
Há uns dias fui fazer um trabalho com uma colega de profissão e de blogue. O que fomos fazer e onde fomos vai permanecer em segredo por questões de segurança.
A segurança era de tal forma apertada que não posso mesmo contar aqui o teor do trabalho, agradeço aqui a compreensão e o benefício da certeza.
O resultado final está à vista de todos dentro no site do jornal, mas tudo o que envolva a forma como lá chegámos e o que tivemos de fazer tem mesmo de ficar entre mim e a minha companheira de profissão.
Para começar devo dizer que já estive em alguns sítios onde a segurança é apertada. Mas tanto para mim como para ela foi a primeira vez que fomos inspeccionadas dos pés à cabeça.
Passei quatro vezes por um detector de metais, depois de ter aberto tudo o que tinha na minha (gigante) mala, para ver o que apitava. Os meus inocentes sapatos (de salto alto, obviously) eram os responsáveis.
Recomendo aos aeroportos onde passei nos últimos dias que comprem aquela máquina, é que eu tinha acabado de vir de férias e os mesmos sapatos passaram sem dar nas vistas por três aeroportos.
Depois de passarmos pela máquina de detectar metais e mostrarmos o material que levávamos, tínhamos uma última etapa: mostrar a mala. (O que para mulheres é sempre uma coisa complicada)
Confesso que comecei logo a corar com a ideia de que iam ver que tinha pensos higiénicos espalhados pela mala espalhados entre milhares de mil e uma porcarias. O senhor da segurança foi muito simpático, mas não deixou de sorrir quando viu que eu tinha uma bolsa só para maquilhagem. "Isto é tudo maquilhagem?!", perguntou. "Sim", disse eu meio envergonhada.
Mas o melhor veio no fim, quando saímos depois de dar o trabalho por terminado. À saída tínhamos de tirar, de uma caixa de segurança, todos os objectos que não puderam entrar. No meu caso, a bolsa da maquilhagem, um creme para as aftas e uma amostra de esfoliante.
Para meu espanto encontro uma gillete na dita caixa. "Mas quem é que vem para o trabalho com uma gilete?", exclamo eu, pensando que o objecto seria de alguém que trabalhava naquele lugar.
Eis quando a minha colega se vira para mim com um ar envergonhado: "É minha, é que vou ao ginásio mais logo..."