ano é muito? Por outro lado, já pensou que o tubarão do oceanário é capaz de já ter decorado a cara do seu filho, de tantas foram as vezes que já ali foi? Claro que estou a brincar, ambos os locais são interessantes e recomendam-se, mas também são caros e há mais vida para além da bicharada.

 

Via Expresso



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Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

Hellen Mirrem nua

Aos 65 anos, a actriz inglesa Helen Mirren, galardoada com um Óscar, deixou-se fotografarnua numa banheira. O motivo é o seu novo filme, "Love Ranch"

 

 

Hellen Mirren está a promover o seu novo filme, "Love Ranch", sobre o primeiro bordel norte-americano. Neste contexto deu uma entrevista à New York Magazine e deixou-se fotografar em topless por Jurgen Teller. Sem pudores nem complexos com a idade.

A actriz de 65 anos, vencedora de um Oscar pelo filme "A Rainha", afirma na entrevista à New York que  mantém a rebeldia. "Continuo a ser a menina bem comportada que quer ser a rapariga mal comportada", afirma Mirren.

Em "Love Ranch", Mirren interpreta o papel de Grace Botempo que dirige um bordel nos anos 70. O filme foi realizado pelo marido da actriz, Taylor Hackford, e estreia dia 30.

 

Via Expresso



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São João no Porto

No Porto e em Braga, hoje é noite de festa. Saiba onde comprar os manjericos mais frescos, onde comer as melhores sardinhas e prepare-se para os martelinhos

 

 

Dona Amélia

Dona Amélia tem um ar jovial, mais fresco que os manjericos que ordeiramente encarreira no chão do Mercado do Bolhão, no Porto. Faz cerimónias para tirar a fotografia, mas não demora a pôr-se a jeito. É tudo uma questão de charme. Mulher que se preze não se deixa convencer à primeira. “Assim está bem?”, pergunta, enquanto penteia o cabelo branco, deixando antever um par de brincos de ouro. “Aqui é a minha casa, menina. Venho para aqui desde os dez anos”, ri e agarra-nos o braço, queixando-se da crise. “Olhe, o que eu ganho, nem dá para o bilhete”, suspira. “Está a ver aquele leque? Está cá há 15 anos, trouxe-o da minha casa. Ninguém lhe pega”, diz, soltando uma gargalhada farta.

 

Maria de Castro

De rádio sintonizada numa estação de música, Maria de Castro, 57 anos, está atrás do balcão em paz com a vida. A crise não chegou às sardinhas. “Agora ainda é cedo, filha. As pessoas não vão comprar já as sardinhas senão elas até ao São João ficam todas engrameladas, filha.” Engrameladas? “Sim, filha, como é que eu hei-de dizer, moídas, percebes? Mas as minhas são tão frescas, que até parece que se mexem.” “Quando acabei a 4.a classe vim directinha para cá, este foi o meu primeiro emprego. A peixaria já era da minha avó”, conta. Pedimos para tirar uma fotografia. Voltou a ser difícil, talvez seja um pré-requisito das mulheres do Bolhão. “Anda lá, filho, tira a fotografia. Ó valha-me Deus”, diz impaciente.

 

José Pinto

José Pinto, presidente do grupo de folclore de Braga a Rusga de São Vicente, vai a correr trajar-se para a fotografia. É um entusiasta que não deixa morrer a tradição. “Queremos pôr toda a gente a dançar. A ideia é transmitir às pessoas que o folclore tradicional não tem necessariamente de estar aliado a roupa a cheirar a mofo. Quem vier dançar connosco vai ter um arco próprio para desfilar.” A Rusga de São Vicente faz 45 anos na noite de São João. “Achámos que era uma boa altura para lançar um repto aos bracarenses enquanto foliões, para que interagissem com a cultura tradicional.” Se quer aprender a dançar é agora. “Às vezes as pessoas ficam tão entusiasmadas que até prejudicam o andamento”, diz.

 

Américo Cachadinha

“Vai um copinho de vinho?”, pergunta Américo Cachadinha, 68 anos, que desde os 20 monta a tenda junto à ponte e vende bacalhau, sardinhas e caldo verde aos foliões do São João bracarense. “Ofereço de coração, mas não bebo porque estou a trabalhar. Fui agora a Monção buscar duas pipas”, diz, esperando o entusiasmo da plateia para continuar a história. “Uma vez duas senhoras precisavam de boleia. Quando entraram no carro veio um cheiro tão grande a aguardente que até fiquei zonzo. Para mal dos meus pecados fui parado por um polícia. E ele disse: ‘Ó Cachadinha, o seu carro parece um alambique.’ E pronto, lá fui eu fazer o teste sem culpa nenhuma.”

 

João Reina

“Não há festa mais bonita que o São João no Porto, então aqui a bordo ainda é mais linda”, diz o mestre João Reina, ao leme do barco da Douro Azul que conduzirá pelas águas do rio na noite da festa. No barco rabelo poderá jantar o menu tradicional: caldo verde, sardinhas, fevras e vinhos, e dar ainda uns passinhos de dança, antes do fogo-de-artifício. “Já andei por muitos sítios deste mundo, de Moçambique ao Gabão, e nada é mais lindo que isto. Uma vez, estava na Noruega a pescar bacalhau e apanhei tamanho susto, valha-me Deus. Estava sozinho a comer uma sandes, a nevar em cima de mim e quando olhei para o fundo vi um monstro. Até podia ser uma foca, mas eu pirei--me a sete pés cheio de medo”, ri.

 

 

Francisco Araújo

Francisco Araújo começou a esculpir santos e anjinhos na oficina do pai quando tinha 11 anos. Mas depois de 36 a trabalhar a madeira, começou a apaixonar-se pelo mármore. “É mais difícil, mas não podemos ficar atrás da concorrência, não é?” De qualquer das formas, clientela não lhe falta e as figurinhas religiosas (não estivéssemos nós na cidade dos arcebispos) vendem-se como pãezinhos quentes. “Já me pediram de tudo, até uma mulher enorme toda nua”, ri. O São João em Braga é conhecido pelas barraquinhas que se estendem avenida afora. Na Associação de Artesãos do Minho há bombos, pífaros, brinquedos tradicionais, louça típica, pandeiretas e castanholas.

Programa de festas

PORTO

10h00 -Percursos turísticos pedestres dirigidos a turistas que visitam o Porto. Participação gratuita

 

22h00- Começam os concertos: Orquestra Nacional do Porto, Trabalhadores do Comércio e Blind

Zero. Os Buraka Som Sistema actuam às 3h00

 

Todo o dia - Cascata de S. João em movimento. Entrada livre

 

BRAGA

22h00- Cortejo de Rusgas, Bandas Filarmónicas, Gigantones e Cabeçudos, Gaiteiros, Bombos e Zés P’reiras

 

01h00 - Tradicional sessão de fogo-de-artifício no alto do Monte do Picoto sobre o Terreiro de S. João e Rio Este

 

20h00 - A fadista Ana Moura encerra as festas no dia 24 de Junho

 

Via Ionline



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Letra

Nessa estrada que vai à montanha
Há uma casa pequena
Onde um dia eu hei-de ir morar

Encanta e vale a pena
Ver a montanha serena contra o azul profundo do mar

É lá,
É lá que eu vou sentir o vento
E posso provar a tempo todos os frutos de cada estação

Nessa estrada que vai à montanha,
Lá na casa branca,
Já deixei o meu coração

- Ai é, Ai é,
- Pois é, eu também quero ir nessa estrada, qual é?

- Ai é, Ai é,
- Pois é, eu também quero ir aí!



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Cristiano Ronaldo

 

Não houve remontada como em 1966 nem um goleador como Eusébio, sobrou a atitude de 11 jogadores ao nível dos Magriços. No Cabo, onde ninguém tinha passado do empate em partidas do Mundial, Portugal cilindrou a Coreia do Norte (7-0) com uma segunda parte de sonho e quase conseguiu dobrar a maior diferença de golos de sempre em fases finais (4-0 à Polónia, em 2002). Meireles pintou um aviso na muralha asiática, Simão abriu um túnel e depois foi marcar, marcar, marcar, marcar e marcar. Até Ronaldo quebrou o jejum. Agora só uma catástrofe (Costa do Marfim recuperar nove golos) impedirá a passagem aos oitavos-de-final. Mas há esperança de passar em primeiro, caso se consiga vencer o Brasil. 

Os jogadores nacionais ouviram o hino com fumos negros em homenagem a Saramago e, desde cedo, foram tentando encontrar versões para escrever a primeira vitória no Mundial. Com o passar dos minutos e das oportunidades, até podia chegar ao número de cantos de "Os Lusíadas", a obra de Camões que recorda a passagem portuguesa aqui pelo Cabo. A Coreia do Norte não jogou tão fechada como era expectável e, após uma bola ao poste de Ricardo Carvalho - o central de 32 anos que tem fama de vaidoso mas parece um miúdo só de 20 -, tentou esticar-se no campo como uma equipa grande. E Eduardo, enquanto Portugal ia criando (e falhando) várias bolas de golo, teve de fazer intervenções com alguma dificuldade. Sentia-se o choque entre razão e emoção, entre pragmatismo e tecnicismo, entre futebol asiático e latino. Até que Meireles, qual profeta, pintou o primeiro de muitos graffiti na tal muralha norte-coreana. "Não sei o que me deu mas eu nem sou de aparecer na zona do ponta-de-lança. Senti alguma coisa que me dizia para subir e fiz golo", diz o médio portista no anúncio. Foi assim na Bósnia, foi assim no Cabo. E estava dobrado o maior dos trabalhos portugueses.

Os norte-coreanos, uma formação de homens esforçados e orientados por uma disciplina quase doentia (nunca fazem faltas e marcam-nas sem excepção no local exacto onde foi a infracção), sentiram o peso da desvantagem e começaram a abrir brechas. Chovia no estádio e notavam-se as primeiras gotas de desilusão a transbordar para lá da muralha.

Veio o descanso. Quinze minutos de intervalo. Portugal recarregou as baterias, a Coreia do Norte perdeu-as. E os 11 que entraram em campo pareciam uns meros actores dos artistas da primeira parte, à semelhança dos que apoiavam a equipa na bancada (pagos, claro). Tiago assustou, Miguel complicou (pisão desnecessário em Tae Se), Simão marcou - depois da pintura na muralha, um túnel para o caminho dos golos. O barulho dos espectadores a bater com os pés nos degraus em plena euforia mais parecia o último canto de um adversário a desfazer-se em erros próprios. Portugal jogava a dois ou três toques, os centrais deixaram de existir, Coentrão transformou-se num extremo. Avalanche completa - Hugo Almeida aproveitou mais uma grande arrancada do lateral benfiquista para aumentar a vantagem, Tiago fez o 4-0. A única Guerra Fria possível de imaginar era mesmo a do tempo. Os holofotes ligaram-se mas o sol apareceu. E faltava meia hora...

Faltava o golo de Cristiano Ronaldo e, de quando em vez, notava-se a intenção dos outros dez marinheiros ajudarem o maior navegador de todos. O barco nacional, que pareceu um cargueiro frente à Costa do Marfim mas tornou-se num iate de luxo com os asiáticos, seguia de vento em popa mas o penúltimo disparo do canhão CR7 bateu na trave. E o craque suspirou, suspirou... Liedson, que tinha entrado, cumpriu a tradição de marcar no estádio talismã (o da Luz, que se não fosse a cor das cadeiras era bem parecido com o... Green Point) e meteu-se ainda na luta por uma bola perdida a três minutos do fim, ganhou o ressalto e deixou Ronaldo brilhar - a bola quase prendeu na cabeça do madeirense, desceu e, enquanto pontapeava para uma baliza deserta, ainda houve tempo para soltar um desabafo (impronunciável) e sorrir. Foram os dois segundos mais importantes para acabar com uma seca de quase dois anos. Tudo acabado. Ou não: Tiago quis ser diferente e, quando já havia pessoas a saírem do estádio com os abdominais doridos de tanto levanta-senta- -levanta, o médio fez o bis. O 7-0 quase dobra o anterior recorde (4-0 com a Polónia, em 2002). E agora é escolher a cidade dos oitavos: Joanesburgo ou... Cabo.

 

Via Ionline



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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

O preservativo anti violação

 

Uma médica sul-africana apresentou ao mundo a sua mais recente invenção: um preservativo com dentes, para evitar violações.
Sonnet Ehlers foi iluminada com a ideia quando, há cerca de quatro décadas, teve de atender uma vítima de abuso sexual que, entre queixas, comentou: “se apelo menos eu tivesse dentes lá em baixo…”. E então Ehlers, pôs mãos à obra e nasceu o Rape-aXe. Um preservativo feminino munido de uma espécie de ganchos parecidos com dentes que se prendem ao órgão sexual masculino durante a penetração. Segundo descreveu a cientista à CNN: “Magoa e impede o homem de andar e urinar. Uma tentativa de retirá-lo só vai fazer com que aperte e arranhe mais”. Assim, só uma intervenção cirúrgica será capaz de removê-lo por completo. 
Depois de ter vendido grande parte dos seus bens para financiar o projecto, a médica está agora a distribuir gratuitamente o novo preservativo em diversas cidades da África do Sul - um dos países com a taxa de violação mais elevada do mundo - durante o mundial de Futebol .

 

Via Ionline



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informações e reservas > 21 233 68 50

 Para activar a visualização de imagens nesta mensagem, utilize a opção disponibilizada pelo seu programa de email


 

 

Teatro bando, em parceria com Platform11+Câmara Municipal de Palmela, acolhe mega evento internacional ao Ar Livre!

 

Jun 24, 19:30
EXPOSIÇÃO AO AR LIVRE // PLEIN AIR EXHIBITION
13 Artistas europeus na paisagem
13 European artists in the landscape


Debaixo das oliveiras, 13 artistas plásticos trabalharam durante 3 semanas em Vale dos Barris. Inspiraram-se no encanto da natureza e produziram trabalhos artísticos únicos - todos eles influenciados pela sua própria cultura. Sigam o trilho da diversidade europeia, do poder inovador da arte, do excitante encontro da criatividade com a natureza.

Blog dos artistas plásticos.

Acompanhe o work-in-progress platform11plus.posterous.com



Jun 26, 21:00
TEATRO NUMA NOITE DE VERÃO / MIDSUMMER NIGHT’S THEATRE

Um evento Europeu de Teatro
A European event


Um evento único em Vale dos Barris: 13 Companhias europeias de teatro apresentam, em 13 palcos ao ar livre, histórias dos recreios, o que vos dará uma visão sobre a diversidade do trabalho realizado nos diferentes países. A variedade das culturas europeias soprará como a brisa através do vale – e mais de 100 artistas europeus celebrarão um solstício de Verão inesquecível. Deixem-se levar...

 

Canal Youtube P11+

Acompanhe o dia-a-dia da preparação www.youtube.com/user/Platform11plus

 

Para mais informações consulte a nossa página. Clique aqui



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Letra
I'm the captain of my soul
I'm the captain of my soul
I ain't got no mercy for my bones
I will sail my ocean all alone, it's true

I saw sirens, I saw ghosts 
And all the children in my boat 
I fight for glory, not for hope
And I need to let out these words from my throat

(So you shout it)

I'm the captain of my soul
I'm the captain of my soul
I ain't got no mercy for my bones
I will sail my ocean all alone, it's true

I saw wailers, I heard songs
Melodies of wisdom for us to sing along
I raised the anchor of my soul
Cause I need to break free
Before I get old

(So we shout out)

Oh captain, Oh my captain
I'm gonna wade in the water
I'll be washed by new tears
They’ll save me from my fears

I'm the captain of my soul
I'm the captain of my soul
I ain't got no mercy for my bones
I will sail my ocean all alone, it's true

I'm the captain of my heart
I'm the captain of my life
I'm the captain of my whole
I'm the captain, the captain of my soul



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