Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Mulheres árabes

 

As jovens árabes estão a pagar cerca de 2 mil euros por uma cirurgia que restaura a virgindade, um procedimento que, em alguns casos, pode salvar as suas vidas. Para bolsas mais limitadas uma empresa chinesa vende um hímen de plástico por 25 euros

 

A clínica que faz a cirurgia de restauração do hímen fica em Paris e é liderada pelo médico Marc Abecassis.

De acordo com o médico, são realizadas de duas a três operações por semana, que duram em média 30 minutos e requerem apenas anestesia local.

Citado pela BBC, Abecassis afirma que a média de idade de das suas pacientes é de 25 anos e provêem de todas as classes sociais. Apesar de a cirurgia estar já a realizar-se em muitas clínicas em todo o mundo, Abecassis é um dos poucos médicos árabes que fala abertamente sobre o procedimento.

O clínico afirma que algumas das mulheres que o procuram precisam do certificado de virgindade para conseguir casar-se.

Para estas mulheres existe também uma opção sem cirurgia. Um portal de uma empresa chinesa vende hímen artificial por 23 euros. O hímen chinês é feito de elástico, contém sangue artificial e é colocado dentro da vagina para a mulher simular virgindade.

Em algumas partes da Ásia e no mundo árabe as mulheres que mantiveram relações sexuais correm o risco de ficar isoladas nas suas comunidades ou mesmo de serem mortas. A pressão social é tão grande que algumas mulheres chegaram a cometer suicídio.

 

Via Sol



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Letra

 

Unamo-nos 
Nós somos os famosos anónimos
Mesmo assim já comprimos os mínimos
Somos todos únicos
Que mais vão querer de nós
P'ra provar quem vai à frente
Ou fica atrás

Se é por
Ir estabelecer um novo record
Cumprimos o guinnes ao preço que for
E fica o assunto num lugar
E sem espumantes, às vezes dá p'ro banquete
Ou apenas sandes

Sempre
Complicamos a coisa mais simples
E simplificamos a complicada
Sai em rajada o tiro pela colatra
Às vezes mata, às vezes ressureição
Foi de raspão

(Só neste país...)

Só neste país
É que se diz:
Só neste país
Só neste país 
Só neste país
Só neste país
Só neste país

São muitos séculos em mor-premonição
A transitar entre o granizo e a combustão
E um qualquer hino para qualquer situação
Pessimista, optmista...

(e vai abaixo e vai acima
pessimista, optimista...)
...e agora a rima

Portugal é nosso p'ro bem e p'ro mal
E o mal que está bem
E o bem que está mal
E o bem que está bem

Juro
P'lo fado
P'lo baile e p'lo Kuduro
Que este país ainda tem futuro
É verde e maduro 
Como a fruta, às vezes brote
Às vezes consternação
Secou no chão

Por isso unamo-nos
Nós somos o famosos anónimos
Mesmo assim já cumprimos os mínimos
Somos todos únicos 
Que mais vão querer de nós
P'ra provar quem vai à frente 
Ou fica atrás...

(Só neste país)

Só neste país 
É que se diz:
Só neste país
(...)

Portugal é nosso p'ro bem e p'ro mal



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DIA 12 - Chega a Lisboa e vai festejar o título de campeão do Benfica;


DIA 13 - Segue para Fátima, onde irá pedir desculpas pelos erros dos árbitros;


DIA 14 - No último dia vai ao Porto agradecer a bondade dos portistas por de 5 em 5 anos deixarem o Benfica ser campeão.

 

Recebido via email



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Os melhores presentes para o dia da mãe

 

1. Airfork One

À primeira vista isto pode parecer um presente para os filhos, e não para as mães, mas este garfo em forma de aviãozinho foi feito a pensar em todas as progenitoras que perdem anos de vida a tentar alimentar os seus rebentos. Sim, aquela cena típica da papa na cara, no babete, no cabelo da mãe, no chão, nas paredes da cozinha. Em todos os lugares menos na boca da criancinha. Recorra ao velho truque do "um aviãozinho pela mãe, agora outro pela titi, outro pelo cão", e pode ser que tenha mais sucesso.
À venda em www.irritante.pt, 16,90€

2. Tablete Hussell

Obrigue a sua mãe a esquecer-se das dietas e dos adelgaçamentos, e partilhem uma tablete da Hussell (3,50€) enquanto recordam episódios bonitos da sua infância, como aquela vez em que achou giro lançar o gato pela janela. Se quiser oferecer chocolates de forma mais dissimulada, opte pelos copinhos de chocolate belga com recheio de creme de mirtilo, frutos silvestres, limão e laranja (8,95€).
Lojas Hussell, nos principais centros comerciais do país

3. Flowerbox

Um ramo de rosas é bonito, as mães comovem-se sempre, mas está na altura de inovar. Assim, este ano ofereça um pequeno jardim vertical. Um quê? Nós explicamos: são plantas que vêm em caixas de papel, cerâmica ou tubos de alumínio, e que se penduram na parede, qual obra de arte viva. Há mais de 70 variedades de plantas e, maravilha das maravilhas, requerem pouca manutenção. Algumas só precisam de ser regadas uma vez por mês.
Flowerbox, Av. da República, 37A, Lisboa. 217 932 562. Plantas a partir de 15€

4. B Beautiful

Uma massagem fará sucesso junto de qualquer mãe. Leve a sua mãe até ao B Spa, no Altis Belém, e surpreenda-a com um tratamento B Beautiful, especialmente pensado para este dia. Inclui um tratamento facial Lift Vita C (que estimula as funções cutâneas vitais, repara, reestrutura e devolve vitalidade e firmeza à pele), uma massagem localizada de relaxamento e o acesso ao Thermo Garden, com piscina interior, tanque de tonificação, cascatas e jactos de massagem, hammam e sauna.
Altis Belém Hotel&Spa, Doca do Bom Sucesso, Lisboa. 210 400 200. Preço: 100€

5. Nokia 7230

Se a sua mãe é daquelas que ligam, em média, 14 vezes por dia, só para perguntar "então?", talvez não seja grande ideia dar-lhe um telemóvel. Mas se passa a vida a queixar-se que tem um aparelho pré- -histórico, como que a dar a dica para que alguém se chegue à frente, tome a iniciativa e ofereça-lhe o Nokia 7230. É cor-de--rosa, como se quer, permite o acesso a rede sociais e, porque é Dia da Mãe, vem acompanhado de uma pequena mala térmica Gourmet Getaway da Built.
Lojas Vodafone, 109,90€

6. Brigadeiros personalizados

É o presente ideal para mães que têm pouco amor à linha e para filhos igualmente dedicados à nobre arte de alargar o abdómen. A Dolce Paradiso é uma daquelas empresas pecaminosas que acharam boa ideia fazer brigadeiros e levá-los direitinhos a casa dos clientes. Há os clássicos, com chocolate de leite, há os de amêndoas caramelizadas, há os de chocolate branco, e há ainda os de coco. Todos podem ser personalizados com frases e mensagens.
Dolce Paradiso, www.dolceparadiso.com, 925 457 646. Preço: caixas a partir de 8€ (seis unidades)

7. Tróia Design Hotel

Longe de nós estar para aqui a insinuar que quer ver a sua mãe pelas costas, mas desconfiamos que ela vai ficar bastante agradecida se lhe oferecer um fim-de- -semana diferente. E longe de casa. O Tróia Design Hotel tem um programa especial que inclui uma noite de alojamento, um presente, almoço ou jantar para duas pessoas com "Mimos da Mãe", e o tratamento "Melhor Mãe do Mundo", um spa facial personalizado.
Tróia Design Hotel, Tróia, 289 320 820. Preço por pessoa: 240€

8. Hotel Lusitano

Mais uma sugestão fora de casa. O Hotel Lusitano, na Golegã, sugere dois dias de puro descanso com um workshop de maquilhagem com a marca Bobbi Brown, um lanche, 15% de desconto no spa e acesso livre ao circuito de água do Puro Spa. No final ainda leva para casa um livro com dicas de maquilhagem.
Hotel Lusitano, Rua Gil Vicente, 4, Golegã, 249 979 170. Preço para duas pessoas: a partir de 300€

9. Just Woman

É um evento a pensar não só nas mães mas em todas as mulheres. Durante uma tarde inteira vão poder estar completamente centradas em si mesmas, sem pensarem em trabalho ou papas para preparar. Todas as visitantes vão poder maquilhar-se, receber uma massagem, degustar chás, fazer um tratamento especial de mãos, assistir a um workshop de Psicologia Positiva, fazer uma avaliação nutricional e receber conselhos de nutrição.
Hotel NH Liberdade, Av. da Liberdade, 180, Lisboa. Dia 2 de Maio, das 15h30 às 19h00. Reservas através do 214 456 283

10. Almoço na Brasserie  Gourmet Rossio

Esqueça a crise e o PEC, e abra os cordões à bolsa. Que é como quem diz, pague o almoço à família inteira, e não só à mãe. O almoço especial da Brasserie Gourmet Rossio apresenta-lhe sabores de inspiração francesa. Comece por um amuse bouche, passe para uma entrada de morangos cremosos, prove um papillote de peixe-galo com espargos verdes e acabe com uns medalhões de vitela com gratin dauphinois. Para sobremesa, e se ainda lhe sobrar espaço, atreva-se na tarte tatin com gelado de ananás.
Brasserie Gourmet Rossio, Altis Avenida, Rua 1.º Dezembro, 120, Lisboa. 210 440 000. Preço por pessoa: 45€

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

O autor de "A vida amorosa no Antigo Egipto. Sexo, matrimónio e erotismo", título editado pela Esfera dos Livros, afirmou que a vida sexual não era um tabu para os antigos egípcios que "não gostavam de a expressar publicamente", nomeadamente em pinturas.

foto MIKE NELSON/LUSA
Sexo sem tabus no antigo Egipto
Cerimónia do "Dia da Herança Mundial" do Egipto, frente à Esfinge, erguida há cinco mil anos

Em declarações à Lusa, o historiador espanhol esclareceu: "Estavam tão interessados em sexo como qualquer outro povo, mas seguiam um pouco o modelo vitoriano, em que em público nada transparecia, e era tudo calmo, e dentro de portas imperava a imaginação".

"Tinham todos os tipos de perversão, e tanto quanto se conhece até hoje, não havia qualquer tabu", disse. Os antigos egípcios, referiu, "fechavam os olhos a certas práticas desde que houvesse filhos".

O essencial desta civilização marcada pelo ciclo das cheias do rio Nilo que fecundava as terras, era "ter filhos, ter herdeiros, garantir uma continuidade era essencial".

"A homossexualidade - exemplificou - não era explicitamente condenada pelo acto em si, mas por dessa relação não surgirem filhos. Se um dos intervenientes já tivesse herdeiros, mesmo que adoptados, fechavam os olhos".

foto MIKE NELSON/LUSA
Sexo sem tabus no antigo Egipto
"Dia da Herança Mundial" do Egipto

O erotismo e a vida sexual são duas áreas pouco estudadas, "quer pela falta de fontes, quer pelo puritanismo de alguns arqueólogos".

O historiador citou casos de investigadores que retiraram referências fálicas encontradas em estatuetas, ou até documentos que foram escondidos.

O papiro erótico de Turim, conhecido desde o início do século XIX, só foi publicado em 1973, por exemplo. Outro caso é a censura feita pelo Metropolitan Museum de Nova Iorque a uma cena erótica desenhada num couro.

Os egípcios deixaram também poucos testemunhos sobre estas matérias, constituindo o "papiro de Turim" sobre o qual há várias interpretações, um dos documentos mais completos.

Há também objectos, "algumas oferendas de cariz erótico deixadas junto dos cadáveres mumificados que se acreditava que ressuscitavam no outro mundo, e também falos que eram colocados junto do altar da deusa Hator".

"Dado o tamanho adequado de determinados falos feitos em madeira e pedra, que foram encontrados, subsiste a hipótese de que se masturbavam com os objectos, e os entregavam posteriormente aos deuses, como forma de alcançar uma maior carga mágica, garantir a fertilidade ou recuperar a potência sexual".

"Há documentos que referenciam actos que identificaríamos hoje como de sadismo e masoquismo, e relatos literários que referem a existência de sexo antes do matrimónio".

A virgindade não era uma preocupação, segundo o egiptólogo: "As mulheres egípcias eram mais apreciadas depois de terem dado à luz, a questão da virgindade não era de todo a mais importante, e mais uma vez prevalece a procriação que vai ao encontro da ideologia oficial do amor: 'sexo apenas com o sentido de procriar'", disse.

"Encontrámos também relatos de relações extra-conjugais, sem que tal fosse condenado, e até narrativas da participação de um terceiro elemento na relação conjugal", disse.

 

Via JN



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Letra
Um Tempo Que Passou


Vou 
uma vez mais 
correr atrás 
de todo o meu tempo perdido 
quem sabe, está guardado 
num relógio escondido por quem 
nem avalia o tempo que tem 

Ou 
alguém o achou 
examinou 
julgou um tempo sem sentido 
quem sabe, foi usado 
e está arrependido o ladrão 
que andou vivendo com seu quinhão 

Ou dorme num arquivo 
um pedaço de vida 
a vida, a vida que eu não gozei 
eu não respirei 
eu não existia 

Mas eu estava vivo 
vivo, vivo 
o tempo escorreu 
o tempo era meu 
e apenas queria 
haver de volta 
cada minuto que passou sem mim 

Sim 
encontro enfim 
iguais a mim 
outras pessoas aturdidas 
as horas dessas vidas que estão 
talvez postas em grande leilão 

São 
mais de um milhão 
uma legião 
um carrilhão de horas vivas 
quem sabe, dobram juntas 
as dores colectivas, quiçá 
no canto mais pungente que há 

ou dançam numa torre 
as nossas sobrevidas 
vidas, vidas 
a se encantar 
a se combinar 
em vidas futuras 

Enquanto o vinho corre, corre, corre 
morrem de rir 
mas morrem de rir 
naquelas alturas 
pois sabem que não volta jamais 
um tempo que passou



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Marcha pela legalização da Marijuana

 

Marcha Global da Marijuana, uma iniciativa internacional que reivindica a sua legalização, vai realizar-se sábado em mais de 200 cidades, incluindo o Porto, com concentração marcada para as 15:00, na Praça do Marquês.

A marcha, que se realiza desde 1999, no primeiro sábado de maio, tem invocado questões terapêuticas, alegando que a planta tem "dezenas de aplicações no tratamento e prevenção de doenças", questões sociais, legais e de Saúde Pública.

Nesta edição, tendo em conta a atual crise, a organização global pretende sublinhar a importância económica da legalização da substância.

"Falamos duma economia que transaciona anualmente milhões de euros que apenas circulam no mercado negro", salienta a organização em comunicado, sublinhando que "dos 14 estados que já a legalizaram para fins terapêuticos nos EUA, só o estado da Califórnia arrecadou mais de 1.6 biliões de dólares apenas num ano".

Refere ainda que em Espanha, "caso estendessem algumas leis regionais a todo o país (como as da Catalunha ou País Basco onde os Cannabis Social Clubs são permitidos), o Estado arrecadaria o mínimo de 150 milhões de euros anuais que poderiam ser usados em educação e saúde", acrescenta um texto da organização.

Acreditando que "a legalização da Cannabis será inevitável no futuro", a fonte considera que "fazê-lo agora revelaria alguma inteligência. Trata-se da legalização de uma economia paralela e do reaproveitamento de um recurso natural, pois a par da legalização da cannabis defendemos a exploração intensiva do cânhamo".

Este ano, e excecionalmente, a marcha festiva não se irá realizar entre a Praça do Marquês e a Rua D. João IV, devido às diversas concentrações alusivas ao dia do Trabalhador, que se espalharão um pouco por toda a cidade.

Assim, irá decorrer na Praça do Marquês entre às 15:00 e as 20:00.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

"Foder e Ir às Compras" dia 15 de Maio

 

"Foder e Ir às Compras" estará em cena no São Luiz até 15 de Maio, de quarta-feira a sábado às 21:00 e ao domingo às 17:30.

 

Quantos níveis de leitura pode uma peça de teatro ter? "Foder e Ir às Compras", de Mark Ravenhill, não se esgota na intenção de chocar, traçando um retrato da sociedade de consumo através da dinâmica das relações.

 

Para maiores de 18 anos, esta peça em que a violência sexual explora o que acontece se o consumismo se sobrepuser a todos os códigos morais, feita pelos Primeiros Sintomas, estará a partir de quinta-feira em reposição no Teatro Municipal de São Luiz, depois do êxito obtido em 2007, quando se estreou no Centro Cultural de Belém e conquistou o Prémio da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.

 

"É um espetáculo escrito por uma das figuras mais importantes de um movimento chamado 'In-yer-face Theatre', que surgiu em Inglaterra na época pós-Thatcher, uma época de grande crise económica", explicou à Lusa o encenador, Gonçalo Amorim.

 

Em Portugal - prosseguiu - "tínhamos um atraso de 30 anos e, de repente, a seguir ao 25 de abril [de 1974], começámos a ter uma 'décalage' de mais ou menos 10 anos. Este é um texto de 1996 e quando o fizemos, em 2007, a sua atualidade era bastante forte, para nós, principalmente porque a geração que o faz já não se identifica totalmente com uma espécie de memória nacional ou memória coletiva, mas identifica-se, sim, com símbolos mais globalizados".

 

Uma reflexão sobre a globalização, a violência e o corpo, este espetáculo inclui referências a "uma data de figuras iconográficas e pop", como o "Rei Leão" (filme de animação da Disney), a doença das vacas loucas, a Lady Di, entre outras, indicou o encenador.

 

A história "parte de um mecanismo insólito": Mark (Pedro Carmo), um toxicodependente em recuperação, compra um homem e uma mulher, Robbie (Romeu Costa) e Lulu (Carla Maciel), no supermercado e leva-os para casa, para os engordar, e eles passam a viver com ele, ajudando-o no seu tratamento.

 

Um dia, ele decide sair de casa - porque a sua dependência é também uma dependência de pessoas - e, para lhe pôr fim, procura relações que não signifiquem nada, que sejam como "transações", e é assim que conhece Gary (Carloto Cotta).

 

Sem Mark, Lulu e Robbie ficam desamparados e vêem-se obrigados a ganhar dinheiro para sobreviver. Ela vai fazer um casting para televisão e depara-se com um entrevistador (Pedro Gil) que a obriga a despir-se em troca de trabalho e que depois a leva a vender drogas.

 

São personagens que utilizam o dinheiro como anestesia, num universo em que vale tudo - desde drogas a furtos em lojas, sexo por telefone, prostituição, cenas de sexo oral e anal - e tudo é reduzido a uma mera transação, numa era em que os centros comerciais ascenderam à categoria de novas catedrais do consumismo ocidental. Para retratar esta sociedade contemporânea, Rita Abreu concebeu um espaço cénico de cartão, uma espécie de embalagem com aberturas e rasgos, instalado no palco e que contrasta com o que se vê por trás - as cadeiras de veludo, a talha dourada e o lustre no teto da sala do teatro municipal.

 

No domingo 2 de maio, haverá uma sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

 

Via DN



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Hiperactividade e cafeina

 

Os cientistas já tinham concluído que o café tem propriedades que permitem prevenir algumas doenças neurodegenerativas, mas não havia estudos no âmbito de doenças como a hiperactividade e o défice de atenção. Até agora. Uma equipa de 15 investigadores do Centro de Neurociências da Universidade de Coimbra está a estudar os efeitos da cafeína no sistema nervoso central e prevê começar a realizar testes clínicos em crianças entre os nove e os 14 anos que tenham problemas como a hiperactividade e o défice de atenção.

Já foram recolhidos dados em modelos animais que "mostram a eficácia consistente da cafeína em casos de défice de atenção e hiperactividade", refere Rodrigo Cunha, líder da investigação. O investigador garante que serão administradas "cápsulas com uma libertação controlada de cafeína" para reduzir a probabilidade de ocorrerem efeitos tóxicos nas crianças. Acrescenta ainda que há "grupos crescentes de crianças incluídos para testar o benefício do consumo de pequenas doses de cafeína".

Rodrigo Cunha considera que o projecto "abre portas ao desenvolvimento de remédios mais selectivos e potentes que a própria cafeína, que, com doses muito mais baixas, imitem o que de bom faz aquela substância, anulando os problemas associados à toxicidade pelo consumo excessivo".

O estudo está a ser desenvolvido em cooperação com investigadores de Barcelona que já têm um vasto conhecimento na avaliação de crianças com este género de problemas.

 

Via ionline



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Letra

 

Dois três zero, guarda chama
já não tarda
hão-de revirar a cama
hão-de revistar a cela
olhar, espiolhar, esquadrinhar
verificar
barra a barra, se a janela…

 

Na prisão
Na prisão
poucos são
os teus pertences
mas ninguém sabe
onde escondes
o que de secreto penses

 

Na prisão
Na prisão
o portão
abre ao contrário
e é na culpa
que defrontas
o maior adversário

 

Na prisão
Na prisão
a lição
serve p´ra vida
nunca pouses
onde sempre
podes andar de fugida

 

Na prisão
Na prisão
muitos são
os preventivos
só na sentença
contarás ao certo
os dias já perdidos

 

Hoje é dia de visita
rapariga
pinta a boca e ata a fita
Hoje é dia de visita
meu rapaz
põe a camisa bonita
Sou p´ra ti, aqui me tens
p´ra semana, vens, não vens?
Vai tocar a campaínha
e a tua mão ainda na minha
e em surdina já te gritas:
Porque há horas tão velozes
e semanas infinitas ?

 

Na prisão
Na prisão
um irmão
é precioso
pouco interessa
que a lei justa
veja nele um criminoso

 

Na prisão
Na prisão
dentro do pão
dois pacotes
pode ser que ao
consumi-los
muitas raivas tu enxotes

 

Na prisão
Na prisão
o pulmão
respira à toa
não se entende
se morrer
é quase nunca coisa boa

 

Na prisão
Na prisão
O tesão
é cofre-forte
que ora solta
a semente
para a vida
ou para a morte

Hoje é dia de visita
rapariga
pinta a boca e ata a fita
Hoje é dia de visita
meu rapaz
põe a camisa bonita
Sou p´ra ti, aqui me tens
p´ra semana, vens, não vens?
Vai tocar a campaínha
e a tua mão ainda na minha
e em surdina já te gritas:
Porque há horas tão velozes
e semanas infinitas?

 

Na prisão
Na prisão
O trovão
não relampeja
mas ao menos
nessa espera
Nunca abrigo se deseja

 

Na prisão
Na prisão
a televisão
nunca tem grades
passa crimes
e delitos
que vão ser impunidades

Na prisão
Na prisão
com razão
se tenta a fuga
mas quando avanças
marcas passo
impaciente tartaruga


Na prisão
Na prisão
a escuridão
nunca nos cega
vemos túneis
que se acendem
quando neles se escorrega

Hoje é dia de visita
rapariga
pinta a boca e ata a fita
Hoje é dia de visita
meu rapaz
põe a camisa bonita
Sou p´ra ti, aqui me tens
p´ra semana, vens, não vens?
Vai tocar a campaínha
e a tua mão ainda na minha
e em surdina já te gritas:
Porque há horas tão velozes
e semanas infinitas ?

 

Na prisão
Na prisão
o portão
abre p´ra fora
e a liberdade
é de repente
o que ao longe te apavora

E da prisão
da prisão
tens na mão
a tatuagem
que perfura
os caminhos
em quadrado da viagem

 

 



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Mulheres que não se depilam

 

Há escolhas que nem os famosos são capazes de tornar apetecíveis. Vejam-se os pelos das pernas. Pouco importa que a celebridade ostente a penugem mais pálida e discreta que se possa imaginar, como aconteceu uma vez a Alicia Silverstone na inauguração de uma loja ou a Celine Dion num concerto em Tóquio. As câmaras fazem zoom e a internet imortaliza o momento.

Na passadeira vermelha, se uma mulher tem pelos nas pernas ou nos sovacos, assume-se que é um passo em falso, uma falha na gestão do tempo. Ora ultimamente não deixou de ser assim. Em Janeiro, nos Globos de Ouro, Mo'Nique, que venceu com o seu retrato de uma mãe pavorosa em "Precious", levantou o vestido comprido e mostrou as pernas com pelos abundantes.

A coisa não se ficou por ali. O "New York Daily News" coroou-a "actriz menos superficial de sempre". Em sites como o TMZ.com, as pessoas publicaram comentários como "tenho de ir VOMITAR [...] Nojento é dizer pouco". Parecia que uma exclamação de repulsa se espalhara pelo país, destinada a chamar a avisar todas as adolescentes de que ter pelos nas pernas não é mesmo permitido.

A confusão aumentou quando ficou claro que Mo'Nique não se esquecera de depilar as pernas. Não: ela nunca as depila. Tentou fazê-lo uma vez, fartou-se de sangrar e decidiu que os pensos rápidos não eram para ela.

Mo'Nique não foi a única a andar com pelos na passadeira vermelha nesta temporada de prémios. Amanda Palmer, que antes cantava no duo de punk-cabaret Dresden Dolls, esteve presente nos Globos de Ouro com o noivo, Neil Gaiman, cujo romance "Coraline" foi transformado em filme de animação. Palmer, com um vestido transparente à anos 20, ergueu um braço e mostrou ao mundo os pelos que tinha por baixo. Mais tarde escreveu uma mensagem no Twitter: "Espero que, entre mim e Mo'Nique, possamos mudar o padrão cultural de beleza e depilação deste ano."

Numa entrevista telefónica, Palmer, que também não depila as pernas, diz: "As pessoas imaginam que estamos a tomar uma posição na matéria, mas eu não estou."

Sim, admite, gosta de lembrar às suas fãs mais jovens que são livres de escolher. Segundo Palmer, as mulheres por vezes falam com ela acerca do tema dos pelos corporais e dizem-lhe que não são particularmente adeptas da depilação. Porém, "não querem lidar com os olhares de censura e optam pelo caminho da não resistência", acrescenta.

Alguns grupos de mulheres têm deliberadamente remado contra a corrente. Mo'Nique chamou às suas pernas au naturel "uma cena de mulher negra", referindo-se a algumas mulheres americanas de origem africana que não se depilavam. Danielle C. Belton, criadora do blacksnob.com, um blogue de política e cultura, afirma que, em miúda, os seus pais, nascidos no Sul, não a deixavam depilar as pernas. A resposta deles, por volta de 1992: "Isso é coisa de brancos."

Belton, que tem 32 anos, argumenta que Mo'Nique - que nunca se depilou durante todos os anos que tem sido comediante, apresentadora de talk shows e de um reality show - tem sido alvo de mais críticas agora que a sua base de fãs aumentou. "Há coisas que só passam a ser uma questão popular quando saem da esfera doméstica", diz Belton.

A fotografia de Lee Friedlander, de 1979, de Madonna com as pernas abertas, que apareceu na "Playboy" em 1985 - e não havia sinal de que tivesse usado lâminas ultimamente fosse onde fosse - atraiu aplausos, e não apupos, dos leitores. E para que não pensemos que os pelos corporais não andam a vender bem, uma cópia do referido nu foi vendida o ano passado por 28 mil euros.

Por vezes uma mulher desiste de se depilar apenas temporariamente. Na estreia do filme de 1999 "Notting Hill", Julia Roberts fez virar as cabeças - ou melhor, os seus sovacos, com meses de liberdade, fizeram--no. Por vezes um amante acha isso atraente. Mo'Nique disse que o marido gosta das suas pernas.

Para Palmer, a cantora, o que há a fazer é não nos importarmos com o que os outros pensam (mais fácil de dizer que de fazer). Ainda assim, diz às fãs mais jovens que confundem não se depilarem com autenticidade: "Sabem o que é mesmo fixe? Levantarem-se todas as manhãs, decidirem o que vos apetece e fazerem-no."

 

Via ionline



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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Há quedas que podem ser perigosas. A britânica Randy Amanda Flowers não voltou a ser a mesma depois de ter caído da Wii Fit. De acordo com o «Daily Star», a jovem de 24 anos ficou tarada sexual depois do tombo.

 

Dez sessões de sexo por dia é o mínimo para Randy, para quem basta a vibração do telemóvel para a excitar ao ponto de ter orgasmos múltiplos. Foi diagnosticada com o Síndrome da Excitação Sexual Permanente, que provoca um grande afluxo sanguíneo aos órgãos sexuais.

 

A causa poderá ser uma inflamação na zona pélvica que estimula os nervos do clítoris. Esta doença não tem cura e a maneira que Randy encontrou para entar controlar a permanente excitação é, simplesmente... respirar fundo.

 

Via TVI 24



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Letra
A noite vinha fria
negras sombras a rondavam
era meia-noite
e o meu amor tardava

a nossa casa
a nossa vida 
foi de novo revirada
à meia noite
o meu amor não estava

ai eu não sei onde ele está
se à nossa casa voltará
foi esse o nosso compromisso

e acaso nos tocar o azar
o combinado é não esperar
que o nosso amor é clandestino

com um bebe escondida
quis la eu saber esperei
era meia-noite
e o meu amor tardava
e arranhada pelas silvas
sei lá eu que desejei
não voltar nunca
a mais outra casa
e quando ele por fim chegou,
trazia as flores que apanhou,
e um brinquedo pró menino

e quando a guarda apontou
fui eu quem o abraçou,
que o nosso amor é clandestino



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Via Henricartoon



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Os extraterrestres existem.. segundo Stephen Hawking

 

A existência de vida fora da Terra já é uma hipótese tão consensual que nem o Vaticano a põe em causa. Há dois anos, o director do observatório astronómico da Santa Sé, o padre José Gabriel Funes, falou dos irmãos e irmãs extraterrestres, por não fazer sentido impor limites à liberdade criadora de Deus. Agora que tipo de vida será essa, e qual a melhor abordagem para a contactar, é um debate cada vez mais aceso. O mais recente interveniente é o físico britânico Stephen Hawking. Numa nova série de documentários pronta a estrear em Maio no canal Discovery, o cientista dá a conhecer uma visão catastrofista: "Se os extraterrestres nos visitassem, o resultado seria semelhante ao que aconteceu quando Colombo desembarcou na América - não correu muito bem para o lado dos nativos", diz Hawking. Mais ainda: "Basta olhar para nós próprios para ver como a vida inteligente se pode transformar em algo que não gostaríamos de encontrar. Imagino que possam viver em naves enormes, depois de terem esgotado os recursos dos seus planetas. Extraterrestres avançados ter-se-iam tornado nómadas, à procura de conquistar e colonizar todos os planetas com que se deparem."

As afirmações fazem parte do guião de "Stephen Hawking's Universe" e foram avançadas ontem pela imprensa britânica. Hawking, 68 anos, tem uma carreira reconhecida, além de ser um investigador acarinhado pela forma como tem lutado contra uma esclerose lateral amiotrófica que o deixou praticamente paralisado. Apesar da violência do cenário mais pessimista, a típica forma de vida extraterrestre, segundo Hawking, não deve constituir qualquer ameaça: será semelhante aos micróbios ou organismos simples que habitaram a Terra no início.

Debate aceso A discussão está longe de ser um fait-divers científico. Prova disso é que esta semana, em League City, no Texas, uma conferência internacional de astrobiologia vai discutir novos protocolos para a procura activa de sinais extraterrestres ou para elaborar mensagens que os alienígenas sejam capazes de compreender. Para Douglas Vakoch, um dos organizadores e director do projecto Composição de Mensagens Interestelares, do instituto SETI (Search for Extra-Terrestrial Intelligence), as conjecturas de Hawking são despropositadas.

"É difícil imaginar que uma civilização queira resolver os seus problemas de falta de recursos atravessando uma galáxia. A energia necessária é enorme. Se uma civilização tiver a paciência de atravessar o cosmos à procura de uma nova casa, terá certamente o tempo e a capacidade para utilizar um planeta no seu próprio sistema planetário ou estrela vizinha, a que chegará de forma mais rápida, fácil e barata", diz ao i o investigador. 

A comparação com Cristóvão Colombo também é questionável, acrescenta. "Vejo mais uma analogia com a transmissão de conhecimento dos antigos gregos através dos pensadores islâmicos, até chegar à Europa. O impacto deste contacto entre culturas na Terra foi poderoso, mas as civilizações tiveram tempo para assimilar o seu significado." Ainda assim, Vakoch sublinha que "as preocupações de Hawking são importantes o suficiente para que haja discussões alargadas antes de enviar mensagens para fora da Terra."

Neste momento, os projectos do SETI em parceria com instituições como NASA dedicam-se apenas à procura de sinais enviados do exterior (até hoje sem sucesso). Mas até aqui existe um problema: se algum dia chegar uma mensagem do espaço, não há há autorização para lhe responder.

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

sexo,mentiras e violência na história de Portugal

 

Como escreve Ferreira Fernandes no prefácio de "Histórias Rocambolescas da História de Portugal", o autor João Ferreira "tem formação de historiador e prática de jornalista". No livro que é hoje lançado no mercado contam-se e desmistificam-se "histórias misteriosas e fantásticas de Portugal", como a do filho que afinal não bateu na mãe - ou seja, D. Afonso Henriques. Mas também a vida de Viriato, o pastor salteador e general que não nasceu na serra da Estrela, mas algures entre o Alentejo, a Extremadura espanhola e a Andaluzia. E muito mais: sexo, mentiras e violência, de Afonso Henriques à actualidade, incluindo Salazar, o 25 de Abril e o PREC. O i escolheu sete episódios dos muitos que pode ler nesta obra publicada pela Esfera dos Livros

Viriato Pastor, salteador, general, quem foi afinal o chefe dos lusitanos que desafiou o poder de Roma?

Viriato não nasceu nos montes Hermínios (serra da Estrela) nem era um humilde pastor. Na verdade, vivia bem mais para sul, entre os actuais Alentejo, Extremadura espanhola e Andaluzia. Seria filho de um chefe tribal (Comínio) e casou com a bela Tongina (ou Tangina), filha de um rico proprietário da Bética (Andaluzia) chamado Astolpas - cujas ofertas, por altura do casamento, recusou. O nome Viriatus é de origem celta e significa aquele que usa viria (pulseiras ou braçadeiras de metal) nos braços. Como não era o primogénito, não herdou os bens do pai: optou por ser salteador como modo de vida, o que lhe permitiu ganhar experiência guerreira. Foi por isso que os historiadores greco-romanos - Apiano de Alexandria, Floro, Possidónio, Dião Cássio - lhe chamaram dux latronorum (chefe de ladrões), sempre elogiando, no entanto, a sua bravura, lealdade e capacidade de liderança: de pastor a guerrilheiro e a general. Em 139 a.C. o senado romano rompeu as tréguas e enviou à Hispânia Ulterior o general Quinto Servílio Cipião, que após uma ofensiva vitoriosa obrigou Viriato a negociar a paz. O chefe lusitano enviou três emissários - Audaz, Ditalco e Minuro -, que foram aliciados por Cipião e acabaram por assassiná-lo. Os três amigos desleais pediram a Cipião a recompensa prometida, mas terão ouvido a resposta: "Roma não paga a traidores."

D. Afonso Henriques Afinal o filho não bateu na mãe

Um dos mais conhecidos episódios da História de Portugal relaciona-se com o facto de D. Afonso Henriques ter batido na mãe, D. Teresa. Contudo ficou provado que a origem de tal mito deverá ser atribuída à historiografia portuguesa, através da IV Crónica Breve de Santa Cruz de Coimbra. Estaria tudo certo - se a "maldição" não tivesse sido posta na boca de D. Teresa muitos anos depois da batalha de S. Mamede e do desastre de Badajoz. Na verdade, a derrota da mãe saldou-se por uma retirada com toda a segurança para as terras dos Trava, em Límia, na Galiza, onde D. Teresa acabou por morrer em 1130. Nem o filho bateu na mãe nem ficou zangado com o padrasto galego.

D. Sancho II Frouxo no trono e na cama

Se o pai, D. Afonso II, passou à história como "gafo" (leproso), as mazelas de Sanchoteriam sido do corpo e da alma. Embora ninguém pudesse contestar a sua valentia como chefe militar - aumentou o território nacional através da conquista de um número significativo de castelos e cidades aos mouros -, ganhou a triste fama de mau rei, governante incapaz, marido impotente e enganado pela mulher. (...) O mal-estar geral aumentou quando o rei se casou, já na década de 1240, com uma nobre espanhola, D. Mécia Lopes de Haro (1210-1270 ou 1271), de quem ainda era primo. A nova rainha era filha do poderoso senhor da Biscaia, Lopo Dias de Haro, por alcunha "o Cabeça Brava", e de D. Urraca, filha bastarda do rei Afonso IX de Leão e meia-irmã de Fernando III de Castela. D. Mécia já tinha sido casada, mas ficara viúva muito jovem. D. Sancho, encantado com a beleza da sua rainha, encheu-a de riquezas, fazendo-a senhora de Torres Vedras, Sintra, Ourém, Abrantes, Penela, Lanhoso, Aguiar de Sousa, Celorico de Basto, Linhares, Vila Nova de Cerveira e Vermoim. O povo, que vivia na miséria, passou a odiar a rainha - estrangeira, bela e rica. O casamento entre parentes próximos era frequente nas cortes ibéricas da Reconquista: bastava obter do Papa a "dispensa de consanguinidade". Mas os nobres e bispos aproveitaram para dar novo fôlego à conspiração contra o rei. Escreveram ao Papa a denunciar a situação e em Fevereiro de 1245 Inocêncio IV declarou nulo o casamento e ordenou que o casal "empeçado" (ilegítimo) se separasse. Mal soube que D. Mécia fora levada para o castelo de Ourém, D. Sancho reuniu um pequeno exército para ir libertá-la. A vila foi cercada e o rei preparava-se para recuperar a mulher - quando ela se recusou a voltar para ele, assumindo a adesão ao partido de D. Afonso. O escândalo foi tremendo. D. Mécia foi acusada de ter anuído ao rapto, em conluio com o cunhado D. Afonso. Pior: a recusa em voltar para o marido, associada ao facto de não haver filhos do casamento, deu origem ao rumor de que D. Sancho era impotente. 

D. Afonso V Matou o sogro e tio D. Pedro

O exército real pôs-se a caminho de Coimbra e parou em Santarém. D. Pedro juntou as suas tropas e, a 5 de Maio, partiu de Coimbra. Apesar de saber que o rei estava em Santarém, dirigiu-se a Lisboa. Informado da marcha do tio e sogro, D. Afonso V também se encaminhou para a capital. Os dois exércitos encontraram-se junto à ribeira de Alfarrobeira, nas cercanias de Alverca, no dia 20 de Maio. As tropas do rei, muito superiores, esmagaram os partidários de D. Pedro, que morreu em combate, aos 56 anos. Com ele tombou o seu amigo D. Álvaro Vaz de Almada, conde de Avranches, que, perante o ataque inimigo, teve um desabafo que passou à história: "Fartar, vilanagem!" A crueldade adolescente de D. Afonso V, à data com 17 anos, foi ao ponto de recusar sepultura ao corpo do tio e sogro. Os familiares e partidários de D. Pedro foram perseguidos e espoliados. Só devido à pressão do duque de Borgonha, casado com D. Isabel de Portugal (irmã de D. Pedro e tia do rei) é que os filhos do ex-regente puderam sair do país em segurança. Um viria a ser cardeal (D. Jaime), outro conde de Barcelona (D. Pedro) e outro ainda rei de Chipre (D. João).

D. João V Um rei viciado em sexo no convento

Obcecado por freiras e viciado em afrodisíacos, D. João V reconheceu ser o pai dos "Meninos de Palhavã". Entre as suas inúmeras amantes, uma ficou especialmente conhecida nos anais da nossa História: madre Paula, uma freira do convento de Odivelas que viu a sua simples cela ser transformada nos aposentos dignos de uma rainha. "D. João V perdia a cabeça por todas as mulheres", escreveu o historiador Oliveira Martins, "mas a sua verdadeira paixão estava em Odivelas, no ninho da madre Paula". D. João V, que ficou para a história como "o Magnânimo", teve o cuidado de sublinhar naquela declaração que os seus filhos eram de "mulheres limpas de todo o sangue infecto" - isto é, as amantes reais não eram judias nem mouras nem negras. O mais velho era filho de D. Luísa Inês Antónia Machado Monteiro, o do meio de Madalena Máxima de Miranda e o mais novo de Paula Teresa da Silva, a célebre madre Paula do convento de Odivelas. Os dois últimos foram resultado de uma moda espalhada pela Europa ocidental nos séculos XVII e XVIII: os amores ilícitos entre nobres e freiras. O rei ia a Odivelas quase todas as noites - mas não era para rezar. D. Francisco de Mascarenhas, conde de Cucolim, teve um desabafo perante essa fraqueza do monarca: "Ali perde a vergonha."

D. Maria I Rainha louca para um país de doidos

Maria I (1734-1816), a primeira mulher que governou Portugal, ficou conhecida como a rainha louca. Se D. Maria, que tinha 42 anos quando subiu ao trono, não era propriamente uma mulher bela, o rei consorte, esse então era considerado ainda mais feio do que Carlos III de Espanha - e este era conhecido como um dos homens mais feios da Europa do seu tempo. À falta de atractivos físicos aliava D. Pedro III a pouca inteligência. Na corte puseram- -lhe a alcunha do "capacidónio": era uma das suas palavras preferidas e com ela se referia às pessoas a quem tencionava atribuir um cargo, depois de ter apanhado de ouvido que alguém era "capaz e idóneo" para determinado emprego... As notícias da revolução francesa foram encontrar D. Maria I num estado de grande fragilidade. Acabou por perder completamente o juízo. No princípio de 1792, a rainha foi sangrada e levada a banhos mas, no dia 10 de Fevereiro, os mais prestigiados médicos do reino assinaram um boletim confirmando que "a saúde de Sua Majestade no estado em que se acha" não lhe permitia ocupar-se dos assuntos de Estado. Tinha 57 anos e estava oficialmente louca.

Oliveira Salazar O ditador que caiu da cadeira

Passava das quatro da madrugada de 7 de Setembro de 1968 quando a equipa médica chefiada pelo neurocirurgião Vasconcelos Marques começou a trepanar o crânio do presidente do Conselho Oliveira Salazar, o doente do quarto n.º 68 da Casa de Saúde da Cruz Vermelha, em Lisboa. "Aberta a meninge, logo jorrou sangue: tratava-se em verdade de um hematoma intracraniano subdural crónico, situado no hemisfério esquerdo", conta o biógrafo de Salazar, Franco Nogueira, ao tempo ministro dos Negócios Estrangeiros. A operação correu bem. Drenado o hematoma, o doente iniciou uma lenta recuperação, perante a expectativa do país. Só nesse dia os portugueses souberam que o homem que os governara com mão de ferro nos últimos 40 anos (Salazar tinha tomado posse como ministro das Finanças em 1928) estava doente. Um mês antes, a 3 de Agosto, Salazar, então com 79 anos, dera uma queda no Forte de Santo António do Estoril, onde passava o Verão. Distraído a ler o "Diário de Notícias", deixou-se cair pesadamente numa cadeira de lona, que se desconjuntou. A cabeça do chefe do governo bateu, desamparada, no chão de pedra. Levantou-se quase de imediato, ajudado pelo calista Augusto Hilário, perante a surpresa da governanta Maria de Jesus Freire. A célebre D. Maria quis chamar logo o médico, mas Salazar proibiu-a e ordenou a Hilário que não contasse a ninguém o que acontecera.

 

Via Ionline



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Maria de Medeiros na assembleia da República

 

Via Henricartoon



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Letra
Anda, desliga o cabo, 
que liga a vida, a esse jogo,
joga comigo, um jogo novo,
com duas vidas, um contra o outro.

Já não basta,
esta luta contra o tempo,
este tempo que perdemos,
a tentar vencer alguém.

Ao fim ao cabo,
o que é dado como um ganho,
vai-se a ver desperdiçamos, 
sem nada dar a ninguém.

Anda, faz uma pausa,
encosta o carro, 
sai da corrida,
larga essa guerra, 
que a tua meta,
está deste lado,
da tua vida. 

Muda de nível,
sai do estado invisível,
põe o modo compatível,
com a minha condição,
que a tua vida,
é real e repetida,
dá-te mais que o impossível,
se me deres a tua mão.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Anda, mostra o que vales,
tu nesse jogo, 
vales tão pouco,
troca de vício,
por outro novo, 
que o desafio,
é corpo a corpo.

Escolhe a arma, 
a estratégia que não falhe, 
o lado forte da batalha, 
põe no máximo o poder. 

Dou-te a vantagem, tu com tudo, eu sem nada,
que mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.

 



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Chamam-lhe “SS”. Chamam-lhe “SS” ou “Sempre Só” ou “Serralheiro Solitário” e riem-se. Riem-se como se o isolamento não doesse. Quando o souberam desaparecido, alguns colegas da cooperativa de ensino que frequenta em Riba de Ave julgaram que se atirara ao rio. Não imaginaram que tivesse caído numa suposta rede de tráfico humano.

Fora “referenciado” na escola. Quão difícil seria chegar ao coração de um solitário rapaz de 15 anos, oriundo de uma família numerosa, carenciada, com um pai ausente, a trabalhar em Barcelona, e uma mãe um tanto alienada por algum consumo de bebidas alcoólicas? Uma mulher ter-se-á feito passar por uma miúda da sua idade. Paulo (nome fictício) “encontrava-se” com ela na Net. Primeiro, no seu INSYS, oferta do e.escola, programa pensado para facilitar o acesso dos alunos do 5.º ao 12.º ano à sociedade de informação. Depois, num dos dois computadores do Café Triângulo, a uns 50 metros de casa, mesmo à entrada da zona urbana de Vizela.

Algo não batia certo. Amiúde, livrava-se das irmãs que com ele vivem – uma mais nova e outra mais velha – antes de descer o asfalto até ao café. Não gostava de usar o computador na presença se outros. Se alguém estivesse a usar um, abstinha-se de usar o outro. As más-línguas já se acotovelavam frente ao rapaz baixo, moreno. Pelos gestos delicados, julgavam-no a falar com alguém do mesmo sexo.

Naquela segunda-feira, 12 de Abril, saiu de casa cedo, como é seu costume em dias de aulas. Está a tirar um curso de educação e formação, que lhe dará equivalência ao 9.º ano e que poderá fazer dele um serralheiro mecânico. Não seguiu até à Didáxis, cooperativa de ensino. Em vez de ir às aulas, apanhou o comboio para o Porto, na ânsia de ver a amada. Na estação de comboios, olhou para um lado, olhou para outro: ninguém com um rosto igual ao que aparecia nas fotografias que ele tantas vezes contemplara. De repente, aproximam-se uma mulher e três homens. Conduziram-no, sob ameaça, a Santa Mariña do Monte, na zona rural de Orense, já do outro lado da fronteira.

Isto mesmo contou, primeiro, à Polícia Nacional (Espanha), depois, à Polícia Judiciária (PJ) e, entretanto, a alguns vizinhos baralhados com as versões contraditórias que circulavam de boca em boca. Parte do jogo de sedução há-de estar no telemóvel e no portátil que esta quarta-feira, na GNR, mostrou à PJ.

Sai das aulas às 17h30 ou às 18h30 e apanha o autocarro perto das 19h. Naquela segunda-feira, a noite caiu e não entrou na casa de pedra caiada e pintada de amarelo. Preocupada, a mãe cruzou o portão verde e virou à direita, em busca de um rapaz que também frequenta a Didáxis. O vizinho já chegara. Passavam uns minutos das 20h. O tio do rapaz, dono de um armazém situado na rua atrás, aconselhou-a a esperar mais um pouco. Por volta das 22h, levou-a à GNR. Escaldados com histórias de adolescentes que se atrasam ou escapam, os militares mandaram esperar. À meia-noite, a mãe e o vizinho tornaram ao posto – a tentar forçar diligências.

No dia seguinte, a notícia correu veloz. Um tanto conscientes da crueldade que reservam a Paulo, alguns colegas emudeceram. Teria posto fim à vida, como o miúdo de 12 anos que se atirara ao Tua? Naquele mesmo dia, telefonou à mãe a dizer que estava bem, que estava no Porto, que estava a trabalhar. A mãe tentou saber mais. A chamada foi cortada de forma abrupta.

Alguns vizinhos encontraram sentido: a família era apoiada, tivera sete filhos e perdera um; os três mais novos estariam ou já teriam estado debaixo de olho da protecção de menores. A PJ do Norte, porém, não se fiou na teoria da partida por vontade própria em busca de ganha-pão. A chamada ter-lhe-á, de resto, permitido perceber que estava em Orense. Impunha-se pedir colaboração a Espanha.

Os espanhóis resgataram-no na quinta-feira, 15 de Abril. Dormia num colchão esfarrapado, fechado numa cave, rodeado de sujidade, de desperdícios, de sucata. Terá sido forçado a trabalho árduo. Quem vivia perto nem desconfiava e tê-lo-á visto embrenhado em tarefas diversas.

Aquela era a casa de um casal metido consigo próprio. Empenhado na recolha de sucata, faria algum trabalho no campo, em Monterrei, outro município da província. E, numa quinta, ali mesmo, em Santa Mariña do Monte, teriam coelhos, galinhas e outros animais domésticos.

Naquele dia, as autoridades detiveram o casal e um homem que terá colaborado no alegado sequestro – os três aguardam, agora, julgamento no Estabelecimento Prisional de Pereiro de Aguiar, em Orense. Volvidos três dias, detiveram um irmão de um deles, em Madrid. A PJ e a PN investigam eventuais ligações entre este caso e casos de tráfico de pessoas para exploração laboral ou mesmo escravatura protagonizados por indivíduos que se movem entre Portugal e Espanha e que tanto usam documentação portuguesa como espanhola.

À entrada de Vizela, já não há pachorra para jornalistas. Familiares e pessoas próximas – como a vizinha que faz as vezes de encarregada de educação de Paulo e auxilia a família conforme pode – têm indicações da PJ para não falar. E acusam desgaste com o tratamento que o caso mereceu. Na escola, continuam a chamar-lhe “SS” ou “Sempre Só” ou “Serralheiro Solitário”. Às vezes, no recreio, as raparigas rodeiam-no, agarram-no, acompanham-no. Só para rir.

Ana Cristina Pereira

Público

24 de Abril de 2010

 

Via Meninos de ninguém



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Se fosse hoje o Marco não precisava de andar tanto

 

Via Intervalo para Café



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Domingo, 25 de Abril de 2010

Lindsay Lohan vai ser

 

Regressamos a 1974, ano em que Linda Lovelace se tornou uma das mulheres mais famosas (e repudiadas) do mundo pela sua garganta abençoada. Um clítoris abaixo da epiglote não é para qualquer uma. Para nenhuma, aliás, já que a localização do ponto g de Lovelace foi fruto da invenção de Gerard Damiano. Nascia, assim, o polémico “Garganta Funda”. Na altura, nos EUA, Nixon ignorou os 60milhões de lucro que o filme gerou – ainda hoje é um dos filmes mais rentáveis da história do cinema - e deu início a uma caça às bruxas, no que a pornografia ou erotismo tocasse. Imperava o conservadorismo e o sexo (embora todos o praticassem e comprassem), tinha carimbo de “tabu”.
Mudam-se os tempos… e “Garganta Funda” volta a fazer história, desta vez numa versão biopic que conta a história da protagonista de 1974. “Inferno”, que começa a ser rodado este Verão, terá como actriz principal a não menos polémica Lindsay Lohan, de 23 anos, e será apresentado ao público na próxima edição do Festival de Cannes.
A escolha da menina- que-afinal-já-não-o-é não foi aleatória. Nos anos verdes do Clube Disney a ruiva de sardas encantou meio mundo com papéis em tudo adoráveis. Entretanto cresceu e transformou-se no típico produto Hollywodiano. Foi – diversas vezes – manchete pelos motivos errados e a sua presença (nem que fosse numa festa infantil) passou a ser imediatamente associada e uma coisa e uma coisa só: sarilhos. A fama valeu-lhe o proveito e agora, depois de aparições desastrosas em produções menos felizes, Lohan recebe, em bandeja de prata, a oportunidade de regressar à ribalta. De Lindsay para Linda de Lohan para Lovelace.

 

Via ionline



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Letra

A Formiga No Carreiro

A formiga no carreiro
vinha em sentido contrário
Caiu ao Tejo
ao pé de um septuagenário

Lerpou trepou às tábuas (bis)
que flutuavam nas águas (bis)
e do cimo de uma delas
virou-se para o formigueiro
mudem de rumo (bis)
já lá vem outro carreiro

A formiga no carreiro
vinha em sentido diferente
caiu à rua
no meio de toda a gente

buliu abriu as gâmbeas
para trepar às varandas
e do cimo de uma delas
...

A formiga no carreiro
andava à roda da vida
caiu em cima
de uma espinhela caída

furou furou à brava
numa cova que ali estava
e do cimo de uma delas



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Depois de “reservarem” o Marquês de Pombal, em Lisboa, os adeptos do Benfica decidiram invadir o norte do país e marcar presença na cidade do Porto. Durante a madrugada um grupo de 11 pessoas colocou uma lona de 10 metros na Rotunda da Boavista onde se podia ler “reservado”, ou melhor, “reserbado”.
Contactado pelo jornal "A Bola", um dos mentores da ideia, director criativo numa agência de publicidade explicou que foram contactados por uma pessoa do Porto que queria repetir a brincadeira levada a cabo em Lisboa, ainda que “com um toque de humor.”
O i conseguiu falar com outro dos responsáveis pela acção, que explicou todo o processo: "Colocámos a faixa às 5h30 da manhã. Tivemos de ser muito rápidos por causa da polícia. Às 8 horas foi lá um de nós e já estava vandalizada. Parece que às 10h00 já tinham retirado a faixa. Estava ao alcance da mão para ser visível. Não colocámos na estátua porque não ia ter visibilidade."

 

Via Ionline



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Sábado, 24 de Abril de 2010

Aliciamento de menores pela net está a aumentar

 

Entra-se num site de conversação para falar com os amigos. Um desconhecido mete conversa. Acha-se graça. Responde-se. Aos poucos a relação vai crescendo e, em pouco tempo, partilham-se histórias e fotos. Mas do outro lado da linha pode nem sempre estar alguém com boas intenções. Um abusador ardiloso, um assaltante interessado em informações da casa de família ou um traficante que alimenta uma rede de exploração laboral. Tudo casos reais.

A maioria dos aliciamentos através da Internet são de cariz sexual e vários inspectores da PJ ouvidos pelo PÚBLICO acreditam que estão a aumentar. Como tem aumentado o acesso dos mais novos a este meio de pesquisa e conversação. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, os menores entre os 10 e os 15 anos são os que mais utilizam a Internet. Em 2008, neste grupo etário eram 92,7 por cento os que indicavam utilizar a Net, contra 87,4 na classe dos 16 aos 24 e 69,5 na dos 25 aos 34. O número desce para 5,2 por cento no último grupo etário dos 65 aos 74 anos. 

Em 2005, apenas um terço dos menores entre os 10 e os 15 anos afirmava utilizar a Internet "todos ou quase todos os dias", uma percentagem que subiu para 55 por cento em 2008. 

Aumento de participações

O aumento de participações, acreditam os investigadores, é sinal de uma maior consciencialização de todos, sobretudo dos pais, que na maior parte das vezes denunciam os casos. "Muitas vezes os menores nem se apercebem que estão a ser vítimas de um abuso", explica o inspector-chefe da Directoria do Centro da PJ, Camilo Oliveira, coordenador do departamento que investiga os abusos sexuais. É que quando se fala de abusos não está implícito necessariamente o contacto físico. "Podem ser exibições através da câmara web, a entrega de fotografias íntimas ou a pura existência de conversas de cariz sexual entre um adulto e um menor de 14 anos", exemplifica. 

Para sensibilizar os menores para os riscos da Internet, especialmente para os aliciamentos sexuais, a Directoria do Centro da PJ assinou em Maio de 2007 um protocolo com a Direcção-Regional de Ensino do Centro. "Vamos às escolas explicar os riscos da Internet aos menores, aos professores e aos pais", concretiza Camilo Oliveira, que contabiliza 40 acções por ano. No Porto também foi feito um protocolo com a Direcção-Regional de Ensino do Norte, mas o objecto é a sensibilização para os crimes informáticos, desfiando fenómenos como o pishing (técnicas de acesso ilegítimo a contas bancárias movimentadas por Net) ou as burlas através da Net. 

Falta de dados

Em 2007, a PJ registou 67 casos de pornografia infantil via Net e das mais de 500 participações de abusos sexuais feitas nesse ano, 12 por cento eram relativos a crimes praticados através da Net. Camilo Oliveira não quer avançar um número mas garante que "uma boa parte" dos abusos sexuais que entram na sua directoria, já decorre de aliciamentos feitos através da Internet. Outros inspectores dão o mesmo testemunho e um até revela que o ano passado foi detido um pedófilo que abusou de uma menor logo no primeiro encontro, combinado através de um site de conversação. A PJ dispõe de dados, mas estes não foram disponibilizados em tempo útil. Já a Procuradoria-Geral da República diz que não dispõe de elementos "por ausência de um sistema informático capaz, já prometido mas ainda não criado".

Helena Sampaio, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, mostra-se preocupada com este fenómeno e aconselha os pais a acompanharem mais os filhos na utilização das novas tecnologias. "Não vale a pena proibi-los de ter acesso à ferramenta, mas alertá-los para os perigos que eles correm com determinado tipo de utilização", afirma a psicóloga. Crianças isoladas, com problemas de socialização e de auto-estima estarão mais vulneráveis a este tipo de aliciamento. Aos pais, Helena Sampaio sugere que façam algumas simulações de algumas situações de risco, para perceber se os filhos respondem da forma adequada e aconselhá-los se necessário.

 

Via Público



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A união suspensa.. posições sexuais

O que é
A “União Suspensa” é uma posição que vem do clássico “Kama Sutra”. Nenhum outro manual do sexo dá tanta atenção ao caminho para o bom sexo quanto este. O livro tem capítulos detalhados sobre carícias, diferentes jeitos de se beijar e brincadeiras, como morder, que animam a vida sexual do casal. O brâmare Vatsyayana, que supostamente escreveu o “Kama Sutra”, detalha que a mulher geralmente precisa de mais fatores de excitação do que os homens para chegar ao orgasmo.

Como fazer
Ele encosta-se a uma parede e levanta a mulher com as mãos, entrelaçando os dedos sob suas nádegas, ou a segurando pelas coxas. Para ajudar o rapaz, a garota deve se agarrar nele com as pernas. Quando a penetração for completa, ele começa a fazer movimentos para frente e para trás. Se for difícil para ele manter esse ritmo, ela pode ajudá-lo empurrando o corpo longe da parede com os pés.

Por que dá prazer
A sensação de ser controlada pelo homem pode excitar muitas mulheres, tornando o orgasmo mais fácil de ser atingido. O rapaz pode aproveitar para fazer carícias no bumbum dela, que vai aumentar ainda mais o prazer da parceira. Mas é importante lembrar que ele precisa ter bastante força para conseguir fazer esta posição sem causar danos ao corpo.

Via 180 Graus

 



publicado por olhar para o mundo às 21:00 | link do post | comentar

 

 

Letra
Cada noche llaman desde París
en el día en que todo ocurrió
Como un sueño de locos sin fin
La fortuna se ha reído de tí
y de mí
La luna llena sobre París
Cada noche llaman desde París
en el día en que todo ocurrió
Como un sueño de locos sin fin
La fortuna se ha reído de tí
Sorprendido espiando
el lobo escapa aullando
y es mordido
por el mago del Siam
(La luna llena sobre París)
Auuuu
ha transformado en hombre a Denis
Rueda por los bares del bulevar
se ha alojado en un sucio hostal
Mientras está cenando
junto a él se ha sentado
una joven
con la que irá a contemplar
(La luna llena sobre París)
Auuuu
Algunos francos cobra Denis
Auuuu
Lobo-hombre en París
Auuuu
Su nombre: Denis
La luna llena sobre París
Auuuu
ha transformado en hombre a Denis
(Lobo-hombre en París)
¡A ver ese aullido!
(Auuuu)
Lobo-hombre en París
¿Harías otro por mí?
(Auuuu)
Su nombre: Denis
¡Vente conmigo!
Mientras está cenando
junto a él se ha sentado
una joven
con la que irá a contemplar
La luna llena (sobre París)
Auuuu
ha transformado en hombre a Denis
Auuuu
Lobo-hombre en París
Auuuu
Su nombre: Denis

 

 



publicado por olhar para o mundo às 12:00 | link do post | comentar

A Igreja Católica já não sabe a quem atirar. Os casos de pedofilia sucedem-se e a reacção continua a ser o ricochete: as famílias, a sociedade em geral, os homossexuais. Só falta dizerem que a culpa é dos miúdos.

 

 

A Igreja já não sabe como reagir. E é compreensível. Os casos sucedem-se e começam a faltar bodes para expiar tantos pecados. Qualquer dia vão ter de se virar para as ovelhas e carneiros. Enquanto não acontece continuam a menorizar os abusos sexuais que membros do Clero consumaram e continuam a praticar.

1- Começaram por dizer que os casos de abuso sexual de menores são mais comuns em família e nas mais diversas áreas da sociedade do que no seio da Igreja. Como se sabe estamos todos fartos de ouvir falar no caso do Barnabé e da sua rede de Bombeiros pedófilos voluntários. Ou da rede de pedofilia dos revisores da CP desmantelada recentemente. Um deles foi apanhado em flagrante no Alfa pendular a seduzir um senhor anão porque pensava que ele tinha 8 anos.

2- É estranho que a Igreja não entenda que um Padre, Bispo ou qualquer outra figura da Igreja tem uma responsabilidade moral acrescida. Porque quem tem por vocação ensinar homens e mulheres a viver de acordo com a palavra do Senhor não deveria em caso algum andar enrolado nos lençóis com meninos de 10 anos. Mas a garotada gosta de fugir para dentro dos edredões que se há-de fazer?

Um Padre brasileiro teve direito a filme enquanto espalhava o seu amor pelas crianças sob a Cruz de Cristo. Tinha dito anteriormente: "não sou pedófilo". Pois não filho. És um cobertor do Ikea e dos mentirosos. Os miúdos é que estavam com frio e tu agasalhaste-os como Jesus faria a um pobre diabo com hipotermia. Não me parece que seja este o tipo de ensinamentos que o filho de José gostaria que perdurassem. O Padre foi entretanto detido e deve estar feliz. Por esta hora deve ser a namorada mais requisitada da ala. Não deve ter mãos a medir para distribuir tanto amor pelos fiéis que visitam a sua cela. E espero que um Fernandão ou Renatão de 2 metros e 140 quilos de massa muscular lhe faça toda a santa noite lembrar o sofrimento que causou aos menores de que abusou. Com a graça de Deus claro.

3 - Dizer que a maioria dos pedófilos é homossexual é outra aberração. Da boca de um Padre ou de outra pessoa qualquer. Conheço vários homossexuais e nunca vi nenhum ficar entalado na porta pequena daImaginarium por andar a correr atrás de um miúdo. Pedofilia é doença e crime. Homossexualidade é uma orientação sexual. Façam lá favor de não baralhar os fiéis. Até porque muitos deles serão homossexuais e podem não apreciar, não lhes parece? Se não gostam de generalizações entre padres e pedófilos não façam o mesmo entre coisas bem mais descabidas.

4 - Com tanto que a Igreja tem dito sobre tudo e todos menos sobre os acusados começa a pairar a ideia de que a culpa disto tudo é afinal dos miúdos. Estavam à hora errada, no sítio errado e com o padre errado. "Coitado do senhor padre, estava a preparar a homilia sossegado e veio o raio do miúdo com uma fisga e disse-lhe: viola-me já aqui ou vazo-te um olho!"

 

Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 09:47 | link do post | comentar

Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Ela e os cães dela... zoofilia

 

Rachel Petterson, uma norte-americana de Jefferson, no estado de Oregon, foi detida esta semana sob a acusação de agressões sexuais a dois cães.

O mais bizarro neste caso é o facto de Rachel nem estar a ser investigada quando foi efectuada a detenção. A polícia estava a fazer uma busca à casa de do casal Petterson porque o marido de Rachel, Sam, fora detido em Março por armazenamento de pornografia infantil. Durante a pesquisa no computador, as autoridades encontraram imagens da mulher a praticar sexo com os dois animais domésticos.

Ao ser interrogada, a mulher de 32 anos admitiu ter praticado os actos sexuais com os cães, referindo, no entanto, que não tinha conhecimento de estar a ser filmada pelo marido.

Imagens incriminatórias foram ainda descobertas no telemóvel de Sam.

Rachel será julgada em Maio, podendo ser condenada a uma pena de dois anos de cadeia.

 

Via Correio da Manhã

 



publicado por olhar para o mundo às 22:19 | link do post | comentar

O google e a censura na blogofera

 

Está disponível online para quem queira ver e é uma resposta clara às organizações que têm pedido mais transparência: a Google criou um mapa com os pedidos de informação sobre uti- lizadores e de remoção de conteúdos feitos por dezenas de governos. Este mapa revela os pedidos feitos entre 1 de Julho e 31 de Dezembro de 2009. 

"Somos novos nisto e ainda estamos a aprender qual é a melhor maneira de reunir e apresentar esta informação", escreve a Google na página onde o mapa foi disponibilizado. "Vamos continuar a melhorar esta ferramenta e a afinar os tipos de dados que apresentamos", promete a empresa.

Portugal é um dos países que aparecem no mapa. Embora não tenha solicitado a remoção de conteúdos, o governo de Sócrates fez 45 pedidos de informação sobre utilizadores. De que tipo? Não sabemos. De uma forma geral, explica a Google em comunicado, "a maioria destes pedidos são válidos e a informação em causa é necessária para investigações criminais legítimas". No entanto, muitas vezes também configura uma tentativa de censura. A guerra que a Google tem travado com a China não é alheia a esta iniciativa. Aliás, a empresa usa o mapa para dar um beliscão na controvérsia. A China aparece no mapa, mas em vez de ter números tem um ponto de interrogação à frente, com a seguinte nota: "Os responsáveis chineses consideram que as ordens de censura são segredos de Estado, por isso não podemos revelar essa informação neste momento." 

Noutros países também há dados interessantes. Por exemplo, a Google recebeu mais pedidos de informação sobre consumidores privados no Brasil que nos EUA. Porém, no que toca ao pedido de remoção de conteúdos - o que muitas vezes está relacionado com conteúdos ilegais, de pornografia, xenofobia, racismo - a Alemanha é campeã absoluta, com 188 pedidos. A Google explicita a percentagem que foi efectivamente retirada, identifica o serviço em causa (Blogger, YouTube...) e indica em que casos houve ordem do tribunal. 

"Pensamos que maior transparência e responsabilidade irão conduzir a menos censura e maior responsabilidade na vigilância governamental", remata a Google.

 

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 14:53 | link do post | comentar

Letra
Eu não sei se vais ouvir-me
Se estás ai ou não
Eu não sei se compreendes
Esta oração

Se eu p'ra ti sou uma estranha
Que o coração perdeu
É ao ver-te que eu pergunto
Se já foste como eu

Refrão:
Longe do mundo, mas perto de ti
Peço conforto de quem eu fugi
Perdida, esquecida eu oro aqui
Longe do mundo mas perto de ti

Peço conforto e nada mais
Na voz dos que sofrem padecem sinais
Vêm de longe e chegam por fim
Quem vai ouvi-los? Quem sofre assim?

Eu não sei se vais lembrar-te
De um coração tão só
Coração tão vagabundo
Que perde, chora, todos os dias

Longe do mundo mas perto de ti
Peço conforto de quem eu fugi
Venho de longe e chego por fim
Quem vai ouvir-me chamar assim
Perdida, esquecida, aqui a orar
Longe do mundo mas perto de ti.



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